PH ALCALINO E A BOA SAÚDE

tabela alcalina

A verdade é que os alimentos e bebidas que você consome fazem com que seu sangue se torne mais alcalino ou mais ácido.

 

O pH do sangue é estreitamente regulado por um complexo sistema de amortecedores (buffers) que estão continuamente trabalhando para manter um PH na  faixa de 7,35 à 7,45, o que é ligeiramente mais alcalino do que a água pura (em torno de 7,0).

 

Se o pH do sangue cai abaixo de 7,35, o resultado é uma condição chamada ‘acidose’, um estado que leva à depressão do sistema nervoso central. Acidose grave – em que o pH do sangue cai abaixo de 7,00 – pode levar ao coma e até morte.

 

Se o pH do sangue sobe acima de 7,45, o resultado é ‘alcalose’. Alcalose severa também pode levar à morte, mas através de um mecanismo diferente; alcalose faz com que todos os nervos em seu corpo se tornem hipersensíveis e super-excitáveis, muitas vezes resultando em espasmos musculares, nervosismo e convulsões; são geralmente as convulsões que causam a morte em casos graves.

 

Se você está respirando e mantendo suas atividades diárias, seu corpo está fazendo um trabalho adequado para manter o seu pH do sangue em algum lugar entre 7,35-7,45, e os alimentos que você está comendo não estão causando eventuais desvios brutos em seu pH. Então, o que ocorre quando a pessoa fica muito ácida? Pode causar osteoporose, pedras nos rins, e uma série de outros problemas de saúde indesejáveis.

As respostas a essas perguntas sobre a saúde humana podem ser compreendidas quando analisamos os princípios básicos da fisiologia humana. Então, vamos dar uma olhada nos princípios fundamentais do pH e como seu corpo regula o equilíbrio ácido-alcalino de seus fluidos momento à momento.

O pH é uma medida para saber se um líquido está ácido ou alcalino. No que diz respeito à sua saúde, os líquidos envolvidos são os seus fluidos corporais, que podem ser classificados em dois grupos principais:

 

  1. Fluido intracelular, que é o fluido encontrado em todas as suas células. O fluido intracelular é muitas vezes chamado de citosol, e geralmente é cerca de dois terços da quantidade total de fluidos em seu corpo.
  2. Líquido extracelular, que é o fluido encontrado fora de suas células. Os fluidos extracelulares são ainda classificadas em dois grupos:

 

  • O plasma:  – que é o fluido que compõe o seu sangue.
  • O fluido intersticial:  – que ocupa todos os espaços que rodeiam seus tecidos. O fluido intersticial inclui os fluidos encontrados nos seus olhos, no sistema linfático, juntas, sistema nervoso, e entre as membranas protetoras que rodeiam o seu sistema cardiovascular, respiratório e cavidades abdominais.

 

Seu sangue (plasma) precisa manter um pH de 7,35 a 7,45 para as células funcionarem corretamente. A razão mais importante sobre porque o seu corpo precisa manter este PH é que todas as proteínas que funcionam em seu corpo necessitam manter uma forma geométrica específica para funcionar adequadamente, e as formas tridimensionais das proteínas no seu corpo são afetadas pelas alterações ínfimas do pH nos seus fluidos corporais. A escala de pH varia de 0 à 14. Um líquido que tem um pH de 7 é considerado como sendo neutro (água pura é geralmente considerada como pH neutro). Fluidos que possuem um pH abaixo de 7 – como por exemplo sumo de limão e café – são considerados como sendo acídicos. E fluidos que têm um pH superior a 7 – como o sangue humano e o leite de magnésia – são considerados alcalinos.

É importante notar que na escala de pH, cada número representa uma diferença de dez vezes em grandeza à partir de números adjacentes; em outras palavras, um líquido que tem um pH de 6 é dez vezes mais ácido do que um líquido que tem um pH de 7 (água pura), e um líquido com um pH de 5 é cem vezes mais ácido do que a água pura (de 7). A maioria dos refrigerantes tem um pH de cerca de 3, tornando-os cerca de dez mil vezes mais ácidos do que a água pura (PH 7). Por favor, lembre-se disso da próxima vez que você pensar em beber uma lata de refrigerante.Quando ingerir alimentos e líquidos, os produtos finais de digestão e assimilação de nutrientes muitas vezes resultam em uma substância de efeito ácidificante ou de efeito alcalinizante – os produtos finais são, por vezes, chamados de cinza ácida ou cinza alcalina.

Além disso, como as células produzem energia em uma base contínua, uma série de diferentes ácidos são formados e liberados em seus fluidos corporais. Estes ácidos – gerados por suas atividades metabólicas diárias – são inevitáveis. Contanto que seu corpo tenha bons nutrientes para assim gerar energia e sobreviver, ele irá produzir um fornecimento contínuo de muitos tipos de ácidos. Portanto, há duas forças principais no trabalho diário que podem interromper o pH dos seus fluidos corporais –

estas forças são:

1) A ácidez ou efeitos de alcalinidade dos alimentos e líquidos que você ingere, e

2) A ácidez ou efeitos de alcalinidade geradas através de suas atividades metabólicas normais.

Felizmente, o seu corpo tem três principais mecanismos de trabalho em todos os momentos para evitar que essas forças de deslocamento do pH do sangue fiquem fora do intervalo ideal de 7,35-7,45.

Estes mecanismos são:

1. Os sistemas tampão.    

O sistema tampão ácido carbônico-bicarbonato

O sistema tampão Proteína

O sistema tampão Fosfato

2. Exalação de dióxido de carbono

3. Eliminação de íons hidrogênio através dos Rins.

Os mecanismos citados acima são de caráter especificamente bioquímicos e não vamos nos prolongar com detalhes mais técnicos. Mas, para este artigo, queremos salientar que estes sistemas existem para evitar que certos fatores ‘empurrem’ o pH do sangue para fora do intervalo ideal entre 7,35 à 7,45. Quando as pessoas o incentivam a “alcalinizar seu sangue”, a principal mensagem deles sugere que você coma em abundância os alimentos que têm um efeito alcalinizante em seu sistema. A razão para fazer essa sugestão é que a grande maioria dos alimentos altamente processados – como produtos de farinha branca, açúcar branco e leite Pasteurizado – têm um efeito de formação de ácido em seu corpo, e se você passar anos comendo uma dieta pobre e principalmente formadora de ácido, você vai sobrecarregar alguns dos sistemas tampão acima mencionadas até um ponto onde você poderá forçar o organismo à criar mudanças indesejáveis na sua saúde. Tomemos por exemplo, o sistema tampão fosfato  que utiliza diferentes íons fosfato em seu corpo para neutralizar os ácidos e bases fortes. Cerca de 85% dos ions de fosfato, que são usados no sistema de tampão de fosfato vêm à partir de sais de fosfato de cálcio, que são componentes estruturais de seus ossos e dentes. Se os seus fluidos corporais são regularmente expostos a grandes quantidades de alimentos e líquidos formadoras de ácido, seu corpo vai recorrer às suas reservas de fosfato de cálcio armazenadas em seus dentes e ossos para realizar seu sistema tampão fosfato e desta forma neutralizar os efeitos da formação destes ácidos. Com o tempo, isso pode levar à fraqueza estrutural em seus ossos e dentes. Se suas reservas de fosfato de cálcio estiverem em uma taxa elevada, isto pode aumentar a quantidade de cálcio que será eliminado através de seu sistema urinário, razão pela qual uma dieta predominantemente de formação de ácido pode aumentar o risco de desenvolver pedras nos rins. Este é apenas um exemplo de como os seus sistemas de amortecimento podem ser sobrecarregados até um ponto onde você sofrerá consequências negativas para a saúde. Uma vez que seus sistemas de amortecimento trabalham o tempo todo para neutralizar os ácidos que se formam a partir de atividades metabólicas diárias, é de seu grande interesse seguir uma dieta que não crie trabalho desnecessário para os seus sistemas de tamponamento.

Alimentos comuns formadores de ácido e formadores de alcalinidade:

De um modo geral, a maioria dos legumes e frutas têm um efeito alcalinizante em seus fluidos corporais. A maioria dos grãos, alimentos de origem animal e alimentos altamente processados têm um efeito de formação de ácido em seus fluidos corporais. Sua saúde estará sempre melhor servida por uma boa dieta de alimentos formadores de alcalinidade e ricos em nutrientes. Idealmente, você deveria comer mais alimentos alcalinizantes do que alimentos formadores de ácidos para ajudar no equilíbrio de seu fluído de sangue que possue um PH alcalino.  As listas a seguir indicam os alimentos comuns que têm um efeito alcalinizante, e quais os que resultam na formação de cinza ácida quando eles são digeridos e assimilados em seu sistema.

Os alimentos que têm um Efeito-Formador Alcalinizante são: melancia, limão, melões, salsão, limas, manga, mamão, salsinha, algas marinhas, uvas sem sementes, agrião, aspargos, kiwi, peras, abacaxi, uva passa, sucos vegetais, maçãs, damascos, brotos de alfafa, abacates, bananas, alho, gengibre, pêssegos, nectarinas, laranjas, a maioria das verduras, ervilhas, alface, brócolis, couve-flor.

Alimentos que têm um efeito formador de ácido são: álcool, refrigerantes, tabaco, café, açúcar branco, sal refinado, adoçantes artificiais, leite pasteurizado, antibióticos (e a maioria dos medicamentos), produtos de farinha branca (incluindo massas), frutos do mar, vinagre branco, cevada, frituras, a maioria das caixas de cereais em flocos, queijo duro,   a  maioria dos grãos, carnes, a maioria dos tipos de pães. Esta não é uma lista abrangente mas serve para você ter uma idéia para se orientar sobre a forma como vem se alimentando. Se você está comendo principalmente grãos, produtos que contém farinha, alimentos de origem animal, e tomar muito café, refrigerante, leite, você  certamente vem promovendo  seu sangue como ácido. Portanto deve rapidamente mudar seus padrões e incluir mais alimentos e bebidas alcalinas como frutas e legumes frescos. Seu corpo está projetado para manter o pH dos seus fluidos corporais em uma escala apertada, ligeiramente alcalina, por isso não sobrecarregue sua alimentação com alimentos processados, frituras, produtos industrializados para não perder outros minerais e nutrientes de sua reserva metabólica por causa da acidez que tais alimentos irão formar em seu organismo. Sangue ácido significa ” sangue grosso ” , significa fluido” lento ” e desta forma sua função eficaz em transportar nutrientes para todas as partes do nosso corpo ficará reduzida. Sangue espesso é “anfitrião” para uma miríade de micro-organismos nocivos como bactérias, vírus , parasitas , leveduras , etc. Ao longo do tempo, ele começa a entupir os órgãos de purificação e causar outros problemas. Alguns dos problemas de saúde mais conhecidos que estão relacionados a essa condição são: insônia , obesidade , diabetes, ovários policísticos, doença cardiovasculares, problemas na tireóide, pressão arterial elevada e tipos variados de câncer.

Portanto controle sua alimentação e ajude a sua saúde optando por uma dieta mais alcalina.

Fonte: https://ramashakti.com/ph-alcalino-e-a-boa-saude/

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Wave – Tom Jobim

Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho
 
O resto é mar
É tudo que não sei contar
São coisas lindas que eu tenho pra te dar
Vem de mansinho à brisa e me diz
É impossível ser feliz sozinho
 
Da primeira vez era a cidade
Da segunda, o cais e a eternidade
 
Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver
 
Da primeira vez era a cidade
Da segunda, o cais e a eternidade
 
Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver
 
Vou te contar

6 FRASES QUE VOCÊ NÃO DEVE DIZER AOS SEUS FILHOS

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Ter filhos exige um comprometimento e uma paciência por parte dos pais, isso todos sabemos, mas nem sempre lembramos quando diante de momentos difíceis. Palavras, atitudes podem ficar marcados para sempre na mente dos filhos e interferir em suas vidas, como também em seus comportamentos.

Por isso, todo cuidado quando conversar com seu filho.

Certas frases negativas podem causar um grande impacto na vida do seu filho. Por menos valor que elas tenham acredite, elas podem deixar os filhos mais agressivos, com baixa autoestima e ainda revoltados. A seguir algumas frases que não deveriam ser ditas para as crianças.


“Eu preferia que você não tivesse nascido”

Sim, por mais agressiva que seja esta frase, acreditem,  muitos pais já a falaram para seus filhos. Falar para um filho que ele não deveria ter nascido é como dizer que a vida dele não tem importância para ninguém. A rejeição, o sentimento de abandono, tristeza profunda estão carregados nesta frase. Por isso, em momentos de raiva jamais diga uma frase tão ofensiva e drástica assim.


“Você só incomoda”

É uma frase bem comum de escutar os pais falarem. Esta frase tem um impacto, pois acaba mostrando para a criança que ela esta ‘atrapalhando’ a vida de seus pais, e isso pode fazer muito mal a ela.


“Você só come, é gordo e feio”

Esta frase, quase não precisa de comentários, pois é uma frase que causa muita humilhação e baixa autoestima. Mesmo que a criança esteja gorda, não é afirmando que ela é gorda que os problemas vão ser resolvidos. Esse tipo de afirmação, com certeza, deixará marcas que a conduzirão no futuro, sem que ela saiba o porque de ter atitudes negativas para ela mesma.


“Fizemos tudo por você e você nem reconhece”

As crianças em certas fases não são capazes de compreender a relação de trabalho, dinheiro, compromisso, e na verdade nem deveriam, pois tem idade para tudo e criança deve ter o direito de ser criança apenas. Desta forma, fica mais difícil elas compreenderem essa frase e assim acaba lhes soando de forma negativa, fazendo com que a criança se feche totalmente para seus pais, sentindo-se um estorvo.


“Não chore por nada”

Precisamos parar de esconder a tristeza. Sim. Assim como a alegria a tristeza também faz parte da vida. Claro, é preciso saber diferenciar, mas quando a criança estiver triste, não fuga ou finja que não é nada. Estes sentimentos precisam estar sempre bem claros, e ela precisa saber que pode falar sobre eles .


“Eu tenho vergonha de você”

Evite falar essa frase para seus filhos. Independente dos problemas e das situações que você passou com eles, essa frase demonstra desprezo e uma frieza que pode deixar marcas profundas, como rejeição. E rejeição leva muito tempo para ser esquecida, e sempre deixa marcas e traumas, que trarão sérias consequências nas escolhas futuras de seus filhos.


Como evitar estas frases?

Não existe mistério. Muitos sabem que criar um filho não é algo simples, pois exige dedicação e paciência, mas acima de tudo amor. E com amor sim, é possível mudar situações. Sim, nem tudo são estrelas como alguns dizem, por isso é sempre possível procurar ajuda e não ignorar atitudes e comportamentos. Em momentos tensos, o melhor é se afastar e explicar a seu filho que conversam depois.

Pais amorosos, dedicados e cientes sempre serão sábios em suas palavras. Viva o amor, sinta este sentimento. Espalhem este sentimento, e junto com ele compaixão e respeito ao próximo.

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Texto escrito por Angelica Weise da Equipe Eu Sem Fronteiras

Fonte: Eu Sem Fronteiras

Tom Tom Club – Genius Of Love (Live @ Summer Sonic ’09)

O que você vai fazer quando sair da prisão? Eu vou me divertir! O que você considera diversão? Diversão, naturalmente! Eu estou no paraíso com o meu namorado, o meu namorado divertido! Não há começo e nem fim! O tempo não está presente naquela dimensão! Ele me leva pelo braço quando estamos andando, rolando e sacudindo! Parece que estou sonhando, mas não estou dormindo! Aumentam as expectativas para uma nova intenção! Quem precisa pensar quando o pé vai sozinho? Quem precisa pensar quando o pé vai sozinho? James Brown, James Brown James Brown, James Brown! Ele é o gênio do amor! Ele tem um sentimento mais profundo! Bem, ele é o gênio do amor!

Tom Tom Club – Genius of Love 09

SOBRE ESTAR SOZINHO

Sou_tão_você
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
 
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
 
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
 
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
 
Flávio Gikovate 
flaviogikovate.com.br/sobre-estar-sozinho/
 

Médico-psiquiatra, psicoterapeuta, conferencista e escritor. Atualmente apresentando o programa “No Divã do Gikovate”, na rádio CBN, e dedicando a maior parte do tempo à clínica.

ASTRONAUTA DA MISSÃO APOLLO AFIRMA: OVNIS EVITARAM A GUERRA NUCLEAR

 POR REDAÇÃO GALILEU

edgar mitchell (Foto: wikimedia commons)EDGAR MITCHELL (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

Edgar Mitchell, participante da missão Apollo 14 e o sexto homem a caminhar na Lua, afirmou em uma entrevista recente que acredita que aliens pacifistas visitaram a Terra. O objetivo era impedir que ataques nucleares acontecessem durante a Guerra Fria. Isso, de acordo com ele, explicaria os avistamentos de Ovnis perto de bases militares na época.

“Falei com muitos oficiais da força aérea que trabalharam nessas estações durante a Guerra Fria. Eles me contaram que os Ovnis eram vistos com frequência e que eram capazes de desligar seus mísseis. Outros oficiais da costa do Pacífico contaram que os mísseis eram derrubados com frequência por naves alienígenas”, afirmou Mitchell.

Não é de hoje que sabemos que o astronauta acredita em visitas extraterrestres. Anteriormente ele já havia declarado crenças similares sobre a presença de ETs em Roswell. Ele cresceu no Novo México, próximo a Roswell, onde as primeiras bombas nucleares foram testadas. “Os ETs estavam por lá porque queriam saber da nossa capacidade militar”, afirmou.

Já falamos aqui na GALILEU sobre como, possivelmente, toda a história de Roswell foi usada justamente para acobertar operações militares. Vale a leitura!

Fonte: revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2015/08/astronauta-da-missao-apollo-afirma-ovnis-evitaram-guerra-nuclear.html

O TERREMOTO E O MESTRE ZEN

Aconteceu que um mestre Zen foi chamado como convidado. Alguns amigos haviam se reunido e estavam comendo e conversando quando, de repente, houve um terremoto. O prédio em que eles estavam era um prédio de sete andares, e eles estavam no sétimo andar, então a vida estava em perigo.

Todo mundo tentou escapar. O anfitrião, correndo, olhou para ver o que tinha acontecido com o mestre. Ele estava ali sem sequer uma ruga de preocupação no rosto. Com os olhos fechados, ele estava sentado em sua cadeira da mesma maneira que estava sentado antes.

O anfitrião sentiu-se um pouco culpado, sentiu-se um pouco covarde; não fica bem que o hóspede fique sentado e o anfitrião fuja. Os outros, os outros vinte hóspedes, já tinham descido as escadas, mas ele parou, embora estivesse tremendo de medo, e se sentou ao lado do mestre.

O terremoto chegou e passou, o mestre abriu os olhos e retomou a palestra que, por causa do terremoto, havia interrompido. Ele continuou novamente, exatamente na mesma frase – como se o terremoto não tivesse acontecido.

O anfitrião estava agora sem vontade de ouvir, não estava com disposição de entender porque todo o seu ser estava muito perturbado e ele estava com muito medo. Mesmo que o terremoto já tivesse ido embora, o medo ainda estava lá.

Ele disse: “Agora não diga nada, porque não serei capaz de compreender, não sou mais o mesmo. O terremoto me perturbou muito. Mas há uma pergunta que eu gostaria de fazer. Todos os outros hóspedes haviam escapado, eu também estava na escada, já quase correndo, quando de repente me lembrei de você. Vendo você aqui sentado com os olhos fechados, sentado tão tranquilo, tão imperturbável, me senti um pouco covarde – sou o anfitrião, eu não deveria correr. Então voltei e estou aqui sentado ao seu lado. Gostaria de fazer uma pergunta. Nós todos tentamos fugir. O que aconteceu a você? O que você me diz sobre o terremoto?”

O mestre disse: “Eu também fugi, mas você fugiu para fora, eu fugi para dentro. Sua fuga é inútil porque para onde quer que você esteja indo lá também há um terremoto, então é sem sentido, não faz sentido. Você pode alcançar o sexto andar ou quinto ou o quarto, mas lá também há um terremoto. Eu fugi para um ponto dentro de mim onde nenhum terremoto jamais chega, não pode chegar. Entrei em meu centro.

Isso é o que Lao Tzu diz: “Agarre-se firmemente ao princípio da Quietude”. Se você é passivo, aos poucos vai se tornar consciente do centro dentro de você. Você o tem carregado o tempo todo, ele sempre esteve aí, só que você não sabe, não está alerta.

Uma vez que você fique alerta sobre ele, a vida em sua totalidade se torna diferente. Você pode permanecer no mundo e fora dele porque você está sempre em contato com o seu centro. Você pode passar por um terremoto e permanecer imperturbável porque nada toca você.

No Zen eles têm um ditado que diz que um mestre Zen que tenha alcançado o seu centro interior pode passar por um riacho, mas a água nunca toca seus pés . Isso é belo. Não quer dizer que a água nunca toca seus pés – a água vai tocá-los -, refere-se a algo sobre o mundo interior, o profundo interior. Nada o toca, tudo permanece fora, na periferia, e o centro permanece intocado, puro, inocente, virgem.

Osho.

Fonte: http://estaremsi.com.br/o-terremoto-e-o-mestre-zen/

Natiruts Reggae Power

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Transcendental
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Sintonize sua vibração, não há tempo pra viver em vão. E não pense mais em desistir, existe um mundo que só quer te ver sorrir. Quando a noite cair e o som te lembrar algum sonho bom e fazer tudo transcender. Tristeza vai sumir e ninguém vai sofrer.
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Quando a noite cair e o som
Te lembrar algum sonho bom
E fazer tudo transcender
Tristeza vai sumir e ninguém vai sofrer

Sintonize sua vibração
Não há tempo pra viver em vão
E não pense mais em desistir
Existe um mundo que só quer te ver sorrir

Não chora, a nossa vida é feita mesmo para se aprender
E agora, é hora de tentar se libertar não vai doer
Deixe a energia do som te levar
A vibe positiva solta pelo ar
Quem sente com a alma é capaz de amar
Está sempre livre pra cantar

Ô, ô, ô, Ô Natiruts Reggae Power Chegou
Ô, ô, ô, Ô Transformando Toda Noite Em Amor

Da paz e do amor eu quero muito mais
Não tenho a vida ganha vou correndo atrás
A luz do seu sorriso pela noite é demais
Brasil, Jamaica harmonia de paz

Sintonize sua vibração
Não há tempo pra viver em vão
E não pense mais em desistir
Existe um mundo que só quer te ver sorrir

Não chora, a nossa vida é feita mesmo para se aprender
E agora, é hora de tentar se libertar não vai doer
Deixe a energia do som te levar
A vibe positiva solta pelo ar
Quem sente com a alma é capaz de amar
Está sempre livre pra cantar

Ô, ô, ô, Ô Natiruts Reggae Power Chegou
Ô, ô, ô, Ô Transformando Toda Noite Em Amor

Natiruts Reggae Power

Om Mani Padme Hum Original Extended Version (x9)

Om mani padme hum

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Om mani padme hum significa “da lama nasce a flor de lótus” é um dos mantras do budismo; o mantra de seis sílabas do Bodisatva da compaixão: Avalokiteshvara. De origemindiana, de lá foi para o Tibete. O mantra é associado ao deus de 4 braços Shadakshari, uma das formas de Avalokiteshvara.

O Dalai Lama é tido como uma emanação de Chenrezig (Avalokiteshvara), por isso o mantra é especialmente entoado por seus devotos e é comumente esculpido em rochas e escrito em papéis que são inseridos em rodas de oração (“mani korlo” em tibetano) para potencializar seu efeito.

É o mantra mais entoado pelos budistas tibetanos.

