Metrô Tudo Pode Mudar

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USO DE TRANQUILIZANTE PODE ELEVAR RISCO DE ALZHEIMER

 

O uso prolongado e indiscriminado de ansiolíticos e tranquilizantes pode aumentar o risco de o idoso desenvolver a doença de Alzheimer, mostra estudo publicado no “British Medicai Journal”. Utilizados para tratar sintomas como ansiedade e insônia, os benzodiazepínicos (como Rivotril, Frontal e Lexotam) foram associados a um risco até 51% maior de desenvolvimento da demência. A venda dessa classe de calmantes tem aumentado no Brasil, na contramão do que acontece em países como Inglaterra e Alemanha, onde o comércio tem caído. A pesquisa foi feita por um grupo de cientistas canadenses e franceses usando dados do sistema de saúde de Québec (Canadá). Foram comparados 1.796 casos de Alzheimer em pessoas acima de 66 anos com 7.184 idosos saudáveis (da mesma faixa etária) por um período de seis anos antes do diagnóstico da doença.

Entre os efeitos colaterais estão falhas de memória, confusão mental e instabilidade postural. Isso pode levar a quedas e fraturas. Segundo um especialista é muito comum os idosos se queixarem de insônia, quando, na verdade, têm dificuldade de dormir à noite porque costumam cochilar durante o dia. Às vezes, uma simples higiene de sono já resolve.

CLIQUE AQUI  para saber mais no site da Folha de São Paulo

 

 

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Dido – Thank You

Estou imaginando por que eu saí da cama afinal! A chuva da manhã embaça minha janela e eu não posso ver nada e ainda que pudesse, seria tudo cinza! Mas o seu retrato na parede me faz lembrar que não é tão ruim, não é tão ruim! Eu quero te agradecer por me dar o melhor dia de minha vida, apenas estar contigo é como ter o melhor dia de minha vida!
O melhor dia da minha vida foi o meu casamento com a Lucely Teixeira!!

MENTE E CORAÇÃO – GUILHERME KERR NETO

Mente e Coração – Guilherme Kerr Neto

Ah! Como é bom poder
aos pés da cruz depositar
este meu fardo, pesado e árduo de carregar.

E não ter que andar ansioso de nada, senão,
a Deus tudo levar, em grata e súplice oração.
E a paz de Deus, então, mente e coração guardará
em Cristo Jesus.

Ah! Como é bom poder
aos pés da cruz depositar
este meu fardo, pesado e árduo de carregar.

E não ter que andar ansioso de nada, senão,
sobre Ele lançar, cada problema, cada aflição.
E a paz de Deus, então, mente e coração guardará
em Cristo Jesus.

Ah! Como é bom poder, como é bom saber!

VOTO DE CABRESTO É CONDENADO POR LÍDER RELIGIOSO DE CAMPINAS

Contra o Voto de cabresto divino

 

O arcebispo de Campinas, dom Airton José dos Santos, enviou carta às paróquias em que orienta qual deve ser o papel da igreja nas eleições do dia 05 de outubro.

Entre elas, o religioso condena o voto de cabresto, proíbe o uso dos templos e lugares de cultos, assim como eventos religiosos, para propaganda eleitoral partidária e ressalta ainda que os candidatos que são voluntários da igreja devem se afastar do cargo de leigo das paróquias para não constrangerem os fiéis a votarem neles.

Além disso, deixa claro a defesa do financiamento público de campanha – evitando assim a influência do poder econômico sobre as candidaturas -, defende alteração do sistema político em que o pleito seria realizado em dois turnos, sendo que no primeiro votaria na proposta e, no segundo, no candidato, entre outras propostas.

A carta é extensa e propositiva. Mas entre seguir as orientações e ignorá-las há um longo caminho. O que tenho visto é pastores e padres ignorarem sistematicamente o papel da igreja – defendo a conscientização política, mas condeno a partidarização das igrejas – e estão transformando os púlpitos em palanques eleitorais. Não se constrangem em pedir votos para os seus candidatos e tratam os fiéis como ignorantes. O voto de cabresto tem sido uma realidade nos arraiais evangélicos e católicos.

Por Rose Guglielminetti

VOCÊ É QUAL TIPO DE PESSOA?

Existem dois tipos de pessoas que não vão para a frente:
Aquelas que não fazem o que lhes é pedido. Aquelas que só fazem o que lhes é pedido.
Napoleon Hill

AS 16 LEIS DE TODA PESSOA DE SUCESSO, SEGUNDO NAPOLEON HILL

 

No começo do século XX, um dos empresários mais bem-sucedidos dos Estados Unidos, Andrew Carnegie, decidiu que queria saber quais eram os denominadores comuns entre todos os grandes homens de sucesso da época.

Para isso, contratou um jovem chamado Napoleon Hill e deu a ele a tarefa de estudar – durante 20 anos – sobre as 6 mil pessoas mais ricas e poderosas do mundo e descobrir o que elas tinham em comum. Hill não só as estudou como também entrevistou pessoalmente centenas delas, incluindo nomes como Thomas Edson, Graham Bell, George Eastman, Henry Ford, John Rockfeller, Theodore Roosevelt e Woodrow Wilson.
Depois de apresentado a Andrew Carnegie, o resultado do trabalho foi transformado em um curso, no qual Napoleon Hill definiu 16 leis que todas as pessoas de grande sucesso seguiam, conscientemente ou não. Se você quer modelar alguns desses grandes nomes da humanidade, leia sobre e tente aplicar você mesmo todas essas 16 essenciais regras.

1. Associação com outras pessoas com o mesmo perfil de pensamento

A primeira lei revela que todos os grandes homens tiveram que se associar a outras pessoas para conseguir realizar os seus objetivos. Uma vez que todos compreenderam a interdependência, buscaram principalmente pessoas que seguiam uma mesma linha de pensamento. Assim, todos trabalhavam em rapport com seus sócios.
Napoleon Hill afirmava que a união de duas ou mais mentes gerava um todo que era maior do que a soma das partes, o que ele chamou de Master Mind – ou Mente Mestra. Sozinhos, nenhum deles teria conseguido o sucesso que conseguiu.

2. Objetivo principal definido

Outro ponto que ficou bastante claro durante a pesquisa foi que todas as pessoas que realizam seus sonhos tinham um objetivo principal claramente definido em suas mentes, muitas vezes ricos em detalhes.
Muita gente diz que quer mudar de vida, mas quando são perguntadas o que realmente querem, se atrapalham para dizer. Sabem que não querem continuar do jeito que estão, mas não tem um objetivo claro de onde querem chegar, do que querem realmente mudar.
O objetivo principal na vida deve ser escolhido com um grande cuidado e, depois de escolhido, deverá ser escrito e colocado num lugar onde se possa vê-lo pelo menos uma vez por dia. Isso tem por efeito psicológico impressionar o subconsciente da pessoa de tal maneira que ela aceita esse propósito como um lema, um projeto, uma “planta” que finalmente dominará as suas atividades na vida e a guiará, passo a passo, para a consecução desse objetivo. – Napoleon Hill

Sem ter um objetivo traçado, é muito complicado realizar alguma coisa. Não devemos ser 100% orientados a meats, contudo se não tivermos um lugar para onde ir, será difícil saber como chegar lá.

3. Confiança em si próprio

As pessoas de sucesso entrevistadas demonstravam grande confiança em seu potencial. Se não para resolver o problema, para saber quem chamar para resolver. A autoconfiança é essencial para quem quer empreender algo. Quem vai confiar um investimento em alguém que não demonstra segurança? Qual cliente vai comprar algo de alguém que duvida de si mesmo?

4. Economia

A quarta lei das pessoas de sucesso é o hábito da economia. Em uma tradução mais moderna, podemos dizer que educação financeira é uma das regras essenciais para quem quer obter sucesso.
Embora o dinheiro não seja a única ferramenta para medir o sucesso de uma pessoa, quando estamos falando de negócios e empresas (que era o caso da maioria dos entrevistados de Napoleon Hill), essa é sim a principal medida de sucesso.
O estudo mostrou que os entrevistados sabiam controlar suas finanças e assim tinham sempre dinheiro para investir em oportunidades e para arriscar empreendimentos que, se não dessem certo, também não os iria deixar no meio da rua.

5. Iniciativa e Liderança

Um outro ponto bastante claro na pesquisa foi o de que todos os entrevistados tinham um perfil de líder e não de seguidor. Todos tomaram a iniciativa de assumir o controle de suas próprias vidas, de empreender, de sair da mesmice e levar outros associados juntos no caminho.
Embora algumas pessoas realmente não tenham o perfil de liderança, acreditamos que isso pode ser trabalhado e melhorado. Para levar outras pessoas a trabalharem com você em uma iniciativa própria ou mesmo para convencer outros a comprarem seus serviços e produtos, é preciso demonstrar liderança.

6. Imaginação

Pensar fora da caixa. Essa é a sexta lei do triunfo identificada por Napoleon Hill entre os homens bem-sucedidos que ele entrevistou. Boa parte deles precisou muitas vezes usar a imaginação para pensar em um negócio que não existia, para criar uma solução na qual ninguém pensou antes, para criar coisas novas.
Existe uma série de técnicas para desenvolver a imaginação e a criatividade, mas o ponto principal é você forçar-se a mudar suas rotinas de ações e pensamentos e não ter receio de experimentar coisas novas.

7. Entusiasmo

Aqui chegamos a um ponto muito importante. Muita gente parece ter um desejo de mudar de vida, mas acaba não indo em frente. É como se faltasse o combustível para levar o carro adiante.
Segundo a pesquisa encomendada por Andrew Carnegie, esse combustível que move homens e mulheres rumo a grandes descobertas e empreendimentos é o entusiasmo. Grande parte dos maiores realizadores do mundo eram absolutamente apaixonados por seus objetivos principais definidos, a ponto de isso despertar neles grande entusiasmo para seguir em frente mesmo quando todas as condições pareciam adversas.
O homem geralmente triunfa com mais facilidade num campo de esforços em que se lança de corpo, alma e coração. – Napoleon Hill
Criar entusiasmo em si mesmo – literalmente viver com paixão – é um dos desafios mais intensos e prazerosos que você pode impor a si mesmo.

8. Autocontrole

O oitavo ponto bate muito com o quinto: ter autocontrole é, na verdade, ser o líder de si mesmo. É pensar no longo prazo, avaliar as consequências de cada ação, ter a ideia exata de que tudo o que você faz ou o aproxima ou o afasta do seu objetivo principal definido.
Não ser escravo das tentações mundanas ou de estados alterados de consciência – como a embriaguez, por exemplo – é um passo essencial para quem quer estar no comando da própria vida.

9. Hábito de fazer mais do que a obrigação

Segundo Napoleon Hill, existem dois tipos de pessoas que não vão para a frente:
  1. Aquelas que não fazem o que lhes é pedido
  2. Aquelas que só fazem o que lhes é pedido
Se você quer se destacar em sua área de atuação, precisa criar o saudável hábito de andar a milha extra: sempre fazer mais do que lhe pedem, sempre fazer mais do que é obrigado a fazer. Do contrário, você será apenas uma pessoa mediana, igual a tantas outras.

10. Personalidade atraente

Os negócios são resultados diretos de interações humanas. Cultivar uma personalidade atraente é ser uma figura agradável, simpática, bem apresentada. Não estamos falando aqui de padrões de beleza e sim de comportamentos que o tornem uma companhia agradável para os outros.
Existem pessoas que não fazem a menor questão de serem simpáticas. Elas estão no direito delas, porém para quem quer levar sua carreira a patamares mais altos, além de competência, é preciso ser uma companhia no mínimo agradável.

11. Pensar com Exatidão

Ter foco é outra lei essencial para quem quer obter sucesso. Devemos aprender a dirigir os nossos pensamentos somente para os assuntos, fatos e informações que, de alguma forma, nos deixarão mais próximos de nosso objetivo principal definido.
A meta é passar a raciocinar dedutivamente, apenas com base em fatos comprovadamente verdadeiros, que possuam importância real e que sejam úteis de alguma maneira.

12. Concentração

Esse ponto parece ser muito mais difícil hoje em dia do que na época em que a pesquisa foi realizada. Isso porque hoje boa parte da humanidade sofre com distúrbios de déficit de atenção. As novas tecnologias e seus processos multitarefas nos oferecem tantas coisas que cada uma delas recebe apenas uma pequena fração da nossa atenção. O resultado são trabalhos mal-feitos, falta de foco, sensação de excesso de informação e um grande sentimento de frustração.
A saída aqui é treinar a própria mente para pensar com exatidão. Técnicas de meditação e o hábito de lidar com apenas uma coisa de cada vez, com foco total, são úteis para esse tipo de treinamento.

13. Cooperação

Além de se associar com pessoas com a mesma linha de pensamento, os homens de sucesso entendem que a cooperação é o melhor caminho para a realização pessoal e coletiva. Isso inclui ver os concorrentes apenas como outros players do mercado, não como inimigos. Significa ver os funcionários não como escravos, mas como pessoas que estão colaborando para tornar o seu sonho realidade.
A cooperação deve se dar em todos os níveis, pensando não somente no interesse próprio, mas também no bem-estar das pessoas com quem você se relaciona.

14. Fracasso

Como o fracasso pode ser uma das leis do sucesso? É simples: todas as pessoas que atingiram uma grande realização na vida, fracassaram algumas vezes antes. Na verdade, como diria Thomas Edson, aprenderam maneiras de “não inventar a lâmpada”.
O fracasso deve ser visto como um grande aliado. Cada vez que você falha, você descobre uma maneira de não realizar o seu objetivo. Elimina um caminho. Continue fazendo isso até você achar a trilha ideal.
Anthony Robbins em seus treinamentos pergunta: quantas vezes você deixaria o seu filho cair antes de desistir de ensiná-lo a andar? As pessoas respondem com simplicidade: ora, ele vai cair até conseguir andar. E aí está a fórmula mágica do sucesso! Não existe maneira de fracassar, apenas de aprender como não chegar lá.

15. Tolerância

Para lidar com o fracasso, com as limitações de outras pessoas e as suas próprias, com as adversidades que a vida nos impõe, é preciso ter uma boa dose de tolerância e paciência.
Você já deve ter percebido que não existe ninguém no mundo que consiga ter todas as coisas sob controle. Coisa que queremos não acontecem. Coisas que não queremos acontecem. O segredo é nos desapegar de querer controlar tudo e ter tolerância e paciência para ir acertando e errando até chegar onde queremos, seguindo sempre em frente.
A maior recomendação que alguém que está buscando uma melhoria na qualidade de vida pode receber é a de aproveitar toda a jornada, não apenas a realização da meta. O momento em que você realiza o objetivo é muito fugaz perto de todo o caminho que você tem para percorrer até ele.
Se você condicionar sua felicidade somente à realização dos objetivos, estará se condenando a uma vida triste.

16. Fazer aos outros aquilo que quer que seja feito a você mesmo

Conhecida como A Regra de  Ouro, essa lei é usada em grande parte das religiões e filosofias de vida já criadas no mundo. Se ela fosse realmente levada a sério, viveríamos um mundo bem melhor.
No momento em que você percebe que somos todos – seres vivos e meio-ambiente – uma única rede interdependente, que a ideia de eu como uma coisa distinta e independente nada mais é do que uma ilusão, aí, meu amigo, temos uma grande oportunidade de nos libertarmos de padrões limitadores. Tratar as outras pessoas como a si mesmo é um passo importante para essa compreensão.

Livro

Esse é apenas um resumo das 16 leis do sucesso de Napoleon Hill. Se você quiser saber sobre cada uma delas em detalhes, inclusive com muitos exemplos práticos, procure o livro de 736 páginas que no Brasil recebeu o título de A Lei do Triunfo. Embora seja antigo – com primeira edição no ano de 1930 – todas as leis continuam válidas, algumas até mais hoje em dia do que no século passado.
Fonte: IDECRIM

10 LIÇÕES DE ALBERT EINSTEIN

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Albert Einstein é uma das maiores personalidades do século 20. Em 2009 foi eleito o físico mais memorável de todos os tempos. Confira lições que você pode aprender com ele

Mesmo com toda a genialidade e sucesso, Einstein sempre se manteve humilde e aberto para novas descobertas e revisões

Albert Einstein é uma das maiores personalidades do século XX. Em 2009 foi eleito o físico mais memorável de todos os tempos. Ele é responsável, entre outros estudos, pela famosa teoria da relatividade. Além de cientista brilhante, Einstein também teve outras áreas de interesse como a filosofia e ética, por exemplo. Com ele é possível aprender muito mais do que física. Confira a seguir as lições que os estudantes por aprender com Albert Einstein:

10 lições de Albert Einstein: 1 – A imaginação é mais importante que o conhecimento.

Sem a capacidade de sonhar e imaginar Einstein jamais teria conseguido formular suas brilhantes teorias.

10 lições de Albert Einstein: 2 – Não se preocupe com as dificuldades em matemática. Eu posso garantir que as minhas são muito maiores.

Diferente do que muitos pensam, Einstein nunca reprovou em matemática. Mesmo assim, ele alegou diversas vezes possuir certa dificuldade com a matéria.

10 lições de Albert Einstein: 3 – A única coisa realmente valiosa é a intuição.

Einstein entendia o valor do instinto e intuição na resolução de problemas. Enquanto o conhecimento e informação são essenciais, confiar em suas intuições e reações também é um importante diferencial.

10 lições de Albert Einstein: 4 – Qualquer pessoa que nunca tenha cometido um erro nunca tentou algo novo.

Errar é uma parte essencial das experiências vivenciadas pelos seres humanos. As falhas permitem que nós revisemos outras perspectivas e abordagens, além de aprender a respeitar a importância do tempo e reflexão.

10 lições de Albert Einstein: 5 – A única coisa que interfere em meu aprendizado é minha educação.

O aprendizado não se limita as paredes de uma instituição de ensino, pelo contrário, é um processo vivenciado ao longo da vida. Padrões e imposições de ideologias muitas vezes são as maiores barreiras que as pessoas podem encontrar para aprender.

10 lições de Albert Einstein: 6 – Eu não sei com que armas a III Guerra Mundial será travada, mas a IV Guerra Mundial será lutada com paus e pedras.

As teorias de física de Einstein contribuíram para o desenvolvimento das armas atômicas, mesmo assim, ele deplorava seu uso e pressionou diversos presidentes norte-americanos para limitar sua proliferação.

10 lições de Albert Einstein: 7 – Não podemos resolver problemas usando o mesmo padrão de pensamento que tivemos para criá-los.

Encontrar soluções significa repensar a conduta adotada até o momento do erro. Se você insistir nos mesmos padrões provavelmente irá encontrar as mesmas barreiras.

10 lições de Albert Einstein: 8 – O mais importante é não parar de questionar. A curiosidade tem sua própria razão de existir.

Questionar é o que leva a humanidade ao avanço. Se você aceitar todas as coisas a sua volta sem repensá-las jamais, nunca irá conseguir encontrar soluções e novas oportunidades.

10 lições de Albert Einstein: 9 – Quem se compromete a definir-se como juiz da Verdade e do Conhecimento é afundado pela gargalhada dos deuses.

Mesmo com toda a genialidade e sucesso, Einstein sempre se manteve humilde e aberto para novas descobertas e revisões. Essa característica fez dele (e faz até hoje) um dos maiores ícones de várias gerações de seres humanos.

10 lições de Albert Einstein: 10 – Nem tudo que conta pode ser contado, e nem tudo que pode ser contado conta.

Essa frase estava pendurada no escritório de Einstein na Universidade de Princeton e servia como um lembrete das coisas realmente importantes da vida: amor e felicidade.

Você Conhece Deus? (LEGENDADO por Luc Anderssen)

Antes que alguém me julgue por compartilhar o vídeo, já digo que sou um ateu que decidiu acreditar na existência do criador, que é Deus, que é amor… Estava “tudo muito bom” até o momento em que pararam de respeitar as opiniões uns dos outros!! O resto prefiro não comentar para não confundir a mente das pessoas, como no vídeo! Se tiver tempo ou quiser, visite essa página do meu blog e tente entender o motivo da minha posição, link abaixo:
https://orlandoteixeira.wordpress.com/filmes/

Uma explicação para a postura imperial de William Bonner diante de candidatos

 

 

Este artigo da Revista Fórum é muito interessante para quem quiser refletir, ele fala sobre posturas em Jornalismo e sobre estratégias das grandes corporações da mídia, veja abaixo e tire suas conclusões:

 

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A postura supostamente independente de Bonner, igualmente agressivo com todos os candidatos, faz parecer que as Organizações Globo pairam sobre a política, que nunca apoiaram a ditadura militar, nem tentaram “ganhar” eleições no grito

 

Trata-se de um simulacro de jornalismo, que nem original é. Nos Estados Unidos, muitos âncoras se promoveram com agressividade em suposta defesa do “interesse público”. Eu friso o “suposta”. Lembro-me de um, da CNN, que fez fama atacando a invasão do país por imigrantes ilegais. Hoje muitos âncoras do jornalismo policial fazem o mesmo estilo, como se representassem a sociedade contra o crime.

William Bonner está assumindo o papel de garoto-propaganda da criminalização da política. Ao criminalizar a política, fazendo dela algo sujo e com o qual não devemos lidar, ganham as grandes corporações midiáticas. Quanto mais fracas forem as instituições, mais fortes ficam as empresas jornalísticas para extrair concessões de todo tipo — do Executivo, do Legislativo, do Judiciário.

A postura supostamente independente de Bonner, igualmente agressivo com todos os candidatos, faz parecer que as Organizações Globo pairam sobre a política, que nunca apoiaram a ditadura militar, nem tentaram “ganhar” eleições no grito. Que os irmãos Marinho não fazem politica diuturnamente, com lobistas em Brasília. Que os irmãos Marinho não tem lado, não fazem escolhas e nem defendem com unhas e dentes, se preciso atropelando as leis, os seus interesses. Como em “multa de 600 milhões de reais” por sonegar impostos na compra dos direitos de televisão das Copas de 2002 e 2006.

A agressividade de Bonner também ajuda a mascarar onde se dá a verdadeira manipulação da emissora, nos dias de hoje: na pauta e no direcionamento dos recursos de investigação de que a Globo dispõe. Exemplo: hoje mesmo, no Bom Dia Brasil, uma dona-de-casa do interior de São Paulo explicava como está fazendo para economizar água.

A emissora não teve a curiosidade de explicar que a seca que afeta milhões no Estado não é apenas um problema climático, resulta também de falta de investimentos do governo de Geraldo Alckmin, que beneficiou acionistas da Sabesp quando deveria ter investido o dinheiro no aumento da capacidade de captação de água. Uma pauta complicada, não é mesmo?

A não ser que eu esteja enganado, a Globo não deslocou um repórter sequer para visitar o aeroporto de Montezuma, que Aécio Neves mandou reformar quando governador de Minas Gerais perto das terras de sua própria família. Vai ver que faltou dinheiro.

Tanto Alckmin quanto Aécio são tucanos. Na entrevista com Dilma, Bonner listou uma série de escândalos. Não falou, obviamente, de escândalos relacionados à iniciativa privada, nem em outras esferas de governo. Dilma poderia muito bem tê-lo lembrado disso, deixando claro que a corrupção é uma praga generalizada, inclusive na esfera privada, envolvendo entre outras coisas sonegação gigantesca de impostos. Mas aí já seria coisa para o Leonel Brizola.

Por Luiz Carlos Azenha

Fonte: Revista Fórum

MAIS DE 2.500 SOCORRISTAS DO 11 DE SETEMBRO ESTÃO COM CÂNCER

No ano passado, cerca de 1.140 casos foram registrados

Da ANSA

Os aviões atingiram as torres no dia 11/09/2001AP Photo/Carmen Taylor

Mais de 2.500 pessoas que trabalharam no resgate de vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, quando foram derrubadas as Torres Gêmeas, sofrem de câncer.

De acordo com o jornal local New York Post, um número crescente de pessoas está buscando indenização. No ano passado, cerca de 1.140 casos similares foram registrados.

Segundo o Programa de Saúde ligado ao World Trade Center no Hospital Mount Sinai, em Nova York, 1.655 dos 37 mil policiais, entre outros funcionários da prefeitura e voluntários que trabalharam no local do atentado, estão com câncer.

Museu de 11 de setembro é autorizado a exibir viga do WTC em forma de cruz

O número sobe para 2.518 quando são somados os bombeiros e paramédicos que prestaram ajuda no local.

Um capitão dos bombeiros aposentado, de 63 anos, que trabalhou incansavelmente por uma semana depois de 11 de Setembro e passou meses nos escombros das torres, recebeu recentemente uma indenização de cerca de R$ 3 milhões (US$ 1,5 milhões) do Fundo de Compensação para Vítimas do 11/9 por problemas no pulmão e câncer inoperável no pâncreas.

Fonte: R7 Página Inicial

Documentário: Paradise or Oblivion (Paraíso ou Esquecimento)

Paradise or Oblivion (Paraíso ou Esquecimento) é um documentário desenvolvido pelo Projeto Vênus, de Jacque Fresco – um visionário engenheiro social, futurista, inventor e engenheiro industrial. O Documentário trata sobre como a sociedade caminha para o colapso social e econômico, conforme foi estabelecida ao passar dos anos.

O diretor inicia mostrando tudo o que há de controverso na sociedade e como o governo lida com o dinheiro, impostos e no investimento em guerras. É como se as guerras fossem necessárias para que a economia do país progrida. Algo que todos deveríamos nos questionar!

Simplesmente nada pode ser feito sem dinheiro. Não se bebe uma água e não se alimenta sem dinheiro e os sistemas de trocas e produção comunitária ficaram praticamente obsoletos. Temos recursos em abundância, mas de que adiantam quando a bolsa quebra, por exemplo? As fábricas ficam repletas de produtos sem que as pessoas tenham condições de comprar. Nosso sistema é totalmente falho e faz com que fiquemos dependentes do mesmo.

É por esse motivo que Jacque Fresco traz uma nova proposta, onde haveria uma sociedade de oportunidades e com fartura de alimentos, recreação, roupas, meios de transportes, novas tecnologias e acesso ao conhecimento. Não haveria dinheiro e tudo seria provido para todos.

01

Esse novo estilo de vida, oferecendo lazer e recreação, também ampliaria o conhecimento e a criatividade de todos. A medida do sucesso seria a satisfação dos interesses pessoais no lugar da aquisição de riqueza e objetivos egocêntricos. Uma economia baseada em recursos não só mudaria o ambiente para torná-lo limpo, eficiente e agradável, mas introduziria um novo sistema de valores apropriado à direção e metas da inovadora abordagem social.

02

Liberado o acesso à educação e aos recursos, não haveria limite para o potencial humano. Todos teriam liberdade para procurar qualquer área de desafio construtivo que escolhessem sem terem as limitações econômicas que hoje são enfrentadas. O objetivo seria criar uma sociedade sustentável de preocupação ambiental e abundância.

03

Para finalizar o documentário, Jacque Fresco faz as seguintes observações – “Tudo isso pode ser construído com o que sabemos hoje. Levaria 10 anos para transformar a superfície da Terra. Para reconstruir o mundo como um segundo Jardim do Éden. A escolha é sua. A estupidez de uma corrida armamentista nuclear, o desenvolvimento de armas tentando resolver seus problemas politicamente. Elegendo este ou aquele partido político. Todos os políticos estão imersos em corrupção. Vou repetir: comunismo, socialismo, fascismo, democratas, liberais. Não há problemas de negros, poloneses ou judeus, problemas de gregos ou mulheres. Há problemas humanos.”

Aproveite e confira este documentário logo abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=PoJyb1R9U4s

Conheça também o Projeto Vênus – www.thevenusproject.com

Fonte: Editorial Ciências Paralelas

Georg W. F. Hegel

Filósofo alemão

Georg W. F. Hegel

27/8/1770, Stuttgart, Alemanha
14/11/1831, Berlim, Alemanha

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
ReproduçãoHegel lecionou em Heidelberg e foi reitor da Universidade de Berlim

Durante sua juventude, quando estudou no seminário de Tübingen e foi colega de classe deHölderlin, Georg Wilhelm Friedrich Hegel adquiriu conhecimento perfeito da filologia clássica, sobretudo da língua grega. Depois de alguns anos trabalhando como preceptor em famílias ricas, habilitou-se como docente livre em Jena (1801).

Durante seu período em Tübingen, Hegel preparou-se para a carreira eclesiástica e seus primeiros escritos trataram de assuntos teológicos. Ao deixar o seminário, porém, afasta-se da religião e os trabalhos que produz refletem a influência de Kant. Nunca deixará, no entanto, de se preocupar com as questões religiosas.

Além do interesse pelo problema religioso, Hegel sempre se preocupou com as questões políticas. Ele dizia que “a leitura dos jornais é uma espécie de oração da manhã realista”. Em 1802, escreveu um trabalho sobre a constituição da Alemanha. A última obra que publicou em vida, Princípios da filosofia do direito, sistematiza suas idéias a respeito da sociedade e do Estado.

De 1807 a 1808, Hegel foi diretor de um jornal em Bamberg, e de 1808 a 1816, diretor do ginásio em Nuremberg. Tornou-se, então, professor da universidade de Heidelberg e, em 1818, foi chamado para Berlim, ocupando a cátedra de filosofia, vaga desde a morte de Fichte.

Hegel tinha grande talento pedagógico, mas era mau orador e pior estilista. Tampouco tinha qualquer atração pessoal, parecendo um pequeno-burguês tranqüilo e às vezes sonolento, “o espírito do mundo em robe-de-chambre“, segundo alguns de seus contemporâneos. Mas exerceu influência enorme e seus discípulos dominaram todas as universidades da Alemanha.

No que se refere aos fatos históricos, a Revolução Francesa e o advento deNapoleão são os acontecimentos capitais na vida de Hegel, para quem a Revolução é a tentativa de restauração da cidade antiga – o triunfo da razão e da liberdade, a construção do real de acordo com o pensamento – e Napoleão é “a alma do mundo”, a individualidade superior que, perseguindo apaixonadamente seu objetivo, é agente “de um fim que constitui uma etapa na marcha progressiva do Espírito Universal”.

Hegelianismo

O sistema filosófico criado por Hegel, o hegelianismo, é tributário, de modo especial, da filosofia grega, do racionalismo cartesiano e do idealismo alemão, do qual representa o desfecho e a realização mais complexa.

De Heráclito de Éfeso, Hegel herda a idéia de dialética, entendida como estrutura da realidade e do pensamento. De Aristóteles, aceita três noções capitais: a do universal, imanente e não transcendente ao individual (antiplatonismo); a do movimento, ou de vir-a-ser, como passagem da potência para o ato; e, finalmente, a das relações entre a razão e a experiência, cuja necessidade interna deve ser revelada pelo pensamento.

Do racionalismo cartesiano, Hegel aceita a idéia da racionalidade do real, ou da consciência das res cogitans (coisa pensante) com a res extensa (coisa material); e do spinozismo, em particular, a intuição de que qualquer afirmação é uma negação, proposição de “importância capital”, segundo Hegel.

Do criticismo kantiano, base e ponto de partida da moderna filosofia alemã, Hegel herda, de modo especial, a distinção entre o entendimento e a razão e a idéia de uma lógica transcendental que, remontando às origens do conhecimento, considera os conceitos a priori, em relação aos objetos, formula as regras do pensamento puro e vincula as categorias à consciência de si, ao eu subjetivo.

De Fichte, Hegel aceita a noção de dialética como processo de afirmação, negação e negação da negação, na síntese; e de Schelling, a noção do idealismo objetivo e da identidade do sujeito e do objeto, na consciência do absoluto.

O hegelianismo é um sistema, uma construção lógica, racional, coerente, que pretende apreender o real em sua totalidade. Antes de construir seu sistema, porém, Hegel escreveu a Fenomenologia do espírito. Essa obra, embora seja um resumo fenomenológico do hegelianismo, é também uma propedêutica ou introdução ao sistema criado por Hegel.

O hegelianismo é o último dos grandes sistemas filosóficos do Ocidente. Ele exerceu decisiva influência na formação da Teoria da Práxis e do existencialismo.

Fontes:
Huisman, Denis – Dicionário dos Filósofos, Martins Fontes, São Paulo, 2001.

Abbagnano, Nicola – Dicionário de Filosofia, Martins Fontes, São Paulo, 2000.

Law, Stephen – Filosofia (Guia Ilustrado Zahar), Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2009.

“O CIRCO TERMINOU”, dispara Rachel Sheherazade sobre derrota do Brasil

(Reprodução / SBT)

Se alguém está feliz com a derrota humilhante da seleção brasileira para a Alemanha por 7 a 1, essa pessoa é Rachel Sheherazade. Crítica ferrenha do governo e conhecida por seus polêmicos comentários, a jornalista mais uma vez foi ácida ao falar sobre o revés brasileiro na edição desta terça (8) do “SBT Brasil”.

“É, o circo terminou”, disparou a jornalista ao chamar o link ao vivo com o comentarista Bruno Viccari.

Viccari por sinal também não teve nenhuma piedade ao comentar a péssima partida do time brasileiro. “7 para a organização e 1 para quem fica apostando em sal grosso antes do jogo”, detonou.

Vale lembrar que o SBT havia recomendado a Rachel que deixasse seus comentários “anti-governo” de lado na bancada do noticiário. No entanto, ao que parece, a jornalista não conseguiu se controlar.

Confira no vídeo abaixo:

Fonte: Almanaque da TV

Alemão leva soco ao comemorar gol no Mineirão e perde audição

  • Torcedor Eugen Weber é atendido no posto médico do Mineirão após ser agredido durante semifinal da CopaTorcedor Eugen Weber é atendido no posto médico do Mineirão após ser agredido durante semifinal da Copa

Um torcedor alemão sentiu na pele a agressividade que tomou conta do estádio Mineirão com a goleada da Alemanha sobre o Brasil nesta terça-feira, pela semifinal da Copa do Mundo. Durante um dos gols europeus na goleada por 7 a 1, Eugen Weber levou um soco no ouvido.

A lesão foi grave e ele acabou no centro médico do estádio. Ele perdeu a audição do lado direito imediatamente. Os médicos que fizeram o atendimento não informaram a gravidade da lesão e nem se a perda de audição é permanente.

“Não estou bravo. Mas estou muito triste por não poder ver minha seleção”, disse o alemão. Após os primeiros socorros, o torcedor foi aconselhado a ir até o hospital João XXIII para fazer mais exames.

O caso de Weber ilustra o clima que tomou conta do Mineirão durante a partida. Muitos torcedores foram expulsos do estádio por brigas que eclodiram nas arquibancadas. A reportagem do UOL Esporte presenciou inúmeras discussões, tentativas de agressão e torcedores atirando cerveja uns nos outros. Um torcedor também foi preso pela PM ao destruir uma lixeira, após o quarto gol alemão.

Por causa disso, no início do segundo tempo, um grupo de 12 homens do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) entrou no estádio, para inibir confusões.

Luiza Oliveira
Do UOL, em Belo Horizonte

 

Killing In The Name – Rage Against The Machine live at PinkPop 1993

Matando em nome de! Alguns das forças de trabalho são os mesmos que queimam cruzes! Alguns das forças de trabalho são os mesmos que queimam cruzes! E agora você faz o que eles falaram! E agora você faz o que eles falaram! Mas agora você faz o que eles falaram! Enfim agora você faz o que eles falaram! Aqueles que morreram foram justificados por usarem o emblema! Eles eram os brancos escolhidos! Você justifica aqueles que morreram usando o emblema! Eles eram os brancos escolhidos! Aqueles que morreram foram justificados por usarem o emblema! Eles eram os brancos escolhidos! Você justifica aqueles que morreram usando o emblema! Eles eram os brancos escolhidos! Alguns das forças de trabalho são os mesmos que queimam cruzes! Alguns das forças de trabalho são os mesmos que queimam cruzes! Alguns das forças de trabalho são os mesmos que queimam cruzes! Matando em nome de! Matando em nome de e agora você faz o que eles falaram! E agora você faz o que eles falaram, você esta sob controle! Você esta sob controle e agora você faz o que eles falaram! Você esta sob controle! Aqueles que morreram foram justificados por usarem o emblema! Vamos lá! Sim! vamos lá! Eu não vou fazer o que você me diz!

Ao Cubo – Um Por Todos – Part. GOG, MPXIII, Elly, Dexter, Don Pixote e Helião (Versão Oficial)

A cidade é selvagem
Um passo em falso te arrebenta
É rápido e parece que anda em câmera lenta
O coração não aguenta Jesus
Salva das cinzas
Tem mais pedra que caminho
E só ele tranquiliza
Machucado cicatriza lutador
Ossos do ofício, lembra dessa gente pastor?
São meu patrícios, lembra do agressor
Mas muito mais do agredido
Acredito antes vem o fraco e oprimido
Acho que é por isso que eles choraram pra nascer
Quando vêm o que vêm pela frente aí assusta
Os meus irmãos, sem ocupação indo pra busca
Queriam profissão
Tem não pra quem não estuda
Firmeza total nenhum mal vai nos deter
Se você é por mim, Deus é por nós,
E eu por você
Uma mão vai estender
E um coração pra entender
Nos que tá vai que da alegria no amanhecer

Ei doutores da lei amantes do amor você que de uma forma ou de outra
Criou lucrou
Colheu enriqueceu com sangue plebeu
Miséria não tem cor essa parte você escondeu
E escreveu num livro que não dava pra ler
Quem não aprenderia mesmo fazendo tv
Sempre se considerou melhor do que eu pior
Sãos os meus e tudo que é bom é seu
Só sua arte é digna de aplausos
Abraço só que eu não calço seu numero falso
Não vou enforcar usando meu próprio cardaço
Pra desatar o laço passo a passo faço o que faço,
Evoluir, dividir, somar multiplicar, aula que você fez questão de não dar
O sinal vai cobrar seu muro não vai segurar
E assim que a cerca elétrica desativar

Olha pra nós os manos e as minas da quebrada precisa de ajuda mais que nada (2x)

Quando criança a esperança era amostra de viver
Sonho dar pra minha coroa o que ela não pode ter
Suponho que a vida nunca foi generosa comigo
Criado no fundão da leste.
No meu abrigo
Vários amigos da infância viraram bandido
Vai vendo cansado de tanto veneno
Entraram pro crime bem cedo fui crescendo
Vendo vários manos morrendo por causa de orgulho próprio
Tipo assim vendo
Ajuda do governo nunca recebemos
Aqui era pra eu ter morrido
Faz tempo mais sobrevivi nessa selva de leões
Onde as emoções são fortes com Deus no coração
Do povão e muita sorte

É assim que a gente vive é assim que acontece
Só tenho a agradecer a Deus que Fortalece
Faço a minha prece ergo a minha voz pro Senhor proteger quem vive com nois

Quebrada é quebrada é feita de gente pobre, sofrida, defasada
Nos estilo de vida, famílias humildes e massacradas
Jaraguá pa, mp, zo., sp ae favela
Eu tenho uma linhagem dela por que
Deus protege a todos mesmo
Que nem todos creiam nisso
Eu tenho visto por isso não desisto de cantar a paz de Cristo
É preciso conhecê-Lo melhor
Porque se a vida ta difícil é só o inicio
Vai ficar pior eu vou alem da minha quebrada
Na palavra por toda a quebrada
Eu espalho o amor
Por mais que a dor siga
Nos não só mais uma voz na virtude
Eu sou um a mais mensageiro de uma fita se não acredita eu sou da paz
Quebrada também erra
Rapaziada também quer conforto pra família
E pede a Deus pra continuar de pé
O pai ajuda quem madruga
E quem se ajuda viver porque se Deus é por nós então
Quebrada Deus é por você

Olha pra nos os manos e as mina da quebrada precisa de ajuda mais que nada (2x)

Preciso de amor preciso de carinho
Vou pedir pra Deus por alguém no meu caminho
Que me de sem querer nada mais que o mesmo em troca
Coisa preciosa e comunhão com os irmãos
Mas não cultivo a ilusão que alguns preferem
Sei que não to vivendo no Jardim do Éden
Convivo por aqui com homens que fedem
Fantásticos e ordinários vermes mercenários
Abútres do planalto nada mais que mafiosos
Comem nossa carne e ainda bicam nossos ossos
Pegou tudo que o quis roubou tudo o que pode é o bicho da maçã
Devora ate o que já ta podre.
Cigarras preguiçosas não ajudam no plantio
Gafanhoto egoísta
Devorou tudo o que viu
Pegou tudo só pra ele,
Muquiou não repartiu
Território de ninguém Pátria Amada Brasil.

