6 FRASES QUE VOCÊ NÃO DEVE DIZER AOS SEUS FILHOS

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Ter filhos exige um comprometimento e uma paciência por parte dos pais, isso todos sabemos, mas nem sempre lembramos quando diante de momentos difíceis. Palavras, atitudes podem ficar marcados para sempre na mente dos filhos e interferir em suas vidas, como também em seus comportamentos.

Por isso, todo cuidado quando conversar com seu filho.

Certas frases negativas podem causar um grande impacto na vida do seu filho. Por menos valor que elas tenham acredite, elas podem deixar os filhos mais agressivos, com baixa autoestima e ainda revoltados. A seguir algumas frases que não deveriam ser ditas para as crianças.


“Eu preferia que você não tivesse nascido”

Sim, por mais agressiva que seja esta frase, acreditem,  muitos pais já a falaram para seus filhos. Falar para um filho que ele não deveria ter nascido é como dizer que a vida dele não tem importância para ninguém. A rejeição, o sentimento de abandono, tristeza profunda estão carregados nesta frase. Por isso, em momentos de raiva jamais diga uma frase tão ofensiva e drástica assim.


“Você só incomoda”

É uma frase bem comum de escutar os pais falarem. Esta frase tem um impacto, pois acaba mostrando para a criança que ela esta ‘atrapalhando’ a vida de seus pais, e isso pode fazer muito mal a ela.


“Você só come, é gordo e feio”

Esta frase, quase não precisa de comentários, pois é uma frase que causa muita humilhação e baixa autoestima. Mesmo que a criança esteja gorda, não é afirmando que ela é gorda que os problemas vão ser resolvidos. Esse tipo de afirmação, com certeza, deixará marcas que a conduzirão no futuro, sem que ela saiba o porque de ter atitudes negativas para ela mesma.


“Fizemos tudo por você e você nem reconhece”

As crianças em certas fases não são capazes de compreender a relação de trabalho, dinheiro, compromisso, e na verdade nem deveriam, pois tem idade para tudo e criança deve ter o direito de ser criança apenas. Desta forma, fica mais difícil elas compreenderem essa frase e assim acaba lhes soando de forma negativa, fazendo com que a criança se feche totalmente para seus pais, sentindo-se um estorvo.


“Não chore por nada”

Precisamos parar de esconder a tristeza. Sim. Assim como a alegria a tristeza também faz parte da vida. Claro, é preciso saber diferenciar, mas quando a criança estiver triste, não fuga ou finja que não é nada. Estes sentimentos precisam estar sempre bem claros, e ela precisa saber que pode falar sobre eles .


“Eu tenho vergonha de você”

Evite falar essa frase para seus filhos. Independente dos problemas e das situações que você passou com eles, essa frase demonstra desprezo e uma frieza que pode deixar marcas profundas, como rejeição. E rejeição leva muito tempo para ser esquecida, e sempre deixa marcas e traumas, que trarão sérias consequências nas escolhas futuras de seus filhos.


Como evitar estas frases?

Não existe mistério. Muitos sabem que criar um filho não é algo simples, pois exige dedicação e paciência, mas acima de tudo amor. E com amor sim, é possível mudar situações. Sim, nem tudo são estrelas como alguns dizem, por isso é sempre possível procurar ajuda e não ignorar atitudes e comportamentos. Em momentos tensos, o melhor é se afastar e explicar a seu filho que conversam depois.

Pais amorosos, dedicados e cientes sempre serão sábios em suas palavras. Viva o amor, sinta este sentimento. Espalhem este sentimento, e junto com ele compaixão e respeito ao próximo.

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Texto escrito por Angelica Weise da Equipe Eu Sem Fronteiras

Fonte: Eu Sem Fronteiras

SOBRE ESTAR SOZINHO

Sou_tão_você
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
 
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
 
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
 
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
 
Flávio Gikovate 
flaviogikovate.com.br/sobre-estar-sozinho/
 

Médico-psiquiatra, psicoterapeuta, conferencista e escritor. Atualmente apresentando o programa “No Divã do Gikovate”, na rádio CBN, e dedicando a maior parte do tempo à clínica.

Om Mani Padme Hum Original Extended Version (x9)

Om mani padme hum

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Om mani padme hum significa “da lama nasce a flor de lótus” é um dos mantras do budismo; o mantra de seis sílabas do Bodisatva da compaixão: Avalokiteshvara. De origemindiana, de lá foi para o Tibete. O mantra é associado ao deus de 4 braços Shadakshari, uma das formas de Avalokiteshvara.

O Dalai Lama é tido como uma emanação de Chenrezig (Avalokiteshvara), por isso o mantra é especialmente entoado por seus devotos e é comumente esculpido em rochas e escrito em papéis que são inseridos em rodas de oração (“mani korlo” em tibetano) para potencializar seu efeito.

É o mantra mais entoado pelos budistas tibetanos.

Om mani padme hum[editar | editar código-fonte]

  • Om fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses. O sofrimento do reino dos deuses surge da previsão da própria queda do reino dos deuses (isto é, de morrerem e renascerem em reinos inferiores). Este sofrimento vem do orgulho.
  • Ma fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses guerreiros (sânsc. asuras). O sofrimento dos asuras é a briga constante. Este sofrimento vem da inveja.
  • Ni fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino humano. O sofrimento dos humanos é o nascimento, a doença, a velhice e a morte. Este sofrimento vem do desejo.
  • Pad fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino animal. O sofrimento dos animais é o da estupidez, da rapina de um sobre o outro, de ser morto pelos homens para obterem carne, peles, etc; e de ser morto pelas feras por dever. Este sofrimento vem da ignorância.
  • Me fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos fantasmas famintos (sânsc. pretas). O sofrimento dos fantasmas famintos é o da fome e o da sede. Este sofrimento vem da ganância.
  • Hum fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino do inferno. O sofrimento dos infernos é o calor e o frio. Este sofrimento vem da raiva ou do ódio.

BLOGUEIRO BRITÂNICO DIZ QUE BRASILEIROS EXAGERARAM NA REJEIÇÃO AO BRASIL

Pouco depois de chegar a São Paulo, fui a uma loja na Vila Madalena comprar um violão. O atendente, notando meu sotaque, perguntou de onde eu era. Quando respondi “de Londres”, veio um grande sorriso de aprovação. Devolvi a pergunta e ele respondeu: ‘sou deste país sofrido aqui’.

Fiquei surpreso. Eu – como vários gringos que conheço que ficaram um tempo no Brasil – adoro o país pela cultura e pelo povo, apesar dos problemas. E que país não tem problemas? O Brasil tem uma reputação invejável no exterior, mas os brasileiros, às vezes, parecem ser cegos para tudo exceto o lado negativo. Frustração e ódio da própria cultura foram coisas que senti bastante e me surpreenderam durante meus 6 meses no Brasil. Sei que há problemas, mas será que não há também exagero (no sentido apartidário da discussão)?

 

Tem uma expressão brasileira, frequentemente mencionada, que parece resumir essa questão: complexo de vira-lata. A frase tem origem na derrota desastrosa do Brasil nas mãos da seleção uruguaia no Maracanã, na final da Copa de 1950. Foi usada por Nelson Rodrigues para descrever “a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo”.

E, por todo lado, percebi o que gradualmente comecei a enxergar como o aspecto mais ‘sofrido’ deste país: a combinação do abandono de tudo brasileiro, e veneração, principalmente, de tudo americano. É um processo que parece estrangular a identidade brasileira.

 

Sei que é complicado generalizar e que minha estada no Brasil não me torna um especialista, mas isso pode ser visto nos shoppings, clones dos ‘malls’ dos Estados Unidos, com aquele microclima de consumismo frígido e lojas com nomes em inglês e onde mesmo liquidação vira ‘sale’. Pode ser sentido na comida. Neste “país tropical” tão fértil e com tantos produtos maravilhosos, é mais fácil achar hot dog e hambúrguer do que tapioca nas ruas. Pode ser ouvido na música americana que toca nos carros, lojas e bares no berço do Samba e da Bossa Nova.

Tapioca
Cadê a tapioca?

Pode ser visto também no estilo das pessoas na rua. Para mim, uma das coisas mais lindas do Brasil é a mistura das raças. Mas, em Sampa, vi brasileiras com cabelo loiro descolorido por toda a parte. Para mim (aliás, tenho orgulho de ser mulato e afro-britânico), dá pena ver o esforço das brasileiras em criar uma aparência caucasiana.

Acabei concluindo que, na metrópole financeira que é São Paulo, onde o status depende do tamanho da carteira e da versão de iPhone que se exibe, a importância do dinheiro é simplesmente mais uma, embora a mais perniciosa, importação americana. As duas irmãs chamadas Exclusividade e Desigualdade caminham de mãos dadas pelas ruas paulistanas. E o Brasil tem tantas outras formas de riqueza que parece não exaltar…

Um dos meus alunos de inglês, que trabalha em uma grande empresa brasileira, não parava de falar sobre a América do Norte. Idealizou os Estados Unidos e Canadá de tal forma que os olhos dele brilhavam cada vez que mencionava algo desses países. Sempre que eu falava de algo que curti no Brasil, ele retrucava depreciando o país e dando algum exemplo (subjetivo) de como a América do Norte era muito melhor.

O Brasil está passando por um período difícil e, para muitos brasileiros com quem falei sobre os problemas, a solução ideal seria ir embora, abandonar este país para viver um idealizado sonho americano. Acho esta solução deprimente. Não tenho remédio para os problemas do Brasil, obviamente, mas não consigo me desfazer da impressão de que, talvez, se os brasileiros tivessem um pouco mais orgulho da própria identidade, este país ficaria ainda mais incrível. Se há insatisfação, não faz mais sentido tentar melhorar o sistema?

Destaco aqui o que vejo como um uma segunda colonização do Brasil, a colonização cultural pelos Estados Unidos, ao lado do complexo de vira-latas porque, na minha opinião, além de andarem juntos, ao mesmo tempo em que existe um exagero na idealização dos americanos, existe um exagero na rejeição ao Brasil pelos próprios brasileiros. É preciso lutar contra o complexo de vira-latas. Uma divertida, porém inspiradora, lição veio de um vendedor em Ipanema. Quando pedi para ele botar um pouco mais de ‘pinga’ na caipirinha, ele respondeu: “Claro, (mermão) meu irmão. A miséria tá aqui não!” Viva a alma brasileira!

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/05/150428_parainglesver_adamsmith2_ss?ocid=socialflow_facebookAcabei

David Bowie – Starman (1972) HD 0815007

(1972) Há um homem estelar esperando no céu, Ele gostaria de vir e nos encontrar, mas ele acha que iria confundir nossas idéias! Não sei que horas eram, as luzes estavam baixas, me voltei para o rádio, um gato estava deitado! Um rock n’roll com muito soul, dizia a música! Então o som alto parecia ir reduzindo, voltou como uma voz baixa numa maré alta! Não era nenhum Dj, eram notícias cósmicas nebulosas! Há um homem estelar esperando no céu, Ele nos disse para não confundir, porque ele sabe que isso é valioso! Ele me disse Deixe as crianças sossegadas, deixe as crianças usarem a cabeça, deixe as crianças deprimidas de novo! Eu tinha que ligar para alguém então eu te liguei Ei, isso foi para longe então você também o ouviu! Ligue a Tv nós podemos sintonizá-lo no canal dois! Olhe pela janela eu posso ver a luz dele! Se pudermos sinalizar talvez ele possa pousar hoje à noite! Não diga ao seu pai ou ele irá nos deixar de castigo, espantados! Há um homem estelar esperando no céu, Ele gostaria de vir e nos encontrar, mas ele acha que iria confundir nossas idéias! Há um homem estelar esperando no céu! Ele nos disse para não confundir, porque ele sabe que isso é valioso! Ele me disse, deixe as crianças sossegadas! Deixe as crianças usarem a cabeça! Deixe as crianças deprimidas de novo!

Estudo confirma: 70% das pessoas que usam antidepressivos não têm depressão

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Se as vendas de antidepressivos como Zoloft, Lexapro ou Prozac nos dizem alguma coisa, é que a depressão está dominando o mundo. Entretanto, uma nova pesquisa questiona a validade de grande parte dessas vendas.

O estudo descobriu que a maioria dos indivíduos que usam os antidepressivos – cerca de 70% – não apresentam os sintomas de um episódio de depressão severa o suficiente (depressão clínica) que justifique o diagnóstico dessa medicação.

Além disto, os antidepressivos também são receitados para outras doenças psiquiátricas. A mesma investigação concluiu que 38% das pessoas usam esses medicamentos para transtorno obsessivo-compulsivo, ansiedade ou outras fobias, concluindo que o antidepressivo muitas vezes é receitado para pessoas que não apresentam os sintomas da depressão clínica. O estudo publicado no The Journal of Clinical Psychiatry, relata: “Nossos dados indicam que os antidepressivos são comumente diagnosticados ​​na ausência de indicações baseadas em evidências claras “.

Há alguns anos, a Universidade Harvard realizou um estudo para reiterar o que muitos profissionais de psicologia já sabem: muitas pessoas estão viciadas em antidepressivos. A maioria utiliza esses remédios apenas para melhorar o humor e se sentirem melhor. O aumento na venda de antidepressivos assusta os especialistas, nas últimas décadas foi de aproximadamente 400%. ­

O antidepressivo se tornou popular, embora estudos clínicos sugerem que há inúmeros métodos naturais que as pessoas podem recorrer sem se preocuparem com os efeitos colaterais causados por esta droga.

Infelizmente, estamos enfrentando uma evidente parceria que existe entre os membros da comunidade psiquiátrica. Um estudo sobre o painel de membros da “Bíblia da Psiquiatria”, mais conhecida como Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, demonstrou que dos 170 membros que produziram os critérios do DSM-4 (publicado em 1994), 56% tinham vínculos financeiros com empresas farmacêuticas. Isto incluía o financiamento de pesquisas, consultorias e pagamentos por palestras.

Quando olhamos para os membros dos painéis convocados para elaborar o DSM-5, esse interesse e influência parece ter aumentado. Cerca de 70% dos membros da força-tarefa relataram relações com a indústria farmacêutica – um aumento de 14% em relação ao DSM-4.

A indústria farmacêutica é uma das mais rentáveis do mundo – com vendas globais alcançando US$ 400 bilhões por ano. A indústria é impulsionada pelo imperativo econômico para manter lucros elevados através de manutenção e da expansão contínua de seus mercados. E o DSM desempenha uma função importante nesse processo expandindo a lista de categorias de diagnóstico a cada nova edição.

Isso permite que os psiquiatras diagnostiquem infelicidade como doença e prescrevam medicamentos para um número crescente de pessoas vulneráveis. Precisamos levar a angústia relatada por todos a sério, pois às vezes a ajuda medicinal é realmente necessária. Mas também precisamos questionar a crescente “patologização” da infelicidade cotidiana, pois ela fornece um mercado para a indústria farmacêutica e legitima o controle psiquiátrico.

(Texto de Mike Barrett | Traduzido e adaptado por Despertar Coletivo | Via: Natural Society)

– Veja mais em: http://despertarcoletivo.com/estudo-confirma-70-das-pessoas-que-usam-antidepressivos-nao-tem-depressao/

Maluco Beleza – Raul Seixas

Enquanto você
Se esforça pra ser
Um sujeito normal
E fazer tudo igual
Eu do meu lado
Aprendendo a ser louco
Um maluco total
Na loucura real

Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez
Vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
Eu vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza

E esse caminho
Que eu mesmo escolhi
É tão fácil seguir
Por não ter onde ir
Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez
Eeeeeeeeuu!
Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez

Vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
Eu vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
Eu vou ficar
Ficar com toda certeza
Maluco, maluco beleza

O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ ROTULA UMA CRIANÇA DE INTELIGENTE

Gabriel é um menino esperto.
Cresceu ouvindo isso.

Andou, leu e escreveu cedo.

Vai bem nos esportes.

É popular na escola e as provas confirmam, numericamente e por escrito, sua capacidade.

“Esse menino é inteligente demais”, repetem orgulhosos os pais, parentes e professores. “Tudo é fácil pra esse malandrinho”.

Porém, ao contrário do que poderíamos esperar, essa consciência da própria inteligência não tem ajudado muito o Gabriel nas lições de casa.

– “Ah, eu não sou bom para soletrar, vou fazer o próximo exercício”.

Rapidamente Gabriel está aprendendo a dividir o mundo em coisas em que ele é bom, e coisas em que ele não é bom.

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A estratégia (esperta, obviamente) é a base do comportamento humano: buscar prazer e evitar a dor. No caso, evitar e desmerecer as tarefas em que não é um sucesso e colocar toda a energia naquelas que já domina com facilidade.

Mas, como infelizmente a lição de casa precisa ser feita por inteiro, inclusive a soletração, de repente a auto-estima do pequeno Gabriel faz um… crack.

Acreditar cegamente na sua inteligência à prova de balas, provocou um efeito colateral inesperado: uma desconfiança de suas reais habilidades.

Inconscientemente ele se assusta com a possibilidade de ser uma fraude, e para protegê-lo dessa conclusão precipitada, seu cérebro cria uma medida evasiva de emergência: coloca o rótulo dourado no colo, subestima a importância do esforço e superestima a necessidade de ajuda dos pais.

A imagem do “Gabriel que faz tudo com facilidade” , a do “Gabriel inteligente” (misturada com carinho), precisa ser protegida de qualquer maneira.

Gabriel não está sozinho. São muitos os prodígios, vítimas de suas próprias habilidades de infância e dos bem intencionados e sinceros elogios dos adultos.

Nos últimos 10 anos foram publicados diversos estudos sobre os efeitos de elogios em crianças.

Um teste, realizado nos Estados Unidos com mais de 400 crianças da quinta série (Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success), desafiava meninos e meninas a fazer um quebra-cabeças, relativamente fácil.

Quando acabavam, alguns eram elogiados pela sua inteligência (“você foi bem esperto, hein!) e outros, pelo seu esforço (“puxa, você se empenhou pra valer hein!”).

Em uma segunda rodada, mais difícil, os alunos podiam escolher entre um novo desafio semelhante ou diferente.

A maioria dos que foram elogiados como “inteligentes” escolheu o desafio semelhante.

A maioria dos que foram elogiados como “esforçados” escolheu o desafio diferente.

Influenciados por apenas UMA frase.

O diagrama abaixo mostra bem as diferenças de mentalidade e o que pode acontecer na vida adulta.

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O Malcom Gladwell tem um ótimo livro sobre a superestimação do talento, chamado “Fora de Série” (“outliers”). Lá aprendi sobre a lei das 10 mil horas, tempo necessário para se ficar bom em alguma coisa e que já ensinei pro meu filho.

Se você tem um filho, um sobrinho, ou um amigo pequeno, não diga que ele é inteligente. Diga que ele é esforçado, aventureiro, descobridor, fuçador, persistente.
Celebre o sucesso, mas não esqueça de comemorar também o fracasso seguido de nova tentativa.

UPDATE : Apenas alguns esclarecimentos a alguns dos comentários…

01. Não, eu não estou dizendo para não elogiar as crianças. E não, também não estou dizendo para você nunca dizer para o seu filho que ele é inteligente. É apenas uma questão de evitar o RÓTULO.

02. Evidentemente não sou o autor dessa tese/teoria, muito menos desse estudo citado no post. Escrevi justamente SOBRE essa linha de pensamento. Quem escreveu essa teoria foi Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success(http://news.stanford.edu/news/2007/february7/dweck-020707.html) como foi citado acima e nos comentários também.

03. Gostaria de aproveitar o update e agradecer pelos inúmeros comentários e likes, o que prova o quanto esse assunto é fascinante. Obrigado!

[img by Shutterstock]

Fonte: http://www.updateordie.com/2012/04/17/o-que-acontece-quando-voce-fica-elogiando-a-inteligencia-de-uma-crianca/

PERDÃO

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

“O Retorno do Filho Pródigo”, obra de Rembrandt

O perdão é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra si mesmo, decorrente de uma ofensa percebida, diferenças, erros ou fracassos, ou cessar a exigência de castigo ou restituição.

O perdão pode ser considerado simplesmente em termos dos sentimentos da pessoa que perdoa, ou em termos do relacionamento entre o que perdoa e a pessoa perdoada. É normalmente concedido sem qualquer expectativa de compensação, e pode ocorrer sem que o perdoado tome conhecimento (por exemplo, uma pessoa pode perdoar outra pessoa que está morta ou que não se vê há muito tempo). Em outros casos, o perdão pode vir através da oferta de alguma forma de desculpa ou restituição, ou mesmo um justo pedido de perdão, dirigido ao ofendido, por acreditar que ele é capaz de perdoar.

O perdão é o esquecimento completo e absoluto das ofensas, vem do coração, é sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor. Não impõe condições humilhantes, tampouco é motivado por orgulho ou ostentação. O verdadeiro perdão se reconhece pelos atos e não pelas palavras.

Existem religiões que incluem disciplinas sobre a natureza do perdão, e muitas destas disciplinas fornecem uma base subjacente para as várias teorias modernas e práticas de perdão.

Exemplo de ensino do perdão está na “parábola do Filho Pródigo” (Lucas 15:11–32).

Normalmente as doutrinas de cunho religioso trabalham o perdão sob duas óticas diferentes, que são:

  • Uma ênfase maior na necessidade das faltas dos seres humanos serem perdoadas por Deus;
  • Uma ênfase maior na necessidade dos seres humanos praticarem o perdão entre si, como pré-requisito para o aprimoramento espiritual.

NOVEMBER RAIN – GUNS N’ ROSES

Quando olho nos seus olhos posso ver um amor reprimido e ambos sabemos que corações podem mudar! Se pudéssemos ganhar o tempo para deixar tudo na linha eu poderia descansar minha cabeça! Você precisa de um tempo… pra você? Você precisa de um tempo? Todos precisam de um tempo… para si! Eu sei que é difícil manter aberto o coração! Quando, até mesmo os amigos parecem te prejudicar! Mas se você pudesse curar um coração partido! Às vezes eu preciso de um tempo… pra mim! Às vezes eu preciso de um tempo… sozinho! Todos precisam de um tempo… para si! Você não sabe que precisa de um tempo? Quando seus medos baixarem e as sombras ainda permanecerem! Eu sei que você pode me amar! Quando não houver ninguém para culpar! Então, deixa pra lá a escuridão! Você não acha que precisa de alguém? Você não acha que precisa de alguém? Todos precisam de alguém! Você não é a única!

LINGER – The Cranberries

Tenho certeza de que não estou sendo rude, mas é apenas sua atitude! Está acabando comigo! Está arruinando tudo! Você estava mentindo o tempo todo? Foi só um jogo para você? Você tem que deixar isso se prolongar? Se você pudesse sobreviver tentando não mentir! As coisas não seriam tão confusas! Você tem que deixar isso se prolongar?

BICHOS ESCROTOS – TITÃS – AO VIVO

Bichos!
Saiam dos lixos
Baratas!
Me deixem ver suas patas
Ratos!
Entrem nos sapatos
Do cidadão civilizado

Pulgas!
Que habitam minhas rugas
Oncinha pintada
Zebrinha listrada
Coelhinho peludo
Vão se fuder!
Porque aqui
Na face da terra
Só bicho escroto
É que vai ter

Bichos escrotos
Saiam dos esgotos
Bichos escrotos
Venham enfeitar
Meu lar
Meu jantar
Meu nobre paladar!

Bichos!
Saiam dos lixos
Baratas!
Me deixem ver suas patas
Ratos!
Entrem nos sapatos
Do cidadão civilizado

Pulgas!
Que habitam minhas rugas
Oncinha pintada
Zebrinha listrada
Coelhinho peludo
Vão se fuder!
Porque aqui
Na face da terra
Só bicho escroto
É que vai ter

Bichos!
Baratas!
Ratos!
Cidadão civilizado!
Pulgas!
Oncinha pintada
Zebrinha listrada
Coelhinho peludo
Vão se fuder!
Porque aqui
Na face da terra
Só bicho escroto
É que vai ter

Bichos escrotos
Saiam dos esgotos
Bichos escrotos
Venham enfeitar
Meu lar
Meu jantar
Meu nobre paladar!

MEUS PENSAMENTOS’

FORTALECENDO-OS-SEUS-PENSAMENTOS
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Não perca nenhuma inspiração! Aproveite todos os estímulos, bons sonhos, tenha as melhores atitudes e tome as melhores decisões.

Orlando Oráculo

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Não molde-se ao mundo, molde-se ao ESPÍRITO de DEUS, que habita em você e ELE te elevará ao mais alto céu! Creia nisso!

Orlando Oráculo

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O criador do universo tem morada eterna em nossos corações, todos precisam saber disso e em qualquer local que estiverem!!

Orlando Oráculo

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O CRIADOR DO UNIVERSO ESTÁ CONTIGO!! AÍ DENTRO DO SEU CORAÇÃO E CHEIO DE AMOR PARA SEGURAR SEU MUNDO!!

Orlando Oráculo

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Cada um é aquilo que pensa ser!

Orlando Oráculo

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Acabei de beber uma latinha de veneno! Agora preciso beber muita água!

Orlando Oráculo

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Ciúmes é uma doença que precisa ser eliminada! Acredito que DEUS não seja ciumento, pois não podemos ter DEUS somente para satisfazer nossos desejos, mas sim o desejo de todos que tenham o amor de DEUS em seus corações. Ciúmes provoca medo e precisamos eliminar todo o medo.

Orlando Oráculo

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Sabe aquela pessoa que você pensa que é uma cobra? Aquela mesmo, que talvez você não conversa com ela, muito menos ela com você! Ela pode te amar profundamente e estar apenas querendo o seu bem!

Orlando Oráculo

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A pessoa que pensa que DEUS não está falando mais com ela, fale comigo e eu explico o que está acontecendo!

Orlando Oráculo

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Cuide desde já dos seus pensamentos, pois um dia você pode perder o controle de sua mente e todos saberão tudo que passa e passava por ela.

Orlando Oráculo

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Inferno, céu e paraíso! Onde ficam? Guerras interiores!

Orlando Oráculo

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Estou do lado daqueles que não amam ao dinheiro, há alguns grupos por aqui que não consigo descobrir o que amam e o que ocupa o primeiro lugar em seus corações, aí complica demais o nosso relacionamento!

Orlando Oráculo

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Antes que alguém pergunte qual o nome do meu mestre preferido, no momento só posso falar que ele é criador do universo! Não posso falar mais nada para não causar, ciúmes, discussões desnecessárias, partidárias e nenhum tipo de guerra! Trabalhamos pelo fim das guerras!!!

Orlando Oráculo

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Há pessoas que conseguem dominar a língua ou o que falam para evitar atritos, agora imagine-se dominando seus pensamentos de maneira parecida, não haverá atritos nem em seu interior.

Orlando Oráculo

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Ninguém tem o direito de me julgar a não ser eu mesmo ou aquele que eu decidir que pode. Eu sou o que sou e serei o que serei conforme minhas decisões.

Orlando Oráculo

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Sinto que não fomos criados para o cemitério e sonho em não precisar passar por essa fase dessa vida. Sonho em não morrer, mesmo sabendo que isso pode acontecer a qualquer instante, mas se acontecer, sinto que não fui criado para morar no cemitério e penso que alguém vai me tirar de lá!

Orlando Oráculo

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A falsidade é tudo! Tudo de ruim que existe nesse sistema em que vivemos!

Orlando Oráculo

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Raso de mente e simplista de pensamento, ser ou não ser?

Orlando Oráculo

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Se for para fazer aqueles que não aceitam as diferenças de crenças, nacionalidades ou tradições tropeçarem, é melhor permanecer anônimo em relação a isso, dar apenas bons exemplos, para que tenham algum resultado na vida dessas pessoas e esperar que lá na frente elas aprendam a respeitar as diferenças!

Orlando Oráculo

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Muitas e muitas pessoas comuns se comportam pior do que os praticantes aplicados da politicagem!

Orlando Oráculo

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Unidade e igualdade, será que são as mesmas coisas? Se você tivesse que escolher apenas uma, qual seria mais importante?

Orlando Oráculo

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É o corrupto brigando com o corrompido! E a gente só assistindo!

Orlando Oráculo

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Alienação, nome que as pessoas inventaram para chamar todo aquele que tem uma opinião diferente, para não precisar conhecê-la e não conversar mais sobre o assunto! Mas quem será o verdadeiro alienado?

Orlando Oráculo

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Quem tem fé não fica pedindo coragem a todo momento, quem tem fé simplesmente vive, vive tomando atitudes conscientes e com certeza de que lá na frente vai dar tudo certo!

Orlando Oráculo

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Quem pensa muda a todo instante, pode ser para fazer coisas novas ou aquilo que você disse que nunca mais faria. O importante é pensar com amor e caridade.

Orlando Oráculo

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É possível que ainda hoje, Jeová use pessoas movidas pelo espírito santo. As coisas são conhecidas parcialmente e o propósito ainda não está completo para nossas vidas. Uma das maneiras de sabermos se estamos sendo movidos pelo espírito santo, é fazendo todas as coisas com amor e caridade, acreditando que aquilo que você pensa em praticar é possível de realizar-se.

Orlando Oráculo

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Se você pensa que com seu cargo e com sua profissão as coisas estão indo muito bem, então continue aí levando a vida sossegado!

Orlando Oráculo

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Pensar ou ser doutrinado? Eis uma questão que serve para tudo aquilo que lemos, assistimos e ouvimos! O que você pensa sobre o assunto?

Orlando Oráculo

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Em atitudes de amor agimos mais rápido do que qualquer coisa que já vimos, as mães entendem.

Orlando Oráculo

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Eu acredito no que tenho que fazer.

Orlando Oráculo

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O propósito da vida é viver.

Orlando Oráculo

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A mudança é um jogo que sempre será perigoso e é você que precisa decidir.

Orlando Oráculo

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 Se antes de fazer algo você pára e pensa se é certo ou errado, você ainda pode saber o que são valores morais.

Orlando Oráculo

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Você que ainda é novo, não seja infectado pelo sistema. Você que não é mais novo, veja até que ponto você está infectado e procure desinfectar-se!

Orlando Oráculo

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Deixe as promessas para aqueles que seguem tradições religiosas, para os escoteiros ou para qualquer outro que você sabe que também gosta de fazer promessas!

Orlando Oráculo

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É melhor tomar uma decisão equivocada do que nenhuma decisão, na dúvida decida-se e diga não! Se a oportunidade era boa, talvez ela bata em sua porta novamente de outra maneira e você terá uma segunda chance para decidir-se, dizendo sim!

Orlando Oráculo

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Não queremos cargos, queremos saúde e educação!

Orlando Oráculo

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A glória é de Deus, mas o dinheiro pode deixar com eles mesmos!

Orlando Oráculo

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Oração é um negócio muito bonito, tenho certeza que faz muito bem para aquela pessoa que faz com fé e dá resultados surpreendentes, é por isso que oro quando acho que é preciso, mas penso que há casos em que é necessário atitudes concretas para solucionar problemas! Precisamos de atitudes sólidas e perceptíveis aos sentidos!

Orlando Oráculo

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Quer serotonina e endorfina na veia? Ajude, faça o bem e ame as pessoas!

Orlando Oráculo

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O sistema de dominação existente nesse planeta é perfeito, mas em breve ele vai começar a falhar!

Orlando Oráculo

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Uma pessoa sábia é pacífica, cheia de misericórdia, de bons frutos e pronta para obedecer àquilo que for sem parcialidade e sem hipocrisia.

Orlando Oráculo

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O que falta é união por parte dos moradores e dos políticos! Se as pessoas fossem conscientizadas a participarem das discussões e decidirem o que fazer em alguns problemas, talvez nem precisaríamos ir atrás do governo para resolvê-los, mas sim para pedir redução nos impostos ou para dizer onde queremos que sejam usados!

Orlando Oráculo

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O amor vence tudo e é ele que vai surpreender muita gente!! Lá na frente eu vou ver gente falando assim: “Você não era gay? O que está fazendo aí e eu aqui?” Daí ele vai responder assim: “Sim, mas o amigo que me trouxe aqui ensinava sobre amor e eu entendi, mas você pensava que ele ensinava sobre ódio e não entendeu!

Orlando Oráculo

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Quem confiar no dinheiro ficará profundamente desapontado!

Orlando Oráculo

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Quando eu era mais novo, tratava mulher como se fosse sagrada e continuo pensando que isso não é errado!

Orlando Oráculo

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Com a tecnologia que temos hoje em dia, podemos ficar anônimos aos olhos da maioria e, com ALGUMAS pessoas melhorar o mundo de dentro do nosso quarto, sentado na nossa cama, debaixo da nossa coberta ou encostadinho tranquilo no nosso travesseiro

Orlando Oráculo

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Melhor não assemelhar-se aos que praticam males, pois um dia todos serão destruídos ou se destruirão!

Orlando Oráculo

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A vontade de Jeová para nossas vidas é perfeita e agradável, como a que ele tem para o reino dele. Muitas coisas que acontecem nesse mundo não estão de acordo com a vontade de Jeová, não diga em tudo que acontece em sua vida ou na vida de seus queridos que foi vontade dele.

Orlando Oráculo

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Não dá mais para fazer reuniões para resolver problemas, existem coisas que precisam ser resolvidas em tempo real! Os governantes precisam saber disso!

Orlando Oráculo

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Quando os meios de comunicação pararem de ser gananciosos, não se venderem por dinheiro e informarem honestamente. Quando os governantes também não se venderem por dinheiro e trabalharem honestamente, nosso país será melhor. São coisas que penso ser muito difíceis de acontecer, mas não são impossíveis!

Orlando Oráculo

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Pelo jeito que as coisas estão neste mundo, se eu morrer vou levar todos os meus segredos comigo!

Orlando Oráculo

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O problema de conversar com pessoas ignorantes é que geralmente elas não dão espaço para você dizer uma palavra.

Orlando Oráculo

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Uns querem respeito, outros não querem o preconceito!! Que tal todos praticarmos as duas coisas? Aí não haverá mais problemas!

Orlando Oráculo

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SOBRE ANIMAIS

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CUIDE DESDE JÁ DE SUA MENTE

“QUAL A TUA OBRA”

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CADA UM É AQUILO QUE PENSA SER – https://www.facebook.com/orlandotandrade/posts/779406792107294?pnref=story

OLAVO DE CARVALHO, OFERTAS E COMUNISMO

‘RELÓGIO DO APOCALIPSE’ É ADIANTADO PARA 23h57m E HUMANIDADE FICA MAIS PERTO DA EXTINÇÃO

Você acredita nisso? Somos uns privilegiados! A nossa espécie já existe há tantos milhares de anos e nós é que fomos os sortudos selecionados para assistir à festa de fim de ano(s)!

CLIQUE AQUI para ler a matéria completa.

John Legend – Ordinary People

Sei que me portei mal! E nós ainda temos oportunidade de crescer! E apesar de que o amor às vezes machuque, eu ainda coloco você em primeiro lugar! E nós faremos com que dê certo! Somos apenas pessoas comuns, não sabemos que caminho tomar, pois somos apenas pessoas comuns! Talvez devêssemos ir com calma! Dessa vez iremos com calma! Ir com calma! Às vezes é o paraíso na terra! Talvez a gente viva e aprenda! Talvez você fique, talvez vá embora! Talvez você retorne! Talvez devêssemos ir com calma! Ir com calma! Dessa vez iremos com calma!

“ÊXODO, DEUSES E REIS” É PROIBIDO NO EGITO

O novo filme do diretor Ridley Scott foi também retirado de várias salas de cinema no Marrocos.

Na esteira da polêmica em torno do cancelamento e posterior exibição de A Entrevista nos cinemas norte-americanos, devido aos ataques hacker sofridos pela Sony nas últimas semanas, outro filme tem enfrentado dificuldades de exibição. Êxodo: Deuses e Reis foi proibido no Egito e teve várias de suas sessões canceladas no Marrocos.

O motivo da proibição no Egito é que, de acordo com a censura local, o novo filme dirigido por Ridley Scott traria uma “visão distorcida” em torno da vida de Moisés. Abdel Sattar Fathi, chefe da censura egípcia, lamentou que o filme mostre que “os judeus estiveram envolvidos na construção da pirâmide de Ghiza como povo eleito por Deus” e que passe a impressão de que os egípcios teriam torturado os judeus. Além disto, Êxodo teria manipulado os ensinamentos do Alcorão, o livro sagrado do islã.

Outro país onde Êxodo: Deuses e Reis tem enfrentado problemas é no Marrocos. Apesar de não ter ocorrido uma proibição oficial do governo, o longa-metragem teve várias de suas sessões repentinamente canceladas. Ainda não houve um posicionamento oficial nem dos exibidores locais nem do Centro Cinematográfico Marroquino sobre o assunto.

No Brasil, Êxodo: Deuses e Reis está em cartaz desde ontem, após atrair pouco mais de 150 mil espectadores nas pré-estreias realizadas na semana passada. Confira a crítica do AdoroCinema sobre o filme.

Fonte: www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-110991/

GIANNA JESSEN – SOBREVIVENTE DE ABORTO POR ENVENENAMENTO SALINO

Nesse dia 25 de novembro de 2014, Dia Internacional de Combate a Violência Contra a Mulher, deixo essa reflexão sobre o aborto de Gianna Jessen, sobrevivente de um aborto por envenenamento salino, veja seu recado para os homens, para as mulheres e decida qual deve ser a melhor atitude em respeito a vida, sua e daqueles que podem te amar um dia!

1ª parte

2ª parte

ENTREVISTA COM LUC FERRY

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Para o filósofo Luc Ferry, se ficamos tão chocados com casos como o da menina Isabella, é porque amar a família é uma novidade radical na nossa história

por Rita Loiola,

 

O filósofo Luc Ferry é o oposto do que geralmente se associa a um intelectual francês. Seus livros são fáceis de ler – estão sempre na lista dos 10 mais vendidos na França. Os títulos lembram a auto-ajuda (Aprender a Viver, O Que É uma Vida Bem-Sucedida ou Famílias, Amo Vocês), mas tratam apenas de questões-chave da história da filosofia. “Minha questão é saber como o ser humano pode viver melhor, e isso só a filosofia é capaz de responder”, diz. Além de escrever best sellers, Luc Ferry milita na direita francesa, ao contrário de muitos dos seus colegas intelectuais. Membro do atual governo do presidente Nicolas Sarkozy, ele era ministro da Educação em 2004, quando a França criou polêmica ao proibir que as crianças usassem símbolos religiosos na escola – lei que afetou sobretudo jovens muçulmanas que usavam véu. Ele também não é um intelectual pessimista, mas um entusiasta da maneira de viver e pensar do Ocidente. Se o Brasil e o mundo ficam escandalizados com a morte da menina Isabella ou o caso do austríaco que praticou incesto com a filha durante 28 anos, Ferry diz que nunca amamos tanto nossa família. Numa tarde quente de primavera em Paris, o filósofo explicou por que o amor à família é a novidade na história que define o mundo de hoje.

No livro Famílias, Amo Vocês, lançado este mês no Brasil, você diz que os pais nunca amaram tanto os filhos. No entanto, estamos todos chocados com o caso de uma menina que foi jogada pela janela do 6º andar. E, na Áustria, veio à tona um caso de incesto que durou 28 anos. Esses episódios não o contradizem?

Não. Já ouvi falar dezenas de vezes desse caso da garota Isabella, e estamos todos chocados, tanto quanto com o caso de incesto da Áustria. O importante é que, hoje, esses episódios deixam a maior parte da população escandalizada. Analisando historicamente, percebemos que nem sempre as pessoas ficaram chocadas com histórias como essas. Até o século 18, antes do nascimento da família moderna, cerca de 30% das crianças eram abandonadas. No norte da França, as mortes chegavam a 90% no primeiro ano de vida. Na Idade Média, a morte de uma criança era menos importante que a perda de um cavalo. Existiam diferenças em relação ao primogênito, mas, em geral, as crianças simplesmente eram abandonadas para morrer. A situação mudou completamente. E, no futuro, a família deve se tornar ainda mais importante.

Por quê?

Porque o ser humano é uma das últimas coisas sagradas hoje em dia. Na história, o sagrado (aquilo pelo qual somos capazes de arriscar nossa vida) mudou muito. Os europeus já morreram por 3 grandes motivos: Deus, a pátria e a revolução. Nos últimos séculos, houve mortes maciças em guerras de religião, nacionalistas e guerras revolucionárias. Esses motivos desapareceram. Os jovens ocidentais de hoje não são capazes de morrer nem pela pátria, nem por Deus, nem pela revolução. Acabou.

Mas ainda existe quem morreria por um ideal, como os homens-bomba ou os terroristas bascos. Não?

Existem os extremismos políticos, mas acredito que, entre os ocidentais, nem mesmo os 5% de extrema direita ou esquerda morreriam por um ideal. No entanto, os únicos seres pelos quais seríamos capazes de arriscar nossa vida são os outros seres humanos – nossos filhos, nossos amigos ou mesmo pessoas que passam por situações graves de miséria, como os famintos da África e os movimentos humanitários que tentam salvá-los. O sagrado não desapareceu, ele só mudou de lugar e se encarnou na humanidade. Passamos da transcendência vertical – Deus, pátria, as grandes utopias – para a transcendência horizontal – os homens. Na minha opinião, trata-se de uma grande mudança. É uma maravilha não morrer por motivos estúpidos, e sim para salvar outros seres humanos. Muita gente acha que o fim das utopias é uma tragédia. Para mim, é uma coisa formidável.

Como o fim dos ideais influencia a política hoje?

No Ocidente, faz com que a política, em vez de ser um fim em si mesma, seja um auxílio para a vida privada. Hoje em dia, as pessoas pedem que nós, políticos, sejamos um instrumento do desenvolvimento da família. Não trabalhamos a serviço da glória do país ou da revolução, mas a serviço dos cidadãos. É uma mudança de foco imensa. Com ela, surgem problemas novos, como a preocupação com as gerações futuras. Vem daí o interesse pela ecologia e também pela dívida pública – questões para resolvermos a longo prazo. Temos que dar conta desses problemas não para contribuir para a grandeza do país, mas porque não queremos deixar um mundo pior para nossos filhos.

Essa preocupação com a família é um dos aspectos do que você chama de “novo humanismo” do mundo moderno ou “sabedoria do amor”?

Exatamente. O mundo de hoje é marcado por relações amorosas que têm uma origem muito recente. Antes do capitalismo, as pessoas se casavam à força e nunca por amor. O casamento tinha duas funções: manter a linhagem familiar e tocar a vida rural – fazer a roça, construir cercas para os animais, preparar a comida e até fazer as próprias roupas. Com o capitalismo, surge o povo assalariado e o mercado de trabalho. As mulheres saem da roça para trabalhar nas cidades, vão ser operárias, domésticas em casas burguesas e se descobrem como indivíduos. Largam a bolha em que viviam e descobrem duas liberdades: o anonimato – ninguém mais as vigia – e o salário, um pouco de dinheiro que significa a autonomia material. Coloque-se no lugar dessa moça que escapa do olhar da família e do padre da vila: é uma liberdade formidável! Essa mulher passa a se recusar a ser casada à força. Ela vai querer “se” casar – e com alguém de quem ela goste. Surge assim o casamento por amor, e desse casamento vem o amor pelos filhos e depois a sacralização das pessoas. Foi assim que o amor familiar virou um grande traço que nos define hoje em dia.

Então é o amor que dá sentido à vida hoje?

Sim. O amor é uma das poucas coisas absolutas, indiscutíveis hoje em dia. E a única coisa capaz de dar sentido à vida é o absoluto. Antigamente, o valor absoluto era uma coisa transcendente, ou seja, superior a nós, como Deus e a eternidade. O valor absoluto caía do céu. Mas agora ele está em nós, o que eu chamo de uma “transcendência na imanência”. É mais ou menos como quando alguém se apaixona: ele descobre a transcendência do outro, mas consciente de que o sentimento foi criado dentro de si. A verdade não é mais descoberta hoje sob argumentos autoritários, superiores, mas na sua parte mais íntima – o coração.

Alguns psicólogos dizem que estamos obcecados pela felicidade e pela realização pessoal. Essa busca por felicidade do mundo moderno pode nos levar a mais decontentamento?

Bem, você gostaria de voltar aos séculos passados onde essa felicidade não existia? Se não gostaria, é preciso aceitar que a vida moderna, democrática e livre tem um custo, que é fazer e até mesmo inventar a vida sozinho, arranjar um sentido para a própria vida. Certamente não devemos pensar que a vida deve ser sempre feliz e despreocupada. Pessoas que tentam viver como se a vida pudesse ter nenhum sofrimento lembram um animal – digamos, um coelho – que vive sem imaginar que há um caçador por perto para estragar a festa. Kant, o filósofo alemão, diz que se a Providência quisesse que fôssemos felizes não teria nos dado a inteligência. Nunca conseguiremos ter uma vida totalmente despreocupada. O ser humano tem problemas, tem medos que o fazem diferente de um coelho que brinca inocentemente.

Os títulos de seus últimos livros parecem tirados de manuais de auto-ajuda, mas falam somente sobre questões filosóficas cruciais. A filosofia pode nos ajudar a viver melhor?

Sim. Quando a filosofia surgiu, na Grécia, era uma “aprendizagem sobre a vida”, e não um discurso chato, como hoje. Naquela época, as escolas de filosofia passavam como lição de casa exercícios para os alunos viverem melhor e mais livres. Por isso, um dos meus livros têm o título Aprender a Viver, que é uma frase de Sêneca, o filósofo estóico grego. Só depois da vitória do cristianismo sobre a cultura grega que a filosofia vira questão religiosa e acadêmica. Quando a religião cristã se sobrepõe à filosofia, principalmente a partir da Idade Média, e toma para si a questão da “aprendizagem da vida” ou do “saber viver”, a filosofia fica esvaziada de seu objetivo principal e se transforma em um estudo abstrato e puramente teórico. Apesar de a vida na Grécia e no século 21 serem bem diferentes, os problemas do ser humano são parecidos. Como os gregos, nós hoje achamos que uma vida mortal bem-sucedida é melhor que ter uma imortalidade fracassada, uma vida infinita e sem sentido. Buscamos uma vida boa para quem aceita lucidamente a morte sem a ajuda de uma força superior.

Mas atualmente ajudar a viver melhor não é papel da psicologia?

O projeto da filosofia e da psicologia é igual – salvar o ser humano dos seus medos. Mas os caminhos são bem diferentes. Acho que a psicologia nos diz “como” e a filosofia responde “por que”. A psicologia acalma e a filosofia mostra o sentido.

 

A escola e a religião

Na breve passagem de Luc Ferry pela política,como ministro da Educação, entre 2002 e 2004, seu ato mais polêmico foi proibir que os alunos usassem símbolos religiosos nas escolas. A lei valia para todas as religiões, mas provocou a ira de muçulmanos residentes na França que obrigam as filhas a usar lenços na cabeça. Os críticos afirmaram que a “lei do véu” era um atentado à livre expressão religiosa. Já quem apoiou a proibição a considerou uma proteção aos direitos humanos do Ocidente. Para Luc Ferry, o fato por trás da polêmica do véu é a ausência de deveres na sociedade. “O homem de hoje está convencido de que tem muitos direitos, mas é inconsciente de seus deveres. Isso fica bem visível no sistema educacional. Se a escola é laica, não há por que utilizar símbolos religiosos ostensivos”, diz ele. Mas o Estado laico não permite liberdade religiosa? Ferry prefere fugir dessa pergunta e explicar o conflito de etnias da França. “Temos em nosso território a comunidade muçulmana mais importante da Europa e o 3º maior grupo judeu do mundo (depois de Israel e dos EUA). Depois da 2ª Intifada, em 2001, as crianças das duas comunidades começaram a brigar. Houve, entre 2001 e 2004, um aumento de 200% de ações anti-semitas na França. O governo decidiu, então, proibir não os símbolos religiosos discretos, mas os agressivos, militantes”, diz ele.

Luc Ferry

• Tem 57 anos e 3 filhos.

• Preside o Conselho de Análises da Sociedade, órgão ligado à Presidência da França.

• Gosta de jogar tênis e viajar no ano passado, visitou o Brasil e ficou fascinado pela cidade de Salvador (BA).

• Seu escritório se destaca pela bagunça: a mesa do computador e a da sala de reuniões são repletas de livros e folhas espalhadas. 

Fonte: http://super.abril.com.br/cotidiano/entrevista-luc-ferry-447617.shtml

MULHER LIGA PARA A POLÍCIA, FINGE PEDIR PIZZA E CONSEGUE COLOCAR MARIDO QUE A ESPANCAVA NA CADEIA

ThinkStock

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O serviço de emergência dos EUA costuma receber vários trotes diariamente. Mas graças à inteligência de um atendente, uma ligação que parecia piada, mas era uma mensagem codificada, acabou salvando uma mulher.