Om mani padme hum[editar | editar código-fonte]

  • Om fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses. O sofrimento do reino dos deuses surge da previsão da própria queda do reino dos deuses (isto é, de morrerem e renascerem em reinos inferiores). Este sofrimento vem do orgulho.
  • Ma fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses guerreiros (sânsc. asuras). O sofrimento dos asuras é a briga constante. Este sofrimento vem da inveja.
  • Ni fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino humano. O sofrimento dos humanos é o nascimento, a doença, a velhice e a morte. Este sofrimento vem do desejo.
  • Pad fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino animal. O sofrimento dos animais é o da estupidez, da rapina de um sobre o outro, de ser morto pelos homens para obterem carne, peles, etc; e de ser morto pelas feras por dever. Este sofrimento vem da ignorância.
  • Me fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos fantasmas famintos (sânsc. pretas). O sofrimento dos fantasmas famintos é o da fome e o da sede. Este sofrimento vem da ganância.
  • Hum fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino do inferno. O sofrimento dos infernos é o calor e o frio. Este sofrimento vem da raiva ou do ódio.

O que é Rapport:

Nesse planeta, estamos com um quebra-cabeças na mente, que poderá ser melhor entendido, quando começarmos a usar o Rapport, mas isso é somente para pessoas corajosas e honestas, compreenda abaixo: 670px-Build-Rapport-Step-4-Version-2   Rapport é um conceito do ramo da psicologia que significa uma técnica usada para criar uma ligação de sintonia e empatia com outra pessoa. Esta palavra tem origem no termo em francês rapporter que significa “trazer de volta”. O rapport ocorre quando existe uma sensação de sincronização entre duas ou mais pessoas, porque elas se relacionam de forma agradável. A nível teórico, o rapport inclui três componentes comportamentais: atenção mútua, positividade mútua e coordenação. Importante no estudo e identificação de várias manifestações comportamentais, o rapport pode ser usado no contexto de relacionamentos pessoais ou profissionais. Esta técnica é muito útil, porque cria laços de compreensão entre dois ou mais indivíduos. Usar o rapport não significa aceitar todas as opiniões da outra pessoa, e sim ouvi-la e fazer com que ela veja que o seu ponto de vista ou valores são compreendidos e respeitados. É bastante comum pessoas tentarem “forçar” o rapport, com o objetivo de manipular o outro. No entanto, quando a intenção não é ter uma ligação genuína com essa pessoa, ela pode desconfiar e reagir negativamente à tentativa. O rapport tem grande relevância no mundo empresarial, sendo muitas vezes usado estrategicamente em processos de negociação e vendas. No rapport, uma pessoa mostra interesse na opinião e nos pensamentos do outro, uma atitude que funciona como facilitadora de qualquer negociação. Para muitas pessoas, o rapport é algo natural, sendo que elas conseguem criar uma ligação de respeito e confiança com outras pessoas sem terem que fazer um esforço consciente. Em muitas ocasiões, o rapport está relacionado com a sedução, sendo uma ferramenta usada no contexto de relacionamentos, para melhorar a relação entre duas pessoas ou para conquistar uma pessoa interessante. O rapport é frequentemente descrito como um dos fundamentos da PNL (Programação Neurolinguística), uma ciência que tem a mente humana como objeto de estudo e que pode ser usada para reprogramar condutas indesejadas.

Técnicas de rapport

A técnica de rapport mais famosa é conhecida como espelhamento. Nesta técnica, uma pessoa imita alguns elementos da linguagem corporal da outra (como a postura, gestos, expressões faciais, respiração, etc). No entanto, é preciso ter cuidado, porque o espelhamento deve ser gradual, ou seja, a imitação deve ser feita de um elemento de cada vez, para que a outra pessoa não pense que está sendo alvo de deboche. A reciprocidade, outra técnica de rapport, consiste em dar presentes ou fazer favores, sem pedir nada em troca. Outra forma de criar conexões com outras pessoas é encontrar interesses em comum, para estabelecer um sentido de camaradagem e confiança.

O significado de Rapport está na categoria: Geral

Fonte: http://www.significados.com.br/rapport/

Jimmy Cliff no Domingão do Faustão – 1990

Se o rebelde em mim pode tocar o rebelde em você e o rebelde em você pode tocar o rebelde em mim! E os rebeldes que nós somos vai nos libertar! Então isso iria evocar o rebelde! Evocar o rebelde! Evocar o rebelde em mim! Se o amante em você pode tocar o amante em mim e o amante em mim pode tocar o amante em você! E os amantes que nós somos vai trazer doce harmonia! Então isso iria evocar o amor! Evocar o amor! Evocar todo o amor em mim! Meu amor é mais profundo do que o oceano! Nosso amor precisa de doce devoção! Venha, pois você tem a poção que evoca o amor em mim! E eu evocaria o amor em você! Deixe o amante em você tocar o amante em mim! E o rebelde em mim tocará o rebelde em você! E os amantes que nós somos vai trazer doce harmonia! Então isso iria evocar o amor! Evocar o amor! Evocar todo o amor em nós! Deixe o rebelde em você tocar o rebelde em mim e o rebelde em mim tocará o rebelde em você! E os amantes que nós somos vai trazer doce harmonia! Então isso iria evocar o amor! Evocar o amor! Evocar todo o amor em nós! Evocar o amor! Eu disse que queria evocar o amor! Evocar o amor! Eu disse que queria evocar o amor! Evocar o amor! Evocar o amor!

PSOAS O MÚSCULO DA ALMA

PSOAS: O MÚSCULO DA ALMA.

A importância do psoas para a nossa saúde, vitalidade e bem-estar emocional.

O psoas é o músculo mais profundo e estabilizador no corpo humano , afetando o equilíbrio estrutural, a amplitude dos movimento, a mobilidade articular e o funcionamento dos órgãos do abdômen.
É o único músculo que liga a coluna vertebral às pernas, é responsável por nos manter em pé e o que permite levantar as pernas para andar. O psoas saudável estabiliza a coluna vertebral e proporciona apoio através do tronco, além de formar um bom suporte para os órgãos abdominais.

músculo psoasEstudos recentes também consideram o psoasum órgão de percepção composto de tecido bio-inteligente que incorpora literalmente, nosso desejo mais profundo de sobreviver e florescer. Ou seja, ele é  o mensageiro primário do sistema nervoso central, por isso também é considerado um porta-voz das emoções (“borboletas na barriga”). Isto acontece, porque o psoas está ligado com o diafragma através do tecido conjuntivo ou fáscia, influenciando tanto a respiração, quanto o medo reflexo.

Um estilo de vida acelerado e o estresse geram uma descarga de adrenalina que cronicamente tensiona o psoas, preparando-nos para correr, entrar em ação ou contrair-se, como forma de nos proteger.   Se mantivermos o psoas constantemente em tensão devido ao estresse, eventualmente, começarão a encurtar e endurecer. Assim dificultará a nossa postura e as funções dos órgãos que se localizam no abdômen, resultando em dor nas costas, dor ciática, problemas de disco, degeneração do quadril, períodos de menstruações dolorosas ou problemas digestivos.

Além disso, um psoas tenso envia sinais de voltagem para o sistema nervoso, interfere nos movimentos dos fluidos e afeta a respiração do diafragma. Na verdade, o psoas está tão intimamente envolvido nas reações físicas e emocionais básicas que quando está cronicamente estressado, envia constantemente sinais de alerta ao corpo, por isso pode afetar o esgotamento das glândulas supra-renais e do sistema imunológico . Esta situação é agravada pela maneira de sentar-se ou posições dos nossos hábitos diários, reduzindo nossos movimentos naturais e contraindo ainda mais os músculo.

Um psoas liberado permite alongar muito mais a parte posterior dos músculos e permite que as pernas e pélvis movam-se com  mais facilidade e independência. Melhora  a posição da coluna vertebral e de todo o tronco, com a consequente repercussão na melhoria das funções dos órgãos abdominais, da respiração e do coração.

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Quando cultivamos a saúde dos nossos psoas, reacendemos nossas energias vitais que se conectam novamente com o nosso potencial criativo.

Em algumas filosofias orientais o psoas é conhecido como o “músculo da alma”, o principal centro de energia do corpo. Quanto mais flexível e forte é o psoas, mais será o nosso fluxo de energia vital através dos ossos, músculos e articulações.

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O psoas seria como um órgão de canalização da energia, um núcleo que nos conecta com a terra , nos permite criar um suporte forte e equilibrada desde o centro da nossa pélvis. Assim, a coluna vertebral se alonga e, através dela, pode fluir toda nossa vitalidade

Fonte: estaremsi.com.br/psoas-o-musculo-da-alma/

More Than Words – Extreme

Mais do que palavras! Dizer eu te amo, não são as palavras que eu quero ouvir de você! Não é que eu não queira que você diga, mas se ao menos você soubesse como poderia ser fácil me mostrar o que você sente! Mais do que palavras é tudo que você tem que fazer para tornar real! Então, você não precisaria dizer que me ama! Pois eu já saberia! O que você faria se meu coração fosse partido em dois? Mais do que palavras para mostrar o que você sente! Que seu amor por mim é real! O que você diria se eu jogasse essas palavras fora? Depois você não poderia tornar as coisas novas, só dizendo eu te amo! Agora que tentei conversar com você e te fazer entender, tudo o que você tem que fazer é fechar os olhos e estender as mãos para me tocar, me abraçar, não me deixar partir jamais! Mais do que palavras é tudo que você tem que mostrar! Então, você não precisaria dizer que me ama, pois eu já saberia! O que você faria se meu coração fosse partido em dois? Mais do que palavras para mostrar o que você sente! Que seu amor por mim é real! O que você diria se eu jogasse essas palavras fora?

QUEM FOI NEVILLE GODDARD?

Já se passou quase 20 anos desde que me sentei no auditório do Clube das Mulheres, em Los Angeles, Califórnia e vi um homem num terno de risca de giz passar pelo palco e tomar seu assento atrás do pódio, onde muitos gravadores estavam colocados pelo palco. Um homem passou, apertou os botões das muitas máquinas, sentou-se e o orador começou.

Eu abençoo meu gravador muitas vezes, pois, embora eu tenha assistido as longas palestras por sete anos, quando ouvai as palavras “agora, vamos ficar em silêncio”, eu não conseguia me lembrar de uma palavra que havia sido dita.

Neville sempre teve o poder de me levar com ele (talvez porque eu sempre estava ansiosa e disposta a ir). Eu parecia não ter controle, simplesmente era transformada por suas palavras e permitia que ele me levasse a experienciar as imagens e sons que eu nunca soube antes que existiam. Contudo, eles eram tão familiares que meu coração cantava o refrão de aleluias.

O tempo sempre passava muito rápido e eu dirigia para casa tentando me lembrar do que eu havia ouvido e me perguntando por que eu me sentia tão pesada. Era porque eu havia estado tão livre? Era sempre desse jeito. Neville tinha aquele efeito em mim. Eu acreditava nele com todo o meu coração e alma. E ainda acredito.

Neville Goddard nos deixou em 01 de Outubro de 1972. Mas, para onde ele foi? Eu ainda posso ver seu sorriso (você sabe, o tipo de sorriso que o gato tem quando saboreia o canário) e ouvi-lo dizer “para onde eu posso ir senão para dentro de você!”. É onde eu o encontro. Ele está dentro de mim, assim como está dentro de você, não como um homem de carne e osso, nascido para a família Goddard e chamado Neville, mas em nossa própria consciência.

Mas, talvez, esse não seja o Neville sobre quem você queira saber. Talvez você precise saber sobre o garoto que nasceu em 19 de Fevereiro de 1905, o quarto filho de uma família de nove garotos e uma garota.

Eu vou lhe contar o que eu sei. Você tem que se lembrar, eu estou partilhando com você minhas lembranças sobre um homem que foi meu professor. Um homem a quem eu respeitava grandemente e aprendi a amar, com um amor mais profundo do que eu era capaz de possuir. Seu nome era Neville Goddard. goddard

Numa manhã de Março, no ano de 1905, um homem subiu as escadas de uma casa de estrutura de madeira na ilha de Barbados. Ele estava a caminho de ver sua irmã e o filho recém-nascido dela, que não havia recebido um nome ainda. De repente, ele parou. Uma voz, falando em claro e bom som disse “seu nome é Neville”. Ponderando essas palavras, o homem continuou subindo os degraus e entrou no quarto de sua irmã. E quando disse a ela o que havia ouvido, ela disse “sim, eu sei. Vamos chamá-lo de Neville”.

Vivendo numa família de nove meninos, desde cedo Neville aprendeu a compartilhar. Na casa, o ditado era “o primeiro a ser vestido é o melhor vestido”, pois se os meninos começavam a discutir sobre quem tinha usado a gravata de quem, o pai finalizava a discussão tirando a gravata e dizendo “a gravata é minha. Eu paguei por ela. Estou disposto a dividir. Aprendam a fazer o mesmo”. E eles faziam.

A família Goddard era pobre em termos materiais, mas rica em amor. A mãe era uma disciplinadora. O pai era um homem de negócios. Neville costumava nos contar histórias de sua juventude; sobre os caranguejos na área com suas garras traseiras e sobre a senhora que vivia sozinha nas dunas de areia, que conseguia ler o futuro. Foi ela que contou a um dos irmãos de Neville que ele seria um grande empresário, que outro seria um médico, mas que deixassem o quarto irmão quieto, já que ele pertencia a Deus.

O quarto irmão sempre gostou de uma boa gargalhada. Se ele tivesse um níquel, ele o gastava. Ele costumava falar que pagaria a entrada de cinema para um amigo com a promessa de que o amigo riria alto na parte mais triste. O amigo sempre mantinha sua promessa e, portanto, nunca chegou a ver o final de um filme. Ou, ele pagaria a um homem, cujo cavalo estava no cio, para aguardar numa esquina, que Neville e seus irmãos chegariam a bordo de sua grande carroça puxada por outros no cio. Eu ainda consigo ver Neville rindo enquanto escrevo isso…e me lembro.

O que estou tentando lhe dizer é que Neville era um ser humano, assim como você. Assim como eu. Contudo, independente de todas as suas fraquezas humanas, Neville era consciente de ser Deus, o Pai. Mas, estou me adiantando em minha história.

Quando Neville ainda era bem jovem (na quinta ou sexta série, eu acho), ele devia levar sua Bíblia para a escola e recitar um versículo dela. Já que a família só tinha uma Bíblia e nenhum de seus irmãos a havia levado para a escola, Neville chegou sem uma Bíblia. Quando ele recitou o versículo “Toma tua cama e anda”, o professor o corrigiu dizendo o versículo lido, “Toma o teu leito e anda”.

E quando Neville não conseguiu trazer sua Bíblia, o professor o fez tirar a camisa e abaixar as calças. Em seguida, bateu nele sem piedade. Neville foi retirado daquela escola para continuar seus estudos em outro lugar, completando seus anos do ensino médio com dezessete anos de idade.

Contudo, havia uma fome no jovem, uma fome que não podia ser satisfeita na pequena ilha de Barbados. Assim, com dezessete anos Neville saiu de casa para o continente, chegando a New York em 1921. E ali, como um jovem sem estudos, ele começou a buscar sua fortuna.

Encontrou um emprego como operador de elevador na J.C.Penney Company, trabalhando por US$15,00 por semana até que lhe informaram que seus serviços não eram mais necessários. Com uma recomendação em mãos, Neville conseguiu um emprego na doca de expedição da Macy por US$13,00 por semana.

Mas, essa posição foi de curta duração, já que logo Neville ficou tão irritado que disse a si mesmo “de agora em diante, eu não vou trabalhar para os outros. Só vou trabalhar para mim mesmo”. E foi o que ele fez.

Acreditando que, se os outros podiam dançar num palco, ele também podia, Neville se juntou a uma dançarina e começou sua carreira profissional. Foi nessa época que ele se casou. Essa união resultou num filho.

Em 1925, Neville e sua parceira de dança partiram para a Inglaterra e viajaram amplamente por esse país. Enquanto estava lá, ele foi apresentado ao mundo da pesquisa psíquica, o que o interessou grandemente. Pouco depois de seu retorno à América do Norte, em 1926, seu interesse no misticismo foi crescendo enquanto seu interesse pelo teatro diminuía. E quando a depressão atingiu seu ápice em 1929 e os teatros fecharam, a mesma coisa ocorreu com a vida profissional de Neville como dançarino.

Durante essa época, Neville se interessou pela Sociedade Rosacruz e conheceu um homem que influenciaria sua vida. O homem achava que queria se tornar um sacerdote católico. Enquanto estava estudando para o sacerdócio, seu pai, um rico empresário, morreu e deixou uma herança de milhares de dólares para o filho. Rapidamente, mudando de ideia sobre o sacerdócio, o jovem começou a gastar o dinheiro mais rápido do que podia.

Sem respeito por um homem que gastava tão excessivamente quando o país passava por tal necessidade, Neville encontrava desculpas quando era convidado a assistir às aulas às quais o jovem comparecia. Mas, um dia, tendo esgotado suas desculpas, Neville assistiu à aula de um rabino etíope excêntrico chamado Abdullah. Quando a aula terminou, Abdullah se aproximou e, tomando a mão de Neville, disse “onde você esteve? Você está há três meses atrasado!”. Surpreso, Neville perguntou “Como você sabia que eu viria?”, ao que Abdullah respondeu “os irmãos me disseram”.

Com Abdullah, Neville estudou a Cabala, uma forma judaica de misticismo, e obteve ideias luminosas para os livros da Bíblia. Ele desenvolveu uma nova abordagem para o problema do homem e seu relacionamento com o mundo pulsante de espíritos à sua volta.

Foi Abdullah que ensinou Neville a como usar a lei da consciência e a como ver a Bíblia psicologicamente. E, conforme Neville começou a ver o mundo como um mundo de imagem, projetado a partir de dentro, sua fé em si mesmo cresceu.

Em Fevereiro de 1930, Neville começou a dar palestras em New York. A primeira reunião, numa pequena sala de um prédio público onde apenas um punhado de pessoas compareceu, conforme crescia sua habilidade de oratória e ele ganhava confiança em sua mensagem, a mesma coisa ocorria com seu público.

O primeiro casamento de Neville foi de curta duração e ele permaneceu solteiro por vários anos até que um dia uma jovem designer sentou-se em sua audiência. Enquanto ela o escutava palestrar, ela disse a si mesma “esse é o homem com quem vou me casar”.

E quando eles se deram as mãos no final da palestra, Neville segurou a mão dela e disse a si mesmo “essa é a mulher com quem vou me casar”, e eles se casaram.

Foi um bom casamento. Eles se amavam profundamente, isso era óbvio, e dessa união nasceu uma filha.

Após o término da guerra, Neville começou a viajar, dando palestras em várias cidades grandes, do oeste a San Francisco. E, então, um dia ele soube que era o momento de deixar New York. Ele esperava se mudar para San Francisco, já que amava essa cidade cosmopolita, mas não seria assim.

Ele sabia até então que seu trabalho principal estava para ser feito em Los Angeles, então, pegando esposa e filha, a família Goddard se mudou para Los Angeles em 1955. Retornaram a New York no outono de 1956, voltando a Los Angeles em 1957.

Não tenho as datas, mas sei que durante os primeiros anos de 1950, Neville tinha seu próprio programa de televisão. Ele fez duas gravações fonográficas durante esses anos, que agora estão disponíveis em CD. Ele também debateu com equipes de ministros, padres e rabis em programas especiais de televisão.

Neville ensinava A Lei da Consciência em Los Angeles, no Theater Fox Wilshire, nas manhãs de domingo, para multidões tão grandes que as pessoas aglomeradas em pé do lado de fora para ouvir suas palavras. Ele também passava várias semanas a cada ano em San Francisco.

Foi em San Francisco, em 20 de Julho de 1959 que Neville despertou vendo a si mesmo selado numa tumba. Removendo uma pedra colocada ali, ele saiu de seu crânio assim como a criança vem do útero de sua mãe.

Desse momento em diante, as palestras de Neville mudaram. Tendo despertado do sonho da vida, a visão de mundo para Neville mudou. Ele sabia, conforme as visões vinham para ele daquele momento em diante, que a vestimenta que ele usava e respondia com seu nome, era simplesmente uma cobertura, escondendo seu ser imortal, verdadeiro, que era Deus, o Pai.

E ele tentou dizer a todos que o escutavam que eles não eram a ínfima máscara que usavam, mas um ser muito maior do que eles podiam sequer conceber que eram.

E desse dia em diante, até sua partida em 01 de Outubro de 1972, Neville, assim como o apóstolo Paulo, expôs-se da manhã à noite, testemunhando o Reino de Deus e tentando convencer a todos sobre Jesus, tanto pela lei de Moises quanto pelos profetas.

E alguns acreditavam, enquanto desacreditavam.

 

Margaret Ruth Broome
Do livro ‘O Milagre da Imaginação’

 Fonte: espacocriando.blogspot.com/2014/09/quem-foi-neville-goddard.html

Monte Castelo – Legião Urbana

Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria! É só o amor! É só o amor que conhece o que é verdade! O amor é bom, não quer o mal, não sente inveja ou se envaidece! O amor é o fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente! É um contentamento descontente! É dor que desatina sem doer! Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria! É um não querer mais que bem querer! É solitário andar por entre a gente! É um não contentar-se de contente! É cuidar que se ganha em se perder! É um estar-se preso por vontade! É servir a quem vence, o vencedor! É um ter com quem nos mata a lealdade! Tão contrário a si é o mesmo amor! Estou acordado e todos dormem! Todos dormem, todos dormem! Agora vejo em parte, mas então veremos face a face! É só o amor! É só o amor! Que conhece o que é verdade! Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria!

Perfection – OhLand

Quem teria percebido que eu poderia conquistar seu coração, refletindo em outra pessoa? E quem teria imaginado que eu poderia confortar seu coração, quando eu não posso reconhecer a mim mesmo? Eu sei como ela fala e como ela se move quando ela não sabe o que dizer, porque suas emoções a levam embora. Eu observo do meu telhado, todas as noites. E quando eu vou dormir ela mantém minha cabeça em seus braços. E ela garante que nada vai nos separar. E então eu roubo uma mecha de seu cabelo, e abro os meus olhos! Eu seguirei você, você será minha direção principal! Eu estudo até ter a sua… Tudo que você faz é uma jóia na minha coleção! Segui-lo-ei até eu a sua perfeição. E quem teria imaginado que ela poderia deixar alguém como você? Deixou uma parte de si mesma. Eu sei como eu falo, como eu tento imitar a maneira como ela deita a cabeça no seu ombro. E você tem nada mais a dizer! Atento a todos os detalhes eu não vou falhar um dia! Porque eu conheço todas as suas regras, suas coisas favoritas! E como sua mente agitada mantem-la durante a noite até que a luz virá e fique aqui a tentar pegar seus olhos! Cada passo que eu seguir você na direção errada e estudo você até ter sua perfeição… Tudo o que você faz é colocado na minha coleção! Eu sigo você até que terei a sua perfeição. Quem teria conhecido que eu poderia conquistar seu coração e quem teria imaginado que eu pudesse consolar seu coração? Eu seguirei você, você será minha direção principal! Eu estudo você até ter a sua… Tudo o que você faz é uma jóia na minha coleção! Eu sigo você até que terei a sua perfeição. Você é a perfeição Você é a perfeição!

Space Oddity – Chris Hadfield

Controle de Solo para Major Tom! Controle de Solo para Major Tom! Pegue suas pílulas de proteínas e coloque seu capacete! Controle de Solo para Major Tom (10, 9, 8, 7). Começando contagem regressiva e motores ligados (6, 5, 4, 3). Checar ignição e que o amor de Deus esteja com você (2, 1). Esse é o Controle de Solo para Major Tom! Você realmente teve sucesso e os jornais querem saber de quem são as camisetas que você usa agora, é a hora de sair da cápsula, se você tiver coragem! Aqui é Major Tom para Controle de Solo! Estou dando um passo pra fora da porta! E estou flutuando no jeito mais peculiar! E as estrelas parecem muito diferentes hoje! Estou sentado numa lata bem acima do mundo! A Terra é azul e não há nada que eu possa fazer! Porém eu ultrapassei cem mil milhas! Estou me sentindo bem calmo e eu acho que minha nave espacial sabe onde ir! Diga pra minha mulher que eu a amo muito, ela sabe! Controle de Solo para Major Tom! Seu circuito pifou pode me ouvir Major Tom? Pode me ouvir Major Tom? Pode me ouvir Major Tom? Você pode! Aqui estou flutuando em volta da minha lata, bem acima da lua! A Terra é azul e não há nada que eu possa fazer!