Eu to aqui na missão com a cabeça a milhão
Sigo com convicção, predador no mundão
Sobrevivendo ao jogo perigoso do gueto
Cê tem que ter poder, conhecimento e respeito
A vida é um desafio é disso eu não duvido
De cara a cara sempre sempre com o perigo avante prossigo,
Invejosos não ligo eu sei o que é o joio e separo do trigo
Têm vários por ai que querem caçar o seu pé
Só quem é das ruas sabe bem qual que é
Recíproco sentimento é claro lógico guerreiro não se abala com olhar de filho prodigo
Firme na palavra ela sim que tem poder
A rima me consagra arma do meu viver
Periférico não genérico fenomenal,
Sou letal preto original

Olha pra nos os manos e as mina da quebrada precisa de ajuda mais que nada

Nova jerusalém queremos ir também
Então nos vemos enquadrados o inimigo vem
Bebendo wiskes vem brisando
No vai vem daquela mina que enfeitiça sem olhar a quem
Um baseado tem um trago ainda não brisou
A nossa vida bandida a musica educou
Representantes das ruas tamo pelo amor
Tamo com fardo do povo Deus que escalou na era do sexo e do faz-me rir
Nois com os parceiros fechado debate aqui e ali
Sempre em meios as treta a nossa vida é assim
Limpando o ouvido da onça com Palim
Porem sabemos que a mudança e certa
Dia apos dia a verdade liberta
E o desejo vai alem os erros ficam no mundo
Agradeço as orações dos meus amigos
Ao Cubo
Oh Gloria!

33 Provas de que os gatos dominarão o mundo

 

VEJA TAMBÉM: 31 Gatos que esqueceram como ser gatos

33 provas! Confira:

1- São assassinos treinados

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2- Não mostram nenhum tipo de remorso

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3- Estão anexando nossos territórios

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4- Eles armam para você

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5- Dominaram as artes maciais

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6- Conhecem os melhores lugares para se esconder

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7- Suas técnicas de batalha estarão presentes…

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8- Suas tecnologias também…

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9- Estão derrubando um por um

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10- Todos têm medo deles

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11- Estão sempre calculando seus próximos movimentos

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12- Sempre nos observando

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13- Sempre

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14- São sacanas por natureza

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15- São mais habilidosos do que parecem

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16- Estão ficando cada vez mais inteligentes

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17- São artistas da fuga…

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18- Mestres do disfarce…

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19- E da camuflagem

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20- Montam armadilhas

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21- São rápidos como um ninja

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22- Você nunca os vê chegando

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23- Já escravizaram cachorros…

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24- Burros…

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25- Cavalos…

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26- Tartarugas…

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27- Recarregam as energias em qualquer lugar

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28- E humanos

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29- São invencíveis

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30- Cada parte deles é perigosa

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31- Não são afetados pela gravidade

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32- Aprenderam a arte da esquiva

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33- E, o pior de tudo, aprenderam a trabalhar em equipe!!

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Medo disso! Veja também  31 Provas de qute gatos são líquidos!

Via: Tudo Interessante / Distractify

 

 

por orlandotandrade Publicado em ANIMAIS

VENTO NO LITORAL – LEGIÃO URBANA

A vida continua e se entregar é uma bobagem!! Me lembra coisas! De 1991.
Bom final de semana!

VENTO NO LITORAL – LEGIÃO URBANA
De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras

Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora

Agora está tão longe
Ver a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção
Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem

Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano
Era ficarmos bem

Eieieieiei!
Olha só o que eu achei
Humrun
Cavalos-marinhos

Sei que faço isso
Pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora

MICHAEL SCHUMACHER ACORDA DO COMA E DEIXA HOSPITAL EM GRENOBLE

Fonte: ESPN.com.br com agência Reuters
 ‘Michael Schumacher acorda do coma e deixa hospital em Grenoble’
Michael Schumacher acordou do coma após seis meses
Michael Schumacher acordou do coma após seis meses

A semana começou com uma ótima notícia para o esporte. Michael Schumacher acordou do coma. A informação foi confirmada pela assessora de imprensa do ex-piloto, Sabine Khem, por meio de um comunicado nesta segunda-feira. Além disso, o alemão deixou a UTI em Grenoble, na França, e já está no Hospital Universitário em Lausanne, na Suíça.

 

O heptacampeão da Fórmula 1 ficou por cerca de seis meses em coma após ter sofrido um traumatismo craniano em 29 de dezembro. A lesão se deu quando ele esquiava com seu filho em Méribel, em Saboia, nos Alpes Franceses, e bateu com a cabeça em uma pedra.

O alemão de 45 anos tinha sido levado a um hospital de helicóptero, e a suspeita inicial era de que a pancada havia sido leve. Porém, horas mais tarde, o traumatismo craniano sério e o coma foram confirmados. Desde então, ele assou por cirurgias para reduzir a pressão intracraniana e para a remoção de coágulos e ficou em coma.

Além de trazer a ótima notícia, Khem tratou de ressaltar que a privacidade será parte importante da nova etapa da recuperação do alemão.

Posteriormente, foi confirmado que o ex-piloto de 45 anos foi transferido para um hospital na cidade de Lausanne, na Suíça. Quem informou foi o porta-voz do local, Darcy Christen, que ainda negou comentar em que tipo de instalação hospitalar estava sendo tratado Schumacher, que mora com sua família em uma cidade entre Lausanne e Genebra, alegando questões de sigilo médico e privacidade da família.

GETTY

Schumacher agora inicia nova etapa em sua recuperação
Schumacher agora inicia nova etapa em sua recuperação

Confira o comunicado da assessora de Schumacher:

Michael deixou o (hospital) CHU Grenoble para continuar sua longa fase de reabilitação. Ele não está mais em coma.”

“Sua família gostaria de agradecer a todos os medicos, enfermeiros e terapeutas que o trataram em Grenoble, bem como os socorristas que o atenderam no local do acidente, que fizeram um excelente trabalho nestes primeiros meses.”

“A família também gostaria de agradecer a todas as pessoas que enviaram pensamentos positivos a Michael. Estamos certos de que isso o ajudou.”

“Para o futuro, gostaríamos de pedir compreensão, uma vez que sua posterior reabilitação acontecerá distante dos olhos do público.

 

CONFÚCIO

Confúcio

Confúcio ensinando, retratado por Wu Daozi, Dinastia Tang

Nascimento 27 de Agosto de 551 a.C.
Morte 479 a.C. (72 anos)
Influências
Influenciados
Escola/tradição Fundador doConfucionismo
Principais interesses ÉticaFilosofia Social
Ideias notáveis Confucionismo
Portal A Wikipédia possui o:
Portal de Filosofia

Confúcio (chinêspinyinKǒng ZǐWade-GilesK’ung-tzu, ou chinês: 孔夫子, pinyinKǒng FūzǐWade-GilesK’ung-fu-tzu), literalmente “Mestre Kong“,1(tradicionalmente 27 de agosto de 551 a.C. – 479 a.C.)2 foi um pensador e filósofo chinês do Período das Primaveras e Outonos.

A filosofia de Confúcio sublinhava uma moralidade pessoal e governamental, também os procedimentos correctos nas relações sociais, a justiça e a sinceridade. Estes valores ganharam relevo na China sobre outras doutrinas, como o legalismo (法家) e o taoismo (道家) durante a Dinastia Han3 4 5 (206 a.C. – 220). Os pensamentos de Confúcio foram desenvolvidos num sistema filosófico conhecido por confucianismo (儒家).

Porque nenhum texto é demonstrável ser de autoria de Confúcio, e as ideias que mais chegadas lhe eram foram elaboradas em escritos acumulados durante o período entre a sua morte e a fundação do primeiro império chinês em 221 a.C., muitos académicos são muito cautelosos em atribuir asserções específicas ao próprio Confúcio. Os seus ensinamentos podem ser encontrados na obra Analectos de Confúcio (論語), uma colecção de aforismos, que foi compilada muitos anos após a sua morte. Por cerca de dois mil anos, pensou-se ter sido Confúcio o autor ou editor de todos os Cinco Clássicos (五經)6 7 como o Clássico dos Ritos (禮記) (editor), e Os Anais de Primavera e Outono (春秋) (autor).

Os princípios de Confúcio tinham uma base nas tradições e crenças chinesas comuns. Favorecia uma lealdade familiar forte, veneração dos ancestrais, respeito para com os idosos pelas suas crianças (e, de acordo com intérpretes posteriores, das esposas para como os maridos), e a família como a base para um governo ideal. Expressou o conhecido princípio, “não faças aos outros o que não queres que façam a ti“, uma das versões mais antigas da ética da reciprocidade.

 

Nascimento e juventude

Confúcio, também conhecido como K’ung Ch’iu, K’ung Chung-ni ou Confucius,8 nasceu em meados do século VI (551 a.C.), em Tsou, uma pequena cidade no estado de Lu, hoje Shantung. Segundo algumas fontes antigas, teria nascido em 27 de agosto de 552 a.C. (ou seja, no vigésimo primeiro ano do duque Hsiang).9 Esse estado é denominado de “terra santa” pelos chineses. Confúcio estava longe de se originar de uma família abastada, embora seja dito que ele tinha ascendência aristocrática. Seu pai, Shu-Liang He, antes magistrado e guerreiro de certa fama, tinha setenta anos quando se casou com a mãe de Confúcio, uma jovem de quinze anos chamada Yen Cheng Tsai, que diziam ser descendente de Po Chi’in, o filho mais velho do Duque de Chou, cujo sobrenome era Chi.

Dos onze filhos, Confúcio era o mais novo. Seu pai morreu quando ele tinha três anos de idade, o que o obrigou a trabalhar desde muito jovem para ajudar no sustento da família. Aos quinze anos, resolveu dedicar suas energias em busca do aprendizado. Em vários estágios de sua vida empregou suas habilidades como pastor, vaqueiro, funcionário e guarda-livros. Aos dezenove anos se casou com uma jovem chamada Chi-Kuan. Confúcio teve um filho, K’ung Li.

Ilustração de 1922 de Confúcio.

Viagens

Confúcio viajou por diversos destes reinos, esteve em íntimo contacto com o povo e pregou a necessidade de uma mudança total do sistema de governo por outro que se destinasse a assegurar o bem-estar dos súbditos, pondo em prática processos tão simples como a diminuição de contribuições e o abrandamento das penalidades. Embora tentasse ocupar um alto cargo administrativo que lhe permitisse desenvolver as suas ideias na prática, nunca o conseguiu, pois tais ideias eram consideradas muito perigosas pelos governantes. Aquilo que ele não pôde fazer pessoalmente acabaram fazendo-o alguns dos seus discípulos, que, graças à boa preparação por ele ministrada, se guindaram, dia após dia, aos cargos mais elevados. Já idoso, retirou-se para a sua terra natal, onde morreu com 72 anos.

Confúcio é biograficamente, segundo o historiador chinês Sima Qian (século II a.C.), uma representação típica do herói chinês. Ele era alto, forte, enxergava longe, tinha uma barriga cheia de Chi, usava longa barba, símbolo de sabedoria, mas vestia-se bem e era simples. Era também de um comportamento exemplar, demonstrando sua doutrina nos seus actos. Pescava com anzol, dando opção aos peixes, e caçava com um arco pequeno, para que os animais pudessem fugir. Comia sem falar, era directo, franco, acreditava ser um representante do céu.

Ideias

A sua ideologia de organização da sociedade procurava também recuperar os valores antigos, perdidos pelos homens de sua época. No entanto, em sua busca pelo Tao, ele usava uma abordagem diferente da noção de desprendimento proposta pelos taoístas. A sua teoria baseava-se num critério mais realístico, onde a prática do comportamento ritual daria uma possibilidade real aos praticantes de sua doutrina de viverem em harmonia.

Confúcio não pregava a aceitação plena de um papel definido para os elementos da sociedade, mas sim que cada um cumprisse com seu dever de forma correta. Já o condicionamento dos hábitos serviria para temperar os espíritos e evitar os excessos. Logo, a sua doutrina apregoava a criação de uma sociedade capaz, culturalmente instruída e disposta ao bem estar comum. A sua escola foi sistematizada nos seguintesprincípios:

Fotografia do túmulo de Confúcio em Qufu, Província de Shandong, China.

Cada um desses princípios ligar-se-ia às características que para ele se encontravam ausentes ou decadentes na sociedade.

Confúcio não procurou uma distinção aprofundada sobre a natureza humana, mas parece ter acreditado sempre no valor da educação para a condicionar. Sua bibliografia consta de três livros básicos, sendo que os dois últimos são atribuídos aos seus discípulos:

Após sua morte, Confúcio recebeu o título de “Lorde Propagador da Cultura Sábio Supremo e Grande Realizador” (大成至聖文宣王), nome que se encontra registado em seu túmulo.

Discípulos e legado

Discípulos de Confúcio e seu único neto, Zisi, continuaram a sua escola filosófica após sua morte. Estes esforços espalharam os ideais de Confúcio para os estudantes que depois se tornaram funcionários em muitas das cortes reais chinesas, dando assim ao Confucionismo o primeiro teste em grande escala de seu dogma. Apesar de confiar fortemente no sistema ético-político de Confúcio, dois de seus mais famosos seguidores enfatizaram aspectos radicalmente diferentes de seus ensinamentos. Mêncio (século IV a.C.) articulou a bondade inata no ser humano como uma fonte das intuições éticas que guiam as pessoas para rén, e , enquanto Xun Zi (século III d.C.) ressaltou os aspectos realista e materialista do pensamento de Confúcio, salientando que a moralidade foi incutida na sociedade através da tradição e nos indivíduos, através da formação.

Este realinhamento no pensamento de Confúcio foi paralelo ao desenvolvimento de Legalismo, que viu a piedade filial como auto-interesse e não como um instrumento útil para um governante criar um Estado eficiente. A divergência entre estas duas filosofias políticas veio à tona em 223 a.C., quando o estado de Qin conquistou toda a China. Li Ssu, o primeiro-ministro da Dinastia Qin convenceu Qin Shi Huang a abandonar as recomendações confucionistas de distribuir feudos a parentes, voltando ao sistema anterior da Dinastia Zhou, que ele via como contrário à ideia legalista de centralização do Estado em torno do governante. Quando os conselheiros de Confúcio defenderam sua posição, Li Ssu executou muitos estudiosos confucionistas e seus livros foram queimados, o que foi considerado um duro golpe para a filosofia e a sabedoria chinesas.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Unidade e Diversidade – Guilherme Kerr Neto/Vencedores Por Cristo

E finalizamos nossas comemorações de 18 anos de casamento, cantando Unidade e Diversidade – Vencedores por Cristo/Guilherme Kerr, com Casso da Ipicamp Campinas na ministração, em Ipi Jaguariuna, vindos de um belo final de semana em Serra Negra! Foi uma ótima surpresa de Jeová, que fez tudo se encaixar perfeitamente nesse final de semana!! Logo mais algumas fotos no perfil da Lucely Teixeira!! Segue abaixo a letra e vídeo:Unidade e Diversidade
Guilherme Kerr

Da multidão dos que creram
Era só um o coração e a alma,
Uma só mente, uma semente,
Somente uma esperança brotando dentro da gente.
Nosso era o pão cada dia, nosso era o vinho, santa folia,
O que se parte e reparte, a própria vida,
Galho ligado à parreira, vida, em comum, verdadeira.

Sempre grande poder: curas, milagres de Deus.
Sempre proclamação! Cristo, o Senhor, ressurgiu!

Da multidão dos que creram
Era só um o coração e a alma,
Muita alegria, singela a vida,
Na simpatia de todos, nasce a Igreja de novo
Povo de Deus, sal e luz pra todos os povos.

18 ANOS DE CASAMENTO

Há 25 anos atrás foi o primeiro beijo e poucos meses depois começamos o namoro! Algumas idas e vindas, mas sempre estive colado nela, até que no dia 25 de Maio de 1996 oficializamos nosso relacionamento no cartório e na igreja, o dia que considero o mais feliz da minha vida! São 18 anos de muitas alegrias, muita felicidade, mas também de algumas lutas!  Lucely, te amo demais! Agradeço pelos 3 filhos, que sempre foram motivo de orgulho para mim! Agradeço porque até hoje você sempre esteve comigo e demonstra em suas atitudes que sempre estará! Peço perdão por meus erros, mas você sabe que Deus sempre esteve comigo e também demonstra que sempre estará!

São muitas músicas, deixo abaixo essa da Nikka Costa, Midnight é uma das que mais representa nosso amor, só não sou Marinheiro, mas fui da Aeronáutica! Se alguém quiser ouvir nosso repertório, acesse a CAMPINAS BY NIGHT, que criei especialmente para colocar nossas românticas preferidas!

MAIS DE 1.000 LIVROS GRATUITOS DE JORNALISMO PARA BAIXAR

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jornal é um portador de diferentes gêneros: textos opinativos (editorial, cartas dos leitores, críticas), notícias, reportagens, dicas culturais, classificados etc. distribuídos em diferentes cadernos.

Hoje, os alunos têm acesso a essa linguagem por diferentes formas, inclusive por meio dos telejornais. O trabalho com a leitura desses textos tem como objetivo conhecer essas linguagens para ter uma visão mais crítica do mundo.

Jornalismo é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados e divulgação de informações. Todo e qualquer estudante de jornalismo já buscou algum livro para download. No entanto, nem sempre é fácil encontrar algo que realmente sirva para alguma coisa.

Portanto, listamos aqui inúmeros livros, apostilas e manuais sobre jornalismo.

Manuais de Redação:

Webjornalismo:

Temas Variados:

Gostou da seleção? Caso conheça mais algum livro de jornalismo grátis, comente!

Fonte: Ferramentas Foca

TITÃS – LUGAR NENHUM (30 ANOS)

Titãs – Lugar Nenhum (30 anos)

Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro
Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro

Não sou de nenhum lugar
Sou de lugar nenhum
Não sou de nenhum lugar
Sou de lugar nenhum

Não sou de São Paulo
Não sou japonês
Não sou carioca
Não sou português
Não sou de Brasília
Não sou do Brasil
Nenhuma pátria me pariu

Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui

Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro
Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro

Não sou de nenhum lugar
Sou de lugar nenhum
Não sou de nenhum lugar
Sou de lugar nenhum

Não sou de São Paulo
Não sou japonês
Não sou carioca
Não sou português
Não sou de Brasília
Não sou do Brasil
Nenhuma pátria me pariu

Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui

Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro
Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro

PRIMEIRAS TRANSFUSÕES DE SANGUE “FABRICADO” SÃO PREVISTAS PARA 2016

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Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 107 milhões de doações de sangue são coletados globalmente a cada ano. No entanto, o sangue é muitas vezes escassos – particularmente em países em desenvolvimento. Apesar das novas salvaguardas, também há ainda o risco de incompatibilidade, ou de infecções sendo transmitidos de doadores para os destinatários. A Organização de caridade Wellcome Trust espera resolver estes problemas, desenvolvendo a capacidade de fabricar sangue fora do corpo. Ela anunciou em meados de Abril de 2014 que os assuntos de teste devem começar a receber transfusões de sangue feitas com glóbulos vermelhos cultivadas em laboratório até o final de 2016.

 

As instituições que colaboram no projeto incluem a Universidade de Glasgow, da Universidade de Edimburgo, Universidade de Loughborough, NHS Blood and Transplant, o Serviço de Transfusão de Sangue irlandês, Roslin Cells Ltd e Terapia Celular Catapulta, em colaboração com a Universidade de Bristol e da Universidade de Cambridge.

O projeto já tem criado glóbulos vermelhos tipo – O, que são “adequados para transfusão clínica”, de acordo com uma reportagem do The Telegraph. Estes foram fabricados a partir de células-tronco pluripotentes induzidas.

“Nós devemos primeiro fazer as células-tronco se tornar um mesoderme – uma das camadas do corpo que faz com que coisas como músculo, osso e sangue e, em seguida, fazê-lo se transformar em células do sangue”, explicou o Dr. Joanne Mountford da Universidade de Glasgow. “Então nós temos que fazê-lo se transformar em uma célula vermelha do sangue especificamente e, finalmente, fazê-lo ejetar seus núcleos e amadurecer corretamente.”

A escolha do tipo O é significativo, pois pacientes com todos os outros tipos de sangue podem recebê-lo.

Enquanto espera-se que os ensaios em pacientes humanos poderiam começar dentro de três anos, ainda há muito trabalho a ser feito antes que as chamadas “fábricas de sangue” sejam uma realidade.

“Cada bolsa de sangue transfundido tem cerca de dois trilhões de células vermelhas do sangue nela”, disse Mountford. “É um número absurdamente alto para fazer no laboratório. Usamos dois milhões desses sacos a cada ano só no Reino Unido. Garantir que todo o sangue produzido industrialmente pode ser feito economicamente viável é uma grande tarefa.”

Fontes: Wellcome Trust , da Universidade de Glasgow via The Telegraph

The Human League – (Keep Feeling) Fascination

É verdade?

The Human League – (Keep Feeling) Fascination

(Mantenha a Sensação) Fascínio
Parece necessário um pouco de tempo
Há decisões a serem tomadas
Os bons conselhos dos amigos ignorado
O melhor dos planos perdido

Basta olhar para uma nova direção
Da velha forma familiar
Formando uma nova conexão
Para estudar ou tocar

E assim a conversa se voltou
Até que o sol se pôr
E muitas fantasias foram desvendada
Naquele dia

Mantenha a sensação de fascínio
Ardendo a paixão
Amor tão forte
Mantenha a sensação de fascínio
Olhando aprendendo
Seguindo em frente

Bem, a verdade pode precisar de algum
Rearranjo
Histórias a serem contadas
E fácil ver os fatos estão mudando
Nenhum significado foi deixado para contar

E assim a conversa rolou
Até que o sol se pôr
E muitas fantasias foram desvendadas
Naquele dia

E então a conversa rolou
Até que o Sol se pôr
E tantas fantasias foram desvendadas
Naquele dia

FARSA ELEITORAL OU LUTA ELEITORAL: A PRIORIDADE DAS RUAS E A DISPUTAS NAS URNAS

Só tire conclusões se ler o artigo de MAURO IASI por completo!

 

Teoria da Revolução no Jovem Marx Final 02.indd

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), através de seu ministro, Marco Aurélio, anunciou a campanha da instituição para tentar atrair os jovens para as eleições. Ao falar das motivações da campanha o Ministro afirmou: “Vamos fazer uma propaganda institucional cujo mote será: NÃO VEM PARA A RUA, VEM PARA A URNA.” A coordenadora de Comunicação do TSE, a “jovem” Verônica Tavares, foi ainda mais explícita ao reafirmar que o mote principal será convencer os jovens que “ao invés de ir às ruas, têm que ir às urnas” e conclui dizendo que:

“O momento do jovem se expressar é indo às urnas, porque assim ele vai poder se manifestar realmente e fazer parte da decisão”.

A boa notícia é que, ao que parece, as manifestações de massa assustaram o governo a ponto de ele ter que fazer uma campanha institucional com medo de uma juventude que redescobriu as ruas como espaço da política e a luta como meio de exigir aquilo que necessita, demonstrando, praticamente, os limites da chamada democracia representativa. A má notícia é que a campanha institucional do TSE semeia confusão e reforça o que há de pior no conservadorismo político que reina entre nós. É, neste sentido, profundamente antidemocrática.

Os governos petistas produziram uma profunda despolitização com a intenção de manter sua governabilidade fundada em um pacto social com as classes dominantes, isto é, optaram por uma aliança por cima que esvazia as formas autônomas e independentes próprias da classe trabalhadora que, em grande medida, estão na base da mudança da correlação de forças que os levaram ao governo: as greves, as manifestações de massa, as lutas populares, etc.

Durante 12 anos de governo petista, não vimos, uma vez se quer, as massas trabalhadoras serem chamadas como ator político importante para intervir num impasse no qual alguma demanda popular estivesse ameaçada por uma resistência conservadora. Pelo contrário, era necessário desarmá-la e apassivá-la, para passar sem problemas a reforma da previdência, o código florestal, a continuidade da política de privatizações, diretas ou indiretas, a prioridade para o agronegócio, a farra dos grandes eventos e o abandono da Reforma Agrária.

Na atual estratégia política em curso não há lugar para as lutas de massa e movimentos independentes da classe trabalhadora. Pelo contrário, quando eles emergem atrapalham a governabilidade costurada por cima, via alianças com bancadas de sustentação parlamentar, poderosos lobbies que representam os interesses do grande capital monopolista (como empreiteiras, bancos, grandes empresas, etc.). É natural que diante da explosão social que estamos vendo no Brasil, as instituições se preocupem em dizer aos jovens que o espaço para “se manifestar realmente e fazer parte da decisão” esta nas urnas e não nas ruas.

Ora, este argumento é falho por inúmeros motivos, mas vamos ao essencial. Nenhum centímetro de direito, nenhum milímetro de conquista, veio pelas urnas. A própria crise da ditadura e o processo de democratização não veio simplesmente porque o MDB cresceu nas eleições de 1974, mas, fundamentalmente, pelas lutas de massas e pelas greves operárias no final dos anos 1970. Nenhum centímetro de terra foi desapropriada para a reforma agrária sem que tivesse mobilização, luta e, não raro, mortes para que cercas dessem lugar a assentamentos, nenhum direito surgiu do “auto-aperfeiçoamento das instituições”, como esperava Marshall e sua famosa “evolução do quadro institucional”, mas da luta, como é o caso exemplar da luta das mulheres, para não falar de direitos dos trabalhadores que agora são flexibilizados.

Todo Direito nasce fora do direito estabelecido e, muitas vezes, contra ele. Menosprezar o papel das lutas sociais e das mobilizações como fonte de resistência e defesa de direitos e luta por demandas populares não é apenas uma bobagem, é perigoso. Mesmo o direito ao voto só existe por conta de muita luta, no mundo e aqui no Brasil. O que o TSE, como instrumento do Estado burguês sob direção do governo petista, está dizendo, em poucas palavras é: a ÚNICA forma de participar e expressar a indignação, o protesto e buscar outros caminhos são as eleições, é a URNA e não a rua.

Regressamos a Hobbes. O voto não é poder soberano, é transferência de poder soberano. Dizia o pensador inglês do século XVII que o Estado é instituído quando as pessoas concordam e pactual em transferir seu direito de governar-se a si mesmo à um homem ou uma assembléia de homens, de forma que “deverão autorizar todos seus atos e decisões desse homem ou assembléia de homens, tais como se fossem seus próprios atos e decisões” (Thomas Hobbes, Leviatã, capítulo XXI).

Segundo o TSE, os jovens devem preferir as urnas às ruas porque nelas eles podem de fato “fazer parte da decisão”. Será? Não ficou demonstrado pela história recente o enorme poder que os grupos econômicos burgueses têm de intervir na decisão política dos ditos representantes, sejam eles parlamentares ou do poder executivo? Ao transferirmos o poder para esta “assembléia de homens”, ou para determinado homem ou mulher, aceitamos que depois de trabalhar toda uma vida devemos nos aposentar ganhando menos e termos nossa pensão reajustada de forma diferente daqueles que estão na ativa? Aceitamos que quase 50% do fundo público seja sangrado para banqueiros enquanto áreas essenciais como saúde ou educação fiquem com o que sobra, concordamos como uma política tributária na qual são os pobres que mais pagam imposto e os ricos gozem de uma infinidade de isenções e “incentivos”?

Por tudo isso é natural que haja descontentamento com a democracia representativa e com as formas institucionais de uma política “bem comportada” que quer democratizar o Estado burguês e humanizar o capitalismo. O que explodiu na cara destes senhores (e senhoras) amantes da lei e da ordem é o limite de sua própria estratégia gradualista e antipopular, que de fato expressa o limite da ordem capitalista burguesa – que não pode ser reformada. Temos mais que ir para as ruas, ir em maior número e mais incisivamente, porque é lá que se joga a parte essencial do jogo político e onde os interesses da maioria podem emergir.

O crescimento deste descontentamento aparece de duas maneiras: pelo crescimento do voto nulo e a rejeição aos processos eleitorais, ou pela busca de alternativas políticas na disputa eleitoral.

A defesa do voto nulo cresceu e deve crescer ainda mais e devemos respeitar esta posição. Ela expressa não apenas descontentamento, mas a compreensão dos limites da farsa eleitoral e da possibilidade de alcançar mudanças profundas pela reforma do Estado, como se fosse possível usar o Estado burguês para iniciar uma transição que nos levasse para além da ordem da mercadoria e do capital. Mas não apenas. O problema do voto nulo é que ele abriga conteúdos muito distintos que são difíceis de separar. Parte do conteúdo do voto nulo é um descontentamento conservador, que culpa a democracia pelo risco da ordem que lhes interessa manter, que generaliza a culpa da política como atividade corrupta e degenerada e clama pela volta da autocracia burguesa sem disfarces.

No campo da busca de alternativas políticas o cenário não é menos complicado. O maior risco é o velho discurso do voto útil. O debate sobre as alternativas reais e necessárias se esconde por de trás do mando enganoso do “menos pior” ou das falsas dicotomias (neoliberalismo ou neo-desenvolvimentismo?). Há, ainda, as alternativas artificiais, aquelas que aproveitam do desgaste do governo para se beneficiar da lógica da alternância, tentando esconder o fato que até ontem estavam todos lá e que no fundo defendem o mesmo conteúdo sob outras formas.

Há as alternativas à esquerda e entre elas, sem dúvida, os que ainda padecem da crença na possibilidade de um gradualismo reformista que possa democratizar a sociedade capitalista e o Estado burguês (ainda que reafirmando a necessidade de uma meta socialista), ou que, mesmo taticamente, crêem na possibilidade de ocupar pequenos espaços no jogo parlamentar como acúmulo político para projetos futuros de transformação social.

Diante desse cenário, muitos acreditam que a possibilidade do voto nulo se apresenta como uma alternativa necessária, como é o caso de meu querido camarada Gás PA, combativo militante do hip hop revolucionário, e meu amigo Ivo Tonet, intelectual e militante de primeira ordem. Ivo Tonet, que fez uma instigante contribuição ao debate, depois de algumas considerações sobre o caráter da sociedade capitalista e a necessidade de superação estado burguês (que concordamos), afirma que:

“Em consequência disto, só faz sentido a classe trabalhadora participar do processo político-eleitoral se ela puder controlar os seus representantes. Mas, ela só poderá controlá-los se estiver consciente dos seus interesses e organizada para defendê-los. Este controle não é, de modo nenhum, uma questão jurídica, mas política. Ele mesmo só teria sentido em um momento em que a luta extraparlamentar, contra o capital e contra o próprio Estado, fosse o eixo da luta, o que caracterizaria, já, um processo revolucionário.” (Ivo Tonet, “Eleições: repensando caminhos”)

Concordamos que não se trata de uma questão jurídica, mas política, isto é, não se trata de uma engenharia institucional ou uma reforma política qualquer que poderia reverter o caráter de classe do Estado burguês, pois este é determinado pelas relações sociais, formas de propriedade, a forma mercadoria subssumida ao capital. No entanto, quando Tonet afirma que só faria sentido a participação nos processos eleitorais quando os trabalhadores puderem “controlar seus representantes”, quando a luta extraparlamentar já atingiu a temperatura de um “processo revolucionário”, cai num paradoxo, pois desta forma a luta eleitoral só seria um meio válido se já estivéssemos chegado ao fim.

Afinal, para aqueles que tem uma posição revolucionária, não acreditam na reforma da sociedade burguesa/capitalista e defendem uma alternativa socialista e comunista, ou seja, uma sociedade fundada na livre associação dos produtores, com o fim das classes e, portanto, do Estado, que tem convicção que será necessário, portanto, uma ruptura; tem algum sentido participar das eleições? A resposta de Tonet é, neste caso, simplista, contrapondo de um lado a posição revolucionária e de outra a opção por participar das eleições.

O que nos chama a atenção no texto de nosso companheiro Ivo Tonet é que ele, frequentemente indica textos de marxistas ou do próprio Marx para respaldar sua posição, mas não trás nenhuma citação. Creio que por um motivo evidente, se é verdade que encontraria várias passagens destes clássicos revolucionários alertando para os limites da luta eleitoral ou, mais explicitamente, sobre o equívoco de pensar na possibilidade de um gradualismo sem rupturas, o autor não encontraria uma passagem sequer destes revolucionários negando a possibilidade de participar das eleições, e não somente em momentos revolucionários.

Isso por um simples motivo: todos eles, TODOS, (Marx, Engels, Lênin, Troski, Lukács, Gramsci, Rosa, Che, etc.) defendiam a tática de participar de eleições, sem perder de vista os objetivos estratégicos. Vamos a alguns exemplos:

Marx e Engels na Mensagem do Comitê Central à liga dos comunistas, ao tratar da possibilidade, na Alemanha, de no curso da luta ser chamada a eleiçãopara uma assembléia nacional representativa, defendem que:

“I. Nenhum núcleo operário seja privado de voto, a pretexto algum, […] II. Ao lado dos candidatos burgueses democráticos figurem em toda parte candidatos operários escolhidos na medida do possível entre os membros da Liga [Liga dos Comunistas], e que para seu triunfo se ponham em jogo todos os meios disponíveis. Mesmo que não exista esperança alguma de triunfo, os operários devem apresentar candidatos próprios para conservar sua independência […].”

Lênin e Trostki na direção da Revolução Russa passaram, no momento mais agudo da crise, por duas situações nas quais tiveram que decidir participar ou não das eleições, uma antes da tomada do poder quando o Governo Provisório chamou eleições para uma Conferencia Nacional e outro depois de outubro/novembro quando se deu as eleições para a Constituinte. Nas duas situações os bolcheviques participaram das eleições.

Rosa de Luxemburgo, que por desconhecimento ou interesse é evocada na defesa de um espontaneísmo absoluto, afirmava, exatamente no texto em que defende a importância da greve de massas e a necessidade de pensar a ação espontânea no conjunto da estratégia revolucionária, que:

“O perigo mais iminente que espia há anos o movimento operário alemão é o golpe de Estado da reação que pretendesse privar as mais largas camadas populares do seu mais importante direito político: o sufrágio universal.”

Gramsci que foi deformado até parecer um reformista socialdemocrata ou liberal, mas que, ao nosso juízo, manteve-se coerentemente marxista, se perguntava em um texto do jornalL’OrdineNuovo de 1919, intitulado “Os revolucionários e as eleições, o que deveriam esperar das eleições os revolucionários conscientes” que escolheria por sufrágio universal o Parlamento e seus deputados, como “máscara da ditadura burguesa”. E respondia:

“Não esperam decerto a conquista de metade mais um dos lugares e uma legislatura, […] [para] tornar mais fácil e cômoda a convivência das duas classes, a dos explorados e dos exploradores. Esperam, pelo contrário, que o esforço eleitoral do proletariado consiga fazer entrar no Parlamento um bom nervo de militantes […] para tornar impossível […] um governo estável e forte, para obrigar a burguesia a sair do equívoco democrático, a sair da legalidade, e determinar uma sublevação dos estratos mais profundos e vastos da classe trabalhadora […].

Por fim, o insuspeitável Comandante Che Guevara em sua critica à via pacífica, depois de considerar que em certos países da America Latina, por conta de um certo desenvolvimento do capitalismo industrial, prevalecia uma visão institucionalista que chegava a acreditar no aumento quantitativo de representantes revolucionários no parlamento, perguntasse se esta via poderia ser uma caminho para o socialismo em nossas terras. Logo depois de afirmar que não crê que isso seja possível, o Comandante alerta que não devemos “descartar a possibilidade que em algum país a mudança se inicie pela via eleitoral”. E conclui que “seria um erro imperdoável descartar por princípio a participação em algum processo eleitoral”, pois poderia, em um determinado momento, “significar um avanço do programa revolucionário”. Evidente que, segundo Che, seria igualmente errado limitar-se a esta forma de luta.

Como vemos, ainda que a experiência histórica nos alerte sobre os riscos deste terreno perigoso (e nisso estamos de acordo com Tonet, Gás PA e outros), não há uma conexão direta entre o uso da luta eleitoral e o caráter irremediavelmente reformista ou conciliador de uma estratégia.

A questão, então, é: se não devemos descartar por princípio (coisa que Tonet concorda), seria no quadro atual da situação brasileira uma alternativa válida?

Acreditamos que sim e mais que isso, necessária. Ao contrapor as ruas e as manifestações, assim como as lutas dos trabalhadores, às urnas, o TSE quer expulsar do debate eleitoral a posição da esquerda socialista e comunista que vê nas demandas que emergiram das manifestações o germe de um programa político anticapitalista e revolucionário para o Brasil, que não é só uma alternativa possível, mas urgente e necessária. Desta forma espera restringir o debate eleitoral às alternativas no campo da ordem (Continua o PT, volta para o PSDB ou tenta o PSB que caiu na Rede).

Neste cenário, a negação em participar das eleições pode referendar exatamente o que se deseja negar, isto é, que as alternativas estão restritas ao bloco dominante e não é possível uma alternativa anticapitalista. Colocar este tema no debate é estragar a festa do aparente consenso, não como alternativa às ruas, mas para trazer o que explodiu nas ruas para dentro do debate eleitoral.

Evidente que o centro são as ruas, as lutas dos trabalhadores, as greves e necessidade de construção de uma alternativa real de poder, um poder popular, anticapitalista e socialista. Alguns estarão lá, nas ruas, e vão defender o voto nulo, outros estarão lá também, nas ruas, e vão tentar meter o pé na porta no espaço privativo das eleições no qual não nos querem (como mostra as cláusulas de barreira e a restrição ao amplo debate de projetos) para defender uma alternativa socialista e revolucionária.

Em síntese: anule seu voto, vote na esquerda revolucionária… mas, não saia das ruas! É por lá que passa a mudança.

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iasiMAURO IASI é Professor adjunto da Escola de Serviço Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM, do NEP 13 de Maio e membro do Comitê Central do PCB. É autor do livro“O dilema de Hamlet: o ser e o não ser da consciência”(Boitempo, 2002) e colabora com os livros “Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil” e “György Lukács e a emancipação humana” (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Publicado originalmente no BLOG da BOITEMPO, em 14.05.2014, disponível emhttp://blogdaboitempo.com.br/2014/05/14/farsa-eleitoral-ou-luta-eleitoral-a-prioridade-das-ruas-e-a-disputa-nas-urnas/

PROJETO PREVÊ PENA PARA QUEM VEICULAR INFORMAÇÃO FALSA NA INTERNET

INTERNET

Lei se chamará Fabiane de Jesus, que foi morta no Guarujá ao ser confundida com sequestradora

Foto: Arquivo Pessoal

Fabiane Maria de Jesus, espancada e morta após boatos numa rede social de que seria uma suposta sequestradora de crianças

Fabiane Maria de Jesus, espancada e morta após boatos numa rede social de que seria uma suposta sequestradora de crianças

 

Lei Fabiane de Jesus. Caso seja aprovada, assim deverá ser denominada a legislação que incluirá no Código Penal a punição de veiculadores de falsas informações em perfis da internet.O projeto de lei sobre o assunto, de número 7544/2014, foi apresentado nesta terça-feira (13), na Câmara dos Deputados, em Brasília, pelo deputado federal Ricardo Izar Junior (PSD-SP).
Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, foi brutalmente agredida até a morte por dezenas de moradores da comunidade Morrinhos, em Guarujá (SP), após ser confundida com uma suposta sequestradora de crianças utilizadas em rituais de magia negra. Ela foi associada a um retrato falado publicado junto com um boato sobre a sequestradora no perfil Guarujá Alerta, mantido no Facebook.ObjetivoO advogado da família da vítima, Airton Sinto, foi quem redigiu a minuta do projeto de lei e encaminhou ao deputado. Após algumas adequações no texto, a proposta foi apresentada aos parlamentares. O objetivo de Izar Júnior, que se reúne na semana que vem com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), é conseguir apoio para que o projeto tramite em caráter de urgência.“São necessárias 270 assinaturas para que possamos obter o regime de urgência e fazer com que o texto seja submetido direto ao plenário, sem análise das comissões especiais”, explicou o parlamentar.