Ela ligou ao 911 pedindo uma pizza, mas por trás do que parecia uma piada, pedia socorro contra o marido que a agredia.

O policial que recebeu a ligação verificou o endereço passado e descobriu que lá já havia sido registrado caso de violência doméstica. Por conta disso, enviou uma viatura ao local. Após a chegada da polícia, o agressor foi preso.

Veja como foi o diálogo:

– 911, qual é a emergência?
– Rua Maine, 123
– Ok, o que está acontecendo aí?
– Eu gostaria de pedir uma pizza
– A senhora ligou para o serviço de emergência
– Sim, eu sei. Quero uma pizza grande, meia pepperoni, meia cogumelo com pimentão
– Mmmm, desculpe, você sabe que ligou para o 911, certo?
– Sim, você sabe quanto tempo vai demorar?
– Ok, está tudo bem aí? A senhora está em uma emergência?
– Sim, estou
– E não pode falar porque tem alguém ao seu lado?
– Correto. Você sabe quanto tempo vai demorar?
– Tenho um policial há cerca de dois quilômetros da sua casa. Há alguma arma na casa?
– Não, até logo, obrigada

Por | Yahoo Notícias 

RELIGIÃO PRECISA DE POLÍTICA?

Todos os líderes religiosos deveriam pensar como esse aí em relação ao envolvimento deles com a política, Ariovaldo Ramos é o nome dele. Penso que ele está certo e vocês? Penso que as pessoas precisam de políticas públicas para viver sim, precisam se organizar sim, já as religiões não dependem disso mesmo, elas se organizam conforme sua fé e é somente por isso que respeito a opinião daqueles líderes religiosos que tem fé na política para se manterem vivos!

A CURA PELA PALAVRA: PSICOTERAPIA

Nunca tanta gente consultou um psicólogo para falar de sua vida no divã. Mas será que vale a pena gastar tempo e dinheiro contando nossa intimidade a alguém que mal conhecemos?

por Texto Denize Guedes, em SUPERINTERESSANTE

Jean de Oliveira Leite batia na namorada. De repente, por causa de uma discussão ou por terem esquecido uma das sacolas de compras no supermercado, ele dava tapas e pancadas na mulher que amava. Dois anos de namoro e algumas situações de violência depois, ela deu queixa na delegacia e terminou com ele. Os dois estariam separados até hoje se Jean não tivesse procurado um analista e ingressado num grupo de reflexão de homens com o mesmo problema. Na terapia, entendeu por que, em um de seus sonhos que tinha a namorada como personagem, ela assumiu a forma de um arame que ele dobrava sem parar. “Eu não podia dobrá-la metendo a mão”, diz. Depois das sessões de psicoterapia, os dois voltaram. Estão juntos – e em paz – há 3 anos.

No ano passado, a bancária Tatiana Dória não queria mais viver. No fundo de uma depressão, não se interessava por nada nem ninguém. Raramente saía: passava os dias na cama, dormindo ou assistindo filmes. Foi quando decidiu bater à porta de um psiquiatra. Saiu de lá com uma receita de antidepressivos e um encaminhamento à psicoterapia. Durante 6 meses, passou por dois terapeutas de abordagens diferentes, até o convênio médico cortar o benefício. Insistiu por dois meses, pagando as sessões do próprio bolso, mas resolveu abandonar o tratamento por achá-lo inútil. “Procuro o autoconhecimento há muito tempo, mas realmente não sei se um terapeuta tem algo a me acrescentar”, diz Tatiana, que preferiu seguir com os remédios e se dedicar a práticas como meditação.

Assim como Jean e Tatiana, milhares de pessoas estão insatisfeitas com o que são ou como estão. Querem se livrar de fobias, manias obsessivas, conseguir dormir direito, ter forças para sair da cama pela manhã, deixar para trás dificuldades sexuais ou simplesmente achar a vida mais interessante. Cada vez mais gente resolve desbravar a torre de Babel que é o mundo das terapias, habitado por mais de 400 modelos. O número de psicólogos deu um salto de 48% desde 2000, de 123 mil para 182 mil. Sem contar o crescimento do número de psicanalistas, psiquiatras e outros profissionais, como os filósofos clínicos. A quantidade de pessoas que procuram terapia também deve aumentar, já que, em abril, o governo tornou obrigatório aos planos de saúde oferecer 12 sessões anuais de psicoterapia a todos os conveniados. Se antes ir a psicólogos era coisa de “problemáticos”, hoje falar da expe­riência parece ser um bom jeito de engatar conversas com amigos no bar.

A palavra vem do grego therapeúein, que carrega significados como assistir e cuidar. Desabafar no ombro do amigo e conversar com um médico atencioso pode até ser terapêutico – mas não é um método que afasta o sofrimento por meio de técnicas apoiadas em fundamentação teórica, as psicoterapias, todas, de um modo ou de outro, baseadas no tratamento pela fala. Entre quem freqüenta um psicoterapeuta e quem está pensando em procurar um, é comum haver dúvidas do tipo: vale a pena gastar tempo e dinheiro com isso? Não é besteira contar detalhes da intimidade a alguém que mal conhecemos e que não oferece nenhuma garantia de eficácia? Afinal, terapia funciona?

Sim e não. Dezenas de pesquisas neurológicas provam que sessões de psicoterapia modificam conexões neurais e padrões de comportamento, como aconteceu com Jean­. Apesar disso, é grande a possibilidade de você conhecer terapia e, como Tatiana, achar o método inútil – e até bizarro.

Por dentro da terapia

A primeira pessoa tratada pela terapia da palavra se chamava Bertha Pappenheim, mas ela ficou conhecida como Anna O. Foi assim que os médicos Josef Breuer e Sigmund Freud a chamaram na hora de narrar o caso clínico que germinou a psicanálise. Anna O. sofria de alucinações histéricas, sonambulismo e se recusava a beber água. Já levava 6 semanas ingerindo somente a água de frutas quando os sintomas começaram a desaparecer – sempre após falar em voz alta sobre o que a atormentava. “Depois de ter desabafado energicamente a raiva que ficara dentro dela, pediu para beber e bebeu sem inibição uma grande quantidade de água, acordando da hipnose com o copo nos lábios. Com isso, o distúrbio desapareceu para sempre”, escreveram os dois no livro Estudos sobre a Histeria, de 1895.

Anna O. fez Freud ter uma sacada genial: expressar em voz alta pensamentos opressores e resgatar lembranças traumáticas causam efeitos benéficos ao corpo. Isso parece óbvio hoje em dia, mas não naquela época. As pessoas então enxergavam o corpo e a alma (o pensamento e o sentimento) como elementos que se opunham ou pelo menos não se comunicavam. Tratavam-se doenças mentais com procedimentos físicos, como eletrochoques ou incisões no cérebro. Com a criação do tratamento pela fala, Freud revolucionou a psiquiatria, criando uma nova área de estudo – a psicanálise.

Primeiro, ele afirmou que todos temos problemas mentais de menor ou maior grau. Cada pessoa, para Freud, monta sua identidade em cima de conflitos do inconsciente – local dos traumas e desejos reprimidos na infância. Depois, para chegar a esses desejos e impulsos que operam abaixo do nível da consciência, ele criou todo um conjunto de técnicas. Colocou um divã para dentro do consultório (e do nosso imaginário), onde o paciente deveria sentar e falar fazendo associações livres, de modo que o psicanalista pudesse desvendar as reais motivações por trás daquela fala e dos sonhos que a pessoa narrava ter vivido. “Não apenas Freud inventou sozinho o campo da psicoterapia mas o fez de uma só vez”, afirma, no livro Os Desafios da Terapia, o psiquiatra Irvin D. Yalom, professor emérito de psiquiatria da Universidade Stanford (EUA) e autor de Quando Nietzsche Chorou.

Nesses mais de 100 anos, a psicanálise se multiplicou em diferentes teorias e abordagens, dando origem a uma área mais abrangente, a psicologia. Mas a criação de Freud permanece a fonte onde, de alguma forma, todas as correntes da psicoterapia ainda bebem. “Dá para considerar a psicanálise como o berço de todo o campo, pelo menos em relação à maioria das linhas de psicologia profunda”, diz Franklin Goldgrub, professor de psicologia da PUC-SP. De modo geral, o terapeuta com alguma influência de Freud tenta provocar no paciente um processo de autoconhecimento, ou seja, de descoberta da raiz das suas motivações e traços de personalidade. Um processo que envolve passos como estes:

Rever o passado. Entre psicólogos, é comum ouvir a frase “o passado muda todo dia”. A idéia é que podemos voltar aos fatos do passado que mais nos atormentam e reavaliá-los, dando a eles outro significado. Fazer uma “arqueologia da alma”, como dizia Freud, passa por descobrir como nossos pais e os desejos deles influenciaram a nossa vida. Uma passagem de Cartas a um Jovem Terapeuta, do psicanalista Contardo Calligaris, explica por que a infância assume papel tão importante na terapia: “Não é porque os eventos da infância sejam mais marcantes do que os de hoje, mas porque os eventos de hoje tomam relevância e sentido a partir de nosso passado e, portanto, de nossa infância”.

Tomar consciência. É quando o paciente descobre o que faz com a própria vida e tenta vislumbrar o motivo por trás de suas ações. Geralmente a tomada de consciência provoca descobertas revolucionárias sobre si próprio, do tipo: “Minha mulher morreu há 3 anos e desde então vivo fingindo que ela está viva” ou “Sou ranzinza e intolerante com as pessoas da mesma forma como ajo comigo mesmo”.

Responsabilizar-se. Depois que a pessoa se dá conta de seus traços de comportamento, vem a hora de tomar para si a responsabilidade pelos problemas e deixar de culpar os outros – os pais, o chefe, a sociedade ou o marido que decidiu ir embora. Como diz o psiquiatra Yalom no livro O Carrasco do Amor: “Se a pessoa não se sente responsável pelas próprias dificuldades, como, então, ela será capaz de modificar sua situação?” Não significa se culpar pelos infortúnios da vida. “Culpar-se é querer se castigar. Responsabilizar-se é querer mudar. O objetivo é fazer a pessoa perceber o que quer e como ela própria se sabota”, diz Goldgrub.

O problema é que esse roteiro inspirado nas idéias de Freud pode demorar anos para se desenvolver – e ninguém garante que produza os resultados que o paciente espera. Tem mais: muitas das teorias de Freud e outros grandes psicanalistas não nasceram do método científico tradicional – aquele em que um cientista delimita um universo de pesquisa, faz análises e a partir dela tira conclusões. Suspeita-se até que Freud tenha exagerado histórias de seus pacientes para comprovar sua teo­ria. “Do nascimento da psicanálise até hoje, várias idéias de Freud foram descartadas”, diz o neurocientista Renato Sabbatini, da Unicamp. “A neurociência, por exemplo, descobriu que os sonhos têm mais a ver com a memória do dia anterior do que com desejos reprimidos.”

À medida que as idéias de Freud foram sendo questionadas, novos tratamentos surgiram. Das mais de 400 técnicas diferentes que existem hoje, a maioria apareceu a partir da década de 1960, quando a revolução sexual fez as pessoas dar mais importância ao bem-estar do corpo e da mente. Enquanto a terapia baseada na psicanálise tradicional permaneceu um processo demorado, onde falar de cura e eficácia soa estranho, sua hegemonia foi dando lugar a modelos mais curtos e focados, as psicoterapias breves dinâmicas. Uma das correntes mais fortes é a terapia cognitivo-comportamental (TCC), recomendada sobretudo a quem sofre de fobias, como medo de dirigir, ou transtornos obsessivos, como o hábito de lavar as mãos várias vezes por hora. Bem diferente das terapias baseadas em Freud, a TCC quer saber pouco do passado ou dos desejos reprimidos do paciente. O tratamento costuma ser mais curto e se concentra no que a pessoa pensa sobre si mesma e como esse pensamento se reflete nas ações. “Para a terapia cognitiva, os sintomas depressivos vêm de pensamentos e crenças negativas sobre si e sobre o mundo”, diz o psiquiatra Aristides Volpato Cordioli, organizador de um catatau de quase 900 páginas chamado Psicoterapias – Abordagens A­tuais.­ Assim como a TCC, existem técnicas mentais que fazem você se acostumar a ter pensamentos tranqüilizantes, levando esse sentimento a situações de ansiedade.

Freud também vem perdendo terreno porque se restringiu aos conflitos interiores de um indivíduo, dando pouca importância a influências sociais nos sentimentos dele. “O sofrimento psíquico varia de acordo com o contexto sociocultural”, diz o psiquiatra e psicanalista Mário Eduardo Pereira, professor de psiquiatria da Unicamp. Se na época de Freud os casos de histeria proliferavam, provavelmente em resposta à repressão sexual do século 19, a sociedade atual pode nos deixar mais narcisistas, competidores e ansiosos por ter prazer. “Vive-se hoje em uma sociedade nada solidária e muito competitiva, onde as posições conquistadas são sempre incertas. Isso está fortemente relacionado aos casos, cada vez mais comuns, de pânico, insônia, ansiedade, estresse e depressão”, diz Mário Eduardo Pereira. Se a raiz desses problemas está no tipo de vida que levamos hoje em dia, eles não podem ser tratados apenas pelas técnicas de Freud.

Por dentro do cérebro

Tantas correntes diferentes de psicoterapia impõem uma questão: como saber qual é a mais eficaz ou pelo menos se alguma delas é eficaz? É aqui que entra uma outra área da ciência que está se interessando pelo que acontece no divã. Pesquisas com neuroimagem funcional, método que fotografa o fluxo sanguíneo no cérebro, estão provando que a terapia baseada na fala causa, sim, efeitos permanentes no nosso sistema de aprendizagem, na memória e no processamento de emoções.

O último estudo da área, feito na Universidade de Amsterdã no ano passado, analisou 20 pessoas com transtorno do estresse pós-traumático, distúrbio que geralmente atinge quem passa por traumas como seqüestro, acidentes graves e abuso sexual. Elas foram submetidas a uma sessão semanal de psicoterapia breve – inspirada em Freud, porém focada e mais curta – durante 4 meses. Enquanto isso, outras 15 pessoas com o mesmo diagnóstico ficaram num grupo sem tratamento. No final, o cérebro de quem fez terapia mudou. Houve mais atividade em regiões do córtex pré-frontal, área relacionada a cálculos, pensamentos práticos e ações que tomamos conscientemente. Na prática, o tratamento deu alívio a sintomas que têm tudo a ver com traumas, como hipervigilância (estado de alerta permanente) e recordações aflitivas, que se manifestam em pesadelos e pensamentos recorrentes.

Alguém pode logo dizer que não é privilégio da psicoterapia alterar redes neurais. E não é mesmo. Com maior ou menor intensidade, as experiências da nossa vida provocam mudanças na atividade cerebral – como na hora em que ouvimos a seleção de músicas da nossa banda favorita, recebemos a notícia triste da morte de alguém ou damos uma boa caminhada no parque. “O que é bastante recente é o reconhecimento da comunidade científica sobre a intensidade e a permanência das mudanças alcançadas pela psicoterapia. Não se imaginava que o funcionamento do cérebro pudesse ser alterado tão dramaticamente pelo tratamento, e com benefícios tão duradouros”, diz o psicólogo e neurocientista Marco Montarroyos Callegaro.

É como se o pensamento alterado pela terapia fosse a tabuada que a gente não esquece mais. “Os sistemas de memória e aprendizagem constituem a base de todas as psicoterapias. Como o cérebro é uma estrutura plástica, que se modifica de acordo com nossas experiências, o tratamento consegue atuar em determinados circuitos”, diz Jesus Landeira-Fernandez, diretor do Laboratório de Neuropsicologia Clínica e Experimental da PUC-RJ.

Meses antes da pesquisa holandesa, uma outra, realizada pela USP, mostrou resultados parecidos. O estudo envolveu 16 pacientes também com transtorno do estresse pós-traumático. Eram pessoas que tinham vivido eventos como a morte de parentes, seqüestro e assalto. Em dois meses, elas passaram por sessões semanais de uma psicoterapia chamada exposição e reestruturação cognitiva, que consiste em revisitar o evento para então dar a ele um significado menos traumático. Outros 11 pacientes com o mesmo distúrbio ficaram numa lista de espera. Resultado: aqueles que foram às sessões tiveram mais atividade no córtex pré-frontal e menos na amígdala. Como esta parte do cérebro regula nossa sensação de medo, a relação é direta: a terapia reduziu o medo e a ansiedade dos pacientes. Já quem ficou no grupo de controle não teve mudanças relevantes. “Novos arranjos das sinapses ocorrem durante o aprendizado promovido pela psicoterapia”, diz o psicólogo Julio Perez, o autor do estudo. “O tratamento modifica as redes associativas que antes estavam relacionadas à situação que causava dor e dificuldade.”

Quer mais? Há ainda estudos provando a eficácia da terapia para problemas específicos, como as fobias. Na Alemanha, em 2006, 28 voluntárias perderam o medo de aranha em sessões semanais, de 5 horas, de TCC. Elas tiveram menor atividade da ínsula e do giro do cíngulo anterior direito, áreas ligadas àquelas reações que nós não controlamos, como ficar assustado e com o coração batendo rápido logo depois de ver uma aranha. No Japão, também em 2006, 12 pacientes com síndrome do pânico se livraram do mal em 10 sessões de terapia comportamental ao longo de 6 meses. O cérebro deles também deu uma recauchutada nas áreas ligadas ao medo, à memória e ao pensamento consciente. “Há indícios de que as psicoterapias promovem o fortalecimento das funções executivas, ligadas ao córtex pré-frontal”, diz Landeira-Fernandez. Em outras palavras, a terapia fez as pessoas pensar melhor.

As pesquisas de neuroimagem indicam que quem completa o tratamento sai, em geral, 80% melhor do que os pacientes fora do consultório. É um resultado tão positivo que já está provocando mudanças na saúde pública de alguns países. Na Inglaterra, o governo anunciou um investimento de 170 milhões de libras para treinar 3 600 profissionais em terapia cognitivo-comportamental. “O valor inicial do tratamento com antidepressivos é inferior ao da psicoterapia. No entanto, no médio e no longo prazo, a melhor relação é a do tratamento psicoterápico, que tende a apresentar menor reincidência da depressão e efeitos mais duradouros”, diz Callegaro. O resultado também fez até os mais céticos admitir as vantagens da terapia. “Uma coisa é a teoria ultrapassada de Freud, outra são os efeitos comprovados da prática”, diz o neurocientista Sabbatini.

Por fora da terapia

Mas tem um probleminha. A neuroimagem também levanta questões que incomodam a psicologia. Em grande parte das pesquisas, há um paradoxo aterrador: não importa se o paciente passou por uma tratamento inspirado em Freud ou uma prática mais nova. No fim, o efeito de todas é muito parecido. Ou seja: em eficácia, abordagens distintas não fazem diferença nenhuma entre si. Inconformados com isso, pesquisadores da Universidade de Leeds, na Inglaterra, tentaram recentemente pôr fim ao mistério. Durante 3 anos, eles estudaram 5 500 pacientes que passaram por 3 tipos de terapia: cognitivo-comportamental, psicodinâmica e centrada na pessoa. Conclusão publicada em 2007: equivalência de novo.

O fato de terapias diferentes funcionarem igualmente cria uma hipótese: talvez a psicoterapia não funcione pelo motivo que os terapeutas apontam, mas por razões não tão confortáveis à psicologia. Dylan Evans, pesquisador da Universidade de Cork, na Irlanda, especializado em psicologia evolutiva, defende uma dessas razões incômodas: “Se as diferentes técnicas não têm qualquer impacto na recuperação, então é plausível que os benefícios se devam à única coisa que todas as abordagens têm em comum. A crença do paciente de que está recebendo ajuda médica de boa-fé”. Ou seja: efeito placebo – o mesmo que faz as pessoas se sentir melhor depois de tomarem um remédio de farinha ou passarem por um benzimento.

Evans conta em seu livro Placebo (sem tradução para o português) que essa possibilidade teria assombrado Freud até a morte. O Pai da Psicanálise acreditava na supremacia do seu método e, tão logo diferentes linhas se formaram dentro da escola psicanalítica, passou a atribuir os efeitos provocados por essas dissidências à pura sugestão. “Logo se tornou claro que seus próprios pacientes não diferiam em recaídas daqueles tratados por heréticos como Jung e Adler”, afirma Evans.

Assim se desenrola um novelo de pontos fracos dos tratamentos psicológicos. Apesar de as pesquisas neurológicas provarem os efeitos da terapia, não há provas de que isso acontece pelos motivos que os terapeutas apontam. “Na área da saúde mental, é difícil até saber qual é o distúrbio que a pessoa apresenta”, diz Sabbatini. Distúrbios mentais não são como dores de cabeça – não há certeza do que o paciente tem e nem se o tratamento vai ser eficaz como um analgésico. A falta de fundamentação faz das terapias um serviço estranho: elas oferecem um tratamento sem saber se ele vai dar certo. Por causa disso, “a psiquiatria é uma das últimas áreas da medicina que ainda não conseguiu o status de ciência”, diz Sabbatini.

É o que os especialistas chamam de fase empírica não científica: quando se descobriu, pela prática, que uma erva ou uma atitude ajudam a prevenir ou curar uma doença, mas sem ninguém saber exatamente por quê. Por exemplo: no século 18, o médico italiano Giovanni Lancisi acreditava que a malária era contraída ao se respirar o ar fétido de pântanos – daí o nome da doença, que vem de “maus ares”. De fato, deixar de circular em pântanos evita malária, mas não por causa dos maus ares, e sim porque o lugar é cheio de mosquitos – estes, sim, a verdadeira origem da doença. As psicoterapias podem estar nesse nível. Baseiam-se numa crença forte e têm alguma eficiência, mas ninguém sabe exatamente como a melhora acontece. E mais: pode haver uma causa e um tratamento mais acertados, porém não descobertos.

Um exemplo é a genética. Por muito tempo, acreditou-se que a esquizofrenia era um mal psicológico que deveria ser tratado no divã. Quando vieram à tona suas raízes genéticas e químicas, a psicoterapia para tratar esquizofrenia virou coisa do passado. Do mesmo modo, cada vez mais pesquisas ligam os genes à predisposição ao comportamento depressivo. E uma pesquisa de biólogos evolutivos dos EUA acaba de mostrar que a hiperatividade tem laços genéticos. Psicólogos costumam explicar esse distúrbio como uma estratégia de filhos para chamar a atenção dos pais. Já os biólogos americanos descobriram que há uma razão evolutiva para a hiperatividade existir. Quando o ser humano vivia em grupos nômades, não conseguir parar quieto era uma vantagem competitiva para caçadores e pastores. Hoje, porém, a vida sedentária fez desse traço um problema. Pesquisas como essa mostram que, no futuro, os cientistas podem descobrir que tratar depressão ou hiperatividade no divã é tão equivocado quanto achar que os ares do lodaçal causam malária.

Trapalhadas no divã

Para os psicoterapeutas, porém, a história é outra. Se linhas diferentes de tratamento funcionam da mesma forma, não significa que o efeito da terapia seja placebo ou coisa parecida. E sim que a eficácia não depende do tipo de tratamento, mas da vontade do paciente em amadurecer, da habilidade do terapeuta e sobretudo da relação que os dois desenvolvem.

Pouca gente gostaria, por exemplo, de se tratar com quem se compromete mais com a doutrina em que se formou do que com o paciente. E passa as sessões tentando encaixar o pobre coitado na teoria. Críticos da psicanálise chamam essa prática de “cara eu ganho, coroa você perde”. É o caso do analista convicto de que o rapaz sofre do clássico complexo de Édipo, quer matar o pai para ficar com a mãe. Se ele concorda com a interpretação, perfeito. Se não, é porque está reprimindo impulsos sexuais. “Um dos desafios é não tornar o nosso fazer um leito de Procusto”, diz Julieta Quayle, um dos presidentes da Associação Brasileira de Psicoterapia. No mito grego, os hóspedes de Procusto não saíam vivos de sua casa, pois ele cortava ou esticava seus pés para que coubessem no tamanho exato da cama que oferecia.

Também há o problema da má formação. A cada ano, o Brasil ganha 17 mil novos psicólogos. Muitos saem de faculdades pouco prestigiadas, não fazem um curso de especialização num método ou num distúrbio e mesmo assim abrem seus ouvidos para tratar das razões individuais do ser humano – talvez o objeto de estudo mais complexo que existe. Além disso, terapeutas também têm seus problemas emocionais, que podem resvalar para o paciente. Nem todos mantêm uma necessidade básica: sua própria terapia. “Como é possível uma pessoa guiar os outros num exame das estruturas profundas da existência sem examinar a si mesmo?”, questiona Yalom. Entre os resultados da falta de análise do terapeuta, está o de seduzir ou deixar-se seduzir pelo paciente. Não raro terapeutas mal analisados têm relacionamentos amorosos com clientes.

“Se fôssemos submeter terapeutas a um controle estatístico, poucos sobreviveriam”, diz o neurocientista Sabbatini. Mas, como grande parte do sucesso do tratamento depende de quem está se tratando, é muito difícil avaliar um terapeuta. Para o profissional, fica fácil culpar o paciente pela ineficácia das sessões. Diante disso, faz sentido a metáfora que o psicólogo clínico americano Scott Miller usa para falar do paciente: cliente herói. “Quer o terapeuta funcione ou não, depende do cliente, e de suas habilidades heróicas, levantar-se contra as coisas horríveis que lhe aconteceram”, afirma ele.

A terapia no futuro

A falta de certeza do tratamento pelo menos tem uma vantagem: exigir terapeutas cada vez mais focados em resultados, que usem técnicas mais científicas para descobrir o problema do paciente. “No futuro, talvez possamos diagnosticar os transtornos através de exames de neuroimagem”, diz Landeira-Fernandez.

Na hora do tratamento, uma das tendências é que cada vez mais os profissionais se especializem no distúrbio e não numa doutrina intelectual. Um exemplo é o trabalho do psicólogo clínico Albert Rizzo, da Universidade do Sul da Califórnia. Bancado pelo Exército americano, ele adequou a terapia cognitivo-comportamental a um game de guerra e vem tratando soldados que sofreram traumas no Iraque. “Jovens acostumados à realidade virtual, eles se sentem incentivados a voltar aos eventos da guerra pelo computador”, diz Rizzo.

Mas também existe a tendência oposta: que algumas correntes fiquem ainda mais distantes da ciência e próximas da filosofia, criando sessões onde a cura seja um fator secundário. “Vivemos questões existenciais que acompanham o ser humano há séculos”, diz o filósofo Lúcio Packter, pioneiro da filosofia clínica no Brasil. Não à toa, o psiquiatra Irvin Yalom dedicou o livro A Cura de Schopenhauer aos filósofos clínicos – que ele chamou de terapeutas do futuro: “Nós [os psicólogos] fazemos parte de uma tradição que remonta não só aos nossos ancestrais imediatos da psicoterapia, começando com Freud e Jung, e todos os ancestrais deles – Nietzsche, Schopenhauer, Kierkegaard – mas também Jesus, Buda, Platão, Sócrates, Galeno, Hipócrates e todos os outros grandes líderes religiosos, filósofos e médicos que se ocuparam de cuidar do desespero humano”. Uma venerável agremiação.

 

Terapia no cockpit da F-1

O mundo das terapias anda tão especializado que a SUPER ouviu até Jarno Trulli, piloto de Fórmula 1 da Toyota, e seu médico,Riccardo Ceccarelli. Calma, Trulli não sofre de nenhum distúrbio mental nem está passando por uma crise existencial. Ele só quer correr melhor – e usa psicoterapia para isso. No divã, pratica exercícios para ter um cérebro mais ágil na corrida.

Como assim terapia na F-1?

Trulli: Pratico algumas técnicas para trabalhar o cérebro. É que uma coisa é se concentrar o máximo possível em uma tarefa e outra é se concentrar em realizar diversas atividades ao mesmo tempo, o que um piloto de Fórmula 1 deve fazer. Trabalhamos para cultivar uma mente o mais elástica possível, preparada para lidar com todas as ações e informações da corrida, mesmo quando fisicamente você já está cansado. Como não há um treinamento específico que sirva para o nosso trabalho, nos valemos de diversas disciplinas.

Como funciona?

Ceccarelli: São duas sessões diárias, pela manhã e à tarde. Peço a Trulli que imagine que está correndo uma volta de um circuito, movendo seus braços, brecando e acelerando no ponto correto. Isso mostra a precisão do que ele está visualisando. Normalmente, completa a volta entre dois ou três segundos a mais ou a menos do tempo de uma volta real. Em uma outra técnica, peço que ele olhe para diversos objetos e tente se concentrar em todos ao mesmo tempo, vendo detalhes e movimentos. Isso treina o cérebro a lidar com várias tarefas. 

Terapia para a guerra

Ela foi chamada de “coração de soldado” na Guerra de Secessão, de “choque da bomba” na 2ª Guerra e de “fadiga do combate” na Guerra do Vietnã – quando foi batizada de transtorno do estresse pós-traumático. Com a Guerra do Iraque, o distúrbio reapareceu. Para tratar os soldados que voltam traumatizados do Iraque, os americanos usam até videogames. Bancado pelo Exército, o psicólogo clínico Albert Rizzo, da Universidade do Sul da Califórnia, adequou a terapia cognitivo-comportamental a um game de guerra, tratando os soldados com realidade virtual.

Como o tipo de tratamento começou?

No início, todos imaginavam que a Guerra do Iraque seria rápida – e que por isso não haveria soldados com transtorno do estresse pós-traumático. Em 2004, porém, uma revista médica publicou um artigo com números assustadores de gente traumatizada voltando do Iraque e do Afeganistão. Os militares reconheceram o problema e vieram até nós. Tínhamos adaptado o game Full Spectrum Warrior, que se parece muito com o ambiente de guerra do Iraque, para incluir nele elementos úteis à terapia.

Como a realidade virtual contribui para o tratamento?

Trata-se de uma simulação em 3D em que o paciente, com um headset, pode dirigir um tanque humvee ou andar por uma vila. É quando o terapeuta faz coisas acontecer. No começo, muda o número de pessoas na rua. Depois, conforme o paciente fica mais confortável e sua resposta ao medo diminui, adiciona coisas como o barulho de uma arma a distância ou de uma bomba. Um helicóptero que sobrevoa um veículo que explodiu. Tudo bem gradual. Montamos um simulador do ambiente de guerra que inclui até o cheiro de combustível, pólvora, lixo, borracha queimada, todo tipo de cheiro da guerra. Quando uma bomba explode, eles sentem o chão tremer.

Qual o papel da fala no tratamento?

É o elemento principal. A tecnologia não cura ninguém. O paciente não fica simplesmente sentado olhando o que acontece no mundo virtual. Eles são encorajados a falar da experiência, a chorar e a contar os detalhes. O mundo da realidade virtual os ajuda a ter condições de voltar para aquele evento e a processar a memória emocional. Nós ouvimos a sua história repetidas vezes, a gravamos e a entregamos em uma fita no final da sessão. Todo o processo é desenhado para ampliar a habilidade do terapeuta em aplicar a terapia de exposição, não para substituí-lo.

Que tipos de sintomas os soldados estão eliminando?

Os principais são o que chamamos de re-experiências. Elas aparecem em pesadelos e flashbacks, que talvez sejam os piores sintomas. Basicamente, o transtorno consiste em ter atitudes extremas quando não é necessário. Por exemplo: o sujeito está sentado do lado de fora de um café e o escapamento do carro dá um estrondo. De repente, ele volta ao Iraque. Eles também evitam acontecimentos associados ao trauma. Voltam para casa e não querem ir a canto nenhum, porque acham que uma bomba vai explodir. Ou, se estão dirigindo e vêem uma pilha de lixo ao lado da estrada, relembram a guerra e, eventualmente, não dirigem mais. De 15 veteranos que completaram o programa desde 2005, 12 mostraram melhoras impressionantes. Não pretendemos eliminar a memória de ninguém, mas ajudá-los a não ser assombrados pelos sintomas do TEPT, que fazem a guerra continuar dentro de cada um. 

10 grandes linhas do autoconhecimento

Desde que Freud inventou a terapia pela palavra, seu método foi questionado, derrubado, reerguido e reformado. Hoje, sua influência está dispersa em centenas de correntes – algumas mais, outras menos freudianas. Veja abaixo como 10 grandes linhas da psicoterapia funcionam.

Alta influência de Freud

Psicanálise

O analista acredita que os problemas vêm de impulsos reprimidos na infância do paciente, que passa a maior parte da sessão falando por meio de associações livres. O terapeuta geralmente fala pouco, sem emitir juízo, tentando analisar a fala e os sonhos. Modelo mais antigo, foi ampliado e modernizado com os estudos de Jacques Lacan (1901-1981).

Psicanálise junguiana

Também chamada de psicoterapia analítica, foi criada por Carl Jung, discípulo de Freud, que introduziu na psicanálise o conceito de inconsciente coletivo – as imagens e as experiências comuns a todos os seres humanos. Por isso, o método junguiano leva em conta, além das questões individuais do paciente, as influências externas e coletivas que podem atormentá-lo.

Psicodinâmica

Chamada de psicanálise light, baseia-se em noções tradicionais da psicanálise, só que é mais breve, com o terapeuta tentando ativamente engajar o paciente em um diálogo que o faça reconhecer e resolver conflitos antigos. É também mais focada para atingir objetivos concretos preestabelecidos entre paciente e terapeuta.

Média influência de Freud

Gestalt

Usando o teatro e outras expressões artísticas, explora técnicas dramáticas para construir pensamentos e atitudes criativas. Com blocos de espuma, bonecos ou almofadas, o paciente é encorajado a adotar novos papéis e expressar sentimentos, com o objetivo de compreendê-los melhor.

Terapia de grupo

Abriga teorias e práticas de outras correntes, com a diferença de ser praticada em grupo. O convívio com os outros pacientes funciona como um microcosmo social – um ambiente seguro para um novo comportamento. É indicada para quem sofre de problemas comuns do seu ambiente e tem dificuldade de se relacionar com os outros.

Interpessoal

Recomendada a quem passa por depressão leve ligada a conflitos pessoais, luto ou mudança repentina de papéis (um casamento ou um novo cargo profissional). O tempo da terapia é predeterminado, e as sessões se concentram no tempo presente, sem ligar experiências atuais ao passado.

Centrada na pessoa

Foca na relação entre paciente e o profissional. Sem interpretar pensamentos e comportamentos, o terapeuta cria um clima de empatia que permite ao paciente explorar questões que o perturbam e desenvolver a auto-estima. Por isso, é indicada a quem se sente oprimido pelo mundo e tem baixa aceitação de si próprio.

Baixa influência de Freud

Terapia comportamental

Linha bem distante de Freud, é indicada para quem sofre reações indesejáveis do corpo diante de manias e fobias (como medo de aranha ou de avião). Utiliza técnicas básicas de aprendizagem, como exposição e condicionamento, na tentativa de trocar o comportamento usual por reações mais agradáveis. Para os críticos, esse tipo de terapia tenta fazer um adestramento do paciente.

Terapia cognitiva

Baseada na idéia de que “os homens se perturbam não pelas coisas, mas pela visão que têm delas”, como disse o pensador romano Epíteto (60-117). A terapia cognitiva tenta reconhece e alterar padrões de pensamento que incomodam o paciente, para ensiná-lo a vigiar idéias automáticas e corrigi-las. Indicada a quem sofre de depressão e precisa mudar o que pensa sobre si próprio.

Terapia cognitivo-comportamental

Utiliza técnicas das duas correntes ao lado para tentar fazer o paciente identificar pensamentos e crenças distorcidas que tem de si próprio. A idéia é fazer a pessoa perceber seus pensamentos e procurar corrigi-los, gerando novos padrões de raciocínio. Indicada para quem sofre de depressão, ansiedade e perturbações relacionadas a traumas. 

Para saber mais

Os Desafios da Terapia

Irvin Yalom, Ediouro, 2007.

Placebo

Dylan Evans, Oxford, EUA, 2004 .

Psicoterapias – Abordagens Atuais

Aristides Volpato Cordioli, Artmed, 2008.

Estudos sobre a Histeria

Sigmund Freud, Imago, 2006.

O QUE É FUNDAMENTALISMO?

FUNDAMENTALISMO

Ao Pé da Letra

É o termo usado para se referir à crença na interpretação literal dos livros sagrados. Fundamentalistas são encontrados entre religiosos diversos e pregam que os dogmas de seus livros sagrados sejam seguidos à risca.

O termo surgiu no começo do século 20 nos EUA, quando protestantes determinaram que a fé cristã exigia acreditar em tudo que está escrito na Bíblia. Mas o fundamentalismo só começou a preocupar o mundo em 1979, quando a Revolução Islâmica transformou o Irã num Estado teocrático e obrigou o país a um retrocesso aos olhos do Ocidente: mulheres foram obrigadas a cobrir o rosto e festas, proibidas. “Para quem aprecia as conquistas da modernidade, não é fácil entender a angústia que elas causam nos fundamentalistas religiosos”, escreveu Karen Armstrong no livro Em Nome de Deus: o Fundamentalismo no Judaísmo, no Cristianismo e no Islamismo.

Os ataques de 11 de setembro, organizados pelo grupo Al Qaeda, reacenderam a preocupação contra fundamentalistas e criaram 2 mitos freqüentes: o de que todo fundamentalista é muçulmano e terrorista. “Poucos grupos apelam para a violência”, diz o antropólogo Richard Antoun, autor de Understanding Fundamentalism: Christian, Islamic and Jewish Movements (“Entendendo o Fundamentalismo: Movimentos Cristãos, Islâmicos e Judaicos”, inédito no Brasil). Conheça, ao lado, alguns grupos fundamentalistas espalhados pelo mundo.

 

Grupos judaicos

Kach Kahane Chai

Objetivo: Restabelecer os territórios judaicos como determina a Torá e expulsar os palestinos da região.

Modo de agir: Atentados terroristas em Israel. Em 1994, Baruch Goldstein, seguidor do Kach, matou 29 palestinos que rezavam na Caverna dos Patriarcas, em Hebron.

Neturei Karta

Objetivo: Oposição ao sionismo. O grupo acredita que Israel é obra de Satã e que judeus não devem se envolver em política ou luta armada, só em assuntos espirituais.

Modo de agir: Boicote. Em 1948, quando o Estado de Israel foi criado, o grupo proibiu todos os seus membros de participarem de eleições, recusou subsídios governamentais para suas escolas e jurou que não entraria em nenhuma instituição governamental. No ano passado, quando o líder da Autoridade Palestina Iasser Arafat morreu, membros do Naturei Karta visitaram o túmulo dele. Muitos membros do grupo apóiam a criação de um Estado palestino.

Satmar

Objetivo: Oposição ao sionismo. É um dos maiores grupos ultra-ortodoxos existentes hoje. Surgido na Romênia, vê o Estado de Israel como profanação. Acredita que o povo eleito deve sofrer a punição do exílio e não tomar iniciativas para se salvar, confiando na vontade de Deus.

Modo de agir: Encoraja os seguidores a criarem comunidades fora de Israel. O líder do grupo, rabino Joel Teitelbaum, culpa os sionistas pelo Holocausto, pois “atraíram a maioria dos judeus para uma hedionda heresia, como nunca se viu desde a criação do mundo”. 

Grupos islâmicos

Partido Frente Islâmica de Salvação

Objetivo: Fundar uma república islâmica regida pelas leis do Alcorão na Argélia.

Modo de agir: Política. Em 1991, o partido iria ganhar as eleições, mas o governo interrompeu o processo eleitoral. A medida gerou revolta entre os muçulmanos e uma guerra civil durante toda a década de 1990. Deste conflito, surgiram os grupos fundamentalistas Exército Islâmico da Salvação e Grupo Armado Islâmico.

Al-Gama·a al-Islamiyya

Objetivo: Pela guerra santa, fazer do Egito um Estado islâmico.

Modo de agir: Ataques terroristas, em especial contra turistas. “O turismo é uma praga. As mulheres vêm vestidas em roupas provocativas para despertar o desejo dos fiéis”, disse o líder Omar Abdel Rahman a um jornal israelense em 1993. Em 1997, o grupo matou 58 pessoas que visitavam o templo de Hatshepsut, um dos principais pontos turísticos do país. Também já cometeu um ataque contra o presidente egípcio Hosni Mubarak, em 1995.

Abu Sayyaf

Objetivo: O grupo, ligado à Al Qaeda, quer criar um Estado islâmico nas Filipinas.

Modo de agir: Ataques terroristas. É acusado de ter matado 100 pessoas no ataque a um barco, em fevereiro de 2004. No dia 14 de fevereiro deste ano, dia dos namorados nas Filipinas, 3 atentados à bomba mataram 11 pessoas. Os ataques seriam um presentinho para a presidente Gloria Arroyo. 

Grupos cristãos

Pró-vida de Anápolis

Objetivo: Combater o aborto em qualquer caso, o homossexualismo e o uso de preservativos.

Modo de agir: Campanhas e lobbies junto a vereadores e deputados. O grupo luta contra ações judiciais que permitem certos tipos de aborto e é reconhecido como entidade de utilidade pública por uma lei municipal de Anápolis.

Christian Voice (Voz Cristã)

Objetivo: Analisar os acontecimentos atuais sobre a ótica da Bíblia, unir Igreja e Estado na Inglaterra. “Abençoada é a nação em que Deus é o senhor”, informa o site do grupo.

Modo de agir: Manifestações de oposição à União Européia e ao divórcio, ataques a clínicas de aborto e promoção da cura de homossexuais. No começo do ano, o grupo fez uma manifestação contra a tevê britânica BBC por ter apresentado o musical Jerry Springer – The Opera em que Jesus, Maria e Deus são convidados de um programa de entrevistas no inferno e Jesus diz que é gay. Telefones de funcionários da BBC foram divulgados no site do grupo para quem quisesse reclamar pessoalmente.

Universidade Bob Jones

Objetivo: Formar profissionais preparados para seguir Cristo, independentemente da carreira.

Modo de agir: Os estudantes são obrigados a participar de um curso bíblico por semestre. Proíbe namoros entre estudantes de raças diferentes e expulsa alunos homossexuais.

Por Adriana Küchler,  em Superinteressante

USO DE TRANQUILIZANTE PODE ELEVAR RISCO DE ALZHEIMER

 

O uso prolongado e indiscriminado de ansiolíticos e tranquilizantes pode aumentar o risco de o idoso desenvolver a doença de Alzheimer, mostra estudo publicado no “British Medicai Journal”. Utilizados para tratar sintomas como ansiedade e insônia, os benzodiazepínicos (como Rivotril, Frontal e Lexotam) foram associados a um risco até 51% maior de desenvolvimento da demência. A venda dessa classe de calmantes tem aumentado no Brasil, na contramão do que acontece em países como Inglaterra e Alemanha, onde o comércio tem caído. A pesquisa foi feita por um grupo de cientistas canadenses e franceses usando dados do sistema de saúde de Québec (Canadá). Foram comparados 1.796 casos de Alzheimer em pessoas acima de 66 anos com 7.184 idosos saudáveis (da mesma faixa etária) por um período de seis anos antes do diagnóstico da doença.

Entre os efeitos colaterais estão falhas de memória, confusão mental e instabilidade postural. Isso pode levar a quedas e fraturas. Segundo um especialista é muito comum os idosos se queixarem de insônia, quando, na verdade, têm dificuldade de dormir à noite porque costumam cochilar durante o dia. Às vezes, uma simples higiene de sono já resolve.

CLIQUE AQUI  para saber mais no site da Folha de São Paulo

 

 

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Documentário: Paradise or Oblivion (Paraíso ou Esquecimento)

Paradise or Oblivion (Paraíso ou Esquecimento) é um documentário desenvolvido pelo Projeto Vênus, de Jacque Fresco – um visionário engenheiro social, futurista, inventor e engenheiro industrial. O Documentário trata sobre como a sociedade caminha para o colapso social e econômico, conforme foi estabelecida ao passar dos anos.

O diretor inicia mostrando tudo o que há de controverso na sociedade e como o governo lida com o dinheiro, impostos e no investimento em guerras. É como se as guerras fossem necessárias para que a economia do país progrida. Algo que todos deveríamos nos questionar!

Simplesmente nada pode ser feito sem dinheiro. Não se bebe uma água e não se alimenta sem dinheiro e os sistemas de trocas e produção comunitária ficaram praticamente obsoletos. Temos recursos em abundância, mas de que adiantam quando a bolsa quebra, por exemplo? As fábricas ficam repletas de produtos sem que as pessoas tenham condições de comprar. Nosso sistema é totalmente falho e faz com que fiquemos dependentes do mesmo.

É por esse motivo que Jacque Fresco traz uma nova proposta, onde haveria uma sociedade de oportunidades e com fartura de alimentos, recreação, roupas, meios de transportes, novas tecnologias e acesso ao conhecimento. Não haveria dinheiro e tudo seria provido para todos.

01

Esse novo estilo de vida, oferecendo lazer e recreação, também ampliaria o conhecimento e a criatividade de todos. A medida do sucesso seria a satisfação dos interesses pessoais no lugar da aquisição de riqueza e objetivos egocêntricos. Uma economia baseada em recursos não só mudaria o ambiente para torná-lo limpo, eficiente e agradável, mas introduziria um novo sistema de valores apropriado à direção e metas da inovadora abordagem social.

02

Liberado o acesso à educação e aos recursos, não haveria limite para o potencial humano. Todos teriam liberdade para procurar qualquer área de desafio construtivo que escolhessem sem terem as limitações econômicas que hoje são enfrentadas. O objetivo seria criar uma sociedade sustentável de preocupação ambiental e abundância.

03

Para finalizar o documentário, Jacque Fresco faz as seguintes observações – “Tudo isso pode ser construído com o que sabemos hoje. Levaria 10 anos para transformar a superfície da Terra. Para reconstruir o mundo como um segundo Jardim do Éden. A escolha é sua. A estupidez de uma corrida armamentista nuclear, o desenvolvimento de armas tentando resolver seus problemas politicamente. Elegendo este ou aquele partido político. Todos os políticos estão imersos em corrupção. Vou repetir: comunismo, socialismo, fascismo, democratas, liberais. Não há problemas de negros, poloneses ou judeus, problemas de gregos ou mulheres. Há problemas humanos.”

Aproveite e confira este documentário logo abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=PoJyb1R9U4s

Conheça também o Projeto Vênus – www.thevenusproject.com

Fonte: Editorial Ciências Paralelas

TITÃS – LUGAR NENHUM (30 ANOS)

Titãs – Lugar Nenhum (30 anos)

Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro
Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro

Não sou de nenhum lugar
Sou de lugar nenhum
Não sou de nenhum lugar
Sou de lugar nenhum

Não sou de São Paulo
Não sou japonês
Não sou carioca
Não sou português
Não sou de Brasília
Não sou do Brasil
Nenhuma pátria me pariu

Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui

Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro
Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro

Não sou de nenhum lugar
Sou de lugar nenhum
Não sou de nenhum lugar
Sou de lugar nenhum

Não sou de São Paulo
Não sou japonês
Não sou carioca
Não sou português
Não sou de Brasília
Não sou do Brasil
Nenhuma pátria me pariu

Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui

Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro
Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro

The Human League – (Keep Feeling) Fascination

É verdade?

The Human League – (Keep Feeling) Fascination

(Mantenha a Sensação) Fascínio
Parece necessário um pouco de tempo
Há decisões a serem tomadas
Os bons conselhos dos amigos ignorado
O melhor dos planos perdido

Basta olhar para uma nova direção
Da velha forma familiar
Formando uma nova conexão
Para estudar ou tocar

E assim a conversa se voltou
Até que o sol se pôr
E muitas fantasias foram desvendada
Naquele dia

Mantenha a sensação de fascínio
Ardendo a paixão
Amor tão forte
Mantenha a sensação de fascínio
Olhando aprendendo
Seguindo em frente

Bem, a verdade pode precisar de algum
Rearranjo
Histórias a serem contadas
E fácil ver os fatos estão mudando
Nenhum significado foi deixado para contar

E assim a conversa rolou
Até que o sol se pôr
E muitas fantasias foram desvendadas
Naquele dia

E então a conversa rolou
Até que o Sol se pôr
E tantas fantasias foram desvendadas
Naquele dia

FARSA ELEITORAL OU LUTA ELEITORAL: A PRIORIDADE DAS RUAS E A DISPUTAS NAS URNAS

Só tire conclusões se ler o artigo de MAURO IASI por completo!

 

Teoria da Revolução no Jovem Marx Final 02.indd

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), através de seu ministro, Marco Aurélio, anunciou a campanha da instituição para tentar atrair os jovens para as eleições. Ao falar das motivações da campanha o Ministro afirmou: “Vamos fazer uma propaganda institucional cujo mote será: NÃO VEM PARA A RUA, VEM PARA A URNA.” A coordenadora de Comunicação do TSE, a “jovem” Verônica Tavares, foi ainda mais explícita ao reafirmar que o mote principal será convencer os jovens que “ao invés de ir às ruas, têm que ir às urnas” e conclui dizendo que:

“O momento do jovem se expressar é indo às urnas, porque assim ele vai poder se manifestar realmente e fazer parte da decisão”.