 

BLOGUEIRO BRITÂNICO DIZ QUE BRASILEIROS EXAGERARAM NA REJEIÇÃO AO BRASIL

Pouco depois de chegar a São Paulo, fui a uma loja na Vila Madalena comprar um violão. O atendente, notando meu sotaque, perguntou de onde eu era. Quando respondi “de Londres”, veio um grande sorriso de aprovação. Devolvi a pergunta e ele respondeu: ‘sou deste país sofrido aqui’.

Fiquei surpreso. Eu – como vários gringos que conheço que ficaram um tempo no Brasil – adoro o país pela cultura e pelo povo, apesar dos problemas. E que país não tem problemas? O Brasil tem uma reputação invejável no exterior, mas os brasileiros, às vezes, parecem ser cegos para tudo exceto o lado negativo. Frustração e ódio da própria cultura foram coisas que senti bastante e me surpreenderam durante meus 6 meses no Brasil. Sei que há problemas, mas será que não há também exagero (no sentido apartidário da discussão)?

 

Tem uma expressão brasileira, frequentemente mencionada, que parece resumir essa questão: complexo de vira-lata. A frase tem origem na derrota desastrosa do Brasil nas mãos da seleção uruguaia no Maracanã, na final da Copa de 1950. Foi usada por Nelson Rodrigues para descrever “a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo”.

E, por todo lado, percebi o que gradualmente comecei a enxergar como o aspecto mais ‘sofrido’ deste país: a combinação do abandono de tudo brasileiro, e veneração, principalmente, de tudo americano. É um processo que parece estrangular a identidade brasileira.

 

Sei que é complicado generalizar e que minha estada no Brasil não me torna um especialista, mas isso pode ser visto nos shoppings, clones dos ‘malls’ dos Estados Unidos, com aquele microclima de consumismo frígido e lojas com nomes em inglês e onde mesmo liquidação vira ‘sale’. Pode ser sentido na comida. Neste “país tropical” tão fértil e com tantos produtos maravilhosos, é mais fácil achar hot dog e hambúrguer do que tapioca nas ruas. Pode ser ouvido na música americana que toca nos carros, lojas e bares no berço do Samba e da Bossa Nova.

Tapioca
Cadê a tapioca?

Pode ser visto também no estilo das pessoas na rua. Para mim, uma das coisas mais lindas do Brasil é a mistura das raças. Mas, em Sampa, vi brasileiras com cabelo loiro descolorido por toda a parte. Para mim (aliás, tenho orgulho de ser mulato e afro-britânico), dá pena ver o esforço das brasileiras em criar uma aparência caucasiana.

Acabei concluindo que, na metrópole financeira que é São Paulo, onde o status depende do tamanho da carteira e da versão de iPhone que se exibe, a importância do dinheiro é simplesmente mais uma, embora a mais perniciosa, importação americana. As duas irmãs chamadas Exclusividade e Desigualdade caminham de mãos dadas pelas ruas paulistanas. E o Brasil tem tantas outras formas de riqueza que parece não exaltar…

Um dos meus alunos de inglês, que trabalha em uma grande empresa brasileira, não parava de falar sobre a América do Norte. Idealizou os Estados Unidos e Canadá de tal forma que os olhos dele brilhavam cada vez que mencionava algo desses países. Sempre que eu falava de algo que curti no Brasil, ele retrucava depreciando o país e dando algum exemplo (subjetivo) de como a América do Norte era muito melhor.

O Brasil está passando por um período difícil e, para muitos brasileiros com quem falei sobre os problemas, a solução ideal seria ir embora, abandonar este país para viver um idealizado sonho americano. Acho esta solução deprimente. Não tenho remédio para os problemas do Brasil, obviamente, mas não consigo me desfazer da impressão de que, talvez, se os brasileiros tivessem um pouco mais orgulho da própria identidade, este país ficaria ainda mais incrível. Se há insatisfação, não faz mais sentido tentar melhorar o sistema?

Destaco aqui o que vejo como um uma segunda colonização do Brasil, a colonização cultural pelos Estados Unidos, ao lado do complexo de vira-latas porque, na minha opinião, além de andarem juntos, ao mesmo tempo em que existe um exagero na idealização dos americanos, existe um exagero na rejeição ao Brasil pelos próprios brasileiros. É preciso lutar contra o complexo de vira-latas. Uma divertida, porém inspiradora, lição veio de um vendedor em Ipanema. Quando pedi para ele botar um pouco mais de ‘pinga’ na caipirinha, ele respondeu: “Claro, (mermão) meu irmão. A miséria tá aqui não!” Viva a alma brasileira!

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/05/150428_parainglesver_adamsmith2_ss?ocid=socialflow_facebookAcabei

David Bowie – Starman (1972) HD 0815007

(1972) Há um homem estelar esperando no céu, Ele gostaria de vir e nos encontrar, mas ele acha que iria confundir nossas idéias! Não sei que horas eram, as luzes estavam baixas, me voltei para o rádio, um gato estava deitado! Um rock n’roll com muito soul, dizia a música! Então o som alto parecia ir reduzindo, voltou como uma voz baixa numa maré alta! Não era nenhum Dj, eram notícias cósmicas nebulosas! Há um homem estelar esperando no céu, Ele nos disse para não confundir, porque ele sabe que isso é valioso! Ele me disse Deixe as crianças sossegadas, deixe as crianças usarem a cabeça, deixe as crianças deprimidas de novo! Eu tinha que ligar para alguém então eu te liguei Ei, isso foi para longe então você também o ouviu! Ligue a Tv nós podemos sintonizá-lo no canal dois! Olhe pela janela eu posso ver a luz dele! Se pudermos sinalizar talvez ele possa pousar hoje à noite! Não diga ao seu pai ou ele irá nos deixar de castigo, espantados! Há um homem estelar esperando no céu, Ele gostaria de vir e nos encontrar, mas ele acha que iria confundir nossas idéias! Há um homem estelar esperando no céu! Ele nos disse para não confundir, porque ele sabe que isso é valioso! Ele me disse, deixe as crianças sossegadas! Deixe as crianças usarem a cabeça! Deixe as crianças deprimidas de novo!

Estudo confirma: 70% das pessoas que usam antidepressivos não têm depressão

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Se as vendas de antidepressivos como Zoloft, Lexapro ou Prozac nos dizem alguma coisa, é que a depressão está dominando o mundo. Entretanto, uma nova pesquisa questiona a validade de grande parte dessas vendas.

O estudo descobriu que a maioria dos indivíduos que usam os antidepressivos – cerca de 70% – não apresentam os sintomas de um episódio de depressão severa o suficiente (depressão clínica) que justifique o diagnóstico dessa medicação.

Além disto, os antidepressivos também são receitados para outras doenças psiquiátricas. A mesma investigação concluiu que 38% das pessoas usam esses medicamentos para transtorno obsessivo-compulsivo, ansiedade ou outras fobias, concluindo que o antidepressivo muitas vezes é receitado para pessoas que não apresentam os sintomas da depressão clínica. O estudo publicado no The Journal of Clinical Psychiatry, relata: “Nossos dados indicam que os antidepressivos são comumente diagnosticados ​​na ausência de indicações baseadas em evidências claras “.

Há alguns anos, a Universidade Harvard realizou um estudo para reiterar o que muitos profissionais de psicologia já sabem: muitas pessoas estão viciadas em antidepressivos. A maioria utiliza esses remédios apenas para melhorar o humor e se sentirem melhor. O aumento na venda de antidepressivos assusta os especialistas, nas últimas décadas foi de aproximadamente 400%. ­

O antidepressivo se tornou popular, embora estudos clínicos sugerem que há inúmeros métodos naturais que as pessoas podem recorrer sem se preocuparem com os efeitos colaterais causados por esta droga.

Infelizmente, estamos enfrentando uma evidente parceria que existe entre os membros da comunidade psiquiátrica. Um estudo sobre o painel de membros da “Bíblia da Psiquiatria”, mais conhecida como Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, demonstrou que dos 170 membros que produziram os critérios do DSM-4 (publicado em 1994), 56% tinham vínculos financeiros com empresas farmacêuticas. Isto incluía o financiamento de pesquisas, consultorias e pagamentos por palestras.

Quando olhamos para os membros dos painéis convocados para elaborar o DSM-5, esse interesse e influência parece ter aumentado. Cerca de 70% dos membros da força-tarefa relataram relações com a indústria farmacêutica – um aumento de 14% em relação ao DSM-4.

A indústria farmacêutica é uma das mais rentáveis do mundo – com vendas globais alcançando US$ 400 bilhões por ano. A indústria é impulsionada pelo imperativo econômico para manter lucros elevados através de manutenção e da expansão contínua de seus mercados. E o DSM desempenha uma função importante nesse processo expandindo a lista de categorias de diagnóstico a cada nova edição.

Isso permite que os psiquiatras diagnostiquem infelicidade como doença e prescrevam medicamentos para um número crescente de pessoas vulneráveis. Precisamos levar a angústia relatada por todos a sério, pois às vezes a ajuda medicinal é realmente necessária. Mas também precisamos questionar a crescente “patologização” da infelicidade cotidiana, pois ela fornece um mercado para a indústria farmacêutica e legitima o controle psiquiátrico.

(Texto de Mike Barrett | Traduzido e adaptado por Despertar Coletivo | Via: Natural Society)

– Veja mais em: http://despertarcoletivo.com/estudo-confirma-70-das-pessoas-que-usam-antidepressivos-nao-tem-depressao/

Maluco Beleza – Raul Seixas

Enquanto você
Se esforça pra ser
Um sujeito normal
E fazer tudo igual
Eu do meu lado
Aprendendo a ser louco
Um maluco total
Na loucura real

Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez
Vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
Eu vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza

E esse caminho
Que eu mesmo escolhi
É tão fácil seguir
Por não ter onde ir
Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez
Eeeeeeeeuu!
Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez

Vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
Eu vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
Eu vou ficar
Ficar com toda certeza
Maluco, maluco beleza

O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ ROTULA UMA CRIANÇA DE INTELIGENTE

Gabriel é um menino esperto.
Cresceu ouvindo isso.

Andou, leu e escreveu cedo.

Vai bem nos esportes.

É popular na escola e as provas confirmam, numericamente e por escrito, sua capacidade.

“Esse menino é inteligente demais”, repetem orgulhosos os pais, parentes e professores. “Tudo é fácil pra esse malandrinho”.

Porém, ao contrário do que poderíamos esperar, essa consciência da própria inteligência não tem ajudado muito o Gabriel nas lições de casa.

– “Ah, eu não sou bom para soletrar, vou fazer o próximo exercício”.

Rapidamente Gabriel está aprendendo a dividir o mundo em coisas em que ele é bom, e coisas em que ele não é bom.

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A estratégia (esperta, obviamente) é a base do comportamento humano: buscar prazer e evitar a dor. No caso, evitar e desmerecer as tarefas em que não é um sucesso e colocar toda a energia naquelas que já domina com facilidade.

Mas, como infelizmente a lição de casa precisa ser feita por inteiro, inclusive a soletração, de repente a auto-estima do pequeno Gabriel faz um… crack.

Acreditar cegamente na sua inteligência à prova de balas, provocou um efeito colateral inesperado: uma desconfiança de suas reais habilidades.

Inconscientemente ele se assusta com a possibilidade de ser uma fraude, e para protegê-lo dessa conclusão precipitada, seu cérebro cria uma medida evasiva de emergência: coloca o rótulo dourado no colo, subestima a importância do esforço e superestima a necessidade de ajuda dos pais.

A imagem do “Gabriel que faz tudo com facilidade” , a do “Gabriel inteligente” (misturada com carinho), precisa ser protegida de qualquer maneira.

Gabriel não está sozinho. São muitos os prodígios, vítimas de suas próprias habilidades de infância e dos bem intencionados e sinceros elogios dos adultos.

Nos últimos 10 anos foram publicados diversos estudos sobre os efeitos de elogios em crianças.

Um teste, realizado nos Estados Unidos com mais de 400 crianças da quinta série (Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success), desafiava meninos e meninas a fazer um quebra-cabeças, relativamente fácil.

Quando acabavam, alguns eram elogiados pela sua inteligência (“você foi bem esperto, hein!) e outros, pelo seu esforço (“puxa, você se empenhou pra valer hein!”).

Em uma segunda rodada, mais difícil, os alunos podiam escolher entre um novo desafio semelhante ou diferente.

A maioria dos que foram elogiados como “inteligentes” escolheu o desafio semelhante.

A maioria dos que foram elogiados como “esforçados” escolheu o desafio diferente.

Influenciados por apenas UMA frase.

O diagrama abaixo mostra bem as diferenças de mentalidade e o que pode acontecer na vida adulta.

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O Malcom Gladwell tem um ótimo livro sobre a superestimação do talento, chamado “Fora de Série” (“outliers”). Lá aprendi sobre a lei das 10 mil horas, tempo necessário para se ficar bom em alguma coisa e que já ensinei pro meu filho.

Se você tem um filho, um sobrinho, ou um amigo pequeno, não diga que ele é inteligente. Diga que ele é esforçado, aventureiro, descobridor, fuçador, persistente.
Celebre o sucesso, mas não esqueça de comemorar também o fracasso seguido de nova tentativa.

UPDATE : Apenas alguns esclarecimentos a alguns dos comentários…

01. Não, eu não estou dizendo para não elogiar as crianças. E não, também não estou dizendo para você nunca dizer para o seu filho que ele é inteligente. É apenas uma questão de evitar o RÓTULO.

02. Evidentemente não sou o autor dessa tese/teoria, muito menos desse estudo citado no post. Escrevi justamente SOBRE essa linha de pensamento. Quem escreveu essa teoria foi Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success(http://news.stanford.edu/news/2007/february7/dweck-020707.html) como foi citado acima e nos comentários também.

03. Gostaria de aproveitar o update e agradecer pelos inúmeros comentários e likes, o que prova o quanto esse assunto é fascinante. Obrigado!

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Fonte: http://www.updateordie.com/2012/04/17/o-que-acontece-quando-voce-fica-elogiando-a-inteligencia-de-uma-crianca/

Desireless – Voyage Voyage

Acima dos velhos vulcões, deslizando tuas asas sobre o tapete do vento! Viaje, viaje eternamente das nuvens aos pântanos! Do vento da Espanha à chuva do Equador! Viaje, viaje! Voe até as alturas, acima das capitais, das idéias fatais! Olha o oceano! Viaje, viaje mais longe que a noite e o dia! Viaje no espaço inaudito do AMOR! Viaje, viaje sobre a ÁGUA SAGRADA de um rio indiano! Viaje, viaje e jamais retorne! Sobre o Ganges ou o Amazonas! Entre os negros, entre os chiques, entre os amarelos! Viaje, viaje em todo o reino! Sobre as dunas do Saara, das Ilhas Fidji ao Fujiama! Viaje, viaje! Não pare ACIMA DAS CERCAS dos corações bombardeados! Olha o oceano!

Imagination- Just an Illusion

Apenas uma ilusão Ilusão, ilusão! Ilusão, ilusão! Procurando por um destino que seja meu! Existe outro lugar, outro tempo tocando muitos corações pelo caminho, sim! Esperando nunca ter que dizer! Isso é apenas uma ilusão! Siga suas emoções para qualquer lugar! Existe realmente mágica no ar? Nunca deixe seus sentimentos te entristecerem! Abra os olhos e olhe ao redor! Isso é apenas uma ilusão! Poderia ser uma simples ilusão! Me meter em toda essa confusão poderia ser uma simples ilusão! Agora Isso poderia ser uma imagem na minha mente! Nunca estou certo do que vou encontrar!

Sailing – Christopher Cross – Live

Velejar! Bem, o paraíso não está longe, ao menos não para mim! E se o vento está certo, você pode velejar e encontrar tranqüilidade! Não estamos longe da terra do nunca! Não há motivos para fingir! E se o vento está certo você pode achar a felicidade da inocência de novo! Oh, a vela pode fazer milagres! Espere e verá! Acredite em mim! Somente um sonho e o vento para me levar! E logo estarei livre! Fantasia, ela toma o melhor de mim! Quando estou velejando fico preso em devaneios! Toda palavra é uma sinfonia! Você não vai acreditar em mim? Bem, a sanidade não está longe, ao menos não para mim! E se o vento está certo você pode velejar e encontrar serenidade! E logo estarei livre!

I Want to Know What Love Is – Foreigner – HD TRADUÇÃO

Eu Quero Saber o que é o AMOR! Eu preciso achar um tempo! Um tempo para pensar sobre as coisas! É melhor eu ler nas entrelinhas, caso eu precise quando estiver mais velho! Eu preciso escalar esta montanha! Parece que o mundo está sobre os meus ombros! Através das nuvens eu vejo o AMOR brilhar! ELE me mantém aquecido enquanto a vida vai ficando mais fria! Na minha vida tem havido sofrimento e dor e eu não sei, se eu posso encarar isso de novo! Não posso parar agora, eu já fuilonge demais para mudar esta vida solitária! Eu quero saber o que é o AMOR! Eu quero que VOCÊ me mostre! Eu quero sentir o que é o AMOR! E eu sei que VOCÊ pode me mostrar! Eu vou achar um tempo! Um tempo para olhar à minha volta! Não tenho nenhum lugar para me esconder! Parece que o AMOR finalmente me encontrou. Vamos falar de amor! Eu sei que você pode me mostrar! Mostre-me o que é real, sim eu sei!

Dancing With – Myself Billy Idol

Com o reflexo do espelho estou dançando comigo mesmo! Quando não tem mais ninguém à vista na solitária noite cheia de pessoas! Bem, eu esperei tanto tempo por minha vibração de amor e estou dançando comigo mesmo! Oh, oh, oh dançando comigo mesmo! Bem, não há nada a perder e não há nada a provar! E estou dançando comigo mesmo! Ainda que eu procurasse por todo o mundo! Pois isso me dará tempo para pensar! Se eu tivesse uma chance eu convidaria o mundo para dançar! E estarei dançando comigo mesmo!

MITEN & DEVA PREMAL – LOKAH SAMASTA, SOUL IN WONDER

Lokah Samastah Sukhino Bhavantu!
Tradução: Que todos os seres em todos os lugares sejam felizes e livres, e que os pensamentos, palavras e ações da minha própria vida contribuam de alguma forma para que haja felicidade e liberdade para todos.

Lokah: localização, reino, todos os universos existentes agora.
samastah: todos os seres compartilhando esse mesmo local.
sukhino: centrada na felicidade e alegria, prazer, prosperidade, livre de sofrimento.
bhav: o humor divino ou estado de existência unificada.
antu: assim seja, deve ser assim (antu usado como um fim aqui transforma este mantra em uma promessa poderosa.
Om / Aum = AUMA tem três sons A … U …. M. A – significa o início do universo. U – significa o período de vida universo e M – a destruição do universo.
Shanti = Paz

CAPITALISMO OU SOCIALISMO? SOLUÇÃO APONTADA POR UM PAPA

Nenhuma das duas ideologias, sozinha, resolve o problema central da exclusão humana

No início do filme “Coração Valente”, Mel Gibson diz que “a históriaé escrita por aqueles que enforcaram os heróis”. Will Durant, no primeiro dos 11 volumes da sua “Story of Civilization” [História da Civilização], observa que “a maior parte da história é adivinhação e o resto é preconceito”. O escritor Mark Twain endossa esta visão, dizendo que “a própria tinta com que toda a história é escrita é puro preconceito líquido”. E Voltaire declarava que os historiadores eram apenas “fofoqueiros que provocam os mortos”.

Todos nós já ouvimos dizer que “a história é escrita pelos vencedores” e desconfiamos (ou deveríamos desconfiar) que os vencedores contam a sua própria versão dos fatos.

O que nem sempre admitimos é que isto não é diferente quando se narra a história do capitalismo e do socialismo.

Comecemos pelo relato que o capitalismo contaria sobre si próprio:

“O capitalismo é o herói da civilização. É a melhor teoria econômica já inventada, responsável pela era da tecnologia e por um grau sem precedentes de bem-estar, liberdade e conforto. O capitalismo tornou a vida melhor em todos os lugares. No entanto, apareceu um propagandista radical chamado Karl Marx. Ele era um idealista utópico, semeador da discórdia, que procurava acabar com apropriedade privada por meio do controle estatal dos meios de produção. Felizmente, Marx foi derrotado pelo próprio sucesso: as nações que acolheram a sua ideologia se tornaram exemplos assustadores de fracasso para o resto do mundo, provando, de uma vez por todas, que o capitalismo é O Caminho”.

 

Na vida real, se o capitalismo não estivesse deixando muita gente gravemente insatisfeita com as próprias condições desumanas de sobrevivência, as ideias socialistas não teriam germinado. Ninguém lutaria honestamente contra a propriedade privada se já não possuísse propriedade alguma. O capitalismo trouxe muitos progressos, mas, ao mesmo tempo, condenou a maior parte da humanidade ao papel de empregados em troca de tostões.

A denúncia de Karl Marx, portanto, fazia sentido e tinha ressonância na experiência real de boa parte da população que não colhia os frutos do próprio esforço. Este cenário continua existindo. O mal óbvio do capitalismo, que é a alienação da propriedade, precisa de cura. Entretanto, a cura proposta por Marx é ainda pior do que a doença.

Foi isto o que o papa Leão XIII observou.

Em maio de 1891, ele publicou a histórica encíclica “Rerum Novarum”, condenando firmemente tanto o capitalismo quanto o socialismo e procurando lançar luz sobre os erros que ambos cometiam no tocante à ideia de propriedade privada.

Primeiro, o papa notou as tristes condições causadas pelocapitalismo desenfreado:

“A contratação de mão de obra e a condução do comércio estão concentradas na mão de relativamente poucos; deste modo, um número pequeno de homens muito ricos pode impor à massas dos trabalhadores pobres um jugo que é pouca coisa melhor que o da própria escravidão”.

A seguir, ele rejeitou também a solução marxista:

“Para remediar esses erros, os socialistas exploram a inveja que o pobre tem do rico e se esforçam para acabar com a propriedade privada, afirmando que as posses individuais devem tornar-se propriedade comum de todos. Mas as suas afirmações são tão claramente impotentes para acabar com a controvérsia que, com elas, o trabalhador seria o primeiro a sofrer”.

Por quê? Porque o capitalismo tinha concentrado a riqueza em grau extremo. O socialismo completaria o desastre, transferindo a propriedade, já concentrada, para um único “dono”: o Estado.

Leão XIII argumentou numa direção oposta a ambos: na direção da propriedade real para o trabalhador e para a sua família:

“A propriedade privada deve ser considerada sagrada e inviolável. A lei, portanto, deve favorecer a propriedade e adotar como política a de levar o maior número possível de pessoas a se tornaremproprietárias“.

Nos dias de hoje, a concentração da propriedade fora das mãos das famílias é um perigo mais claramente percebido, assim como a constatação de que o capitalismo provoca exatamente o mesmo problema. Ainda assim, continua havendo grande polarização entre as duas ideologias, com uma fechando os olhos para o que pode haver de bom na outra e para o que há de ruim nela mesma.

O papa Francisco, seguindo a perspectiva de Leão XIII e dos demais pontífices que o sucederam, volta a propor que o centro do diálogo social seja ocupado pela dignidade da pessoa humana. Em meio à briga tantas vezes rancorosa entre as teorias, é sempre a dignidade da pessoa humana que acaba sendo atropelada na prática.