Notícia falsa

O advogado afirma que o objetivo é que seja criada a figura penal daquele que, por conta de uma notícia falsa, cause prejuízos decorrentes da incitação virtual

ao crime, que possam acarretar riscos de lesão corporal ou morte.Airton Sinto faz uma relação com a Lei Maria da Penha, que recebeu este nome em homenagem à Maria da Penha Maia Fernandes, que por 20 anos lutou para ver seu agressor preso. Essa lei entrou em vigor em 2006 para combater a violência contra a mulher.Outro exemplo é a Lei Carolina Dieckmann, sancionada em 2012, tipificando os chamados delitos ou crimes informáticos. Em maio de 2011, a atriz teve copiadas de seu computador pessoal 36 fotos em situação íntima, que acabaram
divulgadas na internet.
Para o advogado, medidas urgentes precisam ser tomadas, já que por conta de um boato espalhado na internet, a dona de casa foi espancada e morta. “O caso da Fabiane é ainda mais grave, pois além de ser inocente, ela foi espancada até a morte. É preciso que os responsáveis por difundir informações inverídicas, em perfis apócrifos, respondam criminalmente pelas suas ações”, comenta.O projeto de leiA proposta inclui no Código Penal um artigo tipificando o delito de “Incitação Virtual ao Crime”, atribuído ao indivíduo que “publicar, por meio de rede social ou de qualquer veículo de comunicação virtual, conteúdo que incite a prática de crime ou de violência à pessoa”.A pena prevista é detenção de três a seis meses e multa. Caso a veiculação de conteúdo resulte em lesão corporal ou morte da pessoa exposta ou de terceiros, o autor da divulgação responderá, concorrentemente com o agente, pelos crimes previstos nos artigos 121 (homicídio e homicídio qualificado) e 129 (lesão corporal), do Código Penal, conforme o caso.

Próximo passo

O projeto ainda prevê pena agravada em um terço se a publicação tiver sido veiculada por perfil apócrifo. O advogado ressalta que a polícia continua investigando o crime, mas que o seu próximo passo será pedir a prisão temporária do administrador da página Guarujá Alerta. “Independentemente do que foi dito por ele para a polícia, eu vou pedir a sua prisão temporária”, afirma.

O delegado Luiz Ricardo Lara, que está à frente do caso, pondera que ainda é prematuro apontar a responsabilidade do administrador da página. “Caso, durante a instrução do inquérito policial, seja vislumbrado que, de alguma forma, ele colaborou com o crime, na medida em que propalou esses boatos, enfim, que praticou uma infração penal, ele será responsabilizado por aquele ato”, afirma.

Por Alcione Herzog/Especial para o Correio
correiopontocom@rac.com.br

PARADA DO ORGULHO LGBT CAI DE 2,5 MILHÕES EM 2005 PARA 100 MIL PESSOAS EM 2014

Lideranças apontam enfraquecimento da militância LGBT no Brasil, simbolizado pela queda de público da Parada Gay de São Paulo, que perdeu 500 mil participantes em sua última edição

Realizada há uma semana, a 18ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo surpreendeu ao registrar uma quantidade de participantes bem menor do que nos últimos anos. Segundo dados da Policia Militar, o evento levou 100 mil pessoas à Avenida Paulista. Em 2013, a PM contabilizou um número seis vezes maior, 600 mil. A cifra de 2014 fica ainda mais reduzida se comparada ao recorde da Parada Gay paulistana, em 2005, quando o público registrado foi de 2,5 milhões.

 

Lideranças LGBT ouvidas pelo iGay apontam a drástica redução de público da Parada Gay como uma representação clara de um momento de desmobilização da militância, com o movimento gay do Brasil perdendo força, sem conseguir atrair novos participantes ou mesmo manter os antigos. Com isso, projetos importantes de lei como a criminalização da homofobia e a regulamentação das identidades de gênero não conseguem avançar na pauta do Congresso Nacional.

Presidente do Movimento Gay de Minas (MGM), Oswaldo Braga mostra que o arrefecimento da militância LGBT não se exemplifica apenas como a Parada Gay de São Paulo. O evento similar que ele organiza na cidade mineira de Juiz de Fora também enfrenta uma queda de público.

 “Temos percebido uma diminuição. Em 2006, tivemos o recorde de 120 mil pessoas. Número importante se considerarmos o fato de que Juiz de Fora tem 500 mil habitantes. Mas no último ano, o público foi de 35 mil participantes”, relata Braga, que aponta para a necessidade de uma reinvenção do movimento LGBT.

“Hoje, grande parte das nossas lutas não faz mais tanto sentido. Antes, nós pedíamos uma lei para poder demonstrar afeto em público , agora já podemos casar” , explica Braga, que no entanto, lembra que ainda faltam muitas conquistas para a comunidade LGBT ter sua cidadania plenamente respeitada. “A homofobia acabou? Foi criminalizada? A reposta é não para as duas perguntas, isso evidencia que é preciso repensar muitas coisas, inclusive o formato da Parada”, acrescenta o presidente do MGM.

Conselheiro do Fórum LGBT de Pernambuco, que organiza a Parada Gay de Recife, Thiago Rocha faz uma ressalva em relação à diminuição de público em São Paulo, lembrando que o evento paulistano foi antecipado por conta da Copa do Mundo de 2014, impedindo que muitas pessoas pudessem se programar a tempo. “Eu mesmo tentei ir, mas não consegui me planejar. Porém , é nítido que estamos com dificuldade de chegar à sociedade” , reconhece Rocha.

Coordenador especial da Diversidade Sexual da cidade do Rio de Janeiro, o estilista Carlos Tufvesson vê a cooptação política das lideranças LGBT como fator preponderante para a erosão enfrentada pelo movimento gay. Falando como militante e não como representante do Estado, Tufvesson diz que a presença de partidos políticos foi danosa e fez muitas pessoas saírem da militância.

“Tivemos uma captação partidária ideológica muito forte. O movimento passou por um processo de exclusão de quem não se identificava com os partidos”, lamenta Tufvesson. “O movimento que ia às ruas hoje não vai mais, perdemos grupos históricos, pessoas que nos representavam foram se tornando instrumentos de politicas partidárias”, prossegue o estilista.

Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Carlos Magno pensa diferente dos outros militantes LGBT, acreditando que a perda de força do movimento deve ser encarada de maneira relativa.

“Faltam elementos para saber se estamos realmente perdendo. Na verdade, as pautas têm ultrapassado a barreira da comunidade LGBT, o debate é público. Em qualquer área, o número de pessoas que milita é efetivamente pouco, se considerada a população como um todo”, pondera Magno.

Como argumento de que o movimento LGBT não está tão arrefecido, Magno conta que a ABGLT conta com 285 organizações filiadas e tem 30 pedidos de filiação. “Temos ainda núcleos de pesquisa em universidades, a Associação de Estudos Homoeróticos em Porto Alegre, grupos de mães, Igrejas inclusivas, além de paradas de Norte a Sul do País. Tudo isso é avanço.”

MUDANÇA PASSA PELO CONGRESSO NACIONAL

Para as lideranças, a reinvenção do movimento LGBT tem que incluir um número maior de representantes da comunidade gay em Brasília. “Precisamos de ideias novas, de maneiras novas de fazer, não só a Parada Gay, mas a militância como um todo. É a oxigenação que faz o movimento estar sempre vivo. As ONGs devem começar a se estruturar melhor, ter força. Além disso, precisamos urgentemente de representatividade no Congresso, temos apenas um congressista gay”, afirma Tufvesson, se referindo ao deputado federal Jean wyllys(PSOL-RJ), colunista do iGay.

Mais descrente com o futuro do movimento LGBT, Rocha lembra que os opositores da comunidade gay têm uma acachapante superioridade numérica no Congresso Nacional, com a Frente Evangélica ocupando 110 das 513 cadeiras do parlamento brasileiro. “Os políticos religiosos têm se fortalecido cada vez mais. Eles têm muita força e não é só isso, a cultura do Congresso é muito machista e não vai mudar”, argumenta o conselheiro do Fórum LGBT de Pernambuco.

Magno também percebe o conservadorismo e fundamentalismo religioso como obstáculos. “A força social é importante, ela que incentiva as mudanças. Mas a lógica que rege o Congresso é complexa. As leis Maria da Penha, de Discriminação Racial e Estatuto da Juventude tiveram dificuldade em passar, todas legislações relativas aos direitos humanos tiveram. Temos poucas mulheres no congresso, poucos negros, um gay e nenhum índio.”

Admitindo-se cansado, Braga faz um apelo para que novas gerações assumam seu papel na militância. “Quando falam que os dinossauros da militância não largam o osso, não levam em conta que ninguém quer entrar no nosso lugar. Mesmo que seja para mudar tudo, eles devem entrar no movimento”, conclui o presidente do Movimento Gay de Minas (MGM).

Fonte:IG

BOECHAT ALFINETA SHEHERAZADE: APRESENTADORA TAMBÉM É RESPONSÁVEL PELA MORTE DE MULHER ESPANCADA POR “JUSTICEIROS”

A morte de uma dona de casa inocente, espancada por ‘justiceiros’ no Guarujá, na Baixada Santista (SP), gerou revolta de internautas e jornalistas brasileiros.

Na edição do Jornal da Band de ontem (5), o âncora Ricardo Boechat criticou as“pessoas que mesmo em emissoras de TV estimulam a cultura da ‘justiça com as próprias mãos'”. Na avaliação do jornalista, esses formadores de opinião também são responsáveis pelo linchamento e morte de Fabiana Maria de Jesus.

É uma referência à jornalista Rachel Sheherazade, que em fevereiro deste ano defendeu o “justiçamento” na região do Flamengo, no Rio de Janeiro, onde um menor foi torturado e preso a um poste pelo pescoço.

Na época, Sheherazade incentivou o “contra-ataque aos bandidos” e julgou compreensível “a atitude dos vingadores”.

Boechat concluiu o comentário, dizendo que “é hora de essas pessoas virem a público e dizer como se sentem diante da consumação de sua própria teoria na prática”.

Boechat já havia criticado as declarações de Sheherazade em entrevista ao Pânico na Band em fevereiro. “A opinião dela é uma bo***, mas ela tem o direito de expressar”, disse.

Linchamento motivado por boato

Fabiana Maria de Jesus foi linchada e espancada por moradores do bairro Morrinhos, no Guarujá. Ela teria sido confundida com uma suposta sequestradora de crianças na cidade.

Entretanto, não havia sequestro algum, segundo a polícia do município.

O advogado da família de Fabiana diz que o problema começou na comunidade do Facebook Guarujá Alerta, que informou sobre boatos de crianças sequestradas para ritual de magia negra. Segundo o G1, a página publicou um retrato falado com imagem semelhante à da vítima.

Foi o suficiente para a vizinhança de Morrinhos atacar a dona de casa que nada tinha a ver com os boatos, segundo familiares e conhecidos.

Fonte: Brasil Post

DICAS PARA QUEM NÃO ESTÁ MUITO BEM NESSA SEGUNDA

SEGUNDA-BRAVA

Para quem está começando a Segunda não muito bem, segue algumas dicas para aliviar o estresse:

1º – Mudar o estilo de vida.

2º – Dieta balanceada e saudável.

3º – Dormir o suficiente e fazer exercícios.

4º – Limitar a ingestão de cafeína, álcool e não usar nicotina, cocaína ou outras drogas ilícitas.

Outras sugestões do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos:
Tirar férias do trabalho, passar tempo com a família e os amigos, fazer algum trabalho manual e aprender a tocar um instrumento musical também é excelente.

PEDOFILIA: NEUROCIÊNCIA VERSUS PSICANÁLISE

Continuação de ASPECTOS DA PEDOFILIA NAS SOCIEDADES HUMANAS

Segundo pesquisa realizada por Martin. H. Teicher (2000), professor de psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, não ocorrem apenas traumas psicológicos reversíveis, mas danos permanentes no desenvolvimento e funções cerebrais, ou seja, algumas funções ficarão paralisadas. Assim, durante a infância, período formativo em que o cérebro está sendo fisicamente esculpido, o impacto do estresse dos sistemas de norepinefrina e dopamina pode produzir sintomas de depressão, psicose e hiperatividade, assim como prejudicar a atenção:

A ativação do sistema de dopamina desloca a atenção para o hemisfério esquerdo (verbal), enquanto a ativação do sistema de norepinefrina desloca a atenção para o hemisfério direito (emocional). O mais curioso, é que o vermis também ajuda a regular a atividade elétrica no sistema límbico, e sua estimulação pode suprimir ataques no hipocampo e na amígdala.  (Teicher. M. 2002; p. 50-67).

Tais efeitos neurobiológicos e moleculares são irreversíveis e comprometem o desenvolvimento neuronal da criança afetando a vida desse sujeito na idade adulta (Teicher, 2000). Estas descobertas sugerem um intrigante modelo que pode explicar a forma na qual o distúrbio de personalidade limítrofe (borderline) pode aparecer. Contudo, na psiquiatria e psicopatologia, incluir a análise do contexto sociocultural na formação da personalidade do pedófilo exige um estudo da relação entre o fenômeno supostamente patológico e o contexto social. Observa-se que o fenômeno patológico emerge e recebe significado cultural, mas a despeito da normalidade funcional do cérebro, tais conceitos não são necessariamente quantitativos. O fenômeno é considerado patológico a partir do momento em que é disfuncional e produz sofrimento para o próprio indivíduo ou para seu grupo social (Dalgallarondo, p.246, 2008).

Diante do exposto acima, não se pode considerar que a pedofilia seja produzida apenas pela sociedade ou então, determinar que a mesma tenha sua etiologia direcionada somente como um distúrbio neurológico no processo de formação do cérebro.  O significa dizer que a sua compreensão deve ser pautada por uma multifatorialidade.

Na perspectiva psicanalítica, a pedofilia exemplifica uma grande variação de objetos sexuais, e afirma que a importância do desejo está na pulsão sexual e não no valor do objeto de desejo. Dentre Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade, Freud afirmava que “Os diferentes trajetos por onde passa a libido relacionam-se mutuamente desde o início, como vasos comunicantes…” (Freud, 1905. P.143). Para ele, a pedofilia como disfunção subjetiva, pode estar associada a uma dimensão sintomática das perversões e que pode desencadear uma patologia dessa ordem. Basicamente os fatores estão ligados a sexualidade reprimida do sujeito e o desvio de sua personalidade. Quanto mais perto se chega das perturbações mais profundas do desenvolvimento psicossexual, mais se destaca de maneira inequívoca a importância da escolha objetal incestuosa” (Freud, 1905; p. 215).

Segundo Freud, a pedofilia corresponde uma perversão de transgressão anatômica, ou seja, algumas regiões do corpo são eleitas para o ato sexual, como os lábios, o ânus, etc, e não se limita a união sexual da forma como a concebemos normalmente. Nessa concepção, o fetichismo somente é considerado patológico quando se torna o único objeto do desejo sexual. Com isso, o fetichismo teria sua origem na infância, sendo que este poderia funcionar como uma lembrança encobridora de algo esquecido e que estaria também relacionado às teorias sexuais infantis (Freud, 1905).

Assim, Freud oferece uma explicação para a pedofilia que consiste na persistência de elementos da sexualidade infantil no indivíduo adulto. Neste caso, o pedófilo, no processo de seu desenvolvimento teria sentido e recalcado sua excitação sexual e prazer no contato de um adulto com uma criança. A intensidade desse prazer teria causado um impacto de tal ordem e se instalado como uma única forma de obter o prazer sexual após a maturidade. A pulsão sexual do pedófilo seria então algo infantil e primitivo, estaria fixado no inconsciente e persistiria na vida adulta.

Segundo a visão psicanalítica, a mente normal tem a tendência a repetir modos de reação e funcionamento para tentar se ajustar sem maiores danos, por outro lado, quando o sentido adaptativo da mente sofre um trauma, tais estímulos vão se adequando e criando estratégias para enfrentar as situações de riscos para encontrar padrões de sobrevivência mental que pode ser expressado no aprimoramento ou aniquilamento da vida do sujeito.

De maneira geral, a tendência à repetição das situações traumáticas se deve a três tipos de fatores que não se excluem e frequentemente se combinam por causa de defeitos neuromentais, o que impede a superação do padrão traumático. Repetir para elaborá-lo e repetir por motivo das funções secundárias, estruturantes, defensivas, narcísicas e prazerosas que o inconsciente adquiriu.

A libido narcísica ou do ego, parece-nos ser o grande reservatório de onde partem as catexias de objeto e no qual elas voltam a serem recolhidas, e a catexia libidinosa narcísica do ego nos afigura como o estado originário realizado na primeira infância, que é apenas encoberto pelas emissões posteriores da libido, mas no fundo se conserva por trás dela (Freud, 1905, p. 206).

O pressuposto da teoria psicanalítica vem apontar sobre o papel estruturante do pai, parte da instauração do complexo de Édipo.  Na trama familiar, o sujeito se constrói e sai do estado de natureza para ingressar na cultura. O pai representa a possibilidade do equilíbrio pensado como regulador da capacidade da criança investir no mundo real. A necessidade da figura paterna ganha contornos no processo de desenvolvimento, de acordo, com cada etapa da infância e, na fase inicial da vida, é decisiva na resolução dos conflitos. Na adolescência, quando a maturação genital obriga a criança a definir seu papel na sociedade, a construção de uma imagem positiva ou negativa das trocas afetivas e da convivência com seus familiares serão construídos. Contudo, o tipo de desenvolvimento psicoafetivo da família acaba por influenciar a criança na reprodução de comportamentos negativos na fase adulta.

Foucault explica que a teoria psicanalítica da sexualidade teve uma função consoladora, quando ela coloca o recalque na idéia do desejo dos pais para com seus filhos (Foucault, 1971). Ou seja, os pais estariam sendo incestuosos e criando uma relação subjetiva sobre a sexualidade deles para com seus filhos. Para Foucault, a perversão está diretamente relacionada ao recalque dos pais que, por um motivo ainda desconhecido se refletiria em atos de abuso infantil, transformado devido à desestruturação da personalidade da criança.

Por Flavia Maria Pereira Marques

INDOLENTES E DILIGENTES! QUEM VOCÊ DESEJA SER?

las-personas-de-hormigas-trabajan- Indolentes são aqueles que não se mexem, nem se remexem! São pessoas que não saem do lugar, mesmo quando a água está chegando naquele “lugar”. Será que eu sou um indolente? Para algumas pessoas tenho certeza que sim, já ouvi gente dizendo “Orlando você precisa se mexer”, para outras pessoas tenho certeza que não sou indolente, já ouvi gente dizendo que preciso me desligar um pouco, mas nesse mundo é normal não agradar a gregos e troianos, há muitas opiniões divergentes, ainda mais se for de casa, se for próximo, vizinho ou mesmo um amigo, geralmente esses são os que menos confiam na gente ou acreditam que podemos fazer alguma coisa excepcional.

O que podemos esperar de uma pessoa indolente? Nada, a não ser o exemplo de como não se comportar, se ela acordar para a vida, talvez ainda seja possível colher alguns frutos! O indolente, que também significa aquele que não causa dor, só vai ficar esperto no dia em que ele sentir dor, pois há um ditado que diz que não há formação de consciência sem dor, mas infelizmente penso que alguns sentirão essa dor que forma consciência tarde demais!

E os diligentes quem são? São aqueles que se remexem muito! Aqueles que trabalham com prazer, que fazem as coisas com gosto, que não são preguiçosos e são rápidos nas responsabilidades que lhe são atribuídas, terminando antes de todos! Os diligentes são os primeiros a atingirem o alvo, mas por que? Porque são desembaraçados, porque prestam atenção em tudo que ouvem e assistem, os diligentes enxergam coisas que os outros nem imaginam. Os diligentes conseguem imaginar o resultado final sem saber como será o caminho até lá, pois eles sabem que encontrarão as soluções, mais cedo ou mais tarde, podemos chamar isso de fé, algo que eles tem de sobra e transbordando.

E aí? Você deseja ser indolente ou diligente? Medite no versículo abaixo:

Mas, desejamos que cada um de vós mostre a mesma diligência, para ter a plena certeza da esperança até o fim, para que não fiqueis indolentes, mas sejais imitadores daqueles que pela fé e pela paciência herdam as promessas. – Hebreus 6:11, 12

Compartilhe o que você aprende de bom!

*RESPEITO À VIDA*

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Não nos foi ensinado,desde que nascemos, que a VIDA É SAGRADA, e divinos todos os seres.
Por isso, por nossa falta de reverência ao divino que habita todas as formas, podemos passar indiferentes por um ser divino jogado na calçada, podemos conviver com a existência de crianças com fome e velhos desamparados – todos divinos; admitimos a guerra, a pobreza e a desigualdade, a destruição da Terra e de seus filhos menores.
Em suma: assistimos inertes ao desrespeito à Vida.

Ninguém ensinou aos maridos homicidas que não são donos da vida; nem aos adolescentes violentados pela miséria que uma vida vale mais que um par de tênis alheio.
Por quê? Porque nós, coletivamente, não respeitamos essa Vida, de modo incondicional.
E enquanto permanecermos na ilusão de que se pode pedir paz e exigir segurança num mundo sem esse respeito essencial, enquanto admitirmos a crueldade e a destruição de QUALQUER FORMA DE VIDA INOCENTE, tudo que fizermos será incapaz de mudar verdadeiramente o mundo.
A única argamassa definitiva capaz de cimentar a construção desse Mundo Melhor será a consolidação, na consciência coletiva, desse princípio simples e difícil: A VIDA É SAGRADA.
Um único artigo. Sem parágrafos. Sem exceções.

Há uma atitude individual concreta, possível e infinitamente poderosa, por seu alcance, que qualquer um de nós, que se diga consciente da Lei Evolutiva, pode tomar para iniciar hoje a transformação deste mundo violento e biocida num outro, pacífico e fraterno: RESPEITAR A VIDA. Começando por defender o direito à VIDA de todos os SERES INDEFESOS do Planeta, suspendendo a matança daqueles que a humanidade intitula indevidamente de ‘COMIDA’.

Podemos ensinar a nossos filhos o respeito incondicional a todas as vidas; podemos ensiná- los a respeitar e amar pássaros, insetos, gatos e cachorros, baleias, tartarugas-marinhas, golfinhos e micos-leões dourados; mas não podemos desmentir isso quando nos sentamos à mesa.
Não podemos amar e matar, respeitar e destruir ao mesmo tempo.
E se a nossa reverência à Vida for genuína, será contagiosa.

E uma criança nossa defenderá um caracol de ser pisado, levará gentilmente um inseto perdido até a janela – e nunca, nunca, nunca, poderá ferir nenhum ser humano.
Como nunca admitiu ou viu admitir que nenhum ser vivo fosse ferido.

Utopia?
Não. Existem crianças que foram criadas assim.
Se houvesse mais, nós poderíamos sair tranquilos pelas ruas à noite.
Se houvesse muitas mais, seria impossível a qualquer demente com poder levar pessoas à guerra (aliás, não haveria dementes no poder).
E se elas fossem a totalidade das crianças da Terra, esta já seria aquele Mundo Melhor.

(PAZ E AMOR, BICHO! – Mariléa de Castro)

GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOAS COM TRANSTORNO BIPOLAR

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O site da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata) disponibiliza gratuitamente o “Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar”. Trata-se de uma publicação voltada para pessoas e profissionais no cuidado de pessoas com este tipo de transtorno de humor. Para baixar o guia, clique aqui.

Para quem não conhece, o transtorno bipolar consiste em episódios de humor em que o pensamento, as emoções e o comportamento de um indivíduo alteram-se visivelmente durante um período considerável, interferindo em seu cotidiano.

transtorno bipolar pode comprometer não somente a vida da pessoa, mas também a de sua família. Este guia não substitui as orientações médicas. Ao contrário, oferece acesso a informações adicionais para que você, o cuidador, ou a pessoa a quem está ajudando conheça mais sobre este transtorno.

ORIENTAÇÃO PSICOLÓGICA VIRTUAL TRAZ COMODIDADE E ORIENTAÇÕES PONTUAIS

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Desde o seu surgimento, a internet tem facilitado muito a vida das pessoas, aumentando a conectividade entre elas, diminuindo distâncias e ajudando a otimizar o tempo gasto nas tarefas profissionais e pessoais. Talvez muitas pessoas não saibam, mas hoje em dia a internet facilita também o acesso ao psicólogo.

A orientação psicológica virtual, que também é conhecida como terapia virtual ou terapia online, é caracterizada pela orientação de questões psicológicas feitas pelo profissional via e-mail, skype ou telefone.

Durante cada atendimento a pessoa terá condições de encontrar auxilio para dúvidas, medos, dificuldades pontuais e orientações sobre diversas questões emocionais. O número de atendimentos, duração e valor variam de acordo com cada profissional.

A orientação psicológica virtual é caracterizada pela orientação de questões psicológicas feitas pelo profissional via e-mail, skype ou telefone.

Pesquisadores Europeus e Americanos têm se empenhado em testar e comprovar os benefícios da terapia virtual. Segundo matéria publicada no site da rádio Netherland Wereldomroep, “a terapia online é um sucesso na Holanda. A psicoterapia na qual o contato entre psicólogo e paciente só acontece via internet é tão eficiente quanto o tratamento ‘cara a cara’.”

Segundo publicado no Portal dos Psicologos em Portugal, “tem sido também constatado que online as pessoas vão mais diretamente ao foco de suas preocupações, o que agiliza a intervenção.” No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) regulamenta através da resolução CFP N°012/2005 a prática da orientação psicológica virtual.

Há uma série de estudos e pesquisas em desenvolvimento com relação aos benefícios da terapia virtual no país. No entanto, enquanto esses testes não forem totalmente concluídos e as pesquisas internacionais não tiverem sido validadas no Brasil, não é permitido praticar psicoterapia virtual, e sim orientação psicológica.

Por esse motivo é importante tomar cuidado com os serviços oferecidos online e com falsos profissionais que se utilizam da facilidade da internet para agir de má fé e enganar as pessoas.

Futuramente o acompanhamento psicológico virtual não deverá substituir totalmente a psicoterapia tradicional, mas sim se tornar uma alternativa a ela, para que mais pessoas possam se beneficiar de seus efeitos.

A orientação virtual se destina aos seguintes grupos de pessoas:

– Portadoras de dificuldade física de locomoção: Pessoas com problemas de paralisia, doenças graves e contagiosas, gestantes e acamadas;

-Pessoas com falta de tempo para ir até o consultório: Para aqueles que trabalham muitas horas, moram longe do local de trabalho e gastam muito tempo se deslocando de um local para outro;

– Que moram em cidades em que há excasses de profissionais de psicologia: Há cidades onde, infelizmente, não há profissionais da área da psicologia, os existentes geram desconfiança ou não têm mais horários disponíveis;

– Timidos e reservados: Se sentem desconfortáveis ao pensar que podem ser observados e julgados por entrar em um consultório;

– Casais com dificuldades no relacionamento e sexuais: Sentem-se desconfortáveis em se expor diante de uma terceira pessoa ou tem dificuldades de ajustar os seus horários para irem juntos a consulta.

– Pais com problemas e dificuldades na orientação dos filhos: Dificuldades de diálogo, desempenho escolar e de relacionamento na familia, entre outras questões que possam aparecer em relação aos filhos;

– Que estão morando fora do seu país de origem: Geralmente podem ter dificuldade em se adaptar ao local e encontrar profissionais que falem o seu idioma e entendam a sua cultura;

– Estágios avançados de depressão: A pessoa sente muita dificuldade e desânimo para sair de casa;

– Que buscam orientação psicológica para questões cotidianas relacionadas ao profissional e pessoal.

Se você pertence a algum desses grupos acima, saiba que agora você pode se beneficiar de mais um serviço importante, cômodo e seguro oferecido via telefone ou internet.

POR:Milena Lhano

Psicóloga

foto especialistaESPECIALISTA MINHA VIDA

HÁ CONSOLO NO LUTO?

pastoral-02042012No abraço senti seu corpo magro. Notei seus olhos baços. Eles me contemplavam sem entusiasmo. Logo na primeira palavra, percebi na voz quebrada, ela era uma mulher sofrida. Eu imaginava, sem  alcançar, a angústia que minha amiga atravessava. Ela experimentava a hora mais dolorida. Seu momento era o mais terrível da existência: o luto.

A morte é sorrateira, insidiosa e traiçoeira. Os desenganados recebem o bilhete fatal com algum tempo para arrumar a casa. Para minha amiga a guilhotina desceu sem aviso. A morte não respeitou sequer possíveis imaturidades. A morte serpenteou, deu o bote, feriu e ceifou a seu bel prazer. O que dizer, diante de uma mãe que chora, de uma esposa que perde o chão e que não sabe se terá forças para achar o norte?

As respostas aparentemente confortadoras se esvaziam. Deus tem um plano.  Ele leva para si os bons. Chegou a hora.  Frases bobas. Elas funcionam como aspirina, aliviam sem curar. Em um esforço medonho de não parecer professoral, procurei oferecer outro modelo de como perceber os mistérios da vida. Logo notei meu esforço inútil. Minha amiga esperneava dentro da cerca teológica que fora educada. Deus governa e como um dramaturgo celestial, conduz o desenrolar de nossas vidas. Deus não permite que nada aconteça sem que esteja previsto em seu roteiro.

Silenciei, abraçado. Voltei ao hotel.  Chorei. Por horas não consegui apagar o sofrimento daquela mãe. Além de ter que aprender a repetir a litania fúnebre do nunca mais, ela terá de brigar com a sua ideia de Deus. Que tristeza. Deitado, insone, escutei sua indignação lacerante: Por que Deus se mantém obscuro em seus planos? Por que, tão indiferente? Vou esperar quanto tempo até entender seus motivos para levar (levar não passa de eufemismo para “matar”) um pai precioso, um amigo querido, um filho especial?”.

Debulhei-me em lágrimas.

A morte baterá em outras portas. A ceifa da morte não cessa. Nunca distingue justos de injustos. Traficantes vivem mais do que mulheres bondosas. Pais enterram os filhos – o certo deveria ser o contrário. Acidentes eliminam em uma só tacada, jovens e idosos. Os amigos de Jó erram nas conjecturas sobre o sofrimento universal. O justo Jó é arrasado por todo tipo de infortúnio, sem que se conheçam os porquês de sua aflição.

Prefiro a insinuação bíblica de que Deus que não age como títere, a puxar os cordões das marionetes. Considero-o Emanuel: O Deus presente. Jesus encarnou e viveu a sua humanidade até as últimas consequências. Semelhantes a ele, no espaço da liberdade, também estamos cercados de perigos, e sempre à beira do derradeiro suspiro.

Deus não arbitra quem morre. Ele não rege a história segundo critérios inacessíveis. Deus se compromete a revelar seu amor no soluço da perda. Deus se revela em cada abraço, em cada palavra de solidariedade e em cada gesto de lealdade. A nossa dor dói em Deus, afirmou o profeta Isaías. Deus fonte de compaixão – nas duas raízes para “com-paixão”: Deus sofre junto.

Nada posso especular sobre a morte, mas minha intuição avisa: reconhecer a companhia fiel de Deus traz mais conforto do que questionar os porquês do que nos é inacessível.

Soli Deo Gloria

Por Ricardo Gondim

TERRORISTAS CHINESES REIVINDICAM O DESAPARECIMENTO DO AVIÃO DA MALÁSIA E PROMETEM MAIS ATAQUES

Grupo terrorista chinês “Brigada dos Mártires” assumiu a responsabilidade do acidente do vôo MH370 da Malaysia Airlines no último sábado, que desapareceu do radar com 239 pessoas a bordo sem deixar qualquer sinal. Jornalistas chineses receberam na segunda-feira, um e-mail supostamente enviado por essa organização terrorista através de um serviço criptografado de internet que praticamente é impossível de rastrear, explicando as suas razões para o suposto ataque terrorista, informou o jornal “Want China Times”.

O grupo descreve sua ação como represália pela “perseguição cruel” que atribuem ao Governo da Malásia, mas não fornecem mais detalhes, e também como resposta ao Governo da China para a perseguição da minoria étnica uigur, que foi acusada por Pequim de uma série de ataques terroristas nos últimos anos.

Enquanto isso, as autoridades da Malásia alertam que o e-mail pode ser uma brincadeira para aumentar as tensões étnicas na China. O ministro dos Transportes da Malásia, Datuk Seri Hishammuddin disse que não existe motivos suficientes “para justificar suas reivindicações”, acrescentando que o e-mail não explica o que aconteceu com o avião. No entanto, as autoridades não descartam que o avião tenha sido alvo de um ataque terrorista.

Cidadãos chineses na mira dos terroristas

Na carta, o grupo ameaçou realizar ataques semelhantes, se Pequim não refletir sobre suas próprias atuações na política nacional e direitos humanos, bem como na repressão de minorias étnicas.

A Brigada dos Mártires negou ser uma organização terrorista e qualificou quem realizou o ataque ao vôo MH370 como “lutadores pela liberdade”. O grupo também expressou pesar pela morte de 239 pessoas a bordo do avião Malásia, já que seu objetivo era matar “apenas” 153 cidadãos chineses foram a bordo. “Gostaríamos que 100% do vôo fosse somente chineses”, escreveram no comunicado, acrescentando que as famílias das vítimas devem buscar compensação por parte dos governos da China e da Malásia.

Greg Barton, especialista em terrorismo, disse ao jornal “The Sydney Morning Herald”, que quando se perde o rastro de um avião é que um grupo terrorista realizou um ataque com uma bomba. Ele acrescentou que, se os detritos ou a caixa-preta revelam uma explosão no ar, o mais provável é que o ataque esteja ligado aos separatistas chineses uigures.

Os ataques mais recentes atribuídos à “Brigada dos Mártires”, incluem várias delegacias na região autónoma Uigur de Xinjiang, no noroeste da China, assim como um ataque na semana passada em que um grupo de homens com facas atacaram os passageiros numa estação de trem, no sudoeste da China província de Yunnan. O ataque deixou 33 mortos e 130 feridos.

Comente abaixo sua opinião sobre o assunto!

Fonte: RT

VACINAÇÃO CONTRA HPV EM MENINAS COMEÇA NA SEGUNDA

Em Campinas, será feita nos 63 postos de saúde; cidade tem 25 mil garotas entre 11 e 13 anos
Foto: Reprodução

Vacina contra HPV é aplicada em três doses: segunda será seis meses depois da primeira e a terceira, cinco anos após a primeira dose

Vacina é gratuita e usada na prevenção do câncer de colo do útero.

A partir desta segunda-feira (10), a vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), usada na prevenção do câncer de colo do útero, estará disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 11 a 13 anos nos 63 centros de saúde da cidade. A meta é imunizar 25 mil garotas no município, que corresponde a 80% da população nessa fase etária, e nos 5,2 milhões de pessoas do sexo feminino no país. A campanha de vacinação ocorre até 10 de abril.

A vacina contra o HPV é injetável e é aplicada em três doses. A segunda será seis meses depois da primeira e a terceira, cinco anos após a primeira dose. Para receber a vacina, basta apresentar o cartão de vacinação e o documento de identidade. Neste ano, será vacinado o primeiro grupo (11 a 13 anos). Em 2015, a vacina passa a ser oferecida para as meninas com idades entre 9 e 11 anos. Em 2016, a vacinação será apenas para as garotas de 9 anos.

Durante fevereiro, profissionais do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) se reuniram com diretores das escolas públicas de Campinas para ressaltar a importância da vacina. Todas as escolas, inclusive as particulares, receberam material educativo para divulgar a campanha de vacinação. Uma carta foi entregue aos pais dos alunos para explicar a importância e como será realizada a campanha na cidade.

A Prefeitura decidiu não aplicar as vacinas nas escolas por uma questão de logística, segundo. “Nós temos regiões com mais de 80 escolas, outras com 20 escolas. Então para operacionalizar esse trabalho, ficaria uma concentração muito grande de pessoas em poucos lugares. Se cada centro de saúde vacinar sua população alvo, fica mais fácil e evita filas”, explica a enfermeira da Vigilância Epidemiológica de Campinas Maria Alice Sato.

Campinas (SP) quer vacinar 25 mil garotas contra HPV em campanha até abril (Foto: Reprodução EPTV)
Campinas (SP) quer vacinar 25 mil garotas contra
HPV em campanha (Foto: Reprodução EPTV)

Transmissão
O HPV é um vírus que tem mais de 100 tipos diferentes, sendo que alguns provocam verrugas e outros estão ligados ao desenvolvimento de tumores. É transmitido através de relação sexual e o contágio também pode acontecer de mãe para filho, no momento do parto. Atualmente, está relacionado a infecções de região oral, genital, anal e da uretra, além de câncer de colo de útero, pênis, reto e orofaringe.

Estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença. Em relação ao câncer de colo do útero, estimativas apontam que 270 mil mulheres no mundo morrem devido à doença. Neste ano, no Brasil, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 15 mil novos casos e cerca de 4,8 mil mortes. A orientação é para que as mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo (papanicolau) anualmente. A vacina não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais.

HPV (Foto: Arte/G1)

 

Do G1 Campinas e Região

7 IMAGENS PROVAM QUE A NATUREZA SEMPRE DÁ UM JEITO

 

Se você é um bom observador, já deve ter reparado em alguma muda de planta crescendo em locais aparentemente inóspitos como o concreto. Ou talvez tenha visto o “mato” surgir sobre um telhado. Quem sabe, no mínimo, tenha observado o verde tomar conta de construções abandonadas.

Caso a humanidade chegue ao fim antes de detonar todo o planeta, a natureza voltará a dominar tudo, como em um cenário pós-apocalíptico.

Pois bem, é isso que a natureza – as plantas, em especial – faz! Nasce onde há apenas uma remota possibilidade. As imagens que reunimos aqui provam, mesmo antes que alguma catástrofe nos coloque em extinção, esse ponto de vista.

São fotos que despertam um sentimento de preservação, pois retratam o esforço da natureza em se manter viva, mesmo com todos os obstáculos que impomos a ela.

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1. Árvore na parede
Ela conseguiu um pequeno espaço para driblar a parede de tijolos e obter seu local ao sol. Alguns troncos fazem curvas incríveis em busca da melhor luz para a fotossíntese.

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2. Árvore nas pedras
Sobre as centenárias ruínas de pedra do templo Ta Prohm, no Camboja, crescem inúmeras árvores. Podemos, inclusive, observar os troncos e raízes “escorrendo” até o solo.

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3. O caminho da raiz
Em busca de água e nutrientes, num cenário de erosão, a raiz de uma árvore é capaz de realmente ir longe. A prova disso está nessa incrível fotografia.

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4. A árvore que cresce em um muro
A leitora Maytê Mulatynho nos enviou essa singela fotografia – que já foi postada em nosso Instagram. Na imagem, uma pequena árvore cresce exatamente sobre um muro. Uma prova viva de que a natureza sempre dá um jeito.

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5. O caminho das raízes
Para permanecerem em contato com a terra, as raízes dessa árvore seguiram o caminho labiríntico deixado pelo calçamento do solo. O formato da raiz ficou realmente incrível.

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6. Floresta flutuante
Na Austrália, em uma baía próxima a Sydney, ocorre um fenômeno surpreendente! Por lá, florestas crescem dentro de navios abandonados. Nós já fizemos uma publicação sobre isso aqui! Vale muito a pena dar uma olhada.

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7. Árvore cresce no topo de prédio
No topo de um prédio abandonado, na Avenida dos Estados, em São Paulo, podemos observar uma árvore. Veja o modo como ela se enraizou na parede de tijolos. No entanto, toda construção foi demolida recentemente, uma pena! Ainda bem que este blog reuniu algumas fotos e contou a história da pequena árvore.

Fonte: SOMENTE COISAS LEGAIS

O QUE É HIPOCRISIA?

hipocrisia é o ato de fingir ter crençasvirtudesideias e sentimentos que a pessoa na verdade não as possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou mais tarde a designar moralmente pessoas que representam que fingem comportamentos.

Um exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma ação enquanto realiza a mesma ação.

Para o lingüista e analista social Noam Chomsky, a hipocrisia, é definida como a recusa de “… aplicar a nós mesmos os mesmos valores que se aplicam a outros”, é um dos males da nossa sociedade, que promove a injustiça como guerra e as desigualdades sociais, num quadro de auto-engano, que inclui a noção de que a hipocrisia em si é um comportamento necessário ou benéfico humano e da sociedade.

François duc de la Rochefoucauld revelou de maneira mordaz a essência do comportamento hipócrita: “A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude”. Ou seja, todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos, socialmente aceitos.