A boa notícia é que, ao que parece, as manifestações de massa assustaram o governo a ponto de ele ter que fazer uma campanha institucional com medo de uma juventude que redescobriu as ruas como espaço da política e a luta como meio de exigir aquilo que necessita, demonstrando, praticamente, os limites da chamada democracia representativa. A má notícia é que a campanha institucional do TSE semeia confusão e reforça o que há de pior no conservadorismo político que reina entre nós. É, neste sentido, profundamente antidemocrática.

Os governos petistas produziram uma profunda despolitização com a intenção de manter sua governabilidade fundada em um pacto social com as classes dominantes, isto é, optaram por uma aliança por cima que esvazia as formas autônomas e independentes próprias da classe trabalhadora que, em grande medida, estão na base da mudança da correlação de forças que os levaram ao governo: as greves, as manifestações de massa, as lutas populares, etc.

Durante 12 anos de governo petista, não vimos, uma vez se quer, as massas trabalhadoras serem chamadas como ator político importante para intervir num impasse no qual alguma demanda popular estivesse ameaçada por uma resistência conservadora. Pelo contrário, era necessário desarmá-la e apassivá-la, para passar sem problemas a reforma da previdência, o código florestal, a continuidade da política de privatizações, diretas ou indiretas, a prioridade para o agronegócio, a farra dos grandes eventos e o abandono da Reforma Agrária.

Na atual estratégia política em curso não há lugar para as lutas de massa e movimentos independentes da classe trabalhadora. Pelo contrário, quando eles emergem atrapalham a governabilidade costurada por cima, via alianças com bancadas de sustentação parlamentar, poderosos lobbies que representam os interesses do grande capital monopolista (como empreiteiras, bancos, grandes empresas, etc.). É natural que diante da explosão social que estamos vendo no Brasil, as instituições se preocupem em dizer aos jovens que o espaço para “se manifestar realmente e fazer parte da decisão” esta nas urnas e não nas ruas.

Ora, este argumento é falho por inúmeros motivos, mas vamos ao essencial. Nenhum centímetro de direito, nenhum milímetro de conquista, veio pelas urnas. A própria crise da ditadura e o processo de democratização não veio simplesmente porque o MDB cresceu nas eleições de 1974, mas, fundamentalmente, pelas lutas de massas e pelas greves operárias no final dos anos 1970. Nenhum centímetro de terra foi desapropriada para a reforma agrária sem que tivesse mobilização, luta e, não raro, mortes para que cercas dessem lugar a assentamentos, nenhum direito surgiu do “auto-aperfeiçoamento das instituições”, como esperava Marshall e sua famosa “evolução do quadro institucional”, mas da luta, como é o caso exemplar da luta das mulheres, para não falar de direitos dos trabalhadores que agora são flexibilizados.

Todo Direito nasce fora do direito estabelecido e, muitas vezes, contra ele. Menosprezar o papel das lutas sociais e das mobilizações como fonte de resistência e defesa de direitos e luta por demandas populares não é apenas uma bobagem, é perigoso. Mesmo o direito ao voto só existe por conta de muita luta, no mundo e aqui no Brasil. O que o TSE, como instrumento do Estado burguês sob direção do governo petista, está dizendo, em poucas palavras é: a ÚNICA forma de participar e expressar a indignação, o protesto e buscar outros caminhos são as eleições, é a URNA e não a rua.

Regressamos a Hobbes. O voto não é poder soberano, é transferência de poder soberano. Dizia o pensador inglês do século XVII que o Estado é instituído quando as pessoas concordam e pactual em transferir seu direito de governar-se a si mesmo à um homem ou uma assembléia de homens, de forma que “deverão autorizar todos seus atos e decisões desse homem ou assembléia de homens, tais como se fossem seus próprios atos e decisões” (Thomas Hobbes, Leviatã, capítulo XXI).

Segundo o TSE, os jovens devem preferir as urnas às ruas porque nelas eles podem de fato “fazer parte da decisão”. Será? Não ficou demonstrado pela história recente o enorme poder que os grupos econômicos burgueses têm de intervir na decisão política dos ditos representantes, sejam eles parlamentares ou do poder executivo? Ao transferirmos o poder para esta “assembléia de homens”, ou para determinado homem ou mulher, aceitamos que depois de trabalhar toda uma vida devemos nos aposentar ganhando menos e termos nossa pensão reajustada de forma diferente daqueles que estão na ativa? Aceitamos que quase 50% do fundo público seja sangrado para banqueiros enquanto áreas essenciais como saúde ou educação fiquem com o que sobra, concordamos como uma política tributária na qual são os pobres que mais pagam imposto e os ricos gozem de uma infinidade de isenções e “incentivos”?

Por tudo isso é natural que haja descontentamento com a democracia representativa e com as formas institucionais de uma política “bem comportada” que quer democratizar o Estado burguês e humanizar o capitalismo. O que explodiu na cara destes senhores (e senhoras) amantes da lei e da ordem é o limite de sua própria estratégia gradualista e antipopular, que de fato expressa o limite da ordem capitalista burguesa – que não pode ser reformada. Temos mais que ir para as ruas, ir em maior número e mais incisivamente, porque é lá que se joga a parte essencial do jogo político e onde os interesses da maioria podem emergir.

O crescimento deste descontentamento aparece de duas maneiras: pelo crescimento do voto nulo e a rejeição aos processos eleitorais, ou pela busca de alternativas políticas na disputa eleitoral.

A defesa do voto nulo cresceu e deve crescer ainda mais e devemos respeitar esta posição. Ela expressa não apenas descontentamento, mas a compreensão dos limites da farsa eleitoral e da possibilidade de alcançar mudanças profundas pela reforma do Estado, como se fosse possível usar o Estado burguês para iniciar uma transição que nos levasse para além da ordem da mercadoria e do capital. Mas não apenas. O problema do voto nulo é que ele abriga conteúdos muito distintos que são difíceis de separar. Parte do conteúdo do voto nulo é um descontentamento conservador, que culpa a democracia pelo risco da ordem que lhes interessa manter, que generaliza a culpa da política como atividade corrupta e degenerada e clama pela volta da autocracia burguesa sem disfarces.

No campo da busca de alternativas políticas o cenário não é menos complicado. O maior risco é o velho discurso do voto útil. O debate sobre as alternativas reais e necessárias se esconde por de trás do mando enganoso do “menos pior” ou das falsas dicotomias (neoliberalismo ou neo-desenvolvimentismo?). Há, ainda, as alternativas artificiais, aquelas que aproveitam do desgaste do governo para se beneficiar da lógica da alternância, tentando esconder o fato que até ontem estavam todos lá e que no fundo defendem o mesmo conteúdo sob outras formas.

Há as alternativas à esquerda e entre elas, sem dúvida, os que ainda padecem da crença na possibilidade de um gradualismo reformista que possa democratizar a sociedade capitalista e o Estado burguês (ainda que reafirmando a necessidade de uma meta socialista), ou que, mesmo taticamente, crêem na possibilidade de ocupar pequenos espaços no jogo parlamentar como acúmulo político para projetos futuros de transformação social.

Diante desse cenário, muitos acreditam que a possibilidade do voto nulo se apresenta como uma alternativa necessária, como é o caso de meu querido camarada Gás PA, combativo militante do hip hop revolucionário, e meu amigo Ivo Tonet, intelectual e militante de primeira ordem. Ivo Tonet, que fez uma instigante contribuição ao debate, depois de algumas considerações sobre o caráter da sociedade capitalista e a necessidade de superação estado burguês (que concordamos), afirma que:

“Em consequência disto, só faz sentido a classe trabalhadora participar do processo político-eleitoral se ela puder controlar os seus representantes. Mas, ela só poderá controlá-los se estiver consciente dos seus interesses e organizada para defendê-los. Este controle não é, de modo nenhum, uma questão jurídica, mas política. Ele mesmo só teria sentido em um momento em que a luta extraparlamentar, contra o capital e contra o próprio Estado, fosse o eixo da luta, o que caracterizaria, já, um processo revolucionário.” (Ivo Tonet, “Eleições: repensando caminhos”)

Concordamos que não se trata de uma questão jurídica, mas política, isto é, não se trata de uma engenharia institucional ou uma reforma política qualquer que poderia reverter o caráter de classe do Estado burguês, pois este é determinado pelas relações sociais, formas de propriedade, a forma mercadoria subssumida ao capital. No entanto, quando Tonet afirma que só faria sentido a participação nos processos eleitorais quando os trabalhadores puderem “controlar seus representantes”, quando a luta extraparlamentar já atingiu a temperatura de um “processo revolucionário”, cai num paradoxo, pois desta forma a luta eleitoral só seria um meio válido se já estivéssemos chegado ao fim.

Afinal, para aqueles que tem uma posição revolucionária, não acreditam na reforma da sociedade burguesa/capitalista e defendem uma alternativa socialista e comunista, ou seja, uma sociedade fundada na livre associação dos produtores, com o fim das classes e, portanto, do Estado, que tem convicção que será necessário, portanto, uma ruptura; tem algum sentido participar das eleições? A resposta de Tonet é, neste caso, simplista, contrapondo de um lado a posição revolucionária e de outra a opção por participar das eleições.

O que nos chama a atenção no texto de nosso companheiro Ivo Tonet é que ele, frequentemente indica textos de marxistas ou do próprio Marx para respaldar sua posição, mas não trás nenhuma citação. Creio que por um motivo evidente, se é verdade que encontraria várias passagens destes clássicos revolucionários alertando para os limites da luta eleitoral ou, mais explicitamente, sobre o equívoco de pensar na possibilidade de um gradualismo sem rupturas, o autor não encontraria uma passagem sequer destes revolucionários negando a possibilidade de participar das eleições, e não somente em momentos revolucionários.

Isso por um simples motivo: todos eles, TODOS, (Marx, Engels, Lênin, Troski, Lukács, Gramsci, Rosa, Che, etc.) defendiam a tática de participar de eleições, sem perder de vista os objetivos estratégicos. Vamos a alguns exemplos:

Marx e Engels na Mensagem do Comitê Central à liga dos comunistas, ao tratar da possibilidade, na Alemanha, de no curso da luta ser chamada a eleiçãopara uma assembléia nacional representativa, defendem que:

“I. Nenhum núcleo operário seja privado de voto, a pretexto algum, […] II. Ao lado dos candidatos burgueses democráticos figurem em toda parte candidatos operários escolhidos na medida do possível entre os membros da Liga [Liga dos Comunistas], e que para seu triunfo se ponham em jogo todos os meios disponíveis. Mesmo que não exista esperança alguma de triunfo, os operários devem apresentar candidatos próprios para conservar sua independência […].”

Lênin e Trostki na direção da Revolução Russa passaram, no momento mais agudo da crise, por duas situações nas quais tiveram que decidir participar ou não das eleições, uma antes da tomada do poder quando o Governo Provisório chamou eleições para uma Conferencia Nacional e outro depois de outubro/novembro quando se deu as eleições para a Constituinte. Nas duas situações os bolcheviques participaram das eleições.

Rosa de Luxemburgo, que por desconhecimento ou interesse é evocada na defesa de um espontaneísmo absoluto, afirmava, exatamente no texto em que defende a importância da greve de massas e a necessidade de pensar a ação espontânea no conjunto da estratégia revolucionária, que:

“O perigo mais iminente que espia há anos o movimento operário alemão é o golpe de Estado da reação que pretendesse privar as mais largas camadas populares do seu mais importante direito político: o sufrágio universal.”

Gramsci que foi deformado até parecer um reformista socialdemocrata ou liberal, mas que, ao nosso juízo, manteve-se coerentemente marxista, se perguntava em um texto do jornalL’OrdineNuovo de 1919, intitulado “Os revolucionários e as eleições, o que deveriam esperar das eleições os revolucionários conscientes” que escolheria por sufrágio universal o Parlamento e seus deputados, como “máscara da ditadura burguesa”. E respondia:

“Não esperam decerto a conquista de metade mais um dos lugares e uma legislatura, […] [para] tornar mais fácil e cômoda a convivência das duas classes, a dos explorados e dos exploradores. Esperam, pelo contrário, que o esforço eleitoral do proletariado consiga fazer entrar no Parlamento um bom nervo de militantes […] para tornar impossível […] um governo estável e forte, para obrigar a burguesia a sair do equívoco democrático, a sair da legalidade, e determinar uma sublevação dos estratos mais profundos e vastos da classe trabalhadora […].

Por fim, o insuspeitável Comandante Che Guevara em sua critica à via pacífica, depois de considerar que em certos países da America Latina, por conta de um certo desenvolvimento do capitalismo industrial, prevalecia uma visão institucionalista que chegava a acreditar no aumento quantitativo de representantes revolucionários no parlamento, perguntasse se esta via poderia ser uma caminho para o socialismo em nossas terras. Logo depois de afirmar que não crê que isso seja possível, o Comandante alerta que não devemos “descartar a possibilidade que em algum país a mudança se inicie pela via eleitoral”. E conclui que “seria um erro imperdoável descartar por princípio a participação em algum processo eleitoral”, pois poderia, em um determinado momento, “significar um avanço do programa revolucionário”. Evidente que, segundo Che, seria igualmente errado limitar-se a esta forma de luta.

Como vemos, ainda que a experiência histórica nos alerte sobre os riscos deste terreno perigoso (e nisso estamos de acordo com Tonet, Gás PA e outros), não há uma conexão direta entre o uso da luta eleitoral e o caráter irremediavelmente reformista ou conciliador de uma estratégia.

A questão, então, é: se não devemos descartar por princípio (coisa que Tonet concorda), seria no quadro atual da situação brasileira uma alternativa válida?

Acreditamos que sim e mais que isso, necessária. Ao contrapor as ruas e as manifestações, assim como as lutas dos trabalhadores, às urnas, o TSE quer expulsar do debate eleitoral a posição da esquerda socialista e comunista que vê nas demandas que emergiram das manifestações o germe de um programa político anticapitalista e revolucionário para o Brasil, que não é só uma alternativa possível, mas urgente e necessária. Desta forma espera restringir o debate eleitoral às alternativas no campo da ordem (Continua o PT, volta para o PSDB ou tenta o PSB que caiu na Rede).

Neste cenário, a negação em participar das eleições pode referendar exatamente o que se deseja negar, isto é, que as alternativas estão restritas ao bloco dominante e não é possível uma alternativa anticapitalista. Colocar este tema no debate é estragar a festa do aparente consenso, não como alternativa às ruas, mas para trazer o que explodiu nas ruas para dentro do debate eleitoral.

Evidente que o centro são as ruas, as lutas dos trabalhadores, as greves e necessidade de construção de uma alternativa real de poder, um poder popular, anticapitalista e socialista. Alguns estarão lá, nas ruas, e vão defender o voto nulo, outros estarão lá também, nas ruas, e vão tentar meter o pé na porta no espaço privativo das eleições no qual não nos querem (como mostra as cláusulas de barreira e a restrição ao amplo debate de projetos) para defender uma alternativa socialista e revolucionária.

Em síntese: anule seu voto, vote na esquerda revolucionária… mas, não saia das ruas! É por lá que passa a mudança.

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iasiMAURO IASI é Professor adjunto da Escola de Serviço Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM, do NEP 13 de Maio e membro do Comitê Central do PCB. É autor do livro“O dilema de Hamlet: o ser e o não ser da consciência”(Boitempo, 2002) e colabora com os livros “Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil” e “György Lukács e a emancipação humana” (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Publicado originalmente no BLOG da BOITEMPO, em 14.05.2014, disponível emhttp://blogdaboitempo.com.br/2014/05/14/farsa-eleitoral-ou-luta-eleitoral-a-prioridade-das-ruas-e-a-disputa-nas-urnas/

PROJETO PREVÊ PENA PARA QUEM VEICULAR INFORMAÇÃO FALSA NA INTERNET

INTERNET

Lei se chamará Fabiane de Jesus, que foi morta no Guarujá ao ser confundida com sequestradora

Foto: Arquivo Pessoal

Fabiane Maria de Jesus, espancada e morta após boatos numa rede social de que seria uma suposta sequestradora de crianças

Fabiane Maria de Jesus, espancada e morta após boatos numa rede social de que seria uma suposta sequestradora de crianças

 

Lei Fabiane de Jesus. Caso seja aprovada, assim deverá ser denominada a legislação que incluirá no Código Penal a punição de veiculadores de falsas informações em perfis da internet.O projeto de lei sobre o assunto, de número 7544/2014, foi apresentado nesta terça-feira (13), na Câmara dos Deputados, em Brasília, pelo deputado federal Ricardo Izar Junior (PSD-SP).
Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, foi brutalmente agredida até a morte por dezenas de moradores da comunidade Morrinhos, em Guarujá (SP), após ser confundida com uma suposta sequestradora de crianças utilizadas em rituais de magia negra. Ela foi associada a um retrato falado publicado junto com um boato sobre a sequestradora no perfil Guarujá Alerta, mantido no Facebook.ObjetivoO advogado da família da vítima, Airton Sinto, foi quem redigiu a minuta do projeto de lei e encaminhou ao deputado. Após algumas adequações no texto, a proposta foi apresentada aos parlamentares. O objetivo de Izar Júnior, que se reúne na semana que vem com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), é conseguir apoio para que o projeto tramite em caráter de urgência.“São necessárias 270 assinaturas para que possamos obter o regime de urgência e fazer com que o texto seja submetido direto ao plenário, sem análise das comissões especiais”, explicou o parlamentar.

Notícia falsa

O advogado afirma que o objetivo é que seja criada a figura penal daquele que, por conta de uma notícia falsa, cause prejuízos decorrentes da incitação virtual

ao crime, que possam acarretar riscos de lesão corporal ou morte.Airton Sinto faz uma relação com a Lei Maria da Penha, que recebeu este nome em homenagem à Maria da Penha Maia Fernandes, que por 20 anos lutou para ver seu agressor preso. Essa lei entrou em vigor em 2006 para combater a violência contra a mulher.Outro exemplo é a Lei Carolina Dieckmann, sancionada em 2012, tipificando os chamados delitos ou crimes informáticos. Em maio de 2011, a atriz teve copiadas de seu computador pessoal 36 fotos em situação íntima, que acabaram
divulgadas na internet.
Para o advogado, medidas urgentes precisam ser tomadas, já que por conta de um boato espalhado na internet, a dona de casa foi espancada e morta. “O caso da Fabiane é ainda mais grave, pois além de ser inocente, ela foi espancada até a morte. É preciso que os responsáveis por difundir informações inverídicas, em perfis apócrifos, respondam criminalmente pelas suas ações”, comenta.O projeto de leiA proposta inclui no Código Penal um artigo tipificando o delito de “Incitação Virtual ao Crime”, atribuído ao indivíduo que “publicar, por meio de rede social ou de qualquer veículo de comunicação virtual, conteúdo que incite a prática de crime ou de violência à pessoa”.A pena prevista é detenção de três a seis meses e multa. Caso a veiculação de conteúdo resulte em lesão corporal ou morte da pessoa exposta ou de terceiros, o autor da divulgação responderá, concorrentemente com o agente, pelos crimes previstos nos artigos 121 (homicídio e homicídio qualificado) e 129 (lesão corporal), do Código Penal, conforme o caso.

Próximo passo

O projeto ainda prevê pena agravada em um terço se a publicação tiver sido veiculada por perfil apócrifo. O advogado ressalta que a polícia continua investigando o crime, mas que o seu próximo passo será pedir a prisão temporária do administrador da página Guarujá Alerta. “Independentemente do que foi dito por ele para a polícia, eu vou pedir a sua prisão temporária”, afirma.

O delegado Luiz Ricardo Lara, que está à frente do caso, pondera que ainda é prematuro apontar a responsabilidade do administrador da página. “Caso, durante a instrução do inquérito policial, seja vislumbrado que, de alguma forma, ele colaborou com o crime, na medida em que propalou esses boatos, enfim, que praticou uma infração penal, ele será responsabilizado por aquele ato”, afirma.

Por Alcione Herzog/Especial para o Correio
correiopontocom@rac.com.br

PARADA DO ORGULHO LGBT CAI DE 2,5 MILHÕES EM 2005 PARA 100 MIL PESSOAS EM 2014

Lideranças apontam enfraquecimento da militância LGBT no Brasil, simbolizado pela queda de público da Parada Gay de São Paulo, que perdeu 500 mil participantes em sua última edição

Realizada há uma semana, a 18ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo surpreendeu ao registrar uma quantidade de participantes bem menor do que nos últimos anos. Segundo dados da Policia Militar, o evento levou 100 mil pessoas à Avenida Paulista. Em 2013, a PM contabilizou um número seis vezes maior, 600 mil. A cifra de 2014 fica ainda mais reduzida se comparada ao recorde da Parada Gay paulistana, em 2005, quando o público registrado foi de 2,5 milhões.

 

Lideranças LGBT ouvidas pelo iGay apontam a drástica redução de público da Parada Gay como uma representação clara de um momento de desmobilização da militância, com o movimento gay do Brasil perdendo força, sem conseguir atrair novos participantes ou mesmo manter os antigos. Com isso, projetos importantes de lei como a criminalização da homofobia e a regulamentação das identidades de gênero não conseguem avançar na pauta do Congresso Nacional.

Presidente do Movimento Gay de Minas (MGM), Oswaldo Braga mostra que o arrefecimento da militância LGBT não se exemplifica apenas como a Parada Gay de São Paulo. O evento similar que ele organiza na cidade mineira de Juiz de Fora também enfrenta uma queda de público.

 “Temos percebido uma diminuição. Em 2006, tivemos o recorde de 120 mil pessoas. Número importante se considerarmos o fato de que Juiz de Fora tem 500 mil habitantes. Mas no último ano, o público foi de 35 mil participantes”, relata Braga, que aponta para a necessidade de uma reinvenção do movimento LGBT.

“Hoje, grande parte das nossas lutas não faz mais tanto sentido. Antes, nós pedíamos uma lei para poder demonstrar afeto em público , agora já podemos casar” , explica Braga, que no entanto, lembra que ainda faltam muitas conquistas para a comunidade LGBT ter sua cidadania plenamente respeitada. “A homofobia acabou? Foi criminalizada? A reposta é não para as duas perguntas, isso evidencia que é preciso repensar muitas coisas, inclusive o formato da Parada”, acrescenta o presidente do MGM.

Conselheiro do Fórum LGBT de Pernambuco, que organiza a Parada Gay de Recife, Thiago Rocha faz uma ressalva em relação à diminuição de público em São Paulo, lembrando que o evento paulistano foi antecipado por conta da Copa do Mundo de 2014, impedindo que muitas pessoas pudessem se programar a tempo. “Eu mesmo tentei ir, mas não consegui me planejar. Porém , é nítido que estamos com dificuldade de chegar à sociedade” , reconhece Rocha.

Coordenador especial da Diversidade Sexual da cidade do Rio de Janeiro, o estilista Carlos Tufvesson vê a cooptação política das lideranças LGBT como fator preponderante para a erosão enfrentada pelo movimento gay. Falando como militante e não como representante do Estado, Tufvesson diz que a presença de partidos políticos foi danosa e fez muitas pessoas saírem da militância.

“Tivemos uma captação partidária ideológica muito forte. O movimento passou por um processo de exclusão de quem não se identificava com os partidos”, lamenta Tufvesson. “O movimento que ia às ruas hoje não vai mais, perdemos grupos históricos, pessoas que nos representavam foram se tornando instrumentos de politicas partidárias”, prossegue o estilista.

Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Carlos Magno pensa diferente dos outros militantes LGBT, acreditando que a perda de força do movimento deve ser encarada de maneira relativa.

“Faltam elementos para saber se estamos realmente perdendo. Na verdade, as pautas têm ultrapassado a barreira da comunidade LGBT, o debate é público. Em qualquer área, o número de pessoas que milita é efetivamente pouco, se considerada a população como um todo”, pondera Magno.

Como argumento de que o movimento LGBT não está tão arrefecido, Magno conta que a ABGLT conta com 285 organizações filiadas e tem 30 pedidos de filiação. “Temos ainda núcleos de pesquisa em universidades, a Associação de Estudos Homoeróticos em Porto Alegre, grupos de mães, Igrejas inclusivas, além de paradas de Norte a Sul do País. Tudo isso é avanço.”

MUDANÇA PASSA PELO CONGRESSO NACIONAL

Para as lideranças, a reinvenção do movimento LGBT tem que incluir um número maior de representantes da comunidade gay em Brasília. “Precisamos de ideias novas, de maneiras novas de fazer, não só a Parada Gay, mas a militância como um todo. É a oxigenação que faz o movimento estar sempre vivo. As ONGs devem começar a se estruturar melhor, ter força. Além disso, precisamos urgentemente de representatividade no Congresso, temos apenas um congressista gay”, afirma Tufvesson, se referindo ao deputado federal Jean wyllys(PSOL-RJ), colunista do iGay.

Mais descrente com o futuro do movimento LGBT, Rocha lembra que os opositores da comunidade gay têm uma acachapante superioridade numérica no Congresso Nacional, com a Frente Evangélica ocupando 110 das 513 cadeiras do parlamento brasileiro. “Os políticos religiosos têm se fortalecido cada vez mais. Eles têm muita força e não é só isso, a cultura do Congresso é muito machista e não vai mudar”, argumenta o conselheiro do Fórum LGBT de Pernambuco.

Magno também percebe o conservadorismo e fundamentalismo religioso como obstáculos. “A força social é importante, ela que incentiva as mudanças. Mas a lógica que rege o Congresso é complexa. As leis Maria da Penha, de Discriminação Racial e Estatuto da Juventude tiveram dificuldade em passar, todas legislações relativas aos direitos humanos tiveram. Temos poucas mulheres no congresso, poucos negros, um gay e nenhum índio.”

Admitindo-se cansado, Braga faz um apelo para que novas gerações assumam seu papel na militância. “Quando falam que os dinossauros da militância não largam o osso, não levam em conta que ninguém quer entrar no nosso lugar. Mesmo que seja para mudar tudo, eles devem entrar no movimento”, conclui o presidente do Movimento Gay de Minas (MGM).

Fonte:IG

BOECHAT ALFINETA SHEHERAZADE: APRESENTADORA TAMBÉM É RESPONSÁVEL PELA MORTE DE MULHER ESPANCADA POR “JUSTICEIROS”

A morte de uma dona de casa inocente, espancada por ‘justiceiros’ no Guarujá, na Baixada Santista (SP), gerou revolta de internautas e jornalistas brasileiros.

Na edição do Jornal da Band de ontem (5), o âncora Ricardo Boechat criticou as“pessoas que mesmo em emissoras de TV estimulam a cultura da ‘justiça com as próprias mãos'”. Na avaliação do jornalista, esses formadores de opinião também são responsáveis pelo linchamento e morte de Fabiana Maria de Jesus.

É uma referência à jornalista Rachel Sheherazade, que em fevereiro deste ano defendeu o “justiçamento” na região do Flamengo, no Rio de Janeiro, onde um menor foi torturado e preso a um poste pelo pescoço.

Na época, Sheherazade incentivou o “contra-ataque aos bandidos” e julgou compreensível “a atitude dos vingadores”.

Boechat concluiu o comentário, dizendo que “é hora de essas pessoas virem a público e dizer como se sentem diante da consumação de sua própria teoria na prática”.

Boechat já havia criticado as declarações de Sheherazade em entrevista ao Pânico na Band em fevereiro. “A opinião dela é uma bo***, mas ela tem o direito de expressar”, disse.

Linchamento motivado por boato

Fabiana Maria de Jesus foi linchada e espancada por moradores do bairro Morrinhos, no Guarujá. Ela teria sido confundida com uma suposta sequestradora de crianças na cidade.

Entretanto, não havia sequestro algum, segundo a polícia do município.

O advogado da família de Fabiana diz que o problema começou na comunidade do Facebook Guarujá Alerta, que informou sobre boatos de crianças sequestradas para ritual de magia negra. Segundo o G1, a página publicou um retrato falado com imagem semelhante à da vítima.

Foi o suficiente para a vizinhança de Morrinhos atacar a dona de casa que nada tinha a ver com os boatos, segundo familiares e conhecidos.

Fonte: Brasil Post

DICAS PARA QUEM NÃO ESTÁ MUITO BEM NESSA SEGUNDA

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Para quem está começando a Segunda não muito bem, segue algumas dicas para aliviar o estresse:

1º – Mudar o estilo de vida.

2º – Dieta balanceada e saudável.

3º – Dormir o suficiente e fazer exercícios.

4º – Limitar a ingestão de cafeína, álcool e não usar nicotina, cocaína ou outras drogas ilícitas.

Outras sugestões do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos:
Tirar férias do trabalho, passar tempo com a família e os amigos, fazer algum trabalho manual e aprender a tocar um instrumento musical também é excelente.

PEDOFILIA: NEUROCIÊNCIA VERSUS PSICANÁLISE

Continuação de ASPECTOS DA PEDOFILIA NAS SOCIEDADES HUMANAS

Segundo pesquisa realizada por Martin. H. Teicher (2000), professor de psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, não ocorrem apenas traumas psicológicos reversíveis, mas danos permanentes no desenvolvimento e funções cerebrais, ou seja, algumas funções ficarão paralisadas. Assim, durante a infância, período formativo em que o cérebro está sendo fisicamente esculpido, o impacto do estresse dos sistemas de norepinefrina e dopamina pode produzir sintomas de depressão, psicose e hiperatividade, assim como prejudicar a atenção:

A ativação do sistema de dopamina desloca a atenção para o hemisfério esquerdo (verbal), enquanto a ativação do sistema de norepinefrina desloca a atenção para o hemisfério direito (emocional). O mais curioso, é que o vermis também ajuda a regular a atividade elétrica no sistema límbico, e sua estimulação pode suprimir ataques no hipocampo e na amígdala.  (Teicher. M. 2002; p. 50-67).

Tais efeitos neurobiológicos e moleculares são irreversíveis e comprometem o desenvolvimento neuronal da criança afetando a vida desse sujeito na idade adulta (Teicher, 2000). Estas descobertas sugerem um intrigante modelo que pode explicar a forma na qual o distúrbio de personalidade limítrofe (borderline) pode aparecer. Contudo, na psiquiatria e psicopatologia, incluir a análise do contexto sociocultural na formação da personalidade do pedófilo exige um estudo da relação entre o fenômeno supostamente patológico e o contexto social. Observa-se que o fenômeno patológico emerge e recebe significado cultural, mas a despeito da normalidade funcional do cérebro, tais conceitos não são necessariamente quantitativos. O fenômeno é considerado patológico a partir do momento em que é disfuncional e produz sofrimento para o próprio indivíduo ou para seu grupo social (Dalgallarondo, p.246, 2008).

Diante do exposto acima, não se pode considerar que a pedofilia seja produzida apenas pela sociedade ou então, determinar que a mesma tenha sua etiologia direcionada somente como um distúrbio neurológico no processo de formação do cérebro.  O significa dizer que a sua compreensão deve ser pautada por uma multifatorialidade.

Na perspectiva psicanalítica, a pedofilia exemplifica uma grande variação de objetos sexuais, e afirma que a importância do desejo está na pulsão sexual e não no valor do objeto de desejo. Dentre Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade, Freud afirmava que “Os diferentes trajetos por onde passa a libido relacionam-se mutuamente desde o início, como vasos comunicantes…” (Freud, 1905. P.143). Para ele, a pedofilia como disfunção subjetiva, pode estar associada a uma dimensão sintomática das perversões e que pode desencadear uma patologia dessa ordem. Basicamente os fatores estão ligados a sexualidade reprimida do sujeito e o desvio de sua personalidade. Quanto mais perto se chega das perturbações mais profundas do desenvolvimento psicossexual, mais se destaca de maneira inequívoca a importância da escolha objetal incestuosa” (Freud, 1905; p. 215).

Segundo Freud, a pedofilia corresponde uma perversão de transgressão anatômica, ou seja, algumas regiões do corpo são eleitas para o ato sexual, como os lábios, o ânus, etc, e não se limita a união sexual da forma como a concebemos normalmente. Nessa concepção, o fetichismo somente é considerado patológico quando se torna o único objeto do desejo sexual. Com isso, o fetichismo teria sua origem na infância, sendo que este poderia funcionar como uma lembrança encobridora de algo esquecido e que estaria também relacionado às teorias sexuais infantis (Freud, 1905).

Assim, Freud oferece uma explicação para a pedofilia que consiste na persistência de elementos da sexualidade infantil no indivíduo adulto. Neste caso, o pedófilo, no processo de seu desenvolvimento teria sentido e recalcado sua excitação sexual e prazer no contato de um adulto com uma criança. A intensidade desse prazer teria causado um impacto de tal ordem e se instalado como uma única forma de obter o prazer sexual após a maturidade. A pulsão sexual do pedófilo seria então algo infantil e primitivo, estaria fixado no inconsciente e persistiria na vida adulta.

Segundo a visão psicanalítica, a mente normal tem a tendência a repetir modos de reação e funcionamento para tentar se ajustar sem maiores danos, por outro lado, quando o sentido adaptativo da mente sofre um trauma, tais estímulos vão se adequando e criando estratégias para enfrentar as situações de riscos para encontrar padrões de sobrevivência mental que pode ser expressado no aprimoramento ou aniquilamento da vida do sujeito.

De maneira geral, a tendência à repetição das situações traumáticas se deve a três tipos de fatores que não se excluem e frequentemente se combinam por causa de defeitos neuromentais, o que impede a superação do padrão traumático. Repetir para elaborá-lo e repetir por motivo das funções secundárias, estruturantes, defensivas, narcísicas e prazerosas que o inconsciente adquiriu.

A libido narcísica ou do ego, parece-nos ser o grande reservatório de onde partem as catexias de objeto e no qual elas voltam a serem recolhidas, e a catexia libidinosa narcísica do ego nos afigura como o estado originário realizado na primeira infância, que é apenas encoberto pelas emissões posteriores da libido, mas no fundo se conserva por trás dela (Freud, 1905, p. 206).

O pressuposto da teoria psicanalítica vem apontar sobre o papel estruturante do pai, parte da instauração do complexo de Édipo.  Na trama familiar, o sujeito se constrói e sai do estado de natureza para ingressar na cultura. O pai representa a possibilidade do equilíbrio pensado como regulador da capacidade da criança investir no mundo real. A necessidade da figura paterna ganha contornos no processo de desenvolvimento, de acordo, com cada etapa da infância e, na fase inicial da vida, é decisiva na resolução dos conflitos. Na adolescência, quando a maturação genital obriga a criança a definir seu papel na sociedade, a construção de uma imagem positiva ou negativa das trocas afetivas e da convivência com seus familiares serão construídos. Contudo, o tipo de desenvolvimento psicoafetivo da família acaba por influenciar a criança na reprodução de comportamentos negativos na fase adulta.

Foucault explica que a teoria psicanalítica da sexualidade teve uma função consoladora, quando ela coloca o recalque na idéia do desejo dos pais para com seus filhos (Foucault, 1971). Ou seja, os pais estariam sendo incestuosos e criando uma relação subjetiva sobre a sexualidade deles para com seus filhos. Para Foucault, a perversão está diretamente relacionada ao recalque dos pais que, por um motivo ainda desconhecido se refletiria em atos de abuso infantil, transformado devido à desestruturação da personalidade da criança.

Por Flavia Maria Pereira Marques

INDOLENTES E DILIGENTES! QUEM VOCÊ DESEJA SER?

las-personas-de-hormigas-trabajan- Indolentes são aqueles que não se mexem, nem se remexem! São pessoas que não saem do lugar, mesmo quando a água está chegando naquele “lugar”. Será que eu sou um indolente? Para algumas pessoas tenho certeza que sim, já ouvi gente dizendo “Orlando você precisa se mexer”, para outras pessoas tenho certeza que não sou indolente, já ouvi gente dizendo que preciso me desligar um pouco, mas nesse mundo é normal não agradar a gregos e troianos, há muitas opiniões divergentes, ainda mais se for de casa, se for próximo, vizinho ou mesmo um amigo, geralmente esses são os que menos confiam na gente ou acreditam que podemos fazer alguma coisa excepcional.

O que podemos esperar de uma pessoa indolente? Nada, a não ser o exemplo de como não se comportar, se ela acordar para a vida, talvez ainda seja possível colher alguns frutos! O indolente, que também significa aquele que não causa dor, só vai ficar esperto no dia em que ele sentir dor, pois há um ditado que diz que não há formação de consciência sem dor, mas infelizmente penso que alguns sentirão essa dor que forma consciência tarde demais!

E os diligentes quem são? São aqueles que se remexem muito! Aqueles que trabalham com prazer, que fazem as coisas com gosto, que não são preguiçosos e são rápidos nas responsabilidades que lhe são atribuídas, terminando antes de todos! Os diligentes são os primeiros a atingirem o alvo, mas por que? Porque são desembaraçados, porque prestam atenção em tudo que ouvem e assistem, os diligentes enxergam coisas que os outros nem imaginam. Os diligentes conseguem imaginar o resultado final sem saber como será o caminho até lá, pois eles sabem que encontrarão as soluções, mais cedo ou mais tarde, podemos chamar isso de fé, algo que eles tem de sobra e transbordando.

E aí? Você deseja ser indolente ou diligente? Medite no versículo abaixo:

Mas, desejamos que cada um de vós mostre a mesma diligência, para ter a plena certeza da esperança até o fim, para que não fiqueis indolentes, mas sejais imitadores daqueles que pela fé e pela paciência herdam as promessas. – Hebreus 6:11, 12

Compartilhe o que você aprende de bom!

*RESPEITO À VIDA*

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Não nos foi ensinado,desde que nascemos, que a VIDA É SAGRADA, e divinos todos os seres.
Por isso, por nossa falta de reverência ao divino que habita todas as formas, podemos passar indiferentes por um ser divino jogado na calçada, podemos conviver com a existência de crianças com fome e velhos desamparados – todos divinos; admitimos a guerra, a pobreza e a desigualdade, a destruição da Terra e de seus filhos menores.
Em suma: assistimos inertes ao desrespeito à Vida.

Ninguém ensinou aos maridos homicidas que não são donos da vida; nem aos adolescentes violentados pela miséria que uma vida vale mais que um par de tênis alheio.
Por quê? Porque nós, coletivamente, não respeitamos essa Vida, de modo incondicional.
E enquanto permanecermos na ilusão de que se pode pedir paz e exigir segurança num mundo sem esse respeito essencial, enquanto admitirmos a crueldade e a destruição de QUALQUER FORMA DE VIDA INOCENTE, tudo que fizermos será incapaz de mudar verdadeiramente o mundo.
A única argamassa definitiva capaz de cimentar a construção desse Mundo Melhor será a consolidação, na consciência coletiva, desse princípio simples e difícil: A VIDA É SAGRADA.
Um único artigo. Sem parágrafos. Sem exceções.

Há uma atitude individual concreta, possível e infinitamente poderosa, por seu alcance, que qualquer um de nós, que se diga consciente da Lei Evolutiva, pode tomar para iniciar hoje a transformação deste mundo violento e biocida num outro, pacífico e fraterno: RESPEITAR A VIDA. Começando por defender o direito à VIDA de todos os SERES INDEFESOS do Planeta, suspendendo a matança daqueles que a humanidade intitula indevidamente de ‘COMIDA’.

Podemos ensinar a nossos filhos o respeito incondicional a todas as vidas; podemos ensiná- los a respeitar e amar pássaros, insetos, gatos e cachorros, baleias, tartarugas-marinhas, golfinhos e micos-leões dourados; mas não podemos desmentir isso quando nos sentamos à mesa.
Não podemos amar e matar, respeitar e destruir ao mesmo tempo.
E se a nossa reverência à Vida for genuína, será contagiosa.

E uma criança nossa defenderá um caracol de ser pisado, levará gentilmente um inseto perdido até a janela – e nunca, nunca, nunca, poderá ferir nenhum ser humano.
Como nunca admitiu ou viu admitir que nenhum ser vivo fosse ferido.

Utopia?
Não. Existem crianças que foram criadas assim.
Se houvesse mais, nós poderíamos sair tranquilos pelas ruas à noite.
Se houvesse muitas mais, seria impossível a qualquer demente com poder levar pessoas à guerra (aliás, não haveria dementes no poder).
E se elas fossem a totalidade das crianças da Terra, esta já seria aquele Mundo Melhor.

(PAZ E AMOR, BICHO! – Mariléa de Castro)

ORIENTAÇÃO PSICOLÓGICA VIRTUAL TRAZ COMODIDADE E ORIENTAÇÕES PONTUAIS

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Desde o seu surgimento, a internet tem facilitado muito a vida das pessoas, aumentando a conectividade entre elas, diminuindo distâncias e ajudando a otimizar o tempo gasto nas tarefas profissionais e pessoais. Talvez muitas pessoas não saibam, mas hoje em dia a internet facilita também o acesso ao psicólogo.

A orientação psicológica virtual, que também é conhecida como terapia virtual ou terapia online, é caracterizada pela orientação de questões psicológicas feitas pelo profissional via e-mail, skype ou telefone.

Durante cada atendimento a pessoa terá condições de encontrar auxilio para dúvidas, medos, dificuldades pontuais e orientações sobre diversas questões emocionais. O número de atendimentos, duração e valor variam de acordo com cada profissional.

A orientação psicológica virtual é caracterizada pela orientação de questões psicológicas feitas pelo profissional via e-mail, skype ou telefone.

Pesquisadores Europeus e Americanos têm se empenhado em testar e comprovar os benefícios da terapia virtual. Segundo matéria publicada no site da rádio Netherland Wereldomroep, “a terapia online é um sucesso na Holanda. A psicoterapia na qual o contato entre psicólogo e paciente só acontece via internet é tão eficiente quanto o tratamento ‘cara a cara’.”

Segundo publicado no Portal dos Psicologos em Portugal, “tem sido também constatado que online as pessoas vão mais diretamente ao foco de suas preocupações, o que agiliza a intervenção.” No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) regulamenta através da resolução CFP N°012/2005 a prática da orientação psicológica virtual.

Há uma série de estudos e pesquisas em desenvolvimento com relação aos benefícios da terapia virtual no país. No entanto, enquanto esses testes não forem totalmente concluídos e as pesquisas internacionais não tiverem sido validadas no Brasil, não é permitido praticar psicoterapia virtual, e sim orientação psicológica.

Por esse motivo é importante tomar cuidado com os serviços oferecidos online e com falsos profissionais que se utilizam da facilidade da internet para agir de má fé e enganar as pessoas.

Futuramente o acompanhamento psicológico virtual não deverá substituir totalmente a psicoterapia tradicional, mas sim se tornar uma alternativa a ela, para que mais pessoas possam se beneficiar de seus efeitos.

A orientação virtual se destina aos seguintes grupos de pessoas:

– Portadoras de dificuldade física de locomoção: Pessoas com problemas de paralisia, doenças graves e contagiosas, gestantes e acamadas;

-Pessoas com falta de tempo para ir até o consultório: Para aqueles que trabalham muitas horas, moram longe do local de trabalho e gastam muito tempo se deslocando de um local para outro;

– Que moram em cidades em que há excasses de profissionais de psicologia: Há cidades onde, infelizmente, não há profissionais da área da psicologia, os existentes geram desconfiança ou não têm mais horários disponíveis;

– Timidos e reservados: Se sentem desconfortáveis ao pensar que podem ser observados e julgados por entrar em um consultório;

– Casais com dificuldades no relacionamento e sexuais: Sentem-se desconfortáveis em se expor diante de uma terceira pessoa ou tem dificuldades de ajustar os seus horários para irem juntos a consulta.

– Pais com problemas e dificuldades na orientação dos filhos: Dificuldades de diálogo, desempenho escolar e de relacionamento na familia, entre outras questões que possam aparecer em relação aos filhos;

– Que estão morando fora do seu país de origem: Geralmente podem ter dificuldade em se adaptar ao local e encontrar profissionais que falem o seu idioma e entendam a sua cultura;

– Estágios avançados de depressão: A pessoa sente muita dificuldade e desânimo para sair de casa;

– Que buscam orientação psicológica para questões cotidianas relacionadas ao profissional e pessoal.

Se você pertence a algum desses grupos acima, saiba que agora você pode se beneficiar de mais um serviço importante, cômodo e seguro oferecido via telefone ou internet.

POR:Milena Lhano

Psicóloga

foto especialistaESPECIALISTA MINHA VIDA

HÁ CONSOLO NO LUTO?

pastoral-02042012No abraço senti seu corpo magro. Notei seus olhos baços. Eles me contemplavam sem entusiasmo. Logo na primeira palavra, percebi na voz quebrada, ela era uma mulher sofrida. Eu imaginava, sem  alcançar, a angústia que minha amiga atravessava. Ela experimentava a hora mais dolorida. Seu momento era o mais terrível da existência: o luto.

A morte é sorrateira, insidiosa e traiçoeira. Os desenganados recebem o bilhete fatal com algum tempo para arrumar a casa. Para minha amiga a guilhotina desceu sem aviso. A morte não respeitou sequer possíveis imaturidades. A morte serpenteou, deu o bote, feriu e ceifou a seu bel prazer. O que dizer, diante de uma mãe que chora, de uma esposa que perde o chão e que não sabe se terá forças para achar o norte?

As respostas aparentemente confortadoras se esvaziam. Deus tem um plano.  Ele leva para si os bons. Chegou a hora.  Frases bobas. Elas funcionam como aspirina, aliviam sem curar. Em um esforço medonho de não parecer professoral, procurei oferecer outro modelo de como perceber os mistérios da vida. Logo notei meu esforço inútil. Minha amiga esperneava dentro da cerca teológica que fora educada. Deus governa e como um dramaturgo celestial, conduz o desenrolar de nossas vidas. Deus não permite que nada aconteça sem que esteja previsto em seu roteiro.

Silenciei, abraçado. Voltei ao hotel.  Chorei. Por horas não consegui apagar o sofrimento daquela mãe. Além de ter que aprender a repetir a litania fúnebre do nunca mais, ela terá de brigar com a sua ideia de Deus. Que tristeza. Deitado, insone, escutei sua indignação lacerante: Por que Deus se mantém obscuro em seus planos? Por que, tão indiferente? Vou esperar quanto tempo até entender seus motivos para levar (levar não passa de eufemismo para “matar”) um pai precioso, um amigo querido, um filho especial?”.

Debulhei-me em lágrimas.

A morte baterá em outras portas. A ceifa da morte não cessa. Nunca distingue justos de injustos. Traficantes vivem mais do que mulheres bondosas. Pais enterram os filhos – o certo deveria ser o contrário. Acidentes eliminam em uma só tacada, jovens e idosos. Os amigos de Jó erram nas conjecturas sobre o sofrimento universal. O justo Jó é arrasado por todo tipo de infortúnio, sem que se conheçam os porquês de sua aflição.

Prefiro a insinuação bíblica de que Deus que não age como títere, a puxar os cordões das marionetes. Considero-o Emanuel: O Deus presente. Jesus encarnou e viveu a sua humanidade até as últimas consequências. Semelhantes a ele, no espaço da liberdade, também estamos cercados de perigos, e sempre à beira do derradeiro suspiro.

Deus não arbitra quem morre. Ele não rege a história segundo critérios inacessíveis. Deus se compromete a revelar seu amor no soluço da perda. Deus se revela em cada abraço, em cada palavra de solidariedade e em cada gesto de lealdade. A nossa dor dói em Deus, afirmou o profeta Isaías. Deus fonte de compaixão – nas duas raízes para “com-paixão”: Deus sofre junto.

Nada posso especular sobre a morte, mas minha intuição avisa: reconhecer a companhia fiel de Deus traz mais conforto do que questionar os porquês do que nos é inacessível.

Soli Deo Gloria

Por Ricardo Gondim

O QUE É HIPOCRISIA?

hipocrisia é o ato de fingir ter crençasvirtudesideias e sentimentos que a pessoa na verdade não as possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou mais tarde a designar moralmente pessoas que representam que fingem comportamentos.

Um exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma ação enquanto realiza a mesma ação.

Para o lingüista e analista social Noam Chomsky, a hipocrisia, é definida como a recusa de “… aplicar a nós mesmos os mesmos valores que se aplicam a outros”, é um dos males da nossa sociedade, que promove a injustiça como guerra e as desigualdades sociais, num quadro de auto-engano, que inclui a noção de que a hipocrisia em si é um comportamento necessário ou benéfico humano e da sociedade.

François duc de la Rochefoucauld revelou de maneira mordaz a essência do comportamento hipócrita: “A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude”. Ou seja, todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos, socialmente aceitos.