(A partir de textos de Daniel Schwindt)

Fonte: http://www.aleteia.org/pt/sociedade/artigo/capitalismo-ou-socialismo-leao-xiii-aponta-a-solucao-para-esta-briga-interminavel-5823217058971648

http://www.aleteia.org/pt/sociedade/artigo/capitalismo-ou-socialismo-leao-xiii-aponta-a-solucao-para-esta-briga-interminavel-5823217058971648?page=2

Lugar ao Sol – Charlie Brown Jr

Que bom viver, como é bom sonhar
E o que ficou pra trás passou e eu não me importei
Foi até melhor, tive que pensar em algo novo que fizesse sentido

Ainda vejo o mundo com os olhos de criança
Que só quer brincar e não tanta responsa
Mas a vida cobra sério e realmente não dá pra fugir

Livre pra poder sorrir, sim
Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol

Livre pra poder sorrir, sim
Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol

Um dia eu espero te reencontrar numa bem melhor
Cada um tem seu caminho, eu sei foi até melhor
Irmãos do mesmo Cristo, eu quero e não desisto

Caro pai, como é bom ter por que se orgulhar
A vida pode passar, não estou sozinho
Eu sei se eu tiver fé eu volto até a sonhar

Livre pra poder sorrir, sim
Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol

Livre pra poder sorrir, sim
Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol

O amor é assim, é a paz de Deus em sua casa
O amor é assim, é a paz de Deus que nunca acaba

O amor é assim, é a paz de Deus em sua casa
O amor é assim, é a paz de Deus… que nunca acaba

Nossas vidas, nossos sonhos têm o mesmo valor
Nossas vidas, nossos sonhos têm o mesmo valor
Eu vou com você pra onde você for

Eu descobri que é azul a cor da parede da casa de Deus
E não há mais ninguém como você e eu

 

PERDÃO

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

“O Retorno do Filho Pródigo”, obra de Rembrandt

O perdão é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra si mesmo, decorrente de uma ofensa percebida, diferenças, erros ou fracassos, ou cessar a exigência de castigo ou restituição.

O perdão pode ser considerado simplesmente em termos dos sentimentos da pessoa que perdoa, ou em termos do relacionamento entre o que perdoa e a pessoa perdoada. É normalmente concedido sem qualquer expectativa de compensação, e pode ocorrer sem que o perdoado tome conhecimento (por exemplo, uma pessoa pode perdoar outra pessoa que está morta ou que não se vê há muito tempo). Em outros casos, o perdão pode vir através da oferta de alguma forma de desculpa ou restituição, ou mesmo um justo pedido de perdão, dirigido ao ofendido, por acreditar que ele é capaz de perdoar.

O perdão é o esquecimento completo e absoluto das ofensas, vem do coração, é sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor. Não impõe condições humilhantes, tampouco é motivado por orgulho ou ostentação. O verdadeiro perdão se reconhece pelos atos e não pelas palavras.

Existem religiões que incluem disciplinas sobre a natureza do perdão, e muitas destas disciplinas fornecem uma base subjacente para as várias teorias modernas e práticas de perdão.

Exemplo de ensino do perdão está na “parábola do Filho Pródigo” (Lucas 15:11–32).

Normalmente as doutrinas de cunho religioso trabalham o perdão sob duas óticas diferentes, que são:

  • Uma ênfase maior na necessidade das faltas dos seres humanos serem perdoadas por Deus;
  • Uma ênfase maior na necessidade dos seres humanos praticarem o perdão entre si, como pré-requisito para o aprimoramento espiritual.

NOVEMBER RAIN – GUNS N’ ROSES

Quando olho nos seus olhos posso ver um amor reprimido e ambos sabemos que corações podem mudar! Se pudéssemos ganhar o tempo para deixar tudo na linha eu poderia descansar minha cabeça! Você precisa de um tempo… pra você? Você precisa de um tempo? Todos precisam de um tempo… para si! Eu sei que é difícil manter aberto o coração! Quando, até mesmo os amigos parecem te prejudicar! Mas se você pudesse curar um coração partido! Às vezes eu preciso de um tempo… pra mim! Às vezes eu preciso de um tempo… sozinho! Todos precisam de um tempo… para si! Você não sabe que precisa de um tempo? Quando seus medos baixarem e as sombras ainda permanecerem! Eu sei que você pode me amar! Quando não houver ninguém para culpar! Então, deixa pra lá a escuridão! Você não acha que precisa de alguém? Você não acha que precisa de alguém? Todos precisam de alguém! Você não é a única!

ERA DE AQUÁRIO: DESMISTIFICANDO FANTASIAS

Aquário de cristal líquido

2009 foi um ano muito importante para mim, então resolvi publicar esse estudo aqui no blog para você fazer sua meditação e tirar suas conclusões. Sobre ERA DE AQUÁRIO ou NOVA ERA, digo apenas que o que marca o início de uma era é aquilo que acontece dentro de você TODOS OS DIAS!! Tenha paz, harmonia, compreensão, simpatia e confiança!! Tudo isso já está dentro de você!! Elimine as falsidades e zombarias, deixando que o AMOR guie sua mente!! Liberte-se de tudo que causa ódio!! Veja o estudo abaixo:

Era de Aquário: desmistificando fantasias

Desmistificando ‘certezas’ que não passavam de intuições

Além do movimento de rotação da Terra em torno de seu eixo, há também outro, que envolve uma lenta mudança deste próprio eixo, e a este chamamos precessão dos equinócios. Por conta desse deslocamento, a posição do Sol na eclíptica se modifica vagarosamente, mudando o fundo aparente das estrelas ditas “fixas”. Um observador atento notará que, ano após ano, o Sol cruza o equador no início de cada equinócio sempre um pouco antes do ponto cruzado anteriormente. Aproximadamente a cada 72 anos, os equinócios caminham um grau para trás, o que incorre na duração de cerca de 2.156 anos para cada era astrológica, e um ano sideral de 25.868 anos terrestres (quando todo o zodíaco é percorrido). Cálculos variados localizam a Era de Aquário como tendo início por volta do ano de 2600. Há algumas divergências quanto a isso. Max Heindel, por exemplo, aponta o ano de 2654 como início da nova era, enquanto que Shepherd Simpson, o ano de 2680. Divergências acerca da exatidão à parte, o importante aqui é compreender o que caracteriza a mudança de uma era para a outra: a precessão dos equinócios.

Nos anos 60, pouco antes da estréia do famoso musical Hair, no qual foi lançada a conhecida canção Let the sunshine in – mais conhecida como Aquarius, por conta de seu refrão -, ocorreu um acúmulo planetário – stellium – no 11º signo zodiacal. Nos dias quatro e 5 de fevereiro de 1962, praticamente todos os planetas tradicionais da astrologia no céu visível se encontravam alinhados no signo de aquário. Na ocasião, diversas reportagens e astrólogos anunciavam que este seria o sinal para o início da Era de Aquário. Investigações em bibliotecas públicas poderão comprovar o que digo: muitos astrólogos de todas as partes do mundo anunciavam o dia quatro de fevereiro de 1962 como sendo o início da tão esperada nova era, considerada a promessa de um período de paz, harmonia e fraternidade entre os povos.

Há dois pontos importantes a serem considerados: primeiramente, não obstante o fato de que o aglomerado planetário de 1962 tenha sido realmente impressionante, o que marca o início de uma era não é um aglomerado num signo, e sim a precessão equinocial. É tecnicamente incorreto atribuir o início da nova era ao dia quatro de fevereiro de 1962. Em segundo lugar, o acúmulo astrológico em aquário foi seguido pelos mesmos tradicionais conflitos, guerras, manifestações de intolerância e todas as coisas que ainda fazem parte da natureza humana. Em 17 de outubro de 1967, anos após o impressionante aglomerado aquariano, foi lançado o musical Hair, cuja música-tema canta (traduzindo para o português):

“Quando a Lua estiver na sétima casa
E Júpiter se alinhar com Marte
Então a paz guiará os planetas
E o amor dirigirá as estrelas
Este é o começo da Era de Aquário (…)”

A música em questão não está tecnicamente correta, já que, conforme explicado, o início da Era de Aquário não tem absolutamente nada a ver com Marte alinhado com Júpiter ou com a Lua na casa sete. Entretanto, a música não tem nenhuma obrigação de estar tecnicamente correta. Vale aqui recordar a controvérsia envolvendo o filme O Signo da Cidade, no ano passado: a arte não tem que corresponder a uma verdade técnica. Se a música expressasse que a Era de Aquário começaria com Plutão na casa 13 ou com a Lua retrógrada, isso seria licença poética, a prioridade é a rima, a estética, e não a verdade técnica. O problema começa quando queremos de qualquer jeito encaixar a arte na verdade técnica ou a verdade técnica na arte. Vale também salientar que a música em momento algum diz que o alinhamento de Marte com Júpiter deve ser no signo de Aquário. Ela fala de alinhamento de Marte com Júpiter puro e simples, coisa que acontece com grande regularidade. A Lua na casa sete, por sua vez, é um evento diário. A propósito, a Lua sempre estará na casa sete em algum ponto do planeta Terra.

Nos dias 14, 15 e 16 de fevereiro, vivemos um alinhamento envolvendo os planetas Marte e Júpiter no signo de aquário, numa conjunção muito próxima. O nodo lunar norte e quíron também estiveram envolvidos nessa configuração. Mercúrio se aproximou de Marte e Júpiter por conjunção aplicativa. Netuno, apesar de estar em aquário, está muito distante do que seria aceitável para uma conjunção. Alguns astrólogos salientaram a importância deste dia como sendo favorável para meditações concernentes à paz mundial, à fraternidade entre os povos e outras coisas que fazem parte do ideal aquariano. Outros (poucos) apontam para esta data como sendo o início da Era de Aquário, usando como argumento o fato de a configuração astrológica desse dia ser a cantada pela música Let the sunshine in. No tocante à possibilidade de meditarmos e fazermos mentalizações pela paz mundial, não há nenhuma incorreção técnica neste clamor. Particularmente, creio que todos os dias são dias em que este tipo de bom desejo pode ser emitido, mas esbarramos aí com a crença de cada um, que não tem nada a ver com tecnicidades astrológicas.

Entretanto, se o astrólogo acredita que o dia 14 de fevereiro de 2009 assinalou o início da nova era, ele está tão errado quanto estiveram aqueles que, em 1962, diante de um aglomerado astral muito mais impressionante do que o que vimos no dia 14, afirmaram a mesma coisa. O que poderia ser comemorado no dia 14 de fevereiro seria tão somente a conjunção de Marte com Júpiter, e não o início da era aquariana. Vale destacar que nos encontramos num período de transição, em que a Era de Peixes manifesta seus derradeiros estertores e a Era de Aquário já mostra seus primeiros sinais. Apesar de a nova era só se iniciar por volta do ano 2600, é perfeitamente possível vislumbrarmos suas características desde já. Por fim, como ponto de reflexão possível, vale questionar se a Era de Aquário é o que imaginamos que seja. Muitos a idealizam, apostando nela como sendo um período de paz, amor e harmonia universais. Na prática, entretanto, uma era astrológica não é melhor do que a outra, é apenas diferente, com novas virtudes e novos problemas. As dificuldades possíveis que podemos ter de enfrentar é assunto para muitas discussões.

Fonte: http://www.ufo.com.br/noticias/era-de-aquario-desmistificando-fantasias

I SAY A LITTLE PRAYER – ARETHA FRANKLIN – 1970

Eu faço uma pequena oração! Pra sempre e sempre, você ficará no meu coração! E eu eu te amarei! Para sempre e sempre, nós nunca nos separaremos! Oh, como eu te amarei! Juntos, pra sempre, é como tem que ser! Viver sem você só partiria meu coração! Acredite em mim! Por favor me ame também! Atenda às minhas preces, diga que você me ama também! Por que você não respondeu à minha oração?

Every Breath You Take – The Police

Cada vez que você respira! A cada suspiro que você der! Cada movimento que você faz! A cada elo que você quebrar! A cada passo que você der! Eu estarei observando você! A cada dia! A cada palavra que você falar! A cada jogo que você jogar! A cada noite que você ficar! Eu estarei observando você! Oh, você não vê! Que você pertence a mim? Como meu pobre coração dói! A cada passo seu! Cada movimento que você faz! A cada promessa que você quebrar! A cada sorriso que você fingir! A cada pedido que você fizer! Eu estarei observando você!

BICHOS ESCROTOS – TITÃS – AO VIVO

Bichos!
Saiam dos lixos
Baratas!
Me deixem ver suas patas
Ratos!
Entrem nos sapatos
Do cidadão civilizado

Pulgas!
Que habitam minhas rugas
Oncinha pintada
Zebrinha listrada
Coelhinho peludo
Vão se fuder!
Porque aqui
Na face da terra
Só bicho escroto
É que vai ter

Bichos escrotos
Saiam dos esgotos
Bichos escrotos
Venham enfeitar
Meu lar
Meu jantar
Meu nobre paladar!

Bichos!
Saiam dos lixos
Baratas!
Me deixem ver suas patas
Ratos!
Entrem nos sapatos
Do cidadão civilizado

Pulgas!
Que habitam minhas rugas
Oncinha pintada
Zebrinha listrada
Coelhinho peludo
Vão se fuder!
Porque aqui
Na face da terra
Só bicho escroto
É que vai ter

Bichos!
Baratas!
Ratos!
Cidadão civilizado!
Pulgas!
Oncinha pintada
Zebrinha listrada
Coelhinho peludo
Vão se fuder!
Porque aqui
Na face da terra
Só bicho escroto
É que vai ter

Bichos escrotos
Saiam dos esgotos
Bichos escrotos
Venham enfeitar
Meu lar
Meu jantar
Meu nobre paladar!

MEUS PENSAMENTOS’

FORTALECENDO-OS-SEUS-PENSAMENTOS
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Não perca nenhuma inspiração! Aproveite todos os estímulos, bons sonhos, tenha as melhores atitudes e tome as melhores decisões.

Orlando Oráculo

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Não molde-se ao mundo, molde-se ao ESPÍRITO de DEUS, que habita em você e ELE te elevará ao mais alto céu! Creia nisso!

Orlando Oráculo

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O criador do universo tem morada eterna em nossos corações, todos precisam saber disso e em qualquer local que estiverem!!

Orlando Oráculo

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O CRIADOR DO UNIVERSO ESTÁ CONTIGO!! AÍ DENTRO DO SEU CORAÇÃO E CHEIO DE AMOR PARA SEGURAR SEU MUNDO!!

Orlando Oráculo

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Cada um é aquilo que pensa ser!

Orlando Oráculo

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Acabei de beber uma latinha de veneno! Agora preciso beber muita água!

Orlando Oráculo

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Ciúmes é uma doença que precisa ser eliminada! Acredito que DEUS não seja ciumento, pois não podemos ter DEUS somente para satisfazer nossos desejos, mas sim o desejo de todos que tenham o amor de DEUS em seus corações. Ciúmes provoca medo e precisamos eliminar todo o medo.

Orlando Oráculo

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Sabe aquela pessoa que você pensa que é uma cobra? Aquela mesmo, que talvez você não conversa com ela, muito menos ela com você! Ela pode te amar profundamente e estar apenas querendo o seu bem!

Orlando Oráculo

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A pessoa que pensa que DEUS não está falando mais com ela, fale comigo e eu explico o que está acontecendo!

Orlando Oráculo

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Cuide desde já dos seus pensamentos, pois um dia você pode perder o controle de sua mente e todos saberão tudo que passa e passava por ela.

Orlando Oráculo

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Inferno, céu e paraíso! Onde ficam? Guerras interiores!

Orlando Oráculo

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Estou do lado daqueles que não amam ao dinheiro, há alguns grupos por aqui que não consigo descobrir o que amam e o que ocupa o primeiro lugar em seus corações, aí complica demais o nosso relacionamento!

Orlando Oráculo

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Antes que alguém pergunte qual o nome do meu mestre preferido, no momento só posso falar que ele é criador do universo! Não posso falar mais nada para não causar, ciúmes, discussões desnecessárias, partidárias e nenhum tipo de guerra! Trabalhamos pelo fim das guerras!!!

Orlando Oráculo

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Há pessoas que conseguem dominar a língua ou o que falam para evitar atritos, agora imagine-se dominando seus pensamentos de maneira parecida, não haverá atritos nem em seu interior.

Orlando Oráculo

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Ninguém tem o direito de me julgar a não ser eu mesmo ou aquele que eu decidir que pode. Eu sou o que sou e serei o que serei conforme minhas decisões.

Orlando Oráculo

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Sinto que não fomos criados para o cemitério e sonho em não precisar passar por essa fase dessa vida. Sonho em não morrer, mesmo sabendo que isso pode acontecer a qualquer instante, mas se acontecer, sinto que não fui criado para morar no cemitério e penso que alguém vai me tirar de lá!

Orlando Oráculo

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A falsidade é tudo! Tudo de ruim que existe nesse sistema em que vivemos!

Orlando Oráculo

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Raso de mente e simplista de pensamento, ser ou não ser?

Orlando Oráculo

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Se for para fazer aqueles que não aceitam as diferenças de crenças, nacionalidades ou tradições tropeçarem, é melhor permanecer anônimo em relação a isso, dar apenas bons exemplos, para que tenham algum resultado na vida dessas pessoas e esperar que lá na frente elas aprendam a respeitar as diferenças!

Orlando Oráculo

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Muitas e muitas pessoas comuns se comportam pior do que os praticantes aplicados da politicagem!

Orlando Oráculo

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Unidade e igualdade, será que são as mesmas coisas? Se você tivesse que escolher apenas uma, qual seria mais importante?

Orlando Oráculo

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É o corrupto brigando com o corrompido! E a gente só assistindo!

Orlando Oráculo

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Alienação, nome que as pessoas inventaram para chamar todo aquele que tem uma opinião diferente, para não precisar conhecê-la e não conversar mais sobre o assunto! Mas quem será o verdadeiro alienado?

Orlando Oráculo

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Quem tem fé não fica pedindo coragem a todo momento, quem tem fé simplesmente vive, vive tomando atitudes conscientes e com certeza de que lá na frente vai dar tudo certo!

Orlando Oráculo

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Quem pensa muda a todo instante, pode ser para fazer coisas novas ou aquilo que você disse que nunca mais faria. O importante é pensar com amor e caridade.

Orlando Oráculo

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É possível que ainda hoje, Jeová use pessoas movidas pelo espírito santo. As coisas são conhecidas parcialmente e o propósito ainda não está completo para nossas vidas. Uma das maneiras de sabermos se estamos sendo movidos pelo espírito santo, é fazendo todas as coisas com amor e caridade, acreditando que aquilo que você pensa em praticar é possível de realizar-se.

Orlando Oráculo

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Se você pensa que com seu cargo e com sua profissão as coisas estão indo muito bem, então continue aí levando a vida sossegado!

Orlando Oráculo

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Pensar ou ser doutrinado? Eis uma questão que serve para tudo aquilo que lemos, assistimos e ouvimos! O que você pensa sobre o assunto?

Orlando Oráculo

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Em atitudes de amor agimos mais rápido do que qualquer coisa que já vimos, as mães entendem.

Orlando Oráculo

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Eu acredito no que tenho que fazer.

Orlando Oráculo

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O propósito da vida é viver.

Orlando Oráculo

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A mudança é um jogo que sempre será perigoso e é você que precisa decidir.

Orlando Oráculo

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 Se antes de fazer algo você pára e pensa se é certo ou errado, você ainda pode saber o que são valores morais.

Orlando Oráculo

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Você que ainda é novo, não seja infectado pelo sistema. Você que não é mais novo, veja até que ponto você está infectado e procure desinfectar-se!

Orlando Oráculo

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Deixe as promessas para aqueles que seguem tradições religiosas, para os escoteiros ou para qualquer outro que você sabe que também gosta de fazer promessas!

Orlando Oráculo

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É melhor tomar uma decisão equivocada do que nenhuma decisão, na dúvida decida-se e diga não! Se a oportunidade era boa, talvez ela bata em sua porta novamente de outra maneira e você terá uma segunda chance para decidir-se, dizendo sim!

Orlando Oráculo

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Não queremos cargos, queremos saúde e educação!

Orlando Oráculo

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A glória é de Deus, mas o dinheiro pode deixar com eles mesmos!

Orlando Oráculo

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Oração é um negócio muito bonito, tenho certeza que faz muito bem para aquela pessoa que faz com fé e dá resultados surpreendentes, é por isso que oro quando acho que é preciso, mas penso que há casos em que é necessário atitudes concretas para solucionar problemas! Precisamos de atitudes sólidas e perceptíveis aos sentidos!

Orlando Oráculo

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Quer serotonina e endorfina na veia? Ajude, faça o bem e ame as pessoas!

Orlando Oráculo

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O sistema de dominação existente nesse planeta é perfeito, mas em breve ele vai começar a falhar!

Orlando Oráculo

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Uma pessoa sábia é pacífica, cheia de misericórdia, de bons frutos e pronta para obedecer àquilo que for sem parcialidade e sem hipocrisia.

Orlando Oráculo

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O que falta é união por parte dos moradores e dos políticos! Se as pessoas fossem conscientizadas a participarem das discussões e decidirem o que fazer em alguns problemas, talvez nem precisaríamos ir atrás do governo para resolvê-los, mas sim para pedir redução nos impostos ou para dizer onde queremos que sejam usados!

Orlando Oráculo

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O amor vence tudo e é ele que vai surpreender muita gente!! Lá na frente eu vou ver gente falando assim: “Você não era gay? O que está fazendo aí e eu aqui?” Daí ele vai responder assim: “Sim, mas o amigo que me trouxe aqui ensinava sobre amor e eu entendi, mas você pensava que ele ensinava sobre ódio e não entendeu!

Orlando Oráculo

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Quem confiar no dinheiro ficará profundamente desapontado!

Orlando Oráculo

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Quando eu era mais novo, tratava mulher como se fosse sagrada e continuo pensando que isso não é errado!

Orlando Oráculo

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Com a tecnologia que temos hoje em dia, podemos ficar anônimos aos olhos da maioria e, com ALGUMAS pessoas melhorar o mundo de dentro do nosso quarto, sentado na nossa cama, debaixo da nossa coberta ou encostadinho tranquilo no nosso travesseiro

Orlando Oráculo

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Melhor não assemelhar-se aos que praticam males, pois um dia todos serão destruídos ou se destruirão!

Orlando Oráculo

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A vontade de Jeová para nossas vidas é perfeita e agradável, como a que ele tem para o reino dele. Muitas coisas que acontecem nesse mundo não estão de acordo com a vontade de Jeová, não diga em tudo que acontece em sua vida ou na vida de seus queridos que foi vontade dele.

Orlando Oráculo

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Não dá mais para fazer reuniões para resolver problemas, existem coisas que precisam ser resolvidas em tempo real! Os governantes precisam saber disso!

Orlando Oráculo

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Quando os meios de comunicação pararem de ser gananciosos, não se venderem por dinheiro e informarem honestamente. Quando os governantes também não se venderem por dinheiro e trabalharem honestamente, nosso país será melhor. São coisas que penso ser muito difíceis de acontecer, mas não são impossíveis!

Orlando Oráculo

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Pelo jeito que as coisas estão neste mundo, se eu morrer vou levar todos os meus segredos comigo!

Orlando Oráculo

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O problema de conversar com pessoas ignorantes é que geralmente elas não dão espaço para você dizer uma palavra.

Orlando Oráculo

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Uns querem respeito, outros não querem o preconceito!! Que tal todos praticarmos as duas coisas? Aí não haverá mais problemas!

Orlando Oráculo

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CRISTIANISMO SEM RELIGIÃO

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MULHER

LIBERTE-SE DO MEDO E SAIA DA MATRIX!

PREPARE-SE PARA APRENDER A VIVER EM COLETIVOS

SOBRE ANIMAIS

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NUNCA, NUNCA, NUNCA VEJA PORNOGRAFIA

PROTETORES DE ANIMAIS DO CAMPO GRANDE – CAMPINAS

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CUIDE DESDE JÁ DE SUA MENTE

“QUAL A TUA OBRA”

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CADA UM É AQUILO QUE PENSA SER – https://www.facebook.com/orlandotandrade/posts/779406792107294?pnref=story

OLAVO DE CARVALHO, OFERTAS E COMUNISMO

‘RELÓGIO DO APOCALIPSE’ É ADIANTADO PARA 23h57m E HUMANIDADE FICA MAIS PERTO DA EXTINÇÃO

Você acredita nisso? Somos uns privilegiados! A nossa espécie já existe há tantos milhares de anos e nós é que fomos os sortudos selecionados para assistir à festa de fim de ano(s)!