O termo “hipocrisia” é também comumente usado (alguns diriam abusado) num sentido que poderia ser designado de maneira mais específica como um “padrão duplo”. Um exemplo disso, é quando alguém acredita honestamente que deveria ser imposto um conjunto de morais para um grupo de indivíduos diferente do de outro grupo.

Hipocrisia é pretensão ou fingimento de ser o que não é. Hipócrita é uma transcrição do vocábulo grego “hypochrités”. Os atores gregos usavam máscaras de acordo com o papel que representavam numa peça teatral. É daí que o termo hipócrita designa alguém que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência.

Hipocrisia na religião

Novo Testamento da Bíblia refere-se especificamente aos hipócritas em vários lugares, em especial quando representando de maneira caricatural a seita dos fariseus, como por exemplo, o Evangelho de Mateus capítulo 23, versículos 13 a 15:

” Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.”

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

STRESS – COMO GERIR O PIOR INIMIGO DO CÉREBRO

Um pouco de informação sobre o stress

O stress é um estado de alerta cujo objectivo primeiro é preparar-nos para a ação e ficar em estado de alerta em situações problemáticas e ameaçadoras. A generalidade dos médicos considera que o stress pode ser considerado um estado intermediário entre a saúde e a doença, evoluindo ao longo de três estágios: fase de alarme, fase de resistência e fase de exaustão. Um estado equilibrado de stress é, por conseguinte, benigno e desejável. Traduz-se por uma pequena excitação que aumenta a nossa capacidade de enfrentar diversas situações da vida com uma atitude positiva e uma saudável sensação de entusiasmo e motivação.

o estresse

Já o mesmo não acontece quando ele atinge níveis considerados perigosos para a saúde e se torna permanente. Se a falta de algum stress (agitação) nas nossas vidas nos mantém subexcitados, apáticos e entediados já o stress elevado e, pior ainda, o stress cronico empurra-nos para um estado de sobrexcitação de consequências nefastas para o organismo e a qualidade dos nossos desempenhos (intelectuais, sociais, etc).

Os especialistas identificaram as causas do stress. Conforme o seu grau de perigosidade podem ser divididas em três níveis. Eis alguns exemplos mais vulgares:

Nível 1

Os pequenos aborrecimentos

Ruídos de fundo (trânsito, máquinas, ar condicionado)

Pequenas discussões familiares e no trabalho

Trânsito automóvel

Pequenas surpresas desagradáveis

Acontecimentos indesejados (atrasos, desencontros)

Pequenas infracções da lei 

Nível 3

Morte de familiar muito próximo

Divórcio

Condenação em tribunal

Perda de emprego

Problemas sérios de saúde

Doença de familiares

Problemas sexuais

Gravidez

Morte de amigo íntimo

Grande hipoteca ou empréstimo

Problemas de dinheiro

Nível 2

Acontecimentos importantes

Mudança de emprego

Mudança de residência

Conflitos no trabalho

Alterações no emprego

Discussões familiares

Entrada na escola

Mudança de ciclo na escola

Entrada na universidade

Primeiro emprego

Mudança de escola 

 
stress exercício fisico
sintomas stress

Durante o dia a dia estamos sujeitos a um grande stress, especialmente se a viva for feita em grandes cidades, é inevitável escapar mas podemos tentar reduzir seguindo estes 10 mandamentos.

stress

1 – Acorde mais cedo
Em vez de começar o dia no meio do maior stress porque não tem tempo para fazer nada, experimente levantar-se um bocadinho mais cedo e organizar melhor as suas manhãs. Não se deixe tentar pelo calorzinho dos cobertores e salte da cama assim que o despertador tocar. Tome um bom pequeno-almoço, um banho relaxado e comece o dia descansado e com o pé direito.

2 – Planeie o seu dia
Tente perceber em que altura do dia a sua produtividade está em alta. Há pessoas que rendem mais de manhã enquanto outras funcionam a 100% mais pela tarde. Escolha o período em que tem mais energia e deixe para essa altura as tarefas de maior responsabilidade ou que exijam maior criatividade. Lembre-se, no entanto, que por muito organizado que seja, há imprevistos que nunca consegue controlar.

3 – Defina prioridades
Não queira fazer tudo ao mesmo tempo nem queira fazer tudo sozinho. Faça uma listagem das suas reais prioridades e tente cumpri-la. Ponha os assuntos que exigem mais de si em primeiro lugar mas tente não descurar os pequenos assuntos que tendem a ficar esquecidos.

4 – Saiba dizer não
Quando se sentir demasiado pressionado tenha a coragem de dizer basta!. Se o seu chefe lhe parecer demasiado empenhado em não o deixar respirar, exigindo-lhe mais e mais trabalho, explique-lhe que, apesar de tentar, não consegue fazer tanta coisa ao mesmo tempo. Tente também não cair na asneira de estar sempre a fazer o trabalho dos seus colegas. Sempre que poder ajudar, ajude, mas não deixe que eles fiquem mal habituados.

5 – Crie bom ambiente
Pensamentos positivos activam as energias positivas que temos em nós. E depois, simpatia gera simpatia. Elogie, seja prestável e simpático para os seus colegas. Ao trabalhar num local com bom ambiente tudo fica mais fácil. Aquilo que dantes lhe parecia uma tarefa dificílima vai passar a parecer o mais simples dos problemas.

6 – Aprenda a relaxar
Nada melhor do que depois de um dia estafante o poder chegar a casa e tomar um longo banho ou deixarmo-nos ficar estendidos no sofá horas a fio a ver tudo e mais alguma coisa na televisão. Conceda a si mesmo esses momentos que são preciosos para descomprimir o stress do dia-a-dia.

7 – Mude de rotina
É importante que você consiga viver para além do trabalho. Dê a si próprio presentes depois de conseguir fazer um trabalho complicado. Que tal aquele livro que sempre quis ou aquela camisola caríssima? Depois, também é importante saber deixar o trabalho à porta antes de entrar em casa. Só em casos extremos é que deve levar trabalho para concluir em casa.

8 – Tenha vida social
“Trabalho é trabalho, conhaque é conhaque”. Nunca ouviu dizer? Faça por ter uma vida social activa porque desta maneira vai ser mais fácil de não pensar nos problemas que deixou para trás no escritório. Vá a festas, ao cinema ou ao café. Aproveite o que de melhor a vida tem para lhe oferecer.

9 – Dedique-se a uma actividade criativa
Utilize os seus tempos livres para se dedicar a uma actividade que puxe pela sua concentração e criatividade. Tendo a sua mente ocupada não vai ter tempo para pensar nem se chatear com os problemas do dia-a-dia ou do trabalho. A pintura é um bom exemplo.

10 – Melhore a sua vida sexual
Esta é também uma óptima solução para combater o stress acumulado durante um dia de trabalho. Ter uma vida sexual activa e saudável é meio caminho andado para se sentir uma pessoa plenamente realizada e, desta forma, sentir-se mais confiante.

 

FONTE: VLADMAN.NET

AS 20 EMPRESAS QUE DOMINAM O BRASIL

 

Vinte empresas dominam os negócios no Brasil, segundo levantamento das ONGs Instituto Mais Democracia e Cooperativa Eita, divulgado pelo site da revista Forbes. Os dados referem-se a 2013 Várias dessas empresas estão ligadas a empresários que aparecem no ranking de bilionários da revista, cujas fortunas, juntas, são estimadas em US$ 47,1 bilhões (valores de março de 2013).

1. Telefonica S.A. (telecomunicações)
País de origem: Espanha
Receita líquida: R$ 187,46 bilhões
Controlada por: Banco Bilbao Vizcaya Argentaria, Caja de Ahorros y Pensiones de Barcelona e fundo Blackroc

2. Previ (fundo de pensão)
País de origem: Brasil
Receita líquida: R$ 145,8 bilhões
Controlada por: Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil

3. Telemar Participações (telecomunicações)
País de origem: Brasil
Receita líquida: R$ 112,1 bilhões
Controlada por: AG Telecom, LF Tel S.A., BNDES, Bratel Brasil, Fundaçãoo Atlântico de Seguridade Social, Previ, Funcef e Petros

4. BBD Participações (Bradesco/Finanças)
País de origem: Brasil
Receita líquida: R$ 102,4 bilhões
Controlada por: Lázaro de Mello Brandão

5. Gerdau (siderurgia)
País de origem: Brasil
Receita líquida: R$ 70,8 bilhões
Controlada por: Klaus Gerdau Johannpeter, Germano Hugo Gerday Johannpeter, Frederico Carlos Gerday Johannpeter e Jorge Gerdau Johannpeter

6. Wilkes Participações (Pão de Açúcar/Varejo)
País de origem: Brasil/França
Receita líquida: R$ 67,6 bilhões
Controlada por: Península Participações e Sudaco Participações Bilionário relacionado: Abilio Diniz (ele se desligou no segundo semestre de 2013)

7. Blessed Holdings (Frigorífico JBS/alimentos processados)
País de origem: Brasil/Estados Unidos
Receita líquida: R$ 61,7 bilhões
Controlada por: FB Participações (famílias Bertin e Batista)

8. Banco Santander S.A. (finanças) 
País de origem: Espanha
Receita líquida: R$ 61,2 bilhões
Controlado por: Santander

9. Jereissati Participações (telecomunicações -Oi- e shopping centers -Iguatemi)
País de origem: Brasil
Receita líquida: R$ 50,1 bilhões
Controlado por: família Jereissati

10. Ultra S.A. Participações (distribuição de combustíveis) 
País de origem: Brasil
Receita líquida: R$ 48,6 bilhões
Controlado por: Daisy Igel, Paulo Guilherme Aguiar Cunha, Ana Maria Levy Villela Igel, Fabio Igel, Christy Participações, Marcia Igel Joppert, Joyce Igel de Castro Andrade, Rogério Igel e Lucio de Castro Andrade Filho Bilionário relacionado: Daisy Igel

11. Andrade Gutierrez S.A. (construção civil, telecomunicações)
País de origem: Brasil
Receita líquida: R$ 42,4 bilhões
Controlado por: famílias Andrade e Gutierrez

12. Rio Purus Participações (têxtil -Vicunha- e siderurgia -CSN, Usiminas)
País de origem: Brasil
Receita líquida: R$ 37,4 bilhões
Controlado por: Dorothea Steinbruch Bilionário relacionado: Dorothea Steinbruch

13. Belga Empreendimentos e Participações S.A. (Cosan/açúcar e etanol)
País de origem: Brasil
Receita líquida: R$ 36,6 bilhões
Controlado por: Rubens Ometto Silveira Mello Bilionário relacionado: Rubens Ometto Silveira Mello

14. Itaú Unibanco Participações S.A. (finanças)
País de origem: Brasil
Receita líquida: R$ 34,7 bilhões
Controlado por: Itausa (famílias Setubal e Villela), Companhia E. Johnston de Participações (família Moreira Salles) Bilionários relacionados: Alfredo Egydio de Arruda Villela Filho e Ana Lucia de Mattos Barretto Villela

15. Casino Guichard Perrachon (Pão de Açúcar/varejo)
País de origem: França
Receita líquida: R$ 33,8 bilhões
Controlado por: Bengal LLC, Pincher LLC, Oregon LLC, King LLC, Segisor e Lobo I LLC Bilionário relacionado: Abilio dos Santos Diniz (ele se desligou no segundo semestre de 2013)

16. Península Participações Ltda. (Pão de Açúcar/varejo, alimentos processados)
País de origem: Brasil
Receita líquida: R$ 33,8 bilhões
Controlado por: família Diniz Bilionário relacionado: Abilio dos Santos Diniz (ele se desligou no segundo semestre de 2013)

17. Kieppe Patrimonial Ltda. (Odebrecht e Braskem/construção civil, óleo e gás)
País de origem: Brasil
Receita líquida: R$ 33,7 bilhões
Controlado por: famílias Odebrecht e Gradin

18. Cia Brasileira de Energia (energia)
País de origem: Brasil
Receita líquida: R$ 31,2 bilhões
Controlado por: AES Holdings e BNDES

19. Itausa Investimentos Itaú S.A. (finanças, diversos)
País de origem: Brasil
Receita líquida: R$ 27,7 bilhões
Controlado por: famílias Villela e Setubal Bilionários relacionados: Alfredo Egydio de Arruda Villela Filho e Ana Lucia de Mattos Barretto Villela

20. Stichting InBev (Ambev/cerveja)
País de origem: Bélgica/Estados Unidos
Receita líquida: R$ 27,1 bilhões
Controlado por: Eugenie Patri Sebastian e BRC Sart Bilionários relacionados: Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto da Veiga Sicupira e Marcel Herrmann Telles

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Fonte: UOL

DESPERTAR ESPIRITUAL X TRANSTORNO BIPOLAR

Segundo a Psicóloga Ligia Splendore, depois de três anos de pesquisa, esta série de vídeos apresenta uma hipótese que explica a diferença entre o Despertar Espiritual e o Transtorno Bipolar de acordo com os níveis de consciência. Assista os vídeos abaixo:

Despertar Espiritual X Transtorno Bipolar (Parte 1)

Despertar Espiritual X Transtorno Bipolar (Parte 2)

Despertar Espiritual X Transtorno Bipolar (Parte 2)

AQUECIMENTO GLOBAL É INEVITÁVEL E 6 BI MORRERÃO, DIZ CIENTISTA

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James Lovelock, renomado cientista, diz que o aquecimento global é irreversível – e que mais de 6 bilhões de pessoas vão morrer neste século
James Lovelock, sempre provocador, acredita que a raça humana está em perigo real e imediato. "Será uma época sombria, mas emocionante"
Cortesia de James Lovelock Veja a galeria completa
por POR JEFF GOODELL

Aos 88 anos, depois de quatro filhos e uma carreira longa e respeitada como um dos cientistas mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana está condenada. “Gostaria de ser mais esperançoso”, ele me diz em uma manhã ensolarada enquanto caminhamos em um parque em Oslo (Noruega), onde o estudioso fará uma palestra em uma universidade. Lovelock é baixinho, invariavelmente educado, com cabelo branco e óculos redondos que lhe dão ares de coruja. Seus passos são gingados; sua mente, vívida; seus modos, tudo menos pessimistas. Aliás, a chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse – guerra, fome, pestilência e morte – parece deixá-lo animado. “Será uma época sombria”, reconhece. “Mas, para quem sobreviver, desconfio que vá ser bem emocionante.”

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040, o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing (deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. “Os chineses não terão para onde ir além da Sibéria”, sentencia Lovelock. “O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra entre a Rússia e a China seja inevitável.” Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa, virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes – Canadá, Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.

Até o final do século, segundo o cientista, o aquecimento global fará com que zonas de temperatura como a América do Norte e a Europa se aqueçam quase 8 graus Celsius – quase o dobro das previsões mais prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, a organização sancionada pela ONU que inclui os principais cientistas do mundo. “Nosso futuro”, Lovelock escreveu, “é como o dos passageiros em um barquinho de passeio navegando tranqüilamente sobre as cataratas do Niagara, sem saber que os motores em breve sofrerão pane”. E trocar as lâmpadas de casa por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre. “Verde”, ele me diz, só meio de piada, “é a cor do mofo e da corrupção.”

Se tais previsões saíssem da boca de qualquer outra pessoa, daria para rir delas como se fossem devaneios. Mas não é tão fácil assim descartar as idéias de Lovelock. Na posição de inventor, ele criou um aparelho que ajudou a detectar o buraco crescente na camada de ozônio e que deu início ao movimento ambientalista da década de 1970. E, na posição de cientista, apresentou a teoria revolucionária conhecida como Gaia – a idéia de que nosso planeta é um superorganismo que, de certa maneira, está “vivo”. Essa visão hoje serve como base a praticamente toda a ciência climática. Lynn Margulis, bióloga pioneira na Universidade de Massachusetts (Estados Unidos), diz que ele é “uma das mentes científicas mais inovadoras e rebeldes da atualidade”. Richard Branson, empresário britânico, afirma que Lovelock o inspirou a gastar bilhões de dólares para lutar contra o aquecimento global. “Jim é um cientista brilhante que já esteve certo a respeito de muitas coisas no passado”, diz Branson. E completa: “Se ele se sente pessimista a respeito do futuro, é importante para a humanidade prestar atenção.”

Lovelock sabe que prever o fim da civilização não é uma ciência exata. “Posso estar errado a respeito de tudo isso”, ele admite. “O problema é que todos os cientistas bem intencionados que argumentam que não estamos sujeitos a nenhum perigo iminente baseiam suas previsões em modelos de computador. Eu me baseio no que realmente está acontecendo.”

Quando você se aproxima da casa de Lovelock em Devon, uma área rural no sudoeste da Inglaterra, a placa no portão de metal diz, claramente: “Estação Experimental de Coombe Mill. Local de um novo hábitat. Por favor, não entre nem incomode”.
Depois de percorrer algumas centenas de metros em uma alameda estreita, ao lado de um moinho antigo, fica uma casinha branca com telhado de ardósia onde Lovelock mora com a segunda mulher, Sandy, uma norte-americana, e seu filho mais novo, John, de 51 anos e que tem incapacidade leve. É um cenário digno de conto de fadas, cercado de 14 hectares de bosques, sem hortas nem jardins com planejamento paisagístico. Parcialmente escondida no bosque fica uma estátua em tamanho natural de Gaia, a deusa grega da Terra, em homenagem à qual James Lovelock batizou sua teoria inovadora.

A maior parte dos cientistas trabalha às margens do conhecimento humano, adicionando, aos poucos, nova informações para a nossa compreensão do mundo. Lovelock é um dos poucos cujas idéias fomentaram, além da revolução científica, também a espiritual. “Os futuros historiadores da ciência considerarão Lovelock como o homem que inspirou uma mudança digna de Copérnico na maneira como nos enxergamos no mundo”, prevê Tim Lenton, pesquisador de clima na Universidade de East Anglia, na Inglaterra. Antes de Lovelock aparecer, a Terra era considerada pouco mais do que um pedaço de pedra aconchegante que dava voltas em torno do Sol. De acordo com a sabedoria em voga, a vida evoluiu aqui porque as condições eram adequadas: não muito quente nem muito frio, muita água. De algum modo, as bactérias se transformaram em organismos multicelulares, os peixes saíram do mar e, pouco tempo depois, surgiu Britney Spears.

Na década de 1970, Lovelock virou essa idéia de cabeça para baixo com uma simples pergunta: Por que a Terra é diferente de Marte e de Vênus, onde a atmosfera é tóxica para a vida? Em um arroubo de inspiração, ele compreendeu que nossa atmosfera não foi criada por eventos geológicos aleatórios, mas sim devido à efusão de tudo que já respirou, cresceu e apodreceu. Nosso ar “não é meramente um produto biológico”, James Lovelock escreveu. “É mais provável que seja uma construção biológica: uma extensão de um sistema vivo feito para manter um ambiente específico.” De acordo com a teoria de Gaia, a vida é participante ativa que ajuda a criar exatamente as condições que a sustentam. É uma bela idéia: a vida que sustenta a vida. Também estava bem em sintonia com o tom pós-hippie dos anos 70. Lovelock foi rapidamente adotado como guru espiritual, o homem que matou Deus e colocou o planeta no centro da experiência religiosa da Nova Era. O maior erro de sua carreira, aliás, não foi afirmar que o céu estava caindo, mas deixar de perceber que estava. Em 1973, depois de ser o primeiro a descobrir que os clorofluocarbonetos (CFCs), um produto químico industrial, tinham poluído a atmosfera, Lovelock declarou que a acumulação de CFCs “não apresentava perigo concebível”. De fato, os CFCs não eram tóxicos para a respiração, mas estavam abrindo um buraco na camada de ozônio. Lovelock rapidamente revisou sua opinião, chamando aquilo de “uma das minhas maiores bolas fora”, mas o erro pode ter lhe custado um prêmio Nobel.

No início, ele também não considerou o aquecimento global como uma ameaça urgente ao planeta. “Gaia é uma vagabunda durona”, ele explica com freqüência, tomando emprestada uma frase cunhada por um colega. Mas, há alguns anos, preocupado com o derretimento acelerado do gelo no Ártico e com outras mudanças relacionadas ao clima, ele se convenceu de que o sistema de piloto automático de Gaia está seriamente desregulado, tirado dos trilhos pela poluição e pelo desmatamento. Lovelock acredita que o planeta vai recuperar seu equilíbrio sozinho, mesmo que demore milhões de anos. Mas o que realmente está em risco é a civilização. “É bem possível considerar seriamente as mudanças climáticas como uma resposta do sistema que tem como objetivo se livrar de uma espécie irritante: nós, os seres humanos”, Lovelock me diz no pequeno escritório que montou em sua casa. “Ou pelo menos fazer com que diminua de tamanho.”

Se você digitar “gaia” e “religion” no Google, vai obter 2,36 milhões de páginas – praticantes de wicca, viajantes espirituais, massagistas e curandeiros sexuais, todos inspirados pela visão de Lovelock a respeito do planeta. Mas se você perguntar a ele sobre cultos pagãos, ele responde com uma careta: não tem interesse na espiritualidade desmiolada nem na religião organizada, principalmente quando coloca a existência humana acima de tudo o mais. Em Oxford, certa vez ele se levantou e repreendeu Madre Teresa por pedir à platéia que cuidasse dos pobres e “deixasse que Deus tomasse conta da Terra”. Como Lovelock explicou a ela, “se nós, as pessoas, não respeitarmos a Terra e não tomarmos conta dela, podemos ter certeza de que ela, no papel de Gaia, vai tomar conta de nós e, se necessário for, vai nos eliminar”.
Gaia oferece uma visão cheia de esperança a respeito de como o mundo funciona. Afinal de contas, se a Terra é mais do que uma simples pedra que gira ao redor do sol, se é um superorganismo que pode evoluir, isso significa que existe certa quantidade de perdão embutida em nosso mundo – e essa é uma conclusão que vai irritar profundamente estudiosos de biologia e neodarwinistas de absolutamente todas as origens.

Para Lovelock, essa é uma idéia reconfortante. Considere a pequena propriedade que ele tem em Devon. Quando ele comprou o terreno, há 30 anos, era rodeada por campos aparados por mil anos de ovelhas pastando. E ele se empenhou em devolver a seus 14 hectares um caráter mais próximo do natural. Depois de consultar um engenheiro florestal, plantou 20 mil árvores – amieiros, carvalhos, pinheiros. Infelizmente, plantou muitas delas próximas demais, e em fileiras. Agora, as árvores estão com cerca de 12 metros de altura, mas em vez de ter ar “natural”, partes do terreno dele parecem simplesmente um projeto de reflorestamento mal executado. “Meti os pés pelas mãos”, Lovelock diz com um sorriso enquanto caminhamos no bosque. “Mas, com o passar dos anos, Gaia vai dar um jeito.”

Até pouco tempo atrás, Lovelock achava que o aquecimento global seria como sua floresta meia-boca – algo que o planeta seria capaz de corrigir. Então, em 2004, Richard Betts, amigo de Lovelock e pesquisador no Centro Hadley para as Mudanças Climáticas – o principal instituto climático da Inglaterra -, convidou-o para dar uma passada lá e bater um papo com os cientistas. Lovelock fez reunião atrás de reunião, ouvindo os dados mais recentes a respeito do gelo derretido nos pólos, das florestas tropicais cada vez menores, do ciclo de carbono nos oceanos. “Foi apavorante”, conta.

“Mostraram para nós cinco cenas separadas de respostas positivas em climas regionais – polar, glacial, floresta boreal, floresta tropical e oceanos -, mas parecia que ninguém estava trabalhando nas conseqüências relativas ao planeta como um todo.” Segundo ele, o tom usado pelos cientistas para falar das mudanças que testemunharam foi igualmente de arrepiar: “Parecia que estavam discutindo algum planeta distante ou um universo-modelo, em vez do lugar em que todos nós, a humanidade, vivemos”.

Quando Lovelock estava voltando para casa em seu carro naquela noite, a compreensão lhe veio. A capacidade de adaptação do sistema se perdera. O perdão fora exaurido. “O sistema todo”, concluiu, “está em modo de falha.” Algumas semanas depois, ele começou a trabalhar em seu livro mais pessimista, A Vingança de Gaia, publicado no Brasil em 2006. Na sua visão, as falhas nos modelos climáticos computadorizados são dolorosamente aparentes. Tome como exemplo a incerteza relativa à projeção do nível do mar: o IPCC, o painel da ONU sobre mudanças climáticas, estima que o aquecimento global vá fazer com que a temperatura média da Terra aumente até 6,4 graus Celsius até 2100. Isso fará com que geleiras em terra firme derretam e que o mar se expanda, dando lugar à elevação máxima do nível de mar de apenas pouco menos de 60 centímetros. A Groenlândia, de acordo com os modelos do IPCC, demorará mil anos para derreter.

Mas evidências do mundo real sugerem que as estimativas do IPCC são conservadoras demais. Para começo de conversa, os cientistas sabem, devido aos registros geológicos, que há 3 milhões de anos, quando as temperaturas subiram cinco graus acima dos níveis atuais, os mares subiram não 60 centímetros, mas 24 metros. Além do mais, medidas feitas por satélite recentemente indicam que o Ártico está derretendo com tanta rapidez que a região pode ficar totalmente sem gelo até 2030. “Quem elabora os modelos não tem a menor noção sobre derretimento de placas de gelo”, desdenha o estudioso, sem sorrir.

Mas não é apenas o gelo que invalida os modelos climáticos. Sabe-se que é difícil prever corretamente a física das nuvens, e fatores da biosfera, como o desmatamento e o derretimento da Tundra, raramente são levados em conta. “Os modelos de computador não são bolas de cristal”, argumenta Ken Caldeira, que elabora modelos climáticos na Universidade de Stanford, cuja carreira foi profundamente influenciada pelas idéias de Lovelock. “Ao observar o passado, fazemos estimativas bem informadas em relação ao futuro. Os modelos de computador são apenas uma maneira de codificar esse conhecimento acumulado em apostas automatizadas e bem informadas.”

Aqui, em sua essência supersimplificada, está o cenário pessimista de Lovelock: o aumento da temperatura significa que mais gelo derreterá nos pólos, e isso significa mais água e terra. Isso, por sua vez, faz aumentar o calor (o gelo reflete o sol, a terra e a água o absorvem), fazendo com que mais gelo derreta. O nível do mar sobe. Mais calor faz com que a intensidade das chuvas aumente em alguns lugares e com que as secas se intensifiquem em outros. As florestas tropicais amazônicas e as grandes florestas boreais do norte – o cinturão de pinheiros e píceas que cobre o Alasca, o Canadá e a Sibéria – passarão por um estirão de crescimento, depois murcharão até desaparecer. O solo permanentemente congelado das latitudes do norte derrete, liberando metano, um gás que contribui para o efeito estufa e que é 20 vezes mais potente do que o CO2… e assim por diante. Em um mundo de Gaia funcional, essas respostas positivas seriam moduladas por respostas negativas, sendo que a maior de todas é a capacidade da Terra de irradiar calor para o espaço. Mas, a certa altura, o sistema de regulagem pára de funcionar e o clima dá um salto – como já aconteceu muitas vezes no passado – para uma nova situação, mais quente. Não é o fim do mundo, mas certamente é o fim do mundo como o conhecemos.

O cenário pessimista de Lovelock é desprezado por pesquisadores de clima de renome, sendo que a maior parte deles rejeita a idéia de que haja um único ponto de desequilíbrio para o planeta inteiro. “Ecossistemas individuais podem falhar ou as placas de gelo podem entrar em colapso”, esclarece Caldeira, “mas o sistema mais amplo parece ser surpreendentemente adaptável.” No entanto, vamos partir do princípio, por enquanto, de que Lovelock esteja certo e que de fato estejamos navegando por cima das cataratas do Niagara. Simplesmente vamos acenar antes de cair? Na visão de Lovelock, reduções modestas de emissões de gases que contribuem para o efeito estufa não vão nos ajudar – já é tarde demais para deter o aquecimento global trocando jipões a diesel por carrinhos híbridos. E a idéia de capturar a poluição de dióxido de carbono criada pelas usinas a carvão e bombear para o subsolo? “Não há como enterrar quantidade suficiente para fazer diferença.” Biocombustíveis? “Uma idéia monumentalmente idiota.” Renováveis? “Bacana, mas não vão nem fazer cócegas.” Para Lovelock, a idéia toda do desenvolvimento sustentável é equivocada: “Deveríamos estar pensando em retirada sustentável”.

A retirada, na visão dele, significa que está na hora de começar a discutir a mudança do lugar onde vivemos e de onde tiramos nossos alimentos; a fazer planos para a migração de milhões de pessoas de regiões de baixa altitude, como Bangladesh, para a Europa; a admitir que Nova Orleans já era e mudar as pessoas para cidades mais bem posicionadas para o futuro. E o mais importante de tudo é que absolutamente todo mundo “deve fazer o máximo que pode para sustentar a civilização, de modo que ela não degenere para a Idade das Trevas, com senhores guerreiros mandando em tudo, o que é um perigo real. Assim, podemos vir a perder tudo”.

Até os amigos de Lovelock se retraem quando ele fala assim. “Acho que ele está deixando nossa cota de desespero no negativo”, diz Chris Rapley, chefe do Museu de Ciência de Londres, que se empenhou com afinco para despertar a consciência mundial sobre o aquecimento global. Outros têm a preocupação justificada de que as opiniões de Lovelock sirvam para dispersar o momento de concentração de vontade política para impor restrições pesadas às emissões de gases poluentes que contribuem para o efeito estufa. Broecker, o paleoclimatologista de Columbia, classifica a crença de Lovelock de que reduzir a poluição é inútil como “uma bobagem perigosa”.

“Eu gostaria de poder dizer que turbinas de vento e painéis solares vão nos salvar”, Lovelock responde. “Mas não posso. Não existe nenhum tipo de solução possível. Hoje, há quase 7 bilhões de pessoas no planeta, isso sem falar nos animais. Se pegarmos apenas o CO2 de tudo que respira, já é 25% do total – quatro vezes mais CO2 do que todas as companhias aéreas do mundo. Então, se você quer diminuir suas emissões, é só parar de respirar. É apavorante. Simplesmente ultrapassamos todos os limites razoáveis em números. E, do ponto de vista puramente biológico, qualquer espécie que faz isso tem que entrar em colapso.”

Mas isso não é sugerir, no entanto, que Lovelock acredita que deveríamos ficar tocando harpa enquanto assistimos o mundo queimar. É bem o contrário. “Precisamos tomar ações ousadas”, ele insiste. “Temos uma quantidade enorme de coisas a fazer.” De acordo com a visão dele, temos duas escolhas: podemos retornar a um estilo de vida mais primitivo e viver em equilíbrio com o planeta como caçadores-coletores ou podemos nos isolar em uma civilização muito sofisticada, de altíssima tecnologia. “Não há dúvida sobre que caminho eu preferiria”, diz certa manhã, em sua casa, com um sorriso aberto no rosto enquanto digita em seu computador. “Realmente, é uma questão de como organizamos a sociedade – onde vamos conseguir nossa comida, nossa água. Como vamos gerar energia.”

Em relação à água, a resposta é bem direta: usinas de dessalinização, que são capazes de transformar água do mar em água potável. O suprimento de alimentos é mais difícil: o calor e a seca vão acabar com a maior parte das regiões de plantações de alimentos hoje existentes. Também vão empurrar as pessoas para o norte, onde vão se aglomerar em cidades. Nessas áreas, não haverá lugar para quintais ajardinados. Como resultado, Lovelock acredita, precisaremos sintetizar comida – teremos que criar alimentos em barris com culturas de tecidos de carnes e vegetais. Isso parece muito exagerado e profundamente desagradável, mas, do ponto de vista tecnológico, não será difícil de realizar.
O fornecimento contínuo de eletricidade também será vital, segundo ele. Cinco dias depois de visitar o centro Hadley, Lovelock escreveu um artigo opinativo polêmico, intitulado: “Energia nuclear é a única solução verde”. Lovelock argumentava que “devemos usar o pequeno resultado dos renováveis com sensatez”, mas que “não temos tempo para fazer experimentos com essas fontes de energia visionárias; a civilização está em perigo iminente e precisa usar a energia nuclear – a fonte de energia mais segura disponível – agora ou sofrer a dor que em breve será infligida a nosso planeta tão ressentido”.

Ambientalistas urraram em protesto, mas qualquer pessoa que conhecia o passado de Lovelock não se surpreendeu com sua defesa à energia nuclear. Aos 14 anos, ao ler que a energia do sol vem de uma reação nuclear, ele passou a acreditar que a energia nuclear é uma das forças fundamentais no universo. Por que não aproveitá-la? No que diz respeito aos perigos – lixo radioativo, vulnerabilidade ao terrorismo, desastres como o de Chernobyl – Lovelock diz que este é dos males o menos pior: “Mesmo que eles tenham razão a respeito dos perigos, e não têm, continua não sendo nada na comparação com as mudanças climáticas”.

Como último recurso, para manter o planeta pelo menos marginalmente habitável, Lovelock acredita que os seres humanos podem ser forçados a manipular o clima terrestre com a construção de protetores solares no espaço ou instalando equipamentos para enviar enormes quantidades de CO2 para fora da atmosfera. Mas ele considera a geoengenharia em larga escala como um ato de arrogância – “Imagino que seria mais fácil um bode se transformar em um bom jardineiro do que os seres humanos passarem a ser guardiões da Terra”. Na verdade, foi Lovelock que inspirou seu amigo Richard Branson a oferecer um prêmio de US$ 25 milhões para o “Virgin Earth Challenge” (Desafio Virgin da Terra), que será concedido à primeira pessoa que conseguir criar um método comercialmente viável de remover os gases responsáveis pelo efeito estufa da atmosfera. Lovelock é juiz do concurso, por isso não pode participar dele, mas ficou intrigado com o desafio. Sua mais recente idéia: suspender centenas de milhares de canos verticais de 18 metros de comprimento nos oceanos tropicais, colocar uma válvula na base de cada cano e permitir que a água das profundezas, rica em nutrientes, seja bombeada para a superfície pela ação das ondas. Os nutrientes das águas das profundezas aumentariam a proliferação das algas, que consumiriam o dióxido de carbono e ajudariam a resfriar o planeta. “É uma maneira de contrabalançar o sistema de energia natural da Terra usando ele próprio”, Lovelock especula. “Acho que Gaia aprovaria.”

Oslo é o tipo perfeito de cidade para Lovelock. Fica em latitudes do norte, que ficarão mais temperadas na medida em que o clima for esquentando; tem água aos montes; graças a suas reservas de petróleo e gás, é rica; e lá já há muito pensamento criativo relativo à energia, incluindo, para a satisfação de Lovelock, discussões renovadas a respeito da energia nuclear. “A questão principal a ser discutida aqui é como manejar as hordas de pessoas que chegarão à cidade”, Lovelock avisa. “Nas próximas décadas, metade da população do sul da Europa vai tentar se mudar para cá.”

Nós nos dirigimos para perto da água, passando pelo castelo de Akershus, uma fortaleza imponente do século 13 que funcionou como quartel-general nazista durante a ocupação da cidade na Segunda Guerra Mundial. Para Lovelock, os paralelos entre o que o mundo enfrentou naquela época e o que enfrenta hoje são bem claros. “Em certos aspectos, é como se estivéssemos de novo em 1939”, ele afirma. “A ameaça é óbvia, mas não conseguimos nos dar conta do que está em jogo. Ainda estamos falando de conciliação.”

Naquele tempo, como hoje, o que mais choca Lovelock é a ausência de liderança política. Apesar de respeitar as iniciativas de Al Gore para conscientizar as pessoas, não acredita que nenhum político tenha chegado perto de nos preparar para o que vem por aí. “Em muito pouco tempo, estaremos vivendo em um mundo desesperador, comenta Lovelock. Ele acredita que está mais do que na hora para uma versão “aquecimento global” do famoso discurso que Winston Churchill fez para preparar a Grã-Bretanha para a Segunda Guerra Mundial: “Não tenho nada a oferecer além de sangue, trabalho, lágrimas e suor”. “As pessoas estão prontas para isso”, Lovelock dispara quando passamos sob a sombra do castelo. “A população entende o que está acontecendo muito melhor do que a maior parte dos políticos.”

Independentemente do que o futuro trouxer, é provável que Lovelock não esteja por aí para ver. “O meu objetivo é viver uma vida retangular: longa, forte e firme, com uma queda rápida no final”, sentencia. Lovelock não apresenta sinais de estar se aproximando de seu ponto de queda. Apesar de já ter passado por 40 operações, incluindo ponte de safena, continua viajando de um lado para o outro no interior inglês em seu Honda branco, como um piloto de Fórmula 1. Ele e Sandy recentemente passaram um mês de férias na Austrália, onde visitaram a Grande Barreira de Corais. O cientista está prestes a começar a escrever mais um livro sobre Gaia. Richard Branson o convidou para o primeiro vôo do ônibus espacial Virgin Galactic, que acontecerá no fim do ano que vem – “Quero oferecer a ele a visão de Gaia do espaço”, diz Branson. Lovelock está ansioso para fazer o passeio, e planeja fazer um teste em uma centrífuga até o fim deste ano para ver se seu corpo suporta as forças gravitacionais de um vôo espacial. Ele evita falar de seu legado, mas brinca com os filhos dizendo que quer ver gravado na lápide de seu túmulo: “Ele nunca teve a intenção de ser conciliador”.

Em relação aos horrores que nos aguardam, Lovelock pode muito bem estar errado. Não por ter interpretado a ciência erroneamente (apesar de isso certamente ser possível), mas por ter interpretado os seres humanos erroneamente. Poucos cientistas sérios duvidam que estejamos prestes a viver uma catástrofe climática. Mas, apesar de toda a sensibilidade de Lovelock para a dinâmica sutil e para os ciclos de resposta no sistema climático, ele se mostra curiosamente alheio à dinâmica sutil e aos ciclos de resposta no sistema humano. Ele acredita que, apesar dos nossos iPhones e dos nossos ônibus espaciais, continuamos sendo animais tribais, amplamente incapazes de agir pelo bem maior ou de tomar decisões de longo prazo que garantam nosso bem-estar. “Nosso progresso moral”, diz Lovelock, “não acompanhou nosso progresso tecnológico.”

Mas talvez seja exatamente esse o motivo do apocalipse que está por vir. Uma das questões que fascina Lovelock é a seguinte: A vida vem evoluindo na Terra há mais de 3 bilhões de anos – e por que motivo? “Gostemos ou não, somos o cérebro e o sistema nervoso de Gaia”, ele explica. “Agora, assumimos responsabilidade pelo bem-estar do planeta. Como vamos lidar com isso?”
Enquanto abrimos caminho no meio dos turistas que se dirigem para o castelo, é fácil olhar para eles e ficar triste. Mais difícil é olhar para eles e ter esperança. Mas quando digo isso a Lovelock, ele argumenta que a raça humana passou por muitos gargalos antes – e que talvez sejamos melhores por causa disso. Então ele me conta a história de um acidente de avião, anos atrás, no aeroporto de Manchester. “Um tanque de combustível pegou fogo durante a decolagem”, recorda. “Havia tempo de sobra para todo mundo sair, mas alguns passageiros simplesmente ficaram paralisados, sentados nas poltronas, como tinham lhes dito para fazer, e as pessoas que escaparam tiveram que passar por cima deles para sair. Era perfeitamente óbvio o que era necessário fazer para sair, mas eles não se mexiam. Morreram carbonizados ou asfixiados pela fumaça. E muita gente, fico triste em dizer, é assim. E é isso que vai acontecer desta vez, só que em escala muito maior.”

Lovelock olha para mim com olhos azuis muito firmes. “Algumas pessoas vão ficar sentadas na poltrona sem fazer nada, paralisadas de pânico. Outras vão se mexer. Vão ver o que está prestes a acontecer, e vão tomar uma atitude, e vão sobreviver. São elas que vão levar a civilização em frente.”

(Tradução de Ana Ban)

Fonte: ROLLING STONE

MAIOR USINA SOLAR DO MUNDO COMEÇA A GERAR ELETRICIDADE

Débora Spitzcovsky, do 

 

Divulgação/Business Wire

A Ivanpah Solar Electric Generating System, maior usina de energia solar do mundo

Com o tanto de eletricidade que produz, a nova usina solar será capaz de abastecer cerca de 140 mil casas da Califórnia

A Ivanpah Solar Electric Generating System: usina abriga 300 mil espelhos para coletar a luz do sol e tem capacidade bruta de produção de 392 megawatts de energia

Começou a funcionar nesta quinta-feira (13) a Ivanpah Solar Electric Generating System, maior usina de energia solar do mundo, que está localizada na Califórnia, nos EUA.