O termo “hipocrisia” é também comumente usado (alguns diriam abusado) num sentido que poderia ser designado de maneira mais específica como um “padrão duplo”. Um exemplo disso, é quando alguém acredita honestamente que deveria ser imposto um conjunto de morais para um grupo de indivíduos diferente do de outro grupo.

Hipocrisia é pretensão ou fingimento de ser o que não é. Hipócrita é uma transcrição do vocábulo grego “hypochrités”. Os atores gregos usavam máscaras de acordo com o papel que representavam numa peça teatral. É daí que o termo hipócrita designa alguém que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência.

Hipocrisia na religião

Novo Testamento da Bíblia refere-se especificamente aos hipócritas em vários lugares, em especial quando representando de maneira caricatural a seita dos fariseus, como por exemplo, o Evangelho de Mateus capítulo 23, versículos 13 a 15:

” Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.”

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

STRESS – COMO GERIR O PIOR INIMIGO DO CÉREBRO

Um pouco de informação sobre o stress

O stress é um estado de alerta cujo objectivo primeiro é preparar-nos para a ação e ficar em estado de alerta em situações problemáticas e ameaçadoras. A generalidade dos médicos considera que o stress pode ser considerado um estado intermediário entre a saúde e a doença, evoluindo ao longo de três estágios: fase de alarme, fase de resistência e fase de exaustão. Um estado equilibrado de stress é, por conseguinte, benigno e desejável. Traduz-se por uma pequena excitação que aumenta a nossa capacidade de enfrentar diversas situações da vida com uma atitude positiva e uma saudável sensação de entusiasmo e motivação.

o estresse

Já o mesmo não acontece quando ele atinge níveis considerados perigosos para a saúde e se torna permanente. Se a falta de algum stress (agitação) nas nossas vidas nos mantém subexcitados, apáticos e entediados já o stress elevado e, pior ainda, o stress cronico empurra-nos para um estado de sobrexcitação de consequências nefastas para o organismo e a qualidade dos nossos desempenhos (intelectuais, sociais, etc).

Os especialistas identificaram as causas do stress. Conforme o seu grau de perigosidade podem ser divididas em três níveis. Eis alguns exemplos mais vulgares:

Nível 1

Os pequenos aborrecimentos

Ruídos de fundo (trânsito, máquinas, ar condicionado)

Pequenas discussões familiares e no trabalho

Trânsito automóvel

Pequenas surpresas desagradáveis

Acontecimentos indesejados (atrasos, desencontros)

Pequenas infracções da lei 

Nível 3

Morte de familiar muito próximo

Divórcio

Condenação em tribunal

Perda de emprego

Problemas sérios de saúde

Doença de familiares

Problemas sexuais

Gravidez

Morte de amigo íntimo

Grande hipoteca ou empréstimo

Problemas de dinheiro

Nível 2

Acontecimentos importantes

Mudança de emprego

Mudança de residência

Conflitos no trabalho

Alterações no emprego

Discussões familiares

Entrada na escola

Mudança de ciclo na escola

Entrada na universidade

Primeiro emprego

Mudança de escola 

 
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sintomas stress

Durante o dia a dia estamos sujeitos a um grande stress, especialmente se a viva for feita em grandes cidades, é inevitável escapar mas podemos tentar reduzir seguindo estes 10 mandamentos.

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1 – Acorde mais cedo
Em vez de começar o dia no meio do maior stress porque não tem tempo para fazer nada, experimente levantar-se um bocadinho mais cedo e organizar melhor as suas manhãs. Não se deixe tentar pelo calorzinho dos cobertores e salte da cama assim que o despertador tocar. Tome um bom pequeno-almoço, um banho relaxado e comece o dia descansado e com o pé direito.

2 – Planeie o seu dia
Tente perceber em que altura do dia a sua produtividade está em alta. Há pessoas que rendem mais de manhã enquanto outras funcionam a 100% mais pela tarde. Escolha o período em que tem mais energia e deixe para essa altura as tarefas de maior responsabilidade ou que exijam maior criatividade. Lembre-se, no entanto, que por muito organizado que seja, há imprevistos que nunca consegue controlar.

3 – Defina prioridades
Não queira fazer tudo ao mesmo tempo nem queira fazer tudo sozinho. Faça uma listagem das suas reais prioridades e tente cumpri-la. Ponha os assuntos que exigem mais de si em primeiro lugar mas tente não descurar os pequenos assuntos que tendem a ficar esquecidos.

4 – Saiba dizer não
Quando se sentir demasiado pressionado tenha a coragem de dizer basta!. Se o seu chefe lhe parecer demasiado empenhado em não o deixar respirar, exigindo-lhe mais e mais trabalho, explique-lhe que, apesar de tentar, não consegue fazer tanta coisa ao mesmo tempo. Tente também não cair na asneira de estar sempre a fazer o trabalho dos seus colegas. Sempre que poder ajudar, ajude, mas não deixe que eles fiquem mal habituados.

5 – Crie bom ambiente
Pensamentos positivos activam as energias positivas que temos em nós. E depois, simpatia gera simpatia. Elogie, seja prestável e simpático para os seus colegas. Ao trabalhar num local com bom ambiente tudo fica mais fácil. Aquilo que dantes lhe parecia uma tarefa dificílima vai passar a parecer o mais simples dos problemas.

6 – Aprenda a relaxar
Nada melhor do que depois de um dia estafante o poder chegar a casa e tomar um longo banho ou deixarmo-nos ficar estendidos no sofá horas a fio a ver tudo e mais alguma coisa na televisão. Conceda a si mesmo esses momentos que são preciosos para descomprimir o stress do dia-a-dia.

7 – Mude de rotina
É importante que você consiga viver para além do trabalho. Dê a si próprio presentes depois de conseguir fazer um trabalho complicado. Que tal aquele livro que sempre quis ou aquela camisola caríssima? Depois, também é importante saber deixar o trabalho à porta antes de entrar em casa. Só em casos extremos é que deve levar trabalho para concluir em casa.

8 – Tenha vida social
“Trabalho é trabalho, conhaque é conhaque”. Nunca ouviu dizer? Faça por ter uma vida social activa porque desta maneira vai ser mais fácil de não pensar nos problemas que deixou para trás no escritório. Vá a festas, ao cinema ou ao café. Aproveite o que de melhor a vida tem para lhe oferecer.

9 – Dedique-se a uma actividade criativa
Utilize os seus tempos livres para se dedicar a uma actividade que puxe pela sua concentração e criatividade. Tendo a sua mente ocupada não vai ter tempo para pensar nem se chatear com os problemas do dia-a-dia ou do trabalho. A pintura é um bom exemplo.

10 – Melhore a sua vida sexual
Esta é também uma óptima solução para combater o stress acumulado durante um dia de trabalho. Ter uma vida sexual activa e saudável é meio caminho andado para se sentir uma pessoa plenamente realizada e, desta forma, sentir-se mais confiante.

 

FONTE: VLADMAN.NET

ATITUDES QUE DRENAM ENERGIA

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1 – Pensamentos obsessivos
Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos – mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.
2 – Sentimentos tóxicos
Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.
3 – Maus hábitos – Falta de cuidado com o corpo
Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.
4 – Fugir do presente
As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: “bons tempos aqueles!”, costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.
5 – Falta de perdão
Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica ”energeticamente obeso”, carregando fardos passados.
6 – Mentira pessoal
Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.
7 – Viver a vida do outro
Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.
8 – Bagunça e projetos inacabados
A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro “escape” de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe “diz” inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou!” Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da terminação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.
9 – Afastamento da natureza
A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.
(Autor Desconhecido)
Fonte: Sob Malhete

A CARNE É FRACA (HD)

A CARNE É FRACA – Melhor documentário já realizado no Brasil sobre o consumo da carne e suas conseqüências, é essencial para aqueles que buscam informações sobre o assunto e uma arma para os defensores dos animais.

“O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel.” Provérbios 12:10

Créditos:
Instituto Nina Rosa: http://www.institutoninarosa.org.br/

DESVENDE 10 MITOS SOBRE A DEPRESSÃO

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A depressão é tratável e mais de 80% dos casos apresentam melhora com tratamento

Cada crença falsa sobre a depressão aumenta a dificuldade de compreender o real sentido do transtorno e a capacidade de tratá-la. Parte do problema já vem do nosso vocabulário sobre a área de saúde mental, mas é que nós usamos a palavra depressão para descrever tantas e tantas experiências afetivas, que o sentido médico da palavra pode se perder no meio a tantos significados.

Por conta de que um simples mau humor que é uma experiência universal, muitas pessoas podem achar que sabem tudo sobre a depressão. Mas, essa afirmação não é verdadeira. Confira os principais mitos que rondam a doença.

1º Mito: depressão não é uma doença médica – a depressão é uma condição médica séria que afeta não só o humor e pensamentos, como também todo o organismo da pessoa. As pesquisas mostram que a depressão tem causas genéticas e biológicas. Pessoas deprimidas apresentam maior nível de estresse e podem sofrer as consequências desse fator.

2º mito: mesmo se a depressão for uma doença médica, não há nada que possa ser feito. A depressão é tratável e mais que 80% dos indivíduos com transtornos depressivos melhoram com o tratamento. Medicamentos modernos e novos tratamentos continuam sendo descobertos. O primeiro passo para um tratamento efetivo é ser avaliado por um especialista que faça o diagnóstico diferencial, como por exemplo, uma  depressão que pode estar ligada a um problema na tireóide. Mas, uma vez que seja diagnosticado a depressão o médico precisa decidir por um tratamento que inclua medicamentos, psicoterapia ou a combinação dos dois.

3º mito: depressão não é diferente de “ficar pra baixo”  e isto é parte normal da vida. Fazer um paralelo entre “ficar pra baixo” e ter depressão, seria o mesmo que dizer que resfriado é igual a pneumonia. Muitas vezes nos decepcionamos, ficamos tristes, seja por um evento estressor, ou porque não formos lembrados por alguém que gostamos, ou em conseqüência de um fato, as vezes, até por conta de um dia chuvoso. Mas, essa tristeza dura muito pouco, geralmente, um dia ou dois. Já a depressão pode durar por toda a vida, e a doença é muito mais invasiva e limitante. Ninguém se suicida por conta de tristeza.

4º mito: pessoas que pensam que tem depressão, estão apenas tristes com elas mesmas. A depressão afeta 20 milhões de pessoas anualmente, só nos EUA. Muitos indivíduos famosos tiveram depressão, como Alexandre, o grande; Napoleao Bonaparte; Abraham Lincoln; Theodore Roosevelt; Winston Churchill; George Patton; John Brown; Robert E. Lee; Florence Nightingale; Sir Isaac Newton;  Michelangelo e muitos outros. Não exatamente pessoas que só ficaram chateadas por algumas situações cotidianas.

5º mito: você pode mandar a depressão ir embora. Caso contrário é um fraco. A depressão não pode ser banida, tanto quanto um ataque cardíaco ou diabetes. A depressão é um transtorno neuroquímico no organismo, que não pode ser superado simplesmente pelo pensamento positivo ou firme determinação. Devido ao estigma ainda grande pela doença mental, procurar ajuda para a depressão é um ato de coragem e força e não fraqueza.

6º mito: para algumas poucas pessoas afortunadas, a depressão pode ir embora por ela mesma. Mas, para quase todos nós, a depressão pode se arrastar por meses, anos ou indefinidamente. A depressão pode ir embora por ela mesma, mas para retornar no futuro; uma vez que um indivíduo tenha um episódio de depressão, ele terá predisposição para ter outros episódios depressivos. A depressão maior é uma doença potencialmente fatal, e o suicídio pode ser o resultado final de muitos que esperam a depressão “passar sozinha sem tratamento “.

7º mito: a depressão é parte normal do envelhecimento. A depressão não é parte esperada de um envelhecimento normal. Mas a idade faz com que nós experimentemos muito mais das situações que podem deprimir uma pessoa: perda de um familiar, de amigos, outras doenças, isolamento e problemas financeiros. Além do mais, muitas pessoas com mais de sessenta anos, viveram numa época onde a doença mental era abertamente comentada e conhecida, e eles podem sentir-se mais constrangidos de falar sobre a depressão e ou pedir ajuda para o seu tratamento, em comparação a pessoas de menos idade, de outra geração. As maiores taxas de suicídio ocorre em maiores de sessenta e cinco anos, sendo os homens mais vulneráveis do que as mulheres. É imperativo que os idosos deprimidos procurem ajuda médica para a depressão, se houver.

A depressão não deve fazer parte do envelhecimento

8º mito: a depressão afeta só as mulheres. Apesar das mulheres serem duas vezes mais acometidas que o homem pela depressão, a doença também afeta homens. Frequentemente, depressão clínica é sub-relatada em homens, principalmente em culturas desencorajadoras e que relacionam pedido de ajuda à fraqueza. Homens, tem taxas maiores de suicídios exitosos do que mulheres, por isso é crucial que os homens procurem ajuda para os seus sintomas.

9º mito: a depressão não afeta crianças e adolescentes. Gostaríamos de acreditar nisso, que todas as crianças vivenciassem uma infância alegre e sem preocupações. Mas, simplesmente, isso não é a verdade. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, os estudos mostram que um em cada 33 crianças e que um em cada oito adolescentes são deprimidos ao longo dessa etapa de vida. As crianças não estão preparadas para falarem sobre seus sentimentos como os adultos, por isso os adultos devem tomar a iniciativa de procurar e observar sintomas de depressão nessa faixa etária.

10º mito: se alguém da sua família sofrer de depressão, você, possivelmente herdará essa genética. Do mesmo modo que você pode ser predisposto a ter pressão alta ou diabetes, você pode ser geneticamente predisposto à depressão. O que não significa dizer que se uma pessoa da família tiver história de depressão você estará fadado a sofrer de depressão também. Simplesmente, saiba que as suas chances de ter depressão são maiores do que se você não tivesse nenhum parente com depressão. O tratamento deverá ser iniciado o mais precocemente o quanto possível.

Por: Evelyn VinocurNeuropsiquiatra e psicoterapeuta

foto especialistaESPECIALISTA MINHAVIDA.COM.BR

 

QUANDO O PRAZER VIRA DOR: O VÍCIO POR SEXO

Estreia do filme “Ninfomaníaca” volta a levantar discussão. Recuperado, engenheiro que sofreu da compulsão lembra que sexo era forma de anestesiar problemas da sua vida. Após sensação de “culpa e vergonha”, solução era se anestesiar de novo: “Aí é roleta russa”

Divulgação

Cena de “Shame”, com Michael Fassbender, que gira em torno da vida de um viciado em sexo

 

“Geralmente temos um pico de procura quando as pessoas leem matérias que expõem o que é dependência sexual, como o caso do Michael Douglas (ator americano que confessou ser viciado em sexo e se submeteu a tratamento). A diferença entre a dependência química e a de comportamento é que esse conceito não é tão definido. As pessoas nem sempre se dão conta de que há um problema”, diz Aderbal Vieira Junior, psiquiatra e responsável pelo setor de tratamento de dependências de comportamentos do Proad (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes), da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

 

Além dos escândalos que já envolveram astros como Douglas, o também ator David Duchovny e Tiger Woods, filmes também ajudam a trazer luz sobre o vício por sexo e suas consequências. Há dois anos, esse papel coube a “Shame”, dirigido por Steve McQueen e estrelado por Michael Fassbender, que vive um sujeito, Brandon, bem sucedido, mas cheio de compulsões sexuais que lentamente o levam para o fundo do poço.

Apesar de “Ninfomaníaca”, novo – e polêmico – trabalho de Lars von Trier, seja dividido em duas partes e a primeira, em cartaz a partir de hoje no Brasil, seja considerada cômica e menos sombria do que a segunda, prevista para estrear este ano, a personagem central, Joe (Charlotte Gainsbourg), sofre das mesmas angústias e chega a repetir em alguns momentos que é “um ser humano horrível”.

“Não é exatamente arrependimento. A sensação é de culpa e vergonha. O jeito de anestesiar isso é o sexo. Aí é roleta russa. Chega uma hora que fazer a mesma coisa já não dá mais barato, você se acostumou. Quanto maior o risco, maior o barato.”

HOMENS SÃO MAIS DEPENDENTES?

“Shame” e “Ninfomaníaca” são protagonizados por atores do sexo oposto, mas, de acordo com Aderbal, um levantamento feito pelo Proad dentro dos casos atendidos mostrou que 95% dos dependentes são do sexo masculino. “Eu ficaria muito surpreso se isso não se refletisse na população, as mulheres tendem a ser mais dependentes amorosas”, comenta. O psiquiatra diz ainda que o mapeamento realizado por eles indica que a maioria dos pacientes procurou ajuda por volta dos 34 anos e que boa parte deles é instruída: “Já vi salas onde metade era graduada e a outra metade era pós-graduada, tinha gente com mais escolaridade que eu”.

Na opinião particular de “Rico”, espécie de porta-voz do Dasa (Dependentes de Amor e Sexo Anônimos), há um número maior de homens atendidos porque a mulher ainda não têm liberdade e coragem para se assumir. “Na nossa sociedade machista, mesmo o cara que vai pedir ajuda, ele é o tal porque pega todo mundo, já a mulher tem que assinar embaixo uma outra história, que é complicada.” No caso do Dasa, ele afirma os grupos dos encontros são bem divididos entre homens e mulheres por conta do anonimato: “As pessoas sabem disso e vão lá por isso”.

“É ROLETA RUSSA”

O início de tudo para Guilherme*, hoje com 43 anos, foi o término de dois relacionamentos quando ainda era adolescente, nos anos 90. Da “pele para fora”, como diz, sua vida era normal: ia para a faculdade e seguia estudando. Da “pele para dentro” era dor e solidão. Ao perceber que havia algo de errado consigo, o engenheiro lembra que não conseguia manter uma relação saudável com ninguém e tinha um sentimento de anorexia no sentido de que sofria de uma “compulsão do não”: “Digo ‘não’ para ser feliz, digo ‘não’ para ter uma sexualidade saudável”.

A “anestesia” para isso veio por meio do sexo, como a masturbação compulsiva e relações sexuais com diversas pessoas em um curto espaço de tempo. Para se anestesiar da “culpa e vergonha” que vinha horas depois ou no dia seguinte, Guilherme lembra que a solução era repetir tudo de novo: “Aí é roleta russa. Chega uma hora que fazer a mesma coisa já não dá mais barato, você se acostumou. Quanto maior o risco, maior o barato”. Ele revela ter ouvido histórias de pessoas que abandonaram o trabalho, acabaram demitidas, contraíram DSTs, acabaram na delegacia. Alguns – e ele também – chegaram a frequentar um local religioso, em vão. “Você passa um período ‘limpinho’, mas uma hora você volta. É que nem pavio de vela, volta a queimar de onde parou.”

Em busca de ajuda, ele frequentou as reuniões do Dasa dos 18 aos 23 anos. O engenheiro se diz livre e distante dos antigos padrões há muito tempo. “Consegui desenvolver todas as áreas da minha vida de forma saudável. Tenho uma vida financeira legal, sou executivo, completei 18 anos de casamento. Acho que, mais importante, meu relacionamento comigo, com minhas dores, foram resolvidas. Salvou minha vida.”

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Cartaz de “Ninfomaníaca”, filme dirigido pelo dinamarquês Lars von Trier e em cartaz no Brasil

REUNIÃO

iG acompanhou uma reunião de dependentes anônimos e pode observar alguns dos pontos destacados pelo psiquiatra. Das nove pessoas presentes ao encontro, promovido semanalmente, todos aparentavam ter passado dos 30 e poucos anos e sete delas eram homens. Assim como em encontros de outros tipos de dependências, a disposição das carteiras de aspecto escolar, daquelas com apoio apenas para o braço direito, é em forma de círculo, de forma que seja possível ver os rostos de todos.

“Geralmente temos um pico de procura quando as pessoas leem matérias que expõem o que é dependência sexual, como o caso do Michael Douglas. A diferença entre a dependência química e a de comportamento é que esse conceito não é tão definido. As pessoas nem sempre se dão conta de que há um problema.”

Quem chega é bem vindo, e logo se percebe que alguns já frequentam a reunião há um bom tempo e se conhecem dali, enquanto para outros é a primeira vez. Ninguém é obrigado a falar, mas quando falam, seguem o protocolo de se apresentar – mesmo quando são ouvidos pela segunda, terceira, quarta vez –, ao que todos respondem, e ao final de cada fala dizem “24 horas de abstinência” ou expressão similar.

Depoimentos são trocados, e a impressão é de que por mais que não seja a primeira reunião da maioria, os dependentes conversam sobre experiências do passado com a ideia de passar aos recém-chegados a sensação de que ninguém ali está sozinho. Estão todos juntos no mesmo barco, alertando uns aos outros sobre os perigos do vício em si, das dificuldades de não sofrerem uma “recaída” e de agir, muitas vezes, contra o que desejam. E talvez mais importante do que falar, é ser ouvido, enxergar a compreensão no rosto de quem ouve histórias e não se chocar, muito pelo contrário, saber exatamente o que o outro passou ou está passando.

VIDA SEXUAL MUITO ATIVA x COMPULSÃO SEXUAL

Uma das dúvidas mais recorrentes, segundo três especialistas consultados, é a confusão entre ter – ou desejar ter – uma vida sexual muito ativa e uma compulsão sexual incontrolável. “Tem que ter muito cuidado quando fala em viciado em sexo porque muitas pessoas classificadas como viciadas têm, na verdade, um apetite maior que a média. Não quer dizer que sejam viciadas”, diz Sandra Lima Vasques, psicóloga e consultora há mais de 20 anos do Instituto Kaplan, voltado para o tratamento terapêutico de dificuldades de cunho sexual entre a população carente.

“Tem gente que confunde porque quer sexo todo dia ou porque tem uma frequência alta, de três a quatro vezes por semana. Não tem nada a ver. Compulsão é gastar mais de 12 horas por dia procurando coisas relacionadas a sexo, é gastar o que ganha em sexo, é parar o que está fazendo para se masturbar, é uma vida voltada ao sexo”, explica Carla Cecarello, psicóloga e coordenadora do Projeto AmbSex. “A questão não é de frequência, é de qualidade”, completa Aderbal.

E quando o comportamento passa a ser um “sintoma” do vício por sexo? Aderbal, Sandra e Carla são unânimes: quando há “prejuízo”. Para o psiquiatra, existem três fatores que ajudam a identificar tal comportamento. Em primeiro lugar, o usuário sente que está perdendo seu poder de escolha, age não quando quer, mas porque “alguma força dentro dele o impele a fazer aquilo”; em segundo, há o prejuízo nas relações afetivas, no trabalho; e, por último, ocorre o “empobrecimento” da pessoa, o sexo não enriquece sua “experiência vivencial”.

“[Essas pessoas] acabam sofrendo um prejuízo. Colocam o sexo acima de tudo, dar uma escapada uma vez ou outra do relacionamento é uma coisa, mas se você faz isso todos os dias, é muito provável que seu par descubra. Você corre um risco desnecessário de vida, acaba no meio de um lugar que habitualmente não iria. Elas não conseguem ter limite. Precisam de ajuda”, conta Carla. Em “Shame”, por exemplo, em seu surto final, Brandon, que durante a maior parte do filme dá a entender que é heterossexual, vai para uma casa noturna GLS, onde se envolve com outro homem.

Carla observa ainda que outras compulsões, por apostas, comida, gasto excessivo de dinheiro, alcoolismo e drogas, podem servir de ponte para o vício pelo sexo. Aderbal concorda: “Existe um ditado na psiquiatria que diz que o principal fator para você ter uma doença psiquiátrica é ter outra, quem tem uma está mais predisposto a ter uma segunda, quem tem duas, pode ter uma terceira, e assim por diante. É mais frequente em casos de depressão, ansiedade, mas não é regra”.

TRATAMENTO

Quando se fala em vício ou compulsão sexual, se fala em tratamento, mas não em cura. Os mais comuns são terapia com acompanhamento profissional, grupos anônimos e medicação, este último aplicado em duas circunstâncias, afirma Aderbal Vieira. “Quando a pessoa tem outro problema, quando está deprimida, o tratamento é farmacológico. Em casos muito raros, quando o paciente está subindo pelas paredes, está muito descontrolado, posso usar a medicação para sintomaticamente reduzir sua libido, dar uma medicação que tem esse efeito colateral.”

No entanto, há muita pesquisa a ser feita. Aberdal informa que Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), referência para psicólogos e psiquiatras, já possui uma categoria voltada para o impulso sexual, mas “ainda existe uma solidez suficiente sobre quais critérios serão adotados para ser impulso”.

“Rico” defende que o vício por sexo seja encarado como o consumo excessivo do álcool. “A humanidade enxerga o alcoolismo como doença e trata de outra forma. A gente espera que faça o mesmo com o sexo. Um dia as pessoas vão levantar a bandeira amarela antes de destruírem suas vidas completamente”, diz o porta-voz do Dasa.

* O nome foi alterado a pedido da pessoa.

Por Brunno Kono | iG São Paulo

ASPECTOS DA PEDOFILIA NAS SOCIEDADES HUMANAS

Originalmente o termo pedofilia surgiu na Grécia (ped = criança; e philia = amizade) e é literalmente compreendido como a “afeição por crianças”. Este termo era comumente relacionado à relação de amor que acontecia somente entre homens adultos e crianças na Grécia antiga, que tinham o direito amparado pela lei vigente, de sentirem atração e/ou efetivarem a relação sexual com crianças, meninos ou meninas (Carvalho, 2002).

Carvalho relata que uma das esposas do profeta Maomé era uma menina de 8 anos quando se casou com ele, na época com 53 anos de idade. Durante a Idade Média e o Renascimento, o ideal de beleza feminina para aquela época era infantilizado caracterizado por longos cabelos louros, maçãs do rosto bem rosadas e atitude displicente, o que só é visto em crianças. Ainda, em alguns mosteiros budistas no Tibete, até hoje sobrevive a tradição dos novatos dormirem com monges mais experientes.  Na China antiga, castrar meninos e vendê-los a pessoas ricas e com sérios distúrbios sexuais foi um comércio legal durante milênios.  Em vários países a pedofilia durou até o começo do século XX, transformando assim a Argélia, por exemplo, um oásis das delícias para os viajantes que procuravam diversão com crianças.

No meio artístico e literário, um pedófilo mais conhecido foi o escritor inglês Lewis Carroll, autor de Alice no País das Maravilhas (1865), cujo hobby era fotografar meninas em parques. Inclusive, foi uma garota de 4 anos chamada Alicia Lidell, a fonte de inspiração de seu romance e delírio pedofílico. Deslumbrado pela beleza da menina, o escritor a cortejava de todas as formas, ao ponto da mãe da criança afastá-la do convívio com o escritor. Lewis, condenado por pedofilia, em seu isolamento criou a personagem do seu livro Alice. Também, o “admirador da beleza angelical das crianças”, Vladimir Nabokov, que escreveu em 1995 o romance Lolita fez nascer o termo “ninfeta”, designado somente para garotas cuja idade vai de 9 a 14 anos e que enfeitiçam os homens com sua natureza “nínfica”, cujo significado é “demoníaca”.

Em 1977, o cineasta polonês Roman Polanski, teve de fugir dos Estados Unidos depois que admitiu ter feito sexo com uma garota de 13 anos, embora ele também afirme que foi sexo consensual. Em países asiáticos, meninas de 8 anos tem sua virgindade leiloada em lugares escusos e frequentados por homens de diversas realidades financeiras, a maioria  profissionais bem sucedidos, casados e com filhos. Um usuário famoso desses bordéis foi o falecido Arthur Clarcker, autor de “2001 – Uma Odisséia no Espaço”.   Em meados dos anos 70, cerca de 300 mil crianças com menos de 16 anos participavam do comércio da pornografia nos EUA (Aries, 1986). No período, havia no mercado editorial americano mais de 250 publicações com nudez infantil e filmes com atuação de menores (Aries, 1986).

O famoso pesquisador da sexualidade humana Alfred Kinsey, conhecido por Dr. Kinsey, ganhou notoriedade ao realizar experiências sexuais com centenas de crianças com idade entre 9 a 14 anos, que incluíam a sedução e o estupro de crianças e, 1948. Posteriormente, o caso foi considerado a maior fraude na área de pesquisas. Uma senhora de 70 anos, sobrevivente dos atos de abuso infantil vivenciados com a realização da pesquisa, revelou na TV Norte-Americana que, aos 7 anos de idade, o Dr. Kinsey subornou seu pai para que ele a seduzisse e estuprasse várias vezes. Tais atos serviriam de dados para referências científicas de suas pesquisas sobre a sexualidade. Duas publicações sobre o assunto surgiram: “Comportamento Sexual do Macho Humano” e “Comportamento Sexual da Fêmea Humana”. Contudo, representantes do Instituto Kinsey, afirmaram que os dados da pesquisa utilizados nesses trabalhos foram recolhidos através de entrevistas com pedófilos sobre suas atividades passadas. Porém, novas acusações de vítimas desses experimentos surgiram e apontaram que o pesquisador estava ativamente envolvido no cometimento de crimes de abuso sexual contra várias crianças. Portanto, tais pesquisas se revelaram fraudadas, causando prejuízo moral ao instituto e aos pais que aceitaram fazer parte dessa experiência, mostrando-os a sociedade como pessoas sexualmente doentes (Carvalho, 2002).

No ano de 1980, argumentos pró-pedofilia começam a ganhar popularidade entre conselheiros sexuais. Larry Constantine, um terapeuta de família Norte-Americano, afirma que as crianças “têm o direito de expressar-se sexualmente, o que significa que podem ter ou não ter contatos sexuais com pessoas mais velhas”. E complementa afirmando que o incesto “pode às vezes ser benéfico”. Carvalho, (2002). J. Elders, ex-ministro da saúde dos EUA, afirma em uma entrevista com a jornalista a Judith Levine, que “os pedófilos são inofensivos e que a relação sexual de um menino com um sacerdote, ou qualquer adulto, pode até ser uma coisa saudável”. Nessa mesma época, muitas organizações feministas ajudaram a alertar as crianças contra os pedófilos, divulgando seus atos de abuso sexual contra menores de 14 anos. .

No ano de 1998, foi publicado pelo periódico Psychological Bulletin, publicado pela American Phychological Association, “que os abusos sexuais na infância não causam dano intenso de maneira perversa, e ainda recomenda que o termo pedofilia carregado de conotações negativas seja trocado por intimidade intergeracional” (Brennan e Shaver, n* 26. P.267) significando a ação de perversão sexual de um adulto ou adolescente com uma criança.

Atualmente o termo pedofilia faz referência ao ato sexual de adultos com crianças e/ou adolescentes. O advento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no Brasil fundamenta alguns aspectos correlacionados à temática através da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Abaixo, são destacados alguns desses artigos relacionados ao assunto:

Art. 3º – a criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade”. [….] Art. 240 – produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente, pode ter reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa.  1o  Incorre nas mesmas penas quem agencia, facilita, recruta, coage, ou de qualquer modo intermedeia a participação de criança ou adolescente nas cenas, ou ainda quem com esses contracena. (ECA, 1998)

Contudo o Código Penal Brasileiro descreve uma variedade de crimes que perpassam e/ou caracterizam-se como abuso sexual, como o estupro, o infanticídio, o homicídio e o atentado violento ao pudor. Assim, a pedofilia não é uma violência considerada crime com penas previstas em Lei, o que suscita um elevado nível de preocupação na sociedade.

Com o advento da Internet, no início dos anos 80, a sociedade começou a questionar mais profundamente a exposição de crianças nuas em filmes e/ou propagandas, e o que até então era considerada uma preocupação banal passou a ganhar importância pelas autoridades de vários países, causando mal estar social à medida que novos casos de abuso infantil eram relatados pela mídia. Ana Maria (2006). A internet passou a ser o principal veículo de propaganda da pedofilia e outros tipos de crimes contra a criança, uma vez que os usuários adultos adeptos da prática se beneficiam usando a rede social para realizar seus desejos sexuais.

Contudo, a internet apenas havia trazido à tona o que estava escondido pela sociedade, ou seja, o universo de pessoas de diversas idades e classes sociais que buscavam se comunicar e que transitavam de forma legal, sem qualquer constrangimento e/ou preocupação em serem abordados sobre suas práticas de pedofilia. Por outro lado, a identificação de pedófilos se tornou tecnicamente mais fácil, e demonstrou que o quantitativo imenso de pessoas que acessam a rede com freqüência para terem acesso às crianças.

A partir das lacunas do Código Penal Brasileiro sobre a pedofilia na internet, uma nova redação dos artigos 240 e 241 do ECA foi produzida. (A esse respeito, ver anexo). O uso comum das palavras pedofilia e abuso sexual confundem o crime com a doença. A pedofilia é complexa e não definida, muito embora seja agregada a fatores de ordem constitucionais e sociais, que se apresentam de forma muito peculiar. Os processos adquiridos no desenvolvimento evolutivo do sujeito não serão facilmente categorizados e variam de indivíduo para indivíduo.  Portanto, não existe perfil do pedófilo, o agressor pode ser de qualquer classe social, cor, raça e estado civil.

De acordo com Esber (2009), grande parte dos que cometem o crime de pedofilia não são pedófilos, ou seja, não possuem diagnóstico clínico desse transtorno psiquiátrico.  O manual de Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10) e o Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (DSM- IV),  que descreve que os transtornos de personalidade causados pela preferência sexual por crianças e adolescentes não necessariamente irão se refletir na prática do abuso sexual de meninos ou meninas, mas no sentido do desejo do pedófilo em realizar tal ato. Nesse sentido, o Código Penal e o Estatuto da Criança e do Adolescente não prevêem redução de pena ou da gravidade do delito se for comprovado que o abusador é pedófilo.

Por Flavia Maria Pereira Marques

PSICOTERAPIAS – ENTENDA AS DIFERENÇAS ANTES DE ESCOLHER A SUA

Se você decidiu fazer terapia, saiba que existem vários tipos e entenda os métodos

Atualmente terapia se tornou algo comum, as pessoas procuram esse tipo de tratamento quando estão tristes, com alguma doença emocional ou mesmo para se conhecer melhor. Mas como nada na vida é simples, não adianta apenas escolher fazer psicoterapia, é preciso decidir qual o tipo que será seguido. “Na verdade existem várias abordagens diversas que podem ser utilizadas ao longo de cada situação”, explica Fernando Elias José, psicólogo clínico e mestre em Cognição Humana pela PUC-RS.

Claro que não é só a metodologia usada pelos diferentes profissionais que é importante. “Mais relevante para o tratamento é o vínculo estabelecido entre o paciente e psicoterapeuta”, ressalta Emília Afrange, vice presidente da Associação Brasileira de Psicoterapia (ABRAP). Ainda assim, o perfil de cada pessoa pode se encaixar melhor em um determinado tipo de psicoterapia. Para ajudá-lo a escolher, elaboramos um guia com as mais comuns aqui no Brasil e de que forma elas trabalham:

Paciente no divã - Foto: Getty Images

Psicanálise freudiana

O autoconhecimento é a chave desse tipo de psicanálise, baseada no pensamento de Freud. “Ela foca o inconsciente e traz seus problemas para o consciente. Normalmente a consulta leva um tempo maior e o psicanalista aborda a história do paciente, suas relações familiares e principalmente a infância”, ensina Priscila Gasparini, psicanalista da Universidade de São Paulo (USP). Normalmente o profissional não faz um direcionamento, deixando com que a pessoa decida sobre o que quer falar. Normalmente é indicada para pessoas que, mais do que simplesmente sanar um problema, estão atrás de descobrir a origem e a chave de suas questões e se conhecer mais.

Paciente conversando com psicóloga - Foto: Getty Images

Psicanálise junguiana

Jung era discípulo de Freud, mas acredita em conceitos como o inconsciente coletivo, em que as pessoas trazem dentro de si conceitos que são universais. De acordo com Fernando Elias José, psicólogo clínico e mestre em Cognição Humana pela PUC-RS, a dinâmica é muito semelhante ao estilo freudiano, em que o paciente vai conversando sobre o que lhe vem a mente. Porém, muda o que está sendo analisado pelo profissional. “Ela leva em consideração o inconsciente, o que é reprimido e tratá-lo através de símbolos, imagens oníricas, usando os sonhos como método de análise”, diferencia a psicanalista Priscila. Também está mais ligada à busca pelo autoconhecimento e a recuperação da própria essência, mas também pode tratar depressão, ansiedade e encontrar a raiz desses problemas.

Paciente conversando com psicóloga - Foto: Getty Images

Psicanálise lacaniana

Lacan também estudou com Freud, mas diferente dele e de Jung, ele acreditava no poder da linguagem sob o ser humano. “Ele falava de associação livre de palavras, e para ele através da linguagem chegamos ao núcleo do ser”, define Priscila. Normalmente, as sessões dessa psicoterapia não tem hora para acabar, mas isso não significa que sejam muito longas, o terapeuta pode encerrá-las até de forma curta, e isso também está relacionado aos objetivos do tratamento. Essa abordagem também é mais voltada a quem busca o autoconhecimento.

Paciente triste na consulta - Foto: Getty Images

Gestalt

É considerada uma terapia holística, justamente por levar em conta o todo das situações. “Ela sempre examina o paciente as relações no que está em torno, o foco é trabalhar a pessoa no ambiente onde ela está, mas fazer com que ela se afaste da situação para ter a noção do todo”, revela Priscila. Essa análise é feita baseado na conversa, mas o profissional vai direcionando o diálogo e fazendo perguntas, pedindo descrições do papel de cada um nas situações e tecendo considerações. Tudo isso para ajudar o paciente a ter a tão buscada visão do todo, e sempre em situações que acontecem no presente e precisam ser resolvidas agora, sem se voltar tanto ao passado.

Paciente discutindo com psicóloga - Foto: Getty Images

Terapia cognitivo-comportamental

É um tipo de terapia, chamada também de TCC mais focada em problemas específicos e na melhor forma de saná-los. Seu principal foco está na resolução de traumas, apesar de servir para outros tipos de problemas. “São estabelecidas metas e então se trabalha a mudança do pensamento, que provavelmente está gerando o sentimento que levou o paciente ao consultório”, define Fernando Elias José. O especialista também lista os bons resultados da técnica com problemas como Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e para fobias.

Casal na consulta ao psicólogo - Foto: Getty Images

Terapia familiar

E quando o problema não é você? Pode parecer frase de fim de namoro, mas muitas vezes a raiz dos males de uma pessoa pode estar em outra fonte. Caso ela seja a estrutura familiar, existe um tipo específico de terapia para isso. “Foco é em questões da família inteira, no casal ou do relacionamento entre pais e filhos. Muitas vezes, ela pode ser feita em paralelo com um tratamento individual de um dos membros”, ressalta Elias José. Ela é feita em forma de debate, com todos conversando sobre os problemas. Algumas vezes podem até sair desentendimentos que o psicólogo precisa apartar. O único problema desse tipo de terapia é que ela precisa do consentimento de todos os membros para que dê certo. “Precisam estar todos abertos a aceitar, normalmente tem sempre um que nega o problema, e a raiz normalmente é justamente ele”, considera Priscila.

Caveira em encenação de teatro - Foto: Getty Images

Psicodrama

Para as pessoas mais teatrais, o psicodrama pode ser uma bela alternativa. É um tipo de terapia que pode ser feita em grupo ou individualmente, e o paciente interpreta papeis que tenham a ver com seus problemas. “As pessoas podem reviver situações de trauma e a partir daí ter outros entendimentos. Pode falar coisas que não conseguiria ter falado na hora, por exemplo”, explica Elias José. Normalmente o coadjuvante auxilia ou apenas observa e deixa que o outro extravase sua emoção. Mas não são todos que vão gostar desse tipo de tratamento. “Para um tímido não daria certo, por exemplo, ou uma pessoa que não gosta de expor seus problemas”, ressalta Priscila.

Psicóloga verificando tempo da consulta - Foto: Getty Images

Psicoterapia breve

Ela não se trata de uma técnica, e sim do foco da terapia. Todo paciente que busca ajuda profissional para um problema pontual e específico, como uma culpa, um medo ou uma angústia, pode recorrer a esse tipo de psicoterapia, que tem uma duração muitas vezes mais curta. E todas as abordagens explicadas nos slides anteriores podem ser usadas com esse fim. “Há um em um único problema e trabalha inicio, meio e fim. Quando termina de resolver o que queria ele recebe alta e é avisado que pode trabalhar outros fatores localizados pelo profissional durante as consultas”, explica Priscila. Então, depende do paciente continuar e investigar mais, ou simplesmente encerrar a terapia.

POR NATHALIE AYRES 

A História das Coisas (versão brasileira)

Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.

História das Coisas é um documentário de 20 minutos, direto, passo a passo, baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo.

História das Coisas revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo.

História das Coisas nos ensina muita coisa, nos faz rir, e pode mudar para sempre a forma como vemos os produtos que consumimos em nossas vidas.

Assista o filme no vídeo abaixo:

VÍDEO MOSTRA MULHER SOB OS EFEITOS DEVASTADORES DA DROGA KROKODIL, CENAS FORTES

 

Vídeo postado no Youtube mostra uma mulher sob os efeitos devastadores da droga Krokodil, também conhecido como a “substância dos zumbis”, em razão do comportamento habitual de seu usuários. Usuários de todo o mundo têm compartilhado este conteúdo como forma de conscientização a respeito dos efeitos da droga.

Krokodil é uma droga russa fabricada a partir da desomorfina. O nome vem de uma das consequências mais comuns ao uso, uma vez que a pele da pessoa passa a ter um tom esverdeado e cheia de escamas, como a de um crocodilo. Krokodil é um substituto para uma droga de alto valor, a heroína. O princípio ativo do Krokodil, é a “desomorphine” que é vendida em alguns países da Europa (especialmente na Suíça) como substituto da morfina e é conhecida pela farmacologia desde 1932.

A desomorphine é de 8 a 10 vezes mais potente do que a morfina. Trata-se de um opiáceo sintético que possui estrutura quase idêntica à da heroína. A primeira aparição desta droga foi na Sibéria, em 1992. Seu consumo tem aumentado cada vez mais pois ela é uma alternativa barata quando comparada à heroína. Seus efeitos colaterais são bizarros. Ela causa necrose no local onde é aplicada, expondo ossos e músculos. Casos de viciados precisando de amputação ou da limpeza de grandes áreas apodrecidas em seus corpos são cada vez mais comuns. Largá-la é uma tarefa extremamente difícil.

A desintoxicação é muito lenta e o usuário sente náuseas e dores por até um mês. A Codeína, um narcótico disseminado pelo mundo inteiro e de fácil acesso pode ser transformado em desomorphine com algumas reações químicas relativamente baratas. Ela então é dissolvida e injetada pelo utilizador. Considerando que a heroína custa 150 dólares cada dose e o Krokodil pode ser obtido por menos de 10 dólares fica fácil entender a razão de sua existência.

Veja o vídeo e saiba mais abaixo ( Cenas fortes, recomenda-se cautela. )

INTUIÇÃO – VOCÊ SABE TOMAR BOAS DECISÕES?

Instinto, razão e experiência: entenda os fatores que guiam a boa tomada de decisões e como eles se equilibram

Tomar uma boa decisão é o produto de uma tríade: instinto, experiência e razão. Na prática, se não estiver certo se quer ter filhos, aplique a trinca descrita em questão. O instinto dirá que a espécie deve ser perpetuada. Já experiência é o que indivíduo viveu, as sua lembranças. E a razão o fará pensar nos gastos da criação de uma criança.


Diante de uma escolha, é preciso fazer uma avaliação com base em instinto, razão e experiência

 

Portanto, diante de uma escolha, é preciso analisar o terreno sob 
todos os aspectos. Usando a cabeça, de maneira 
calculista, ou com o coração, deixando a emoção rolar. É o cérebro que decide qual rumo tomar, e para isso ele compara as possibilidades. Estar no controle da situação e saber quando alternar entre a razão e a emoção é um talento desenvolvido ao longo da vida.

 

Mas ter alguns dilemas também é um bom sinal. “Quem não tem sonho, não tem meta, e portanto, não pode tomar decisões”, explica Valdizar Batista, especialista em comportamento organizacional e autor do livro “O Poder da Decisão – Reflexões de um Peregrino” (Universidade da Inteligência). Diariamente tomamos centenas de decisões, sendo a maioria sem parar para pensar. Mastigar ou mudar de marcha enquanto dirige, por exemplo, não requer qualquer tipo de elucubração. É automático.

 

Mas para a realização dos nossos objetivos de longo prazo, seja no campo profissional, familiar ou afetivo, é preciso ter coragem e direcionamento. “
Uma decisão significa uma mudança, ou seja, é um ato de coragem para 
quem quer fazer a diferença, superar os próprios 
limites e sair da zona de conforto”, resume Batista. “Tomar boas decisões e alcançar objetivos exige autoconhecimento e foco”.

 

Decida-se!

 

Quanto mais opções, mais dúvidas e mais difícil de decidir. Limitar as alternativas e o tempo ajuda na tomada de decisão. Quando não há urgência, muita gente esquece de decidir e realizar uma tarefa. “Para não perder o timing da decisão, estipule prazos”, recomenda o especialista Alexandre Rodrigues Barbosa, autor do livro
“Construa Seus Sonhos” (Thomas Nelson Brasil).


O segredo das boas decisões está no equilíbrio dos três fatores. E, se errar, não tema: é melhor tomar uma decisão equivocada que nenhuma decisão

 

As emoções podem ser perigosas nessa hora, influenciando a pessoa a 
tomar a decisão errada. Quem nunca fez uma besteira como gastar demais em uma liquidação de roupas, quando, em vez de economizar, você acaba se 
endividando? Segundo Barbosa, ao estabelecer metas e planejar a carreira e a vida pessoal, as decisões estarão alinhadas com a sua vidaO segredo está no equilíbrio entre os três fatores para fazer a coisa certa, usando o melhor de cada um deles.

Se houver um equívoco, não se desespere. Na próxima vez, seu sistema de recompensa irá alertá-lo para não cometer o mesmo erro. É o que afirma o jornalista científico Jonah Lehrer, autor do livro “Imagine – How Creativity Works” (Imagine – Como a criatividade funciona; ainda sem edição no Brasil).

 

Lehrer acredita que quanto mais entendermos o funcionamento do cérebro, mais perto estaremos de acertar nossas escolhas. Isso porque o ser humano seria capaz de bloquear impulsos nervosos, o que evitaria delizes.

De acordo com ele, o cérebro está sempre um passo à frente, vislumbrando resultados. Para realizar esse processo, faz uso do neurotransmissor dopamina, que aumenta de nível quando o resultado é positivo, tornando a experiência alegre.
 Quando a vivência dá errado, a dopamina cai sensivelmente e ficamos frustrados. 
O problema é que a busca por essa sensação de bem-estar pode ser
 prejudicial, tornando-se um vício.

O humor e o pensamento positivo expandem a percepção, segundo apontou 
um estudo realizado em 2006 pelo neurocietista norte-americano Mark Jung-Beeman. 

A pessoa feliz tem mais rapidez e facilidade na tomada de decisões,
 enquanto quem está tenso parece sofrer certo bloqueio mental diante de 
potenciais soluções.

 

A intuição se sobressai na hora de tomar decisões sob
 pressão – como em um acidente de trânsito. A primeira estratégia em caso de risco é ouvir a voz interior, ou a intuição, também conhecida como sexto sentido.

António Damásio, neurocientista português e professor da University of Southern California, em Los Angeles, onde dirige o Instituto do Cérebro e da Criatividade, ensina um método para fazer a coisa 
certa diante de várias alternativas. Não importa a dúvida, pergunte-se:
 “Isso é a minha cara?” A resposta o norteará pelo caminho certo, sem 
deixar a decisão nas mãos de outra pessoa.

O verdadeiro problema, segundo Damásio, não é errar, e sim abdicar do próprio poder.

 Ou seja, é melhor tomar uma decisão errada do que confiar sua resolução a alguém. O medo é paralisador e ter coragem é indispensável para tomar 
decisões. “Todo mundo sofre da síndrome do medo de errar. Quando pensam em tomar
 uma decisão, já pensam antes que vai dar errado. Isso cria um campo 
negativo, que impede que tomem decisões assertivas”, alerta Batista.

Se não tem confiança para agir, esperar e refletir pode ser uma 
solução. No entanto, o tempo perdido com a hesitação jamais será 
recuperado.
 A procrastinação, hábito de deixar para amanhã até que as coisas virem 
urgentes, já é uma decisão: a de negligenciar.

“Quando perceber que é 
a voz interior da preguiça falando, faça o contrário do que ela manda”, aconselha Barbosa. 
Isso não significa que decisões importantes devam ser tomadas num 
estalar de dedos. “Às vezes tomam mais tempo e a gestão do mesmo nos
 ajudará a decidir melhor”, completa Barbosa.