CLIQUE AQUI para ler a matéria completa.

HORTA COMUNITÁRIA: CONHEÇA O BAIRRO SUÍÇO NO QUAL CADA MORADOR PLANTA UM ALIMENTO E COMPARTILHA COM OS DEMAIS

por Redação Hypeness

Já pensou em poder colher diariamente alimentos orgânicos sem ter que comprá-los no mercado? Pois é, os moradores da Avenida Crozet, em Genebra, na Suíça, têm esse privilégio. Transformaram seus jardins em verdadeiras hortas comunitárias. A lei é a seguinte: cada um planta um tipo de alimento em seu quintal e depois pode colher outra variedade de alimento dos vizinhos. Assim, os habitantes consomem produtos orgânicos frescos à base de trocas e aumentam o senso de comunidade.

A ideia surgiu de um antigo conceito criado por Moritz Schreber no século XIX. No ano de 1864,  as pessoas começaram a utilizar espaços externos de suas casas para cultivar seus próprios alimentos. Logo, países como Áustria e Suíça aderiram à ideia. Hoje, o bairro da Avenida Crozet é conhecido pela sua enorme horta comunitária e virou modelo de consumo sustentável para todos nós.

Através do Google Maps, é possível ver a estrutura bem organizada criada pelos moradores:

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mapa-suica-okFotos © GoogleMaps

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Foto via natvegi

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Foto via MontedoLaranjal

 Fonte: http://www.hypeness.com.br/2015/01/moradores/

 

John Legend – Ordinary People

Sei que me portei mal! E nós ainda temos oportunidade de crescer! E apesar de que o amor às vezes machuque, eu ainda coloco você em primeiro lugar! E nós faremos com que dê certo! Somos apenas pessoas comuns, não sabemos que caminho tomar, pois somos apenas pessoas comuns! Talvez devêssemos ir com calma! Dessa vez iremos com calma! Ir com calma! Às vezes é o paraíso na terra! Talvez a gente viva e aprenda! Talvez você fique, talvez vá embora! Talvez você retorne! Talvez devêssemos ir com calma! Ir com calma! Dessa vez iremos com calma!

TERRA EM TRANSE: 9 ALERTAS INQUIETANTES DO IPCC PARA O MUNDO

Relatório do IPCC que é sempre uma versão politizada para não cardíacos

Alguns cientistas já dizem que o pior está por vir. Nós já vivemos o pior que poderíamos em nossa geração. E nossos filhos e nossos netos enfrentarão, se nada for feito até lá o o que de pior poderão viver no seu tempo.

CLIQUE AQUI para ver a matéria completa em exame.abril.com

Black Eyed Peas ft. Sting – Union

Comecemos a união! Um por todos, Um por todos! E todos e todos por um! Imagine se qualquer profeta estivesse vivo em nossos dias, entre você e eu. Você acha que eles teriam a mesma opinião que você e eu temos. Perceba que você não pode mudar o mundo sozinho e entenda que nós somos iguais. Assim quando eu contar até três vamos mudar. Não é tempo de buscar grandes filosofias! Eu raramente deixo minha mente ser levada pela maré. Eu mudaria o mundo se eu pudesse mudar minha mente, se eu pudesse viver além de meus medos. Todos nós na verdade nos afastamos, no meio de toda esta situação negativa, dividido por convicções, religião e lugares diferentes. Porque nós não entendemos o ponto de nossa missão? Escute, eu sei que é realmente difícil fazer mudanças, porém dois de nós poderiam reorganizar esta praga, salvar a próxima geração. Reúna-se como um! Isto exige um, só um e então um segue o outro. E então outro segue outro! Na próxima vez você saberá que conseguiu um bilhão! Pessoas que fazem coisas maravilhosas! Pessoas que fazem coisas poderosas! Mudemos e façamos algo poderoso! 1,2,3!

 

WHATSAPP FACILITA E DENUNCIA TRAIÇÃO, APONTA ESTUDO

Aplicativo facilita a comunicação; na Itália, é é citado em 40% dos casos de divórcio, de acordo com um estudo
Foto: Divulgação

Para o MP, o vídeo no WhatsApp configura-se como mensagem eletrônica enviada por telemarketing

Whatsapp já é apontado como causa de divórcios em todo o mundo

Um levantamento feito pela Associação de Advogados Matrimoniais da Itália revela que o WhatsApp — aplicativo de troca de mensagens pelo celular — é citado em 40% dos casos de divórcio naquele país. De acordo com o presidente da entidade, Gian Ettore Gassani, em entrevista ao jornal The New York Times, as mensagens trocadas pelo aplicativo são listadas em inúmeros processos como evidências de traição. Ainda de acordo com Gassani, há um impulso para a traição causado pela tecnologia.

Ele afirma que, em alguns casos, a troca de recados, fotos e vídeos acontece até com três ou quatro parceiros diferentes ao mesmo tempo. “As redes sociais aumentaram os casos de traição porque os tornaram mais fáceis, primeiramente por mensagens de texto, antes pelo Facebook e agora pelo WhatsApp, que tem sido amplamente usado”, disse Gassani.

Descoberta

Foi pelo aplicativo que Rita (nome fictício), moradora de Campinas, descobriu a traição do marido no início do ano, segundo ela, por acaso. “Eu nunca fui de mexer no celular dele, mas um dia ele esqueceu o smartphone em casa e começou a tocar”, conta. Rita atendeu a chamada, sem desconfiar de nada. Do outro lado da linha, ninguém respondeu e a ligação caiu. O número era de uma mulher, que teve o nome identificado no visor do aparelho. Após a ligação suspeita, ela decidiu entrar no WhatsApp do marido e encontrou centenas de mensagens que eram trocadas entre a mulher e o seu marido.

“Eu nunca tinha desconfiado dele. Ela era amante dele há pelo menos seis meses. Depois, descobri que foram até viajar juntos, mas, para mim, disse que estava trabalhando. A traição, quando descoberta, por qualquer meio que seja, é sempre avassaladora”, disse Rita.

Depois do episódio, ela decidiu se divorciar. Segundo Rita, o marido nunca teve o hábito de usar redes sociais, mas acredita que ele tenha encontrado no aplicativo do celular um meio mais seguro de manter contato com a amante.

Aumento nas separações

No Brasil, não existe estatística que indique a principal causa dos divórcios, porém, o que se sabe é que nos últimos anos os casamentos desfeitos têm crescido, e muito. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012, o País registrou 341,6 mil divórcios. Foi o primeiro ano de recuo em relação ao ano anterior. Em 2011, foram concedidos 351,1 mil divórcios. A taxa geral no País era de 2,5 para cada mil habitantes, contra 2,6 em 2011. Em 2010, foram registrados 243,2 mil divórcios.

O aumento expressivo de 2010 foi atribuído à mudança na Constituição Federal, que derrubou o prazo para se divorciar, tornando essa a forma efetiva de dissolução dos casamentos, sem a etapa prévia da separação. Para se ter uma ideia do salto no índice de matrimônios desfeitos no Brasil, em 2006, o número de divórcios foi de 80 mil.

Cada vez mais comum

Para o vice-presidente da Comissão de Direito de Família da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Campinas, Sidval Oliveira, apesar de não existir dados específicos, é cada vez mais comum a citação de traiçãopor meio de mensagens instantâneas no celular ou na internet em processos de divórcio.

O primeiro caso de uma traição descoberta pelo computador atendido por Oliveira foi em 2011. Na época, ainda não existia WhatsApp, mas o caso envolvia uma mulher que descobriu troca de mensagens do marido com a amante pelo smartphone. “Foi o fim do casamento. Hoje em dia são muitos os casos de homens ou mulheres que descobrem a traição por causa da tecnologia”, disse.

Sem consequência jurídica

No Brasil, porém, apesar das provas da traição, não há consequência jurídica, diferentemente do que ocorre na Itália, quando é importante levantar provas contra o cônjuge para se divorciar. “Depois das alterações da Constituição Federal, em 2010, acabaram as condições subjetivas e objetivas pelo fim do casamento. Em virtude disso, não se discute mais essas infrações dos deveres do casamento.

Em não se buscando mais essa culpa, não vai ter esse parâmetro de comparação, mas as mensagens poderão ser usadas em eventuais ações de indenização pela violação do dever conjugal, ação de responsabilidade civil familiar, por dano moral”, explicou o advogado.

Em resumo, o divórcio no Brasil pode ser concedido pelo simples desejo de uma das partes. Não há necessidade nem mesmo do consentimento do outro, restando apenas a decisão do juiz.

Assassinato

No dia 18 de dezembro, uma mulher de 25 anos foi morta pelo companheiro com golpes de facão no distrito de Taiaçupeba, em Mogi das Cruzes (SP). Segundo informações da polícia, o homem, de 34 anos, confessou ter matado a mulher depois de ler mensagens no aplicativo WhatsApp. O casal estava junto há quase dois anos.

O celular com as supostas mensagens não foi localizado. O caso foi registrado como homicídio qualificado. Em depoimento à polícia, o marido relatou ter ido tirar satisfação com a mulher e que ela confessou ter uma relação extraconjugal com o chefe. Disse que já estava desconfiado da mulher após ter visto as mensagens, mas que matou a companheira após ela ter admitido a traição.

Riscos

O advogado Sidval Oliveira, que também atua na área de direito cibernético, alertou para outro risco que a traição pela internet ou aplicativos pode causar: a divulgação pública de fotos, vídeos íntimos e mensagens após a descoberta de uma traição. “Isso pode gerar ainda mais transtornos ao casal, motivando processos e um problema que pode não ter fim. Isso porque, a internet, a partir do momento que disponibiliza um conteúdo, não tem como reverter isso. É para a eternidade”, alertou.

Foto: César Rodrigues/ AAN

O advogado Sidval Oliveira: divulgação de conteúdo íntimo na internet pelo cônjuge traído pode ser um dos efeitos colaterais

O advogado Sidval Oliveira: divulgação de conteúdo íntimo na internet pelo cônjuge traído pode ser um dos efeitos colaterais

Oliveira lembra que, no caso que atendeu em 2011, após a esposa descobrir as mensagens de traição no celular do marido, houve o divórcio amigável e tudo se resolveu dentro do escritório. “O traidor pagou uma indenização pelo desgaste emocional, mas encerraram ali.” Para o advogado, não há fórmula para evitar traições por meio das novas tecnologias, mas há dicas que podem ajudar o casal a conviver de forma mais saudável com as redes sociais.

“A privacidade do casal é algo a ser zelado. Na internet, tudo é possível, é um livro aberto enorme da vida das pessoas. As pessoas ainda não aprenderam a lidar com a internet. Por isso, a importância de voltar o contato pessoal, deixar a internet, o celular, desligar a TV. Um conselho, se não conseguir resistir, é estabelecer outras rotinas.”

Por Felipe Tonon – felipe.tonon@rac.com.br

Fonte: correio.rac.com.br/_conteudo/2015/01/capa/campinas_e_rmc/232952-whatsapp-facilita-e-denuncia-traicao-aponta-estudo.html

por orlandotandrade Publicado em MENTE

“ÊXODO, DEUSES E REIS” É PROIBIDO NO EGITO

O novo filme do diretor Ridley Scott foi também retirado de várias salas de cinema no Marrocos.

Na esteira da polêmica em torno do cancelamento e posterior exibição de A Entrevista nos cinemas norte-americanos, devido aos ataques hacker sofridos pela Sony nas últimas semanas, outro filme tem enfrentado dificuldades de exibição. Êxodo: Deuses e Reis foi proibido no Egito e teve várias de suas sessões canceladas no Marrocos.

O motivo da proibição no Egito é que, de acordo com a censura local, o novo filme dirigido por Ridley Scott traria uma “visão distorcida” em torno da vida de Moisés. Abdel Sattar Fathi, chefe da censura egípcia, lamentou que o filme mostre que “os judeus estiveram envolvidos na construção da pirâmide de Ghiza como povo eleito por Deus” e que passe a impressão de que os egípcios teriam torturado os judeus. Além disto, Êxodo teria manipulado os ensinamentos do Alcorão, o livro sagrado do islã.

Outro país onde Êxodo: Deuses e Reis tem enfrentado problemas é no Marrocos. Apesar de não ter ocorrido uma proibição oficial do governo, o longa-metragem teve várias de suas sessões repentinamente canceladas. Ainda não houve um posicionamento oficial nem dos exibidores locais nem do Centro Cinematográfico Marroquino sobre o assunto.

No Brasil, Êxodo: Deuses e Reis está em cartaz desde ontem, após atrair pouco mais de 150 mil espectadores nas pré-estreias realizadas na semana passada. Confira a crítica do AdoroCinema sobre o filme.

Fonte: www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-110991/

JOSS STONE – FREE ME – Festival SWU

Não venha me dizer que não vou, eu posso
Não venha me dizer que eu não sou, eu sou
Não venha me dizer que os meus planos
Não passam disso

Não venha me dizer que não vou, eu irei
Não me diga como devo pensar, eu sinto
Não me diga porque eu sei o que é real
O que eu posso fazer

Algo que você não vê todos os dias

GIANNA JESSEN – SOBREVIVENTE DE ABORTO POR ENVENENAMENTO SALINO

Nesse dia 25 de novembro de 2014, Dia Internacional de Combate a Violência Contra a Mulher, deixo essa reflexão sobre o aborto de Gianna Jessen, sobrevivente de um aborto por envenenamento salino, veja seu recado para os homens, para as mulheres e decida qual deve ser a melhor atitude em respeito a vida, sua e daqueles que podem te amar um dia!

1ª parte

2ª parte

ENTREVISTA COM LUC FERRY

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Para o filósofo Luc Ferry, se ficamos tão chocados com casos como o da menina Isabella, é porque amar a família é uma novidade radical na nossa história

por Rita Loiola,

 

O filósofo Luc Ferry é o oposto do que geralmente se associa a um intelectual francês. Seus livros são fáceis de ler – estão sempre na lista dos 10 mais vendidos na França. Os títulos lembram a auto-ajuda (Aprender a Viver, O Que É uma Vida Bem-Sucedida ou Famílias, Amo Vocês), mas tratam apenas de questões-chave da história da filosofia. “Minha questão é saber como o ser humano pode viver melhor, e isso só a filosofia é capaz de responder”, diz. Além de escrever best sellers, Luc Ferry milita na direita francesa, ao contrário de muitos dos seus colegas intelectuais. Membro do atual governo do presidente Nicolas Sarkozy, ele era ministro da Educação em 2004, quando a França criou polêmica ao proibir que as crianças usassem símbolos religiosos na escola – lei que afetou sobretudo jovens muçulmanas que usavam véu. Ele também não é um intelectual pessimista, mas um entusiasta da maneira de viver e pensar do Ocidente. Se o Brasil e o mundo ficam escandalizados com a morte da menina Isabella ou o caso do austríaco que praticou incesto com a filha durante 28 anos, Ferry diz que nunca amamos tanto nossa família. Numa tarde quente de primavera em Paris, o filósofo explicou por que o amor à família é a novidade na história que define o mundo de hoje.

No livro Famílias, Amo Vocês, lançado este mês no Brasil, você diz que os pais nunca amaram tanto os filhos. No entanto, estamos todos chocados com o caso de uma menina que foi jogada pela janela do 6º andar. E, na Áustria, veio à tona um caso de incesto que durou 28 anos. Esses episódios não o contradizem?

Não. Já ouvi falar dezenas de vezes desse caso da garota Isabella, e estamos todos chocados, tanto quanto com o caso de incesto da Áustria. O importante é que, hoje, esses episódios deixam a maior parte da população escandalizada. Analisando historicamente, percebemos que nem sempre as pessoas ficaram chocadas com histórias como essas. Até o século 18, antes do nascimento da família moderna, cerca de 30% das crianças eram abandonadas. No norte da França, as mortes chegavam a 90% no primeiro ano de vida. Na Idade Média, a morte de uma criança era menos importante que a perda de um cavalo. Existiam diferenças em relação ao primogênito, mas, em geral, as crianças simplesmente eram abandonadas para morrer. A situação mudou completamente. E, no futuro, a família deve se tornar ainda mais importante.

Por quê?

Porque o ser humano é uma das últimas coisas sagradas hoje em dia. Na história, o sagrado (aquilo pelo qual somos capazes de arriscar nossa vida) mudou muito. Os europeus já morreram por 3 grandes motivos: Deus, a pátria e a revolução. Nos últimos séculos, houve mortes maciças em guerras de religião, nacionalistas e guerras revolucionárias. Esses motivos desapareceram. Os jovens ocidentais de hoje não são capazes de morrer nem pela pátria, nem por Deus, nem pela revolução. Acabou.

Mas ainda existe quem morreria por um ideal, como os homens-bomba ou os terroristas bascos. Não?

Existem os extremismos políticos, mas acredito que, entre os ocidentais, nem mesmo os 5% de extrema direita ou esquerda morreriam por um ideal. No entanto, os únicos seres pelos quais seríamos capazes de arriscar nossa vida são os outros seres humanos – nossos filhos, nossos amigos ou mesmo pessoas que passam por situações graves de miséria, como os famintos da África e os movimentos humanitários que tentam salvá-los. O sagrado não desapareceu, ele só mudou de lugar e se encarnou na humanidade. Passamos da transcendência vertical – Deus, pátria, as grandes utopias – para a transcendência horizontal – os homens. Na minha opinião, trata-se de uma grande mudança. É uma maravilha não morrer por motivos estúpidos, e sim para salvar outros seres humanos. Muita gente acha que o fim das utopias é uma tragédia. Para mim, é uma coisa formidável.

Como o fim dos ideais influencia a política hoje?

No Ocidente, faz com que a política, em vez de ser um fim em si mesma, seja um auxílio para a vida privada. Hoje em dia, as pessoas pedem que nós, políticos, sejamos um instrumento do desenvolvimento da família. Não trabalhamos a serviço da glória do país ou da revolução, mas a serviço dos cidadãos. É uma mudança de foco imensa. Com ela, surgem problemas novos, como a preocupação com as gerações futuras. Vem daí o interesse pela ecologia e também pela dívida pública – questões para resolvermos a longo prazo. Temos que dar conta desses problemas não para contribuir para a grandeza do país, mas porque não queremos deixar um mundo pior para nossos filhos.

Essa preocupação com a família é um dos aspectos do que você chama de “novo humanismo” do mundo moderno ou “sabedoria do amor”?

Exatamente. O mundo de hoje é marcado por relações amorosas que têm uma origem muito recente. Antes do capitalismo, as pessoas se casavam à força e nunca por amor. O casamento tinha duas funções: manter a linhagem familiar e tocar a vida rural – fazer a roça, construir cercas para os animais, preparar a comida e até fazer as próprias roupas. Com o capitalismo, surge o povo assalariado e o mercado de trabalho. As mulheres saem da roça para trabalhar nas cidades, vão ser operárias, domésticas em casas burguesas e se descobrem como indivíduos. Largam a bolha em que viviam e descobrem duas liberdades: o anonimato – ninguém mais as vigia – e o salário, um pouco de dinheiro que significa a autonomia material. Coloque-se no lugar dessa moça que escapa do olhar da família e do padre da vila: é uma liberdade formidável! Essa mulher passa a se recusar a ser casada à força. Ela vai querer “se” casar – e com alguém de quem ela goste. Surge assim o casamento por amor, e desse casamento vem o amor pelos filhos e depois a sacralização das pessoas. Foi assim que o amor familiar virou um grande traço que nos define hoje em dia.

Então é o amor que dá sentido à vida hoje?

Sim. O amor é uma das poucas coisas absolutas, indiscutíveis hoje em dia. E a única coisa capaz de dar sentido à vida é o absoluto. Antigamente, o valor absoluto era uma coisa transcendente, ou seja, superior a nós, como Deus e a eternidade. O valor absoluto caía do céu. Mas agora ele está em nós, o que eu chamo de uma “transcendência na imanência”. É mais ou menos como quando alguém se apaixona: ele descobre a transcendência do outro, mas consciente de que o sentimento foi criado dentro de si. A verdade não é mais descoberta hoje sob argumentos autoritários, superiores, mas na sua parte mais íntima – o coração.

Alguns psicólogos dizem que estamos obcecados pela felicidade e pela realização pessoal. Essa busca por felicidade do mundo moderno pode nos levar a mais decontentamento?

Bem, você gostaria de voltar aos séculos passados onde essa felicidade não existia? Se não gostaria, é preciso aceitar que a vida moderna, democrática e livre tem um custo, que é fazer e até mesmo inventar a vida sozinho, arranjar um sentido para a própria vida. Certamente não devemos pensar que a vida deve ser sempre feliz e despreocupada. Pessoas que tentam viver como se a vida pudesse ter nenhum sofrimento lembram um animal – digamos, um coelho – que vive sem imaginar que há um caçador por perto para estragar a festa. Kant, o filósofo alemão, diz que se a Providência quisesse que fôssemos felizes não teria nos dado a inteligência. Nunca conseguiremos ter uma vida totalmente despreocupada. O ser humano tem problemas, tem medos que o fazem diferente de um coelho que brinca inocentemente.

Os títulos de seus últimos livros parecem tirados de manuais de auto-ajuda, mas falam somente sobre questões filosóficas cruciais. A filosofia pode nos ajudar a viver melhor?

Sim. Quando a filosofia surgiu, na Grécia, era uma “aprendizagem sobre a vida”, e não um discurso chato, como hoje. Naquela época, as escolas de filosofia passavam como lição de casa exercícios para os alunos viverem melhor e mais livres. Por isso, um dos meus livros têm o título Aprender a Viver, que é uma frase de Sêneca, o filósofo estóico grego. Só depois da vitória do cristianismo sobre a cultura grega que a filosofia vira questão religiosa e acadêmica. Quando a religião cristã se sobrepõe à filosofia, principalmente a partir da Idade Média, e toma para si a questão da “aprendizagem da vida” ou do “saber viver”, a filosofia fica esvaziada de seu objetivo principal e se transforma em um estudo abstrato e puramente teórico. Apesar de a vida na Grécia e no século 21 serem bem diferentes, os problemas do ser humano são parecidos. Como os gregos, nós hoje achamos que uma vida mortal bem-sucedida é melhor que ter uma imortalidade fracassada, uma vida infinita e sem sentido. Buscamos uma vida boa para quem aceita lucidamente a morte sem a ajuda de uma força superior.

Mas atualmente ajudar a viver melhor não é papel da psicologia?

O projeto da filosofia e da psicologia é igual – salvar o ser humano dos seus medos. Mas os caminhos são bem diferentes. Acho que a psicologia nos diz “como” e a filosofia responde “por que”. A psicologia acalma e a filosofia mostra o sentido.

 

A escola e a religião

Na breve passagem de Luc Ferry pela política,como ministro da Educação, entre 2002 e 2004, seu ato mais polêmico foi proibir que os alunos usassem símbolos religiosos nas escolas. A lei valia para todas as religiões, mas provocou a ira de muçulmanos residentes na França que obrigam as filhas a usar lenços na cabeça. Os críticos afirmaram que a “lei do véu” era um atentado à livre expressão religiosa. Já quem apoiou a proibição a considerou uma proteção aos direitos humanos do Ocidente. Para Luc Ferry, o fato por trás da polêmica do véu é a ausência de deveres na sociedade. “O homem de hoje está convencido de que tem muitos direitos, mas é inconsciente de seus deveres. Isso fica bem visível no sistema educacional. Se a escola é laica, não há por que utilizar símbolos religiosos ostensivos”, diz ele. Mas o Estado laico não permite liberdade religiosa? Ferry prefere fugir dessa pergunta e explicar o conflito de etnias da França. “Temos em nosso território a comunidade muçulmana mais importante da Europa e o 3º maior grupo judeu do mundo (depois de Israel e dos EUA). Depois da 2ª Intifada, em 2001, as crianças das duas comunidades começaram a brigar. Houve, entre 2001 e 2004, um aumento de 200% de ações anti-semitas na França. O governo decidiu, então, proibir não os símbolos religiosos discretos, mas os agressivos, militantes”, diz ele.