O título de maior complexo produtor de eletricidade proveniente do sol era da Shams 1, usina localizada em Abu Dhabi, capaz de gerar 100 megawatts de energia.

Mas hoje, após resolver questões regulatórias e problemas jurídicos e entrar em funcionamento, a Ivanpah desbancou bonito a concorrente árabe.

Em um terreno de 13 km², a usina abriga 300 mil espelhos para coletar a luz do sol e tem capacidade bruta de produção de 392 megawatts de energia – quase quatro vezes mais que a Shams 1, em Abu Dhabi.

Com o tanto de eletricidade que produz, a nova usina solar – que pertence às empresas NRG Energy, BrightSource Energy e Google – será capaz de abastecer cerca de 140 mil casas da Califórnia. Segundo comunicado oficial, ao passar a utilizar energia limpa, esses domicílios deixaram de gerar 400 mil toneladas métricas de CO2 por ano – o que equivale a remover 72 mil veículos das ruas.

 

NÃO INTERESSA A RELIGIÃO PARA QUEM FOR TRABALHAR EM CAMPINAS

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A Câmara Municipal aprovou, na sessão desta quarta (12), a Legalidade (1ª discussão) do Projeto de Lei nº 157/ 2013, de autoria do Vereador Carlão, que proíbe perguntar sobre a religião aos candidatos em questionários de emprego, admissão ou adesão a empresas públicas ou privadas, sociedades, clubes e afins.

O PL ainda precisa ser submetido à 2ª discussão (do Mérito) para que seja aprovado pela Câmara. O objetivo é evitar a discriminação religiosa, que atinge principalmente as religiões de origem africana.
De acordo com a proposta, o valor da multa poderá variar de R$ 150,00 a R$ 2,5 mil por infração. Carlão defende que o Município deve atuar no combate à discriminação e à intolerância religiosa, por meio de sanções administrativas, conforme previsto na Constituição Federal (Parágrafo 3º do Artigo 5º). Já a proibição do uso de critérios de admissão discriminatórios consta do Parágrafo 4º.

Fonte: SITE DO VEREADOR

LISTA DE PESSOAS MORTAS E FERIDAS NO BRASIL EM MANIFESTAÇÕES

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SÉRGIO SILVA – SP  – CEGO PELA PM – 14/06/2013

GIULIANA VALLONE – SP ATINGIDA GRAVEMENTE NO OLHO PELA PM – 14/06/2013

ERIC PEDROSA – RJ ATINGIDO NO OLHO PELA PM – 20/06/2013

DOUGLAS HENRIQUE DE OLIVEIRA – BH MORTO ao pular do viaduto para tentar fugir da violência da PM – 27/06/2013.

LUIZ FELIPE ANICETO DE ALMEIDA – BH MORTO ao pular do viaduto para tentar fugir da violência da PM – 13/07/2013

FERNANDO CÂNDIDO – RJ MORTO pelas consequências da inalação de gases tóxicos jogados pela PM – 02/08/2013

RENATA – RJ CEGA POR ESTILHAÇOS DE BOMBA LANÇADA PELA PM – 08/08/2013

VITOR ARAÚJO – SP CEGO PELA PM – 07/09/2013

PEDRO RIBEIRO NOGUEIRA – RJ ESPANCADO PELA PM – 13/06/2013

CLEONICE VIEIRA – PA MORTA por gases tóxicos lançados pela PM – 21/06/2013

FÁBIO BRAGA – DF FERIDO POR ATAQUE DE CÃES DA PM – 07/09/2013

UESLEI MARCELINO – DF FERIDO POR ATAQUE DE CÃES DA PM – 07/09/2013

MANIFESTANTE [quem tiver referências sobre nome da pessoa, avise, por favor!] – RJ DEDO QUEBRADO PELA PM – 07/09/2013

RANI MESSIAS CASTRO – RJESPANCADA PELA PM – 27/08/2013

MANIFESTANTE [quem tiver referências sobre nome da pessoa, avise, por favor!] – RJFERIDO NO BRAÇO COM ARMA LETAL PELA PM – 20/07/2013

MANIFESTANTE [quem tiver referências sobre nome da pessoa, avise, por favor!] – Fortaleza – CEFERIDO NA PERNA COM ARMA LETAL PELA PM – 23/06/2013

MARCOS DELEFRATE Morto atropelado por motorista que era contra as manifestações. Vários manifestantes foram feridos. 19/06/2013

MANIFESTANTE [quem tiver referências sobre nome da pessoa, avise, por favor!] – RJFERIDO NA PERNA COM MUNIÇÃO LETAL PELA PM – 17/06/2013

MANIFESTANTE [quem tiver referências sobre nome da pessoa, avise, por favor!] – SPESPANCADA PELA PM – 03/07/2013

YASUYOSHI CHIBA – RJAtingido na cabeça com cacete pela PM – 22/06/2013

TÉRCIO TEIXEIRA – SP Ferido por tiro de munição letal disparado pela PM

LEONARDO MARTINS – BHEspancado e torturado pela PM – 07/11/2013

Advogado Ativista é atingido pela PM e preso no Instituto Royal

LAISE LEAL – BAAtingida com cacetete pela PM – 07/11/2013 (segundo Laise, a menina que estava a seu lado recebeu 2 socos no rosto de outro PM)

Estudante perde visão de um olho após confrontos em SP

Atropelado pela viatura da PM, que não prestou socorro – 07/09/2013

TASNAN ACCIOLY – RJ 06/02/2014 Idoso atropelado por um ônibus enquanto fugia junto com manifestantes das bombas de efeito moral e gás. Faleceu no hospital.

Vendedor ambulante que passava pelo local entrou em pânico e tentou atravessar a Av. Presidente Vargas em frente a Central do Brasil e foi atropelado por um ônibus violentamente 06/02/2014

SANTIAGO ILÍDIO ANDRADE 06/02/2014Atingido na cabeça e morto por um rojão. 

Existem vários outros casos que não estão acima, todos podem ir aos motores de buscas e fazerem pesquisas.

MATÉRIA DO FANTÁSTICO SOBRE ADOLESCENTE PRESO EM POSTE

yvonne-bezerra-melo-4bd.jpg.png‘Não podemos viver num mundo em que as pessoas acreditam na vingança’, diz socióloga. Nesta semana, o caso do adolescente de 15 anos preso a um poste no Rio, levantou o debate: É certo procurar justiça pelas próprias mãos?

CLIQUE AQUI se quiser assistir o vídeo da matéria do Fantástico

No Rio de Janeiro, o caso de um adolescente de 15 anos preso a um poste por uma trava de bicicleta, divulgado durante a semana, levantou o debate: é certo procurar justiça pelas próprias mãos? A reportagem que começa agora pretende dar essa resposta.

Falta presença do estado? “Onde as pessoas tomam justiça com as próprias mãos é onde tem pouco policiamento, Onde tem poucas regras, onde tem a falta de um governo, de um estado sobre a população”, declara um homem.

Balsas, cidade a 600 quilômetros de São Luís, Maranhão. No vídeo postado nas redes sociais um homem aparece apanhando de várias pessoas. O motivo da surra? Ele assaltou um açougue, e, na fuga, tentou roubar uma moto. Até crianças testemunham a cena. Durante os 11 minutos da gravação, nem sinal da polícia.

Falta policiamento? “Não pode agredir. Tem que saber o que tá acontecendo primeiro para depois resolver o problema”, opina um homem.

Taboquinhas, distrito de Itacaré, na Bahia. Depois de assaltar uma casa, um homem tentou fugir.
Foi pego pela população, agredido e amarrado com cordas.

Como o delegado estava fora da cidade, o homem foi levado para a cadeia de Ilhéus, a 70 quilômetros de lá.

Falta educação? “Violência gera violência. Isso não vai adiantar de nada. Não vai levar a nada. É educação, ao longo do tempo, que vai dar jeito nisso aí”, diz uma mulher.

“Hoje em dia muitos botam culpas nas crianças, nos adolescentes. Mas e antes? Como é que eles tão sendo tratados, cuidados?”, declara um homem.

Rio de Janeiro, terça-feira passada. Um menor é pego tentando furtar um supermercado em Copacabana. Uma multidão pede o linchamento dele.

“As pessoas pediam ‘dá porrada! Mata! Prende! Você não presta!’”, conta Eduardo Homem de Carvalho, jornalista.

Eduardo passava pelo local e registrou a cena. “Me parecia uma cena da Idade Média, onde as pessoas são apedrejadas em praça pública em uma condição dessas. Lamentável”, conta o jornalista.

Na confusão, o menor atirou uma pedra em um segurança, e foi levado para o interior da loja até a chegada da Guarda Municipal.

Falta justiça? “Quem tem agir isso é a legislação, é o poder judiciário. Eles que tem que fazer“, afirma um homem.

Um dos episódios mais recentes em que a população decidiu fazer Justiça com as próprias mãos aconteceu em um poste, que fica no Aterro do Flamengo, zona sul do Rio, umas das áreas que mais tem sofrido com o aumento de assaltos na cidade.

Um grupo cercou e imobilizou um menor de idade, e usando uma trava de bicicleta, prendeu o menino ao poste pelo pescoço. Depois, tiraram a roupa e o deixaram nu.

O caso gerou muito debate sobre a questão da violência. E entre tantas perguntas sobre motivos e soluções, duas parecem sobressair na discussão: A que ponto chegamos? E que consequências este tipo de reação da população pode trazer?

São muitas perguntas e poucas respostas para o assunto mais discutido da semana.

Nós localizamos um dos jovens que participa do grupo de justiceiros que prendeu o menor no poste. Ele pediu para não ser identificado.

Justiceiro: A gente sai em uma ronda para procurar esses criminosos. A gente bate, dá uma lição de moral, impõe a moral, impõe respeito em cima deles e depois libera. Como se nós fossemos os policiais do bairro.
Fantástico: Já aconteceu de algum ficar machucado?
Justiceiro: Sim, bastante.
Fantástico: Como?
Justiceiro: Sangrando. Um com braço quebrado, outro desmaiado.
Fantástico: Você se arrepende?
Justiceiro:  Sinceramente, não.
Fantástico: Como vocês se sentem depois que vocês fazem isso?
Justiceiro: Com uma paz. Sinceramente com uma paz pra gente mesmo, como se a gente tivesse com dever cumprido.

Para um jurista, não há dúvidas: quem responde à violência com mais violência também está cometendo crime. “Passam a cometer crime de formação de quadrilha e nesses casos específicos até mesmo de lesão corporal”, explica Abel Gomes, jurista.

O jovem agressor, que tem 20 anos, diz que não estava no dia da ação.

Justiceiro: Até soube pelo Facebook também.
Fantástico: Você achou exagero?
Justiceiro: Eu e meu grupo a gente cometeria a mesma ação,
Fantástico: Os seus pais sabem que você faz parte desse grupo?
Justiceiro: Não.
Fantástico: E o que eles diriam se soubessem?
Justiceiro: Pelos comentários que eles falaram, eles acham certo.
Fantástico: E vocês são quantos agora?
Justiceiro: Somos por volta de 50.
Fantástico: Até quando vocês vão com essa ronda, com esse grupo justiceiro?
Justiceiro: A ronda, por enquanto, está parada. Se for preciso a gente volta. Eu acho que é correto a gente correr atrás, se não tem a justiça para correr atrás, o jeito é a gente tomar alguma precaução quanto a isso.
Fantástico: E você faria de novo?
Justiceiro: Sinceramente? A vontade é de fazer de novo, porque mesmo com policiamento não está dando certo.

Quem socorreu o menor preso ao poste foi a artista plástica Ivone Bezerra de Mello. Ela vem recebendo muitas ameaças como essa: “quem sabe os justiceiros não escolham ela como próximo alvo? Bandido bom é bandido morto”.

Com medo de represálias, Ivone conversou com o Fantástico pela internet.

“Eu não sabia quem era, se era bandido, se não era bandido. Eu não conhecia aquele menino. Nunca tinha visto na minha vida. Aquilo foi um ato humanitário de tirar aquele menino que estava como se fosse num pau de arara, na minha rua. Esse ato que qualquer ser humano faria com ser humano, com cachorro preso lá numa casa, ou um gato em cima da árvore, provocou uma histeria coletiva na cidade, de ódio”, afirma Ivone Bezerra de Melo, Artista plástica.

Os bombeiros precisaram usar um maçarico para soltar o garoto da tranca.

“Isso precisa ser combatido com rigor, com determinação. Nós não podemos permitir que esses casos se multipliquem, isso é caminhar para um estado de barbárie. Nós não podemos viver em um mundo em que as pessoas acreditam na vingança, no olho por olho, dente por dente”, declara Julita Lemgruber, socióloga.

Mas, apesar da ampla repercussão nas redes sociais, ninguém registrou o caso na delegacia.

“A indignação na rede social ela passa para a imprensa e depois ela chega na polícia. Eu não sou obrigada a estar na rede social pra saber o que tá acontecendo. Esse registro que esse garoto é vítima, a comunicante sou eu, porque eu vi na imprensa e eu determinei que fosse feito um registro de ocorrência. Então, ocorreu um crime, o certo é comunicar direto na Polícia Civil”, diz Monique Vidal, delegada do caso.

Ricardo levou duas facadas no rosto durante um assalto na área onde os justiceiros estão atuando.

Fantástico: Esse grupo que está partindo para vingança pra justiça com as próprias mãos, te representa?
Ricardo Monte, analista de sistemas: De maneira nenhuma. Inclusive eu fui chamado para participar dessa caçada de justiceiro, e eu disse que isso não podia acontecer, que um crime não justifica um outro crime.
Fantástico: Muita gente fala ‘ah, é porque não é com você, é porque não é com ninguém da sua família’. Foi com você, e você ainda assim não abre mão dos seus princípios.
Ricardo: Aí sim eles estariam levando algo de importante, que seriam os princípios éticos e morais que a minha família me deu. A violência só gera violência.

PARTIDO VAI AO MINISTÉRIO PÚBLICO CONTRA JORNALISTA ÂNCORA DO SBT

“Justiçamento”

Rachel Sheherazade saiu em defesa dos criminosos que espancaram garoto em poste no Rio,o que o PSOL considerou “apologia à tortura”; Federação dos Jornalistas também condenou
Rachel Sheherazade
A apresentadora do SBT Rachel Sheherazade

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Assista o comentário:

Fonte: CARTA CAPITAL

LIMÃO – UM FRUTO SAGRADO

Conceição Trucom*

Em uma passagem do livro Os mistérios de Shambala**, quando o autor se refere a essa remota era planetária, lê-se:

A única fruta que, por suas propriedades curativas especiais, conservou sua acidez natural foi o limão.

Em botânica oculta, o limão é chamado “o fruto sagrado“, pois contém elementos dinâmicos procedentes da aura etérica da Terra que podem ajudar a humanidade a preservar sua saúde física, se utilizados judiciosamente.

E mais que isso, o limão chegou à Terra para ajudar o ser humano, agora um bípede, com o cérebro frontal (cérebro novo) ativado, a enxergar melhor, ter horizontes, planejar como chegar nessas novas metas que são mais distantes, desenvolver a capacidade de raciocínios que precisam ser lúcidos e claros, e fazer uso do discernimento – corpos mentais. Saiba mais em Limão é lucidez

Veio também para ajudar o ser humano a ser mais desintoxicado, portanto menos denso, mais sutil, com maior potencial de enxergar “o todo” e assim ser mais positivo, construtivo e bem-humorado – espiritual. Saiba mais em Limão – Agente desintoxicante e adstringente

Veio também para ajudar o ser humano a fazer bom uso do seu corpo físico, cuidando para que seu organismo viva a harmonia metabólica, favorecendo a meditação, a concentração e a visão/intuição – corpo energético/emocional. Saiba mais em Não podemos ser ácidos

E o limão é tão sagrado que se torna 100% terapêutico, 100% poderoso, se integrado com frutas, folhas, raízes, sementes germinadas e legumes. Quanto mais integrado, maior seu poder de alcalinizar, de mineralizar e de provocar a manutenção e/ou resgate da saúde plena. Saiba mais em Limão – Agente alcalinizante e mineralizante

Sendo uma fruta absolutamente solar, entra em nossas células trazendo luz, digestão, excreção, respiração, vitalidade, juventude, saúde: VIDA! Saiba mais em Os componentes ácidos do limão

Com toda essa aproximação e perspectiva, torna-se inevitável sentir ao que um dia ensolarado nos instiga: leveza, alegria, bom-humor, bom astral, fluidez, relaxamento e paz.
** Do livro Os mistérios de Shambala – Vicente Beltran Anglada – Editora Aquariana.

Confira na AGENDA sobre as Oficinas do Limão e da Linhaça, além dos cursos e palestras da Alimentação Crua e Viva.
Lançamento do ano: De Bem com a Natureza – Cuidando do seu filho com a Alimentação Crua e Viva – Conceição Trucom – editora Alaúde.
* Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida.

Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações, e citadas a autora e a fonte http://www.docelimao.com.br.

Recomenda-se a leitura na íntegra do livro O poder de cura do Limão.

A PRIMEIRA MORTE

 

A pequena tragédia de um homem comum diante do exame de colesterol
arteriosclerose

A notícia veio em um exame de rotina, aberto na página do laboratório na internet enquanto tomava um chocolate quente. Na verdade, leite com um chocolate em pó cheio de porcarias que ele toma desde a infância e, por isso, aos 43 anos, é uma fonte de alegria permanente na prateleira da cozinha. Quando bateu na minha porta, os olhos escancarados, avisando que tinha uma má notícia, eu pensei logo em câncer. No nosso tempo, é o que a gente sempre pensa, mesmo que não diga. “Meu colesterol está alto”, ele disse. “Muito acima do péssimo.” Amoleci inteira e até esbocei um sorriso. “Ah, mas isso não é tão grave.” Mas era. Eu não fui capaz de perceber logo, mas era a primeira morte de meu melhor amigo.

Não era uma doença incurável, não era um drama humanitário, não era nada que alterasse a ordem do mundo. Era só a pequena tragédia dele. Comezinha e cotidiana. A tragédia de um homem comum, com uma vida comum, que sentia a primeira fisgada do fim.

No percurso de uma vida, quando temos a sorte de ter uma existência longa, passamos por várias pequenas mortes e renascimentos. É importante que partes de nós morram para que outras possam nascer – ou apenas para que esses pedaços mofados de nossas crenças sobre nós ou da crença de outros sobre nós saiam do caminho. É triste quando alguém é uma coisa só a vida toda – perdendo a chance de acolher todos os outros de si. Quando alguém anda pela vida apertado em uma roupa que nunca lhe serviu direito, mas que foi vestida nele ou nela por seus pais ainda na infância, como se fosse o único modelo que lhe coubesse.

É importante que, em algum momento, de preferência mais cedo do que tarde, a gente descubra que essa roupa não serve – ou que apenas algumas partes servem e outras precisam ser jogadas fora, para que novas possam ser inventadas. É essencial que nos libertemos dos dogmas impingidos sobre nós para podermos criar uma vida que faça mais sentido – e para nos sentirmos livres para recriá-la o tempo todo. O olhar do outro sobre nós, a começar pelo dos nossos pais, às vezes é redenção, em outras é prisão, em geral é ambos.

Por isso me parece que uma vida é mais rica quando morremos e renascemos muitas vezes. Mas esta é a existência psíquica, é o que se passa em nossas porções invisíveis, naquela parte da nossa geografia que não se pode tocar com as mãos. Poucas coisas ou nenhuma são mais assustadoras do que ousar se libertar de um jeito de ser cujo funcionamento conhecemos. Porque ainda que esse jeito nos sequestre o desejo, nos parece mais seguro do que enfrentar o vazio de descobrir formas de viver mais próximas de nossos anseios. Mas, se tivermos essa coragem que anda de mãos agarradas com o medo, nós nos responsabilizamos pelas nossas escolhas, seguimos e criamos e morremos e renascemos. Muitas vezes.

Em algum momento, porém, o corpo anuncia uma morte da qual não é possível renascer. A rigor, começamos a morrer desde o nascimento. De fato, nosso declínio físico começa aos 20 e poucos anos, mas esses sinais podem ser ignorados. E são. Por volta dos 40 – um pouco depois, para quem tem mais sorte, um pouco antes, para quem tem mais azar –, recebemos a notícia da primeira morte que não podemos ignorar. A primeira morte do corpo.

Foi o que aconteceu com meu melhor amigo. Para não morrer nos próximos anos de enfarte ou AVC por causa das artérias entupidas de gordura, ele matou com um só golpe um mundo inteiro dentro de si. Não é uma mera mudança de hábitos, como médicos e nutricionistas tentam nos convencer em consultas, reportagens e sites da internet. É um mundo inteiro que se extingue como se o Sol explodisse de repente, muito antes dos bilhões de anos calculados pelos astrônomos. Para quem vive nesse planeta, é uma hecatombe. Para a imensidão do universo, é um nada, estrelas morrem o tempo todo sem que a ordem da vida dos outros se altere.

Para o planeta humano que é meu melhor amigo, foi uma hecatombe. Acabaram-se as feijoadas, o churrasco, a pizza, o hambúrguer, a batata frita, os pastéis, os bolos, os bolinhos, as tortas, os chocolates. Mas não só. Encerrou-se a possibilidade de renovar a qualquer momento a memória de uma vida de afetos: a receita de bacalhau da mãe que morreu, a torta de morangos que só a sogra sabe fazer, o feijão gordo que a mulher prepara toda quinta-feira e havia se tornado um acontecimento, a noite com o amigo de infância recheada de cumplicidade, chope e frituras.

Acabou-se a possibilidade de degustar territórios ainda não desbravados. As experiências gastronômicas com um amigo chefe de cozinha. O acesso às dores de alma e as alegrias de outros povos e terras através da comida, dos ingredientes e dos temperos, que o instigavam a jamais perder nenhuma chance de viajar. Suas próprias invenções com as panelas que reuniam os mais próximos em alegres descobertas na mesa da cozinha. Agora, ele terá de recusar pratos em almoços e jantares – e será um problema na cozinha alheia.

Um mundo dentro do mundo morreu em um segundo. E a notícia dessa morte o lembra o tempo todo de que é só a primeira das muitas que virão. “Tenho medo de morrer de repente”, ele diz. Porque sente que uma parte dele teve morte súbita tendo ele mesmo por testemunha. “Eu não fumo, não uso drogas, só bebo em ocasiões especiais”, ele diz, traído. Eu quase digo: “A vida não dá garantias”, mas me contenho a tempo.

Sei que dentro dele toca o réquiem de Verdi, dramático e grandiloquente, mas só ele escuta. Porque sua tragédia é prosaica, acontece com muitos, não é notícia nem na família. Ele é só mais um homem diante do parapeito da ponte – sem vontade de atirar-se dali, mas apavorado porque um dia vai estar lá embaixo.

Pesquisamos juntos na internet, tentamos inventar receitas, descobrir novos ingredientes, criar um mundo novo dentro do universo restrito ao qual ele foi confinado. Cheiramos desconfiados uma linguiça de soja, passamos retos pela manteiga, enchemos o carrinho de coisas verdes. Depois vamos ao cinema para esquecer seu pequeno drama diante da grandeza do drama maior de um outro, mas quando estaqueamos diante da pipoca, o luto desce sobre ele, inexorável. Sabemos que é preciso aceitar essa morte, assim como todas que virão, com o excesso de perdas que ela contém. Em geral não se morre de uma vez só, mas aos poucos. E é o corpo que nos ensina a brutalidade dessa verdade.

O colesterol não encolheu apenas a largura das artérias de meu melhor amigo, mas também a largura da sua vida. Ele sabe que não pode escapar dos limites impostos pelo corpo. Pode, como todos nós, no máximo adiá-los. No exame do laboratório o tal do LDL avisa que a juventude, aquele tempo no qual era possível fingir que não havia limites, acabou. Mas a gordura que entulha as artérias de meu melhor amigo não lhe obstrui o espírito. Porque morreu e nasceu muitas vezes ao longo de seus 43 anos, há nele uma vida dentro da vida que se amplia também nesse choque com os limites. Enquanto o corpo falha, sua mente recolhe suas lágrimas, sua surpresa e sua dor e os transforma em uma experiência a mais.

Sempre foi assim, afinal. É no confronto com a miséria da condição humana que produzimos o melhor do humano. Condenados eternamente ao fracasso de nosso embate com a morte, inventamos essa vida dentro da vida. Que, se tivermos a ousadia de morrer e nascer várias vezes no espaço de uma existência, será uma vida maior que a vida.

Não tenho dúvidas de que meu melhor amigo seguirá suspirando de saudades de uma picanha gorda ou de um feijão com costelinha de porco. Mas, nesse último final de semana, ele já havia colado um cartaz patético na cozinha, com imagens suas de a.C. e d.C. – “C” não de Cristo, mas de colesterol. Estava entrouxado de roupas porque acreditava que os 100 gramas que tinha perdido desde que abriu o exame tornaram-no “mais friorento”. E tentava inventar uma maionese caseira sem ovos nem óleo.

Soube então que estava salvo. Não do colesterol, mas de algo muito pior: uma vida pequena.

Eliane Brum, jornalista, escritora e documentarista (Foto: ÉPOCA)Eliane Brum, jornalista, escritora e documentarista.  Escreve às segundas-feiras para ÉPOCA.

elianebrum@uol.com.br
@brumelianebrum

MÚSICA CRISTÃ

CULTURA COM SAÚDE E EDUCAÇÃO Não há revolução sem música! As músicas do meu blog são para pensar! Ouvir música não é proibido, mas há algumas que você ouve uma vez e pensa que não deve ouvir nunca mais, isso é normal e também acontece comigo. Então peço apenas que não me julgue porque talvez alguma que você não quis ouvir nunca mais esteja por aqui, é que ainda penso e aprendo alguma coisa com elas… Colocando aqui MÚSICAS CRISTÃS. Eu havia parado de ouvi-las, devido ao uso no mercado financeiro existente no Brasil, mas mudei de ideia e voltei a ouvi-las para meditação. São músicas feitas para Deus, por isso me interessa, pois me faz pensar, ouvirei mesmo sem saber a real intenção de quem fez e sabendo que algumas opiniões colocadas nas letras são diferentes das minhas. Clique nos nomes abaixo para ouvir o cantor: ADHEMAR DE CAMPOSALINE BARROS, ÁLVARO TITOANA PAULA VALADÃOANDRÉ VALADÃO, AO CUBO, ASAPH BORBABOLA DE NEVE CHURCH, BRILHO SUPREMO, BRUNA KARLACASSIANE, DANIELA ARAÚJODAVID QUINLANDIANTE DO TRONO, DJ ALPISTEEYSHILA, FERNANDA BRUMFERNANDINHOFILHOS DO HOMEMGABRIELA ROCHA, HELOISA ROSAJAMILY, KATSBARNEAKLEBER LUCAS, LUDMILA FERBERMARIANA VALADÃO, MARQUINHOS GOMES, NÍVEA SOARES, OFICINA G3PAULO CESAR BARUK, PAULINHO MAKUKOPREGADOR LUO, Projet’art,  RACHEL NOVAESRESGATE, SARAH RENATASORAYA MORAES,  THALLES ROBERTO, TOQUE NO ALTARTRAZENDO A ARCA, VENCEDORES POR CRISTOVINEYARD BRASIL

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SÍRIA: UMA FUGA PELA SOBREVIVÊNCIA

Perto de completar três anos, a guerra civil síria já obrigou 2 milhões de pessoas a deixar o país – e lotar os precários campos de refugiados da região

 
RESISTÊNCIA Sírios recebem comida no campo de Kawergost, no Iraque. Metade dos refugiados é formada por crianças (Foto: Lynsey Addario/The New York Times)
RESISTÊNCIA
Sírios recebem comida no campo de Kawergost, no Iraque. Metade dos refugiados é formada por crianças (Foto: Lynsey Addario/The New York Times)

A matança sem fim já dura quase três anos. Na guerra civil síria, o ditador Bashar al-Assadganhou força, e a oposição fragmentou-se em inúmeros grupos, muitos deles formados por extremistas islâmicos. Essa divisão provocou na semana passada um novo conflito, agora interno. Forças rebeldes atacaram, na cidade de Raqqa – única capital regional não controlada pelo governo –, o grupo fundamentalista Isis (Estado Islâmico no Iraque e no Levante, região que inclui a Síria), que também luta contra o regime de Assad. No Iraque, o Isis tomou o controle das cidades de Fallujah e Ramadi. Na Síria, estabelece por onde passa uma versão radical da charia, a lei islâmica, além de tomar sírios e estrangeiros como reféns. O que era uma guerra com apenas dois lados é hoje uma rede de conflitos muito mais complexa. Os esforços por um ces­sar-fogo, porém, continuam – a ONU programou uma confe­rência de paz para o próximo dia 22, em Genebra, Suíça.

Além dos 120 mil mortos, os refugiados no exterior superaram os 2 milhões no final de 2013, a maioria espalhada por nações vizinhas. Outros 4 milhões de sírios foram forçados a se mudar dentro do país. Segundo a ONU, a guerra civil síria já é o conflito com mais refugiados desde o genocídio de Ruanda, em 1994. Do total, 1,1 milhão são crianças, 75% com menos de 12 anos. “Trata-se de uma geração perdida, sem futuro”, diz Antonio Guterres, o Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados. Nas fotos a seguir, a fotojornalista americana Lynsey Addario registrou vítimas que tentam sobreviver nos campos de Zaatari, na Jordânia, e Kawergost, no Iraque.

Sírios dormem fora das tendas lotadas do campo de Kawergost, no Iraque (Foto: Lynsey Addario/The New York Times)
LUTA DIÁRIA
1. Sírios dormem fora das tendas lotadas do campo de Kawergost, no Iraque
(Foto: Lynsey Addario/The New York Times)

 

Um grupo tenta obter suprimentos em Zaatari, na Jordânia (Foto: Lynsey Addario/The New York Times)
2. Um grupo tenta obter suprimentos em Zaatari, na Jordânia (Foto: Lynsey Addario/The New York Times)

 

Refugiados fazem fila para comer no campo de Kawergost (Foto: Lynsey Addario/The New York Times)
3. Refugiados fazem fila para comer no campo de Kawergost (Foto: Lynsey Addario/The New York Times)

 

Mulheres e crianças retiram água distribuída pela ONU (Foto: Lynsey Addario/The New York Times)
4. Mulheres e crianças retiram água distribuída pela ONU (Foto: Lynsey Addario/The New York Times)

 

ADEUS AO INFERNO 1. Mulher puxa a filha para dentro de ônibus na Síria, com destino ao Iraque (Foto: Lynsey Addario/The New York Times)
ADEUS AO INFERNO
1. Mulher puxa a filha para dentro de ônibus na Síria, com destino ao Iraque
(Foto: Lynsey Addario/The New York Times)

 

2. Gulchin, a mulher no centro, com o filho no colo, espera para embarcar em um ônibus (Foto: Lynsey Addario/The New York Times)
2. Gulchin, a mulher no centro, com o filho no colo, espera para embarcar em um ônibus
(Foto: Lynsey Addario/The New York Times)

 

3. Sírios cruzam a fronteira com o Iraque, rumo aos campos de refugiados ao norte do país vizinho (Foto: Lynsey Addario/The New York Times)
3. Sírios cruzam a fronteira com o Iraque, rumo aos campos de refugiados ao norte do país vizinho
(Foto: Lynsey Addario/The New York Times)

 

Fonte: REDAÇÃO ÉPOCA

LEI QUE LIMITA LUCRO A 30% ENTRA EM VIGOR NA VENEZUELA

Um dia não precisaremos de leis para honestidade, muito menos de lucro!! Veja no artigo abaixo:

 

A Venezuela oficializou, nesta sexta-feira (24), a Lei Orgânica de Preços Justos, que limita o lucro de atores das cadeias de comercialização no país em 30%. Decretada pelo presidente Nicolás Maduro no final do ano passado, a lei publicada no Boletim Oficial do país estabelece que, com base neste topo, as margens máximas de ganhos poderão ser determinadas por setor, categoria, atividade econômica, entre outras variáveis.

Segundo presidente Nicolás Maduro, mais de 2.000 inspetores vão fiscalizar cumprimento da lei| Foto: Agência Efe

“Aprovada a lei amanhã [esta sexta, pelo Tribunal Supremo de Justiça do país] iniciamos a segunda etapa da ofensiva econômica para lutar contra os especuladores, os que retêm produtos”, disse Maduro nesta quinta (23) durante um ato de comemoração dos 56 anos do fim do governo do militar Marcos Pérez Jiménez. “Vamos nos lançar com o dobro de força e capacidade com que fizemos em novembro do ano passado, vamos revisar tudo”, complementou.

Maduro afirmou que mais de 2 mil inspetores estão em formação para a nova fase da ofensiva, que contará com o apoio dos ministros de seu gabinete e das Forças Armadas. “Queremos estabelecer um equilíbrio necessário entre o custo de importação, o lucro que se limita a 30% no máximo, não passará disso, e o preço justo de todos os produtos”, expressou.

“Em nenhum caso, a margem de lucro de cada ator da cadeia de comercialização excederá de 30 pontos porcentuais da estrutura de custos do bem ou serviço”, determina o artigo 32 do decreto, que esclarece que o limite regulado na lei poderá ser revisado e modificado pelo Executivo para “favorecer as indústrias nascentes ou fortalecer alguma indústria existente”.

O texto cria a Sundde (Superintendência Nacional para a Defesa dos Direitos Sócio-econômicos), organismo que será responsável pela determinação de preços justos, feita através da análise das estruturas e pelo controle e regulação dos custos e pela fiscalização da atividade econômica e comercial.

O objetivo da análise de estruturas de custos e estabelecimento da margem de lucro é, segundo o texto, garantir o desenvolvimento justo, equitativo, produtivo e soberano da economia nacional, protegendo os ingressos dos cidadãos o acesso das pessoas aos bens e serviços para a satisfação de suas necessidades.

Entre as disposições transitórias da lei está a manutenção dos “preços justos” alcançados durante a ofensiva econômica levada a cabo pelo presidente Nicolás Maduro no final do ano passado – quando diversas lojas foram acusadas de especular na venda de produtos e obrigadas a reduzir preços – até que novos valores sejam estipulados segundo a nova normativa.

A lei será aplicada a “pessoas naturais e jurídicas de direito público ou privado, nacionais ou estrangeiras, que desenvolvam atividades econômicas no território (…) incluídas as que se realizam através de meios eletrônicos”. O texto prevê o estabelecimento de ilícitos administrativos e delitos econômicos, assim como sanções e penalizações a descumprimentos, incluindo ressarcimento de danos.

Com o novo regulamento, os receptores de divisas por parte do Estado deverão assinar um contrato de “fiel cumprimento” do objetivo e uso para os quais estas foram solicitadas. Os produtos adquiridos com estas divisas deverão ser identificados com uma etiqueta, para que os consumidores possam identificá-los.

A lei prevê penas máximas e confiscação de bens em casos nos quais boicotes, restrição de circulação de produtos, especulação, contrabando de extração, usura, cartelização ou outros delitos conexos “procurem a desestabilização da economia; a alteração da paz e atentem contra a segurança da nação”.

De acordo com a lei, o Executivo pode iniciar o procedimento expropriatório quando se tenham cometido ilícitos econômicos e administrativos de acordo com a Constituição e qualquer ilícito administrativo presente na lei.

Por Luciana Taddeo, correspondente da Opera Mundi em Caracas

ATITUDES QUE DRENAM ENERGIA

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1 – Pensamentos obsessivos
Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos – mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.
2 – Sentimentos tóxicos
Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.
3 – Maus hábitos – Falta de cuidado com o corpo
Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.
4 – Fugir do presente
As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: “bons tempos aqueles!”, costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.
5 – Falta de perdão
Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica ”energeticamente obeso”, carregando fardos passados.
6 – Mentira pessoal
Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.
7 – Viver a vida do outro
Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.
8 – Bagunça e projetos inacabados
A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro “escape” de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe “diz” inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou!” Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da terminação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.
9 – Afastamento da natureza
A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.
(Autor Desconhecido)
Fonte: Sob Malhete

ALTOS GASTOS FAZEM SUÉCIA DESISTIR DE CANDIDATURA OLÍMPICA DE 2022

 

A candidatura de Estocolmo para sediar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022 foi enterrada praticamente em bloco pelos partidos políticos suecos, com apoio do próprio prefeito da capital sueca e também do primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt.

Três argumentos centrais orientaram a decisão, confirmada na sexta-feira: para os políticos suecos a cidade tem prioridades mais importantes, a conta dos gastos para realizar o evento na cidade seria alta demais, e um eventual prejuízo com a organização dos Jogos teria que ser coberta com o dinheiro dos contribuintes.

“Não posso recomendar à Assembleia Municipal que dê prioridade à realização de um evento olímpico”, disse o prefeito de Estocolmo, Sten Nordin, em declarações publicadas neste sábado pelo jornal Dagens Nyheter. “Precisamos priorizar outras necessidades, como a construção de mais moradia na cidade.” Nos últimos dias, diversos partidos políticos vieram a público defender a rejeição candidatura da cidade.

Na avaliação dos partidos, o plano apresentado pelo Comitê Olímpico sueco apresentou cálculos pouco realistas e projeções exageradamente otimistas sobre a receita da venda de bilhetes para o evento. O orçamento previsto pelo Comitê para a realização dos Jogos era de aproximadamente 10 bilhões de coroas suecas, o equivalente a cerca de R$ 3,6 bilhões.

“Quando se trata de custos deste calibre, os cidadãos que pagam impostos exigem de seus políticos mais do que previsões otimistas e boas intuições. Não é possível conciliar um projeto de sediar os Jogos Olímpicos com as prioridades de Estocolmo em termos de habitação, desenvolvimento e providência social”, disse o secretário municipal de Meio Ambiente da capital sueca, Per Ankersjö, em artigo publicado quinta-feira no jornal Dagens Nyheter.

‘Especular com dinheiro público’

A candidatura preliminar da Suécia aos Jogos foi apresentada pelo Comitê Olímpico sueco ao Comitê Olímpico Internacional (COI) em novembro passado. O plano do Comitê sueco foi então submetido à avaliação dos partidos que compõem o Conselho Municipal da capital sueca, dando início ao debate.

“Apresentar uma candidatura aos Jogos Olímpicos seria especular demais com o dinheiro dos contribuintes. Os riscos financeiros são grandes demais”, disse o Partido Democrata Cristão (Kristdemokraterna, um dos quatro partidos da aliança governista) em comunicado à imprensa no sábado passado. Já em dezembro, o primeiro-ministro sueco havia se manifestado contra a iniciativa.

Ao comentar o projeto apresentado pelo Comitê Olímpico sueco, Fredrik Reinfeldt indicou que a conta para organizar o evento na capital sueca seria provavelmente bem mais alta, considerando-se por exemplo os gastos extras que seriam necessários para garantir a segurança dos Jogos. “O prejuízo acaba caindo no colo dos contribuintes”, observou o primeiro-ministro, segundo artigo publicado no jornal Svenska Dagbladet.

Elefantes brancos

Pesquisa de opinião conduzida pelo jornal Dagens Nyheter em dezembro apontou que a maioria dos suecos – 59% dos entrevistados – apoiava a realização dos Jogos em Estocolmo. Mas, segundo o Partido Liberal (Folkpartiet), seria uma conta alta demais para quem paga impostos.

“Estocolmo pode acabar arcando com os custos de uma série de instalações caras que ninguém usaria depois dos Jogos”, alertou na semana passada a secretária municipal de Educação da capital sueca, Lotta Edholm.

“O plano do Comitê Olímpico (sueco) também prevê que a cidade forneça acomodações gratuitas para abrigar a vila olímpica, em moradias que foram construídas com o dinheiro público para beneficiar a população da cidade”, acrescentou Edholm.

Em editorial publicado recentemente no jornal Svenska Dagbladet, um comentarista destacou que a experiência de cidades que já sediaram eventos olímpicos – como Londres, Vancouver e Atenas – demonstra que um fato é recorrente: “Os cálculos iniciais da organização do evento são sempre mais otimistas do que a conta apresentada no final dos Jogos”, diz o texto, afirmando que “após os Jogos os contribuintes são forçados a pagar pelos prejuízos”.