Renata Reif – iG São Paulo

SIMPLIFIQUE – ENFERMEIRA REVELA OS 5 MAIORES ARREPENDIMENTOS DAS PESSOAS EM SEUS LEITOS DE MORTE

 

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Por muitos anos eu trabalhei em cuidados paliativos. Meus pacientes eram aqueles que tinham ido para casa para morrer. Algumas experiências incrivelmente especiais foram compartilhadas. Eu estava com eles nos últimas três a doze semanas de suas vidas. As pessoas crescem muito quando eles são confrontados com a sua própria mortalidade.

Eu aprendi a nunca subestimar a capacidade de alguém para o seu crescimento. Algumas mudanças foram fenomenais. Cada um experimentou uma variedade de emoções, como esperado, negação, medo, raiva, remorso, mais negação e, finalmente, aceitação. Cada paciente encontrou sua paz antes deles partirem, cada um deles.

Quando questionados sobre algum arrependimento que tiveram ou qualquer coisa que faria diferente, temas comuns vieram à tona. Aqui estão os cinco mais comuns:

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.
Este foi o arrependimento mais comum de todos. Quando as pessoas percebem que sua vida está quase no fim e olham para trás, é fácil ver como muitos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não tinha honrado nem metade dos seus sonhos e morreram sabendo que foi devido às escolhas que fizeram, ou não fizeram.

É muito importante tentar e honrar pelo menos alguns de seus sonhos ao longo do caminho. A partir do momento que você perde a sua saúde, é tarde demais. Saúde traz uma liberdade que muitos poucos percebem, até que já não a tem.

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tão duro.
Isto veio de cada paciente do sexo masculino que eu acompanhei. Eles perderam a juventude de seus filhos e o companheirismo dos parceiros. As mulheres também falaram sobre esse arrependimento. Mas, como a maioria era de uma geração mais velha, muitas das pacientes do sexo feminino não tinham sido as pessoas que sustentavam a casa. Todos os homens que acompanhei lamentaram profundamente gastar tanto de suas vidas na esteira de uma existência de trabalho.

Ao simplificar o seu estilo de vida e fazer escolhas conscientes ao longo do caminho, é possível não precisar da renda que você acha que precisa. E criando mais tempo livre em sua vida, você se torna mais feliz e mais aberto a novas oportunidades, aquelas mais adequados ao seu novo estilo de vida.

3. Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.
Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos a fim de manter a paz com os outros. Como resultado, eles se estabeleceram por uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eram realmente capazes de se tornar. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ressentimento que carregavam, como resultado disso.

Nós não podemos controlar as reações dos outros. No entanto, embora as pessoas possam, inicialmente, reagir quando você mudar a maneira que você está falando com honestidade, no final isso erguerá a relação à um nível totalmente novo e saudável. Ou isso ou ele libera o relacionamento doentio de sua vida. De qualquer maneira, você ganha.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.
Muitas vezes eles não percebem verdadeiramente os benefícios de velhos amigos até estarem em seu leito de morte, e nem sempre foi possível reencontrá-los nestes últimos momentos. Muitos haviam se tornado tão envolvido em suas próprias vidas que tinham deixado amizades de ouro escapar nos últimos anos. Havia muitos arrependimentos profundos sobre não dar às amizades, o tempo e esforço que mereciam. Todo mundo sente falta de seus amigos quando estão morrendo.

É comum à qualquer um com um estilo de vida agitado, deixar amizades escorregarem, mas quando você se depara com a sua morte se aproximando, os detalhes físicos da vida caem. As pessoas querem colocar suas finanças em ordem, se possível. Mas não é dinheiro ou status que tem a verdadeira importância para eles. Eles querem arrumar as coisas para o benefício daqueles à quem amam. Normalmente, porém, eles estão muito doentes e cansados de gerir esta tarefa. E tudo se resume ao amor e relacionamentos no final. Isso é tudo o que resta nas semanas finais, amor e relacionamentos.

5. Eu gostaria que eu tivesse me deixado ser feliz.
Este é surpreendentemente comum. Muitos não percebem, até o fim de que a felicidade é uma escolha. Eles haviam ficado presos em velhos padrões e hábitos. O chamado “conforto” da familiaridade transbordou em suas emoções, bem como as suas vidas físicas. O medo da mudança os fazia fingir para os outros e para si mesmos, que estavam satisfeitos. Quando lá no fundo, eles ansiavam em rir e serem bobos em sua vida novamente. Quando você está no seu leito de morte, o que os outros pensam de você é muito diferente do que está em sua mente. Como é maravilhoso ser capaz de relaxar e sorrir novamente, muito antes de você estar morrendo.

A vida é uma escolha. É a sua vida. Escolha conscientemente, escolha sabiamente, escolha honestamente. Escolha a felicidade.

Fonte: http://worldobserveronline.com/

Tradução por: Blog Dancing With De.

Bronnie Ware

Bronnie Ware, enfermeira que durante anos cuidou de pacientes no leito de morte, escreveu o livro “The Top Five Regrets of the Dying – A Life Transformed by the Dearly Departing”, que, como o título diz, trata dos cinco arrependimentos mais comuns manifestados pelas pessoas antes de morrerem. 

13 COISAS QUE PESSOAS DE BOA MENTE EVITAM

???????????????????????????????????????????????????????????????????????Inúmeros artigos, particularmente voltados a empreendedores, falam sobre as características críticas das pessoas mentalmente fortes, como tenacidade, otimismo e uma capacidade de superar obstáculos.

No entanto, também podemos definir força mental identificando as coisas que indivíduos mentalmente fortes não fazem. Confira alguns desses itens na lista compilada pela psicoterapeuta e assistente social Amy Morin:

1. Perder tempo sentindo pena de si mesmas

Você não vê pessoas mentalmente fortes sentindo pena de si mesmas ou suas circunstâncias. Elas aprenderam a assumir a responsabilidade por suas ações e resultados, e têm uma compreensão inerente de que muitas vezes a vida não é justa. Elas são capazes de emergir de uma situação difícil com consciência e gratidão pelas lições aprendidas. Quando uma ocasião acaba mal para elas, pessoas fortes simplesmente seguem em frente.

2. Ser controladas ou subjugadas

Pessoas mentalmente fortes evitam dar aos outros o poder de fazê-los sentir-se inferiores ou ruins. Elas entendem que estão no controle de suas ações e emoções. Elas sabem que a sua força está na sua capacidade de reagir de maneira adequada.

3. Fugir de mudanças

Pessoas mentalmente fortes aceitam e abraçam a mudança. Seu maior “medo”, se tiverem um, não é do desconhecido, mas de tornarem-se complacentes e estagnadas. Um ambiente de mudança e incerteza pode energizar uma pessoa mentalmente forte e estimular o seu melhor lado.

4. Gastar energia em coisas que não podem controlar

Pessoas mentalmente fortes não reclamam (muito) do tráfego, da bagagem perdida e especialmente das outras pessoas, pois reconhecem que todos esses fatores estão, geralmente, fora do seu controle. Em uma situação ruim, elas reconhecem que a única coisa que sempre podem controlar é a sua própria resposta e atitude.

5. Preocupar-se em agradar os outros

É impossível agradar a todos. Pior ainda é quem se esforça para desagradar outros como forma de reforçar uma imagem de força. Nenhuma dessas posições é boa. Uma pessoa mentalmente forte se esforça para ser gentil e justa e para agradar aos outros quando necessário, mas não tem medo de dar sua opinião ou apoiar o que acha certo. Elas são capazes de suportar a possibilidade de que alguém vai ficar chateado com elas, e passam por essa situação, sempre que possível, com graça e elegância.

6. Ter medo de assumir riscos calculados

Uma pessoa mentalmente forte está disposta a assumir riscos calculados. Isso é uma coisa completamente diferente do que pular de cabeça em situações obviamente tolas. Mas com a força mental, o indivíduo pode pesar os riscos e benefícios completamente, e avaliar plenamente as potenciais desvantagens e até mesmo os piores cenários antes de tomar uma atitude.

7. Saudosismo freqüente

Há força em reconhecer o passado e, sobretudo, as coisas aprendidas com as experiências passadas, mas uma pessoa mentalmente forte é capaz de evitar se afundar em decepções antigas ou fantasias dos “dias de glória” de outrora. Elas investem a maior parte de sua energia na criação de um presente e futuro melhores.

8. Cometer os mesmos erros repetidamente

Não adianta realizarmos as mesmas ações repetidas vezes esperando um resultado diferente e melhor do que o que já recebemos. Uma pessoa mentalmente forte assume total responsabilidade por seu comportamento passado e está disposta a aprender com os erros. Pesquisas sugerem que a capacidade de ser autorreflexivo de forma precisa e produtiva é uma das maiores características de executivos e empresários bem-sucedidos.

9. Ressentir o sucesso dos outros

É preciso ter força de caráter para sentir alegria genuína pelo sucesso de outras pessoas. Pessoas mentalmente fortes têm essa capacidade. Elas não ficam com ciúmes ou ressentidas quando outros alcançam sucesso (embora possam tomar nota do que o indivíduo fez bem). Elas estão dispostos a trabalhar duro por suas próprias chances de sucesso, sem depender de atalhos.

10. Desistir depois de falhar

Cada fracasso é uma oportunidade para melhorar. Mesmo os maiores empresários estão dispostos a admitir que seus esforços iniciais invariavelmente trouxeram muitas falhas. Pessoas mentalmente fortes estão dispostas a falhar de novo e de novo, se necessário, desde que cada “fracasso” os traga mais perto de seus objetivos finais.

11. Ter medo de passar tempo sozinhas

Pessoas mentalmente fortes apreciam e até mesmo valorizam o tempo que passam sozinhas. Elas usam esse tempo de inatividade para refletir, planejar e ser produtivas. Mais importante, elas não dependem de outros para reforçar a sua felicidade e humor. Elas podem ser felizes com os outros, bem como sozinhas.

12. Sentir que o mundo lhes deve algo

Na economia atual, executivos e funcionários de todos os níveis estão ganhando a percepção de que o mundo não lhes deve um salário, um pacote de benefícios e uma vida confortável, independentemente da sua preparação e escolaridade. Pessoas mentalmente fortes entram no mercado preparadas para trabalhar e ter sucesso de acordo com seu mérito, ao invés de já chegar com uma lista de coisas que deveriam receber de mão beijada.

13. Esperar resultados imediatos

Quer se trate de um treino, um regime nutricional ou de começar um negócio, as pessoas mentalmente fortes entram nas situações pensando a longo prazo. Elas sabem que não devem esperar resultados imediatos. Elas aplicam sua energia e tempo em doses e celebram cada etapa e aumento de sucesso no caminho. Elas têm “poder de permanência” e entendem que as mudanças genuínas levam tempo.

E aí? Você tem força mental? Existem elementos nesta lista que você precisa melhorar? 

Fonte: HYPESCIENCE

OPINIÕES – É MELHOR NÃO DISCUTIR POR MUITO TEMPO

 

OPINIÕES – É MELHOR NÃO DISCUTIR POR MUITO TEMPO

 

Sou uma pessoa que ouço todas as opiniões, pois quero e preciso aprender com elas, mas é bom ser rápido no raciocínio e não discutir por muito tempo! Se você for uma pessoa que não sabe conversar ou tem dificuldade para saber a hora de parar de discutir, separe o vídeo abaixo e medite nele todos os dias:

IRRACIONALIDADE – VOCÊ É FANÁTICO POR ALGUMA COISA?

                             Arte: Elaine Casadofases-do-fanatismoFanatismo (do francês “fanatisme“) é o estado psicológico de fervor excessivo, irracional e persistente por qualquer coisa ou tema, historicamente associado a motivações de natureza religiosa ou política. É extremamente frequente em paranóides, cuja apaixonada adesão a uma causa pode avizinhar-se do delírio.

Em Psicologia, os fanáticos são descritos como indivíduos dotados das seguintes características:

1. Agressividade excessiva ;
2. Preconceitos váriados;
3. Estreiteza mental;
4. Extrema credulidade quanto a um determinado “sistema”
5. Ódio;
6. Sistema subjetivo de valores;
7. Intenso individualismo;
8. Demora excessivamente prolongada em determinada situação/circunstância.

O apego e cultivo, mesmo quando desmesurado, por determinados gostos e práticas (como costuma ocorrer com colecionadores de selos, revistas, etc) não configura, necessariamente, fanatismo. Para tanto, faz-se preciso que a conduta da pessoa seja marcada pelo radicalismo e por absoluta intolerância para com todos os que não compartilhem suas predileções.

De um modo geral, o fanático tem uma visão-de-mundo maniqueísta, cultivando a dicotomia bem/mal, onde o mal reside naquilo e naqueles que contrariam seu modo de pensar, levando-o a adotar condutas irracionais e agressivas que podem, inclusive, chegar a extremos perigosos, como o recurso à violência para impor seu ponto de vista.

Tradicionalmente, o fanatismo aparece associado a temas de natureza religiosa ou política, porém, mais recentemente, ele se tem mostrado também em outros cenários, como os das torcidas de futebol e ídolos da música.

Fonte: Wikipedia

SITUAÇÕES ADVERSAS – O QUE É RESILIÊNCIA (PSICOLOGIA)?

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resiliência é um conceito psicológico emprestado da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas – choque, estresse etc. – sem entrar em surto psicológico. No entanto, Job (2003), que estudou a resiliência em organizações, argumenta que a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém depara com um contexto entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade. Assim entendido, em 2006 Barbosa propôs que se pode considerar a resiliência como uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades.

Fatores

Administração de emoções

Refere-se à habilidade de se manter sereno diante de uma situação de estresse. Ressalta que pessoas resilientes quanto a esse fator são capazes de utilizar as pistas que leem nas outras pessoas para reorientar o comportamento, promovendo a autorregulação. Segundo esse autor, quando essa habilidade é rudimentar, as pessoas encontram dificuldades em cultivar vínculos e com frequência desgastam, no âmbito emocional, aqueles com quem convivem em família ou no trabalho.

Controle dos impulsos

Um segundo fator é o controle de impulsos, tal qual é feito por Mahatma Gandhi, famoso líder indiano, que se refere à capacidade de regular a intensidade de seus impulsos no sistema neuromuscular (nervos e músculos). É a aprendizagem de não se levar impulsivamente pela experiência de uma emoção. O autor explicita que as pessoas podem exercer um controle frouxo ou rígido do seu sistema muscular, visto que esse sistema está vinculado à regulação da intensidade das emoções. Dessa forma, a pessoa poderá viver uma emoção de forma exacerbada ou inibida. O controle de impulso garante a autorregulação dessas emoções ou a possibilidade de dar a devida força à vivência de emoções, tornando o grau de compreensão do autor mais sensível e apurado mediante a situação.

Otimismo

Um terceiro fator é otimismo. Nesse fator, ocorre na resiliência a crença de que as coisas podem mudar para melhor. Há um investimento contínuo de esperança e, por isso mesmo, a convicção da capacidade de controlar o destino da vida, mesmo quando o poder de decisão esteja fora das mãos.

Análise do ambiente

O quarto fator é a análise do ambiente. Trata-se da capacidade de identificar precisamente as causas dos problemas e das adversidades presentes no ambiente. Essa possibilidade habilita a pessoa a se colocar em um lugar mais seguro ao invés de se posicionar em situação de risco.

Empatia

empatia é o quinto fator que constitui a resiliência, significando a capacidade que o ser humano tem de compreender os estados psicológicos dos outros (emoções e sentimentos)(colocar-se no lugar do outro).

Autoeficácia

Autoeficácia é o sexto fator, que se refere à convicção de ser eficaz nas ações propostas. ex: Um pai alcoólatra, que propõe a si colocar em prática um destino longe desta doença que é opcional ao dar o primeiro gole.

Alcance de pessoas

O sétimo e último fator constituinte da resiliência é alcançar pessoas. É a capacidade que a pessoa tem de se vincular a outras pessoas para viabilizar soluções para intempéries da vida, sem receios e medo do fracasso.

Desdobramentos a partir de 2006

No transcorrer de novas pesquisas, o Prof. Dr. Barbosa [SOBRARE] constatou a necessidade de ampliar sua investigação científica na temática da resiliência, pesquisando o mapeamento de oito modelos básicos de crenças. Esse desdobramento, conhecido como Quest_Resiliência, é estruturado com uma abordagem teórica da terapia cognitiva, da psicologia positiva e da teoria geral dos sistemas, cobrindo oito Modelos de Crenças Determinantes (MCDs), relacionados à resiliência a partir de uma abordagem psicossomática.

De 2006 até agora, as pesquisas possibilitaram ampliar os entendimentos sobre a resiliência. É vista agora como o resultado de crenças determinantes que se organizam em blocos denominados modelos. Esses MCDs são estruturados desde a primeira infância. São crenças que se aglutinam quando vamos conhecendo/aprendendo/experimentando os fatos da vida com aqueles que nos cercam. Os MCDs são:

  1. MCD de autocontrole – capacidade de se administrar emocionalmente diante do inesperado. É amadurecer no comportamento expresso, uma vez que será esse comportamento que irá ser lido pelas outras pessoas;
  2. MCD de leitura corporal – capacidade de ler e organizar-se no sistema nervoso/muscular. É amadurecer no modo de lidar com as reações somáticas que surgem quando a tensão ou o estresse se tornam elevados;
  3. MCD de otimismo para com a vida – capacidade de enxergar a vida com esperança, alegria e sonhos. É a maturidade de controlar o destino da vida, mesmo quando o poder de decisão está fora de suas mãos;
  4. MCD de análise do ambiente – capacidade de identificar e perceber precisamente as causas, as relações e as implicações dos problemas, dos conflitos e das adversidades presentes no ambiente;
  5. MCD empatia – capacidade de evidenciar a habilidade de empatia, bom humor e de emitir mensagens que promovam interação e aproximação, conectividade e reciprocidade entre as pessoas;
  6. MCD autoconfiança – capacidade de ter convicção de ser eficaz nas ações propostas;
  7. MCD alcançar e manter pessoas – capacidade de se vincular às outras pessoas sem receios ou medo de fracasso, conectando-se para a formação de fortes redes de apoio e proteção;
  8. MCD sentido de vida – capacidade de entendimento de um propósito vital de vida. Promove um enriquecimento do valor da vida, fortalecendo e capacitando a pessoa a preservar sua vida ao máximo.

Cada um dos MCDs desenvolve resiliência em uma área da vida e o leque de todos eles juntos contempla a vida de uma pessoa.

Fonte: Wikipedia

VALORES MORAIS – OUTRA ADOLESCENTE COMETE SUICÍDIO APÓS TER FOTOS ÍNTIMAS DIVULGADAS NA WEB

Uma adolescente de 16 anos cometeu suicídio em Veranópolis, na serra gaúcha, após ter fotos íntimas divulgadas na internet. Ainda tentando entender as circunstâncias que levaram a filha à medida extrema, o pai registrou ocorrência na terça-feira na delegacia do município. O corpo da menina foi encontrado na quinta-feira na casa da família, horas depois de a estudante descobrir que um colega com quem teve um relacionamento havia espalhado uma imagem dela seminua via celular e redes sociais. Em seu Twitter, a adolescente publicou no mesmo dia em que se matou a sua última mensagem. “Hoje de tarde eu dou um jeito nisso. Não vou ser mais estorvo para ninguém”, escreveu. As informações foram publicadas no jornal Zero Hora.

A imagem divulgada na web teria sido registrada pelo rapaz a partir de uma conversa com ela pela webcam, cerca de seis meses atrás, e divulgado depois que os dois se afastaram. Os jovens eram colegas no segundo ano do Ensino Médio, e há um mês a adolescente namorava outro jovem. Responsável pela investigação, o delegado Marcelo dos Santos Ferrugem pretende enquadrar os responsáveis no artigo 241A do Estatuto da Criança e do Adolescente, que qualifica como crime grave a divulgação de imagens de crianças ou adolescentes em situação de sexo explícito ou pornográfica. Além do autor da imagem, outras pessoas poderão ser responsabilizadas. “Todos os que repassaram cometeram crime”, advertiu, que vai pedir perícia do computador da vítima.

No dia 10 de novembro, uma estudante de 17 anos teria cometido suicídio no Piauí após divulgação de vídeo íntimo no Whatsapp. Júlia Rebeca, 17 anos, foi encontrada morta em seu quarto no município de Parnaíba, a 318 quilômetro da capital, Teresina. A família denunciou que a estudante teria se matado após ser espalhada uma gravação em que ela aparece fazendo sexo com duas pessoas – um rapaz e uma outra garota.

Júlia Rebeca foi encontrada enrolada no fio de uma chapinha no último dia 10 de novembro. Em mensagens deixadas nas suas páginas do Instagram e do Twitter, a estudante pede desculpas à família. “Eu te amo, desculpa eu n ser a filha perfeita mas eu tentei… desculpa desculpa eu te amo muito mãezinha.. desculpa desculpa…!! Guarda esse dia 10.11.13”, escreveu.

Comente abaixo sua opinião sobre o assunto!
Fonte: Terra e R7

TITÃS AO VIVO MTV – Show Completo – 2005

As músicas do meu blog são para pensar! Ouvir música não é proibido, mas há algumas que você ouve uma vez e pensa que não deve ouvir nunca mais, isso também acontece comigo. Então peço apenas que não me julgue porque algumas que você não quis ouvir nunca mais estão por aqui, é que ainda estou penso e aprendo alguma coisa com elas, PRINCIPALMENTE SE FOR TITÃS E TUPAC SHAKUR!! Titãs me ajuda a pensar há décadas, então assista esse Show e veja se você entende alguma coisa, se precisar de ajuda eu dou umas explicações!

TITAS

UMA MENTE BRILHANTE

Quem ainda não assistiu, assista!! Muito emocionante, o filme é baseado na história real de um paciente psiquiátrico.

John Nash é um matemático prolífico e de pensamento não convencional, que consegue sucesso em várias áreas da matemática e uma carreira acadêmica respeitável. Após resolver na década de 1950 um problema relacionado à teoria dos jogos, que lhe renderia, em 1994, o Prémio de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel (não confundir com o Prémio Nobel), Nash se casa com Alicia. Após ser chamado a fazer um trabalho em criptografia para o Governo dos Estados Unidos, Nash passa a ser atormentado por delírios e alucinações. Diagnosticado como esquizofrênico, e após várias internações, ele precisará usar de toda a sua racionalidade para distinguir o real do imaginário e voltar a ter uma vida normal assim como seus amigos.

TRANSTORNO BIPOLAR – DEPOIMENTOS

Veja como a diversidade enriquece quando há respeito sem preconceito, assista aos vídeos para saber o que é transtorno bipolar:

Freud explica é muito bom! Assista a parte 1:

A parte 2 também é show de bola e enriquece:

BIPOLARIDADE – Linha demarcatória da sanidade. Da santidade à imoralidade. Da alegria à tristeza. Do poder à total fraqueza. Do espírito que voa como um pássaro livre. A contradição da prisão num abismo. Da genialidade à mediocridade. Do positivo ao negativo.

E eu acrescento linha demarcatória da Divindade, um dia todos estaremos com Deus. Veja abaixo mais depoimentos:

Cássia Kiss no Mais Você

Meu filho é bipolar – Parte 1

 

A MAIOR EXPRESSÃO DE AMOR


wallpaper-leao-e-o-cordeiro-1712“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.”
Rm 5.8

Há momentos em que a fé parece lutar contra a esperança. O mesmo Deus que prometera um herdeiro a Abraão agora o ordena a oferecê-lo em sacrifício. Abraão parte com Isaque rumo ao monte Moriá, onde o ofereceria em holocausto. Abraão sabia que estava caminhando para sacrificar o amado de sua alma. Sua fé inabalável dava-lhe plena certeza de que Deus ressuscitaria seu filho.

Sabia que o altar do sacrifício seria palco de adoração. Sabia que Jeová Jiré é poderoso para prover o cordeiro substituto. No topo daquela montanha, Abraão levanta o altar e oferece seu filho, mas Deus ergue sua voz, impede o sacrifício e oferece um cordeiro substituto. Dois mil anos depois, o Filho de Deus estava preso no leito vertical da morte, e ali, suportando o peso do mundo sobre si, clamou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”.

Para o Filho de Deus não houve um cordeiro substituto, pois ele é o único Cordeiro que tira o pecado do mundo. Porque Deus nos amou, entregou seu Filho como sacrifício pelo nosso pecado. Oh bendito amor! Oh amor eterno! Oh incomensurável amor!

Pai de infinita misericórdia, não há palavras para descrever com exatidão e justiça a minha gratidão diante de teu grandioso amor por mim. Muito obrigado. Em nome de Jesus. Amém.

Fonte: Cada Dia

Conheça os punks que participaram da invasão da Câmara

O QUE ELES PENSAM

Leia, a entrevista dos jovens mascarados que seguem com fidelidade o lema “Para mim nada, mas para nós tudo

Grupo que esteve na manifestação na Câmara não quis se identificar; para eles, agir por conta própria é preciso para mudar a realidade social

Foto: Dominique Torquato/AAN

Grupo que esteve na manifestação na Câmara não quis se identificar; para eles, agir por conta própria é preciso para mudar a realidade social

Durante a última sessão da Câmara Municipal de Campinas, um grupo de pessoas vestidas de preto e com os rostos cobertos aproveitou um intervalo para invadir o plenário ao lado de outros manifestantes. Até então tudo era pacífico, com palavras de ordem, faixas e cartazes.

Foto: Dominique Torquato/AAN

Detalhes do vestuário dos jovens: símbolos e palavras de rebeldia

Detalhes do vestuário dos jovens: símbolos e palavras de rebeldia

Momentos depois, alguns resolveram sentar em cima da Mesa Diretora e subir nas cadeiras. Até que surgiu uma pichação do símbolo anarquista em uma parede e começaram os primeiros movimentos de destruição do patrimônio público. A ideia era permanecer no local sem tumultos até que os integrantes do Legislativo tomassem alguma atitude em relação a, por exemplo, criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Transportes. As ações provocadas pela já tão comentada minoria deixaram o clima tenso e a chegada da Tropa de Choque da Polícia Militar ao local selou o destino daquela noite.

Resultado: 138 pessoas levadas para a delegacia para averiguação. Muitos do que foram vistos cometendo atos de vandalismo eram jovens rotulados como “punks”. O mesmo já havia acontecido quando alguns enfrentaram a Tropa de Choque diante da Prefeitura no último dia 20 de junho, quando mais de 35 mil pessoas foram às ruas protestar.

Mas quem são eles? O que pensam? Quais são seus objetivos? Alguns desses punks conversaram com o Correio para expressar suas opiniões sobre esses questionamentos. Todos se identificaram apenas por letras e fizeram questão de frisar que não estavam ali para representar o movimento como um todo, mas para falar por eles mesmos.

“Muito saem às ruas, pintam o rosto, têm uma bandeira e acham que isso é protestar. Ficar piscando a luz do apartamento ou buzinando também não é. Protestar é isso o que a gente fez. Fomos invadir onde eles (os vereadores) julgam que é a casa deles, mas é a casa do povo.
Aquilo não foi uma invasão, foi a utilização do nosso patrimônio”, afirma aquele que se identifica como AC, reconhecendo que sua luta precisa ser melhor entendida. “Nós somos odiados.Lutamos para defender um povo que nos apedreja. Dentro do movimento, cada um tem a sua forma de agir. Um pode jogar uma bomba e o outro uma poesia, mas os dois vão jogar no mesmo lugar, que é contra o sistema que está errado”, diz. Leia, a seguir, a entrevista dos jovens mascarados que seguem com fidelidade o lema “Para mim nada, mas para nós tudo”.

Correio Popular – Em primeiro lugar, quem são vocês?

AC – Não somos todos iguais, lutamos por alguns ideais e contra o governo que está fazendo o seu papel de forma errada. Somos a favor da revolução e das melhorias públicas. O governo é algo que existe para favorecer o seu povo, mas está matando a todos quando não oferece Saúde e Educação de qualidade. Muita gente reclama de nós falarmos por eles, mas as pessoas não falam o que tem de ser dito. Representamos a voz de um povo calado que está sendo oprimido.

Nas manifestações pelo Brasil e mais recentemente na Câmara Municipal de Campinas, a figura dos punks ficou em evidência. O que vocês querem?

AC – Queremos simplesmente coisas que já deveríamos ter, que são os direitos básicos de sobrevivência. Uma Saúde para nos salvar ao invés de nos matar; hospitais para nos atender e não nos deixar esperar em filas até a morte. Uma Educação para aprender de verdade e saber mais sobre o próprio governo. As pessoas se formam na escola e nem sabem a diferença entre presidente, vereador e deputado. Temos que ter conhecimento e não apenas o que “eles” acham que é certo ensinar. O nosso principal foco no momento é a questão do ônibus, que está virando um abuso. Os governantes pensam que o povo é um robô sem pilha. Os governantes não podem fazer o que quiserem. Não são eles que usam os ônibus, somos nós. A gente é que tem que decidir quanto deveria custar a passagem.

E os atos de vandalismo na Câmara?

AB – Cada um agiu de uma forma, né? A ação não estava organizada. Chegou na hora, a galera decidiu entrar. O objetivo era permanecer lá como uma ocupação. A ideia não era quebrar, não era destruir ou machucar alguém que estava lá. A ideia era só ocupar e mostrar que aquilo ali é um lugar público. Nossa intenção era ficar ali para chamar a atenção dos vereadores e fazer com que eles votassem algo que possibilitasse uma mudança para gente. Sempre tentamos manter a organização em relação ao que está acontecendo. Estávamos filmando tudo e ajudando a galera que estava lá dentro a se alimentar. Então, todos estavam agindo de forma correta. Se aconteceu alguma coisa errada, isso partiu de pessoas alheias, que não sabiam o que estavam fazendo lá e foram só para badernar, como aconteceu em outros protestos. São pessoas que não têm a raiva direcionada. Se as pessoas tivessem o mínimo de consciência, elas saberiam o que fazer.

AC – É como dizemos: “Para mim nada, mas para nós tudo”. No caso da Câmara, se um fosse entrar, todos iam entrar. Todos têm direitos iguais. Se eu posso falar, outros também podem. Nós estávamos em 30 pessoas na “linha de frente”, que são da organização e do “antivandalismo”. No final, isso foi visto como algo oposto. Fomos considerados como o grupo que vandalizou, mas nós estávamos segurando os vândalos e pedindo calma e paciência para o povo lá dento.

O patrimônio público foi depredado, quem paga é a população. Vocês têm consciência disso?

AC – Eu não quebrei nada, mas outras pessoas podem ter quebrado. Muitas vezes, em situações maiores, essas ações foram uma reação à opressão policial. “Ah, vocês depredaram a Prefeitura!” Isso foi uma estratégia do governo contra nós. Eles colocaram a Tropa de Choque entre nós e a Prefeitura e fizeram com que ela nos atacasse. Eles sabiam que, quando a gente levasse tiro de borracha na cara e spray de pimenta não ia ficar quieto.

Mas se não houvesse a barreira da Guarda Municipal e da Tropa de Choque?
AB – A ideia era só entrar na Prefeitura e ficar lá. Sem vandalismo. Era só entrar, sentar, ocupar e esperar que algo acontecesse por parte do governo. Na Câmara seria a mesma coisa. Só que aí a polícia vai, acontece alguma coisa e foge do controle. Ainda no dia da Prefeitura, o mini-Extra (alvo de saques no último dia 20 de junho) foi invadido e não foi por manifestante. Tem um vídeo que mostra que foi um “P2” (como se referem a supostos policiais infiltrados no grupo de manifestantes) que invadiu.

AC – Até gostaria de comentar uma coisa que eu vi na mídia sobre o que aconteceu na Câmara que dei risada tamanha a manipulação. Apareceu a cena de um manifestante jogando uma mesa e o jornalista dizendo que eram vândalos e que estavam quebrando as coisas. Em momento algum esse mesmo jornalista falou que, atrás daquela porta, tinha a Tropa de Choque com gás de pimenta e bala de borracha para acertar a cara de cada um lá dentro.

As pessoas que picharam o plenário da Câmara estavam com um visual parecido com o punk. Quem são elas?

AC – Se vestir com qualquer roupa, qualquer um pode. Eu posso colocar uma farda de policial e matar alguém, mas nem por isso todos os policiais vão ser taxados de assassinos. Então, qualquer um pode se vestir de preto, entrar no meio do grupo que estava ali, quebrar tudo e fazer com que o grupo inteiro seja denominado vândalo. Não é bem assim! Num grupo de, por exemplo, 30 pessoas, pode ter cinco delas infiltradas no meio enquanto os outros 25 são inocentes que tentavam impedir esse ato.

Se alguém invadisse e atacasse a casa de vocês, qual seria a reação?

AB – Tem que ver por qual motivo a pessoa iria querer invadir a minha casa. Se tivesse como eu arrastar todas as pessoas que não têm casa ou os animais abandonados eu levaria para morar comigo. Ali (a Câmara) é um espaço público. Sua casa é particular; não teria razão de alguém invadir. Você está fazendo algo de errado? Está indo contra as leis? Não tem porquê invadir uma casa de alguém assim. Tem que ter um motivo.

Recentemente, a cidade viveu o escândalo do Caso Sanasa. Por que vocês não foram à Câmara protestar naquele momento?

AB – Faltou uma organização para fazer isso. Por exemplo, hoje (a última sexta-feira, dia 9) os ônibus estão parados… poderia haver um protesto juntamente com isso para alavancar uma coisa maior. Mas não teve uma organização para isso. Então, sem organização é melhor não agir.

AC – O movimento é meio que uma coisa que vai e vem. Cresce num momento e depois cai. Obviamente, com essas mobilizações no Brasil inteiro o grupo cresceu, mas qualquer um acha que pode colocar uma máscara na cara e dizer que é manifestante.

AB – Isso acontece muito no Brasil. As pessoas pensam o certo, mas não fazem o certo. De que adianta pensar o certo e não tomar uma atitude?

Vocês votam?

AB – A gente não vota em ninguém. Se o cara está lá no governo e faz um serviço bom, coisa que eu acho que nunca vai acontecer, a gente não vai com a cara dele, mas tudo bem. Mas se ele estiver fazendo bosta a gente vai para as ruas protestar.

AC – O povo escolhe quem será o governo, mas eu decidi que não preciso de alguém para mandar em mim.

Já que vocês estão em busca de um governo com vergonha na cara porque esconder o rosto?

AB – Escondemos o rosto para mostrar que pode ser qualquer pessoa atrás da máscara. Pode ser eu, você, seu pai, sua mãe ou seu irmão. A ideia não é se esconder, mas mostrar para a sociedade que qualquer um pode estar ali; não há barreiras.

Qual o recado que vocês dariam para a população de Campinas?

AC – Se você quer ver uma evolução, não fique pedindo por ela. Ninguém aqui é seu empregado! Se você quer algo, lute.

Vocês planejam outras ações?

AB – É uma coisa que não para. Enquanto o erro estiver por aí, essa mobilização sempre vai existir.

Vocês trabalham ou estudam?

AB – Nós todos estudamos e trabalhamos. Quem não trabalha é porque não consegue arrumar um emprego. A sociedade é muito preconceituosa em relação a nós.

E drogas?

AB – Minha posição sobre isso é a de não querer usar.

AC – Você não precisa ser de um jeito para usar ou não drogas. Policiais, padres, políticos, donas de casa, mendigos e ricos podem cheirar pó, fumar crack e fazer o que quiser.

O que é ser punk hoje?
AB – Ser punk é viver. A pessoa que faz parte de qualquer outro movimento e está lutando pelos seus direitos está vivendo também. Quem está parado dentro de casa sem fazer nada está apenas conformado. Uma dona de casa que vai para a rua protestar contra o preço do tomate é punk também. Punk não é visual, punk é atitude!

 

Com Fábio Gallacci do Grupo RAC – gallacci@rac.com.br

CITAÇÕES PREFERIDAS

“A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes.”
Winston Churchill – 30/11/1874 a 24/1/1965

“Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo.” – Malcolm X – 19/5/1925 – 21/2/1965

“Frequentemente, porém, nas nossas sociedades, o que prevalece é o egoísmo. São tantos os mercadores de morte que seguem a lógica do poder e do dinheiro a todo custo.”
Papa Francisco – 17/12/1936

“Os sábios aprendem com os erros dos outros, os tolos com os próprios erros e os idiotas não aprendem nunca.”
Provérbio Chinês

“Seu mundo todo pode tornar-se irreconhecível, a única constante são os laços familiares. Que nunca mudarão.” – Kristine Belson

“Às vezes a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé.”
Steve Jobs 1955-2011

“Você nunca sabe que resultados virão da sua ação. Mas se você não fizer nada, não existirão resultados.”
Mahatma Gandhi 1869 – 1948

“As mãos que ajudam, são mais sagradas que os lábios que rezam. ”
Madre Tereza de Calcutá
“Quem é um manual de regras esta apto a lidar com máquinas e não com pessoas.”
Augusto Cury 1958-

“Meu Deus, se errarmos, faz-nos querer mudar; se tivermos razão, dá-nos força para vivermos com isso.”
Reverendo Peter Marshall 27/5/1902 – 26/1/1949

“Em geral as pessoas que se perdem em pensamentos é porque não conhecem muito bem esse território.”
Millôr Fernandes 1923-2012

“O homem é dono do que cala e escravo do que fala.”
Sigmund Freud 1835-1930
“Não é que eu tenha medo de morrer, eu só não quero estar lá quando for acontecer.”
Woody Allen 1935-

“Tenho tanta autoridade quanto o Papa, só não tenho tantas pessoas que acreditem nela.”
George Carlin 1937-2008

“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”
Martin Luther King 1929-1968

“Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito.”
Martin Luther King 1929-1968

“Três pessoas são capazes de guardar um segredo, se duas delas estiverem mortas.”
Benjamin Franklin 1706-1790

“Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento.”
Érico Veríssimo 1905-1975

O homem mais sábio que já conheci me ensinou uma coisa que jamais esqueci. E embora eu nunca tenha esquecido, nunca a memorizei também. Então, o que me sobrou foi a memória de ter aprendido algo muito sábio a qual não consigo me lembrar.
George Carlin 1937-2008

“O principal objetivo da educação nas escolas deveria ser a criação de homens e mulheres que sejam capazes de realizar coisas novas e não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram; homens e mulheres que são criativos, inventivos e descobridores, que possam ser críticos e verificar, e não aceitar, tudo que lhes é oferecido.”
Jean Piaget 1896-1980

A CARTEIRADA DO MALAFAIA

Respeitar eu respeito, mas tem certas coisas que não dá para ouvir e ficar quieto. Lá vou eu difamar um Pastor!!  Eu só falo uma coisa a respeito do vídeo, morrer eu sei que eu vou, nem tenho muita certeza, mas ficar com medo de falar de Pastor bandido é pacabá, por ele ser “ungido” não, só se for assassino também, aí é outra história!!! Assista o vídeo e tire suas conclusões.

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FRENTE REGIONAL DE COMBATE À VIOLÊNCIA EM DEFESA DOS DIREITOS DAS MULHERES – CONVITE: Dia 05 de Agosto

FRCVM RMC VIRTUAL

Nosso objetivo além de debater o problema em nossa Região Metropolitana de Campinas, é também de preparação para Audiência Pública
junto à Comissão de Segurança Pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP),
momento para o qual aguardamos data a ser estabelecida pela Comissão.

Atenciosamente,

Lourdes Soares Meneses
Assessora Parlamentar do
Gabinete da Deputada Estadual
ANA PERUGINI

Fone: 11 3886-6678 / 11 3886-6680
Fone: 19 3887-1822
Cel.: 19 9796-1138

ENTIDADES LGBT CONSIDERAM UM AVANÇO DECLARAÇÕES DO PAPA SOBRE GAYS

 

Se todos pensassem como Francisco e Loren Alexsander, as coisas seriam muito melhores! É isso que penso quando digo que as palavras chaves são respeito e não ao preconceito, ele [respeito] tem que ser mútuo, tem que ser recíproco, se você quer que as pessoas tenham atitudes respeitosas contigo e com suas opiniões, é necessário que você também tenha atitudes respeitosas com as opiniões delas, não é tão difícil quanto parece. Leia o artigo abaixo:

Avesso a luxos

 

Organizações de defesa de homossexuais consideraram um avanço e um marco simbólico a declaração feita pelo papa Francisco, durante sua viagem de volta ao Vaticano, de que os homossexuais não devem ser discriminados, mas integrados à sociedade.

O Papa Francisco condenou o “lobby gay” no Vaticano, mas disse que os homossexuais não devem ser julgados ou marginalizados. “O problema não é ter essa orientação [homossexual]. Devemos ser irmãos. O problema é fazer lobby por essa orientação, ou lobbies de pessoas invejosas, lobbies políticos, lobbiesmaçons, tantos lobbies. Esse é o pior problema” , disse. “Se uma pessoa é homossexual e procura Deus e a boa vontade divina, quem sou eu para julgá-la?”

Para Loren Alexsander, responsável pelo Movimento de Gays, Travestis e Transformistas (MGTT), a declaração do papa significa um avanço dentro da sociedade. Loren destacou que o importante é que haja respeito. “Ele [respeito] tem que ser mútuo, tem que ser recíproco, tanto a pessoas do nosso segmento, como a qualquer ser da sociedade civil”.

O coordenador do programa estadual Rio sem Homofobia, Cláudio Nascimento, considerou a declaração do papa um marco simbólico importante. “Uma diferenciação de todo discurso de altas autoridades da Igreja Católica em outros tempos e pode demarcar um novo momento da igreja católica com essa discussão”, disse.

Nascimento advertiu, entretanto, que é necessário aguardar os desdobramentos que a declaração pode ter. Segundo Nascimento, as palavras do papa Francisco foram oportunas na atualidade, levando-se em conta que a violência e a discriminação contra gays, lésbicas, transexuais e bissexuais permanecem em patamares altos em todo o mundo e existem países que tratam a homossexualidade com a pena de morte.

O coordenador do programa fluminense disse que, dentro do cenário brasileiro em que há um homossexual assassinado a cada dia e que 40% dos homossexuais na cidade do Rio de Janeiro sofreram agressão por homofobia, “a declaração do papa ajuda a tocar nos corações e mentes das pessoas, especialmente aquelas que têm alguma orientação religiosa. Isso, com certeza, tem um papel importante, que a gente não pode desconsiderar”.

O presidente do Grupo Arco-Íris do Rio de Janeiro, Julio Moreira, disse que a declaração do papa é positiva e abre novas portas para o diálogo. “A gente entende, também, que é uma fala do papa, não da Igreja. É necessário também que, dentro das hierarquias da igreja católica, isso comece a ser colocado em prática”, disse.

Moreira salientou que a questão da misericórdia e do acolhimento aos mais necessitados deve ser objeto de toda igreja. “No caso dos homossexuais, que são violentados diariamente nos seus direitos à própria existência, isso é mais do que condizente. Porém, a gente precisa entender que tipo de acolhimento é esse, porque simplesmente ter uma fala que eu amo o pecador, mas condeno o pecado, não nos ajuda muito a combater a homofobia institucionalizada, que está na sociedade e precisa mudar”.

O presidente da entidade disse que enquanto houver discursos que colocam o segmento gays, lésbicas, transexuais e bissexuais (LGBT) como algo negativo, haverá uma reprodução da homofobia. “A gente espera que essa fala [do papa] seja introjetada em forma de ações positivas e posições que a própria Igreja respeite os avanços que essa comunidade conquistou ao longo dos anos e ainda quer conquistar”.

Moreira defendeu também o posicionamento de Francisco a respeito da construção de uma igreja que não se misture com os lobbies políticos. “Isso para nós também é fundamental. A garantia do Estado laico, onde a separação Estado e Igreja seja realmente respeitada”.

Por Agência Brasil

MALCOM X – POR QUALQUER MEIO NECESSÁRIO

Malcolm X – Por qualquer meio necessário – parte 1

 

Malcolm X – Por qualquer meio necessário – parte 2

 

Al Hajj Malik Al-Shabazz, mais conhecido como Malcolm X (originalmente registrado Malcolm Little; Omaha, 19 de maio de 1925Nova Iorque, 21 de fevereiro de1965), foi um dos maiores defensores do Nacionalismo Negro nos Estados Unidos. Fundou a Organização para a Unidade Afro-Americana, de inspiração Separatista. Ele era um defensor dos direitos dos afro-americanos, um homem que conseguiu mobilizar os brancos americanos sobre seus crimes cometidos contra os negros. Em 1998, Paul Gray, da influente revista Time, colocou a Autobiografia de Malcolm X entre os 10 livros de não ficção mais importantes do século XX1 .

Biografia

Malcolm X nasceu em Omaha, no estado de Nebraska, nos Estados Unidos. Com apenas seis anos, o seu pai, Earl Little, um dedicado trabalhador para UNIA (Associação Universal para o Progresso Negro) foi violentamente assassinado. Após um brutal espancamento, foi atirado para a linha de comboio. Apesar do seu corpo ter sido quase dividido em dois, não morreu de imediato, e morreu em agonia umas horas mais tarde.

Louise Little, mãe de Malcolm, aos 34 anos assumiu o sustento dos seus oito filhos. Por ter sido concebida do estupro de uma mulher negra por um homem branco, ela possuía pele clara e encontrava empregos domésticos. Os empregos duravam até descobrirem que ela era de origem negra. Louise também passou a receber doischeques, um pensão de viúva, outro da assistência social. Este dinheiro não era suficiente, e com seu desemprego frequente a família tornou-se praticamente indigente. As assistentes sociais do governo tentavam convencer Louise a encaminhar seus filhos para lares adoptivos, ao que ela se opunha. Posteriormente passaram a questionar sua sanidade mental. Louise passou por intensas pressões que a levaram a um colapso nervoso e foi internada em um hospital para doentes mentais. Nessa altura, Malcolm já havia sido adoptado e, em 1937, viu sua família ser separada.

Os dois irmãos mais velhos, Wilfred e Hilda foram deixados à própria sorte: Philbert foi levado para casa da família em Lansing; Reginald e Wesley foram viver com a família Williams; Yvone e Robert com a família McGuire.

Universidade das ruas

Na escola, Malcolm era o que se considerava um bom aluno e geralmente tirava notas altas. E assim foi até o dia em que disse a um professor que desejava ser advogado. Este lhe disse ser absurdo a ideia de um negro ser advogado e que o máximo que ele poderia chegar era carpinteiro. Esta declaração mudou seu comportamento fazendo com que se transformasse de um “bom aluno” em um “garoto problema”. Quando terminou a oitava série, Malcolm foi morar em Boston na casa de sua meia-irmã Ella. Fez amizade com Shorty e por influencia deste e de outros boêmios de Boston ele esticou os cabelos, passou a beber, fumar, usar roupas extravagantes, jogar cartas, jogo dos números e aprendeu a dançar muito bem. Um efeito colateral do produto que Malcolm e outros usavam para esticar o cabelo era o de deixa lo vermelho. Sua melhor parceira era Laura, uma jovem negra que morava com a avó e sonhava formar-se na universidade. Ele a conheceu na sorveteria onde ela trabalhava e a namorou, levou-a aos bailes. Numa destas festas, a deixou por uma mulher branca chamada Sophia. Laura, no futuro próximo, cairia na prostituição. Malcolm confessou: “Umas das vergonhas que tenho carregado é o destino de Laura…, tê-la tratado da maneira como tratei por causa de uma mulher branca foi um golpe forte demais”. Malcolm entre outros empregos, a exemplo de engraxate, trabalhou na ferrovia. Nesse emprego ele conheceu vários lugares, entre eles o Harlem, lugar que ele passou a visitar sempre que podia. Nas noites do Harlem ele conheceu muita gente, entre os quais varios musicos (muito deles famosos) e criminosos. Ali, suas roupas de cores fortes e o cabelo esticado e vermelho chamavam a atenção naqueles ambientes mais sobrios e ele logo passou a ser conhecido por “Red”. Apaixonado pelo Harlem ele resolve se mudar para lá. Alugou um apartamento onde várias das inquilinas eram prostitutas. Sophia ia de Boston para o Harlem visitá-lo. Algum tempo depois, Sophia casou com outra pessoa e manteve Malcolm como amante. No Harlem, Malcolm também morou na casa de Sammy, um amigo cafetão, e entrou para a “vida do crime”, tornou-se traficante. Aproveitou o bilhete que ganhou, quando trabalhou na ferrovia, e foi traficar nos trens. Estava cada dia mais difícil vender nas ruas, apolícia estava “fechando o cerco”, os artistas que conhecia – seus clientes – adoraram a ideia. Naquele tempo, temia três coisas: cadeia, emprego e o exército. Fingiu-se de louco para se livrar do serviço militar.