Luc Ferry

• Tem 57 anos e 3 filhos.

• Preside o Conselho de Análises da Sociedade, órgão ligado à Presidência da França.

• Gosta de jogar tênis e viajar no ano passado, visitou o Brasil e ficou fascinado pela cidade de Salvador (BA).

• Seu escritório se destaca pela bagunça: a mesa do computador e a da sala de reuniões são repletas de livros e folhas espalhadas. 

Fonte: http://super.abril.com.br/cotidiano/entrevista-luc-ferry-447617.shtml

MULHER LIGA PARA A POLÍCIA, FINGE PEDIR PIZZA E CONSEGUE COLOCAR MARIDO QUE A ESPANCAVA NA CADEIA

ThinkStock

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O serviço de emergência dos EUA costuma receber vários trotes diariamente. Mas graças à inteligência de um atendente, uma ligação que parecia piada, mas era uma mensagem codificada, acabou salvando uma mulher.

Ela ligou ao 911 pedindo uma pizza, mas por trás do que parecia uma piada, pedia socorro contra o marido que a agredia.

O policial que recebeu a ligação verificou o endereço passado e descobriu que lá já havia sido registrado caso de violência doméstica. Por conta disso, enviou uma viatura ao local. Após a chegada da polícia, o agressor foi preso.

Veja como foi o diálogo:

– 911, qual é a emergência?
– Rua Maine, 123
– Ok, o que está acontecendo aí?
– Eu gostaria de pedir uma pizza
– A senhora ligou para o serviço de emergência
– Sim, eu sei. Quero uma pizza grande, meia pepperoni, meia cogumelo com pimentão
– Mmmm, desculpe, você sabe que ligou para o 911, certo?
– Sim, você sabe quanto tempo vai demorar?
– Ok, está tudo bem aí? A senhora está em uma emergência?
– Sim, estou
– E não pode falar porque tem alguém ao seu lado?
– Correto. Você sabe quanto tempo vai demorar?
– Tenho um policial há cerca de dois quilômetros da sua casa. Há alguma arma na casa?
– Não, até logo, obrigada

Por | Yahoo Notícias 

RELIGIÃO PRECISA DE POLÍTICA?

Todos os líderes religiosos deveriam pensar como esse aí em relação ao envolvimento deles com a política, Ariovaldo Ramos é o nome dele. Penso que ele está certo e vocês? Penso que as pessoas precisam de políticas públicas para viver sim, precisam se organizar sim, já as religiões não dependem disso mesmo, elas se organizam conforme sua fé e é somente por isso que respeito a opinião daqueles líderes religiosos que tem fé na política para se manterem vivos!

MEMÓRIAS DO CAMPO GRANDE – DOCUMENTÁRIO

20111201183915

Por Orlando TeixeiraPresidente da Associação de Moradores do Jardim Florence

Em CAMPO GRANDE CONSCIENTE

“Memórias do Campo Grande” é um documentário muito importante para os jovens que não conhecem a história da nossa região formarem suas opiniões, fazerem uma interpretação da situação política atual e usarem como modelo para novas conquistas. Veja como a união das igrejas foi essencial na organização de manifestações em busca da conquista de grandes melhorias para a região Campo Grande, como a duplicação da Avenida John Boyd Dunlop, melhorias no transporte público, iluminação, asfalto, escolas, postos de saúde e muitas outras. O documentário conta a história de moradores e lideranças de igrejas da região, como a Soeli Alves, a irmã Dilce, que foi minha professora antes da Crisma, em meados de 80 e o Padre Benedito Ferraro, que era o responsável pela igreja do Jardim Florence e por outras comunidades da região por muitos anos depois que eu deixei a religião.

O projeto registra 30 anos de história baseada nas memórias dos personagens e em arquivos de reportagens jornalísticas no período de 1979 a 2009. Participaram do projeto desde professores a metalúrgicos. Foram mais de 25 entrevistados, que são Maria José Cunha, Dilce Martins, Paulo Brito, Osmair (Jardim Florence), Orlando Aparecido, Elpídio de Souza, Maria de Lourdes (Jardim Maracanã), Cecílio (Satélite 4),  Lourdes Wolf, Maria das Graças, Ana Jardim, José Marques (Jardim Novo Maracanã), João Antunes (Parque Itajaí),  Manoel Dionísio (Jardim Liliza), Aparecida Dias,  Cícero José (Jardim Rossim), Idair, Sebastião (Jardim Campina Grande), Maria de Lourdes, Arnaldo Valentim, Antonia (Jardim Santa Clara), Irani, Odila, Soeli, Neide Vital (Satélite 1), Vicente Paulo (Nova Esperança), Pes Benedito Ferraro, João Batista Cesário e Antonio Carlos Barreiro. Assista vídeos abaixo:

Memórias do Campo Grande – parte 1

Memórias do Campo Grande – parte 2

Memórias do Campo Grande – parte 3

A CURA PELA PALAVRA: PSICOTERAPIA

Nunca tanta gente consultou um psicólogo para falar de sua vida no divã. Mas será que vale a pena gastar tempo e dinheiro contando nossa intimidade a alguém que mal conhecemos?

por Texto Denize Guedes, em SUPERINTERESSANTE

Jean de Oliveira Leite batia na namorada. De repente, por causa de uma discussão ou por terem esquecido uma das sacolas de compras no supermercado, ele dava tapas e pancadas na mulher que amava. Dois anos de namoro e algumas situações de violência depois, ela deu queixa na delegacia e terminou com ele. Os dois estariam separados até hoje se Jean não tivesse procurado um analista e ingressado num grupo de reflexão de homens com o mesmo problema. Na terapia, entendeu por que, em um de seus sonhos que tinha a namorada como personagem, ela assumiu a forma de um arame que ele dobrava sem parar. “Eu não podia dobrá-la metendo a mão”, diz. Depois das sessões de psicoterapia, os dois voltaram. Estão juntos – e em paz – há 3 anos.

No ano passado, a bancária Tatiana Dória não queria mais viver. No fundo de uma depressão, não se interessava por nada nem ninguém. Raramente saía: passava os dias na cama, dormindo ou assistindo filmes. Foi quando decidiu bater à porta de um psiquiatra. Saiu de lá com uma receita de antidepressivos e um encaminhamento à psicoterapia. Durante 6 meses, passou por dois terapeutas de abordagens diferentes, até o convênio médico cortar o benefício. Insistiu por dois meses, pagando as sessões do próprio bolso, mas resolveu abandonar o tratamento por achá-lo inútil. “Procuro o autoconhecimento há muito tempo, mas realmente não sei se um terapeuta tem algo a me acrescentar”, diz Tatiana, que preferiu seguir com os remédios e se dedicar a práticas como meditação.

Assim como Jean e Tatiana, milhares de pessoas estão insatisfeitas com o que são ou como estão. Querem se livrar de fobias, manias obsessivas, conseguir dormir direito, ter forças para sair da cama pela manhã, deixar para trás dificuldades sexuais ou simplesmente achar a vida mais interessante. Cada vez mais gente resolve desbravar a torre de Babel que é o mundo das terapias, habitado por mais de 400 modelos. O número de psicólogos deu um salto de 48% desde 2000, de 123 mil para 182 mil. Sem contar o crescimento do número de psicanalistas, psiquiatras e outros profissionais, como os filósofos clínicos. A quantidade de pessoas que procuram terapia também deve aumentar, já que, em abril, o governo tornou obrigatório aos planos de saúde oferecer 12 sessões anuais de psicoterapia a todos os conveniados. Se antes ir a psicólogos era coisa de “problemáticos”, hoje falar da expe­riência parece ser um bom jeito de engatar conversas com amigos no bar.

A palavra vem do grego therapeúein, que carrega significados como assistir e cuidar. Desabafar no ombro do amigo e conversar com um médico atencioso pode até ser terapêutico – mas não é um método que afasta o sofrimento por meio de técnicas apoiadas em fundamentação teórica, as psicoterapias, todas, de um modo ou de outro, baseadas no tratamento pela fala. Entre quem freqüenta um psicoterapeuta e quem está pensando em procurar um, é comum haver dúvidas do tipo: vale a pena gastar tempo e dinheiro com isso? Não é besteira contar detalhes da intimidade a alguém que mal conhecemos e que não oferece nenhuma garantia de eficácia? Afinal, terapia funciona?

Sim e não. Dezenas de pesquisas neurológicas provam que sessões de psicoterapia modificam conexões neurais e padrões de comportamento, como aconteceu com Jean­. Apesar disso, é grande a possibilidade de você conhecer terapia e, como Tatiana, achar o método inútil – e até bizarro.

Por dentro da terapia

A primeira pessoa tratada pela terapia da palavra se chamava Bertha Pappenheim, mas ela ficou conhecida como Anna O. Foi assim que os médicos Josef Breuer e Sigmund Freud a chamaram na hora de narrar o caso clínico que germinou a psicanálise. Anna O. sofria de alucinações histéricas, sonambulismo e se recusava a beber água. Já levava 6 semanas ingerindo somente a água de frutas quando os sintomas começaram a desaparecer – sempre após falar em voz alta sobre o que a atormentava. “Depois de ter desabafado energicamente a raiva que ficara dentro dela, pediu para beber e bebeu sem inibição uma grande quantidade de água, acordando da hipnose com o copo nos lábios. Com isso, o distúrbio desapareceu para sempre”, escreveram os dois no livro Estudos sobre a Histeria, de 1895.

Anna O. fez Freud ter uma sacada genial: expressar em voz alta pensamentos opressores e resgatar lembranças traumáticas causam efeitos benéficos ao corpo. Isso parece óbvio hoje em dia, mas não naquela época. As pessoas então enxergavam o corpo e a alma (o pensamento e o sentimento) como elementos que se opunham ou pelo menos não se comunicavam. Tratavam-se doenças mentais com procedimentos físicos, como eletrochoques ou incisões no cérebro. Com a criação do tratamento pela fala, Freud revolucionou a psiquiatria, criando uma nova área de estudo – a psicanálise.

Primeiro, ele afirmou que todos temos problemas mentais de menor ou maior grau. Cada pessoa, para Freud, monta sua identidade em cima de conflitos do inconsciente – local dos traumas e desejos reprimidos na infância. Depois, para chegar a esses desejos e impulsos que operam abaixo do nível da consciência, ele criou todo um conjunto de técnicas. Colocou um divã para dentro do consultório (e do nosso imaginário), onde o paciente deveria sentar e falar fazendo associações livres, de modo que o psicanalista pudesse desvendar as reais motivações por trás daquela fala e dos sonhos que a pessoa narrava ter vivido. “Não apenas Freud inventou sozinho o campo da psicoterapia mas o fez de uma só vez”, afirma, no livro Os Desafios da Terapia, o psiquiatra Irvin D. Yalom, professor emérito de psiquiatria da Universidade Stanford (EUA) e autor de Quando Nietzsche Chorou.

Nesses mais de 100 anos, a psicanálise se multiplicou em diferentes teorias e abordagens, dando origem a uma área mais abrangente, a psicologia. Mas a criação de Freud permanece a fonte onde, de alguma forma, todas as correntes da psicoterapia ainda bebem. “Dá para considerar a psicanálise como o berço de todo o campo, pelo menos em relação à maioria das linhas de psicologia profunda”, diz Franklin Goldgrub, professor de psicologia da PUC-SP. De modo geral, o terapeuta com alguma influência de Freud tenta provocar no paciente um processo de autoconhecimento, ou seja, de descoberta da raiz das suas motivações e traços de personalidade. Um processo que envolve passos como estes:

Rever o passado. Entre psicólogos, é comum ouvir a frase “o passado muda todo dia”. A idéia é que podemos voltar aos fatos do passado que mais nos atormentam e reavaliá-los, dando a eles outro significado. Fazer uma “arqueologia da alma”, como dizia Freud, passa por descobrir como nossos pais e os desejos deles influenciaram a nossa vida. Uma passagem de Cartas a um Jovem Terapeuta, do psicanalista Contardo Calligaris, explica por que a infância assume papel tão importante na terapia: “Não é porque os eventos da infância sejam mais marcantes do que os de hoje, mas porque os eventos de hoje tomam relevância e sentido a partir de nosso passado e, portanto, de nossa infância”.

Tomar consciência. É quando o paciente descobre o que faz com a própria vida e tenta vislumbrar o motivo por trás de suas ações. Geralmente a tomada de consciência provoca descobertas revolucionárias sobre si próprio, do tipo: “Minha mulher morreu há 3 anos e desde então vivo fingindo que ela está viva” ou “Sou ranzinza e intolerante com as pessoas da mesma forma como ajo comigo mesmo”.

Responsabilizar-se. Depois que a pessoa se dá conta de seus traços de comportamento, vem a hora de tomar para si a responsabilidade pelos problemas e deixar de culpar os outros – os pais, o chefe, a sociedade ou o marido que decidiu ir embora. Como diz o psiquiatra Yalom no livro O Carrasco do Amor: “Se a pessoa não se sente responsável pelas próprias dificuldades, como, então, ela será capaz de modificar sua situação?” Não significa se culpar pelos infortúnios da vida. “Culpar-se é querer se castigar. Responsabilizar-se é querer mudar. O objetivo é fazer a pessoa perceber o que quer e como ela própria se sabota”, diz Goldgrub.

O problema é que esse roteiro inspirado nas idéias de Freud pode demorar anos para se desenvolver – e ninguém garante que produza os resultados que o paciente espera. Tem mais: muitas das teorias de Freud e outros grandes psicanalistas não nasceram do método científico tradicional – aquele em que um cientista delimita um universo de pesquisa, faz análises e a partir dela tira conclusões. Suspeita-se até que Freud tenha exagerado histórias de seus pacientes para comprovar sua teo­ria. “Do nascimento da psicanálise até hoje, várias idéias de Freud foram descartadas”, diz o neurocientista Renato Sabbatini, da Unicamp. “A neurociência, por exemplo, descobriu que os sonhos têm mais a ver com a memória do dia anterior do que com desejos reprimidos.”

À medida que as idéias de Freud foram sendo questionadas, novos tratamentos surgiram. Das mais de 400 técnicas diferentes que existem hoje, a maioria apareceu a partir da década de 1960, quando a revolução sexual fez as pessoas dar mais importância ao bem-estar do corpo e da mente. Enquanto a terapia baseada na psicanálise tradicional permaneceu um processo demorado, onde falar de cura e eficácia soa estranho, sua hegemonia foi dando lugar a modelos mais curtos e focados, as psicoterapias breves dinâmicas. Uma das correntes mais fortes é a terapia cognitivo-comportamental (TCC), recomendada sobretudo a quem sofre de fobias, como medo de dirigir, ou transtornos obsessivos, como o hábito de lavar as mãos várias vezes por hora. Bem diferente das terapias baseadas em Freud, a TCC quer saber pouco do passado ou dos desejos reprimidos do paciente. O tratamento costuma ser mais curto e se concentra no que a pessoa pensa sobre si mesma e como esse pensamento se reflete nas ações. “Para a terapia cognitiva, os sintomas depressivos vêm de pensamentos e crenças negativas sobre si e sobre o mundo”, diz o psiquiatra Aristides Volpato Cordioli, organizador de um catatau de quase 900 páginas chamado Psicoterapias – Abordagens A­tuais.­ Assim como a TCC, existem técnicas mentais que fazem você se acostumar a ter pensamentos tranqüilizantes, levando esse sentimento a situações de ansiedade.

Freud também vem perdendo terreno porque se restringiu aos conflitos interiores de um indivíduo, dando pouca importância a influências sociais nos sentimentos dele. “O sofrimento psíquico varia de acordo com o contexto sociocultural”, diz o psiquiatra e psicanalista Mário Eduardo Pereira, professor de psiquiatria da Unicamp. Se na época de Freud os casos de histeria proliferavam, provavelmente em resposta à repressão sexual do século 19, a sociedade atual pode nos deixar mais narcisistas, competidores e ansiosos por ter prazer. “Vive-se hoje em uma sociedade nada solidária e muito competitiva, onde as posições conquistadas são sempre incertas. Isso está fortemente relacionado aos casos, cada vez mais comuns, de pânico, insônia, ansiedade, estresse e depressão”, diz Mário Eduardo Pereira. Se a raiz desses problemas está no tipo de vida que levamos hoje em dia, eles não podem ser tratados apenas pelas técnicas de Freud.

Por dentro do cérebro

Tantas correntes diferentes de psicoterapia impõem uma questão: como saber qual é a mais eficaz ou pelo menos se alguma delas é eficaz? É aqui que entra uma outra área da ciência que está se interessando pelo que acontece no divã. Pesquisas com neuroimagem funcional, método que fotografa o fluxo sanguíneo no cérebro, estão provando que a terapia baseada na fala causa, sim, efeitos permanentes no nosso sistema de aprendizagem, na memória e no processamento de emoções.

O último estudo da área, feito na Universidade de Amsterdã no ano passado, analisou 20 pessoas com transtorno do estresse pós-traumático, distúrbio que geralmente atinge quem passa por traumas como seqüestro, acidentes graves e abuso sexual. Elas foram submetidas a uma sessão semanal de psicoterapia breve – inspirada em Freud, porém focada e mais curta – durante 4 meses. Enquanto isso, outras 15 pessoas com o mesmo diagnóstico ficaram num grupo sem tratamento. No final, o cérebro de quem fez terapia mudou. Houve mais atividade em regiões do córtex pré-frontal, área relacionada a cálculos, pensamentos práticos e ações que tomamos conscientemente. Na prática, o tratamento deu alívio a sintomas que têm tudo a ver com traumas, como hipervigilância (estado de alerta permanente) e recordações aflitivas, que se manifestam em pesadelos e pensamentos recorrentes.

Alguém pode logo dizer que não é privilégio da psicoterapia alterar redes neurais. E não é mesmo. Com maior ou menor intensidade, as experiências da nossa vida provocam mudanças na atividade cerebral – como na hora em que ouvimos a seleção de músicas da nossa banda favorita, recebemos a notícia triste da morte de alguém ou damos uma boa caminhada no parque. “O que é bastante recente é o reconhecimento da comunidade científica sobre a intensidade e a permanência das mudanças alcançadas pela psicoterapia. Não se imaginava que o funcionamento do cérebro pudesse ser alterado tão dramaticamente pelo tratamento, e com benefícios tão duradouros”, diz o psicólogo e neurocientista Marco Montarroyos Callegaro.

É como se o pensamento alterado pela terapia fosse a tabuada que a gente não esquece mais. “Os sistemas de memória e aprendizagem constituem a base de todas as psicoterapias. Como o cérebro é uma estrutura plástica, que se modifica de acordo com nossas experiências, o tratamento consegue atuar em determinados circuitos”, diz Jesus Landeira-Fernandez, diretor do Laboratório de Neuropsicologia Clínica e Experimental da PUC-RJ.

Meses antes da pesquisa holandesa, uma outra, realizada pela USP, mostrou resultados parecidos. O estudo envolveu 16 pacientes também com transtorno do estresse pós-traumático. Eram pessoas que tinham vivido eventos como a morte de parentes, seqüestro e assalto. Em dois meses, elas passaram por sessões semanais de uma psicoterapia chamada exposição e reestruturação cognitiva, que consiste em revisitar o evento para então dar a ele um significado menos traumático. Outros 11 pacientes com o mesmo distúrbio ficaram numa lista de espera. Resultado: aqueles que foram às sessões tiveram mais atividade no córtex pré-frontal e menos na amígdala. Como esta parte do cérebro regula nossa sensação de medo, a relação é direta: a terapia reduziu o medo e a ansiedade dos pacientes. Já quem ficou no grupo de controle não teve mudanças relevantes. “Novos arranjos das sinapses ocorrem durante o aprendizado promovido pela psicoterapia”, diz o psicólogo Julio Perez, o autor do estudo. “O tratamento modifica as redes associativas que antes estavam relacionadas à situação que causava dor e dificuldade.”

Quer mais? Há ainda estudos provando a eficácia da terapia para problemas específicos, como as fobias. Na Alemanha, em 2006, 28 voluntárias perderam o medo de aranha em sessões semanais, de 5 horas, de TCC. Elas tiveram menor atividade da ínsula e do giro do cíngulo anterior direito, áreas ligadas àquelas reações que nós não controlamos, como ficar assustado e com o coração batendo rápido logo depois de ver uma aranha. No Japão, também em 2006, 12 pacientes com síndrome do pânico se livraram do mal em 10 sessões de terapia comportamental ao longo de 6 meses. O cérebro deles também deu uma recauchutada nas áreas ligadas ao medo, à memória e ao pensamento consciente. “Há indícios de que as psicoterapias promovem o fortalecimento das funções executivas, ligadas ao córtex pré-frontal”, diz Landeira-Fernandez. Em outras palavras, a terapia fez as pessoas pensar melhor.

As pesquisas de neuroimagem indicam que quem completa o tratamento sai, em geral, 80% melhor do que os pacientes fora do consultório. É um resultado tão positivo que já está provocando mudanças na saúde pública de alguns países. Na Inglaterra, o governo anunciou um investimento de 170 milhões de libras para treinar 3 600 profissionais em terapia cognitivo-comportamental. “O valor inicial do tratamento com antidepressivos é inferior ao da psicoterapia. No entanto, no médio e no longo prazo, a melhor relação é a do tratamento psicoterápico, que tende a apresentar menor reincidência da depressão e efeitos mais duradouros”, diz Callegaro. O resultado também fez até os mais céticos admitir as vantagens da terapia. “Uma coisa é a teoria ultrapassada de Freud, outra são os efeitos comprovados da prática”, diz o neurocientista Sabbatini.

Por fora da terapia

Mas tem um probleminha. A neuroimagem também levanta questões que incomodam a psicologia. Em grande parte das pesquisas, há um paradoxo aterrador: não importa se o paciente passou por uma tratamento inspirado em Freud ou uma prática mais nova. No fim, o efeito de todas é muito parecido. Ou seja: em eficácia, abordagens distintas não fazem diferença nenhuma entre si. Inconformados com isso, pesquisadores da Universidade de Leeds, na Inglaterra, tentaram recentemente pôr fim ao mistério. Durante 3 anos, eles estudaram 5 500 pacientes que passaram por 3 tipos de terapia: cognitivo-comportamental, psicodinâmica e centrada na pessoa. Conclusão publicada em 2007: equivalência de novo.

O fato de terapias diferentes funcionarem igualmente cria uma hipótese: talvez a psicoterapia não funcione pelo motivo que os terapeutas apontam, mas por razões não tão confortáveis à psicologia. Dylan Evans, pesquisador da Universidade de Cork, na Irlanda, especializado em psicologia evolutiva, defende uma dessas razões incômodas: “Se as diferentes técnicas não têm qualquer impacto na recuperação, então é plausível que os benefícios se devam à única coisa que todas as abordagens têm em comum. A crença do paciente de que está recebendo ajuda médica de boa-fé”. Ou seja: efeito placebo – o mesmo que faz as pessoas se sentir melhor depois de tomarem um remédio de farinha ou passarem por um benzimento.

Evans conta em seu livro Placebo (sem tradução para o português) que essa possibilidade teria assombrado Freud até a morte. O Pai da Psicanálise acreditava na supremacia do seu método e, tão logo diferentes linhas se formaram dentro da escola psicanalítica, passou a atribuir os efeitos provocados por essas dissidências à pura sugestão. “Logo se tornou claro que seus próprios pacientes não diferiam em recaídas daqueles tratados por heréticos como Jung e Adler”, afirma Evans.