“E nenhum cientista se atreve a afirmar que a realização dos Jogos beneficia de fato o mercado de trabalho e a economia local das cidades-sede”, acrescentou o editorial.

COI

A única vez em que a Suécia sediou um evento olímpico foi em 1912 – os Jogos de Verão em Estocolmo. Mas Estocolmo não é a primeira cidade a rejeitar os Jogos Olímpicos de 2022: em novembro de 2013, em um referendo popular conduzido na cidade alemã de Munique, 52% dos moradores decidiram dizer “não” ao evento.

Segundo a imprensa alemã, a rejeição foi motivada pelos custos elevados da organização do evento, além das exigências normalmente feitas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) às cidades-sede. Com a desistência de Estocolmo, a disputa para sediar os Jogos de Inverno de 2022 será entre as cidades de Oslo (Noruega), Pequim (China), Cracóvia (Polônia), Almaty (Cazaquistão) e L’viv (Ucrânia). A escolha da cidade-sede será anunciada pelo COI em 2015.

Na sexta-feira, o COI minimizou o impacto a desistência, alegando que a Suécia demonstrou interesse em tentar uma nova candidatura em 2026. A próxima Olimpíada de Inverno acontece neste ano na cidade de Sochi, na Rússia, e em 2018 será a vez de Pyeongchang, na Coreia do Sul.

Fonte: BBC Brasil

A CARNE É FRACA (HD)

A CARNE É FRACA – Melhor documentário já realizado no Brasil sobre o consumo da carne e suas conseqüências, é essencial para aqueles que buscam informações sobre o assunto e uma arma para os defensores dos animais.

“O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel.” Provérbios 12:10

Créditos:
Instituto Nina Rosa: http://www.institutoninarosa.org.br/

DESVENDE 10 MITOS SOBRE A DEPRESSÃO

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A depressão é tratável e mais de 80% dos casos apresentam melhora com tratamento

Cada crença falsa sobre a depressão aumenta a dificuldade de compreender o real sentido do transtorno e a capacidade de tratá-la. Parte do problema já vem do nosso vocabulário sobre a área de saúde mental, mas é que nós usamos a palavra depressão para descrever tantas e tantas experiências afetivas, que o sentido médico da palavra pode se perder no meio a tantos significados.

Por conta de que um simples mau humor que é uma experiência universal, muitas pessoas podem achar que sabem tudo sobre a depressão. Mas, essa afirmação não é verdadeira. Confira os principais mitos que rondam a doença.

1º Mito: depressão não é uma doença médica – a depressão é uma condição médica séria que afeta não só o humor e pensamentos, como também todo o organismo da pessoa. As pesquisas mostram que a depressão tem causas genéticas e biológicas. Pessoas deprimidas apresentam maior nível de estresse e podem sofrer as consequências desse fator.

2º mito: mesmo se a depressão for uma doença médica, não há nada que possa ser feito. A depressão é tratável e mais que 80% dos indivíduos com transtornos depressivos melhoram com o tratamento. Medicamentos modernos e novos tratamentos continuam sendo descobertos. O primeiro passo para um tratamento efetivo é ser avaliado por um especialista que faça o diagnóstico diferencial, como por exemplo, uma  depressão que pode estar ligada a um problema na tireóide. Mas, uma vez que seja diagnosticado a depressão o médico precisa decidir por um tratamento que inclua medicamentos, psicoterapia ou a combinação dos dois.

3º mito: depressão não é diferente de “ficar pra baixo”  e isto é parte normal da vida. Fazer um paralelo entre “ficar pra baixo” e ter depressão, seria o mesmo que dizer que resfriado é igual a pneumonia. Muitas vezes nos decepcionamos, ficamos tristes, seja por um evento estressor, ou porque não formos lembrados por alguém que gostamos, ou em conseqüência de um fato, as vezes, até por conta de um dia chuvoso. Mas, essa tristeza dura muito pouco, geralmente, um dia ou dois. Já a depressão pode durar por toda a vida, e a doença é muito mais invasiva e limitante. Ninguém se suicida por conta de tristeza.

4º mito: pessoas que pensam que tem depressão, estão apenas tristes com elas mesmas. A depressão afeta 20 milhões de pessoas anualmente, só nos EUA. Muitos indivíduos famosos tiveram depressão, como Alexandre, o grande; Napoleao Bonaparte; Abraham Lincoln; Theodore Roosevelt; Winston Churchill; George Patton; John Brown; Robert E. Lee; Florence Nightingale; Sir Isaac Newton;  Michelangelo e muitos outros. Não exatamente pessoas que só ficaram chateadas por algumas situações cotidianas.

5º mito: você pode mandar a depressão ir embora. Caso contrário é um fraco. A depressão não pode ser banida, tanto quanto um ataque cardíaco ou diabetes. A depressão é um transtorno neuroquímico no organismo, que não pode ser superado simplesmente pelo pensamento positivo ou firme determinação. Devido ao estigma ainda grande pela doença mental, procurar ajuda para a depressão é um ato de coragem e força e não fraqueza.

6º mito: para algumas poucas pessoas afortunadas, a depressão pode ir embora por ela mesma. Mas, para quase todos nós, a depressão pode se arrastar por meses, anos ou indefinidamente. A depressão pode ir embora por ela mesma, mas para retornar no futuro; uma vez que um indivíduo tenha um episódio de depressão, ele terá predisposição para ter outros episódios depressivos. A depressão maior é uma doença potencialmente fatal, e o suicídio pode ser o resultado final de muitos que esperam a depressão “passar sozinha sem tratamento “.

7º mito: a depressão é parte normal do envelhecimento. A depressão não é parte esperada de um envelhecimento normal. Mas a idade faz com que nós experimentemos muito mais das situações que podem deprimir uma pessoa: perda de um familiar, de amigos, outras doenças, isolamento e problemas financeiros. Além do mais, muitas pessoas com mais de sessenta anos, viveram numa época onde a doença mental era abertamente comentada e conhecida, e eles podem sentir-se mais constrangidos de falar sobre a depressão e ou pedir ajuda para o seu tratamento, em comparação a pessoas de menos idade, de outra geração. As maiores taxas de suicídio ocorre em maiores de sessenta e cinco anos, sendo os homens mais vulneráveis do que as mulheres. É imperativo que os idosos deprimidos procurem ajuda médica para a depressão, se houver.

A depressão não deve fazer parte do envelhecimento

8º mito: a depressão afeta só as mulheres. Apesar das mulheres serem duas vezes mais acometidas que o homem pela depressão, a doença também afeta homens. Frequentemente, depressão clínica é sub-relatada em homens, principalmente em culturas desencorajadoras e que relacionam pedido de ajuda à fraqueza. Homens, tem taxas maiores de suicídios exitosos do que mulheres, por isso é crucial que os homens procurem ajuda para os seus sintomas.

9º mito: a depressão não afeta crianças e adolescentes. Gostaríamos de acreditar nisso, que todas as crianças vivenciassem uma infância alegre e sem preocupações. Mas, simplesmente, isso não é a verdade. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, os estudos mostram que um em cada 33 crianças e que um em cada oito adolescentes são deprimidos ao longo dessa etapa de vida. As crianças não estão preparadas para falarem sobre seus sentimentos como os adultos, por isso os adultos devem tomar a iniciativa de procurar e observar sintomas de depressão nessa faixa etária.

10º mito: se alguém da sua família sofrer de depressão, você, possivelmente herdará essa genética. Do mesmo modo que você pode ser predisposto a ter pressão alta ou diabetes, você pode ser geneticamente predisposto à depressão. O que não significa dizer que se uma pessoa da família tiver história de depressão você estará fadado a sofrer de depressão também. Simplesmente, saiba que as suas chances de ter depressão são maiores do que se você não tivesse nenhum parente com depressão. O tratamento deverá ser iniciado o mais precocemente o quanto possível.

Por: Evelyn VinocurNeuropsiquiatra e psicoterapeuta

foto especialistaESPECIALISTA MINHAVIDA.COM.BR

 

QUANDO O PRAZER VIRA DOR: O VÍCIO POR SEXO

Estreia do filme “Ninfomaníaca” volta a levantar discussão. Recuperado, engenheiro que sofreu da compulsão lembra que sexo era forma de anestesiar problemas da sua vida. Após sensação de “culpa e vergonha”, solução era se anestesiar de novo: “Aí é roleta russa”

Divulgação

Cena de “Shame”, com Michael Fassbender, que gira em torno da vida de um viciado em sexo

 

“Geralmente temos um pico de procura quando as pessoas leem matérias que expõem o que é dependência sexual, como o caso do Michael Douglas (ator americano que confessou ser viciado em sexo e se submeteu a tratamento). A diferença entre a dependência química e a de comportamento é que esse conceito não é tão definido. As pessoas nem sempre se dão conta de que há um problema”, diz Aderbal Vieira Junior, psiquiatra e responsável pelo setor de tratamento de dependências de comportamentos do Proad (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes), da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

 

Além dos escândalos que já envolveram astros como Douglas, o também ator David Duchovny e Tiger Woods, filmes também ajudam a trazer luz sobre o vício por sexo e suas consequências. Há dois anos, esse papel coube a “Shame”, dirigido por Steve McQueen e estrelado por Michael Fassbender, que vive um sujeito, Brandon, bem sucedido, mas cheio de compulsões sexuais que lentamente o levam para o fundo do poço.

Apesar de “Ninfomaníaca”, novo – e polêmico – trabalho de Lars von Trier, seja dividido em duas partes e a primeira, em cartaz a partir de hoje no Brasil, seja considerada cômica e menos sombria do que a segunda, prevista para estrear este ano, a personagem central, Joe (Charlotte Gainsbourg), sofre das mesmas angústias e chega a repetir em alguns momentos que é “um ser humano horrível”.

“Não é exatamente arrependimento. A sensação é de culpa e vergonha. O jeito de anestesiar isso é o sexo. Aí é roleta russa. Chega uma hora que fazer a mesma coisa já não dá mais barato, você se acostumou. Quanto maior o risco, maior o barato.”

HOMENS SÃO MAIS DEPENDENTES?

“Shame” e “Ninfomaníaca” são protagonizados por atores do sexo oposto, mas, de acordo com Aderbal, um levantamento feito pelo Proad dentro dos casos atendidos mostrou que 95% dos dependentes são do sexo masculino. “Eu ficaria muito surpreso se isso não se refletisse na população, as mulheres tendem a ser mais dependentes amorosas”, comenta. O psiquiatra diz ainda que o mapeamento realizado por eles indica que a maioria dos pacientes procurou ajuda por volta dos 34 anos e que boa parte deles é instruída: “Já vi salas onde metade era graduada e a outra metade era pós-graduada, tinha gente com mais escolaridade que eu”.

Na opinião particular de “Rico”, espécie de porta-voz do Dasa (Dependentes de Amor e Sexo Anônimos), há um número maior de homens atendidos porque a mulher ainda não têm liberdade e coragem para se assumir. “Na nossa sociedade machista, mesmo o cara que vai pedir ajuda, ele é o tal porque pega todo mundo, já a mulher tem que assinar embaixo uma outra história, que é complicada.” No caso do Dasa, ele afirma os grupos dos encontros são bem divididos entre homens e mulheres por conta do anonimato: “As pessoas sabem disso e vão lá por isso”.

“É ROLETA RUSSA”

O início de tudo para Guilherme*, hoje com 43 anos, foi o término de dois relacionamentos quando ainda era adolescente, nos anos 90. Da “pele para fora”, como diz, sua vida era normal: ia para a faculdade e seguia estudando. Da “pele para dentro” era dor e solidão. Ao perceber que havia algo de errado consigo, o engenheiro lembra que não conseguia manter uma relação saudável com ninguém e tinha um sentimento de anorexia no sentido de que sofria de uma “compulsão do não”: “Digo ‘não’ para ser feliz, digo ‘não’ para ter uma sexualidade saudável”.

A “anestesia” para isso veio por meio do sexo, como a masturbação compulsiva e relações sexuais com diversas pessoas em um curto espaço de tempo. Para se anestesiar da “culpa e vergonha” que vinha horas depois ou no dia seguinte, Guilherme lembra que a solução era repetir tudo de novo: “Aí é roleta russa. Chega uma hora que fazer a mesma coisa já não dá mais barato, você se acostumou. Quanto maior o risco, maior o barato”. Ele revela ter ouvido histórias de pessoas que abandonaram o trabalho, acabaram demitidas, contraíram DSTs, acabaram na delegacia. Alguns – e ele também – chegaram a frequentar um local religioso, em vão. “Você passa um período ‘limpinho’, mas uma hora você volta. É que nem pavio de vela, volta a queimar de onde parou.”

Em busca de ajuda, ele frequentou as reuniões do Dasa dos 18 aos 23 anos. O engenheiro se diz livre e distante dos antigos padrões há muito tempo. “Consegui desenvolver todas as áreas da minha vida de forma saudável. Tenho uma vida financeira legal, sou executivo, completei 18 anos de casamento. Acho que, mais importante, meu relacionamento comigo, com minhas dores, foram resolvidas. Salvou minha vida.”

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Cartaz de “Ninfomaníaca”, filme dirigido pelo dinamarquês Lars von Trier e em cartaz no Brasil

REUNIÃO

iG acompanhou uma reunião de dependentes anônimos e pode observar alguns dos pontos destacados pelo psiquiatra. Das nove pessoas presentes ao encontro, promovido semanalmente, todos aparentavam ter passado dos 30 e poucos anos e sete delas eram homens. Assim como em encontros de outros tipos de dependências, a disposição das carteiras de aspecto escolar, daquelas com apoio apenas para o braço direito, é em forma de círculo, de forma que seja possível ver os rostos de todos.

“Geralmente temos um pico de procura quando as pessoas leem matérias que expõem o que é dependência sexual, como o caso do Michael Douglas. A diferença entre a dependência química e a de comportamento é que esse conceito não é tão definido. As pessoas nem sempre se dão conta de que há um problema.”

Quem chega é bem vindo, e logo se percebe que alguns já frequentam a reunião há um bom tempo e se conhecem dali, enquanto para outros é a primeira vez. Ninguém é obrigado a falar, mas quando falam, seguem o protocolo de se apresentar – mesmo quando são ouvidos pela segunda, terceira, quarta vez –, ao que todos respondem, e ao final de cada fala dizem “24 horas de abstinência” ou expressão similar.

Depoimentos são trocados, e a impressão é de que por mais que não seja a primeira reunião da maioria, os dependentes conversam sobre experiências do passado com a ideia de passar aos recém-chegados a sensação de que ninguém ali está sozinho. Estão todos juntos no mesmo barco, alertando uns aos outros sobre os perigos do vício em si, das dificuldades de não sofrerem uma “recaída” e de agir, muitas vezes, contra o que desejam. E talvez mais importante do que falar, é ser ouvido, enxergar a compreensão no rosto de quem ouve histórias e não se chocar, muito pelo contrário, saber exatamente o que o outro passou ou está passando.

VIDA SEXUAL MUITO ATIVA x COMPULSÃO SEXUAL

Uma das dúvidas mais recorrentes, segundo três especialistas consultados, é a confusão entre ter – ou desejar ter – uma vida sexual muito ativa e uma compulsão sexual incontrolável. “Tem que ter muito cuidado quando fala em viciado em sexo porque muitas pessoas classificadas como viciadas têm, na verdade, um apetite maior que a média. Não quer dizer que sejam viciadas”, diz Sandra Lima Vasques, psicóloga e consultora há mais de 20 anos do Instituto Kaplan, voltado para o tratamento terapêutico de dificuldades de cunho sexual entre a população carente.

“Tem gente que confunde porque quer sexo todo dia ou porque tem uma frequência alta, de três a quatro vezes por semana. Não tem nada a ver. Compulsão é gastar mais de 12 horas por dia procurando coisas relacionadas a sexo, é gastar o que ganha em sexo, é parar o que está fazendo para se masturbar, é uma vida voltada ao sexo”, explica Carla Cecarello, psicóloga e coordenadora do Projeto AmbSex. “A questão não é de frequência, é de qualidade”, completa Aderbal.

E quando o comportamento passa a ser um “sintoma” do vício por sexo? Aderbal, Sandra e Carla são unânimes: quando há “prejuízo”. Para o psiquiatra, existem três fatores que ajudam a identificar tal comportamento. Em primeiro lugar, o usuário sente que está perdendo seu poder de escolha, age não quando quer, mas porque “alguma força dentro dele o impele a fazer aquilo”; em segundo, há o prejuízo nas relações afetivas, no trabalho; e, por último, ocorre o “empobrecimento” da pessoa, o sexo não enriquece sua “experiência vivencial”.

“[Essas pessoas] acabam sofrendo um prejuízo. Colocam o sexo acima de tudo, dar uma escapada uma vez ou outra do relacionamento é uma coisa, mas se você faz isso todos os dias, é muito provável que seu par descubra. Você corre um risco desnecessário de vida, acaba no meio de um lugar que habitualmente não iria. Elas não conseguem ter limite. Precisam de ajuda”, conta Carla. Em “Shame”, por exemplo, em seu surto final, Brandon, que durante a maior parte do filme dá a entender que é heterossexual, vai para uma casa noturna GLS, onde se envolve com outro homem.

Carla observa ainda que outras compulsões, por apostas, comida, gasto excessivo de dinheiro, alcoolismo e drogas, podem servir de ponte para o vício pelo sexo. Aderbal concorda: “Existe um ditado na psiquiatria que diz que o principal fator para você ter uma doença psiquiátrica é ter outra, quem tem uma está mais predisposto a ter uma segunda, quem tem duas, pode ter uma terceira, e assim por diante. É mais frequente em casos de depressão, ansiedade, mas não é regra”.

TRATAMENTO

Quando se fala em vício ou compulsão sexual, se fala em tratamento, mas não em cura. Os mais comuns são terapia com acompanhamento profissional, grupos anônimos e medicação, este último aplicado em duas circunstâncias, afirma Aderbal Vieira. “Quando a pessoa tem outro problema, quando está deprimida, o tratamento é farmacológico. Em casos muito raros, quando o paciente está subindo pelas paredes, está muito descontrolado, posso usar a medicação para sintomaticamente reduzir sua libido, dar uma medicação que tem esse efeito colateral.”

No entanto, há muita pesquisa a ser feita. Aberdal informa que Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), referência para psicólogos e psiquiatras, já possui uma categoria voltada para o impulso sexual, mas “ainda existe uma solidez suficiente sobre quais critérios serão adotados para ser impulso”.

“Rico” defende que o vício por sexo seja encarado como o consumo excessivo do álcool. “A humanidade enxerga o alcoolismo como doença e trata de outra forma. A gente espera que faça o mesmo com o sexo. Um dia as pessoas vão levantar a bandeira amarela antes de destruírem suas vidas completamente”, diz o porta-voz do Dasa.

* O nome foi alterado a pedido da pessoa.

Por Brunno Kono | iG São Paulo

ASPECTOS DA PEDOFILIA NAS SOCIEDADES HUMANAS

Originalmente o termo pedofilia surgiu na Grécia (ped = criança; e philia = amizade) e é literalmente compreendido como a “afeição por crianças”. Este termo era comumente relacionado à relação de amor que acontecia somente entre homens adultos e crianças na Grécia antiga, que tinham o direito amparado pela lei vigente, de sentirem atração e/ou efetivarem a relação sexual com crianças, meninos ou meninas (Carvalho, 2002).

Carvalho relata que uma das esposas do profeta Maomé era uma menina de 8 anos quando se casou com ele, na época com 53 anos de idade. Durante a Idade Média e o Renascimento, o ideal de beleza feminina para aquela época era infantilizado caracterizado por longos cabelos louros, maçãs do rosto bem rosadas e atitude displicente, o que só é visto em crianças. Ainda, em alguns mosteiros budistas no Tibete, até hoje sobrevive a tradição dos novatos dormirem com monges mais experientes.  Na China antiga, castrar meninos e vendê-los a pessoas ricas e com sérios distúrbios sexuais foi um comércio legal durante milênios.  Em vários países a pedofilia durou até o começo do século XX, transformando assim a Argélia, por exemplo, um oásis das delícias para os viajantes que procuravam diversão com crianças.

No meio artístico e literário, um pedófilo mais conhecido foi o escritor inglês Lewis Carroll, autor de Alice no País das Maravilhas (1865), cujo hobby era fotografar meninas em parques. Inclusive, foi uma garota de 4 anos chamada Alicia Lidell, a fonte de inspiração de seu romance e delírio pedofílico. Deslumbrado pela beleza da menina, o escritor a cortejava de todas as formas, ao ponto da mãe da criança afastá-la do convívio com o escritor. Lewis, condenado por pedofilia, em seu isolamento criou a personagem do seu livro Alice. Também, o “admirador da beleza angelical das crianças”, Vladimir Nabokov, que escreveu em 1995 o romance Lolita fez nascer o termo “ninfeta”, designado somente para garotas cuja idade vai de 9 a 14 anos e que enfeitiçam os homens com sua natureza “nínfica”, cujo significado é “demoníaca”.

Em 1977, o cineasta polonês Roman Polanski, teve de fugir dos Estados Unidos depois que admitiu ter feito sexo com uma garota de 13 anos, embora ele também afirme que foi sexo consensual. Em países asiáticos, meninas de 8 anos tem sua virgindade leiloada em lugares escusos e frequentados por homens de diversas realidades financeiras, a maioria  profissionais bem sucedidos, casados e com filhos. Um usuário famoso desses bordéis foi o falecido Arthur Clarcker, autor de “2001 – Uma Odisséia no Espaço”.   Em meados dos anos 70, cerca de 300 mil crianças com menos de 16 anos participavam do comércio da pornografia nos EUA (Aries, 1986). No período, havia no mercado editorial americano mais de 250 publicações com nudez infantil e filmes com atuação de menores (Aries, 1986).

O famoso pesquisador da sexualidade humana Alfred Kinsey, conhecido por Dr. Kinsey, ganhou notoriedade ao realizar experiências sexuais com centenas de crianças com idade entre 9 a 14 anos, que incluíam a sedução e o estupro de crianças e, 1948. Posteriormente, o caso foi considerado a maior fraude na área de pesquisas. Uma senhora de 70 anos, sobrevivente dos atos de abuso infantil vivenciados com a realização da pesquisa, revelou na TV Norte-Americana que, aos 7 anos de idade, o Dr. Kinsey subornou seu pai para que ele a seduzisse e estuprasse várias vezes. Tais atos serviriam de dados para referências científicas de suas pesquisas sobre a sexualidade. Duas publicações sobre o assunto surgiram: “Comportamento Sexual do Macho Humano” e “Comportamento Sexual da Fêmea Humana”. Contudo, representantes do Instituto Kinsey, afirmaram que os dados da pesquisa utilizados nesses trabalhos foram recolhidos através de entrevistas com pedófilos sobre suas atividades passadas. Porém, novas acusações de vítimas desses experimentos surgiram e apontaram que o pesquisador estava ativamente envolvido no cometimento de crimes de abuso sexual contra várias crianças. Portanto, tais pesquisas se revelaram fraudadas, causando prejuízo moral ao instituto e aos pais que aceitaram fazer parte dessa experiência, mostrando-os a sociedade como pessoas sexualmente doentes (Carvalho, 2002).

No ano de 1980, argumentos pró-pedofilia começam a ganhar popularidade entre conselheiros sexuais. Larry Constantine, um terapeuta de família Norte-Americano, afirma que as crianças “têm o direito de expressar-se sexualmente, o que significa que podem ter ou não ter contatos sexuais com pessoas mais velhas”. E complementa afirmando que o incesto “pode às vezes ser benéfico”. Carvalho, (2002). J. Elders, ex-ministro da saúde dos EUA, afirma em uma entrevista com a jornalista a Judith Levine, que “os pedófilos são inofensivos e que a relação sexual de um menino com um sacerdote, ou qualquer adulto, pode até ser uma coisa saudável”. Nessa mesma época, muitas organizações feministas ajudaram a alertar as crianças contra os pedófilos, divulgando seus atos de abuso sexual contra menores de 14 anos. .

No ano de 1998, foi publicado pelo periódico Psychological Bulletin, publicado pela American Phychological Association, “que os abusos sexuais na infância não causam dano intenso de maneira perversa, e ainda recomenda que o termo pedofilia carregado de conotações negativas seja trocado por intimidade intergeracional” (Brennan e Shaver, n* 26. P.267) significando a ação de perversão sexual de um adulto ou adolescente com uma criança.

Atualmente o termo pedofilia faz referência ao ato sexual de adultos com crianças e/ou adolescentes. O advento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no Brasil fundamenta alguns aspectos correlacionados à temática através da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Abaixo, são destacados alguns desses artigos relacionados ao assunto:

Art. 3º – a criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade”. [….] Art. 240 – produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente, pode ter reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa.  1o  Incorre nas mesmas penas quem agencia, facilita, recruta, coage, ou de qualquer modo intermedeia a participação de criança ou adolescente nas cenas, ou ainda quem com esses contracena. (ECA, 1998)

Contudo o Código Penal Brasileiro descreve uma variedade de crimes que perpassam e/ou caracterizam-se como abuso sexual, como o estupro, o infanticídio, o homicídio e o atentado violento ao pudor. Assim, a pedofilia não é uma violência considerada crime com penas previstas em Lei, o que suscita um elevado nível de preocupação na sociedade.

Com o advento da Internet, no início dos anos 80, a sociedade começou a questionar mais profundamente a exposição de crianças nuas em filmes e/ou propagandas, e o que até então era considerada uma preocupação banal passou a ganhar importância pelas autoridades de vários países, causando mal estar social à medida que novos casos de abuso infantil eram relatados pela mídia. Ana Maria (2006). A internet passou a ser o principal veículo de propaganda da pedofilia e outros tipos de crimes contra a criança, uma vez que os usuários adultos adeptos da prática se beneficiam usando a rede social para realizar seus desejos sexuais.

Contudo, a internet apenas havia trazido à tona o que estava escondido pela sociedade, ou seja, o universo de pessoas de diversas idades e classes sociais que buscavam se comunicar e que transitavam de forma legal, sem qualquer constrangimento e/ou preocupação em serem abordados sobre suas práticas de pedofilia. Por outro lado, a identificação de pedófilos se tornou tecnicamente mais fácil, e demonstrou que o quantitativo imenso de pessoas que acessam a rede com freqüência para terem acesso às crianças.

A partir das lacunas do Código Penal Brasileiro sobre a pedofilia na internet, uma nova redação dos artigos 240 e 241 do ECA foi produzida. (A esse respeito, ver anexo). O uso comum das palavras pedofilia e abuso sexual confundem o crime com a doença. A pedofilia é complexa e não definida, muito embora seja agregada a fatores de ordem constitucionais e sociais, que se apresentam de forma muito peculiar. Os processos adquiridos no desenvolvimento evolutivo do sujeito não serão facilmente categorizados e variam de indivíduo para indivíduo.  Portanto, não existe perfil do pedófilo, o agressor pode ser de qualquer classe social, cor, raça e estado civil.

De acordo com Esber (2009), grande parte dos que cometem o crime de pedofilia não são pedófilos, ou seja, não possuem diagnóstico clínico desse transtorno psiquiátrico.  O manual de Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10) e o Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (DSM- IV),  que descreve que os transtornos de personalidade causados pela preferência sexual por crianças e adolescentes não necessariamente irão se refletir na prática do abuso sexual de meninos ou meninas, mas no sentido do desejo do pedófilo em realizar tal ato. Nesse sentido, o Código Penal e o Estatuto da Criança e do Adolescente não prevêem redução de pena ou da gravidade do delito se for comprovado que o abusador é pedófilo.

Por Flavia Maria Pereira Marques

O QUE É SABEDORIA MORAL?

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A primeira vez que encontrei essas duas palavras juntas foi estudando sobre Confucio, então resolvi pesquisá-la e encontrei-as quase juntas numa frase de Mahatma Ghandi, que dizia o seguinte:

O que destrói a humanidade?

Política, sem princípios;
Prazer, sem compromisso;
Riqueza sem trabalho;
Sabedoria sem caráter;
Negócios sem moral;
Ciência sem humanidade;
Oração sem caridade.

Mahatma Gandhi

Então achei uma coincidência muito boa, pois encontrei sabedoria moral na vida de dois homens que admiro muito suas histórias de vida, na tentativa de salvar pessoas das injustiças ou melhorar a vida daqueles que viveram em suas épocas. Confucio viveu de 551 a.C. a 479 a.C. e Gandhi de 1869 a 1948, nos séculos 19 e 20, você encontra um pouco mais sobre eles na página de filmes do blog.

Então, vamos aprender o que pode ser sabedoria moral?

Comecemos pela moral. Ela é uma palavra derivada do latim relacionada aos costumes, que são regras para uma sociedade ou cultura e podem ser obrigatórias ou não. Na gramática romana moral foi uma tentava de traduzirem a palavra grega êthica. Para os gregos a palavra êthica possuia dois sentidos: o primeiro derivava de êthos, que significava aquilo que gera uma ação genuinamente humana ou que brota de dentro do homem, da sua intenção e o segundo sentido deriva de éthos, que seriam os hábitos, costumes, usos e regras, ou seja, os valores. Com ética e moral temos os bons valores e princípios ideais para o comportamento humano perante a sociedade, fundamentados em bons costumes, mas também fundamentados na razão e não no fanatismo. Usarei dois exemplos de moral que poderiam melhorar o mundo, um é a margem de lucro de um comerciante calculada honestamente, o outro me inspirei na frase de Gandhi acima e é não ficar rico sem trabalho, ou seja, quem fica rico às custas do trabalho do outro não tem moral, é desonesto.

Agora vamos para a sabedoria. Podemos dizer que sabedoria é uma facilidade mental de ser inteligente, ou seja, raciocinar, planejar, resolver problemas, ter ideias e compreendê-las facilmente. Sabedoria é aquilo que o sábio tem.

Agora podemos imaginar o que é sabedoria moral, ela é a facilidade mental que o indivíduo tem para praticar os bons costumes, hábitos e valores que ajudam os seres humanos a viverem bem em sociedade. É fazer as coisas certas naturalmente, pensando que o homem existe para ser honesto, gentil, educado, humilde e inteligente. Todos podemos ser sábios, às vezes pensamos que não, mas se tivermos paciência, se não desistirmos de praticar o bem, as coisas melhoram, dão certo e se encaixam, basta acreditar.

 

INTUIÇÕES PRECÁRIAS SOBRE DEUS

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Eu não saberia explicar as razões da minha fé. Não consigo expressar os porquês da minha devoção. Minha espiritualidade não serve para convencer uma pessoa indiferente. Eu falharia em gerar apetite pelo que transcende. O mistério que tempera o meu viver talvez não sirva em pratos alheios. Minhas convicções não são transferíveis. Minha sede do eterno não é matemática, inamovível. Eu balanço em terremotos. Não sou um Gibraltar. Decididamente, as certezas que comovem  a minha alma são vagas. O pouco que sei sobre o divino é provisório. As réstias de percepção que me chegam do eterno esbarram na mortalidade. Sob o peso da imperfeição, não alcanço o zênite a respeito do perfeito.

Sei tão somente que Deus se mistura dentro de mim como impulso, norte, nostalgia, horizonte, atracadouro. Empenhei o meu futuro em seguir seus passos invisíveis. No dia em que o chamei de Senhor, a extensão do meridiano da minha esperança se alongou. Nele, os fragmentos de meu mapa existencial não precisaram mais se encaixar. Aprendi a conviver com pedaços desconexos. Não me encabulo ao seu lado. Estradas bloqueadas por tapumes ou por neblinas não me intimidam. Deus imanta o ponteiro da minha bússola.

Sei tão somente que Deus se fez residente no campus onde elaboro pensamentos. Presente nos voos da minha imaginação, ele se transforma no mais doce ideal. Minha seta e meta, o entusiasta das interrogações que me levam adiante. Deus me quer curioso. Ele sempre incentiva a perguntar mais. Causa de toda inquietação, Deus se esconde na fonte da minha angústia.

Sei tão somente que Deus se desfraldou como flâmula sobre a minha vida e fez do lugar onde moro, seu palácio. Por me amar tanto e tão formidavelmente, penitência, purgações,  sacrifícios e tudo o que a religião exige para aplacar fúria, foi substituído por serenidade. No porão da tortura religiosa, nos suplícios culposos do moralismo, achei um lugar de descanso: o seu regaço. Ele é agora minha referência de desassombro.

Encontrei paz desde que comecei a me desvencilhar do Deus guardador de livros contábeis. Encaro a existência com a leve sensação de que qualquer sentença formalizada contra mim está suspensa. Já não fujo dele como os antigos evitavam Átila. A fúria de Júpiter e a volubilidade de Zeus, comuns nas descrições de Javé, não me aterrorizam. Agora prefiro chamá-lo de Clemente. No seu bolso estão guardados todos os acertos e erros que me tornaram quem eu sou.

Sei tão somente que Deus fez arder algum filamento em minha alma e meu olhos se acenderam. Ele é mourão – estaca – que demarca o jardim fechado da minha interioridade. Só Deus dobra o sino do meu coração em lutos e dias solenes.

Sei tão somente que Deus me fascina como aurora que se quebra em vários matizes. Deus é sol que tinge a minha face de um vermelho suave, também é lua que prateia a minha existência. Noto traços azuis de sua realeza em meu sangue raro. Seu branco me deixa com a improvável sensação de que alguma pureza me tocou. Um nanquim se projeta desde o céu e me vejo absorvendo tudo o que é peculiar aos humanos. Ele se faz arco-íris em mim.

O que dizer de Deus?
Pouco.
Melhor o silêncio.
Que as poucas palavras, então, sejam esforço  – precário – de expressar reverência.

Soli Deo Gloria

Por Ricardo Gondim

A MÍDIA, 50 ANOS ENTRE ABOBRINHAS E GOLPISMO

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Vinícius Torres Freire, na Folha, publica hoje um belo artigo que, ao descrever forma e conteúdo da edição de Natal do jornal, revela um jornalismo que, francamente, me  lembrou o de hoje.

As vacuidades de nossa mídia só rivalizam com outra de suas características: o catastrofismo.

O Brasil de 1963, como o de 2013, “estavam por se acabar” economicamente.

O governo, possuído de um “esquerdismo” intolerável, nacionalizando empresas estrangeiras que controlavam – e sucateavam – a telefonia e a energia elétrica e com um “socialismo” que se expressava até na mensagem natalina de João Goulart: ”É preciso que o pobre coma sem amargura para que o rico viva sem sobressalto. A distância entre um e outro deve ser encurtada…”

Qualquer semelhança com os tempos atuais não é mera coincidência.

É a mesma elite conservadora, com um espírito cristão tão acentuado que teria acabado com Moisés para manter o povo no cativeiro do Egito, embascado com o luxo dos faraós.

O Golpe de 64 no Natal de 63

Vinícius Torres Freire 

“GALINHA VAI à mesa e peru perde reinado”, dizia um título desta Folha da véspera do Natal de 1963. O Mercado Municipal vendera 4 perus e 3.500 galinhas. Patos vinham em terceiro lugar. Em segundo, “franguinhos de leite, que os restaurantes chamam de ‘galeto ao primo canto’”.
No dia de Natal, a primeira página contava a história de um trio de mecânicos da Baixada Santista, acusados por um vizinho de aliciar, capturar e comer seu “belo gato preto”, que fora assado “numa cantina local”. Os acusados admitiam comer gato com frequência, embora negassem o furto.

No ano que vem, o Golpe de 64 faz, óbvio, 50 anos. Nas “festas” de 63, do que se falava nos jornais do país que em três meses assistiria a um golpe de Estado?

Falava-se de golpe e de naufrágios mortíferos; patos e gatos à margem.

Falava-se de golpe com uma sem-cerimônia que hoje soa muito sinistra. A leitura parece agourenta mesmo levando em conta que golpes etc. eram então “coisas da vida”. Getúlio, deposto, dera um tiro no peito apenas nove anos antes. JK quase não assumiu e governou sob “intentonas”. João Goulart foi “semideposto” antes de conseguir assumir o governo.

Nos textos, discutia-se abertamente se esquerda ou direita dariam o golpe; quem agradava a tal ou qual general. A conversa comum era sobre a ambivalência, a indecisão e a tibieza de Goulart.

Goulart estava para nomear um “ministério das reformas” (“esquerdistas”) em janeiro. Anunciara a nacionalização de empresas estrangeiras de serviços públicos e desapropriações de terras.

Numa coluna com uma seleta de opiniões de outros jornais, lia-se: “O desafio totalitário feito pelo presidente, que declarou guerra ao Brasil…”; “o governo se encontra definitivamente nas mãos das esquerdas. Um passo apenas nos separa da ditadura, e Goulart está impaciente para dá-lo”; “governo caminha para a aventura extralegal, modelo 1937″.

Numa longa mensagem de Natal, kitsch e carola até para a época, Adhemar de Barros, governador paulista, orava: “Preservai, Senhor, nosso país da sanha dos Sem-Deus, da loucura dos materialistas que nos querem impor seu jugo impiedoso”.

A mensagem natalina de Goulart dizia: “É preciso que o pobre coma sem amargura para que o rico viva sem sobressalto. A distância entre um e outro deve ser encurtada…”.

Adhemar articulava com Magalhães Pinto, governador de Minas, uma “união em prol da democracia” (conspiravam ainda com Carlos Lacerda, governador da Guanabara); discutia uma dobradinha com Magalhães Pinto na eleição presidencial de 1965, que não haveria.

A inflação era assunto geral, até de sarcasmos do colunista social. O novo e DÉCIMO ministro da Fazenda de Goulart dava entrevista confusa sobre seu “decálogo” econômico.

Noticiava-se um editorial do “Times”, de Londres, sobre a estagnação e a inflação do Brasil, um país que dera saltos por 25 anos e chegara ao posto de 11ª economia do mundo, agora em crise por má gestão e pela “divisão na sociedade”.

Seguindo o conselho de um doutor americano, um texto recomendava-se a donas de casa que não ligassem eletrodomésticos barulhentos quando os maridos estivessem em casa, pois o ruído causaria úlceras em homens cansados.

Por Fernando Brito em Tijolaço

 

 

MÚSICAS NACIONAIS

CULTURA COM SAÚDE E EDUCAÇÃO Não há revolução sem música! As músicas do meu blog são para pensar! Ouvir música não é proibido, mas há algumas que você ouve uma vez e pensa que não deve ouvir nunca mais, isso é normal e também acontece comigo. Então peço apenas que não me julgue por encontrar alguma que você não quis ouvir nunca mais por aqui, é que ainda penso e aprendo alguma coisa com elas…

Colocando aqui os links de  músicas de meus cantores nacionais preferidos, outros que nem tanto, mas gosto de ouvir e outros conhecidos que fizeram sucesso ou dá para ouvir, sempre na ordem das mais ouvidas!

Clique no nome do cantor ou banda para ouvir as músicas:

14 BIS,

ADRIANA CALCANHOTO,

Adryana Ribeiro,

AGEPÊ,

ALCEU VALENÇA,

ALCIONE,

ALEXANDRE PIRESALMIR GUINETOALMIR SATERANA CAROLINA,

ANTONIO MARCOSARNALDO ANTUNESARLINDO CRUZBABY DO BRASIL,

BADEN POWELLBANDA EVABEBEL GILBERTOBEBETOBELCHIOR,

BELOBENITO DI PAULABETH CARVALHOBETO BARBOSABETO GUEDES,

BEZERRA DA SILVABIQUINI CAVADÃOBYAFRABRUNO E MARRONE,

CAETANO VELOSOCARLA VISICARLINHOS BROWNCASSIA ELLER,

CAZUZA,

Charlie Brown Jr.