Depois do término das viagens traficando, perdeu a conta dos golpes que deu no Harlem. Não podia mais vender maconha, a polícia já o conhecia. Passou a praticar seus primeiros assaltos, e se preparava para esses trabalhos com drogas mais fortes. Era viciado no jogo dos números, quando ganhava, convidava Sophia para passar alguns dias em Nova York. Sua vida marginal levou-o a se meter em tantas encrencas no Harlem que acabou ficando num “beco sem saída”, estava “jurado de morte”. Sammy ligou para seu velho amigo Shorty vir buscá-lo, levá-lo de volta para Boston. Em Boston, foi morar com Shorty em seu apartamento. Quase todos os dias assim que o amigo saia para trabalhar, como saxofonista, Sophia encontrava-se com Malcolm, e ele arrancava-lhe todo o dinheiro. O marido de Sophia havia arrumado emprego de vendedor, e viajava constantemente.

Para sair da inatividade Malcolm propôs a Shorty que assaltassem casas. Formaram um grupo com a participação de Rudy, amigo de Shorty, Sophia e sua irmã. Sophia havia apresentado sua irmã para Shorty e os dois passaram a namorar. O primeiro trabalho foi um sucesso, e depois vieram outros e outros. “Todo ladrão espera o dia em que será apanhado”. Chegou o dia inevitável de Malcolm, Shorty e Sophia e sua irmã, somente Rudy conseguiu escapar. As duas mulheres tiveram penas reduzidas, pegaram de um a cinco anos. Malcolm disse: “Apesar de serem ladras eram brancas”. Quanto aos dois negros, seu próprio advogado de defesa confessou: “Vocês não deviam ter se metido com mulheres brancas”. Shorty pegou de oito a dez anos, e Malcolm onze anos.

Em sua auto biografia Malcolm revela que, nesse período da sua vida, nunca chegou a matar ninguém e que poderia tê-lo feito para escapar da policia.

A importância da leitura

Malcolm X em 1964

Na prisão por causa de sua atitude rebelde e antirreligiosa, Malcolm ficou conhecido como Satã. Philbert escreveu-lhe uma carta dizendo que descobrira a verdadeira religião do homem negro. Ele pertencia a Nação do Islã, Malcolm respondeu a carta com palavrões. Dias depois recebeu outra carta, desta vez escrita por seu irmão mais novo, Reginald: “Não coma carne de porco e pare de fumar que eu lhe mostrarei como sair da prisão”. Estas palavras ficaram em sua cabeça. Reginald sabia como funcionava a mente marginal do irmão, havia passado uma temporada com ele no Harlem. Quando foi visitá-lo Malcolm estava ansioso para saber como não comendo carne de porco livrar-se-ia da prisão. Afinal qual golpe havia tramado, e passou a ouvir Reginald falar sobre Elijah Muhammad. Seu irmão contou que: Alá viera para a América e se apresentou a um homem chamado Elijah – um homem negro – afirmando que o homem branco é o demônio.

A mente de Malcolm, involuntariamente, recordou todos os homens brancos que conheceu. Ao ir embora Reginald deixou seu irmão pensando, com seus primeiros pensamentos sérios. Malcolm pensou nos brancos que tinham internado sua mãe, os que tinham matado seu pai, os brancos que haviam destruído sua família, em seu professor branco que assegurou que: “é absurda a ideia um negro pensar em ser advogado”. Apesar de suas notas altas, Malcolm deveria ambicionar ser carpinteiro.

Quando Reginald voltou, viu o efeito que suas palavras haviam provocado em seu irmão, e falou mais sobre o demônio que é o homem branco. Seus outros irmãos também passaram a escrever, a falar sobre o honrado Elijah Muhammad. Todos recomendaram seus ensinamentos que classificavam como o verdadeiro conhecimento do homem negro. Malcolm titubeou, no entanto, acabou se convertendo ao islã, tornou-se muçulmano negro.

Graças aos esforços de Ella, Malcolm conseguiu ser transferido para uma prisão colônia de Norfolk que era de reabilitação profissional, muito melhor do que as outras por onde havia passado, e a biblioteca era um de seus elementos principais. Para responder as cartas, e se corresponder com Elijah Muhammad começou a ler muitos livros, tornou-se um leitor voraz, em seus anos de prisão, leu desde os clássicos aos mais populares.

Sobre os filósofos fez o seguinte comentário: “Conheço todos, não respeito nenhum”, disse também: “A prisão depois da universidade é o melhor lugar para uma pessoa ir, se ela estiver motivada, pode mudar sua vida”; “as pessoas não compreendem como toda a vida de um homem pode ser mudada por um único livro”. Além da leitura, copiou um dicionário inteiro para compreender melhor os livros.

Em 1952, Malcolm foi libertado e saiu em caravana para visitar o Templo Número Dois, como eram chamadas as mesquitas. Ele finalmente ia ouvir Elijah Muhammad que ao final de sua fala chamou Malcolm, pediu que ficasse em pé, e diante dos olhares de cerca de duzentos muçulmanos, contou uma parábola a seu respeito.

A partir de então, Malcolm passou a colaborar com Templo Número Um, ele participava da “pescaria” que era atrair os jovens, e se saia muito bem, afinal, conhecia a “linguagem dos guetos”. Recrutava nos bares, nos salões de bilhar e esquinas dos guetos, o Templo Número Um, de Detroit, em três meses triplicou o número de fiéis. Malcolm já havia recebido da Nação do Islã o seu “X” que significava seu verdadeiro nome de família africana que Deus lhe revelaria. Para ele o “X” substituía o Little, o pequeno, herança escravocrata.

No verão de 1953, Malcolm X foi nomeado ministro assistente do Templo Número Um e passou a frequentar a casa de Elijah Muhammad, onde era tratado como filho. Malcolm devido à sua fidelidade, inteligência, oratória, cultura, personalidade, obteve um desempenho extraordinário na Nação do Islã que resultou em uma ascensão meteórica. Em curto intervalo de tempo tornou-se o principal ministro de Muhammad, levando-o a ser transferido para o templo de Nova York – o mais importante.

Em meio a sua vida agitada, Malcolm passou a reparar em uma moça chamada Betty, o interesse era recíproco. Consultou Muhammad e casou em janeiro de 1958. Mal se casou, e Malcolm estava, em toda parte, trabalhando pelo crescimento da Nação do Islã. Em suas polêmicas diárias o que mais o irritava, eram certos líderes negros os quais acusava que: “suas organizações tinham corpo negro com cabeça branca”.

Elogio e traição[editar | editar código-fonte]

Malcolm fundou um jornal chamado “Muhammad Fala” que levou revistas mensais a darem reportagens de capa sobre os muçulmanos negros. Não demorou muito para que Malcolm fosse convidado para participar de mesas redondas de rádio, televisão e universidades, entre elas Harvard, para defender a Nação do Islã, enfrentando intelectuais negros e brancos.

Elijah Muhammad disse para Malcolm: “Quero que você se torne muito conhecido, pois você se tornando conhecido, também me tornará conhecido”. Malcolm tornou-se realmente conhecido, tornou-se uma personalidade americana que muitas vezes chamou a atenção do cenário mundial, mais do que Martin Luther King e o presidente John F. Kennedy.

O seu destaque gerou ciúmes no próprio Elijah que não possuía a coragem e perspicácia de Malcolm para discutir, por exemplo, com professores universitários. A intensa exposição e repercussão da figura de Malcolm X contribuíram para alimentar entre os enciumados muçulmanos negros o boato que ele tentaria tomar o controle da Nação do Islã.

Duas antigas secretárias de Muhammad entraram com processo de paternidade. Malcolm ao conversar com elas descobriu que enquanto Elijah Muhammad o elogiava pela frente, tentava destruí-lo pelas costas, e aguardava o momento oportuno para afastá-lo. A morte de John Kennedy e a declaração polêmica de Malcolm a respeito foi o ensejo. Perguntado sobre a morte de Kennedy, ele respondeu com ironia: “As galinhas voltam para dormir em casa”, um ditado americano cujo significado se parece com o do nosso “Aqui se faz, aqui se paga”. Ou seja, Malcolm insinuou que Kennedy morreu por conseqüência de seus próprios atos, porque falhou ao combater a violência nos Estados Unidos. A declaração foi mal recebida, inclusive pela população negra, que se voltou contra a Nação do Islã. Irritado, Elijah ordenou que Malcolm se calasse por 90 dias.

Ele que tanto se dedicou e com certeza foi uns dos principais (senão o principal responsável) pelo crescimento da Nação do Islã, foi afastado. Malcolm em seu trabalho árduo, praticamente, não adquiriu bens materiais. Bens que poderiam gerar algum conforto à sua família, no caso de sua falta, porém sempre acreditou que se alguma fatalidade lhe ocorresse, os muçulmanos negros cuidariam de sua família.

Malcolm ficou sabendo do seu banimento através da imprensa. Sofreu humilhações públicas com manchetes como: “Malcolm silenciado”. Os muçulmanos negros também conspiraram para que ele fosse considerado traidor, a punição para a traição é o ostracismo e a morte.

Viagem a Meca[editar | editar código-fonte]

Patrocinado pela sua meia-irmã Ella, Malcolm viajou para Meca com o objetivo de conhecer melhor o Islã. Agora admitia que Elijah Muhammad havia deturpado esta religião nos Estados Unidos. Ao voltar de sua viagem, estava para iniciar uma nova fase em sua vida. Em uma entrevista coletiva, perguntaram-lhe: “Você ainda acredita que os brancos são demônios?” E ele respondeu: “Os brancos são seres humanos na medida em que isto for confirmado em suas atitudes em relação aos negros”.

Movido por suas novas ideias, Malcolm fundou a Organização da Unidade Afro-Americana: grupo não religioso e não sectário – criado para unir os afro-americanos –, contudo, em 21 de fevereiro de 1965, na sede de sua organização, Malcolm recebeu 16 tiros de balas de calibre 38 e 45, com a maioria deles a atingi-lo no coração. Malcolm foi assassinado – com apenas 39 anos – em frente de sua esposa Betty, que estava grávida, e de suas quatro filhas, por três membros da Nação do Islão. Escreveu MS Handler: “Balas fatais acabaram com a carreira de Malcolm X antes que ele tivesse tempo para desenvolver suas novas idéias”.

Cronologia

Ideias defendidas[editar | editar código-fonte]

Malcolm X numa Conferência em 1964.

Dentre as preleções proferidas por Malcolm X, a mensagem a Grass Roots, proferida em 10 de novembro de 1963 durante a Northern Negro Grass Roots Leadership Conference, na Igreja Batista Rei Salomão de Detroit, Michigan2 , foi ranqueada em 91º lugar dentre os 100 maiores discursos estadunidenses do século XX, numa pesquisa feita entre 137 estudiosos do país.3

Nesta fala, Malcolm descreve a diferença entre a “revolução Black” e a “revolução do Negro“, acentuando o contraste entre o “negro da casa” e o “negro do campo” durante a escravidão africana e nos tempos contemporâneos, criticando a Marcha sobre Washington daquele ano.

Importância histórica de Malcolm X

Malcolm X com o outro importante ativista americano Martin Luther King Jr..

Malcolm X conduziu uma parte do movimento negro nas décadas de 50 e 60, defendendo três pontos fundamentais:

  • O islamismo;
  • A violência como método para auto-defesa e;
  • O socialismo

Apesar da religião ter sido a porta de entrada para Malcolm X perceber todos os problemas sociais enfrentados pelos negros, pouco a pouco, ele percebeu a questão do negro não era uma questão apenas de carácter teológico, mas sim, uma questãopolítica, econômica e civil. Foi a partir daí que os meios de comunicação exploraram suas declarações mais ácidas. Malcolm percebeu que a violência não era uma forma de barbárie, mas um meio legítimo de conquistas, pois todas as mudanças históricas se deram de maneira violenta. A violência proposta era, portanto, uma metodologia de transformação e não uma barbárie gratuita.

O socialismo de Malcolm foi consequência da evolução de seu pensamento, após ser traído por membros da Mesquita Templo Número Dois, gradativamente ele percebeu que a questão do negro passava pela estrutura do capitalismo. Desta nova forma de pensar surgiu a Organização da Unidade Afro-Americana, um grupo não religioso e não sectário, focada nos problemas sociais das minorias sociais na sociedade capitalista americana. A sua opção pela violência e pelo socialismo foi de vital importância para os rumos que os movimentos negros tomaram ao fim da década de 60, tal como os “Panteras Negras“, também partidários da violência enquanto método e do socialismo enquanto ideologia política.

MALCOM X

TRANSTORNOS MENTAIS EM IDOSOS

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Calcula-se que o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos em 2020, com um contingente superior a 30 milhões de pessoas. Uma das consequências do envelhecimento populacional é o aumento dos problemas de saúde característicos da terceira idade.

Segundo o psiquiatra Adauto Silva Clemente, os transtornos mentais estão entre os problemas de saúde comuns na terceira idade, sendo vários os fatores que contribuem para isso: sobreposição de doenças crônicas, limitações da capacidade funcional, dificuldades econômicas, isolamento e desmerecimento social, maior ocorrência de perdas e eventos causadores de estresse.

O especialista aponta como diagnósticos comuns em idosos a depressão, demência, transtornos ansiosos, alcoolismo, quadros maníacos, transtornos mentais de origem orgânica, uso abusivo e dependência de sedativos.

Dentre eles, a depressão e a demência são os mais frequentes. Estudos epidemiológicos indicam que a prevalência das demências pode variar de 1 a 2% em idosos de 60 a 65 anos, 20% em idosos entre 80 a 90 anos e pode chegar a 40% em idosos com mais de 90 anos de idade.

A maior incidência de depressão e demência é no sexo feminino e entre idosos com menor nível socioeconômico e baixa escolaridade. Estão também associados com doenças crônicas e com maior grau de incapacidade funcional, alerta o especialista.

A demência se caracteriza por declínio cognitivo que gera progressiva dependência e incapacidade até a necessidade indispensável de cuidadores ou de internação. Distúrbios de comportamento são frequentes e podem requerer intervenções psiquiátricas.

Alzheimer

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, atualmente cerca de 24 milhões de pessoas convivem com a doença em todo mundo. A expectativa é que este número chegue a 80 milhões em 2040, crescimento atribuído ao envelhecimento da população.

Os estágios clínicos são quatro. No inicial, há perda de memória, mudanças na personalidade, no humor e nas habilidades visuais e espaciais, como aumento de quedas. Na fase moderada, vem a dificuldade para falar, realizar atividades rotineiras e coordenar movimentos, além de agitação e insônia.

No estágio avançado, o paciente resiste à execução de tarefas simples do cotidiano, como higiene pessoal e alimentação, tem incontinência urinária e fecal, além de dificuldade para comer e deficiência motora progressiva.

Na fase terminal, há perda praticamente completa de memória e dependência total de terceiros para atividades rotineiras do dia a dia. É importante lembrar que apenas um especialista pode diagnosticar a doença e indicar os medicamentos mais adequados, que não impedem a evolução, pois não há cura, mas ajudam a retardá-la.

Depressão

Aproximadamente 10 milhões de brasileiros sofrem de depressão. Embora a doença possa afetar as pessoas em qualquer fase da vida, alguns estudos indicam que os sintomas são altamente prevalentes nas fases tardias da vida no Brasil e no mundo.

Um artigo publicado em abril de 2002 na Revista Brasileira de Psiquiatria concluiu que cerca de 10% da população mundial de idosos apresentam quadros depressivos que necessitam de atenção médica.

O indivíduo deprimido perde o interesse pelas atividades que normalmente desfrutaria e, com isso, podem surgir outros problemas de saúde, como energia diminuída, dificuldade para dormir ou se alimentar e sentimentos de baixa autoestima.

Os cuidados com si mesmo podem ajudar uma pessoa a prevenir a depressão ou contribuir para o tratamento. A prática de atividade física, sono regular e o não consumo de álcool e drogas ajudam a minimizar os sintomas da doença. O diálogo com familiares e amigos é fundamental, pois a solidão pode piorar a depressão.

Referências:
http://portaldoenvelhecimento.org.br
http://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/6243/1/D_44.pdf
http://www.brasil.gov.br/sobre/saude/saude-do-idoso/mal-de-alzheimer
http://portal.saude.gov.br/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=19108

Fonte: Qualicorp

PAPA CONDENA LIBERALIZAÇÃO DAS DROGAS E DIZ QUE ENFRENTAR O TRÁFICO EXIGE UM DESAFIO DA SOCIEDADE

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O papa Francisco condenou hoje (24) a liberalização do uso de drogas, ao discursar na inauguração do Polo de Atendimento a Dependentes Químicos, do Hospital São Francisco, no bairro da Tijuca, zona norte do Rio. “Não é deixando livre o uso das drogas, como se discute em várias partes da América Latina, que se conseguirá reduzir a difusão e a influência da dependência química. É necessário enfrentar os problemas que estão na raiz do uso das drogas, promovendo uma maior justiça, educando os jovens para os valores que constroem a vida comum, acompanhando quem está em dificuldade e dando esperança no futuro”, disse.

O papa começou o discurso fazendo referência a São Francisco de Assis, patrono da ordem religiosa que mantém o hospital, onde a unidade inaugurada atenderá 70 dependentes químicos, entre eles usuários de crack. “Quero abraçar a cada um e a cada uma de vocês, que são carne de Cristo, e pedir a Deus que encha de sentido e de esperança segura o caminho de vocês e também do meu. Abraçar, abraçar…precisamos todos aprender a abraçar quem passa necessidade, como fez São Francisco de Assis”, declarou.

Durante a solenidade, que reuniu cerca de 1,5 mil pessoas, Francisco ouviu atentamente do arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, e do padre Manuel Manganão, da Pastoral da Sobriedade, relatos sobre o trabalho de assistência aos dependentes químicos prestado pela Arquidiocese do Rio, em colaboração com órgãos federais e estaduais e a iniciativa privada.

Os momentos mais emocionantes foram os relatos de dois ex-usuários de drogas submetidos a tratamento pelo Programa de Assistência a Dependentes da arquidiocese. Um deles disse que depois de passar 17 anos se drogando, mas há 11 anos está livre do vício. O outro declarou que parou de se drogar há pouco mais de um ano. Os dois ganharam presentes e foram abraçados pelo papa.

Em uma veemente condenação ao tráfico, Francisco condenou o egoísmo que prevalece no mundo de hoje e desafiou a sociedade a enfrentá-lo. “São tantos os mercadores de morte que seguem a lógica do poder e do dinheiro, como a chaga do tráfico de drogas, que favorece à violência e que semeia a dor e a morte e que exige da inteira sociedade um ato de coragem”.

 Fonte: Agência Brasil 

ERROS MÉDICOS MAIS COMUNS NO TRATAMENTO DE DOENÇAS MENTAIS E CEREBRAIS

Para reflexão médica e política:

O que há no artigo sobre erros médicos é muito importante! A única coisa que não gostei é ele ser um pouco de extrema-direita, pois não gosto muito desse negócio de falar mal do governo e citar esquerdismo, centrismo, direitismo ou outra coisa qualquer. Penso que há algumas coisas que existem em qualquer tipo de ideologia política. Há pessoas que estão querendo culpar a esquerda por alguns negócios que estão acontecendo no Brasil, mas há países de direita em que o negócio citado por tais pessoas está maior ainda e já há mais de 30 anos. Segue link do blog com artigo sobre doenças mentais:

https://orlandoteixeira.wordpress.com/2013/07/23/erros-medicos-mais-comuns-no-tratamento-de-doencas-mentais-e-cerebrais/

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Por uma questão profissional, acabo tendo a oportunidade de examinar grande número de doentes cerebrais/mentais cujos tratamentos não deram certo. Já há anos faço este trabalho e aí preparei uma estatística dos casos mais comuns de incapacidade psiquiátrica. É importante salientar que as doenças psiquiátricas são a segunda maior causa de incapacitação para o trabalho e que estes benefícios previdenciários tiveram um aumento de quase 400 % nos últimos anos. 1) em primeiro lugar, estão aquelas  “depressões que não melhoram com antidepressivos”. São, na maioria das vezes, casos de doença bipolar, forma depressiva, e, como tal, podem até piorar com o uso de antidepressivos (pacientes ficam mais “agitados”, ansiosos, irritados, insones, exaltados, agressivos, explosivos, impulsivos). 2) Em segundo lugar, estão os “falsos esquizofrênicos”, pacientes que foram diagnosticados como portadores  desta doença  apenas porque, em algum momento, tiveram  alucinações, delírios,  discurso bizarro, ficaram “trancados dentro do quarto”, etc. Grande parte destes pacientes são bipolares não-diagnosticados (pois bipolares podem delirar, alucinar e trancafiarem-se), ou doentes com alguma patologia cerebral, p.ex., encefalopatia hipertensiva (alterações encefálicas devidas à uma pressão arterial muito alta). 3) Sequelas mentais de traumatismo craniano (motocicleta). 4) Sequelas mentais de doença cerebral vascular devida ao tabagismo (e também ao cafeinismo que  quase sempre o acompanha). O tabagismo constitui, muito mais que o crack (só que não divulgado) a maior causa evitável de incapacitação psiquiátrica. Gera alterações dos vasos cerebrais, induzindo desde as chamadas “depressões vasculares” até “derrames” mesmo (acidentes vasculares cerebrais). É extremamente comum (avalio uma média de quatro casos por semana) aquele paciente tabagista que começa desenvolver depressão/ansiedade graves, refratários ao tratamento comum, e que nunca tiveram seu problema químico diagnosticado ou tratado. Praticamente 100% dos médicos ignoram a natureza toxicomaníaca deste tipo de doença. Sem tratamento, os sintomas depressivos/ansiosos vão caminhando no sentido de uma “demência”, o paciente vai perdendo funções cognitivas, tendo alterações da memória, fatigabilidade aos esforços mentais, apatia, perda de vontade,  desinteresse, intensa reação ao estresse. Há casos, inclusive, onde pacientes jovens, trinta e poucos anos (ou até mesmo antes dos trinta), já apresentam “derrames” sérios (acidentes vasculares encefálicos), hemiplégicos, com afasia, etc, mas os médicos nunca “nem desconfiaram” que o problema poderia estar no cigarro. Tanto é que  o paciente chega para a perícia ainda fumando, nunca fez tratamento para o tabagismo. São feitos exames caríssimos, para afastar-se outras doenças (p.ex., “vasculites”), mas o mais simples e o mais barato, não é feito : parar de fumar. Triste e enorme “epidemia silenciosa” ceifando vidas e mentes. 5) pacientes que estão hoje morando nas ruas, usuários de crack, delinquentes, que eram hiperativos e nunca foram diagnosticados e tratados corretamente por médico psiquiatra. Em muitos  casos, passaram por  médicos não especialistas em psiquiatria  , ou mesmo não-médicos (psicólogos), durante toda a infância, mas foi-se assegurado para a  mãe que “seu filho não tem nada, não, isto que ele está tendo é devido a  falta de educação, falta de uma boa escola, falta de dinheiro, falta do pai, etc”. Sem tratamento, a hiperatividade transforma-se primeiro em transtorno de oposição desafiante, depois transtorno de conduta, o garoto (ou garota) ganha a rua, vai para o crime,  prostituição, toxicomania pesada e, quando chega neste estágio (só aí é que vai para o psiquiatra) já não dá para fazer mais nada… Pois bem, vê-se por esta lista que a maioria dos casos de incapacidade laboral tem tratamento (se fosse adequado) e tem prevenção (se esta existisse). Vê-se também que aquelas “causas médicas cabeludas”, complexas, geralmente intratáveis, ou de difícil diagnóstico, p.ex., “psicose por encefalite auto-imune anti-NMDA”, são muito raras, constituindo parcela ínfima, em relação a estas aí acima. O tratamento/prevenção destes casos atrai pouco a atenção do Governo, pois exigem um médico de qualidade, e médico é a última coisa que governo quer ver na sua frente. É muito melhor , seguindo-se a política populista-esquerdista do governo, aumentarem-se as “bolsas-aposentadorias”, as “bolsas-auxílio-doenças”, “bolsas-incapaz”,  pois estas, além de não exigirem o médico (repito, “persona non grata” nas hostes governamentais), criam o que todo governo quer: passividade e curral eleitoral.

(Marcelo Caixeta , médico psiquiatra) – DIÁRIO DA MANHÃ

À BEIRA DA MORTE, ANORÉXICA COM 34 KG DÁ A VOLTA POR CIMA E SE FORMA EM QUÍMICA

Após sofrer anos com a anorexia, Rowena Buxton-Henderson, de 26 anos, superou a doença e conseguiu concluir seu estudo em química pela Universidade de Manchester, na Inglaterra. A informação é do site Daily Mail. Saiba mais.

Segundo a publicação, Rowena começou a ter anorexia aos 13 anos após uma enfermeira de sua escola dizer que ela “estava obesa”.

Aos 16 anos, ela perdeu 34 kg e disse que tinha “medo de comer”. A jovem passou parte da adolescência entre idas e vindas ao hospital e chegou a ser ressuscitada após parar de respirar.

– Perdi meus mais preciosos anos com a minha família e amigos.

Rowena contou que, durante a internação, ela tentou retirar o tubo que lhe transmitia alimentação.

– Quando estava com 18 ou 19 anos eu pesava menos que 38 kg e sabia que precisaria comer.

Após quase morrer, Rowena recebeu tratamento em uma unidade psiquiátrica da Inglaterra com especialista em alimentação. Com a recuperação, começou a estudar na Universidade de Manchester

– Agora quero trabalhar com medicina forense ou química para desenvolvimento de remédios.

 R7 e Daily Mail 

CONVÊNIO ABRE VAGAS DE ATENDIMENTO NO PADRE HAROLDO

Hoje, são 20 vagas que a comunidade terapêutica dispõe, com parceira, o número subirá para 90

O secretário nacional de política sobre drogas, Vitore Maximiano, e o presidente do Instituto Padre Haroldo, Luis Roberto Sdoia

O secretário nacional de política sobre drogas, Vitore Maximiano, e o presidente do Instituto Padre Haroldo, Luis Roberto Sdoia

A Instituição Padre Haroldo firmou convênio com a secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad) para aumentar o número de leitos gratuitos para o tratamento de usuários de drogas, em especial crack.

Hoje, são 20 vagas que a comunidade terapêutica dispõe para o tratamento sem custo ao paciente. Com a parceira, o número subirá para 90. Atualmente a lista de espera do Padre Haroldo soma pouco mais de 50 pessoas que querem internação voluntária no local.

O convênio será assinado em 30 dias, mesma data em que as vagas serão abertas. Do total, 60 serão disponibilizadas para homens, 30 para mulheres e outras 30 para adolescentes.

O contrato é válido por um ano, prorrogável por mais um. A parceira faz parte do programa federal “Crack, é possível vencer”. O governo custeia mensalmente parte da internação na instituição, R$ 1 mil para adultos, e R$ 1,5 mil para adolescentes.

O valor não cobre o total gasto mensalmente com o acolhimento, que chega a R$ 2,4 mil. “É um fôlego que recebemos já que nossa lista de espera é grande. Além de termos problemas com nosso déficit anual que está em R$ 800 mil. Mas, estamos aqui para dar esse atendimento ao máximo de pessoas que conseguirmos e que necessitam”, afirmou o presidente da instituição, Luis Roberto Sdoia.

O secretário do Senad esteve nesta sexta-feira (19) no local para conhecer a instituição e fechar a parceira. “É um programa que foi lançado este ano e tem o objetivo de abrir vagas em comunidades terapêuticas no País. Ao todo serão 10 mil vagas em diversas cidades do Brasil. O Padre Haroldo é uma delas e é um exemplo de instituição que é seguida por outras. Temos um estudo que diz que 70% dos usuários que estão na rua querem um tratamento”, disse Vitore Maximiano.

Exemplo de determinação e luta para se livrar do vício a ex-moradora de rua M.P., de 42 anos, vai completar um mês na instituição e diz que vive um dia após o outro. “Agora já passei a sonhar com um futuro, com meu retorno ao trabalho e viver minha vida livre das drogas e do álcool. Precisava de ajuda e sabia que aqui conseguiria me livrar”, disse.

Ela solicitou a internação no mês passado quando frequentava um dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) coordenados pela Prefeitura. “Passei oito anos na rua. Nunca quis me internar porque achava que conseguia me livrar sozinha. Até que um dia acordei em frente a Catedral Metrolitana e estava sóbria, careta e via os companheiros na fissura por droga, cigarro e bebida. Percebi que já tinha dado pra mim. Resolvi mudar”. A mulher é uma das pacientes que será beneficiada pelo programa do governo que ajuda a instituição.

Com  Luciana Félix do Grupo RAC luciana.felix@rac.com.br

Foto: Gustavo Tilio/Especial para a AAN

O ABORTO ESTÁ FORA DE CONTROLE EM CUBA

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HAVANA, 17 Mar. 11 / 12:21 pm (ACI).- Uma reportagem da cadeia inglesa BBC evidenciou os excessos aos que chega a prática do aborto despenalizado em Cuba, onde este procedimento se converteu em uma alternativa recorrente aos métodos anticoncepcionais e sua freqüência está causando sérios problemas de saúde às mulheres cubanas.

A reportagem publicada no último 10 de março, sustenta que “para a maioria das mulheres cubanas, a facilidade na hora de realizar um aborto é um direito ao qual não renunciam. Mas seu uso e abuso parecem estar fora de controle”.

Em Cuba, explica a BBC, não existe uma lei de aborto “mas sua prática está despenalizada desde 1965. Até as dez semanas de gravidez não será preciso dar nenhuma razão para optar por essa alternativa” de maneira gratuita em qualquer hospital público.

A Pesquisa Nacional de Fecundidade realizada 2009 pelo Escritório Nacional de Estatística (ONE), sustenta que “a alta prevalência destes eventos em Cuba levou especialistas a afirmarem que os cubanos na atualidade estão utilizando estes procedimentos como métodos anticoncepcionais, quer dizer, como alternativa ao não uso -ou ao uso incorreto- dos diferentes métodos”.

Os especialistas consultados pela cadeia inglesa sustentam que as altas cifras de aborto mostram que as mulheres não conhecem os riscos deste procedimento para sua saúde.

Inclusive, o presidente da Sociedade Científica Cubana para o Desenvolvimento da Família (SOCUDEF), filial da transnacional abortista International Planned Parenthood Federation (IPPF), Miguel Sosa, admitiu à BBC que “Cuba considera o aborto como um problema de saúde e quer lutar para reduzi-lo”.

“Em 2009, mais da metade dos casos de infertilidade em mulheres tinham como causa as seqüelas de um ou mais abortos, acrescenta Sosa” à BBC.

As cifras de aborto estão acompanhadas pelo envelhecimento da população cubana e cifras negativas de crescimento demográfico na ilha.

Yindra García se submeteu a nove abortos desde os 20 anos de idade, geralmente porque se “descuidou” no uso de métodos anticoncepcionais. Hoje tem 28 anos e decidiu pela primeira vez seguir com uma gravidez e ter o seu filho porque, afirma, “tinha medo de fazer outro aborto”.

A reportagem da BBC destaca que as últimas cifras de aborto na ilha -que em 2009 chegaram a 84 687 procedimentos- mostram um número muito inferior em relação a 1986 quando praticou-se o dobro de abortos.

Entretanto, a BBC esclarece que desde 1989 Cuba começou a utilizar um tipo de aborto precoce sob o eufemismo de “regulação menstrual” e se realiza até as seis semanas de gravidez mediante a aspiração do útero. Estas “regulações” não são consideradas na taxa anual de abortos e não requerem do consentimento dos pais no caso de menores de 18 anos.

Para funcionários como Miriam Grant do Ministério de Saúde Pública, o país reduzirá os abortos se melhora a oferta de anticoncepcionais. O contraditório é que 77 por cento das mulheres em idade fértil -segundo as mesmas cifras oficiais de 2009- usa atualmente algum método anticoncepcional, o governo os oferece a preços muito baixos e realiza campanhas de educação sexual apoiadas nestes métodos desde a idade escolar.

Fonte: ACI DIGITAL

*OS FORTES ENTENDERÃO*

saltimbancosUma gata, o que é que tem?
– As unhas
E a galinha, o que é que tem?
– O bico
Dito assim, parece até ridículo
Um bichinho se assanhar
E o jumento, o que é que tem?
– As patas
E o cachorro, o que é que tem?
– Os dentes
Ponha tudo junto e de repente
Vamos ver no que é que dá
Junte um bico com dez unhas
Quatro patas, trinta dentes
E o valente dos valentes
Ainda vai te respeitar
Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
– ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer
Uma gata, o que é que é?
– Esperta
E o jumento, o que é que é?
– Paciente
Não é grande coisa realmente
Prum bichinho se assanhar
E o cachorro, o que é que é?
– Leal
E a galinha, o que é que é?
– Teimosa
Não parece mesmo grande coisa
Vamos ver no que é que dá
Esperteza, Paciência
Lealdade, Teimosia
E mais dia menos dia
A lei da selva vai mudar
Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
– Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer

E no entanto dizem que são tantos
Saltimbancos como nós

Assista no vídeo abaixo:

PARÁBOLA DA PRIMEIRA ASSEMBLEIA

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Certo dia, foi marcada uma Assembleia para unir as pessoas de uma cidade.

Nela qualquer pessoa podia pegar o microfone e falar tudo que viesse na cabeça. No meio daquela Assembleia só haviam Vascaínos, todos estavam felizes pela oportunidade e agradecendo aos organizadores da mesma.

Depois do início chegaram 2 Botafoguenses que também estavam felizes pela oportunidade. O principal objetivo daquela Assembleia era unir os moradores para lutarem por seus direitos, mas a única coisa que vinha na mente dos participantes é que para ter uma vida melhor e feliz, era sendo torcedor do Vasco.

A cada morador que falava do Vasco todo o povo vibrava, pulava, batia palmas de felicidade e por estarem ouvindo aquilo que eles mais gostariam de ouvir.

Mas de repente, no meio de uma das falas um Vascaíno pegou o microfone, cantou o hino do Vasco e todos vibraram, pularam e bateram palmas.

Quando ele terminou o hino, agradeceu as palmas e pela simpatia do povo, mas disse que o que ele falaria em seguida talvez conquistasse a antipatia dos mesmos.

Então ele começou a falar! Mas esse Vascaíno estava tão bravo, tão bravo com as falas dos primeiros Vascaínos que foram ao microfone, que ele nem queria parar de falar mais! Ele chamou tanto a atenção deles por aquele comportamento e disse que o povo não queria saber se eles eram Vascaínos, Flamenguistas ou Botafoguenses, mas sim o que eles estavam dispostos a fazer pela cidade. Disse que eles precisavam mudar o discurso e aprender a conversar com os Botafoguenses, a fala dele foi tão séria que todos ficaram boquiabertos e alguns bateram palmas no final.

Depois dele haviam outras pessoas inscritas, mas parece que só tinha Vascaíno mesmo naquele local, porque mesmo depois daquela chamada de atenção, eles continuaram falando a respeito do Vasco.

Então levantou outro Vascaíno de nascença, mas que nem ligava mais para seu time, roubou o microfone sem estar inscrito e falou também com muita ira para os 2 Botafoguenses, que não fossem embora, pois ele daria um jeito no comportamento de seus amigos Vascaínos, para que todos pudessem estar unidos num só objetivo.

Será que nas outras Assembleias virão outros Botafoguenses, São Paulinos ou Corintianos, se eles continuarem se comportando assim? Imagino que não, pois para ir num local que só sabem falar de Vasco ou de outro time, as pessoas que tem outras bandeiras vão preferir ficar em casa mesmo, deixar essa história de juntar-se pela união da cidade e por um mesmo objetivo de lado, para continuar na mesma vidinha de sempre.

O que todos precisam entender, é que no bairro do Vascaíno tem um tipo de problema, mas no bairro do Botafoguense também tem problemas. Enquanto eles não pararem de ficar brigando para defenderem suas opiniões, a vida continuará do mesmo jeito, primeiro dê o exemplo depois veremos qual opinião prevalecerá. Precisam entender que se todos os torcedores deixarem as bandeiras de seus times de lado, para não causar mais divisão ainda e se unirem, sem falar para que time torcem, pois não é necessário, poderão ajudar a resolver os problemas uns dos outros, mesmo que sejam de times diferentes.

Se você é daqueles que pensa que em evento com maioria Corintiana, Palmeirense não vai, pare de ser preconceituoso e acredite que isso é possível!

APRENDIZADOS E DESCOBERTAS

O que mais falou comigo na primeira Assembleia Popular, precisamos saber conversar com as empregadas domésticas, precisamos saber conversar com os conservadores da Direita e o mais principal é, precisamos saber nos comportar em locais que existam pessoas de várias bandeiras, precisamos respeitar a todos!
Descoberta, acabei de fazer uma pesquisa nesse LINK e vi que vários Partidos que se diziam até pouco tempo ser do Centrismo, agora pularam ou voltaram para a Direita, achei interessante!

A POBREZA PODE LEVAR À LOUCURA, ESTUDOS ESTABELECEM RELAÇÃO DIRETA ENTRE A DESIGUALDADE SOCIAL E A INCIDÊNCIA DE DOENÇAS MENTAIS NOS DESASSISTIDOS

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Na Londres do século XIX, Charlie Chaplin viveu uma infância atormentada pela pobreza e a instabilidade familiar. O ícone do cinema mudo perdeu o pai para o alcoolismo e acompanhou o declínio mental da mãe em meio à miséria. Embora evidências recentes sugiram que a “loucura” de Hannah Chaplin tenha sido causada pela sífilis, o comediante registrou em sua autobiografia que os problemas mentais da matriarca, surgiram porque ela passava fome para que os filhos pudessem comer.

 

Ainda que cientificamente incerto, o caso é um exemplo longínquo da relação entre pobreza e transtornos mentais, estudada ao menos a partir dos anos 1930. Desde então, surgiram pesquisas mais contemporâneas, entre elas uma análise que transplanta essa correlação ao Brasil. Feita em 2013 com dados do Censo do IBGE de 2010, um levantamento da ONG Meu Sonho Não Tem Fim indica que das mais de 2,4 milhões de pessoas com problemas mentais permanentes acima de 10 anos no Brasil, 82,32% são pobres.

 

Dentro desta proporção, 36,11% não possuíam rendimentos mensais e 46,21% viviam com até um salário mínimo. Outras 15,49% estavam na faixa entre um e cinco salários e apenas 2,19% recebiam acima desse patamar. “É preciso considerar que esses problemas também são causados por aspectos como a genética, mas a falta de uma alimentação mínima pode contribuir para o aparecimento de doenças que afetam o desempenho mental”, afirma Alex Cardoso de Melo, responsável pela pesquisa e idealizador da ONG, focada em trabalhos educativos com populações carentes.

 

A ideia de traçar a relação entre pobreza e problemas mentais no Brasil, diz Melo, surgiu após a divulgação de um estudo de 2005 de Christopher G. Hudson, Ph.D em politicas de saúde mental. O trabalho analisou dados de 34 mil pacientes com duas ou mais hospitalizações psiquiátricas em Massachusetts, nos Estados Unidos, entre 1994 e 2000. E concluiu que condições econômicas estressantes, como desemprego e impossibilidade de pagar o aluguel, levam a doenças mentais. E mais: a prevalência destas enfermidades nas comunidades ricas analisadas foi de 4%, contra 12% nas mais pobres.

 

Os estudos sobre o tema percorrem as décadas e suas conclusões são similares nestes períodos, descobriu o doutor em Psicologia Fernando Pérez del Río, do projeto Homem de Burgos, na Espanha. No estudo Margens da Psiquiatria: Desigualdade Econômica e Doenças Mentais, ele analisou mais de 20 levantamentos sobre o tema e reuniu as principais conclusões.

 

Entre elas, está a de que em países desenvolvidos como EUA e Reino Unido existem mais doentes mentais, proporcionalmente, que na Nigéria, Dinamarca, Noruega e Suécia. E que estudos estabelecem uma relação entre o grau interno de desigualdade econômica de um país como condicionante direta da saúde mental de seus cidadãos.

 

Exemplo disso é o estudo The Distribution of the Common Mental Disorders: Social Inequalities in Europe, de 2004. O documento, citado por Del Río, indica que dos 20% da população europeia de baixa renda, 51% possuem algum transtorno menta­l grave. São pessoas que, devido a suas dificuldades de adap­tação social, acabam condenadas a trabalhar em condições precárias e com salários insuficientes, levando a má nutrição e à manutenção do circulo de pobreza e exclusão.

 

A integração social, por outro lado, é determinante para o acesso dos cidadãos aos seus direitos e a suas expectativas de futuro. “Ser pobre em uma sociedade rica pode ser ainda mais danoso à saúde que o ser em uma área de extrema miséria”, conta Del Rio, a CartaCapital. “É obviamente muito difícil trabalhar a frustração em uma sociedade rica, onde as expectativas são mais altas e se deprecia o fracasso.” Algo que pode ser retratado por um estudo da Organização Mundial da Saúde de 2004, no qual foi identificada a prevalência de 4,3% de transtornos mentais na conturbada Xangai, na China, contra 26,4% nos EUA.

 

Del Río destaca, em seu estudo, que os problemas de saúde de uma população também estão ligados a forma como a desigualdade de poder econômico e social condiciona as políticas públicas. “As doenças mentais são uma construção social. A desigualdade torna as sociedades mais classistas, o que significa que as origens familiares interferem mais nas posições sociais, o que implica na transmissão intergeracional da pobreza”, diz a CartaCapital.

 

Sob esse ângulo, revelam os estudos, países com menos diferenças econômicas entre seus habitantes possuem os cidadãos mais sãos. Enquanto nações com políticas neoliberais mais agressivas e individualistas estariam mais sujeitas a problemas mentais por retratar as pessoas necessitadas como “parasitas sociais”. Um cenário que reforçaria ansiedades e os níveis de estresse, favorecendo o aumento destas doenças.

 

No artigo The Culture of Capitalism, Jonathan Rutherford, docente de Estudos Culturais da Universidade de Middlesex, na Inglaterra, acrescenta que uma sociedade desigual é mais violenta, pois não dá o apoio correto aos seus cidadãos. O que evidencia uma vulnerabilidade capaz de gerar ansiedades. E isso pode piorar com a crise mundial e os cortes de benefícios sociais na Europa, defende Del Río. “Hoje a situação é pior, pois está se produzindo um corte das ajudas, que levam as pessoas a situações limites.”

 

Fonte: CARTA CAPITAL

ASSEMBLEIA POPULAR SINALIZA NOVA ETAPA DA MOBILIZAÇÃO EM CAMPINAS E NO BRASIL

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Na entrada do Centro de Convivência Cultural, a Assembleia Popular sinalizando novos rumos da mobilização local e nacional

Se o Junho de 2013 já entrou na história como o de mobilizações gigantescas e espontâneas por todo país, impactando diretamente no desenho de uma nova agenda pública, Julho poderá ser marcado pela conjunção e organização de várias pautas, de diferentes segmentos, visando avanços sociais no Brasil, mas ainda contando com a força das ruas. Pelo menos é o que sinalizou a Assembleia Popular realizada na noite desta segunda-feira, 1º de julho, no portão de entrada do Centro de Convivência Cultural.

Território simbólico – A Assembleia deveria acontecer no teatro de arena do Centro de Convivência, mas foi transferida de local em função das fortes chuvas da tarde-noite. Não deixou de ser simbólica a realização no portão de entrada do teatro interno, que há muito se encontra fechado para a população por causa de sua deterioração. Em vários pronunciamentos os participantes deixaram clara a sua defesa de espaços públicos para viabilizar a sociabilidade, o encontro, a cidadania ativa.

Novo design de assembleia –  Um novo design de Assembleia Popular ficou evidente. Enquanto os inscritos se pronunciavam, de uma mesa ativistas registravam e transmitiam o conteúdo pelas redes sociais. Um ativista chegou a tentar transmitir, pelo microfone, a ligação telefônica de um participante de movimento semelhante em Belo Horizonte, que desejava manifestar seu apoio ao evento em Campinas. O digital e o formato tradicional juntos, apontando para novos modelos de atuação e expressão.

Espelho da diversidade –  Em sua maioria eram jovens estudantes, universitários ou secundaristas, mas também estavam lá militantes históricos de lutas sociais de Campinas. A Assembleia Popular foi um espelho da diversidade de opiniões, demandas e perspectivas que caracteriza a atual mobilização por todo país. Muitas manifestações foram pelo apoio à conjunção de lutas, incorporando outros setores à mobilização geral. Nesse sentido muitos ativistas defenderam a realização da greve geral que centrais sindicais estão convocando para o dia 11 de julho. Representantes do movimento LGBT, da Assembleia Nacional de Estudantes Livre (ANEL), de coletivos de cultura, de punks, entre outros, se pronunciaram, ressaltando o caráter plural da mobilização.

Imprensa alternativa – Muitos se expressaram a favor de uma mídia popular e alternativa, como forma de divulgar o que está acontecendo nas ruas. Havia uma crítica clara à grande imprensa, que para muitos tem distorcido os propósitos da mobilização, ao ressaltar aspectos que não os principais.

Escola pública – Várias manifestações em defesa da escola pública, de crítica ao sucateamento dessa escola. O regime de progressão continuada, que continua em vigor no estado de São Paulo, foi duramente questionado por uma professora. As escolas públicas foram apontadas como espaços especiais de encontro, cultura e conhecimento, que deveriam ser mais abertas para a população, segundo os que se pronunciaram.

Capitalismo em crise – Não foram poucas as críticas ao capitalismo, o que para os participantes que se expressaram tem sido uma tônica de movimentos em vários países, e particularmente na Turquia e no Brasil.

Descentralização – Muitos destacaram a necessidade de descentralização de ações, inclusive com a realização de assembleias volantes, como forma de incorporar outros segmentos.

Fórum Social Campinas – Uma das propostas foi no sentido de articulação de um Fórum Social Campinas, como forma de unificar as bandeiras. Lembrando que já foi realizado um Fórum Social Campinas, em 2002.

Constituinte – Algumas manifestações foram em defesa da Assembleia Nacional Constituinte para a reforma política, que não se circunscreva à questão eleitoral, mas de abertura e fortalecimento de outros canais de participação popular. Os constituintes teriam que ficar inelegíveis por oito anos, para que não legislem em causa própria.

Máquina pública – Participantes expressaram a necessidade de um maior esclarecimento sobre como funciona a máquina pública. Cogitou-se uma espécie de aula aberta, para o dia 14 de julho, aniversário de Campinas, que tende a ser marcado por novas manifestações na cidade.

Violência policial – Não faltaram as críticas à violência policial em diversos episódios pelo Brasil.

Transporte público – Muitos falaram a favor de um transporte público de qualidade. A ausência desse transporte, segundo muitos, é um dificultador no acesso a bens culturais, a serviços de saúde e educação, sendo uma barreira à própria participação de moradores de bairros longínquos em mobilizações na região central.

Respeito – Total respeito ao pronunciamento dos inscritos, inclusive aos representantes de partidos políticos presentes. Respeito também à ordem de inscritos – quando se anunciou que seria aberto espaço para um vereador se pronunciar, antes que outros inscritos, o conjunto se posicionou pela continuidade da ordem de inscrição, e assim foi feito.

Autocrítica – Respeito inclusive quanto às falas de participantes que fizeram uma espécie de autocrítica da própria assembleia. Um deles destacou que pronunciamentos feitos reproduziam o discurso da classe política tradicional e, por isso, defendeu uma nova linguagem, inclusive como forma de incorporar novos atores ao processo.

Movimento continua – A mobilização gigantesca do Junho de 2013, sacudindo muitos pilares das estruturas políticas em vigor no país, deu novo fôlego a demandas antigas e que estão demorando para ser equacionadas. Com essa revitalização, tudo índica que o movimento continua, com certeza incidindo ainda mais na agenda pública e influenciando no rumo das eleições de 2014. Mas a Assembleia Popular desta segunda-feira fria e chuvosa em Campinas foi uma clara confirmação de que o espírito do movimento é muito mais amplo e profundo, não se limitando ao calendário eleitoral. O desejo por mudanças concretas, de melhoria nos serviços públicos, de maior participação na construção das políticas públicas, de respeito à diversidade e à pluralidade, transcende os aspectos partidários. Uma nova cidadania, ativa e alerta, em construção.

Noite fria não impediu a presença de vários segmentos, na Praça Imprensa Fluminense:  pluralismo respeitado

Noite fria não impediu a presença de vários segmentos, na Praça Imprensa Fluminense: pluralismo respeitado

Com  ♦ 1 DE JULHO DE 2013 ♦

O QUE É MÚSICA SECULAR?

Com certeza nem todos me entenderão, mas ouvir música secular me faz compreender que sou um ser humano como todos aqui e isso é muito importante para mim!! Se você ver as categorias que escolhi para colocar esse post, vai entender em tudo o que ela me ajuda. Amo música secular desde a minha infância e não vou parar de ouvir tão cedo, nem sei se vou parar!! Amo dançar!! Veja abaixo dessa imagem da banda Starship o que é música secular!