Assim se desenrola um novelo de pontos fracos dos tratamentos psicológicos. Apesar de as pesquisas neurológicas provarem os efeitos da terapia, não há provas de que isso acontece pelos motivos que os terapeutas apontam. “Na área da saúde mental, é difícil até saber qual é o distúrbio que a pessoa apresenta”, diz Sabbatini. Distúrbios mentais não são como dores de cabeça – não há certeza do que o paciente tem e nem se o tratamento vai ser eficaz como um analgésico. A falta de fundamentação faz das terapias um serviço estranho: elas oferecem um tratamento sem saber se ele vai dar certo. Por causa disso, “a psiquiatria é uma das últimas áreas da medicina que ainda não conseguiu o status de ciência”, diz Sabbatini.

É o que os especialistas chamam de fase empírica não científica: quando se descobriu, pela prática, que uma erva ou uma atitude ajudam a prevenir ou curar uma doença, mas sem ninguém saber exatamente por quê. Por exemplo: no século 18, o médico italiano Giovanni Lancisi acreditava que a malária era contraída ao se respirar o ar fétido de pântanos – daí o nome da doença, que vem de “maus ares”. De fato, deixar de circular em pântanos evita malária, mas não por causa dos maus ares, e sim porque o lugar é cheio de mosquitos – estes, sim, a verdadeira origem da doença. As psicoterapias podem estar nesse nível. Baseiam-se numa crença forte e têm alguma eficiência, mas ninguém sabe exatamente como a melhora acontece. E mais: pode haver uma causa e um tratamento mais acertados, porém não descobertos.

Um exemplo é a genética. Por muito tempo, acreditou-se que a esquizofrenia era um mal psicológico que deveria ser tratado no divã. Quando vieram à tona suas raízes genéticas e químicas, a psicoterapia para tratar esquizofrenia virou coisa do passado. Do mesmo modo, cada vez mais pesquisas ligam os genes à predisposição ao comportamento depressivo. E uma pesquisa de biólogos evolutivos dos EUA acaba de mostrar que a hiperatividade tem laços genéticos. Psicólogos costumam explicar esse distúrbio como uma estratégia de filhos para chamar a atenção dos pais. Já os biólogos americanos descobriram que há uma razão evolutiva para a hiperatividade existir. Quando o ser humano vivia em grupos nômades, não conseguir parar quieto era uma vantagem competitiva para caçadores e pastores. Hoje, porém, a vida sedentária fez desse traço um problema. Pesquisas como essa mostram que, no futuro, os cientistas podem descobrir que tratar depressão ou hiperatividade no divã é tão equivocado quanto achar que os ares do lodaçal causam malária.

Trapalhadas no divã

Para os psicoterapeutas, porém, a história é outra. Se linhas diferentes de tratamento funcionam da mesma forma, não significa que o efeito da terapia seja placebo ou coisa parecida. E sim que a eficácia não depende do tipo de tratamento, mas da vontade do paciente em amadurecer, da habilidade do terapeuta e sobretudo da relação que os dois desenvolvem.

Pouca gente gostaria, por exemplo, de se tratar com quem se compromete mais com a doutrina em que se formou do que com o paciente. E passa as sessões tentando encaixar o pobre coitado na teoria. Críticos da psicanálise chamam essa prática de “cara eu ganho, coroa você perde”. É o caso do analista convicto de que o rapaz sofre do clássico complexo de Édipo, quer matar o pai para ficar com a mãe. Se ele concorda com a interpretação, perfeito. Se não, é porque está reprimindo impulsos sexuais. “Um dos desafios é não tornar o nosso fazer um leito de Procusto”, diz Julieta Quayle, um dos presidentes da Associação Brasileira de Psicoterapia. No mito grego, os hóspedes de Procusto não saíam vivos de sua casa, pois ele cortava ou esticava seus pés para que coubessem no tamanho exato da cama que oferecia.

Também há o problema da má formação. A cada ano, o Brasil ganha 17 mil novos psicólogos. Muitos saem de faculdades pouco prestigiadas, não fazem um curso de especialização num método ou num distúrbio e mesmo assim abrem seus ouvidos para tratar das razões individuais do ser humano – talvez o objeto de estudo mais complexo que existe. Além disso, terapeutas também têm seus problemas emocionais, que podem resvalar para o paciente. Nem todos mantêm uma necessidade básica: sua própria terapia. “Como é possível uma pessoa guiar os outros num exame das estruturas profundas da existência sem examinar a si mesmo?”, questiona Yalom. Entre os resultados da falta de análise do terapeuta, está o de seduzir ou deixar-se seduzir pelo paciente. Não raro terapeutas mal analisados têm relacionamentos amorosos com clientes.

“Se fôssemos submeter terapeutas a um controle estatístico, poucos sobreviveriam”, diz o neurocientista Sabbatini. Mas, como grande parte do sucesso do tratamento depende de quem está se tratando, é muito difícil avaliar um terapeuta. Para o profissional, fica fácil culpar o paciente pela ineficácia das sessões. Diante disso, faz sentido a metáfora que o psicólogo clínico americano Scott Miller usa para falar do paciente: cliente herói. “Quer o terapeuta funcione ou não, depende do cliente, e de suas habilidades heróicas, levantar-se contra as coisas horríveis que lhe aconteceram”, afirma ele.

A terapia no futuro

A falta de certeza do tratamento pelo menos tem uma vantagem: exigir terapeutas cada vez mais focados em resultados, que usem técnicas mais científicas para descobrir o problema do paciente. “No futuro, talvez possamos diagnosticar os transtornos através de exames de neuroimagem”, diz Landeira-Fernandez.

Na hora do tratamento, uma das tendências é que cada vez mais os profissionais se especializem no distúrbio e não numa doutrina intelectual. Um exemplo é o trabalho do psicólogo clínico Albert Rizzo, da Universidade do Sul da Califórnia. Bancado pelo Exército americano, ele adequou a terapia cognitivo-comportamental a um game de guerra e vem tratando soldados que sofreram traumas no Iraque. “Jovens acostumados à realidade virtual, eles se sentem incentivados a voltar aos eventos da guerra pelo computador”, diz Rizzo.

Mas também existe a tendência oposta: que algumas correntes fiquem ainda mais distantes da ciência e próximas da filosofia, criando sessões onde a cura seja um fator secundário. “Vivemos questões existenciais que acompanham o ser humano há séculos”, diz o filósofo Lúcio Packter, pioneiro da filosofia clínica no Brasil. Não à toa, o psiquiatra Irvin Yalom dedicou o livro A Cura de Schopenhauer aos filósofos clínicos – que ele chamou de terapeutas do futuro: “Nós [os psicólogos] fazemos parte de uma tradição que remonta não só aos nossos ancestrais imediatos da psicoterapia, começando com Freud e Jung, e todos os ancestrais deles – Nietzsche, Schopenhauer, Kierkegaard – mas também Jesus, Buda, Platão, Sócrates, Galeno, Hipócrates e todos os outros grandes líderes religiosos, filósofos e médicos que se ocuparam de cuidar do desespero humano”. Uma venerável agremiação.

 

Terapia no cockpit da F-1

O mundo das terapias anda tão especializado que a SUPER ouviu até Jarno Trulli, piloto de Fórmula 1 da Toyota, e seu médico,Riccardo Ceccarelli. Calma, Trulli não sofre de nenhum distúrbio mental nem está passando por uma crise existencial. Ele só quer correr melhor – e usa psicoterapia para isso. No divã, pratica exercícios para ter um cérebro mais ágil na corrida.

Como assim terapia na F-1?

Trulli: Pratico algumas técnicas para trabalhar o cérebro. É que uma coisa é se concentrar o máximo possível em uma tarefa e outra é se concentrar em realizar diversas atividades ao mesmo tempo, o que um piloto de Fórmula 1 deve fazer. Trabalhamos para cultivar uma mente o mais elástica possível, preparada para lidar com todas as ações e informações da corrida, mesmo quando fisicamente você já está cansado. Como não há um treinamento específico que sirva para o nosso trabalho, nos valemos de diversas disciplinas.

Como funciona?

Ceccarelli: São duas sessões diárias, pela manhã e à tarde. Peço a Trulli que imagine que está correndo uma volta de um circuito, movendo seus braços, brecando e acelerando no ponto correto. Isso mostra a precisão do que ele está visualisando. Normalmente, completa a volta entre dois ou três segundos a mais ou a menos do tempo de uma volta real. Em uma outra técnica, peço que ele olhe para diversos objetos e tente se concentrar em todos ao mesmo tempo, vendo detalhes e movimentos. Isso treina o cérebro a lidar com várias tarefas. 

Terapia para a guerra

Ela foi chamada de “coração de soldado” na Guerra de Secessão, de “choque da bomba” na 2ª Guerra e de “fadiga do combate” na Guerra do Vietnã – quando foi batizada de transtorno do estresse pós-traumático. Com a Guerra do Iraque, o distúrbio reapareceu. Para tratar os soldados que voltam traumatizados do Iraque, os americanos usam até videogames. Bancado pelo Exército, o psicólogo clínico Albert Rizzo, da Universidade do Sul da Califórnia, adequou a terapia cognitivo-comportamental a um game de guerra, tratando os soldados com realidade virtual.

Como o tipo de tratamento começou?

No início, todos imaginavam que a Guerra do Iraque seria rápida – e que por isso não haveria soldados com transtorno do estresse pós-traumático. Em 2004, porém, uma revista médica publicou um artigo com números assustadores de gente traumatizada voltando do Iraque e do Afeganistão. Os militares reconheceram o problema e vieram até nós. Tínhamos adaptado o game Full Spectrum Warrior, que se parece muito com o ambiente de guerra do Iraque, para incluir nele elementos úteis à terapia.

Como a realidade virtual contribui para o tratamento?

Trata-se de uma simulação em 3D em que o paciente, com um headset, pode dirigir um tanque humvee ou andar por uma vila. É quando o terapeuta faz coisas acontecer. No começo, muda o número de pessoas na rua. Depois, conforme o paciente fica mais confortável e sua resposta ao medo diminui, adiciona coisas como o barulho de uma arma a distância ou de uma bomba. Um helicóptero que sobrevoa um veículo que explodiu. Tudo bem gradual. Montamos um simulador do ambiente de guerra que inclui até o cheiro de combustível, pólvora, lixo, borracha queimada, todo tipo de cheiro da guerra. Quando uma bomba explode, eles sentem o chão tremer.

Qual o papel da fala no tratamento?

É o elemento principal. A tecnologia não cura ninguém. O paciente não fica simplesmente sentado olhando o que acontece no mundo virtual. Eles são encorajados a falar da experiência, a chorar e a contar os detalhes. O mundo da realidade virtual os ajuda a ter condições de voltar para aquele evento e a processar a memória emocional. Nós ouvimos a sua história repetidas vezes, a gravamos e a entregamos em uma fita no final da sessão. Todo o processo é desenhado para ampliar a habilidade do terapeuta em aplicar a terapia de exposição, não para substituí-lo.

Que tipos de sintomas os soldados estão eliminando?

Os principais são o que chamamos de re-experiências. Elas aparecem em pesadelos e flashbacks, que talvez sejam os piores sintomas. Basicamente, o transtorno consiste em ter atitudes extremas quando não é necessário. Por exemplo: o sujeito está sentado do lado de fora de um café e o escapamento do carro dá um estrondo. De repente, ele volta ao Iraque. Eles também evitam acontecimentos associados ao trauma. Voltam para casa e não querem ir a canto nenhum, porque acham que uma bomba vai explodir. Ou, se estão dirigindo e vêem uma pilha de lixo ao lado da estrada, relembram a guerra e, eventualmente, não dirigem mais. De 15 veteranos que completaram o programa desde 2005, 12 mostraram melhoras impressionantes. Não pretendemos eliminar a memória de ninguém, mas ajudá-los a não ser assombrados pelos sintomas do TEPT, que fazem a guerra continuar dentro de cada um. 

10 grandes linhas do autoconhecimento

Desde que Freud inventou a terapia pela palavra, seu método foi questionado, derrubado, reerguido e reformado. Hoje, sua influência está dispersa em centenas de correntes – algumas mais, outras menos freudianas. Veja abaixo como 10 grandes linhas da psicoterapia funcionam.

Alta influência de Freud

Psicanálise

O analista acredita que os problemas vêm de impulsos reprimidos na infância do paciente, que passa a maior parte da sessão falando por meio de associações livres. O terapeuta geralmente fala pouco, sem emitir juízo, tentando analisar a fala e os sonhos. Modelo mais antigo, foi ampliado e modernizado com os estudos de Jacques Lacan (1901-1981).

Psicanálise junguiana

Também chamada de psicoterapia analítica, foi criada por Carl Jung, discípulo de Freud, que introduziu na psicanálise o conceito de inconsciente coletivo – as imagens e as experiências comuns a todos os seres humanos. Por isso, o método junguiano leva em conta, além das questões individuais do paciente, as influências externas e coletivas que podem atormentá-lo.

Psicodinâmica

Chamada de psicanálise light, baseia-se em noções tradicionais da psicanálise, só que é mais breve, com o terapeuta tentando ativamente engajar o paciente em um diálogo que o faça reconhecer e resolver conflitos antigos. É também mais focada para atingir objetivos concretos preestabelecidos entre paciente e terapeuta.

Média influência de Freud

Gestalt

Usando o teatro e outras expressões artísticas, explora técnicas dramáticas para construir pensamentos e atitudes criativas. Com blocos de espuma, bonecos ou almofadas, o paciente é encorajado a adotar novos papéis e expressar sentimentos, com o objetivo de compreendê-los melhor.

Terapia de grupo

Abriga teorias e práticas de outras correntes, com a diferença de ser praticada em grupo. O convívio com os outros pacientes funciona como um microcosmo social – um ambiente seguro para um novo comportamento. É indicada para quem sofre de problemas comuns do seu ambiente e tem dificuldade de se relacionar com os outros.

Interpessoal

Recomendada a quem passa por depressão leve ligada a conflitos pessoais, luto ou mudança repentina de papéis (um casamento ou um novo cargo profissional). O tempo da terapia é predeterminado, e as sessões se concentram no tempo presente, sem ligar experiências atuais ao passado.

Centrada na pessoa

Foca na relação entre paciente e o profissional. Sem interpretar pensamentos e comportamentos, o terapeuta cria um clima de empatia que permite ao paciente explorar questões que o perturbam e desenvolver a auto-estima. Por isso, é indicada a quem se sente oprimido pelo mundo e tem baixa aceitação de si próprio.

Baixa influência de Freud

Terapia comportamental

Linha bem distante de Freud, é indicada para quem sofre reações indesejáveis do corpo diante de manias e fobias (como medo de aranha ou de avião). Utiliza técnicas básicas de aprendizagem, como exposição e condicionamento, na tentativa de trocar o comportamento usual por reações mais agradáveis. Para os críticos, esse tipo de terapia tenta fazer um adestramento do paciente.

Terapia cognitiva

Baseada na idéia de que “os homens se perturbam não pelas coisas, mas pela visão que têm delas”, como disse o pensador romano Epíteto (60-117). A terapia cognitiva tenta reconhece e alterar padrões de pensamento que incomodam o paciente, para ensiná-lo a vigiar idéias automáticas e corrigi-las. Indicada a quem sofre de depressão e precisa mudar o que pensa sobre si próprio.

Terapia cognitivo-comportamental

Utiliza técnicas das duas correntes ao lado para tentar fazer o paciente identificar pensamentos e crenças distorcidas que tem de si próprio. A idéia é fazer a pessoa perceber seus pensamentos e procurar corrigi-los, gerando novos padrões de raciocínio. Indicada para quem sofre de depressão, ansiedade e perturbações relacionadas a traumas. 

Para saber mais

Os Desafios da Terapia

Irvin Yalom, Ediouro, 2007.

Placebo

Dylan Evans, Oxford, EUA, 2004 .

Psicoterapias – Abordagens Atuais

Aristides Volpato Cordioli, Artmed, 2008.

Estudos sobre a Histeria

Sigmund Freud, Imago, 2006.

O QUE É FUNDAMENTALISMO?

FUNDAMENTALISMO

Ao Pé da Letra

É o termo usado para se referir à crença na interpretação literal dos livros sagrados. Fundamentalistas são encontrados entre religiosos diversos e pregam que os dogmas de seus livros sagrados sejam seguidos à risca.

O termo surgiu no começo do século 20 nos EUA, quando protestantes determinaram que a fé cristã exigia acreditar em tudo que está escrito na Bíblia. Mas o fundamentalismo só começou a preocupar o mundo em 1979, quando a Revolução Islâmica transformou o Irã num Estado teocrático e obrigou o país a um retrocesso aos olhos do Ocidente: mulheres foram obrigadas a cobrir o rosto e festas, proibidas. “Para quem aprecia as conquistas da modernidade, não é fácil entender a angústia que elas causam nos fundamentalistas religiosos”, escreveu Karen Armstrong no livro Em Nome de Deus: o Fundamentalismo no Judaísmo, no Cristianismo e no Islamismo.

Os ataques de 11 de setembro, organizados pelo grupo Al Qaeda, reacenderam a preocupação contra fundamentalistas e criaram 2 mitos freqüentes: o de que todo fundamentalista é muçulmano e terrorista. “Poucos grupos apelam para a violência”, diz o antropólogo Richard Antoun, autor de Understanding Fundamentalism: Christian, Islamic and Jewish Movements (“Entendendo o Fundamentalismo: Movimentos Cristãos, Islâmicos e Judaicos”, inédito no Brasil). Conheça, ao lado, alguns grupos fundamentalistas espalhados pelo mundo.

 

Grupos judaicos

Kach Kahane Chai

Objetivo: Restabelecer os territórios judaicos como determina a Torá e expulsar os palestinos da região.

Modo de agir: Atentados terroristas em Israel. Em 1994, Baruch Goldstein, seguidor do Kach, matou 29 palestinos que rezavam na Caverna dos Patriarcas, em Hebron.

Neturei Karta

Objetivo: Oposição ao sionismo. O grupo acredita que Israel é obra de Satã e que judeus não devem se envolver em política ou luta armada, só em assuntos espirituais.

Modo de agir: Boicote. Em 1948, quando o Estado de Israel foi criado, o grupo proibiu todos os seus membros de participarem de eleições, recusou subsídios governamentais para suas escolas e jurou que não entraria em nenhuma instituição governamental. No ano passado, quando o líder da Autoridade Palestina Iasser Arafat morreu, membros do Naturei Karta visitaram o túmulo dele. Muitos membros do grupo apóiam a criação de um Estado palestino.

Satmar

Objetivo: Oposição ao sionismo. É um dos maiores grupos ultra-ortodoxos existentes hoje. Surgido na Romênia, vê o Estado de Israel como profanação. Acredita que o povo eleito deve sofrer a punição do exílio e não tomar iniciativas para se salvar, confiando na vontade de Deus.

Modo de agir: Encoraja os seguidores a criarem comunidades fora de Israel. O líder do grupo, rabino Joel Teitelbaum, culpa os sionistas pelo Holocausto, pois “atraíram a maioria dos judeus para uma hedionda heresia, como nunca se viu desde a criação do mundo”. 

Grupos islâmicos

Partido Frente Islâmica de Salvação

Objetivo: Fundar uma república islâmica regida pelas leis do Alcorão na Argélia.

Modo de agir: Política. Em 1991, o partido iria ganhar as eleições, mas o governo interrompeu o processo eleitoral. A medida gerou revolta entre os muçulmanos e uma guerra civil durante toda a década de 1990. Deste conflito, surgiram os grupos fundamentalistas Exército Islâmico da Salvação e Grupo Armado Islâmico.

Al-Gama·a al-Islamiyya

Objetivo: Pela guerra santa, fazer do Egito um Estado islâmico.

Modo de agir: Ataques terroristas, em especial contra turistas. “O turismo é uma praga. As mulheres vêm vestidas em roupas provocativas para despertar o desejo dos fiéis”, disse o líder Omar Abdel Rahman a um jornal israelense em 1993. Em 1997, o grupo matou 58 pessoas que visitavam o templo de Hatshepsut, um dos principais pontos turísticos do país. Também já cometeu um ataque contra o presidente egípcio Hosni Mubarak, em 1995.

Abu Sayyaf

Objetivo: O grupo, ligado à Al Qaeda, quer criar um Estado islâmico nas Filipinas.

Modo de agir: Ataques terroristas. É acusado de ter matado 100 pessoas no ataque a um barco, em fevereiro de 2004. No dia 14 de fevereiro deste ano, dia dos namorados nas Filipinas, 3 atentados à bomba mataram 11 pessoas. Os ataques seriam um presentinho para a presidente Gloria Arroyo. 

Grupos cristãos

Pró-vida de Anápolis

Objetivo: Combater o aborto em qualquer caso, o homossexualismo e o uso de preservativos.

Modo de agir: Campanhas e lobbies junto a vereadores e deputados. O grupo luta contra ações judiciais que permitem certos tipos de aborto e é reconhecido como entidade de utilidade pública por uma lei municipal de Anápolis.

Christian Voice (Voz Cristã)

Objetivo: Analisar os acontecimentos atuais sobre a ótica da Bíblia, unir Igreja e Estado na Inglaterra. “Abençoada é a nação em que Deus é o senhor”, informa o site do grupo.

Modo de agir: Manifestações de oposição à União Européia e ao divórcio, ataques a clínicas de aborto e promoção da cura de homossexuais. No começo do ano, o grupo fez uma manifestação contra a tevê britânica BBC por ter apresentado o musical Jerry Springer – The Opera em que Jesus, Maria e Deus são convidados de um programa de entrevistas no inferno e Jesus diz que é gay. Telefones de funcionários da BBC foram divulgados no site do grupo para quem quisesse reclamar pessoalmente.

Universidade Bob Jones

Objetivo: Formar profissionais preparados para seguir Cristo, independentemente da carreira.

Modo de agir: Os estudantes são obrigados a participar de um curso bíblico por semestre. Proíbe namoros entre estudantes de raças diferentes e expulsa alunos homossexuais.

Por Adriana Küchler,  em Superinteressante

USO DE TRANQUILIZANTE PODE ELEVAR RISCO DE ALZHEIMER

 

O uso prolongado e indiscriminado de ansiolíticos e tranquilizantes pode aumentar o risco de o idoso desenvolver a doença de Alzheimer, mostra estudo publicado no “British Medicai Journal”. Utilizados para tratar sintomas como ansiedade e insônia, os benzodiazepínicos (como Rivotril, Frontal e Lexotam) foram associados a um risco até 51% maior de desenvolvimento da demência. A venda dessa classe de calmantes tem aumentado no Brasil, na contramão do que acontece em países como Inglaterra e Alemanha, onde o comércio tem caído. A pesquisa foi feita por um grupo de cientistas canadenses e franceses usando dados do sistema de saúde de Québec (Canadá). Foram comparados 1.796 casos de Alzheimer em pessoas acima de 66 anos com 7.184 idosos saudáveis (da mesma faixa etária) por um período de seis anos antes do diagnóstico da doença.

Entre os efeitos colaterais estão falhas de memória, confusão mental e instabilidade postural. Isso pode levar a quedas e fraturas. Segundo um especialista é muito comum os idosos se queixarem de insônia, quando, na verdade, têm dificuldade de dormir à noite porque costumam cochilar durante o dia. Às vezes, uma simples higiene de sono já resolve.

CLIQUE AQUI  para saber mais no site da Folha de São Paulo

 

 

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MENTE E CORAÇÃO – GUILHERME KERR NETO

Mente e Coração – Guilherme Kerr Neto

Ah! Como é bom poder
aos pés da cruz depositar
este meu fardo, pesado e árduo de carregar.

E não ter que andar ansioso de nada, senão,
a Deus tudo levar, em grata e súplice oração.
E a paz de Deus, então, mente e coração guardará
em Cristo Jesus.

Ah! Como é bom poder
aos pés da cruz depositar
este meu fardo, pesado e árduo de carregar.

E não ter que andar ansioso de nada, senão,
sobre Ele lançar, cada problema, cada aflição.
E a paz de Deus, então, mente e coração guardará
em Cristo Jesus.

Ah! Como é bom poder, como é bom saber!

VOTO DE CABRESTO É CONDENADO POR LÍDER RELIGIOSO DE CAMPINAS

Contra o Voto de cabresto divino

 

O arcebispo de Campinas, dom Airton José dos Santos, enviou carta às paróquias em que orienta qual deve ser o papel da igreja nas eleições do dia 05 de outubro.