CHITÃZINHO E XORORÓCHICO BUARQUE,

CHICO CÉSARCIDADE NEGRACLAUDINHO E BUCHECHACLAUDIO ZOLI,

DADO VILA-LOBOSDALTODANIELDANIELA MERCURYDANILO CAYMMI,

DANNI CARLOSDICRÓDINHO OURO PRETODIOGO NOGUEIRADJAVAN,

DUDUCA E DALVANED MOTTAELIANA DE LIMA,

ELIS REGINA

ENGENHEIROS DO HAWAIIFAFÁ DE BELÉMFAGNERFERNANDA TAKAI,

FLÁVIO VENTURINIGAL COSTAGILBERTO GILGILMELÂNDIA,

GRUPO BOM GOSTO

GUILHERME ARANTESHANOI HANOIHERÓIS DA RESISTÊNCIA,

HYLDONIRA!IVETE SANGALOJOÃO GILBERTOJOÃO NOGUEIRA,

JORGE E MATEUS

JORGE VERCILLOKARLA SABAHKID ABELHA,

LEGIÃO URBANA

 LENINEMARCELO NOVA,

MARCOS E BELUTTI

MARGARETH MENEZES,

MARIA BETHANIAMARIA CREUZAMARISA MONTEMILIONÁRIO E JOSÉ RICO,

MIUCHAMORAES MOREIRANETINHOORLANDO MORAISPAULA FERNANDES,

PEDRO MARIANOPEPEU GOMESPÉRICLESPITTYPOLLO,

RAUL SEIXASROBERTO CARLOSRPMSANDYSANDY E JUNIORSANDRA DE SÁSARAJANESEU JORGESIMONESKANKTHIAGUINHO,

TITÃS

VINICIUS CANTUÁRIA

SEMPRE EM CONSTRUÇÃO

ADICIONANDO CANTORES DA BAHIA ATÉ SIMONE

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MÚSICAS INTERNACIONAIS

CULTURA COM SAÚDE E EDUCAÇÃO Não há revolução sem música! As músicas do meu blog são para pensar! Ouvir música não é proibido, mas há algumas que você ouve uma vez e pensa que não deve ouvir nunca mais, isso é normal e também acontece comigo. Então peço apenas que não me julgue porque talvez você encontre alguma que você não quis ouvir nunca mais estão por aqui, é que ainda penso e aprendo alguma coisa com elas… SEMPRE EM ORDEM ALFABÉTICA

EM CONSTRUÇÃO!

Meus cantores internacionais preferidos. Aqui também vou colocar link de cantores que você nunca ouviu em rádios do Brasil e vai surpreender-se com a qualidade. Sempre na ordem das mais ouvidas!

Clique no nome do cantor ou banda para ouvir as músicas:

TUPAC SHAKUR

4 NON BLONDES

AC-DC

ADELE

AEROSMITH

AKON

ALANIS MORISSETTE

ALPHAVILLE

ALICIA KEYS

AMERICA

AMY WINEHOUSE

AVRIL LAVIGNE

BEACH HOUSE

BEE GEES

BEN HARPER

BEYONCÉ

BIG MOUNTAIN

BILLY IDOL

BLACK BOX

BLACK EYED PEAS

BLONDIE

BOB MARLEY

BOB SINCLAR

BOB DYLAN

BRUCE SPRINGSTEEN

BRUNO MARS

BRYAN ADAMS

CÉLINE DION

CHAKA KHANCHER LLOYD,

CHRIS BROWNCHRISTINA AGUILERACOLBIE CAILLATCOLDPLAY—-

CONOR MAYNARDCRASH TEST DUMMIESCRYSTAL WATERS—-

CULTURE BEATCULTURE CLUB, David ArchuletaDAVID BOWIEDAVID GUETTADEBBIE GIBSONDEEP PURPLEDEMI LOVATODENNIS FERRERDEPECHE MODE,

DIDODIRE STRAITSDUFFYEDWARD MAYAELTON JOHN—-ELVIS PRESLEYERASUREEURYTHMICSFAITH NO MOREGARY MOORE,

GLORIA  ESTEFANGREEN DAYGREG LASWELLHEARTINFORMATION SOCIETYINGRID MICHAELSONINNAINNER CIRCLEIRA!IRON MAIDEN,

JAMES BLUNTJAY-ZJASON MRAZJENNIFER LOPEZJESSIE JJIMMY CLIFF,

JOHN DENVER

JOHN LEGEND

JOHN LENNON

JOHN MAYER

JOHNNY CASHJOHNNY RIVERSJOSH TURNERJOSS STONEJUSTIN BIEBERJUSTIN TIMBERLAKEKARMIN – KATE BUSHKATE NASH,

KATE RYANKATY PERRYKC E THE SUNSHINE BANDKELIS,

KELLY CLARKSONKENNY GKENNY CHESNEYKERI HILSON,

LA BOUCHELEANN RIMESLED ZEPPELINLENNY KRAVITZ,

LINKIN PARKLL COOL JLIONEL RICHIELUDACRISMADONNA,

MARTIKA,

MARTIN SOLVEIG

MENAT WORKMICHAEL JACKSONMIDNIGHT OIL,

NE YON.E.R.D.NORAH JONESOASISPASSION PITPAUL SIMON,

PAULA ABDULPEABO BRYSONPETER TOSHPRISCILLA AHN,

RASCAL FLATTSRICK ASTLEYROXETTESHABBA RANKSSHAGGY

STROMAETAIO CRUZTHE ASTEROIDS GALAXY TOUR,

THE BANGLES

THE CRANBERRIES

THE MAMAS & THE PAPAS

THE POLICE

THE TEMPER TRAP

TWO DOOR CINEMA CLUB

U2

USHER

WILL SMITH

WILL TO POWER

YES

YEASAYER

ZIGGY MARLEY

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PARTIDOS PRESSIONAM POR MAIS ESPAÇO NA REFORMA MINISTERIAL DE DILMA

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PMDB busca mais uma cadeira na Esplanada, enquanto o PT reivindica a indicação de um ministro ‘forte’, fora da cota da presidente. Dilma ainda terá que contemplar aliados como os irmãos Gomes no novo governo

Na perspectiva da reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff terá que fazer no início de 2014 devido à saída dos ministros para concorrer às eleições, aliados do Planalto já fazem as contas para, se possível, aumentar de tamanho no novo esboço da Esplanada. As substituições ministeriais devem ocorrer em pelo menos 10 pastas.

O PMDB, maior partido aliado, por exemplo, almeja manter as cinco pastas que tem e ainda ser contemplado com mais um ministério. Embora controle 14 pastas na Esplanada, o PT também elevou as pressões sobre o Planalto nos últimos meses. Os petistas reivindicam a indicação de um ministro “forte”, que represente “o partido”. O argumento é o de que a maioria dos cargos estratégicos hoje controlados pelo partido na Esplanada pertence à chamada “cota pessoal” da presidente.

A mira dos peemedebistas para aumentar o tamanho está na Integração Nacional, que foi deixada pelo PSB quando o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, rompeu com o Planalto para disputar as eleições presidenciais no próximo ano. O PMDB espera que Dilma nomeie o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). A pasta também cobiçada pelo PROS que pretende indicar o ex-ministro Ciro Gomes (PROS-CE). Ciro já ocupou o cargo no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Os peemedebistas esperam que a acomodação de Ciro Gomes no novo ministério de Dilma Rousseff seja feita em alguma pasta controlada pelo PT. Caso tenha que abrir mão de algum dos ministérios que controla, o PMDB tem ventilado a possibilidade dee entregar a Dilma o Ministério do Turismo, hoje nas mãos do ministro Gastão Vieira (PMDB-MA), que deverá deixar a pasta para disputar a reeleição para deputado federal.

Ciro e seu irmão, o governador do Ceará, Cid Gomes, mantiveram-se fiéis ao Planalto após a debandada dos socialistas, deixaram o PSB e filiaram-se ao PROS. A intenção da presidente é contemplá-los com um bom cargo, com uma relevância bem maior que a pasta do Turismo.

A ideia de que os irmãos Gomes devem ser incluídos na reforma é endossada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Caso a Integração Nacional acabe mesmo ficando com o PMDB, o governo tende a buscar outro ministério com bom orçamento para Cid e Ciro. Uma alternativa ventilada é o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que ficará vago com a saída de Fernando Pimentel, para disputar o governo de Minas Gerais.

No PROS a ordem é esperar o que a presidente tem a oferecer. No entanto, nos bastidores, líderes da legenda dizem esperar pelo menos duas pastas: uma para afagar os irmãos Gomes e outra para o partido.

Candidatos

O PMDB controla também atualmente os ministérios da Agricultura, de Minas e Energia, da Previdência e a Secretaria de Aviação Civil (SAE). Para a Agricultura, pasta que será deixada pelo atual ministro Antônio Andrade (PMDB-MG), que disputará a reeleição de deputado federal, o PMDB pretende indicar outro mineiro para o cargo, o deputado federal Silas Brasileiro (MG).

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), deverá permanecer no cargo. Ele desistiu de se lançar candidato ao governo para apoiar a candidatura de Luis Fernando Silva, ex-prefeito de São José de Ribamar e atual secretário de Infraestrutura do governo do Maranhão. Apadrinhado pelo clã dos Sarney, Silva foi escolhido pela governadora do Maranhão, Roseana Sarney, para disputar sua sucessão.

Ainda não está definido se o ministro da Previdência, Garibaldi Alves (PMDB-RN), sairá da pasta. A cúpula do PMDB tenta convencê-lo a se lançar candidato ao governo do Rio Grande do Norte, dentro da estratégia definida pela executiva do PMDB de ter o maior número de candidatos ao governo nos estados. No entanto, este não é o desejo do ministro, que é senador e ainda tem mais quatro anos de mandato. O ministro Moreira Franco (PMDB-RJ) não disputará eleição e deverá permanecer no comando da SAC.

Xadrez

Até agora, Dilma Rousseff emitiu um único sinal sobre a reforma. Em café da manhã com jornalistas, fez questão de demonstrar que o ministro da Fazenda, Guido Mantega deve permanecer no cargo até o final deste ano. “O ministro Guido está perfeitamente no lugar onde ele está”, disse Dilma diante das especulações de saída de Mantega.

A presidente também fez questão de dizer que a reforma ministerial ainda não está desenhada e que, somente no final de janeiro, as trocas começarão a ser feitas. Dilma disse que espera concluir a reforma até o Carnaval. Aliados de todos os partidos dizem que a presidente também não chamou para conversar sobre o assunto. Mesmo assim, as articulações já existem e levam também em consideração os apoios do governo para aliados nas composições das chapas estaduais.

As especulações também atingem a Casa Civil, de onde a ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR) sairá para disputar o governo do Paraná. Um dos nomes para substitui-la continua sendo o do ministro da Educação, Aloizio Mercadante (PT-SP). No meio do ano, a indicação chegou a ser dada como praticamente certa, principalmente quando o petista atuou como negociador do Planalto junto ao Congresso para aprovar a destinação de parte dos royalties da produção de petróleo para a Educação.

No entanto, a atuação de Mercadante chegou a causar constrangimento às ministras Gleisi e Ideli Salvatti, da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), dissipando a certeza em torno da nomeação. Agora, outro nome que aparece na lista de opções é o de Carlos Eduardo Gabas, atual secretário-executivo do Ministério da Previdência, para a Casa Civil. Gabas é um nome de confiança e amigo da presidente e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também tem atuado nas conversas.

Caso Mercadante deixe de fato o Ministério da Educação, a pasta também passará por uma troca de comando. De acordo com petistas, uma solução possível seria nomear a atual ministra da Cultura, Marta Suplicy, para o cargo.

Na SRI, a substituição da ministra Ideli Salvatti também está indefinida. Ela tem o desejo de se candidatar ao Senado, mas isso ainda dependerá de como o PT se lançará na disputa pelo governo de Santa Catarina. Ideli terá chance de disputar a vaga caso o PT aceite se coligar com o PMDB e com o PSD para a reeleição do governador Raimundo Colombo. No entanto, os controladores do partido no estado defendem candidatura própria, o que inviabilizaria a candidatura da ministra.

Já confirmado como candidato ao governo de São Paulo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT-SP), é um dos que devem deixar a Esplanada já em janeiro. Nos bastidores, integrantes do PMDB apostam que a pasta cairia bem a Ciro Gomes, atual secretário de Saúde do governo do Ceará. No entanto, as conversas apontam para a nomeação do secretário executiva da pasta Mozart Salles, que coordenou a implantação do programa Mais Médicos. O programa é considerado estratégico para o governo e será uma das principais bandeiras de campanha, tanto de Dilma à reeleição, quanto de Padilha ao Palácio dos Bandeirantes.

 

Por Luciana Lima – iG Brasília

 

PSICOTERAPIAS – ENTENDA AS DIFERENÇAS ANTES DE ESCOLHER A SUA

Se você decidiu fazer terapia, saiba que existem vários tipos e entenda os métodos

Atualmente terapia se tornou algo comum, as pessoas procuram esse tipo de tratamento quando estão tristes, com alguma doença emocional ou mesmo para se conhecer melhor. Mas como nada na vida é simples, não adianta apenas escolher fazer psicoterapia, é preciso decidir qual o tipo que será seguido. “Na verdade existem várias abordagens diversas que podem ser utilizadas ao longo de cada situação”, explica Fernando Elias José, psicólogo clínico e mestre em Cognição Humana pela PUC-RS.

Claro que não é só a metodologia usada pelos diferentes profissionais que é importante. “Mais relevante para o tratamento é o vínculo estabelecido entre o paciente e psicoterapeuta”, ressalta Emília Afrange, vice presidente da Associação Brasileira de Psicoterapia (ABRAP). Ainda assim, o perfil de cada pessoa pode se encaixar melhor em um determinado tipo de psicoterapia. Para ajudá-lo a escolher, elaboramos um guia com as mais comuns aqui no Brasil e de que forma elas trabalham:

Paciente no divã - Foto: Getty Images

Psicanálise freudiana

O autoconhecimento é a chave desse tipo de psicanálise, baseada no pensamento de Freud. “Ela foca o inconsciente e traz seus problemas para o consciente. Normalmente a consulta leva um tempo maior e o psicanalista aborda a história do paciente, suas relações familiares e principalmente a infância”, ensina Priscila Gasparini, psicanalista da Universidade de São Paulo (USP). Normalmente o profissional não faz um direcionamento, deixando com que a pessoa decida sobre o que quer falar. Normalmente é indicada para pessoas que, mais do que simplesmente sanar um problema, estão atrás de descobrir a origem e a chave de suas questões e se conhecer mais.

Paciente conversando com psicóloga - Foto: Getty Images

Psicanálise junguiana

Jung era discípulo de Freud, mas acredita em conceitos como o inconsciente coletivo, em que as pessoas trazem dentro de si conceitos que são universais. De acordo com Fernando Elias José, psicólogo clínico e mestre em Cognição Humana pela PUC-RS, a dinâmica é muito semelhante ao estilo freudiano, em que o paciente vai conversando sobre o que lhe vem a mente. Porém, muda o que está sendo analisado pelo profissional. “Ela leva em consideração o inconsciente, o que é reprimido e tratá-lo através de símbolos, imagens oníricas, usando os sonhos como método de análise”, diferencia a psicanalista Priscila. Também está mais ligada à busca pelo autoconhecimento e a recuperação da própria essência, mas também pode tratar depressão, ansiedade e encontrar a raiz desses problemas.

Paciente conversando com psicóloga - Foto: Getty Images

Psicanálise lacaniana

Lacan também estudou com Freud, mas diferente dele e de Jung, ele acreditava no poder da linguagem sob o ser humano. “Ele falava de associação livre de palavras, e para ele através da linguagem chegamos ao núcleo do ser”, define Priscila. Normalmente, as sessões dessa psicoterapia não tem hora para acabar, mas isso não significa que sejam muito longas, o terapeuta pode encerrá-las até de forma curta, e isso também está relacionado aos objetivos do tratamento. Essa abordagem também é mais voltada a quem busca o autoconhecimento.

Paciente triste na consulta - Foto: Getty Images

Gestalt

É considerada uma terapia holística, justamente por levar em conta o todo das situações. “Ela sempre examina o paciente as relações no que está em torno, o foco é trabalhar a pessoa no ambiente onde ela está, mas fazer com que ela se afaste da situação para ter a noção do todo”, revela Priscila. Essa análise é feita baseado na conversa, mas o profissional vai direcionando o diálogo e fazendo perguntas, pedindo descrições do papel de cada um nas situações e tecendo considerações. Tudo isso para ajudar o paciente a ter a tão buscada visão do todo, e sempre em situações que acontecem no presente e precisam ser resolvidas agora, sem se voltar tanto ao passado.

Paciente discutindo com psicóloga - Foto: Getty Images

Terapia cognitivo-comportamental

É um tipo de terapia, chamada também de TCC mais focada em problemas específicos e na melhor forma de saná-los. Seu principal foco está na resolução de traumas, apesar de servir para outros tipos de problemas. “São estabelecidas metas e então se trabalha a mudança do pensamento, que provavelmente está gerando o sentimento que levou o paciente ao consultório”, define Fernando Elias José. O especialista também lista os bons resultados da técnica com problemas como Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e para fobias.

Casal na consulta ao psicólogo - Foto: Getty Images

Terapia familiar

E quando o problema não é você? Pode parecer frase de fim de namoro, mas muitas vezes a raiz dos males de uma pessoa pode estar em outra fonte. Caso ela seja a estrutura familiar, existe um tipo específico de terapia para isso. “Foco é em questões da família inteira, no casal ou do relacionamento entre pais e filhos. Muitas vezes, ela pode ser feita em paralelo com um tratamento individual de um dos membros”, ressalta Elias José. Ela é feita em forma de debate, com todos conversando sobre os problemas. Algumas vezes podem até sair desentendimentos que o psicólogo precisa apartar. O único problema desse tipo de terapia é que ela precisa do consentimento de todos os membros para que dê certo. “Precisam estar todos abertos a aceitar, normalmente tem sempre um que nega o problema, e a raiz normalmente é justamente ele”, considera Priscila.

Caveira em encenação de teatro - Foto: Getty Images

Psicodrama

Para as pessoas mais teatrais, o psicodrama pode ser uma bela alternativa. É um tipo de terapia que pode ser feita em grupo ou individualmente, e o paciente interpreta papeis que tenham a ver com seus problemas. “As pessoas podem reviver situações de trauma e a partir daí ter outros entendimentos. Pode falar coisas que não conseguiria ter falado na hora, por exemplo”, explica Elias José. Normalmente o coadjuvante auxilia ou apenas observa e deixa que o outro extravase sua emoção. Mas não são todos que vão gostar desse tipo de tratamento. “Para um tímido não daria certo, por exemplo, ou uma pessoa que não gosta de expor seus problemas”, ressalta Priscila.

Psicóloga verificando tempo da consulta - Foto: Getty Images

Psicoterapia breve

Ela não se trata de uma técnica, e sim do foco da terapia. Todo paciente que busca ajuda profissional para um problema pontual e específico, como uma culpa, um medo ou uma angústia, pode recorrer a esse tipo de psicoterapia, que tem uma duração muitas vezes mais curta. E todas as abordagens explicadas nos slides anteriores podem ser usadas com esse fim. “Há um em um único problema e trabalha inicio, meio e fim. Quando termina de resolver o que queria ele recebe alta e é avisado que pode trabalhar outros fatores localizados pelo profissional durante as consultas”, explica Priscila. Então, depende do paciente continuar e investigar mais, ou simplesmente encerrar a terapia.

POR NATHALIE AYRES 

SERÁ QUE REALMENTE ESTAMOS AMANDO AS PESSOAS EM NOSSAS DOAÇÕES?

blogdomadeira_doação_alimentos_fadivaISSO SIM É AMOR

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.
Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, mas não tiver amor, nada serei.
Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso me valerá.
[1Coríntios 13.1-3]

As palavras do apóstolo Paulo, que sem dúvidas constam das mais extraordinárias páginas da literatura universal, sugerem uma compreensão do que seja o amor.

O amor não é falação. Mais do que línguas dos anjos, profecias e mistérios, o amor é ação. O amor não é espetáculo de poder, mover montanhas. O amor é doação, dar aos pobres. O amor exige comprometimento, auto-doação, entregar o corpo para ser queimado.

O amor é ação, doação e auto-doação.

Mas é possível agir em favor do outro sem amor. Doar sem amor. E auto-doar-se sem amor.

Então, amor é mais que ação, doação e auto-doação.

Falta alguma coisa na equação ação + doação + auto-doação para que descreva de fato o amor.

Quem ajuda, parte e reparte e se dedica inteiramente ao outro pensando em si mesmo, não age, não doa e não se entrega ao outro, mas a si mesmo. Faz pelo outro, mas na verdade investe em si mesmo. Pensando em si mesmo, usa o outro como pretexto para suas expectativas de retorno dos benefícios. Doa esperando esperando receber. Reparte esperando retribuição. Dedica-se esperando ser recompensado.

Lembra aquele favor que lhe fiz no passado? Lembra que eu lhe dei quando você precisou? É assim que você me paga tudo o que fiz por você? Dediquei minha vida para você e é isso o que recebo em troca? Eis aí algumas perguntas que evidenciam uma relação de pseudo-amor, quando a ação, a doação e a auto-doação ficaram escravas do amor exclusivo a si mesmo, isto é, falso amor.

Para sair desse embaraço, precisamos dar um passo além da ação, doação e auto-doação como implicações do amor, e acrescentar a expressão de Santo Agostinho: amar é não pensar em si mesmo.

Amor implica abnegação.

Quem não se esquece de si não é capaz de amar.

Quem não morre não ama.

Por Ed René Kivitz

A História das Coisas (versão brasileira)

Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.

História das Coisas é um documentário de 20 minutos, direto, passo a passo, baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo.

História das Coisas revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo.

História das Coisas nos ensina muita coisa, nos faz rir, e pode mudar para sempre a forma como vemos os produtos que consumimos em nossas vidas.

Assista o filme no vídeo abaixo:

VÍDEO MOSTRA MULHER SOB OS EFEITOS DEVASTADORES DA DROGA KROKODIL, CENAS FORTES

 

Vídeo postado no Youtube mostra uma mulher sob os efeitos devastadores da droga Krokodil, também conhecido como a “substância dos zumbis”, em razão do comportamento habitual de seu usuários. Usuários de todo o mundo têm compartilhado este conteúdo como forma de conscientização a respeito dos efeitos da droga.

Krokodil é uma droga russa fabricada a partir da desomorfina. O nome vem de uma das consequências mais comuns ao uso, uma vez que a pele da pessoa passa a ter um tom esverdeado e cheia de escamas, como a de um crocodilo. Krokodil é um substituto para uma droga de alto valor, a heroína. O princípio ativo do Krokodil, é a “desomorphine” que é vendida em alguns países da Europa (especialmente na Suíça) como substituto da morfina e é conhecida pela farmacologia desde 1932.

A desomorphine é de 8 a 10 vezes mais potente do que a morfina. Trata-se de um opiáceo sintético que possui estrutura quase idêntica à da heroína. A primeira aparição desta droga foi na Sibéria, em 1992. Seu consumo tem aumentado cada vez mais pois ela é uma alternativa barata quando comparada à heroína. Seus efeitos colaterais são bizarros. Ela causa necrose no local onde é aplicada, expondo ossos e músculos. Casos de viciados precisando de amputação ou da limpeza de grandes áreas apodrecidas em seus corpos são cada vez mais comuns. Largá-la é uma tarefa extremamente difícil.

A desintoxicação é muito lenta e o usuário sente náuseas e dores por até um mês. A Codeína, um narcótico disseminado pelo mundo inteiro e de fácil acesso pode ser transformado em desomorphine com algumas reações químicas relativamente baratas. Ela então é dissolvida e injetada pelo utilizador. Considerando que a heroína custa 150 dólares cada dose e o Krokodil pode ser obtido por menos de 10 dólares fica fácil entender a razão de sua existência.

Veja o vídeo e saiba mais abaixo ( Cenas fortes, recomenda-se cautela. )

BRASIL É ASSUNTO MUNDIAL APÓS BRIGA DE TORCIDAS

 

Quatro torcedores ficam feridos na Arena Joinville: agressões ganham o mundo

O país que vai sediar a Copa do Mundo de 2014 ganha neste domingo mais um triste episódio envolvendo violência nos estádios. O conflito entre torcedores na partida entre Atlético-PR e Vasco, na Arena Joinville, não passou despercebido e gerou muita repercussão negativa na imprensa internacional.
Na Espanha, o El País cita “barbárie no Brasil” e relata que quatro torcedores ficaram feridos após a confusão. O português Record fala de “filme de terror nas bancadas no Atlético-PR e Vasco” e “imagens arrepiantes no país do Mundial de 2014”. O diário argentino Olé, conhecido por criticar o Brasil em diversas ocasiões, ironiza com a manchete “selvageria mundial”, também fazendo alusão ao fato de que o Brasil vai sediar a Copa do Mundo no ano que vem.

O fato também repercutiu nos tradicionais La Gazzetta dello Sport, da Itália, e L’Equipe, da França. O site inglês Daily Mirror chegou a noticiar que um torcedor teria morrido, informação desmentida depois pela Polícia Militar de Santa Catarina e pelos médicos do hospital São José, em Joinville. A briga entre as duas torcidas começou aos 17 minutos do primeiro tempo, logo após o primeiro gol do Atlético-PR. Torcedores do time paranaense correram em direção aos seguidores vascaínos, que revidaram as agressões. Quatro torcedores foram removidos para o Hospital São José, sendo três em estado grave, mas nenhum deles corre risco de morte. Com a vitória por 5 a 1, o Atlético-PR termina o Campeonato Brasileiro na terceira posição e se garante na Copa Libertadores da América de 2014. Já o Vasco fica em 18.º e está rebaixado para a Série B da temporada que vem.
Entre as cenas de brutalidade nas arquibancadas da Arena Joinville, durante a briga entre torcedores do Atlético-PR e do Vasco, a imagem de um pai protegendo o filho chamou a atenção. Nas fotos, um homem segura e abraça o menino ao mesmo tempo que pede calma e que ambos não sejam agredidos. Em uma das imagens, um torcedor do Furacão se aproxima do pai e do filho, que estavam com a torcida vascaína, e parece segurar a mão do cara. A violência entre as duas torcidas aconteceu aos 17 minutos do primeiro tempo, quando o jogo foi paralisado pelo juiz. Não havia policiamento dentro do estádio. Nas cenas mostradas pela TV, os torcedores deferiram chutes, socos e até usaram barras de ferros para se agredirem.

Quatro pessoas ficaram feridas e foram levadas para o Hospital São José, em Joinville. Três torcedores do Vasco foram presos e indiciados por homicídio. Após uma hora e dez minutos de paralisação, o jogo recomeçou e o Vasco foi goleado por 5 a 1. Além da derrota, a equipe terminou na 18ª posição e foi rebaixada para a Série B 2014.
Assista aos vídeos aqui.
Leia também: Briga generalizada termina com 3 detidos e 3 torcedores seguem internados; vídeo
Comente abaixo sua opinião sobre o assunto!Fonte: Estadão e Extra

A HISTÓRIA SECRETA DA OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA

Leia o texto abaixo, assista ao vídeo, tente pensar algo sobre vida eterna e sobre a felicidade. Descubra também onde fica um dos maiores descartes de  lixo do mundo:

Porque duram os produtos eletrônicos cada vez menos? Como é que em 1911 uma lâmpada teria uma duração certificada de 2.500 horas e cem anos depois a sua vida útil se tenha reduzido a metade? É compatível um sistema de produção infinito   num planeta de recursos limitados?

Obsolescência programada é a decisão do produtor de propositadamente desenvolver, fabricar e distribuir um produto para consumo de forma que se torne obsoleto ou não-funcional especificamente para forçar o consumidor a comprar a nova geração do produto.

A obsolescência programada faz parte de um fenômeno industrial e mercadológico surgido nos países capitalistas nas décadas de 1930 e 1940 conhecido como “descartalização”. Faz parte de uma estratégia de mercado que visa garantir um consumo constante através da insatisfação, de forma que os produtos que satisfazem as necessidades daqueles que os compram parem de funcionar ou tornem-se obsoletos em um curto espaço de tempo, tendo que ser obrigatoriamente substituídos de tempos em tempos por mais modernos.

A obsolescência programada foi criada, na década de 1920, pelo então presidente da General Motors Alfred Sloan. Ele procurou atrair os consumidores a trocar de carro frequentemente, tendo como apelo a mudança anual de modelos e acessórios. Bill Gates, fundador da Microsoft, também adotou esta estratégia de negócio nas atualizações do Windows. Inspirado na Centennial Bulb, lâmpada que continua em funcionamento desde 1901, o espanhol Benito Muros, da SOP (Sem Obsolescência Programada) desenvolveu uma lâmpada de longa durabilidade e recebeu ameaças por conta desta invenção. Um brasileiro criou uma ‘lâmpada’ com garrafa pet e consegue dar luz de graça a milhares de pessoas.

Assista ao vídeo:

“O mundo é suficientemente grande para satisfazer as necessidades de todos mas sempre será pequeno para a avareza de alguns.”
Mahatma Gandhi
1869 – 1948

INTUIÇÃO – VOCÊ SABE TOMAR BOAS DECISÕES?

Instinto, razão e experiência: entenda os fatores que guiam a boa tomada de decisões e como eles se equilibram

Tomar uma boa decisão é o produto de uma tríade: instinto, experiência e razão. Na prática, se não estiver certo se quer ter filhos, aplique a trinca descrita em questão. O instinto dirá que a espécie deve ser perpetuada. Já experiência é o que indivíduo viveu, as sua lembranças. E a razão o fará pensar nos gastos da criação de uma criança.


Diante de uma escolha, é preciso fazer uma avaliação com base em instinto, razão e experiência

 

Portanto, diante de uma escolha, é preciso analisar o terreno sob 
todos os aspectos. Usando a cabeça, de maneira 
calculista, ou com o coração, deixando a emoção rolar. É o cérebro que decide qual rumo tomar, e para isso ele compara as possibilidades. Estar no controle da situação e saber quando alternar entre a razão e a emoção é um talento desenvolvido ao longo da vida.

 

Mas ter alguns dilemas também é um bom sinal. “Quem não tem sonho, não tem meta, e portanto, não pode tomar decisões”, explica Valdizar Batista, especialista em comportamento organizacional e autor do livro “O Poder da Decisão – Reflexões de um Peregrino” (Universidade da Inteligência). Diariamente tomamos centenas de decisões, sendo a maioria sem parar para pensar. Mastigar ou mudar de marcha enquanto dirige, por exemplo, não requer qualquer tipo de elucubração. É automático.

 

Mas para a realização dos nossos objetivos de longo prazo, seja no campo profissional, familiar ou afetivo, é preciso ter coragem e direcionamento. “
Uma decisão significa uma mudança, ou seja, é um ato de coragem para 
quem quer fazer a diferença, superar os próprios 
limites e sair da zona de conforto”, resume Batista. “Tomar boas decisões e alcançar objetivos exige autoconhecimento e foco”.

 

Decida-se!

 

Quanto mais opções, mais dúvidas e mais difícil de decidir. Limitar as alternativas e o tempo ajuda na tomada de decisão. Quando não há urgência, muita gente esquece de decidir e realizar uma tarefa. “Para não perder o timing da decisão, estipule prazos”, recomenda o especialista Alexandre Rodrigues Barbosa, autor do livro
“Construa Seus Sonhos” (Thomas Nelson Brasil).


O segredo das boas decisões está no equilíbrio dos três fatores. E, se errar, não tema: é melhor tomar uma decisão equivocada que nenhuma decisão

 

As emoções podem ser perigosas nessa hora, influenciando a pessoa a 
tomar a decisão errada. Quem nunca fez uma besteira como gastar demais em uma liquidação de roupas, quando, em vez de economizar, você acaba se 
endividando? Segundo Barbosa, ao estabelecer metas e planejar a carreira e a vida pessoal, as decisões estarão alinhadas com a sua vidaO segredo está no equilíbrio entre os três fatores para fazer a coisa certa, usando o melhor de cada um deles.

Se houver um equívoco, não se desespere. Na próxima vez, seu sistema de recompensa irá alertá-lo para não cometer o mesmo erro. É o que afirma o jornalista científico Jonah Lehrer, autor do livro “Imagine – How Creativity Works” (Imagine – Como a criatividade funciona; ainda sem edição no Brasil).

 

Lehrer acredita que quanto mais entendermos o funcionamento do cérebro, mais perto estaremos de acertar nossas escolhas. Isso porque o ser humano seria capaz de bloquear impulsos nervosos, o que evitaria delizes.

De acordo com ele, o cérebro está sempre um passo à frente, vislumbrando resultados. Para realizar esse processo, faz uso do neurotransmissor dopamina, que aumenta de nível quando o resultado é positivo, tornando a experiência alegre.
 Quando a vivência dá errado, a dopamina cai sensivelmente e ficamos frustrados. 
O problema é que a busca por essa sensação de bem-estar pode ser
 prejudicial, tornando-se um vício.

O humor e o pensamento positivo expandem a percepção, segundo apontou 
um estudo realizado em 2006 pelo neurocietista norte-americano Mark Jung-Beeman. 

A pessoa feliz tem mais rapidez e facilidade na tomada de decisões,
 enquanto quem está tenso parece sofrer certo bloqueio mental diante de 
potenciais soluções.

 

A intuição se sobressai na hora de tomar decisões sob
 pressão – como em um acidente de trânsito. A primeira estratégia em caso de risco é ouvir a voz interior, ou a intuição, também conhecida como sexto sentido.

António Damásio, neurocientista português e professor da University of Southern California, em Los Angeles, onde dirige o Instituto do Cérebro e da Criatividade, ensina um método para fazer a coisa 
certa diante de várias alternativas. Não importa a dúvida, pergunte-se:
 “Isso é a minha cara?” A resposta o norteará pelo caminho certo, sem 
deixar a decisão nas mãos de outra pessoa.

O verdadeiro problema, segundo Damásio, não é errar, e sim abdicar do próprio poder.

 Ou seja, é melhor tomar uma decisão errada do que confiar sua resolução a alguém. O medo é paralisador e ter coragem é indispensável para tomar 
decisões. “Todo mundo sofre da síndrome do medo de errar. Quando pensam em tomar
 uma decisão, já pensam antes que vai dar errado. Isso cria um campo 
negativo, que impede que tomem decisões assertivas”, alerta Batista.

Se não tem confiança para agir, esperar e refletir pode ser uma 
solução. No entanto, o tempo perdido com a hesitação jamais será 
recuperado.
 A procrastinação, hábito de deixar para amanhã até que as coisas virem 
urgentes, já é uma decisão: a de negligenciar.

“Quando perceber que é 
a voz interior da preguiça falando, faça o contrário do que ela manda”, aconselha Barbosa. 
Isso não significa que decisões importantes devam ser tomadas num 
estalar de dedos. “Às vezes tomam mais tempo e a gestão do mesmo nos
 ajudará a decidir melhor”, completa Barbosa.

Renata Reif – iG São Paulo

SIMPLIFIQUE – ENFERMEIRA REVELA OS 5 MAIORES ARREPENDIMENTOS DAS PESSOAS EM SEUS LEITOS DE MORTE

 

stihl-deathbed-scene[1]

Por muitos anos eu trabalhei em cuidados paliativos. Meus pacientes eram aqueles que tinham ido para casa para morrer. Algumas experiências incrivelmente especiais foram compartilhadas. Eu estava com eles nos últimas três a doze semanas de suas vidas. As pessoas crescem muito quando eles são confrontados com a sua própria mortalidade.

Eu aprendi a nunca subestimar a capacidade de alguém para o seu crescimento. Algumas mudanças foram fenomenais. Cada um experimentou uma variedade de emoções, como esperado, negação, medo, raiva, remorso, mais negação e, finalmente, aceitação. Cada paciente encontrou sua paz antes deles partirem, cada um deles.

Quando questionados sobre algum arrependimento que tiveram ou qualquer coisa que faria diferente, temas comuns vieram à tona. Aqui estão os cinco mais comuns:

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.
Este foi o arrependimento mais comum de todos. Quando as pessoas percebem que sua vida está quase no fim e olham para trás, é fácil ver como muitos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não tinha honrado nem metade dos seus sonhos e morreram sabendo que foi devido às escolhas que fizeram, ou não fizeram.

É muito importante tentar e honrar pelo menos alguns de seus sonhos ao longo do caminho. A partir do momento que você perde a sua saúde, é tarde demais. Saúde traz uma liberdade que muitos poucos percebem, até que já não a tem.

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tão duro.
Isto veio de cada paciente do sexo masculino que eu acompanhei. Eles perderam a juventude de seus filhos e o companheirismo dos parceiros. As mulheres também falaram sobre esse arrependimento. Mas, como a maioria era de uma geração mais velha, muitas das pacientes do sexo feminino não tinham sido as pessoas que sustentavam a casa. Todos os homens que acompanhei lamentaram profundamente gastar tanto de suas vidas na esteira de uma existência de trabalho.

Ao simplificar o seu estilo de vida e fazer escolhas conscientes ao longo do caminho, é possível não precisar da renda que você acha que precisa. E criando mais tempo livre em sua vida, você se torna mais feliz e mais aberto a novas oportunidades, aquelas mais adequados ao seu novo estilo de vida.

3. Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.
Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos a fim de manter a paz com os outros. Como resultado, eles se estabeleceram por uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eram realmente capazes de se tornar. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ressentimento que carregavam, como resultado disso.

Nós não podemos controlar as reações dos outros. No entanto, embora as pessoas possam, inicialmente, reagir quando você mudar a maneira que você está falando com honestidade, no final isso erguerá a relação à um nível totalmente novo e saudável. Ou isso ou ele libera o relacionamento doentio de sua vida. De qualquer maneira, você ganha.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.
Muitas vezes eles não percebem verdadeiramente os benefícios de velhos amigos até estarem em seu leito de morte, e nem sempre foi possível reencontrá-los nestes últimos momentos. Muitos haviam se tornado tão envolvido em suas próprias vidas que tinham deixado amizades de ouro escapar nos últimos anos. Havia muitos arrependimentos profundos sobre não dar às amizades, o tempo e esforço que mereciam. Todo mundo sente falta de seus amigos quando estão morrendo.

É comum à qualquer um com um estilo de vida agitado, deixar amizades escorregarem, mas quando você se depara com a sua morte se aproximando, os detalhes físicos da vida caem. As pessoas querem colocar suas finanças em ordem, se possível. Mas não é dinheiro ou status que tem a verdadeira importância para eles. Eles querem arrumar as coisas para o benefício daqueles à quem amam. Normalmente, porém, eles estão muito doentes e cansados de gerir esta tarefa. E tudo se resume ao amor e relacionamentos no final. Isso é tudo o que resta nas semanas finais, amor e relacionamentos.

5. Eu gostaria que eu tivesse me deixado ser feliz.
Este é surpreendentemente comum. Muitos não percebem, até o fim de que a felicidade é uma escolha. Eles haviam ficado presos em velhos padrões e hábitos. O chamado “conforto” da familiaridade transbordou em suas emoções, bem como as suas vidas físicas. O medo da mudança os fazia fingir para os outros e para si mesmos, que estavam satisfeitos. Quando lá no fundo, eles ansiavam em rir e serem bobos em sua vida novamente. Quando você está no seu leito de morte, o que os outros pensam de você é muito diferente do que está em sua mente. Como é maravilhoso ser capaz de relaxar e sorrir novamente, muito antes de você estar morrendo.

A vida é uma escolha. É a sua vida. Escolha conscientemente, escolha sabiamente, escolha honestamente. Escolha a felicidade.

Fonte: http://worldobserveronline.com/

Tradução por: Blog Dancing With De.

Bronnie Ware

Bronnie Ware, enfermeira que durante anos cuidou de pacientes no leito de morte, escreveu o livro “The Top Five Regrets of the Dying – A Life Transformed by the Dearly Departing”, que, como o título diz, trata dos cinco arrependimentos mais comuns manifestados pelas pessoas antes de morrerem. 

13 COISAS QUE PESSOAS DE BOA MENTE EVITAM

???????????????????????????????????????????????????????????????????????Inúmeros artigos, particularmente voltados a empreendedores, falam sobre as características críticas das pessoas mentalmente fortes, como tenacidade, otimismo e uma capacidade de superar obstáculos.

No entanto, também podemos definir força mental identificando as coisas que indivíduos mentalmente fortes não fazem. Confira alguns desses itens na lista compilada pela psicoterapeuta e assistente social Amy Morin:

1. Perder tempo sentindo pena de si mesmas

Você não vê pessoas mentalmente fortes sentindo pena de si mesmas ou suas circunstâncias. Elas aprenderam a assumir a responsabilidade por suas ações e resultados, e têm uma compreensão inerente de que muitas vezes a vida não é justa. Elas são capazes de emergir de uma situação difícil com consciência e gratidão pelas lições aprendidas. Quando uma ocasião acaba mal para elas, pessoas fortes simplesmente seguem em frente.