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Música secular é, em oposição à música cristã (ou ainda à música sacra), a música destituída da temática religiosa. No mundo ocidental, começou a desenvolver-se no fim da idade média, por consequência do enfraquecimento do poder da Igreja Católica, que outrora influenciava todos os aspectos da vida medieval, incluindo a música.

A música secular na idade média envolvia canções de temas amorosossatíricos e dramáticosPercussõesharpas e sopros eram, no início de sua história, os instrumentos mais usados, por serem fáceis de carregar por músicos viajantes. As técnicas nos instrumentos eram geralmente ensinadas via tradição oral.

A letra era, na época, o grande destaque da música secular, já que as letras eram feitas para que pessoas comuns pudessem cantar juntas (mais uma vez, em oposição à música sacra). A secularização da música somente cresceu a partir daí, durante a idade moderna e a idade contemporânea. Muitos cantores de música secular também se dedicam a serem também cantores de música de Igreja.

Atualmente com a popularização da música, e o melhor entendimento e até grande utilização desta arte como meio de evangelização, a Igreja Católica não designa mais o termo “Música Secular” às composições de origem profanas ou hereges como a mesma era vista por volta dos séculos XVIII e XIX.

Nas definições atuais que colaboram para a continuação da História da Música, o termo Música Secular refere-se a qualquer tipo de composição musical que não tenha cunho religioso. Às que são voltadas para religião recebem a categoria de Música Gospel. O termo Gospel vem do seu significado em inglês “evangelho”, portanto refere-se tanto as composições católicas como protestantes.

As denominações tradicionais do ramo protestante têm uma preferência maior (e quase exclusiva) pela música sacra, normalmente não aceitando que a secular (ou mesmo a gospel) tenha lugar em suas reuniões.

Algumas denominações protestantes (nomeadamente pentecostais) preferem adotar o termo música gospel para separar suas músicas das músicas católicas. Portanto essa diferenciação só existe dentro dessas denominações. Vale também salientar que apesar do termo música secular ter sido desvinculado de práticas profanas, a maioria dessas denominações culturalmente ainda afirmam que qualquer tipo de música que não seja gospel, é secular, como advento disso é considerada “inadequada” para seus seguidores.

Fonte: Wikipedia

PEDIDO DE CPI DOS TRANSPORTES PÚBLICOS EM CAMPINAS NA CÂMARA DOS VEREADORES

Compartilhe os vídeos gente, é muito importante!! Entenda um pouquinho de como funciona a Câmara de Campinas e porque serei apartidário até o dia que houver uma mudança dentro dos partidos, infelizmente quem quiser mudar alguma coisa, terá que entrar neles do jeito que estão mesmo e lutar por uma reforma!! Todos ou quase todos esses jovens que aparecem no vídeo e nessa foto são ligados a partidos como o PSTU ou PSOL, tem partido que ainda está na luta! O vídeo é do Movimento Contra o Aumento das Passagens de transportes públicos em Campinas, essa luta já é antiga e a hora é agora! Pedido da sociedade civil de CPI para averiguação de planilhas e relatórios dos orçamentos de serviço. Assista abaixo dois vídeos, o primeiro com os militantes visitando os gabinetes dos Vereadores, pedindo para assinarem a CPI dos transportes públicos e o segundo está com o Vereador Paulo Búfalo discursando sobre o assunto no Plenário da Câmara:

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CAMPINAS ASSINA ADESÃO AO PROGRAMA RECOMEÇO DO GOVERNO ESTADUAL

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No Dia Internacional de Combate às Drogas – 26 de junho, o prefeito de Campinas, Jonas Donizette, assinou, junto ao secretário estadual de Desenvolvimento Social, Rogério Hamam, o Termo de Adesão ao Programa Recomeço destinado à recuperação dos dependentes químicos que aderirem voluntariamente ao tratamento.

Dentre os 11 municípios inicialmente escolhidos para a implantação do programa, Campinas é a primeira cidade a registrar o ato de assinatura do termo de adesão. “Entendemos que o município poderá ser modelo para as demais cidades do Estado, pois é uma cidade muito emblemática”, disse Hamam.

Para o prefeito, o Cartão Recomeço é uma grande oportunidade para as pessoas que têm algum grau de dependência de drogas conseguirem tratamento em comunidades terapêuticas.

Em Campinas, temos várias comunidades terapêuticas, mas para algumas famílias o custo do tratamento se torna elevado, com a adesão ao programa, o usuário poderá se tratar pelo período de seis meses e, dessa forma, conquistar a oportunidade de recuperação para um novo recomeço na vida”.

Desenvolvido em parceria com o governo estadual, o cadastramento das entidades fica sob a responsabilidade das prefeituras, que, no caso de Campinas, será realizado pela Coordenadoria de Prevenção às Drogas, num trabalho conjunto com as secretarias municipais de Saúde e de Cidadania, Assistência e Inclusão Social.

Também estiverem presentes no ato de assinatura do Termo de Adesão ao Programa Recomeço os secretários municipais de Saúde, Cármino de Souza, a de Assistência Social, Jane Valente, a diretora da Drads Campinas, Laura Contador, o vereador Zé Carlos e demais representantes de órgãos públicos.

Cartão Recomeço

O Cartão Recomeço é uma iniciativa do governo estadual, para ampliar e facilitar o acesso ao atendimento dos usuários de drogas em entidades especializadas. O cartão servirá para custear as despesas de recuperação dos dependentes químicos que buscarem ajuda voluntariamente. O investimento mensal do estado com o cartão passa de R$ 4 milhões.

As entidades inscritas receberão R$ 1.350,00 mensais por usuário maior de 18 anos que procurar atendimento voluntariamente, oferecendo tratamento no local por período máximo de 180 dias. Essas comunidades devem realizar atividades voltadas ao acolhimento social, desenvolvendo ações de prevenção, reabilitação, reinserção social e ocupacional de usuários de substâncias psicoativas.

O cartão servirá também como instrumento de monitoramento da frequência do dependente no tratamento e controle da prestação do serviço pela entidade. Não há possibilidade de outro uso comercial.

Inicialmente, serão 3 mil vagas distribuídas no estado, em 11 regiões: Campinas, Diadema, Sorocaba, Bauru, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Presidente Prudente, São José dos Campos, Osasco, Santos e Mogi das Cruzes.

Os critérios usados para a escolha dos municípios foram o tamanho da rede de referência em assistência social e saúde mental, além da localização nas regiões-polo.

Fonte: PREFEITURA DE CAMPINAS

MARCO FELICIANO FALA TUDO DA CURA GAY

Se conseguir, leia até o fim!! Antes de falar qualquer coisa, estude, pesquise, vá ao Google e não cometa injustiças. Toda vez que ver uma matéria falando sobre cura gay peça ao Jornalista que assista esse vídeo, por favor!! Tem gente que está até com medo de assistir esse vídeo só porque fala de cura gay no título, pode assistir que você não será processado por nenhum ativista!! Outros não assistem de raiva, pára com isso e assista!!
Para os ativistas que defendem a bandeira dos homossexuais digo apenas uma coisa, todas as opiniões devem ser respeitadas, penso que no Brasil essa bandeira está bem defendida, pois quando a pessoa se diz homossexual, ela tem de tudo, mas se ela não quer dizer e ir a um psicólogo, ela não tem direito a nada! Isso não é nada democrático, mas os ativistas não entendem isso, estão vendo apenas o lado deles e processando os outros!!

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SERÁ QUE SÃO OS GAYS QUE INCOMODAM?

1 elefante brancoOs gays não me incomodam, convivo com alguns desde a infância e tenho bons amigos gays!! Penso que as coisas estão erradas da maneira que estão sendo tratadas no nosso país!! Só quero uma explicação, se a pessoa quer sair do armário e assumir sua homossexualidade, ela tem todo apoio, desde médicos, psiquiatras, psicólogos, cirurgias e algo mais, mas se a pessoa não quer assumir nada e deseja tratamento, os médicos, psiquiatras, psicólogos e algo mais, estão todos proibidos. Você acha que isso está certo? 

Um elefante incomoda muita gente, mas leis mal feitas incomodam muito mais!!

OS LOUCOS, OS NORMAIS E O ESTADO

Quem eram eles, para além dos nomes apagados? Epiléticos, alcoolistas, homossexuais, prostitutas, mendigos, militantes políticos, gente que se rebelava, gente que se tornara incômoda para alguém com mais poder. Eram meninas grávidas, violentadas por seus patrões, eram esposas confinadas para que o marido pudesse morar com a amante, eram filhas de fazendeiros que perderam a virgindade antes do casamento. Eram homens e mulheres que haviam extraviado seus documentos. Alguns deles eram apenas tímidos. Cerca de 30 eram crianças. 

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Os “loucos” são aqueles que dizem mais dos “normais” do que de si mesmos: o livro ‘Holocausto Brasileiro’ conta um capítulo tão tenebroso quanto escondido da história recente do Brasil – e que está longe de ser encerrado

ELIANE BRUM

 
Eliane Brum, jornalista, escritora e documentarista. Autora de um romance - Uma Duas (LeYa) - e de três livros de reportagem: Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua  -  (Foto: Lilo Clareto/Divulgação)

Eliane Brum, jornalista, escritora e documentarista. Autora de um romance – Uma Duas (LeYa) – e de três livros de reportagem: Coluna Prestes – O avesso da lenda(Artes e Ofícios), A vida que ninguém vê (Arquipélago, Prêmio Jabuti 2007) e O olho da rua – uma repórter em busca da literatura da vida real (Globo).
elianebrum@uol.com.br
Twitter: @brumelianebrum
(Foto: Lilo Clareto/ Divulgação)

Antônio Gomes da Silva soltou a voz ao empolgar-se com a Banda da Polícia Militar. Ao seu lado, o funcionário levou um susto:

– Por que você nunca disse que falava?

E Antônio:

– Uai, mas ninguém nunca perguntou.

Ele tinha passado 21 anos como mudo na instituição batizada de“Colônia”, considerada o maior hospício do Brasil, no pequeno município mineiro de Barbacena. Em 21 anos, nenhum médico ou funcionário tinha lhe perguntado nada. Aos 68 anos, Antônio ainda não sabe por que passou 34 anos da vida num hospício, para onde foi despachado por um delegado de polícia. “Cada um diz uma coisa”, conta. Ao deixar o cárcere para morar numa residência terapêutica, em 2003, Antônio se abismou de que era possível acender e apagar a luz, um poder que não sabia que alguém poderia ter. Fora dos muros do manicômio, ele ainda sonha que está amarrado à cama, submetido a eletrochoques, e acorda suando. A quem escuta a sua voz, ele diz: “Se existe um inferno, a Colônia é esse lugar”.

Antônio ganhou nome, identidade e história em uma série excepcional de reportagens. Publicado na Tribuna de Minas, de Juiz de Fora (MG), o trabalho venceu o prêmio Esso de 2012 e foi ampliado para virar um livro que chega às livrarias nesta semana. Na obra, a jornalista mineira Daniela Arbex ilumina o que chamou de “holocausto brasileiro”: a morte de cerca de 60 mil pessoas entre os muros da Colônia ao longo do século XX. Convidada por Daniela para fazer o prefácio de seu livro, abri uma exceção e aceitei, pela mesma razão que me move a escrever esta coluna: a importância do tema para compreender nossa época.

Em Holocausto Brasileiro (Geração Editorial), Daniela Arbex devolve aos corpos sem história, que eram os corpos dos “loucos”, uma história que fala deles, mas fala mais de nós, os ditos “normais”. Durante décadas, as pessoas eram enfiadas – em geral compulsoriamente – dentro de um vagão de trem que as descarregava na Colônia. Lá suas roupas eram arrancadas, seus cabelos raspados e, seus nomes, apagados. Nus no corpo e na identidade, a humanidade sequestrada, homens, mulheres e até mesmo crianças viravam “Ignorados de Tal”.

O horror: enfiadas num vagão de trem, mulheres como esta tinham as roupas arrancadas e os nomes esquecidos ao entrar no hospício para serem apagadas da história  (Foto: Luiz Alfredo/FUNDAC. )
(Foto: Luiz Alfredo/FUNDAC)

Qual é a história dos corpos sem história? Esta é a questão que Daniela se propõe a responder pelo caminho da investigação jornalística. Eram Antônio Gomes da Silva, o mudo que falava, Maria de Jesus, encarcerada porque se sentia triste, Antônio da Silva, porque era epilético. A estimativa é de que sete em cada dez pessoas internadas no hospício não tinham diagnóstico de doença mental.

Quem eram eles, para além dos nomes apagados? Epiléticos, alcoolistas, homossexuais, prostitutas, mendigos, militantes políticos, gente que se rebelava, gente que se tornara incômoda para alguém com mais poder. Eram meninas grávidas, violentadas por seus patrões, eram esposas confinadas para que o marido pudesse morar com a amante, eram filhas de fazendeiros que perderam a virgindade antes do casamento. Eram homens e mulheres que haviam extraviado seus documentos. Alguns deles eram apenas tímidos. Cerca de 30 eram crianças.

Qual era o destino de quem o Estado determinava que não podia viver em sociedade, que era preciso encarcerar, ainda que não tivesse cometido nenhum crime? Homens, mulheres e crianças às vezes comiam ratos, bebiam esgoto ou urina, dormiam sobre capim, eram espancados e violados. Nas noites geladas da Serra da Mantiqueira, eram atirados ao relento, nus ou cobertos apenas por trapos. Instintivamente faziam um círculo compacto, alternando os que ficavam no lado de fora e no de dentro, na tentativa de não morrer. Faziam o que fazem os pinguins imperadores para sobreviver ao inverno na Antártica e chocar seus ovos, como se viu num documentário que comoveu milhões anos atrás. Os humanos da Colônia não comoviam ninguém, já que sequer eram reconhecidos – nem como humanos nem como nada. Alguns não alcançavam as manhãs.

Os pacientes da Colônia morriam de frio, de fome, de doença. Morriam também de choque. Em alguns dias os eletrochoques eram tantos e tão fortes que a sobrecarga derrubava a rede do município. Francisca Moreira dos Reis, funcionária da cozinha, conta no livro sobre o dia em que disputou uma vaga para atendente de enfermagem, em 1979. Ela e outras 20 mulheres foram sorteadas para realizar uma sessão de eletrochoques nos pacientes masculinos do Pavilhão Afonso Pena, escolhidos aleatoriamente para o “exercício”. As candidatas à promoção cortavam um pedaço de cobertor e enchiam com ele a boca da cobaia, amarrada à cama. Molhavam a testa, aproximavam os eletrodos das têmporas e ligavam a engenhoca na voltagem de 110. Contavam até três e aumentavam a carga para 120. A primeira vítima teve parada cardíaca e morreu na hora. A segunda, um garoto apavorado aparentando menos de 20 anos, teve o mesmo destino. Francisca, cuja vez de praticar ainda não tinha chegado, saiu correndo.

Nos períodos de maior lotação, 16 pessoas morriam a cada dia. Morriam de tudo – e também de invisibilidade. Ao morrer, davam lucro. Entre 1969 e 1980, mais de 1.800 corpos de pacientes do manicômio foram vendidos para 17 faculdades de medicina do país, sem que ninguém questionasse. Quando houve excesso de cadáveres e o mercado encolheu, os corpos passaram a ser decompostos em ácido, no pátio da Colônia, na frente dos pacientes ainda vivos, para que as ossadas pudessem ser comercializadas. Dos homens e mulheres do hospício, encarcerados pelo Estado e oficialmente sob sua proteção, até os ossos se aproveitava.

Daniela Arbex salvou do esquecimento um capítulo que muitos gostariam que seguisse nas sombras, até o total apagamento, no qual parte dos protagonistas ainda está viva para refletir tanto sobre seus atos quanto sobre suas omissões. Entrevistou mais de 100 pessoas, muitas delas nunca tinham contado a sua história. Além de sobreviventes do holocausto manicomial, Daniela escutou o testemunho de funcionários e de médicos. Um deles, Ronaldo Simões Coelho, ligou para ela meses atrás: “Meu tempo de validade está acabando. Não quero morrer sem ler seu livro”. No final dos anos 70, o psiquiatra havia denunciado a Colônia e reivindicado sua extinção: “O que acontece na Colônia é a desumanidade, a crueldade planejada. No hospício, tira-se o caráter humano de uma pessoa, e ela deixa de ser gente. É permitido andar nu e comer bosta, mas é proibido o protesto, qualquer que seja a sua forma”. Perdeu o emprego.

Em 1979, o psiquiatra italiano Franco Basaglia, pioneiro da luta pelo fim dos manicômios, esteve no Brasil e conheceu a Colônia. Em seguida, chamou uma coletiva de imprensa, na qual afirmou: “Estive hoje num campo de concentração nazista. Em lugar nenhum do mundo, presenciei uma tragédia como essa”. Hoje, restam menos de 200 sobreviventes da Colônia. Parte deles deverá ficar internada até a morte: são aqueles que foram tão torturados por uma vida dentro do hospício que já não conseguem mais viver fora. Parte foi transferida para residências terapêuticas para reaprender a tomar posse de si mesma. Sônia Maria da Costa está entre os que conseguiram dar o passo para além do cárcere. Às vezes ela coloca dois vestidos para compensar a nudez de quase uma vida inteira.

Ao empreender uma investigação jornalística para escrever este livro, Daniela leva adiante pelo menos três trabalhos fundamentais de documentação contemporânea: as 300 fotos feitas pelo fotógrafo Luiz Alfredo, para a revista O Cruzeiro, a primeira a denunciar a Colônia, em 1961(duas fotografias deste acervo são publicadas nesta coluna); a reportagem transformada no livro Nos porões da loucura (Pasquim), do jornalista Hiram Firmino; e o documentário Em nome da razão, de Helvécio Ratton, filmado em 1979, que se tornou o símbolo da luta antimanicomial.

Ao ler Holocausto Brasileiro – vida, genocídio e 60 mil mortes no maior hospício do Brasil, é prioritário resistir à tentação de acreditar que essa história acabou. Não acabou. Ainda existem no Brasil instituições que mantêm situações semelhantes às da Colônia, como algumas reportagens têm denunciado – ainda que não de forma maciça como no passado muito, muito recente, e com nomes mais palatáveis do que “hospício” ou “manicômio”. As conquistas produzidas pela luta antimanicomial, que botou fim às situações mais bárbaras, estão hoje sob ameaça de retrocesso. É nesse momento que entramos nós, a sociedade.

Se não quisermos continuar sendo cúmplices da barbárie descrita por Daniela Arbex neste livro, é preciso refletir sobre o nosso papel. É bastante óbvio perceber que fábricas de loucura como a Colônia só persistiram por um século porque podiam contar com a cumplicidade da sociedade. Mesmo quando o holocausto foi denunciado na revista de maior sucesso da época, O Cruzeiro, no início dos anos 60, passaram-se décadas até que a realidade do hospício começou – muito lentamente – a mudar. E outras gerações foram aniquiladas entre seus muros. Como é possível? É possível porque a sociedade prefere que seus indesejados sejam tirados da frente de seus olhos. Não enxergar, para muitos, ainda é solução. E esta é uma das razões pelas quais a tese do encarceramento sempre encontra ampla ressonância – e tem sido largamente manipulada por políticos ao longo da história do Brasil, e inclusive hoje.

Tivesse a sociedade disposta a enxergar o que estava estampado na revista preferida das famílias brasileiras, em 1961, e muitas tragédias teriam sido impedidas. Como a de Débora Aparecida Soares. Ela foi um dos cerca de 30 bebês roubados de suas mães. As mulheres trancafiadas na Colônia conseguiam proteger sua gravidez passando fezes sobre a barriga, para não serem tocadas. Mas, logo depois do parto, os bebês eram tirados de seus braços e doados. Débora nasceu em 23 de agosto de 1984. Dez dias depois, foi adotada por uma funcionária do hospício. A cada aniversário, sua mãe, Sueli Aparecida Resende, epilética, perguntava a médicos e funcionários pela menina. E repetia: “Uma mãe nunca se esquece da filha”.

Em 2005, aos 21 anos, Débora nada sabia sobre a sua origem, mas não conseguia pertencer de fato à família de adoção. Tentou o suicídio. Como os comprimidos demoravam a fazer efeito, dirigiu-se à estrada de ferro, a mesma onde décadas antes havia passado o trem que levara sua mãe ao inferno. Foi salva por uma amiga, que a carregou para o hospital no qual mais uma coincidência seria descoberta tarde demais. Dois anos depois, Débora iniciou uma jornada em busca da mãe. O que alcançou foi a insanidade da engrenagem que mastigou suas vidas. Sua busca pela mãe é um dos momentos mais trágicos e reveladores do livro, ao unir passado, presente e futuro no corpo em movimento desta filha.

Há uma tendência no senso comum de considerar que categorias como “loucos” são determinadas, imutáveis, indiscutíveis e, principalmente, isentas dos humores do processo histórico. Não são. Cada sociedade cria seus proscritos – uma construção cultural que varia conforme o momento e as necessidades de quem detém o poder a cada época. Há um livro essencial sobre este tema: Os infames da história – pobres, escravos e deficientes no Brasil (Faperj/Lamparina). Na apresentação, a autora, a psicóloga Lilia Ferreira Lobo, que escreve sob a inspiração de Michel Foucault, faz uma descrição primorosa:

“Existências infames: sem notoriedade, obscuras como milhões de outras que desapareceram e desaparecerão no tempo sem deixar rastro – nenhuma nota de fama, nenhum feito de glória, nenhuma marca de nascimento, apenas o infortúnio de vidas cinzentas para a história e que se desvanecem nos registros porque ninguém as considera relevantes para serem trazidas à luz. Nunca tiveram importância nos acontecimentos históricos, nunca nenhuma transformação perpetrou-se por sua colaboração direta. Apenas algumas vidas em meio a uma multidão de outras, igualmente infelizes, sem nenhum valor. Porém, sua desventura, sua vilania, suas paixões, alvos ou não da violência instituída, sua obstinação e sua resistência encontraram em algum momento quem as vigiasse, quem as punisse, quem lhes ouvisse os gritos de horror, as canções de lamento ou as manifestações de alegria.”

Aqueles que foram encarcerados dentro da Colônia e de outros hospícios do Brasil, em algum momento perturbaram alguém ou a ordem instituída com a sua voz – ou apenas com a sua mera existência. Em vez de serem escutados no que tinham a dizer sobre a sociedade da qual faziam parte, foram arrancados dela e trancafiados para morrer – primeiro pelo apagamento simbólico, depois pela falência do corpo torturado. A pergunta que vale a pena fazer neste momento, diante da história documentada pelo Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex, é: quem são os proscritos de nossa época?

Vale a pena repetir que, na Colônia, sete em cada dez não tinham diagnóstico de doença mental. O diagnóstico, além de não representar nenhuma verdade absoluta sobre alguém, perde qualquer possível valor num lugar como o hospício descrito. Sua única utilidade seria como justificativa oficial para retirar pessoas incômodas do espaço público, aquelas cujo sofrimento não poderia existir, violando neste ato seus direitos mais básicos. Mas o fato de 70% dos internos não ter nem sequer um diagnóstico é um dado importante para perceber com que desenvoltura os manicômios serviram – e ainda servem – a um propósito não dito, mas largamente exercido pelo Estado: o de ampliar as categorias das pessoas que não devem ser escutadas, calando todos aqueles que dizem não apenas de si, mas de toda a sociedade.

Vivemos um momento histórico muito delicado,em que está sendo determinado quais são os novos infames da história – e qual deverá ser o seu destino. E também em que medida o Estado tem poder sobre os corpos. Me arrisco a dizer que, se ontem os proscritos eram os epiléticos, as prostitutas, os homossexuais, as meninas pobres e grávidas, as esposas insubmissas, hoje os proscritos que se desenham no horizonte histórico são os drogados – e especificamente os “craqueiros”. E o destino apresentado como solução tem sido, de novo, a internação. Inclusive a compulsória. A tarja de dependência química funciona como um silenciamento, já que não teriam nada a dizer nem sobre a sociedade em que vivem, nem sobre sua própria vida. São apenas um corpo sujeitado ao Estado para ser “curado”. E, para a maioria, nada melhor do que tirá-los da frente – às vezes literalmente.

É bom aprender com a história. Holocausto Brasileiro é um excelente começo para uma reflexão não apenas sobre o passado, mas sobre o presente. Como afirma Daniela Arbex: “O descaso diante da realidade nos transforma em prisioneiros dela. Ao ignorá-la, nos tornamos cúmplices dos crimes que se repetem diariamente diante de nossos olhos. Enquanto o silêncio acobertar a indiferença, a sociedade continuará avançando em direção ao passado de barbárie. É tempo de escrever uma nova história e de mudar o final”.

Campo de concentração: uma das 300 cenas do holocausto brasileiro, registradas pela primeira vez pelo fotógrafo Luiz Alfredo, para salvar a história do esquecimento (Foto: Luiz Alfredo/FUNDAC)(Foto: Luiz Alfredo/FUNDAC)

Por Eliane Brum às segundas-feiras na Revista Época

TODOS OS QUE FAZEM O BEM SERÃO REDIMIDOS, ATÉ OS ATEUS, DIZ PAPA FRANCISCO

Já entrou na minha lista de Teólogos com pensamento aproximado do meus! Entenda o que ele disse no artigo abaixo:

internacional-papa-francisco-20130314-04-size-598O sermão falou sobre o sacrifício de Cristo que alcançou a todos

O papa Francisco pregou na última quarta-feira (22) dizendo que todos aqueles que fazem o bem, incluindo ateus, serão redimidos por Jesus. O sermão enfatiza a importância de fazer o bem ao próximo, sendo este um grande princípio para toda a humanidade.
O pontífice disse aos presentes que não apenas os católicos serão redimidos e que acreditar que apenas os membros da Igreja Católica podem fazer o bem é um grande erro.

Usando um texto de Marcos, o líder da Igreja Católica disse que os discípulos de Jesus ficaram desapontados ao saberem que alguém fora de seu grupo estava praticando o bem. Jesus então teria os corrigidos, pedindo para que os discípulos não os proibissem de fazer o bem.

Em cima dessa passagem bíblica o papa disse: “O Senhor nos criou à Sua imagem e semelhança, e nós somos a imagem do Senhor, e Ele faz o bem e todos nós temos este mandamento no coração: Fazer o bem e não o mal a todos”.

“O Senhor redimiu todos nós, todos nós, com o Sangue de Cristo: todos nós, não apenas os católicos. Todo mundo! ‘Pai, os ateus?’ Mesmo os ateus. Todo mundo!”, disse ele.

Ao jornal The Huffington Post o padre James Martin comentou a pregação do papa dizendo que ele foi muito claro ao falar sobre o sacrifício de Cristo que alcança todas as pessoas.

“O papa Francisco diz, mais claro que nunca, que Cristo se ofereceu como um sacrifício por todos. Essa sempre foi uma crença cristã. Você pode ver Paulo dizendo isso na primeira carta a Timóteo, ao afirmar que Jesus deu-se a si mesmo como uma ‘redenção por todos’”, disse o padre.

“No entanto, raramente você ouve isso ser dito por católicos com tanta força, e com tão evidente alegria. E nessa época de controvérsias religiosas, é um lembrete oportuno que Deus não pode ser confinado a nossas estreitas categorias.”

Com informações de The Huffington Post.

PRESO POR ESTUPRAR A FILHA DIZ QUE SE ACHA ‘UM MONSTRO’

Vítima procurou a polícia após três anos de abuso.Em depoimento, homem disse que ‘não conseguia parar’.

Um homem de 38 anos foi preso pela Polícia Civil de São Roque suspeito de estuprar a própria filha, de 18 anos. A prisão aconteceu nesta quinta-feira (23), em Indaiatuba (SP).

Segundo a polícia, o comportamento criminoso do pai começou quando ela tinha 15 anos. “Ela contou que, no começo, era só molestada. Quando ela estava com 17 anos ele consumou o ato sexual, que praticou repetidas vezes, pelo menos uma vez por semana”, conta o investigador de polícia Márcio Henrique.

A rotina de abusos só terminou na terça-feira (21), quando ela foi até a delegacia de São Roque (SP) para denunciar o caso. A jovem disse que demorou para procurar a polícia porque tinha medo que o pai descobrisse e a castigasse. “Ela estava muito assustada quando chegou na delegacia. Mas, aos poucos, contou a história de terror que vivia em casa há tanto tempo”, diz Henrique.

Com medo de ser descoberta pelo pai, a jovem não voltou para casa. Desconfiado do sumiço da filha, o homem contou para a mulher o que acontecia e fugiu. “Em depoimento, ela confirmou que a filha já tinha reclamado várias vezes, mas só acreditou quando ouviu da boca do próprio marido”, afirma Henrique.

Após o mandado de prisão preventiva ser decretado pela Justiça, a polícia começou a fazer buscas pela região, mas o suspeito só foi encontrado em Indaiatuba, a cerca de 80 km de São Roque. Segundo a polícia, o suspeito, que se considera “um monstro”, confessou os crimes. “Ele chorou muito durante o depoimento, disse que sabia que o que fazia era errado, mas não conseguia parar. Ele falou que sabia que era ‘um monstro'”, conta Henrique.

A jovem passou por exame de corpo de delito e, após a divulgação do laudo, a Justiça vai indiciar o suspeito, que foi transferido para Pilar do Sul (SP) na manhã desta sexta-feira (24).

O investigador ressalta a importância das vítimas denunciarem crimes deste tipo. “É fundamental que a pessoa faça a denúncia. Antes as pessoas achavam que isto não resultava em nada, mas este conceito está mudando. A vítima pode até pedir para outra pessoa procurar a polícia ou ligar no 181, até carta a gente recebe”, explica o investigador.

Após a prisão do pai, a jovem voltou para casa, onde agora mora apenas com a mãe e os irmãos.

Delegacia de São Roque, Polícia Civil (Foto: Divulgação/São Roque Notícias)Jovem de 18 anos foi até a delegacia de São Roque para denunciar o pai (Foto: Divulgação/São Roque Notícias)
Por Geraldo Jr. Do G1 Sorocaba e Jundiaí

CEGA HÁ 20 ANOS, IDOSA TEM SÍNDROME QUE A FAZ VER ALUCINAÇÕES

Lillian Boyd estava cega há mais de 20 anos quando de repente começou a ver as coisas

A idosa sofre da síndrome de Charles Bonnet, uma condição causada por uma doença nos olhos e não problemas psiquiátricos Foto: BBCBrasil.com
A idosa sofre da síndrome de Charles Bonnet, uma condição causada por uma doença nos olhos e não problemas psiquiátricos

Foi uma surpresa quando, aparentemente, dois pequenos labradores pretos apareceram em sua casa no Condado de Durham, no nordeste da Inglaterra. A surpresa foi ainda maior quando ela começou a ver meninas com belos vestidos, e homens que ela não reconhecia.

 

Aos 86 anos, a primeira reação de Lillian Boyd foi o medo de falar sobre suas visões e as pessoas acharem que ela estava enlouquecendo. “Eu estava com medo de falar com o médico porque ele poderia achar que eu tenho demência, considerando a minha idade”, disse.

 

O que ela tem no entanto, é Síndrome de Charles Bonnet, uma condição causada por uma doença nos olhos e não problemas psiquiátricos. As alucinações não emitem sons e você não pode senti-las, mas elas podem ser, mesmo assim, bem convincentes.

 

“Você não consegue descrevê-la muito bem. É uma coisa horrível”, disse Lillian. “Eu vi cavalos, uma vaca, homens. E quando você tenta se levantar e andar, mesmo sabendo que é apenas a sua visão, você não consegue se mover, porque você acha que vai esbarrar nessas pessoas.”

 

“Elas parecem reais, mas quando você olha bem… eu simplesmente não sei. Eu não consigo definir o que eles são. Não é real, mas eles estão lá. Parecem de verdade.”

 

Ela disse que os “hóspedes” não convidados, muitas vezes, “ficam o dia todo” e não são bem-vindos.

 

‘Imagens bizarras’
A síndrome ocorre em pessoas cuja visão se deteriorou. Partes do cérebro associadas à visão começam a criar suas próprias imagens, tendo sido privadas de estímulo do nervo óptico.

 

Dominic Ffytche, professor do Instituto de Psiquiatria do King’s College London e um especialista na síndrome, disse que foram registrados mais de 200 mil casos da doença no Reino Unido.

 

No entanto, como as pessoas muitas vezes relutam em admitir ter alucinações, é impossível dizer exatamente quantas desenvolvem o mal.

 

Lillian Boyd demorou por volta de duas semanas para falar sobre o que estava acontecendo. Felizmente, seu médico já conhecia essa condição e foi capaz de tranquilizá-la explicando que as alucinações não eram um problema psiquiátrico.

 

“Ele mencionou Charles Bonnet e disse que já tinha feito uma pesquisa sobre ele porque seu pai teve essa síndrome”, disse Lillian.

 

Ffytche explicou que existem várias maneiras de distinguir a síndrome de alucinações causadas por problemas psiquiátricos. “As alucinações causadas por doenças oculares são bastante detalhadas, com estampas e pessoas usando trajes elaborados. São imagens muito bizarras.”

 

“As pessoas não confundem as imagens com a realidade e nao veem pessoas que elas reconhecem.”

 

Ele ressaltou que a pesquisa sobre a síndrome ainda estão em andamento. “O que ainda não sabemos é por que algumas pessoas nunca apresentam a síndrome”, disse Ffytche. “A última pesquisa sugere que a maneira como o cérebro está conectado – a forma como ele faz conexões – pode influenciar.”

 

“Pode ser que o seu cérebro se adapte melhor à perda da visão se você tiver alucinações.”

 

‘Alívio maravilhoso’

 

Não há cura para a síndrome, mas medicamentos usados para outras condições, como epilepsia, demência e esquizofrenia, têm tido resultado para algumas pessoas.

 

Ffytche acredita que hoje as pessoas têm muito mais consciência sobre a doença do que antes. “Antes ninguém conhecia a doença, e agora é o inverso”, disse Ffytche.

 

“Alucinações estão sendo diagnosticadas como doença ocular, e outras causas estão sendo ignoradas.”

 

Um estudo realizado pelo Ffytche e seus colegas descobriu que, em 20% dos casos, os portadores da síndrome acham as alucinações agradáveis e outros 30% acham as imagens desagradáveis. O restante, metade, tem uma opinião neutra sobre elas.

 

As alucinações que visitam Lillian Boyd há nove meses se encaixam no último grupo.

 

Ela disse estar mais confortável agora que sabe que suas visões não são sinais de demência, mas ela ainda as descreve como algo “perturbador”. Felizmente, ela teve um pouco de descanso recentemente.

 

“Eu não tenho nenhuma visão há dois dias, e eu agradeço a Deus por isso. É um alívio maravilhoso quando elas não estão lá”, disse.

FONTE: BBCBrasil.com

PSC RECORRE AO SUPREMO CONTRA DECISÃO DO CNJ SOBRE CASAMENTO GAY

 

O Partido Social Cristão (PSC) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) hoje (21) pedindo a suspensão de resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que obriga cartórios de todo o Brasil a celebrar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e converter a união estável homoafetiva em casamento. O partido alega que o conselho cometeu “abuso de poder” ao editar a norma, ultrapassando a discussão política sobre o tema.

De acordo com o PSC, a resolução não pode ter validade sem passar pelo processo legislativo, etapa em que a legenda poderá “exercer em plenitude as suas prerrogativas legais e constitucionais” e se manifestar “seguindo os princípios cristãos e estatutários que norteiam a vontade de seus filiados e de seus congressistas”.

“Nas atribuições do Conselho Nacional de Justiça, não constam as relativas ao processo legislativo, bem como o Conselho Nacional de Justiça não tem legitimidade para normatizar o tratamento legal das uniões estáveis constituídas por pessoas de mesmo sexo, sem a existência de legislação que defina tal situação, e assim agindo, o CNJ usurpa atribuições dos membros do Congresso Nacional, e do Partido Social Cristão (PSC), ora impetrante”, diz trecho do mandado de segurança.

Segundo o PSC, o conselho não pode se valer da analogia entre a situação de família prevista na Constituição e nas leis – que trata sobre homens e mulheres – para aplicar o mesmo em relação a pessoas do mesmo sexo. “A conclusão outra não poderá racionalmente chegar senão a de que no universo das entidades familiares só tem cabimento a união entre homem e mulher, ou seja, entre pessoas de diferentes sexos”, destaca o texto.

O PSC informa ser “totalmente contrário a união entre pessoas do mesmo sexo”, e diz que “sempre se posicionará neste sentido, no exercício de suas prerrogativas legais, junto ao Congresso Nacional” quando o assunto for discutido no Legislativo.

“Nosso entendimento é de que a decisão do CNJ foi desastrosa, inconveniente e inconstitucional. Gerou uma grande insatisfação não somente por parte de nossos filiados e parlamentares como também de parcela majoritária da sociedade brasileira”, disse o vice-presidente do PSC, Everaldo Pereira.

O relator do processo no STF é o ministro Luiz Fux.

Fonte: Agência Brasil 

AÇÕES DA FRENTE REGIONAL EM BAIRROS DE CAMPINAS COMEÇAM PELO CAMPO GRANDE

Cartaz - Debate Frente 24.5 CAMPO GDE

As ações em bairros de Campinas planejadas pela Frente Regional de Combate à Violência em Defesa dos Direitos das Mulheres terão início na região do Campo Grande. O Encontro na região está marcado para 24 de maio (sexta-feira), a partir das 20h, no Salão da Comunidade São Francisco (Rua Dante Erbolato, 370, Satélite Íris I). O objetivo é orientar as mulheres sobre seus direitos e os serviços disponíveis na região para atendimento de mulheres em situação de violência.

Também serão distribuídos materiais impressos com informações sobre a Frente e telefones  dos serviços disponíveis nas 19 cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC), como as Delegacias de Polícia de Defesa da Mulher (DDMs) e os setores de Promoção Social das Prefeituras. O Campo Grande é uma das regiões da cidade com maior incidência de estupros, situação que levou um grupo de moradores a fazer um protesto por Justiça, no início do ano passado.

Os próximos bairros a receber a Frente Regional serão o Jardim Carlos Lourenço (dia 28 de maio, 19h, na sede da Associação de Moradores do bairro); a região do Campo Belo (dia 4 de junho, 20h); e a região do Ouro Verde (dia 6 de junho, 20h). Os locais no Campo Belo e Ouro Verde serão informados assim que forem definidos pela Comissão de Organização da Frente, que tem se reunido quinzenalmente na Câmara Municipal de Campinas.

Sobre a Frente

A Frente Regional é composta por parlamentares (vereadores de Campinas Carlão do PT e Neusa do São João e a deputada estadual Ana Perugini), entidades da sociedade civil e movimentos sociais. O ato de lançamento, em Campinas, dia 12 de abril, contou com a presença de aproximadamente 250 pessoas, sendo que das 19 cidades da RMC, 13 foram representadas. O objetivo é unir forças para propor e cobrar melhorias nos serviços prestados às mulheres vítimas de violência na região e que promovam autonomia das mulheres.

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Com Frente Regional

12 FORMAS DE DESENVOLVER O SEU CÉREBRO

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Cuidar do cérebro é importante. Você pode desenvolvê-lo com 12 dicas fáceis de seguir. Aprenda a prevenir doenças e ser mais inteligente

É possível adicionar 10 anos de vida útil ao cérebro seguindo regras bem simples

 

 

Acredite ou não: você pode adicionar mais 10 anos à vida útil do seu cérebro só por prestar atenção nele. Não se pode tomar o cérebro por garantido, pois ele não se desenvolve sozinho. A cada dia, cientistas descobrem novas maneiras de treinar o nosso cérebro garantindo assim habilidades como inteligência e agilidade e prevenindo também as doenças mentais.

 

Confira abaixo 12 formas de ajudar o seu cérebro a se desenvolver:

 

1. Dançar
A arte de dançar envolve a habilidade de movimentar diferentes membros do seu corpo em sincronia. O seu cérebro é estimulado e você pode desenvolver a coordenação.

 

2. Academia
Pesquisadores da Universidade da Colômbia descobriram que pessoas que vão à academia de 3 a 4 vezes por semana produzem neurônios mais do que aqueles que não a frequentam.

 

3. Ovos
Sim, ovos. De acordo com o autor Larry McCleary, a melhor opção para o café da manhã são os ovos. Os ovos possuem vitamina B e antioxidantes ajudando o cérebro a queimar a glicose e proteger os neurônios, que também são acelerados pelo ômega-3. McCleary diz que os melhores alimentos para o cérebro são aqueles que apodreceriam sem energia.

 

4. Dividir as tarefas
Embora ser um multitarefas agilize os processos, o cérebro se desenvolve mais se as coisas são feitas separadamente. Reserve uma hora para cada atividade.

 

5. Hidratar a mente
Sucos de frutas e vegetais ajudam a desenvolver o seu cérebro e proporcionar uma vida mais saudável.

 

6. Rir
Até a pré-disposição para rir ajuda a treinar o cérebro. Rir é uma pedida para prevenir doenças mentais, cardíacas e diminuir os níveis de estresse do corpo.

 

7. Dormir
Pessoas que dormem pelo menos 7 horas por dia tem mais atividade cerebral do que as que não dormem, segundo um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos. O estudo comprova que o cérebro processa as informações recebidas durante o dia melhor enquanto você descansa.

 

8. Afaste-se dos aparelhos eletrônicos
Assistir televisão ou usar o computador não ajudam a desenvolver o cérebro. Pelo contrário. Atividades como essas não exigem muito esforço mental e tornam a nossa massa cinzenta preguiçosa.

 

9. Alecrim
Segundo um estudo publicado no Jornal de Neuroquímica, adicionar o alecrim às suas saladas ajuda a diminuir as chances de um derrame em até 40%, além de proteger você de doenças degenerativas como o Alzheimer.

 

10. Aprender outro idioma
Aprender outro idioma desenvolve áreas do seu cérebro responsáveis pela memória e pela atenção.

 

11. Cuide dos seus dentes
Pessoas com dentes e gengivas saudáveis tem um funcionamento cerebral melhor, segundo estudo realizado no Reino Unido com quase 6,500 adultos.

 

12. Chá verde
Segundo o Jornal Americano de Nutrição, o chá verde previne doenças mentais e ajuda o cérebro a funcionar melhor. É recomendado que se tome pelo menos 2 copos por dia.


O PODER DAS MULHERES

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As mulheres são os seres mais poderosos da Terra. Sexo frágil? Qual? Na realidade o que se deveria dizer é que sexo é o fraco dos homens, e o forte das mulheres. Como? Ora, desde sempre foi assim. A própria narrativa do Gênesis diz que a mulher foi quem persuadiu o homem a comer do fruto. Sim, a mulher tem poder para fazer o homem comer qualquer fruto.

De fato, tal poder de persuasão decorre dessa força frágil, que geme, que pede, que insinua, que paga com “alegrias”, que põe o homem no caminho do desejo de possuir, sem saber que ele é o possuído; isto quando a mulher é sábia.

Na minha maneira de ver não há nada de errado em possuir tal poder. Afinal, essa persuasão é uma dádiva divina. O problema é que na maioria das vezes esse poder é usado de modo burro e insensato. Sim, porque ao invés de se persuadir para o que bom, para o que concilia e promove a paz, e para tudo aquilo que possa ser sedução da sensatez, essa força é, muitas vezes, apenas usada para manipular e para negociar com o homem, e nos termos distorcidos dos machos.

Assim, esse maravilhoso poder passa a só ser percebido como sedução sexual, e quase nunca como poder para exercer a persuasão da sabedoria. Isto porque é minha convicção que toda mulher que decide usar esse poder para o bem, vem a tornar-se o ser mais desejável e bem-aventurado que pode existir na vida.

Infelizmente, no entanto, as invejas, as vaidades, as competições pequenas, e a mesquinharia, acabam por fazer com que tal poder acabe por ser quase sempre apenas sedução para a guerra ou para a manipulação que torna a mulher menos mulher, e mais parecida com o homem.

Na realidade as mulheres parecem ter perdido a ambição da persuasão da sabedoria. De fato, a mulher sábia está fora de moda, e as que ainda existem têm medo de se manifestar, visto que sensatez virou caretice para boa parte das mulheres.

Então, vê-se essa virtude e poder sendo usados para se ‘revolver’ no pior da vida, e não para propor e viver a vida que constrange pela sabedoria.

De fato me alegro imensamente quando encontro uma mulher que é mais confiante na sabedoria do que na sedução, e mais comprometida com o poder do bom senso do que com a capacidade de usar seu poder para coisas pequenas, embora consideradas intocáveis como espertezas femininas.

Todo fruto, mesmo que venenoso, sendo dado por uma mulher, tem o poder de se tornar irresistível. Mas a mulher precisa recuperar a percepção de que sua grande força é ser mulher que persuade para o bem.

Não é à toa que Paulo diz que a mulher é a glória do homem!

“Glória”, antes de ser nome de mulher, deve ser o estado saudável do ser feminino.

 Por CAIO FÁBIO

CONHEÇA ALGUMAS DAS NOVAS DOENÇAS DA ‘BÍBLIA DA PSIQUIATRIA’

Acumulação compulsiva de objetos ou episódios de descontrole comportamental em adolescentes são exemplos de sintomas de novos transtornos mentais.

depressão após apenas duas semanas (Foto: PA/BBC)

Diversas atitudes e sentimentos até agora considerados normais passarão a ser classificados como doença mental pela nova edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, ou DSM-5, na sigla em inglês), conhecido como a “Bíblia da psiquiatria”, que será lançada neste fim de semana pela Associação Americana de Psiquiatria (American Psychiatric Association, ou APA, na sigla em inglês).

Usados por médicos do mundo todo, inclusive do Brasil, o DSM traz uma lista de sintomas relacionado a cada doença e estabelece quantos são necessários para que um paciente seja diagnosticado com determinado transtorno mental.

Segundo críticos, a nova edição reduz o número de sintomas para o diagnóstico de alguns transtornos, além de ampliar o número de doenças, o que aumentaria os diagnósticos e, consequentemente, o uso de medicamentos e o mercado para a indústria farmacêutica.

Enquanto algumas alterações no manual – que está em sua quinta edição, a primeira desde 1994 – têm sido recebidas de maneira positiva, ou pelo menos indiferente, muitas vêm provocando críticas e discussões exaltadas.

Uma das mudanças mais polêmicas está relacionada ao diagnóstico de depressão. Na edição anterior do DSM, pacientes que estavam em luto eram excluídos do diagnóstico, mesmo que apresentassem os sintomas, a não ser que o comportamento persistisse por mais de dois meses. Agora, após duas semanas, mesmo em luto, o paciente poderá receber diagnóstico de depressão.

Outra alteração controversa diz respeito aos critérios para o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

O número de sintomas permanece o mesmo. São 18, divididos em dois grupos – falta de atenção e hiperatividade/impulsividade -, e é preciso apresentar pelo menos seis sintomas em um dos grupos para receber o diagnóstico. No entanto, a idade para o surgimento dos sintomas, que era de até sete anos, passou a ser de até 12.

No caso da Síndrome de Asperger, a crítica é pelo fato de a doença ter sido transformada em um subtipo de autismo, incluída em uma nova categoria chamada de Transtorno do Espectro Autista.

Ao longo de sua trajetória, o DSM já foi alvo de muitas polêmicas. Até a década de 1970, por exemplo, o manual classificava a homossexualidade como doença.

Veja abaixo algumas das novas doenças classificadas pelo DSM-5:

Compulsão alimentar
O Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica, no qual a pessoa devora quantidades excessivas de comida descontroladamente e em um período delimitado, de até duas horas, passará a ser considerado uma doença mental. Pessoas que registrarem esse tipo de comportamento pelo menos uma vez por semana durante três meses poderão ser diagnosticadas com a doença.

A compulsão alimentar já aparecia no apêndice da edição anterior do DSM, o que indicava a necessidade de pesquisas adicionais antes de definir o problema como uma doença. Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, após extensas pesquisas, os resultados sustentam “a validade e a utilidade clínica” de definir o transtorno como uma nova doença.

Distúrbio de Hoarding
A acumulação compulsiva – e a incapacidade de se desfazer – de objetos, inclusive lixo, conhecida como “hoarding” em inglês, era até agora considerada um sintoma do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

A nova edição do DSM define esse tipo de comportamento como uma doença separada, caracterizada pela “dificuldade persistente de se desfazer ou se separar de suas posses, independentemente de seu valor real”.

Provocar escoriação da pele
Esse transtorno, chamado de “skin-picking” em inglês, consiste em cutucar a pele constantemente, o que resulta em ferimentos. A nova doença foi incluída no capítulo sobre transtornos obsessivos-compulsivos e doenças relacionadas.