2. Ser controladas ou subjugadas

Pessoas mentalmente fortes evitam dar aos outros o poder de fazê-los sentir-se inferiores ou ruins. Elas entendem que estão no controle de suas ações e emoções. Elas sabem que a sua força está na sua capacidade de reagir de maneira adequada.

3. Fugir de mudanças

Pessoas mentalmente fortes aceitam e abraçam a mudança. Seu maior “medo”, se tiverem um, não é do desconhecido, mas de tornarem-se complacentes e estagnadas. Um ambiente de mudança e incerteza pode energizar uma pessoa mentalmente forte e estimular o seu melhor lado.

4. Gastar energia em coisas que não podem controlar

Pessoas mentalmente fortes não reclamam (muito) do tráfego, da bagagem perdida e especialmente das outras pessoas, pois reconhecem que todos esses fatores estão, geralmente, fora do seu controle. Em uma situação ruim, elas reconhecem que a única coisa que sempre podem controlar é a sua própria resposta e atitude.

5. Preocupar-se em agradar os outros

É impossível agradar a todos. Pior ainda é quem se esforça para desagradar outros como forma de reforçar uma imagem de força. Nenhuma dessas posições é boa. Uma pessoa mentalmente forte se esforça para ser gentil e justa e para agradar aos outros quando necessário, mas não tem medo de dar sua opinião ou apoiar o que acha certo. Elas são capazes de suportar a possibilidade de que alguém vai ficar chateado com elas, e passam por essa situação, sempre que possível, com graça e elegância.

6. Ter medo de assumir riscos calculados

Uma pessoa mentalmente forte está disposta a assumir riscos calculados. Isso é uma coisa completamente diferente do que pular de cabeça em situações obviamente tolas. Mas com a força mental, o indivíduo pode pesar os riscos e benefícios completamente, e avaliar plenamente as potenciais desvantagens e até mesmo os piores cenários antes de tomar uma atitude.

7. Saudosismo freqüente

Há força em reconhecer o passado e, sobretudo, as coisas aprendidas com as experiências passadas, mas uma pessoa mentalmente forte é capaz de evitar se afundar em decepções antigas ou fantasias dos “dias de glória” de outrora. Elas investem a maior parte de sua energia na criação de um presente e futuro melhores.

8. Cometer os mesmos erros repetidamente

Não adianta realizarmos as mesmas ações repetidas vezes esperando um resultado diferente e melhor do que o que já recebemos. Uma pessoa mentalmente forte assume total responsabilidade por seu comportamento passado e está disposta a aprender com os erros. Pesquisas sugerem que a capacidade de ser autorreflexivo de forma precisa e produtiva é uma das maiores características de executivos e empresários bem-sucedidos.

9. Ressentir o sucesso dos outros

É preciso ter força de caráter para sentir alegria genuína pelo sucesso de outras pessoas. Pessoas mentalmente fortes têm essa capacidade. Elas não ficam com ciúmes ou ressentidas quando outros alcançam sucesso (embora possam tomar nota do que o indivíduo fez bem). Elas estão dispostos a trabalhar duro por suas próprias chances de sucesso, sem depender de atalhos.

10. Desistir depois de falhar

Cada fracasso é uma oportunidade para melhorar. Mesmo os maiores empresários estão dispostos a admitir que seus esforços iniciais invariavelmente trouxeram muitas falhas. Pessoas mentalmente fortes estão dispostas a falhar de novo e de novo, se necessário, desde que cada “fracasso” os traga mais perto de seus objetivos finais.

11. Ter medo de passar tempo sozinhas

Pessoas mentalmente fortes apreciam e até mesmo valorizam o tempo que passam sozinhas. Elas usam esse tempo de inatividade para refletir, planejar e ser produtivas. Mais importante, elas não dependem de outros para reforçar a sua felicidade e humor. Elas podem ser felizes com os outros, bem como sozinhas.

12. Sentir que o mundo lhes deve algo

Na economia atual, executivos e funcionários de todos os níveis estão ganhando a percepção de que o mundo não lhes deve um salário, um pacote de benefícios e uma vida confortável, independentemente da sua preparação e escolaridade. Pessoas mentalmente fortes entram no mercado preparadas para trabalhar e ter sucesso de acordo com seu mérito, ao invés de já chegar com uma lista de coisas que deveriam receber de mão beijada.

13. Esperar resultados imediatos

Quer se trate de um treino, um regime nutricional ou de começar um negócio, as pessoas mentalmente fortes entram nas situações pensando a longo prazo. Elas sabem que não devem esperar resultados imediatos. Elas aplicam sua energia e tempo em doses e celebram cada etapa e aumento de sucesso no caminho. Elas têm “poder de permanência” e entendem que as mudanças genuínas levam tempo.

E aí? Você tem força mental? Existem elementos nesta lista que você precisa melhorar? 

Fonte: HYPESCIENCE

OPINIÕES – É MELHOR NÃO DISCUTIR POR MUITO TEMPO

 

OPINIÕES – É MELHOR NÃO DISCUTIR POR MUITO TEMPO

 

Sou uma pessoa que ouço todas as opiniões, pois quero e preciso aprender com elas, mas é bom ser rápido no raciocínio e não discutir por muito tempo! Se você for uma pessoa que não sabe conversar ou tem dificuldade para saber a hora de parar de discutir, separe o vídeo abaixo e medite nele todos os dias:

IRRACIONALIDADE – VOCÊ É FANÁTICO POR ALGUMA COISA?

                             Arte: Elaine Casadofases-do-fanatismoFanatismo (do francês “fanatisme“) é o estado psicológico de fervor excessivo, irracional e persistente por qualquer coisa ou tema, historicamente associado a motivações de natureza religiosa ou política. É extremamente frequente em paranóides, cuja apaixonada adesão a uma causa pode avizinhar-se do delírio.

Em Psicologia, os fanáticos são descritos como indivíduos dotados das seguintes características:

1. Agressividade excessiva ;
2. Preconceitos váriados;
3. Estreiteza mental;
4. Extrema credulidade quanto a um determinado “sistema”
5. Ódio;
6. Sistema subjetivo de valores;
7. Intenso individualismo;
8. Demora excessivamente prolongada em determinada situação/circunstância.

O apego e cultivo, mesmo quando desmesurado, por determinados gostos e práticas (como costuma ocorrer com colecionadores de selos, revistas, etc) não configura, necessariamente, fanatismo. Para tanto, faz-se preciso que a conduta da pessoa seja marcada pelo radicalismo e por absoluta intolerância para com todos os que não compartilhem suas predileções.

De um modo geral, o fanático tem uma visão-de-mundo maniqueísta, cultivando a dicotomia bem/mal, onde o mal reside naquilo e naqueles que contrariam seu modo de pensar, levando-o a adotar condutas irracionais e agressivas que podem, inclusive, chegar a extremos perigosos, como o recurso à violência para impor seu ponto de vista.

Tradicionalmente, o fanatismo aparece associado a temas de natureza religiosa ou política, porém, mais recentemente, ele se tem mostrado também em outros cenários, como os das torcidas de futebol e ídolos da música.

Fonte: Wikipedia

SITUAÇÕES ADVERSAS – O QUE É RESILIÊNCIA (PSICOLOGIA)?

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resiliência é um conceito psicológico emprestado da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas – choque, estresse etc. – sem entrar em surto psicológico. No entanto, Job (2003), que estudou a resiliência em organizações, argumenta que a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém depara com um contexto entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade. Assim entendido, em 2006 Barbosa propôs que se pode considerar a resiliência como uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades.

Fatores

Administração de emoções

Refere-se à habilidade de se manter sereno diante de uma situação de estresse. Ressalta que pessoas resilientes quanto a esse fator são capazes de utilizar as pistas que leem nas outras pessoas para reorientar o comportamento, promovendo a autorregulação. Segundo esse autor, quando essa habilidade é rudimentar, as pessoas encontram dificuldades em cultivar vínculos e com frequência desgastam, no âmbito emocional, aqueles com quem convivem em família ou no trabalho.

Controle dos impulsos

Um segundo fator é o controle de impulsos, tal qual é feito por Mahatma Gandhi, famoso líder indiano, que se refere à capacidade de regular a intensidade de seus impulsos no sistema neuromuscular (nervos e músculos). É a aprendizagem de não se levar impulsivamente pela experiência de uma emoção. O autor explicita que as pessoas podem exercer um controle frouxo ou rígido do seu sistema muscular, visto que esse sistema está vinculado à regulação da intensidade das emoções. Dessa forma, a pessoa poderá viver uma emoção de forma exacerbada ou inibida. O controle de impulso garante a autorregulação dessas emoções ou a possibilidade de dar a devida força à vivência de emoções, tornando o grau de compreensão do autor mais sensível e apurado mediante a situação.

Otimismo

Um terceiro fator é otimismo. Nesse fator, ocorre na resiliência a crença de que as coisas podem mudar para melhor. Há um investimento contínuo de esperança e, por isso mesmo, a convicção da capacidade de controlar o destino da vida, mesmo quando o poder de decisão esteja fora das mãos.

Análise do ambiente

O quarto fator é a análise do ambiente. Trata-se da capacidade de identificar precisamente as causas dos problemas e das adversidades presentes no ambiente. Essa possibilidade habilita a pessoa a se colocar em um lugar mais seguro ao invés de se posicionar em situação de risco.

Empatia

empatia é o quinto fator que constitui a resiliência, significando a capacidade que o ser humano tem de compreender os estados psicológicos dos outros (emoções e sentimentos)(colocar-se no lugar do outro).

Autoeficácia

Autoeficácia é o sexto fator, que se refere à convicção de ser eficaz nas ações propostas. ex: Um pai alcoólatra, que propõe a si colocar em prática um destino longe desta doença que é opcional ao dar o primeiro gole.

Alcance de pessoas

O sétimo e último fator constituinte da resiliência é alcançar pessoas. É a capacidade que a pessoa tem de se vincular a outras pessoas para viabilizar soluções para intempéries da vida, sem receios e medo do fracasso.

Desdobramentos a partir de 2006

No transcorrer de novas pesquisas, o Prof. Dr. Barbosa [SOBRARE] constatou a necessidade de ampliar sua investigação científica na temática da resiliência, pesquisando o mapeamento de oito modelos básicos de crenças. Esse desdobramento, conhecido como Quest_Resiliência, é estruturado com uma abordagem teórica da terapia cognitiva, da psicologia positiva e da teoria geral dos sistemas, cobrindo oito Modelos de Crenças Determinantes (MCDs), relacionados à resiliência a partir de uma abordagem psicossomática.

De 2006 até agora, as pesquisas possibilitaram ampliar os entendimentos sobre a resiliência. É vista agora como o resultado de crenças determinantes que se organizam em blocos denominados modelos. Esses MCDs são estruturados desde a primeira infância. São crenças que se aglutinam quando vamos conhecendo/aprendendo/experimentando os fatos da vida com aqueles que nos cercam. Os MCDs são:

  1. MCD de autocontrole – capacidade de se administrar emocionalmente diante do inesperado. É amadurecer no comportamento expresso, uma vez que será esse comportamento que irá ser lido pelas outras pessoas;
  2. MCD de leitura corporal – capacidade de ler e organizar-se no sistema nervoso/muscular. É amadurecer no modo de lidar com as reações somáticas que surgem quando a tensão ou o estresse se tornam elevados;
  3. MCD de otimismo para com a vida – capacidade de enxergar a vida com esperança, alegria e sonhos. É a maturidade de controlar o destino da vida, mesmo quando o poder de decisão está fora de suas mãos;
  4. MCD de análise do ambiente – capacidade de identificar e perceber precisamente as causas, as relações e as implicações dos problemas, dos conflitos e das adversidades presentes no ambiente;
  5. MCD empatia – capacidade de evidenciar a habilidade de empatia, bom humor e de emitir mensagens que promovam interação e aproximação, conectividade e reciprocidade entre as pessoas;
  6. MCD autoconfiança – capacidade de ter convicção de ser eficaz nas ações propostas;
  7. MCD alcançar e manter pessoas – capacidade de se vincular às outras pessoas sem receios ou medo de fracasso, conectando-se para a formação de fortes redes de apoio e proteção;
  8. MCD sentido de vida – capacidade de entendimento de um propósito vital de vida. Promove um enriquecimento do valor da vida, fortalecendo e capacitando a pessoa a preservar sua vida ao máximo.

Cada um dos MCDs desenvolve resiliência em uma área da vida e o leque de todos eles juntos contempla a vida de uma pessoa.

Fonte: Wikipedia

VALORES MORAIS – OUTRA ADOLESCENTE COMETE SUICÍDIO APÓS TER FOTOS ÍNTIMAS DIVULGADAS NA WEB

Uma adolescente de 16 anos cometeu suicídio em Veranópolis, na serra gaúcha, após ter fotos íntimas divulgadas na internet. Ainda tentando entender as circunstâncias que levaram a filha à medida extrema, o pai registrou ocorrência na terça-feira na delegacia do município. O corpo da menina foi encontrado na quinta-feira na casa da família, horas depois de a estudante descobrir que um colega com quem teve um relacionamento havia espalhado uma imagem dela seminua via celular e redes sociais. Em seu Twitter, a adolescente publicou no mesmo dia em que se matou a sua última mensagem. “Hoje de tarde eu dou um jeito nisso. Não vou ser mais estorvo para ninguém”, escreveu. As informações foram publicadas no jornal Zero Hora.

A imagem divulgada na web teria sido registrada pelo rapaz a partir de uma conversa com ela pela webcam, cerca de seis meses atrás, e divulgado depois que os dois se afastaram. Os jovens eram colegas no segundo ano do Ensino Médio, e há um mês a adolescente namorava outro jovem. Responsável pela investigação, o delegado Marcelo dos Santos Ferrugem pretende enquadrar os responsáveis no artigo 241A do Estatuto da Criança e do Adolescente, que qualifica como crime grave a divulgação de imagens de crianças ou adolescentes em situação de sexo explícito ou pornográfica. Além do autor da imagem, outras pessoas poderão ser responsabilizadas. “Todos os que repassaram cometeram crime”, advertiu, que vai pedir perícia do computador da vítima.

No dia 10 de novembro, uma estudante de 17 anos teria cometido suicídio no Piauí após divulgação de vídeo íntimo no Whatsapp. Júlia Rebeca, 17 anos, foi encontrada morta em seu quarto no município de Parnaíba, a 318 quilômetro da capital, Teresina. A família denunciou que a estudante teria se matado após ser espalhada uma gravação em que ela aparece fazendo sexo com duas pessoas – um rapaz e uma outra garota.

Júlia Rebeca foi encontrada enrolada no fio de uma chapinha no último dia 10 de novembro. Em mensagens deixadas nas suas páginas do Instagram e do Twitter, a estudante pede desculpas à família. “Eu te amo, desculpa eu n ser a filha perfeita mas eu tentei… desculpa desculpa eu te amo muito mãezinha.. desculpa desculpa…!! Guarda esse dia 10.11.13”, escreveu.

Comente abaixo sua opinião sobre o assunto!
Fonte: Terra e R7

HIPOCRISIA – AS FILHAS DE SERVIDORES QUE FICAM SOLTEIRAS PARA TER DIREITO A PENSÃO DO ESTADO

As pensões a filhas solteiras de funcionários públicos consomem por ano R$ 4,35 bilhões do contribuinte – e muitas já se casaram, tiveram filhos, mas ainda recebem os benefícios

FELICIDADE O casamento de Márcia Brandão Couto. Ela se manteve solteira no civil para seguir recebendo  R$ 43 mil por mês do Estado (Foto: Arq. pessoal)
FELICIDADE O casamento de Márcia Brandão Couto. Ela se manteve solteira no civil para seguir recebendo  R$ 43 mil por mês do Estado (Foto: Arq. pessoal)
FELICIDADE
O casamento de Márcia Brandão Couto. Ela se manteve solteira no civil para seguir recebendo R$ 43 mil por mês do Estado (Foto: Arq. pessoal)

Era um sábado nublado. No dia 10 de novembro de 1990, a dentista Márcia Machado Brandão Couto cobriu-se de véu, grinalda e vestido de noiva branco com mangas bufantes para se unir a João Batista Vasconcelos. A celebração ocorreu na igreja Nossa Senhora do Brasil, no bucólico bairro carioca da Urca. A recepção, num clube próximo dali, reuniu 200 convidados. No ano seguinte, o casal teve seu primeiro filho. O segundo menino nasceu em 1993. Para os convidados do casamento, sua família e a Igreja Católica, Márcia era desde então uma mulher casada. Para o Estado doRio de Janeiro, não. Até hoje, Márcia Machado Brandão Couto recebe do Estado duas pensões como “filha solteira maior”, no total de R$ 43 mil mensais. Um dos benefícios é pago pela Rioprevidência, o órgão previdenciário fluminense. O outro vem do Fundo Especial do Tribunal de Justiça. A razão dos pagamentos? Márcia é filha do desembargador José Erasmo Couto, que morreu oito anos antes da festa de casamento na Urca.

Os vultosos benefícios de Márcia chegaram a ser cancelados por uma juíza, a pedido da Rioprevidência. Ela conseguiu recuperá-los no Tribunal de Justiça do Rio, onde seu pai atuou por muitos anos. O excêntrico caso está longe de ser exceção no país. Um levantamento inédito feito por ÉPOCA revela que pensões para filhas solteiras de funcionários públicos mortos custam ao menos R$ 4,35 bilhões por ano à União e aos Estados brasileiros. Esse valor, correspondente a 139.402 mulheres, supera o orçamento anual de 20 capitais do país – como Salvador, Bahia, e Recife, Pernambuco. Ao longo de três meses, ÉPOCA consultou o Ministério do Planejamento e os órgãos de Previdência estaduais para apurar os valores pagos, o número de pensionistas e a legislação. Ao menos 14 Estados confirmaram pagar rendimentos remanescentes para filhas solteiras, embora todos já tenham mudado a lei para que não haja novos benefícios. Hoje, as pensões por morte são dadas a filhos de ambos os sexos até a maioridade e, por vezes, até os 24 anos, se frequentarem faculdade. Santa Catarina, Amapá, Roraima, Tocantins e Mato Grosso do Sul informaram não ter mais nenhum caso. Distrito Federal, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Rondônia e Piauí deram informações incompletas ou não forneceram a quantidade de pensionistas e o valor gasto. ÉPOCA não conseguiu contato com a Paraíba. É provável, portanto, que os números sejam superiores aos 139.402 apurados e aos R$ 4,35 bilhões.

NO EXTERIOR Tereza Gavinho com sua família em Roma (no alto) e na Disney (acima).  Ela nega ter vivido com o pai dos três filhos (Foto: Arq. pessoal)
NO EXTERIOR
Tereza Gavinho com sua família em Roma (à esquerda) e na Disney (à direita). Ela nega ter vivido com o pai dos três filhos (Foto: Arq. pessoal)

Oriunda de uma época em que as mulheres não trabalhavam e dependiam do pai ou do marido, a pensão para filhas solteiras maiores de 21 anos pretendia não deixar desassistidas filhas de servidores mortos. Hoje, a medida dá margem a situações como a de Márcia e a diversas fraudes. Para ter o direito, a mulher não pode se casar ou viver em união estável. Para driblar a lei e seguir recebendo os benefícios, muitas se casam na prática. Moram com o marido, têm filhos, mas não registram a união oficialmente. O governo federal concentra 76.336 casos. Isso corresponde a 55% dos benefícios do país, só entre filhas de servidores civis mortos até dezembro de 1990. Os militares da União descontam mensalmente 1,5% do salário para deixar pensão para as filhas. O custo anual aos cofres federais é de R$ 2,8 bilhões. Segundo o Ministério do Planejamento, trata-se de direito adquirido. O total diminuiu 12% desde 2008. Houve 3.131 mortes, 1.555 mudanças de estado civil, e 1.106 assumiram cargo público – pela lei federal, motivo de perda. As “renúncias espontâneas” foram apenas 518. O governo afirma que “as exclusões decorrem do trabalho de qualificação contínua da base de dados de pessoal” e que a busca por inconsistências na folha é permanente. A partir de 2014, a Pasta centralizará a lista de pensionistas filhas solteiras, hoje dispersas.

Quanto custam as “filhas solteiras” (Foto: ÉPOCA)

O Rio de Janeiro, antiga capital do país, é o Estado com mais casos: 30.239, a um custo anual de R$ 567 milhões, um terço dos benefícios da Rioprevidência. Em São Paulo, 15.551 mulheres consomem R$ 451,7 milhões por ano. As pensões paulistas custam, em média, R$ 2.234, quase o dobro das fluminenses. Valem para mortes até 1992 para civis (4.643), e até 1998 para militares estaduais (10.908). Segundo a São Paulo Previdência (SPPrev), há recadastramento anual obrigatório para identificar irregularidades. “Pensionistas que mantêm união estável e não a informam à autarquia praticam fraude, estão sujeitas à perda do benefício e a procedimentos administrativos e podem ter de ressarcir os valores”, informou a SPPrev.

Uma das pensões polêmicas pagas por São Paulo, a contragosto, vai para a atriz Maitê Proença. Seu pai, o procurador de Justiça Eduardo Gallo, morreu em 1989. Maitê recebe cerca de R$ 13 mil, metade da pensão, dividida com a viúva. Em 1990, Maitê teve a filha Maria Proença Marinho, com o empresário Paulo Marinho, com quem teve um relacionamento por 12 anos, não registrado. A SPPrev cortara o benefício, sob a alegação de que a atriz vivera em união estável. Maitê recorreu, obteve sentenças favoráveis em primeiro grau e no Tribunal de Justiça. Mantém a pensão, ainda em disputa. Segundo seu advogado, Rafael Campos, Maitê “nunca foi casada nem teve união estável” com Marinho, e a revisão do ato de concessão da pensão já estava prescrita quando houve o corte. “O poder público não pode rever seus atos a qualquer momento, senão viveremos numa profunda insegurança jurídica”, diz.

O Rio Grande do Sul paga 11.842 pensões para filhas solteiras, ao custo de R$ 319,5 milhões, média de R$ 2.075 mensais cada. Depois, vêm Paraná (1.703 e R$ 92,5 milhões anuais); Minas Gerais, com 2.314 casos, e gastos de R$ 67 milhões por ano; Sergipe (571, R$ 19,3 milhões), Pará (276), Mato Grosso (198), Bahia (163), Acre (123), Amazonas (31), Maranhão (21), Pernambuco e Espírito Santo (ambos com 17 cada).

O Maranhão paga as maiores pensões entre os Estados brasileiros – R$ 12.084 mensais, em média. Segundo o órgão previdenciário maranhense, todas são pagas a filhas de magistrados e integrantes do Tribunal de Contas do Estado. Amazonas, com benefícios médios de R$ 7.755, e Acre, com R$ 6.798, aparecem em seguida. Por todo o país, há mulheres com três ou quatro filhos do mesmo homem que dizem jamais ter vivido em união estável. “Tenho sete filhos com o mesmo pai, mas só namorava”, diz uma pensionista do Rio. Situação semelhante é vivida pela advogada Tereza Cristina Gavinho, filha de delegado de polícia (salário aproximado de R$ 20 mil), cuja pensão foi cortada, mas devolvida após decisão da Justiça. De acordo com a Rioprevidência, há “sérios indícios de omissão dolosa do casamento/convivência marital com o sr. Marcelo Britto Ferreira, com o qual tem três filhos!!!”. Tereza nega ter vivido com ele. Algumas explicações são curiosas. “O pai dos meus filhos é meu vizinho e é casado”, diz uma mulher no Rio. “Não posso ter união estável porque sou homossexual”, afirma outra. A maioria das fraudes é constatada após denúncias de parentes, geralmente por vingança. “A parte mais sensível do ser humano é o bolso, e aí não tem fraternidade nem relação maternal”, afirma Gustavo Barbosa, presidente da Rioprevidência.

BENEFICIADA A atriz Maitê Proença. Ela nega ter sido casada e recebe R$ 13 mil por mês como  “filha solteira” (Foto: Reginaldo Teixeira/Ed. Globo)
BENEFICIADA
A atriz Maitê Proença. Ela nega ter sido casada
e recebe R$ 13 mil por mês como “filha solteira”
(Foto: Reginaldo Teixeira/Ed. Globo)

A dentista Márcia, alvo de uma ação popular que inclui fotos de seu casamento, nega ter se casado. Numa ação para obter pensão alimentícia para os filhos, afirma, porém, que “viveu maritalmente com João Batista, sobrevindo dessa relação a concepção dos suplicantes (filhos)”. Seu advogado, José Roberto de Castro Neves, diz que a cerimônia religiosa foi “como um teatro, ela era de uma família tradicional, mãe religiosa e pai desembargador, então ela fez essa mise-en-scène”. Márcia não trabalha como dentista. Vive dos benefícios. Para a Procuradoria-Geral do Rio, tal pensão gera “parasitismo social” – por contar com a pensão, o cidadão deixa de produzir para a sociedade. Em 2011, o Rio passou a exigir a assinatura de termo em que as pensionistas declaram, “sob as penas da lei”, se vivem ou viveram “desde a habilitação como pensionista, em relação de matrimônio ou de união estável com cônjuge ou companheiro”. A Rioprevidência hoje corta a pensão de quem reconhece casamento, recusa-se a assinar ou falta, após processo administrativo. A partir da medida, 3.140 pensões foram canceladas, uma economia anual de R$ 100 milhões.

Até os advogados de Márcia e Maitê reconhecem a necessidade de combater irregularidades e abusos. “O risco é tratar os casos sem analisar as peculiaridades. Evidentemente, há abusos que devem ser coibidos”, diz Castro Neves, advogado de Márcia. O maior risco, na verdade, é o Brasil seguir como um país de privilégios mantidos pelo contribuinte.

Por RAPHAEL GOMIDE em Época
19/11/2013 07h00

A ARTE DE NÃO ADOECER

drauzio-varela

 

Se não quiser adoecer – “Fale de seus sentimentos”.
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna… Com o tempo arepressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar,confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..

Se não quiser adoecer – “Tome decisão”
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer – “Busque soluções”
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer – “Aceite-se”
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer – “Confie”
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer – “Não viva sempre triste”
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. “O bom humor nos salva das mãos do doutor”. Alegria é saúde e terapia. “

Por Dr. Draúzio Varella

COLETIVIDADE – ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE OS “BLACK BLOCS”

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Desde que apareceram para o grande público, na esteira das manifestações de junho, os Black Blocs têm sido alvo de calorosos debates entre seus defensores e seus opositores. Até aqui, não me atrevi a escrever nada específico a respeito, por se tratar de um fenômeno novo, do qual não tinha elementos suficientes para tecer uma análise com um mínimo de embasamento e justiça. Mas, depois de ler considerações de um lado e de outro, e mesmo daqueles que não são nem explicitamente contra, nem totalmente a favor, decidi me arriscar a fazer algumas observações, centradas tão somente em dois eixos – primordiais, a meu ver – de qualquer ação política: sua ideologia e a consequente correlação entre tática e estratégia que ela estabelece.

Comecemos pelo fator ideológico. A princípio, os Black Blocs são um grupo anarquista e, portanto, de esquerda, anti-capitalistas. Mas, dentre seus adeptos, há aqueles que se consideram anarco-capitalistas. Ainda que esteja longe de ser uma amostra científica, uma rápida olhada por perfis e postagens nas redes sociais é suficiente para ver que muitos Black Blocs são contra o Estado, não porque enxergam na dissolução do poder estatal o meio de dissolução de toda forma de poder, de opressão e exploração, mas porque, em sua visão, o Estado bloqueia a liberdade do indivíduo, ou seja, a liberdade de mercado. Parece-me se tratar de uma posição minoritária, mas, talvez seja realmente impossível responder com precisão qual a ideologia Black Block (em sentido amplo), uma vez que estamos falando de um grupo propositalmente “desorganizado”, sem maior filtro em relação a seus adeptos. Eis aí uma primeira complicação. A confusão ideológica, portanto, a falta de clareza em relação a objetivos estratégicos, não costuma auxiliar no sucesso de uma ação política.

Mas, partamos do pressuposto de que se trata de um agrupamento anarquista de esquerda. Seu fim último é derrubar o Estado e as relações capitalistas que o sustentam. Justo. Urgente. O problema, a meu ver, está na tática utilizada para atingir este fim: a generalização da violência e do ataque a bens e propriedades, público ou privados, considerados símbolosda dominação capitalista.

Ressalvo que estou longe de defender na política, qualquer “purismo” ou “pacifismo” acrítico e reacionário. A revolta e a violência não são ruins em si. Muito pelo contrário, são instrumentos políticos importantes, quando bem utilizados. A questão, justamente, é saber quando e como utilizá-los. E, a meu ver, os Black Blocs não o sabem (ou não têm sabido).

Política é disputa de forças para se atingir determinado fim. Naturalmente, aqueles que visam conservar a ordem têm a sua disposição quase todos os mecanismos necessários à preservação do status quo. Aos que se opõem, resta um único caminho: aglutinar, por todos os meios possíveis, uma força maior, capaz de se sobrepor à primeira. Isso, claro, não se faz da noite para o dia. Ao menos, não em um regime minimamente democrático. É um trabalho árduo: saber analisar concretamente a realidade, mensurar com exatidão o poder das forças que estão em jogo, saber dialogar, possuir clareza de objetivos e, porque não, saber o momento de recuar ou de fazer concessões. Para isso, é preciso um mínimo de organização. Isso vale para a política institucional, tanto quanto para um movimento social; para um governo, tanto quanto para uma categoria em greve; na disputa partidária ou naquela que travamos, muitas vezes sem perceber, em nosso meio de convívio cotidiano. Sendo assim, toda ação política (de esquerda) deve, a meu ver, se orientar pelas seguintes questões: esta ação, tomada neste momento, neste cenário, ajuda a acumular forças em torno de nosso objetivo maior? Ajuda a elevar o nível de consciência das pessoas acerca de nossa realidade social? Aumenta nosso poder de intervenção nessa realidade?

Do que vi até aqui, eu realmente não consigo enxergar respostas afirmativas a essas questões nas ações dos Black Blocs. Não estou nem falando de eventuais exageros que possam ser cometidos, inclusive por terceiros que se apropriem do nome do grupo, o que seria desonesto. Há exageros e usurpações em todo o espectro político. Estou me referindo tão somente à tática padrão do grupo, a “estética” das chamadas “ações diretas”. Revoltar-se contra o Estado burguês, a militarização e a truculência da polícia, a opressão e a exploração do capital, insisto, não é apenas legítimo e justo, como necessário. Mas, há formas e formas de canalizar e expressar essa revolta. Creio que as melhores são aquelas que, a cada momento e em cada situação particular, respondam positivamente às questões elencadas no parágrafo anterior. Assim, não acho, sinceramente, que botar fogo num ônibus ou depredar um telefone público, por exemplo, contribua para acumular forças ou despertar a consciência das pessoas para nossos problemas sociais. Exceto em casos excepcionais, jamais como regra. Afinal, são ações que, em grande medida, prejudicam principalmente os mais pobres, que precisam daqueles ônibus e orelhões. Portanto, que tendem a afastar aqueles que deveriam ser agregados. Até mesmo no caso dos bancos, um dos maiores cânceres da sociedade contemporânea, o fato é que, numa análise fria, percebemos que a tendência se mantém: se uma agência qualquer deixa de funcionar, não é a elite – que faz todas as suas movimentações financeiras pela internet ou direto com seu gerente – que será prejudicada, mas o restante da população, que ou terá de esperar para fazer suas operações bancárias, ou terá de se deslocar até outra agência, o que, tanto num caso quanto no outro, nem sempre é possível. Os exemplos poderiam se multiplicar. Em geral, as ações dosBlack Blocs, têm baixo nível de adesão popular, a meu ver (e para além da evidente influência que a grande mídia, contrária a tudo que coloque em risco a “ordem”, exerce sobre a opinião das pessoas), justamente porque, apesar de suas intenções, são incapazes dedialogar, seja com outros setores, seja com seus próprios pares – por exemplo, com outras camadas da juventude e dos trabalhadores (mal este que, no entanto, está longe de ser exclusivo dos Black Blocs).
Contudo, seria equivocado definir esse tipo de ação violenta (real ou simbolicamente), em si mesma, como “fascista”. Nem mesmo como puro “vandalismo”. Na verdade, vejo os Black Blocs primeiramente como o resultado extremo de um justificável desencanto pela política brasileira – que há muito tem perdido aquela dimensão utópica que mobiliza especialmente a juventude – adensado por uma reação à violência desmedida exercida cotidianamente pelos aparelhos repressivos do Estado, sobretudo com os jovens (negros) da periferia. Não por acaso, portanto, sua tática se concentra em revidar, ao seu modo, essa violência, em especial contra a PM, ao mesmo tempo em que opera como uma negação da política em duplo sentido: tanto da política existente (Estado, governos, partidos, instituições e organizações atuais), quanto da política tal como definida anteriormente, isto é, como acúmulo e conflito de forças para se atingir determinado fim. Ocorre que, para mudar a primeira, é preciso se valer da segunda – o que os Black Blocs recusam, pois, a meu ver, confundem ambas de maneira equivocada e perigosa. A primeira consequência dessa confusão, como mencionado acima, é que seu “apoliticismo” os leva ao exercício generalizado de ações (ou “performances”) que, na maioria das vezes, se encerram em si mesmas, ou seja, são estéreis, sem transcendência. Ações que, da forma com que são executadas, sem organização ou sem se ligarem a uma tática de maior amplitude, terminam tão somente por separar seus adeptos da massa, isolando-os daqueles com quem deveriam dialogar (o que, diga-se de passagem, tende a se agravar com o uso das máscaras). Portanto, os exclui da disputa política propriamente dita – seja aquela que se dá pela via institucional, seja aquela que se dá através dos diversos movimentos sociais organizados ou no convívio cotidiano –, mesmo quando suas reivindicações são justas e quando suas manifestações têm alvos acertados, como ao erguerem suas vozes contra a repressão policial em morros e favelas.

Mas, o efeito mais grave neste caso é que, não obstante os intentos de seus simpatizantes, ou a justeza de suas reclamações, a intensificação dessa posição “apolítica”, combinada às performances violentas que não parecem capazes de aglutinar apoio, ao invés de despertar o potencial transformador da luta popular, pode, na verdade, apenas aguçar os ânimos conservadores e dar margem a uma forte reação destes setores. Neste caso, o erro tático pode dar margem a um movimento muito mais temerário. Mas, isto é uma discussão maior, que fica para outra oportunidade.

Por  em Filosofia e Coisas da Vida

COLETIVIDADE – ALIENAÇÃO: DO ESPÍRITO ABSOLUTO DE HEGEL À REALIDADE CONCRETA

  • Bob-Thaves-Alienacao
    “Esses jovens de hoje, tão alienados…”. Esta expressão, que a maioria de nós já ouviu alguma vez na vida, provavelmente foi entendida como se referindo ao fato de que, na juventude, não temos muita responsabilidade, queremos mais é curtir a vida. Mas, afinal de contas, será que somos alienados? O que é, então, alienação?
O termo entrou no vocabulário contemporâneo graças a Karl Marx, que, assim como no caso do conceito de dialética, retirou a ideia de alienação de suas leituras deHegel, mas o revestiu de um caráter inovador e, como em tudo em Marx, muito crítico.Tanto em Marx quanto em Hegel, alienação está ligada ao trabalho. Para Hegel, o trabalho é a essência do homem, quer dizer, é somente por meio de seu trabalho que o homem pode realizar plenamente suas habilidades em produções materiais.

Mas quando o pensamento puro se torna pensamento sensível, visando uma realização material na forma de trabalho, nos alienamos, isto é, nos separamos da essência pura e abrimos caminho para uma separação entre ideal e real, que de novo irão se unir ao que Hegel chama de Espírito Absoluto.

Muito abstrato? Marx também achou, mas viu nestas ideias algo interessante, que poderia explicar as relações sociais no capitalismo e, mais do que isso, desvendar um dispositivo fundamental da máquina capitalista.

Para isso, voltou-se para a realidade concreta, em que os trabalhadores eram explorados em fábricas e deixavam seus patrões cada vez mais ricos, enquanto eles e suas famílias ficavam cada vez mais pobres. Como poderiam aceitar tal coisa?
Trabalho alienado

Alienação, para Marx, tem um sentido negativo (em Hegel, é algo positivo) em que o trabalho, ao invés de realizar o homem, o escraviza; ao invés de humanizá-lo, o desumaniza. O homem troca o verbo SER pelo TER: sua vida passa a medir-se pelo que ele possui, não pelo que ele é. Isso parece familiar? Pois é, vamos ver os detalhes.

O filósofo alemão concebeu diferentes formas de alienação, como a religião ou o Estado, em que o homem, longe de tornar-se livre, cada vez mais se aprisionaria. Mas uma alienação é básica, segundo Marx: a alienação econômica.

A alienação econômica pode ser descrita de duas formas: o trabalho como (a)atividade fragmentada e como (b) produto apropriado por outros.

Tempos modernos

No primeiro caso, a separação do trabalho, em todas as suas instâncias, aliena o trabalhador, que não se reconhece mais em uma atividade – porque ele faz apenas uma peça de um carro em uma escala produtiva e não tem a visão do conjunto, por exemplo – e porque acaba desenvolvendo apenas uma de suas habilidades, seja braçal ou intelectual, provocando, com isso também, uma divisão social.

Essa divisão do trabalho foi fundamental para a organização da sociedade capitalista. Não seria possível sequer vestirmos tênis se não existissem trabalhadores que os produzissem em larga escala em fábricas, onde cada um é responsável por uma etapa na produção.

O melhor exemplo de como funciona este processo e suas consequências sociais pode ser visto no filme “Tempos Modernos” (1936), dirigido e estrelado por Charles Chaplin, que mostra, de forma bem humorada, a vida de um operário sendo controlada pela máquina na linha de montagem de uma fábrica.

Exploração

No segundo caso, o trabalhador tem a riqueza gerada pelo seu trabalho tomada pelos proprietários dos meios de produção. Ele é levado a gerar acumulação de capital e lucro para uma minoria, enquanto vive na pobreza.

Um empregado de uma fábrica de TV de LCD, por exemplo, em oito horas diárias de trabalho produz, ao final do mês, um número considerável de aparelhos, mas recebe apenas uma pequena parcela disso em forma de salário. O que recebe não permite sequer adquirir aquilo que ele produz – uma TV de R$ 5 mil – e o modo de vida de sua família é muito diferente daqueles que consomem seu produto.

O trabalhador não reconhece mais o produto de seu trabalho e não se dá conta da exploração a que é submetido. O que se exterioriza não é sua essência, mas algo estranho a ele.

Diz Marx: “A alienação aparece tanto no fato de que meu meio de vida é de outro, que meu desejo é a posse inacessível de outro, como no caso de que cada coisa é outra que ela mesma, que minha atividade é outra coisa e que, finalmente (e isto é válido também para o capitalista), domina em geral o poder desumano”.

Divisão do trabalho e acumulação de capital, que, juntos, formam a base de uma sociedade capitalista, são também as fontes de alienação moderna, segundo Marx, por meio das quais se constitui um sistema de dominação.

Comunismo

Qual a solução? Se o trabalho, no sistema capitalista, é fonte de alienação, e se o capital é, basicamente, propriedade privada, isto é, a posse e o acúmulo de objetos, a superação do homem alienado só virá, para Marx, com a sociedade comunista.

Segundo Marx, somente com o comunismo as pessoas deixariam de ser alienadas, pois tudo seria de todos e não haveria necessidade de divisão ou expropriação do trabalho alheio. “A superação da propriedade privada é, por isso, a emancipação total de todos os sentidos e qualidades humanas”, diz Marx.

Marx, provavelmente, ficaria muito aborrecido em ver que, na prática, os ideais do comunismo, na forma de dogmas, somente trouxeram mais alienação. Sua crítica, no entanto, parece atual diante de uma juventude destituída de ideais políticos que se contenta com prazeres imediatos proporcionados pelo consumo. É o celular da moda, o tênis de marca e o carro de luxo que definem sua essência?

O que ler

O texto-base para entender a teoria da alienação de Marx é Manuscritos Econômico-filosóficos (Boitempo Editorial). Trata-se de uma obra de juventude, em que Marx antecipa boa parte das teses que desenvolveria em O Capital, além de demonstrar como suas teorias são incompatíveis com as ditaduras comunistas dos séculos 20 e 21.

José Renato Salatiel, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação,  é jornalista e professor universitário.