Transtorno Disfórico Pré-Menstrual
Considerado uma forma mais grave de TPM (Tensão Pré-Menstrual), o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual figurava no apêndice da edição anterior do DSM, indicando a necessidade de mais pesquisas sobre o tema. No DSM-5, é classificado como uma doença mental, com base em “sólidas evidências científicas”, segundo a Associação Americana de Psiquiatria.

Os sintomas da doença incluem tensão, alterações de humor, irritabilidade, ansiedade, raiva, tristeza, letargia, mudanças no apetite e insônia, entre outros, manifestados nas duas últimas semanas do ciclo menstrual, durante a maioria dos ciclos menstruais do último ano.

Transtorno disruptivo de desregulação do humor
Crianças ou adolescentes de até 18 anos de idade que apresentam ‘irritabilidade persistente e episódios frequentes de extremo descontrole comportamental’ em um período de pelo menos três vezes por semana, ao longo de um ano, poderão ser diagnosticadas com esta nova doença.

A Associação Americana de Psiquiatria diz que decidiu incluir o novo diagnóstico no DSM-5 em resposta aos temores sobre a possibilidade de um excesso de diagnósticos e tratamento de transtorno bipolar em crianças – é cada vez maior o número de crianças diagnosticadas com transtorno bipolar nos EUA.

A criação desse novo diagnóstico alternativo teria o objetivo de evitar esse número crescente de crianças sendo medicadas para transtorno bipolar, às vezes com base em um diagnóstico errado. No entanto, a decisão vem cercada de muita polêmica.

“Meu temor é que crianças normais com ataques de birra sejam diagnosticadas equivocadamente e recebam medicação inapropriada”, diz o psiquiatra Allen Frances, que comandou a força-tarefa responsável pela quarta edição do DSM.

Professor emérito da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, Frances é um dos maiores críticos do DSM-5. “O DSM-5 corre o risco de tornar uma situação que já é ruim muito pior”, escreveu Frances em seu blog no portal de notícias “The Huffington Post”.

Da BBC

VONTADE DE MORRER OU DE ACABAR COM ESSA VIDA RUIM?

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Muitas pessoas deprimidas me falam de sua vontade de morrer ! Eu fico assustada, mas sempre vou repetir essa pergunta :

“VOCÊ ESTÁ COM VONTADE DE MORRER MESMO, OU ESTÁ COM VONTADE DE ACABAR COM ESSA VIDA RUIM ?”

As pessoas que sofrem de depressão têm uma vida mais atrapalhada, arrastada, ou mesmo atrasada pelas condições que a depressão impõe. Muitas começam a sofrer logo cedo, na fase jovem adulto, e portanto, não sabem fazer escolhas profissionais, ou desistem do curso que estavam fazendo, desandam relacionamentos, engordam muito, abusam do álcool, etc.
É fato que a vida adulta já começa atrapalhada e atrasada! Isso acaba trazendo um pessimismo enorme, a falta de esperança e falta de desejo são comuns na doença. Além disso, sofrem de menos valia; e por isso, não correm atrás do que poderiam desejar. Realmente, a vida fica atrasada em comparação ao jovem que nada sofre e luta pelos seus desejos, vai trabalhar, estudar e correr atrás de um bom futuro. Para os jovens que não têm depressão, qualquer obstáculo pode ser vencido. Mas pra quem sofre a tal depressão, qualquer pequeno senão, vira obstáculo e a pessoa pára a vida! É impressionante, a capacidade laborativa fica imensamente prejudicada! E essas pessoas acabam se escondendo da vida nos chocolates, na bebida, nas compras compulsivas ou até nas drogas. Vida ruim mesmo!!!
Então se você atende algum deprimido, ou tem algum familiar deprimido ou é um desses, não desanime! Nossa missão é ajudar a todos entenderem que as medicações e um bom “empurrão psicoterápico”, podem fazer a diferença necessária para não se matar a vida , que pode doer , mas é maravilhosa…mas conseguimos, sim matar a VIDA RUIM que essa pessoa anda levando!

COMO?

Simples…assim…

Você pode ajudá-la a primeiro aceitar as medicações que são necessárias à sua melhora, mesmo que tenha que suportar os efeitos colaterais!
Segundo, ajude-a como um “personal coaching”, como amigo ou familiar; ou encaminhe para uma psicoterapia, onde o terapeuta vai guiando os passos devagarzinho para algum objetivo. Não precisa sair cobrando um trabalho definitivo, mas comece devagar…
-acordar mais cedo,
-uma caminhada pequena,
-um hobbie,
-uma gentileza que essa pessoa possa fazer para alguém próximo, já que está com tempo livre,
-um estudo,
-uma leitura,
– e aos poucos…vai colocando-a no mundo outra vez, fazendo-a interagir, se sentir útil, fazer alguém alegre e !!!!… O milagre acontece, ela VOLTA A SE SENTIR ÚTIL E FELIZ POR ESTAR VIVA!

QUE TAL AJUDAR ALGUÉM PRÓXIMO A VOCÊ A MATAR ESSA VIDA RUIM QUE ELA VEM LEVANDO?

Autora: SOFIA BAUER
Fonte: http://sofiabauerpsiquiatria.blogspot.com/

 

FIQUE ALERTA COM AS PRINCIPAIS CAUSAS DE DEPRESSÃO

Veja como evitar esse mal identificando predisposições à doença

A depressão não tem hora nem lugar para aparecer. Pode surgir em qualquer pessoa independente do sexo, idade, condição social ou econômica. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que até 2030 a depressão será a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, incluindo câncer e doenças cardíacas. 

Porém, apesar disso, já é sabido pela ciência que alguns fatores podem facilitar o aparecimento dessa patologia. Veja aqui os gatilhos mais comuns da depressão e saiba evita-los ou trata-los para fugir dessa doença.

Neurotransmissores alterados - Foto Getty Images

Neurotransmissores alterados 
Pessoas com taxas muito alteradas de determinados neurotransmissores, como serotonina e noradrenalina, tem mais chances de sofrer depressão. Segundo o psiquiatra do Hospital Santa Cruz Edson Hirata, isso acontece justamente por que a doença se desenvolve por conta da falta desses neurotransmissores, que são responsáveis pela comunicação entre os neurônios na área do cérebro responsável pelas emoções – o sistema límbico.

Quando uma pessoa nasce com esses neurotransmissores naturalmente baixos, o sistema límbico e sua percepção das emoções ficam comprometidos, podendo causar a depressão. “A queda destes neurotransmissores no sistema límbico é a base bioquímica da doença”, afirma o especialista.

Fatores genéticos - Foto Getty ImagesFatores genéticos 
“A genética tem forte influência no desenvolvimento da depressão”, conta o psiquiatra Edson Hirata. Estudos mostram que se um dos pais tem depressão o risco do filho sofrer dessa doença é três vezes maior. “Se ambos os pais tem depressão, o risco do filho desenvolver depressão é de 75%”, completa.

Isso acontece por conta de alguma alteração genética que torna a pessoa mais vulnerável a eventos estressantes, que causam uma queda dos níveis de serotonina. Ainda estão sendo desenvolvidas pesquisas para encontrar algum gene específico responsável pelo aparecimento da depressão.

depressão - Foto Getty ImagesMulheres sofrem mais 
As mulheres têm o dobro de chance de vir a desenvolver o distúrbio, isso por conta da instabilidade hormonal a que estão sujeitas. Além disso, as mulheres estão mais sujeitas à ocorrência de eventos estressantes, como o parto.

idosos - Foto Getty ImagesAtenção aos idosos 
É fato que a idade não é um fator determinante para o aparecimento da depressão, porém, estudos comprovam que a incidência da doença é maior entre a população idosa. De acordo com o psiquiatra Edson Hirata, “o fato de idosos terem mais doenças físicas, usarem mais medicamentos e frequentemente ficarem mais isolados socialmente aumenta o risco de depressão nesta faixa etária”.

Por isso, fique atento aos seus parentes com idade mais avançada, principalmente àqueles que moram sozinhos.

Câncer - Foto Getty ImagesDoenças crônicas 
Vivenciar um estresse constante, sofrer com dores, debilitação ou incapacitação física, medo de morrer e alterações no estilo de vida são alguns dos problemas que um portador de doença crônica sofre. Quem não ficaria depressivo com tantas complicações?

“Além disso, alguns medicamentos usados para doenças crônicas, como o câncer, podem favorecer surgimento de sintomas da depressão”, alerta o psiquiatra Edson Hirata.

Porém, se por um lado a doença crônica aumenta o risco de depressão, a depressão também aumenta o risco de doenças físicas. “Por exemplo, quem tem depressão corre o dobro do risco de desenvolver doença coronariana e infarto do miocárdio, em comparação com pessoas que nunca tiveram a doença”.

Vale lembrar que o risco de mortalidade em pacientes com câncer ou doença cardíaca aumenta muito se o paciente desenvolve depressão. Por isso existe uma série de iniciativas em hospitais para tornar a estadia do paciente o mais agradável possível.

Traumas - Foto Getty ImagesTraumas 
Situações traumatizantes como sequestros, abuso sexual e violência são pontos chave para o surgimento da depressão, principalmente em pessoas que tenham antecedentes familiares da doença.

“É importante apontar que pesquisas recentes mostraram que crianças vítimas de violência e abuso sexual têm risco aumentado de desenvolver depressão quando se tornam adultas”, diz o psiquiatra Edson Hirata. Porém, vale lembrar que esse tipo de evento pode acontecer em qualquer momento da vida. Por isso é importante o acompanhamento médico na fase pós-traumática, a fim de que ele oriente a vítima e evite o desenvolvimento dessa patologia.

estresse - Foto Getty ImagesEventos estressantes 
Qualquer tipo de evento estressante, seja bom ou ruim, pode desencadear depressão. Desde muita pressão no trabalho, até organizar um casamento, passando por problemas familiares, estresse com os estudos, divórcios e gravidez. Lembrando que nesses casos a incidência também é maior em pessoas que tenham parentes próximos com depressão.

remédios - Foto Getty ImagesMedicamentos e seus efeitos colaterais
“Inúmeros medicamentos podem levar a depressão” afirma o psiquiatra Edson Hirata. De acordo com ele, merecem destaque os medicamentos para emagrecer como anfepramona, fenproporex e os derivados de anfetamina.

Por isto o médico deve perguntar sobre histórico de depressão da família ou qualquer outro fator de risco antes de receitar um medicamento com esse tipo de efeito colateral.

álcool e outras drogas - Foto Getty ImagesAbuso de álcool e outras drogas 
O consumo de álcool e outras drogas como maconha ou cocaína são importantes gatilhos para depressão. De acordo com o psiquiatra Edson Hirata, essas drogas levam a uma sensação de euforia por conta descarga de neurotransmissores como dopamina, serotonina e noradrenalina. Após algumas horas, quando o efeito das drogas diminui, nosso organismo sofre uma queda brusca dessas substâncias, o que explica porque a pessoa sente uma profunda tristeza após o uso de drogas.

“Além disso, usar essas drogas piora o quadro depressivo e a resposta ao tratamento da depressão”, completa o psiquiatra.

POR CAROLINA GONÇALVES – Minha Vida. COM

PASTOR MARCOS PEREIRA É PRESO ACUSADO de ESTUPRO – 08/05/13

Foto-do-Pastor-MarcosReligioso ficou famoso por intermediar rebeliões em presídios e trabalho de recuperação de drogados

Agentes da Delegacia Especial de Combate às Drogas (DCOD) prenderam, às 22h da última terça-feira, o pastor evangélico Marcos Pereira, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias. Os policiais cumpriram dois mandados de prisão expedidos pela Justiça contra ele por estupro a duas fiéis da igreja. Pereira foi detido na Rodovia Presidente Dutra, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

De acordo com o titular da DCOD, delegado Márcio Mendonça, o pastor é investigado ainda em mais quatro denúncias de abusos sexuais. Todos os casos também envolvem fiéis da Assembléia de Deus. As suspeitas sobre Marcos  começaram há cerca de um ano, quando a delegacia especializada abriu inquérito para investigar o religioso por lavagem de dinheiro, associação para o tráfico de drogas e quatro homicídios.

Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia

Marcos Pereira deve ser transferido para o Complexo de Gericinó | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia

Uma das denunciantes de estupro, ainda segundo o delegado, é a ex-mulher do pastor. Outra contou à polícia que foi abusada dos 14 aos 22 anos. Os mandados de prisão preventiva foram decretados pelos juízes Richard Fairclough, da 1ª Vara Criminal de São João de Meriti, e Ana Helena Mota LIma, da 2ª Vara Criminal da mesma comarca.

Entre as mortes em que o pastor Marcos Pereira é investigado está a de uma mulher que teria descoberto sessões de orgia que seriam promovidas por ele em um apartamento na Avenida Atlântica, na orla de Copacabana, Zona Sul do Rio. O imóvel está em nome da igreja e avaliado em R$ 8 milhões. Segundo Márcio Mendonça, um irmão do pastor foi condenado por este crime.

Marcos Pereira está preso na sede da DCOD, no Andaraí, Zona Norte do Rio. Vários fiéis estiveram no local para prestar solidariedade ao pastor. Eles foram embora pouco antes de 1h. O religioso será transferido na manhã desta quarta-feira para o Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste. Segundo o delegado, ele não tem formação superior em Teologia e ficará preso em uma cela comum.

Famoso por intermediar rebeliões e salvar bandidos

Marcos Pereira ficou famoso por intermediar rebeliões em presídios e por converter, supostamente, traficantes para a igreja. Pereira também teve destaque no noticiário ao negociar a libertação de virtuais vítimas, que seriam assassinadas em tribunais do tráfico de drogas em morros e favelas do Rio.

O pastor chegou a trabalhar em parceria com a ONG AfroReggae, na recuperação de jovens envolvidos com o tráfico de drogas e traficantes que cumpriram penas. A parceria acabou depois de troca de acusações entre o pastor e o líder do grupo, José Júnior.

Segundo Júnior, Pereira teria envolvimento nos atentados cometidos por líderes do tráfico em 2006, com vários ônibus incendiados na cidade. Na ocasião, em 2012, José Júnior disse ainda que, se fosse morto, o culpado seria o pastor.

Ex-pagodeiro defende pastor

Um dos membros da Assembléia de Deus dos Últimos Dias que esteve na DCOD para levar apoio a Marcos Pereira foi o missionário Waguinho. Ex-integrante do grupo de pagode Os Morenos, ele disse que o coordenador do Afroregae tem inveja do trabalho feito pela ONG do pastor. Segundo ele, oito mil pessoas foram recuperadas do tráfico de drogas com o trabalho de Pereira.

“É uma denúncia (estupro) antiga que até hoje não se tem prova, uma investigação de anos. O pastor sempre se apresentou quando solicitado.. Ele realiza uma obra de recuperação de pessoas que o Brasil, o mundo conhecem”, defendeu Waguinho.

Candidato a prefeito de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, nas últimas eleições, Waguinho insinuou que a prisão de Marcos Pereira pode ter cunho político. “Todo mundo sabe o que está acontecendo. Estamos chegando em 2014”, disse, se referindo às eleições que serão realizado no ano que vem.

POR FLAVIO ARAÚJO do O Dia e vídeo do Jornal Hoje

PEDOFILIA: PATOLOGIA OU CONSTRUÇÃO DO SUJEITO?

brasil contra a pedofilia

Resumo: Até pouco tempo falar sobre pedofilia era assunto proibido em todos os seguimentos da sociedade. No entanto, este tabu está sendo quebrado, principalmente, quando ocorrem denúncias de casos de abuso sexual infantil. Isto tem mostrado que a sociedade está procurando ficar atenta a este problema. Com base em algumas literaturas psicanalíticas sobre a pedofilia, percebe-se, que este fenômeno recebe um foco central nas idéias de perversão, transferência, repetição e pulsão. Além disso, outros paradoxos sobre a pedofilia tais como sua origem, comportamento biopsicossocial, seu desdobramento na sociedade foram  questionados para que se possa ter uma compreensão acerca desse problema. Algumas contribuições da neurociência facilitaram os entendimentos dados a esta questão. No presente trabalho foram  discutidas as dificuldades de compreender a pedofilia pela sociedade, assim como, a influência da estrutura familiar na prevenção da construção do sujeito pedófilo.

 

Palavras-Chave: pedofilia, família, criança, sociedade, psicanálise.

Introdução

A pedofilia é uma doença que se manifesta no sujeito adulto e que, segundo a psiquiatria, pode ser explicada pelo medo que o sujeito tem de se relacionar sexualmente com outro adulto. Assim, o fenômeno surge a partir de uma construção patológica onde o sujeito já adulto sente e direciona seu impulso sexual para crianças na fase conhecida como pré-púrbere. (Brutti- 2008). Contudo, a pedofilia transita por entre as relações humanas e culturais desde o começo da civilização. Isto, de certa forma, pode evidenciar a multidimensionalidade e a complexidade que a doença alcançou, uma vez que existem manifestações divergentes da sociedade, que hora se coloca contra a pedofilia e ao mesmo tempo se apresenta como co-participante e permissiva quanto aos atos de abuso infantil. Portanto, mesmo sendo considerado um crime, a pedofilia se tornou um paradoxo social cujas origens não justificam sua alta incidência na sociedade atual.

Considerando a visão psicanalítica, Freud procurou em seu trabalho sobre perversão encontrar o sentido do sintoma, e  a relação desse sintoma na pedofilia. Para Freud, a significação do sintoma não era somente um sentido manifesto, havia algo mais profundo, ou seja, existiria uma história especial na formação do sujeito (Miller, 1998). Contudo, uma leitura que abrange somente o campo do sentido logo descobrirá algo que não existe, pois para o sujeito este sentido está no imaginário, onde ele se sente obrigado a executar o desejo pulsional. O criador da Psicanálise afirmava que seria através do estudo da interpretação do sonho infantil que o sintoma se revela em uma neurose traumática. Este estudo pode indicar a ambivalência e a ambiguidade da relação familiar e suas questões.

Lacan segue Freud ao dizer que o “amor é narcisista”, pois a sexualidade não se encontra no amor. Ou seja, o amor estará ligado ao imaginário do sujeito, e a sexualidade fica de fora dessa trama inconsciente. Para Lacan, as pulsões estão ligadas no próprio corpo, pois ela afeta, anima e satisfaz o gozo do corpo, mas apenas como objeto de desejo de outra pessoa e não dele mesmo.

Já o entendimento da psicopatologia sobre as causas da pedofilia, evoca aspectos neuroquímicos e neurofisiológicos, que seriam a base de todo o transtorno mental, uma vez que o circuito cerebral e os mecanismos neurais estariam alterados. Contudo, tais mecanismos jamais foram antes elucidados com a identificação de mediadores químicos cerebrais específicos ou problemas genéticos que explicassem o fenômeno.

O desejo sexual inibido é caracterizado pela inibição persistente de qualquer tipo de desejo de natureza sexual, de fantasias sexuais ou interesse por temas ou pela atividade sexual. A avaliação da inibição deve levar em conta os padrões, culturais, a faixa etária e a situação de vida da pessoa acometida (Dalgalarrondo, 2008, p 355).

Na perspectiva sociocultural, o entendimento sobre a problemática da pedofilia poderia mudar de vertente, pois o comportamento desviante poderia sofrer importante influência de fatores socioculturais, como por exemplo, pobreza, pré-conceito de raça, estresse, desmoralização sóciofamiliar, dentre outros. Tais sintomas deveriam então ser observados de forma a se conhecer os valores simbólicos culturais desse sujeito e compreender os seus significados para finalmente se elaborar um tratamento.  De maneira geral, os conteúdos apresentados pelo sujeito poderiam ser relacionados, de um modo ou de outro, às experiências vivenciadas com a luta pela sobrevivência, tais como, a morte, a família, a religião, a sexualidade, dentre outros aspectos. Assim, diante das informações e influências socioculturais sobre a construção do sujeito, é que seria possível observar os substratos que farão parte da constituição das experiências psicopatológicas do indivíduo pedófilo.

Atualmente, o índice de abuso sexual de adultos contra crianças envolve principalmente meninas, e os abusadores são em sua maioria indivíduos do sexo masculino. Ainda, há o pressuposto de que quando o abuso infantil envolve um menino, este irá reproduzir os mesmos atos de abuso com outras crianças na idade adulta (Ribeiro-2010).  Contudo, tal ideia arraigada no ambiente terapêutico não é claramente sustentada por uma única teoria aceita universalmente. Assim, uma visão individualmente psicanalítica, psicopatológica ou sóciocultural da pedofilia, não fornece possivelmente as explicações necessárias para resolução do problema. No presente estudo tal reflexão é discutida e contextualizada à luz do conhecimento atual sobre as causas e consequências da pedofilia em nossa sociedade.

Continua em “Aspectos da Pedofilia nas Sociedades Humanas”

Por Flavia Maria Pereira Marques

PARA QUE FAZER TERAPIA SE EU TENHO AMIGOS?

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Diferente do que muita gente pensa, a psicoterapia vai além do simples desabafo

Esta é uma pergunta que eu já ouvi muitas de vezes. Ela está baseada na crença (errônea) de que fazer terapia seria muito parecido com desabafar com um amigo. É claro, se fazer terapia é só isso, então não preciso mesmo pagar um terapeuta se meu amigo pode fazer isso de graça! Mas na realidade, a psicoterapia cumpre uma função diferente do simples desabafo.

Nossos amigos são a rede de sustentação que alivia as nossas quedas. São as pessoas especiais que escolhemos para participar das nossas vidas, e de cujas vidas escolhemos participar. A eles pedimos e damos conselhos quando não sabemos o que fazer. Pedimos e damos colo e ombro para chorar. Essas experiências são valiosíssimas por que fazem com que nossa dor seja validada. Quando alguém me escuta e me entende, eu me sinto humano, e não um extraterrestre.

O psicoterapeuta, é claro, também nos valida, nos dá colo, mas só em uma pequena porção do tempo. Isto porque o principal motivo que nos leva a fazer psicoterapia não é para reclamar e desabafar do que a vida e as pessoas fizeram conosco, e sim para entender – e mudar – o que nós fizemos conosco a partir do que a vida fez com a gente. Em outras palavras, para compreender quando e para que aprendemos, criamos e repetimos certos padrões de comportamento, e também para desenvolver formas alternativas de lidar com velhos problemas.

Quem nunca se fez uma dessas perguntas (ou outras parecidas): Por que sempre escolho o homem errado? Por que não consigo dizer não? Por que preciso sempre agradar os outros? Por que preciso sempre ter controle de tudo? Por que não consigo parar num emprego só? Por que tenho problemas com autoridades? Por que tenho tanta raiva e sou tão bravo? Por que, vira e mexe, eu me coloco como vítima das circunstâncias?

O objetivo da psicoterapia, então, e fazer com que nos responsabilizemos por nossa vida, nossas escolhas, nossas atitudes e comportamentos. Ombro e colo são necessários para os momentos de dor, mas a verdadeira mudança vem de abraçar a nossa própria causa e encontrar novas formas mais adequadas de enfrentar os desafios que a vida nos impõe.

Para essa jornada de autoconhecimento e reforma íntima, precisamos de uma ajuda profissional, de alguém que conheça métodos e técnicas que nos ajudem a encontrar o caminho para este objetivo. Alguém que nos ajude a responder a perguntas como as acima, e criarmos uma nova versão de nós mesmos.

Por Cecilia ZylberstajnPsicologia e psicodramatistafoto especialista

 

ALERTA AOS CRISTÃOS DO BRASIL

Assista ao vídeo e alerte-se com o que a Igreja Evangélica e a Igreja Católica deveria estar verdadeiramente se preocupando, ao invés de pensar somente em dinheiro, milagres, show gospel, discussões sobre doutrinas e teologia da prosperidade. Enquanto o povo fixa sua mente nessas coisas, os bons princípios e a educação das nossas crianças vão por água abaixo.

Dra. Damares Alves é Advogada, Mestre em Educação, Mestre em Direito Constitucional, Direito da Família, trabalha há 14 anos no Congresso Nacional como Assessora Jurídica da Frente Parlamentar da Família e Apoio à Vida e também é Pastora.

Retificando aos amigos que discordam dela, também discordo em algumas coisas que a Dra. disse, aliás, não concordo em 100% com ninguém, mas com ela concordei em grande parte e achei muito importante que meus amigos Cristãos vejam o vídeo e tirem suas conclusões.

CLIQUE AQUI para assistir o vídeo completo.


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ESTIMA-SE QUE ATÉ 15 MILHÕES DE BRASILEIROS SOFRAM DO MESMO TRANSTORNO DA ATRIZ CATHERINE ZETA-JONES, O TRANSTORNO BIPOLAR

THE LEGEND OF ZORRO

Transtorno bipolar pode levar a 50% das pessoas a tentarem o suicídio

Catherine está internada em clínica para tratar transtorno bipolarAFP

A atriz Catherine Zeta-Jones, de 43 anos, deu entrada em uma clínica nesta segunda-feira (29) para tratar o transtorno bipolar, de acordo com o site TMZ. A vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por Chicago decidiu se submeter a um tratamento de 30 dias para prevenir a piora de sua doença.

“É uma medida pró-ativa, de manutenção”, explicou uma testemunha anônima ao site. A atriz já passou uma temporada em uma clínica de saúde mental em 2011 devido ao transtorno bipolar tipo 2. De acordo com a Sociedade Brasileira de Psiquiatria, esta espécie é caracterizada pela alternância de depressão e episódios mais leves de euforia – hipomania.

Catherine Zeta-Zones é internada por causa de transtorno

Segundo o Instituto Nacional da Saúde dos Estados Unidos, essa doença se caracteriza por períodos alternos “de níveis elevados de energia e impulsividade, que não são tão extremos como a mania”, seguidos por “episódios de depressão”.

A doença

Transtorno bipolar é doença psiquiátrica em que a pessoa varia entre períodos de depressão e euforia. Só no Brasil, de acordo com a sociedade, estima-se que de dois a 15 milhões de pessoas sofram deste transtorno.

A mortalidade dos portadores de transtorno bipolar é elevada, e o suicídio é a causa mais frequente de morte, principalmente entre os jovens. Estima-se que até 50% dos portadores tentam o suicídio ao menos uma vez durante a vida e 15% efetivamente cometem.

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Também doenças clínicas como obesidade, diabetes, e problemas cardiovasculares são mais frequentes entre portadores de transtorno bipolar do que na população geral. Além disso, segundo a Sociedade Brasileira de Psiquiatria, a associação do transtorno bipolar com a dependência de álcool e drogas agrava o curso e o prognóstico da doença

O início dos sintomas na infância e na adolescência é cada vez mais descrito e, em função de peculiaridades na apresentação clínica, o diagnóstico é difícil. Não raramente as crianças recebem outros diagnósticos, o que retarda a instalação de um tratamento adequado. Isso tem consequências devastadoras, pois o comportamento suicida pode ocorrer em 25% dos adolescentes portadores.

Do R7, com AFP

DEBATE AVALIARÁ REDE DE SAÚDE MENTAL DE CAMPINAS

Debate na Câmara avalia rede de saúde mental do Município 

Por iniciativa do vereador pedro Tourinho (PT), a Câmara Municipal abriga nesta terça-feira (30/04) à tarde, um debate sobre a estrutura da rede de atendimento à saúde mental em Campinas. O debate – “Em Defesa da Rede de Atenção Psicossocial de Campinas” acontece às 14h, no Plenarinho da Câmara e pretende reunir especialistas de diversas áreas do conhecimento. O objetivo do encontro é traçar estratégias para a garantia de políticas de estruturação da rede no município.

Alérm de Pedro Tourinho, o debate terá as presenças da médica, professora do Departamento Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, Rosana Onocko Campos. Também estarão presentes a psicóloga, que atua no Departamento de Ações em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, Sandra Maria Fagundes; a médica da Universidade Federal da Bahia, Ana Maria Fernandes Pitta, a representante do Ministério da Saúde, Maria Fernanda de Silvio Nicácio. 

O debate contará ainda com as participações de Fernando Medeiros, presidente da Associação de Familiares, usuários e amigos da Saúde Mental de Campinas (AFLORE) e Aristeu Bertelli, membro do Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia – CRP São Paulo.

Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

ANGOLA PROÍBE OPERAÇÃO DE IGREJAS EVANGÉLICAS DO BRASIL

Angolanos estão de olhos abertos, sou a favor de que seja feito o mesmo no Brasil. Caso o governo brasileiro quisesse investigar a situação das igrejas por aqui, tanto teria que fechar e acabar com muitas denominações, quanto teria que prender uma dezena de líderes, digo uma dezena, para não dizer uma centena. Veja matéria da Folha UOL.

O governo de Angola baniu a maioria das igrejas evangélicas brasileiras do país.

Segundo o governo, elas praticam “propaganda enganosa” e “se aproveitam das fragilidades do povo angolano”, além de não terem reconhecimento do Estado.

Medida do governo angolano assegura ‘monopólio’ à Universal

“O que mais existe aqui em Angola são igrejas de origem brasileira, e isso é um problema, elas brincam com as fragilidades do povo angolano e fazem propaganda enganosa”, disse à Folha Rui Falcão, secretário do birô político do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e porta-voz do partido, que está no poder desde a independência de Angola, em 1975.

Cerca de 15% da população angolana é evangélica, fatia que tem crescido, segundo o governo.

Em 31 de dezembro do ano passado, morreram 16 pessoas por asfixia e esmagamento durante um culto da Igreja Universal do Reino de Deus em Luanda. O culto reuniu 150 mil pessoas, muito acima da lotação permitida no estádio da Cidadela.

O mote do culto era “O Dia do Fim”, e a igreja conclamava os fiéis a dar “um fim a todos os problemas que estão na sua vida: doença, miséria, desemprego, feitiçaria, inveja, problemas na família, separação, dívidas.”

O governo abriu uma investigação. Em fevereiro, a Universal e outras igrejas evangélicas brasileiras no país — Mundial do Poder de Deus, Mundial Renovada e Igreja Evangélica Pentecostal Nova Jerusalém– foram fechadas.

  Editoria de Arte/Folhapress  

No dia 31 de março deste ano, o governo levantou a interdição da Universal, única reconhecida pelo Estado.

Mas a igreja só pode funcionar com fiscalização dos ministérios do Interior, Cultura, Direitos Humanos e Procuradoria Geral da Justiça. As outras igrejas brasileiras continuam proibidas por “falta de reconhecimento oficial do Estado angolano”. Antes, elas funcionavam com autorização provisória.

As igrejas aguardam um reconhecimento para voltar a funcionar, mas muitas podem não recebê-lo. “Essas igrejas não obterão reconhecimento do Estado, principalmente as que são dissidências, e vão continuar impedidas de funcionar no país”, disse Falcão. “Elas são apenas um negócio.”

Segundo Falcão, a força das igrejas evangélicas brasileiras em Angola desperta preocupação. “Elas ficam a enganar as pessoas, é um negócio, isto está mais do que óbvio, ficam a vender milagres.”

Em relação à Universal, a principal preocupação é a segurança, disse Falcão.

Por PATRÍCIA CAMPOS MELLO da Folha UOL

MUTIRÃO CARCERÁRIO LIBERTA 141 PACIENTES COM TRANSTORNOS MENTAIS

PRESOO Mutirão Carcerário das Medidas de Segurança, realizado pelo Poder Judiciário do Paraná, entre os dias 11 e 15 de abril, analisou a situação de 412 pacientes judiciários -portadores de transtornos mentais -internados no Complexo Médico-Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba/PR.

O trabalho resultou na liberação de 141 pacientes, que foram avaliados como aptos ao convívio familiar e passarão a receber atendimento ambulatorial. Dos que foram liberados, 39 não contam com o apoio da família e tiveram de ser encaminhados ao Instituto Renascer, um abrigo da Secretaria de Saúde do Paraná, localizado no município de Santa Terezinha do Itaipu, a 600 quilômetros de Curitiba. Vale ressaltar que alguns dos cadeirantes não tinham cadeira própria e o PROVOPAR providenciou a doação de seis cadeiras de rodas para quem necessitasse (foram liberados 7 cadeirantes no período).

O mutirão foi coordenado pelo Juiz Eduardo Lino Bueno Fagundes Júnior, coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF) do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), com o apoio do Ministério Público e das secretarias estaduais de Saúde e Justiça.

De acordo com o magistrado, as 141 vagas abertas no Complexo Médico-Penal de Pinhais serão ocupadas por pacientes que realmente necessitam de internação, em função dos delitos que cometeram e da periculosidade que representam para a sociedade. O Juiz Eduardo Fagundes informou também que, ao contrário do que ocorre em algumas unidades da Federação, o mutirão não encontrou pacientes judiciários entre presos comuns, seja em delegacias de polícia ou presídios. “Oportuno registrar que no Estado do Paraná não há nenhuma pessoa submetida a medida de segurança de internação entre presos comuns, seja em Delegacia de Polícia ou Presídios, já que há vagas para inimputáveis no hospital de Custódia em Pinhais, no Complexo Médico-Penal”, acrescentou o magistrado.

Extraído de: Tribunal de Justiça do Paraná

PARLAMENTO FRANCÊS APROVA O CASAMENTO HOMOSSEXUAL

Segundo agência, França é 14º país a legalizar o casamento gay.
Assunto dividiu sociedade francesa, com protestos contra e a favor.

 

Os deputados franceses aprovaram nesta terça-feira (23) o casamento entre pessoas do mesmo sexo, que polarizou a sociedade deste país. A votação na Assembleia Nacional, onde os socialistas, no governo, possuem uma confortável maioria, converteu a França no 14º país a legalizar o casamento homossexual.

Legisladores na Câmara dos Deputados da Assembleia Nacional, onde os socialistas de Hollande contam com uma maioria absoluta, aprovaram a lei por 331 votos a favor e 225 contra.

‘Discurso homofóbico’
Nos últimos dias, várias agressões homofóbicas tiveram grande destaque na imprensa francesa.

Dois bares gays, um em Lille, no norte da França, e outro em Bordeaux, no sudoeste, foram atacados por grupos suspeitos de ligação com a extrema direita. Eles destruíram móveis e vitrines dos locais e agrediram clientes e funcionários.

Protestos
Nos últimos meses, o país foi marcado por protestos a favor e contra o casamento gay. Na segunda-feira, o presidente da Assembleia Nacional Francesa, Claude Bartolone, recebeu uma carta de ameaça que continha pólvora e advertia sobre as “consequências” de submeter a votação a legalização do casamento gay.

Vale este - mapa países que aprovaram o casamento gay (Foto: Arte/G1)
Manifestantes protestam contra casamento gay em Paris (Foto: Benoit Tessier/Reuters)França teve protestos a favor e contra o casamento gay (Foto: Benoit Tessier/Reuters)
FONTE: G1

O FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO E OS TRANSTORNOS MENTAIS

 

Filha de missionários da Assembleia de Deus, especialista ajuda há mais de 20 anos homens e mulheres a se recuperarem das doenças psicológicas não só causadas por crenças religiosas, mas também aquelas que acabam sendo realçadas pelo fundamentalismo religioso

Depois de 27 anos tentando viver uma vida perfeita, eu achei que tinha falhado… Eu tinha vergonha de mim durante todo o dia. Minha mente lutava contra ela mesma, sem alívio. Eu sempre acreditei em tudo que me foi ensinado, mas ainda assim pensava que não tinha a aprovação de Deus. Eu pensava que ia morrer no Armagedom. Durante anos, eu me machucava literalmente, cortava e queimava meus braços, para me punir antes que Deus o fizesse. Levei anos para me sentir curada.

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Livro contém 20 anos da experiência da autora

Esse relato é de um paciente de Marlene Winell (na foto abaixo), americana de San Francisco que se especializou em desenvolvimento humano e estudo da família. Ela é autora do Leaving the Fold: A Guide for Former Fundamentalists and Others Leaving their Religion — livro que, como diz seu título, é um guia sobre como se livrar das consequências de religião fundamentalista.

Winell cunhou o termo “Síndrome do Trauma Religioso”, STR (na sigla em português), para classificar os sintomas de pacientes que sofrem de transtornos mentais em decorrência da lavagem cerebral de religiões fundamentalistas.

Filha de missionários da Assembleia de Deus, Winel ajuda há mais de 20 anos homens e mulheres a se recuperarem das doenças psicológicas não só causadas por crenças religiosas, mas também aquelas que acabam sendo realçadas ou despertadas pelo fundamentalismo cristão.

Em entrevista à psicóloga Valerie Tarico, Winel disse que os sintomas do STR inclui, além da ansiedade, depressão, dificuldades cognitivas e degradação do relacionamento social. “Os ensinamentos e práticas religiosas, por vezes, causam danos graves na saúde mental.”

“No cristianismo fundamentalista, o indivíduo é considerado depravado e tem necessidade de salvação”, afirmou. “A mensagem central é ‘você é mau e merece morrer, porque o salário do pecado é a morte. […] Já tive pacientes que, quando eram crianças, se sentiam perturbados diante da imagem sanguinolenta de Jesus pagando pelos pecados deles.”

Síndrome do Trauma Religioso se manifesta em pessoas de todas as idades, mas principalmente naquelas cuja personalidade esteja em formação, as crianças.

“As pessoas doutrinadas pelo cristianismo fundamentalista desde criança podem ser aterrorizadas por memórias de imagens do inferno e do apocalipse”, disse. “Algumas sobreviventes desse período, as quais eu prefiro chamar de ‘recuperadas’, têm flashbacks, ataques de pânicos, ou pesadelos na vida adulta, mesmo quando se libertaram das pregações teológicas.”

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Livro de Marlene Winell trata da Síndrome do Trauma Religioso (Foto: Reprodução)

Um paciente relatou seus tormentos dessa fase de sua vida: “Eu acreditava que ia para o inferno por acreditar que estava fazendo algo de muito errado. Estava completamente fora de controle. Às vezes, eu acordava no meio da noite e começava a gritar, agitando os braços, tentando me livrar do que sentia. O medo e a ansiedade tomaram conta da minha vida.”

Winell afirmou que a recuperação de quem nasceu em uma família de fanáticos religiosos é mais difícil em relação àquele que adotou uma crença fundamentalista na vida adulta, porque não dispõe de parâmetro de comparação.

Ela disse que se livrar de uma religião é muito difícil em muitos casos porque isso significa pôr em risco um sistema de apoio composto por parentes e amigos, principalmente em relação às pessoas que nasceram em uma família de crentes fanáticos.

Uma paciente relatou o seu caso: “Eu perdi todos os meus amigos. Eu perdi meus laços estreitos com a família. Agora estou perdendo meu país. Eu perdi muito por causa desta religião maligna, e estou indignada e triste. . . Eu tentei duramente fazer novos amigos, mas falhei miseravelmente. Eu sou muito solitária.”

Outro paciente contou: “Minha vida estava fortemente arraigada e ancorada na religião, influenciando toda a minha visão do mundo. Meus primeiros passos fora do fundamentalismo foram assustadores, e eu tive pensamentos frequentes de suicídio. Agora isso está no passado, mas eu ainda não encontrei o meu lugar no universo”.

Winell disse que resolveu dar o nome de “Síndrome de Trauma Religioso” ao conjunto de sintomas e características da lavagem cerebral religiosa porque assim fica mais fácil estudar e diagnosticar as pessoas que sofrem desses males.

Ela argumentou que a nomenclatura “STR” fornece um nome e uma descrição para as pessoas afetadas pela religião, de modo que elas se sintam parte de um grupo e possam assim compartilhar suas experiências, reduzindo sua percepção de solidão e de culpa.

Por isso, Winell discorda de que a criação de termos como “recuperação de religião” e “Síndrome de Trauma Religiosa” sejam uma tentativa de ateus de patologizar as crenças religiosas. Até porque, disse, “a religião autoritária já é patológica”.

Com informação do site AlterNet e resenhas do livro.

9 TRANSTORNOS MENTAIS QUE VOCÊ PROVAVELMENTE NÃO CONHECIA

Dizem por aí que de gênio e louco todo mundo tem um pouco. A máxima pode estar certa – pelo menos quanto à segunda parte: um estudo conduzido pela Organização Mundial de Saúde indicou que pelo menos um terço da população mundial apresenta algum tipo de transtorno mental. O motivo pode ser o amplo leque de loucuras: desde 1952, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (ou DSM, como é conhecido na sigla em inglês, a bíblia dos psiquiatras e psicanalistas) aumentou de 106 para 365 o número de transtornos mentais. Cientistas revêem este número para repensar os critérios que classificam alguém como maluco – é um debate que ainda vai render muito, e deixa em aberto a definição de normalidade. Enquanto não se chega a uma conclusão, conheça 9 transtornos mentais com sintomas bizarros:

1. Síndrome de Cotard


Como um morto muito louco

Não é preciso presenciar um apocalipse zumbi ou assistir The Walking Dead para trombar com “mortos-vivos” por aí. Os afetados pela rara Síndrome de Cotard acreditam já terem passado dessa para uma melhor. O transtorno mental, também conhecido como Síndrome do Cadáver Ambulante, faz com que a pessoa acredite estar morta, em processo de decomposição ou que simplesmente não existe. A condição foi descrita pela primeira vez pelo neurologista Jules Cotard, em 1880.

2. Síndrome de Capgras


No ~bonde das impostora~

Você já sentiu que não conhece mais aquele velho amigo? Não viu nada. Quem sofre com a Síndrome de Capgras apresenta a crença ilusória de que algum conhecido próximo – como familiares, amigos ou cônjuges – foi substituído por um impostor idêntico. Acredita-se que este transtorno mental, primeiro identificado pelo psiquiatra francês Joseph Capgras em 1923, tenha a mesma origem do Delírio de Cotard. Ambos parecem resultar da desconexão entre as áreas do cérebro que reconhecem faces e regiões que associam emoções a esta identificação. O desligamento provoca o sentimento que a face avistada não pertence à pessoa correta.

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3. Megalomania / Narcisismo


Espelho, espelho meu

Alexandre, o Grande, era provavelmente um pouco menor do que imaginava. Acredita-se que após expandir os territórios de seu reino – o que depois lhe rendeu o título de um dos maiores conquistadores de todos os tempos -, o poder começou a lhe subir à cabeça. O rei da Macedônia passou a apresentar sinais de megalomania, transtorno caracterizado por ilusões de enorme poder, relevância, onipotência e autoestima exagerada. Hoje “megalomania” não se encontra no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – o termo é considerado um sinônimo “informal” para o Transtorno de Personalidade Narcisista. Quem sofre deste transtorno catalogado apresenta preocupação obsessiva com a maneira como os outros o veem e com aspectos que influenciam sua imagem, como poder, prestígio e aparência.

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4. Cleptomania


Winona forever

A atriz Winona Ryder entrou para os trending topics das mesas de bar e sites de fofoca quando foi presa depois de roubar mais de 5 mil dólares em roupas em 2001. Na época, muito se falou da tal cleptomania – transtorno caracterizado pela incapacidade de resistir ao impulso de roubar objetos. Não foi só uma desculpa inventada para justificar a atitude da atriz: cleptomaníacos sentem prazer em levar sem pagar itens que não tem valor monetário, ou que não vão servir para uso pessoal. Apesar do barato imediato, depois vem a ressaca moral: a pessoa geralmente se sente culpada e deprimida a respeito do roubo.

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5. Hipocondria

Esse inchaço, o que será? O coração está batendo normalmente? E essa tosse? Você com certeza conhece alguém que tem mania de doença. A hipocondria é caracterizada pelo medo crônico de ter alguma doença séria – um temor geralmente causado pela má interpretação de funções normais do corpo.  A insegurança e preocupação desmedida com a saúde são intensas – e aí, já viu, tudo vira um sintoma de uma doença terminal. Para os hipocondríacos não adianta nem mesmo ouvir de um médico ou fazer exames que comprovem que está tudo bem – a expectativa pelo pior permanece.

6. Síndrome de Munchausen

Enquanto os hipocondríacos veem doença onde não tem, quem sofre da Síndrome de Munchausen cria doenças que não existem. Para despertar empatia e receber tratamento e cuidados médicos, quem sofre deste transtorno simula ou causa sintomas. Em uma variação do transtorno, mais rara, o alvo é um terceiro – o agressor induz ou simula uma enfermidade na vítima e, em seguida, apresenta o doente para o atendimento médico, negando qualquer conhecimento sobre o problema real.

7. Mutismo seletivo

A principal característica desta condição é a inabilidade de conversar em situações sociais específicas – o ambiente escolar, apresentações em público ou até mesmo o simples fato de estar na frente de garotas, por exemplo. Este é o caso do desajustado Rajesh Koothrappali. O personagem do seriado The Big Bang Theory sabe bem o que é sofrer de mutismo seletivo: apesar de se comunicar normalmente, o transtorno impede que o cientista indiano converse com mulheres que não fazem parte de sua família – e só consegue controlar a ansiedade depois de uns ~bons drink~. Apesar de ainda não haver consenso quanto às causas do transtorno, há estudos que indicam que relações conflituosas entre filhos e pais pode desencadear a situação ainda na infância.

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8. Tricotilomania

Estar arrancando os cabelos da cabeça não é só uma expressão para quem enfrenta a tricotilomania. O transtorno faz com que arrancar fios se torne uma compulsão, o que acaba levando à perda significativa de cabelo. Enquanto para os tricotilomaníacos puxar o cabelo é algo prazeroso, resistir ao hábito pode provocar grande tensão. Além de poder estar associado à tricofagia (ingestão de fios de cabelo), quem sofre do transtorno também pode apresentar quadros de ansiedade, mudanças de humor e transtornos obsessivos-compulsivos (TOC).

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9. Piromania


“Sou eu, bola de fogo”

Piromania, que deriva do grego pyr, fogo, define bem o distúrbio de controle do impulso:quem sofre deste transtorno não consegue conter a vontade de provocar incêndios. Os piromaníacos sentem fascínio pelas chamas e atear fogo ou testemunhar suas consequências é motivo de prazer, gratificação e alívio. A análise de casos clínicos indica que quem sofre com o transtorno comumente tem histórico de dependência alcoólica ou abusos.

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Fontes: Pychology OneAmerican Psychiatric Association

Por Jessica Soares da Super Interessante

NEGAÇÃO DO PARAÍSO

O reinado de terror conduzido por Stálin e que vitimou mais de 64 milhões de pessoas, prescindia da sutileza de exigir um laudo configurando um opositor como doente mental. O NKVD, conduzido por figuras sinistras, sádicas, pervertidas e completamente desvinculadas, fascínoras em quinto grau como eram Yagoda, Yezhov, Beria, Abakúmov, pura e simplesmente seguiam as ordens de prender e matar emitidas por Stálin e nada mais. Tentando se afastar de Stálin e livrar a própria cara, já que estava com os dois braços tintos de sangue, Nikita Kruschev, o sucessor do tirano da Geórgia, no rastro da política de desestalinização, libertou presos de consciência reclusos em hospitais psiquiátricos, mas em compensação passou a utilizar a psiquiatria como elemento de coação e clausura contra dissidentes políticos e outras pessoas non gratas ao regime.

O Dr. Walmor J. Piccinini, Professor da FUMM – Fundação Universitária Mário Martins, de Porto Alegre, pesquisador da história da psiquiatria brasileira e talvez o maior historiador da especialidade no Brasil, publicou um artigo na edição número 8, de agosto de 2007, da revista eletrônica “Psychiatry On Line Brazil” (www.polbr.med.br), intitulado “Abusos da prática psiquiátrica na URSS e o VI Congresso Mundial de Psiquiatria em Honolulu”, onde revela que na era de Kruchev houve uma espécie de degelo com a repressão do NKVD/KGB perdendo seu caráter massivo e tornando-se mais sofisticada e seletiva. “Em 1964 iniciou-se a era Breznev e o stalinismo ressurgiu com força; o KGB tornou-se mais “científico” e aprimorou os processos de vigilância e repressão, dirigindo-a para erupções de dissidência, mantendo a sociedade prisioneira do medo”.

Citando o ensaísta português João Tunes, Piccinini diz: “Os métodos repressivos mais vulgarizados passaram a ser os exílios internos – deportação para vilas e aldeias do interior, onde o dissidente passava a viver fora do seu relacionamento social – e a sua entrega aos psiquiatras do partido, onde eram diagnosticadas patologias de dissonância social que levavam à internação compulsória em manicômios, enquanto perdurassem as “doenças mentais” de “comportamento em disfunção social” como negar que a URSS era o paraíso na terra ou trair a pátria ao relacionar-se com estrangeiros. Segundo o conceito da normal sanidade mental do “homem novo soviético”, só um louco poderia discordar daquela abolição da exploração do homem pelo homem e valorizar as virtudes do Ocidente, incluindo as democráticas. E era assim que muitos presos políticos na URSS, até à “perestroika” em meados dos anos 80, eram condenados, em julgamentos sumários, a “reclusão em unidades de tratamento psiquiátrico até confirmação da sua recuperação social”.

Por José Antonio Mariano,  psicanalista e jornalista especializado em saúde mental psimariano@gmail.com