Entre elas, o religioso condena o voto de cabresto, proíbe o uso dos templos e lugares de cultos, assim como eventos religiosos, para propaganda eleitoral partidária e ressalta ainda que os candidatos que são voluntários da igreja devem se afastar do cargo de leigo das paróquias para não constrangerem os fiéis a votarem neles.

Além disso, deixa claro a defesa do financiamento público de campanha – evitando assim a influência do poder econômico sobre as candidaturas -, defende alteração do sistema político em que o pleito seria realizado em dois turnos, sendo que no primeiro votaria na proposta e, no segundo, no candidato, entre outras propostas.

A carta é extensa e propositiva. Mas entre seguir as orientações e ignorá-las há um longo caminho. O que tenho visto é pastores e padres ignorarem sistematicamente o papel da igreja – defendo a conscientização política, mas condeno a partidarização das igrejas – e estão transformando os púlpitos em palanques eleitorais. Não se constrangem em pedir votos para os seus candidatos e tratam os fiéis como ignorantes. O voto de cabresto tem sido uma realidade nos arraiais evangélicos e católicos.

Por Rose Guglielminetti

VOCÊ É QUAL TIPO DE PESSOA?

Existem dois tipos de pessoas que não vão para a frente:
Aquelas que não fazem o que lhes é pedido. Aquelas que só fazem o que lhes é pedido.
Napoleon Hill

AS 16 LEIS DE TODA PESSOA DE SUCESSO, SEGUNDO NAPOLEON HILL

 

No começo do século XX, um dos empresários mais bem-sucedidos dos Estados Unidos, Andrew Carnegie, decidiu que queria saber quais eram os denominadores comuns entre todos os grandes homens de sucesso da época.

Para isso, contratou um jovem chamado Napoleon Hill e deu a ele a tarefa de estudar – durante 20 anos – sobre as 6 mil pessoas mais ricas e poderosas do mundo e descobrir o que elas tinham em comum. Hill não só as estudou como também entrevistou pessoalmente centenas delas, incluindo nomes como Thomas Edson, Graham Bell, George Eastman, Henry Ford, John Rockfeller, Theodore Roosevelt e Woodrow Wilson.
Depois de apresentado a Andrew Carnegie, o resultado do trabalho foi transformado em um curso, no qual Napoleon Hill definiu 16 leis que todas as pessoas de grande sucesso seguiam, conscientemente ou não. Se você quer modelar alguns desses grandes nomes da humanidade, leia sobre e tente aplicar você mesmo todas essas 16 essenciais regras.

1. Associação com outras pessoas com o mesmo perfil de pensamento

A primeira lei revela que todos os grandes homens tiveram que se associar a outras pessoas para conseguir realizar os seus objetivos. Uma vez que todos compreenderam a interdependência, buscaram principalmente pessoas que seguiam uma mesma linha de pensamento. Assim, todos trabalhavam em rapport com seus sócios.
Napoleon Hill afirmava que a união de duas ou mais mentes gerava um todo que era maior do que a soma das partes, o que ele chamou de Master Mind – ou Mente Mestra. Sozinhos, nenhum deles teria conseguido o sucesso que conseguiu.

2. Objetivo principal definido

Outro ponto que ficou bastante claro durante a pesquisa foi que todas as pessoas que realizam seus sonhos tinham um objetivo principal claramente definido em suas mentes, muitas vezes ricos em detalhes.
Muita gente diz que quer mudar de vida, mas quando são perguntadas o que realmente querem, se atrapalham para dizer. Sabem que não querem continuar do jeito que estão, mas não tem um objetivo claro de onde querem chegar, do que querem realmente mudar.
O objetivo principal na vida deve ser escolhido com um grande cuidado e, depois de escolhido, deverá ser escrito e colocado num lugar onde se possa vê-lo pelo menos uma vez por dia. Isso tem por efeito psicológico impressionar o subconsciente da pessoa de tal maneira que ela aceita esse propósito como um lema, um projeto, uma “planta” que finalmente dominará as suas atividades na vida e a guiará, passo a passo, para a consecução desse objetivo. – Napoleon Hill

Sem ter um objetivo traçado, é muito complicado realizar alguma coisa. Não devemos ser 100% orientados a meats, contudo se não tivermos um lugar para onde ir, será difícil saber como chegar lá.

3. Confiança em si próprio

As pessoas de sucesso entrevistadas demonstravam grande confiança em seu potencial. Se não para resolver o problema, para saber quem chamar para resolver. A autoconfiança é essencial para quem quer empreender algo. Quem vai confiar um investimento em alguém que não demonstra segurança? Qual cliente vai comprar algo de alguém que duvida de si mesmo?

4. Economia

A quarta lei das pessoas de sucesso é o hábito da economia. Em uma tradução mais moderna, podemos dizer que educação financeira é uma das regras essenciais para quem quer obter sucesso.
Embora o dinheiro não seja a única ferramenta para medir o sucesso de uma pessoa, quando estamos falando de negócios e empresas (que era o caso da maioria dos entrevistados de Napoleon Hill), essa é sim a principal medida de sucesso.
O estudo mostrou que os entrevistados sabiam controlar suas finanças e assim tinham sempre dinheiro para investir em oportunidades e para arriscar empreendimentos que, se não dessem certo, também não os iria deixar no meio da rua.

5. Iniciativa e Liderança

Um outro ponto bastante claro na pesquisa foi o de que todos os entrevistados tinham um perfil de líder e não de seguidor. Todos tomaram a iniciativa de assumir o controle de suas próprias vidas, de empreender, de sair da mesmice e levar outros associados juntos no caminho.
Embora algumas pessoas realmente não tenham o perfil de liderança, acreditamos que isso pode ser trabalhado e melhorado. Para levar outras pessoas a trabalharem com você em uma iniciativa própria ou mesmo para convencer outros a comprarem seus serviços e produtos, é preciso demonstrar liderança.

6. Imaginação

Pensar fora da caixa. Essa é a sexta lei do triunfo identificada por Napoleon Hill entre os homens bem-sucedidos que ele entrevistou. Boa parte deles precisou muitas vezes usar a imaginação para pensar em um negócio que não existia, para criar uma solução na qual ninguém pensou antes, para criar coisas novas.
Existe uma série de técnicas para desenvolver a imaginação e a criatividade, mas o ponto principal é você forçar-se a mudar suas rotinas de ações e pensamentos e não ter receio de experimentar coisas novas.

7. Entusiasmo

Aqui chegamos a um ponto muito importante. Muita gente parece ter um desejo de mudar de vida, mas acaba não indo em frente. É como se faltasse o combustível para levar o carro adiante.
Segundo a pesquisa encomendada por Andrew Carnegie, esse combustível que move homens e mulheres rumo a grandes descobertas e empreendimentos é o entusiasmo. Grande parte dos maiores realizadores do mundo eram absolutamente apaixonados por seus objetivos principais definidos, a ponto de isso despertar neles grande entusiasmo para seguir em frente mesmo quando todas as condições pareciam adversas.
O homem geralmente triunfa com mais facilidade num campo de esforços em que se lança de corpo, alma e coração. – Napoleon Hill
Criar entusiasmo em si mesmo – literalmente viver com paixão – é um dos desafios mais intensos e prazerosos que você pode impor a si mesmo.

8. Autocontrole

O oitavo ponto bate muito com o quinto: ter autocontrole é, na verdade, ser o líder de si mesmo. É pensar no longo prazo, avaliar as consequências de cada ação, ter a ideia exata de que tudo o que você faz ou o aproxima ou o afasta do seu objetivo principal definido.
Não ser escravo das tentações mundanas ou de estados alterados de consciência – como a embriaguez, por exemplo – é um passo essencial para quem quer estar no comando da própria vida.

9. Hábito de fazer mais do que a obrigação

Segundo Napoleon Hill, existem dois tipos de pessoas que não vão para a frente:
  1. Aquelas que não fazem o que lhes é pedido
  2. Aquelas que só fazem o que lhes é pedido
Se você quer se destacar em sua área de atuação, precisa criar o saudável hábito de andar a milha extra: sempre fazer mais do que lhe pedem, sempre fazer mais do que é obrigado a fazer. Do contrário, você será apenas uma pessoa mediana, igual a tantas outras.

10. Personalidade atraente

Os negócios são resultados diretos de interações humanas. Cultivar uma personalidade atraente é ser uma figura agradável, simpática, bem apresentada. Não estamos falando aqui de padrões de beleza e sim de comportamentos que o tornem uma companhia agradável para os outros.
Existem pessoas que não fazem a menor questão de serem simpáticas. Elas estão no direito delas, porém para quem quer levar sua carreira a patamares mais altos, além de competência, é preciso ser uma companhia no mínimo agradável.

11. Pensar com Exatidão

Ter foco é outra lei essencial para quem quer obter sucesso. Devemos aprender a dirigir os nossos pensamentos somente para os assuntos, fatos e informações que, de alguma forma, nos deixarão mais próximos de nosso objetivo principal definido.
A meta é passar a raciocinar dedutivamente, apenas com base em fatos comprovadamente verdadeiros, que possuam importância real e que sejam úteis de alguma maneira.

12. Concentração

Esse ponto parece ser muito mais difícil hoje em dia do que na época em que a pesquisa foi realizada. Isso porque hoje boa parte da humanidade sofre com distúrbios de déficit de atenção. As novas tecnologias e seus processos multitarefas nos oferecem tantas coisas que cada uma delas recebe apenas uma pequena fração da nossa atenção. O resultado são trabalhos mal-feitos, falta de foco, sensação de excesso de informação e um grande sentimento de frustração.
A saída aqui é treinar a própria mente para pensar com exatidão. Técnicas de meditação e o hábito de lidar com apenas uma coisa de cada vez, com foco total, são úteis para esse tipo de treinamento.

13. Cooperação

Além de se associar com pessoas com a mesma linha de pensamento, os homens de sucesso entendem que a cooperação é o melhor caminho para a realização pessoal e coletiva. Isso inclui ver os concorrentes apenas como outros players do mercado, não como inimigos. Significa ver os funcionários não como escravos, mas como pessoas que estão colaborando para tornar o seu sonho realidade.
A cooperação deve se dar em todos os níveis, pensando não somente no interesse próprio, mas também no bem-estar das pessoas com quem você se relaciona.

14. Fracasso

Como o fracasso pode ser uma das leis do sucesso? É simples: todas as pessoas que atingiram uma grande realização na vida, fracassaram algumas vezes antes. Na verdade, como diria Thomas Edson, aprenderam maneiras de “não inventar a lâmpada”.
O fracasso deve ser visto como um grande aliado. Cada vez que você falha, você descobre uma maneira de não realizar o seu objetivo. Elimina um caminho. Continue fazendo isso até você achar a trilha ideal.
Anthony Robbins em seus treinamentos pergunta: quantas vezes você deixaria o seu filho cair antes de desistir de ensiná-lo a andar? As pessoas respondem com simplicidade: ora, ele vai cair até conseguir andar. E aí está a fórmula mágica do sucesso! Não existe maneira de fracassar, apenas de aprender como não chegar lá.

15. Tolerância

Para lidar com o fracasso, com as limitações de outras pessoas e as suas próprias, com as adversidades que a vida nos impõe, é preciso ter uma boa dose de tolerância e paciência.
Você já deve ter percebido que não existe ninguém no mundo que consiga ter todas as coisas sob controle. Coisa que queremos não acontecem. Coisas que não queremos acontecem. O segredo é nos desapegar de querer controlar tudo e ter tolerância e paciência para ir acertando e errando até chegar onde queremos, seguindo sempre em frente.
A maior recomendação que alguém que está buscando uma melhoria na qualidade de vida pode receber é a de aproveitar toda a jornada, não apenas a realização da meta. O momento em que você realiza o objetivo é muito fugaz perto de todo o caminho que você tem para percorrer até ele.
Se você condicionar sua felicidade somente à realização dos objetivos, estará se condenando a uma vida triste.

16. Fazer aos outros aquilo que quer que seja feito a você mesmo

Conhecida como A Regra de  Ouro, essa lei é usada em grande parte das religiões e filosofias de vida já criadas no mundo. Se ela fosse realmente levada a sério, viveríamos um mundo bem melhor.
No momento em que você percebe que somos todos – seres vivos e meio-ambiente – uma única rede interdependente, que a ideia de eu como uma coisa distinta e independente nada mais é do que uma ilusão, aí, meu amigo, temos uma grande oportunidade de nos libertarmos de padrões limitadores. Tratar as outras pessoas como a si mesmo é um passo importante para essa compreensão.

Livro

Esse é apenas um resumo das 16 leis do sucesso de Napoleon Hill. Se você quiser saber sobre cada uma delas em detalhes, inclusive com muitos exemplos práticos, procure o livro de 736 páginas que no Brasil recebeu o título de A Lei do Triunfo. Embora seja antigo – com primeira edição no ano de 1930 – todas as leis continuam válidas, algumas até mais hoje em dia do que no século passado.
Fonte: IDECRIM

10 LIÇÕES DE ALBERT EINSTEIN

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Albert Einstein é uma das maiores personalidades do século 20. Em 2009 foi eleito o físico mais memorável de todos os tempos. Confira lições que você pode aprender com ele

Mesmo com toda a genialidade e sucesso, Einstein sempre se manteve humilde e aberto para novas descobertas e revisões

Albert Einstein é uma das maiores personalidades do século XX. Em 2009 foi eleito o físico mais memorável de todos os tempos. Ele é responsável, entre outros estudos, pela famosa teoria da relatividade. Além de cientista brilhante, Einstein também teve outras áreas de interesse como a filosofia e ética, por exemplo. Com ele é possível aprender muito mais do que física. Confira a seguir as lições que os estudantes por aprender com Albert Einstein:

10 lições de Albert Einstein: 1 – A imaginação é mais importante que o conhecimento.

Sem a capacidade de sonhar e imaginar Einstein jamais teria conseguido formular suas brilhantes teorias.

10 lições de Albert Einstein: 2 – Não se preocupe com as dificuldades em matemática. Eu posso garantir que as minhas são muito maiores.

Diferente do que muitos pensam, Einstein nunca reprovou em matemática. Mesmo assim, ele alegou diversas vezes possuir certa dificuldade com a matéria.

10 lições de Albert Einstein: 3 – A única coisa realmente valiosa é a intuição.

Einstein entendia o valor do instinto e intuição na resolução de problemas. Enquanto o conhecimento e informação são essenciais, confiar em suas intuições e reações também é um importante diferencial.

10 lições de Albert Einstein: 4 – Qualquer pessoa que nunca tenha cometido um erro nunca tentou algo novo.

Errar é uma parte essencial das experiências vivenciadas pelos seres humanos. As falhas permitem que nós revisemos outras perspectivas e abordagens, além de aprender a respeitar a importância do tempo e reflexão.

10 lições de Albert Einstein: 5 – A única coisa que interfere em meu aprendizado é minha educação.

O aprendizado não se limita as paredes de uma instituição de ensino, pelo contrário, é um processo vivenciado ao longo da vida. Padrões e imposições de ideologias muitas vezes são as maiores barreiras que as pessoas podem encontrar para aprender.

10 lições de Albert Einstein: 6 – Eu não sei com que armas a III Guerra Mundial será travada, mas a IV Guerra Mundial será lutada com paus e pedras.

As teorias de física de Einstein contribuíram para o desenvolvimento das armas atômicas, mesmo assim, ele deplorava seu uso e pressionou diversos presidentes norte-americanos para limitar sua proliferação.

10 lições de Albert Einstein: 7 – Não podemos resolver problemas usando o mesmo padrão de pensamento que tivemos para criá-los.

Encontrar soluções significa repensar a conduta adotada até o momento do erro. Se você insistir nos mesmos padrões provavelmente irá encontrar as mesmas barreiras.

10 lições de Albert Einstein: 8 – O mais importante é não parar de questionar. A curiosidade tem sua própria razão de existir.

Questionar é o que leva a humanidade ao avanço. Se você aceitar todas as coisas a sua volta sem repensá-las jamais, nunca irá conseguir encontrar soluções e novas oportunidades.

10 lições de Albert Einstein: 9 – Quem se compromete a definir-se como juiz da Verdade e do Conhecimento é afundado pela gargalhada dos deuses.

Mesmo com toda a genialidade e sucesso, Einstein sempre se manteve humilde e aberto para novas descobertas e revisões. Essa característica fez dele (e faz até hoje) um dos maiores ícones de várias gerações de seres humanos.

10 lições de Albert Einstein: 10 – Nem tudo que conta pode ser contado, e nem tudo que pode ser contado conta.

Essa frase estava pendurada no escritório de Einstein na Universidade de Princeton e servia como um lembrete das coisas realmente importantes da vida: amor e felicidade.

Documentário: Paradise or Oblivion (Paraíso ou Esquecimento)

Paradise or Oblivion (Paraíso ou Esquecimento) é um documentário desenvolvido pelo Projeto Vênus, de Jacque Fresco – um visionário engenheiro social, futurista, inventor e engenheiro industrial. O Documentário trata sobre como a sociedade caminha para o colapso social e econômico, conforme foi estabelecida ao passar dos anos.

O diretor inicia mostrando tudo o que há de controverso na sociedade e como o governo lida com o dinheiro, impostos e no investimento em guerras. É como se as guerras fossem necessárias para que a economia do país progrida. Algo que todos deveríamos nos questionar!

Simplesmente nada pode ser feito sem dinheiro. Não se bebe uma água e não se alimenta sem dinheiro e os sistemas de trocas e produção comunitária ficaram praticamente obsoletos. Temos recursos em abundância, mas de que adiantam quando a bolsa quebra, por exemplo? As fábricas ficam repletas de produtos sem que as pessoas tenham condições de comprar. Nosso sistema é totalmente falho e faz com que fiquemos dependentes do mesmo.

É por esse motivo que Jacque Fresco traz uma nova proposta, onde haveria uma sociedade de oportunidades e com fartura de alimentos, recreação, roupas, meios de transportes, novas tecnologias e acesso ao conhecimento. Não haveria dinheiro e tudo seria provido para todos.

01

Esse novo estilo de vida, oferecendo lazer e recreação, também ampliaria o conhecimento e a criatividade de todos. A medida do sucesso seria a satisfação dos interesses pessoais no lugar da aquisição de riqueza e objetivos egocêntricos. Uma economia baseada em recursos não só mudaria o ambiente para torná-lo limpo, eficiente e agradável, mas introduziria um novo sistema de valores apropriado à direção e metas da inovadora abordagem social.

02

Liberado o acesso à educação e aos recursos, não haveria limite para o potencial humano. Todos teriam liberdade para procurar qualquer área de desafio construtivo que escolhessem sem terem as limitações econômicas que hoje são enfrentadas. O objetivo seria criar uma sociedade sustentável de preocupação ambiental e abundância.

03

Para finalizar o documentário, Jacque Fresco faz as seguintes observações – “Tudo isso pode ser construído com o que sabemos hoje. Levaria 10 anos para transformar a superfície da Terra. Para reconstruir o mundo como um segundo Jardim do Éden. A escolha é sua. A estupidez de uma corrida armamentista nuclear, o desenvolvimento de armas tentando resolver seus problemas politicamente. Elegendo este ou aquele partido político. Todos os políticos estão imersos em corrupção. Vou repetir: comunismo, socialismo, fascismo, democratas, liberais. Não há problemas de negros, poloneses ou judeus, problemas de gregos ou mulheres. Há problemas humanos.”

Aproveite e confira este documentário logo abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=PoJyb1R9U4s

Conheça também o Projeto Vênus – www.thevenusproject.com

Fonte: Editorial Ciências Paralelas

Alemão leva soco ao comemorar gol no Mineirão e perde audição

  • Torcedor Eugen Weber é atendido no posto médico do Mineirão após ser agredido durante semifinal da CopaTorcedor Eugen Weber é atendido no posto médico do Mineirão após ser agredido durante semifinal da Copa

Um torcedor alemão sentiu na pele a agressividade que tomou conta do estádio Mineirão com a goleada da Alemanha sobre o Brasil nesta terça-feira, pela semifinal da Copa do Mundo. Durante um dos gols europeus na goleada por 7 a 1, Eugen Weber levou um soco no ouvido.

A lesão foi grave e ele acabou no centro médico do estádio. Ele perdeu a audição do lado direito imediatamente. Os médicos que fizeram o atendimento não informaram a gravidade da lesão e nem se a perda de audição é permanente.

“Não estou bravo. Mas estou muito triste por não poder ver minha seleção”, disse o alemão. Após os primeiros socorros, o torcedor foi aconselhado a ir até o hospital João XXIII para fazer mais exames.

O caso de Weber ilustra o clima que tomou conta do Mineirão durante a partida. Muitos torcedores foram expulsos do estádio por brigas que eclodiram nas arquibancadas. A reportagem do UOL Esporte presenciou inúmeras discussões, tentativas de agressão e torcedores atirando cerveja uns nos outros. Um torcedor também foi preso pela PM ao destruir uma lixeira, após o quarto gol alemão.

Por causa disso, no início do segundo tempo, um grupo de 12 homens do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) entrou no estádio, para inibir confusões.

Luiza Oliveira
Do UOL, em Belo Horizonte

 

Killing In The Name – Rage Against The Machine live at PinkPop 1993

Matando em nome de! Alguns das forças de trabalho são os mesmos que queimam cruzes! Alguns das forças de trabalho são os mesmos que queimam cruzes! E agora você faz o que eles falaram! E agora você faz o que eles falaram! Mas agora você faz o que eles falaram! Enfim agora você faz o que eles falaram! Aqueles que morreram foram justificados por usarem o emblema! Eles eram os brancos escolhidos! Você justifica aqueles que morreram usando o emblema! Eles eram os brancos escolhidos! Aqueles que morreram foram justificados por usarem o emblema! Eles eram os brancos escolhidos! Você justifica aqueles que morreram usando o emblema! Eles eram os brancos escolhidos! Alguns das forças de trabalho são os mesmos que queimam cruzes! Alguns das forças de trabalho são os mesmos que queimam cruzes! Alguns das forças de trabalho são os mesmos que queimam cruzes! Matando em nome de! Matando em nome de e agora você faz o que eles falaram! E agora você faz o que eles falaram, você esta sob controle! Você esta sob controle e agora você faz o que eles falaram! Você esta sob controle! Aqueles que morreram foram justificados por usarem o emblema! Vamos lá! Sim! vamos lá! Eu não vou fazer o que você me diz!

MICHAEL SCHUMACHER ACORDA DO COMA E DEIXA HOSPITAL EM GRENOBLE

Fonte: ESPN.com.br com agência Reuters
 ‘Michael Schumacher acorda do coma e deixa hospital em Grenoble’
Michael Schumacher acordou do coma após seis meses
Michael Schumacher acordou do coma após seis meses

A semana começou com uma ótima notícia para o esporte. Michael Schumacher acordou do coma. A informação foi confirmada pela assessora de imprensa do ex-piloto, Sabine Khem, por meio de um comunicado nesta segunda-feira. Além disso, o alemão deixou a UTI em Grenoble, na França, e já está no Hospital Universitário em Lausanne, na Suíça.

 

O heptacampeão da Fórmula 1 ficou por cerca de seis meses em coma após ter sofrido um traumatismo craniano em 29 de dezembro. A lesão se deu quando ele esquiava com seu filho em Méribel, em Saboia, nos Alpes Franceses, e bateu com a cabeça em uma pedra.

O alemão de 45 anos tinha sido levado a um hospital de helicóptero, e a suspeita inicial era de que a pancada havia sido leve. Porém, horas mais tarde, o traumatismo craniano sério e o coma foram confirmados. Desde então, ele assou por cirurgias para reduzir a pressão intracraniana e para a remoção de coágulos e ficou em coma.

Além de trazer a ótima notícia, Khem tratou de ressaltar que a privacidade será parte importante da nova etapa da recuperação do alemão.

Posteriormente, foi confirmado que o ex-piloto de 45 anos foi transferido para um hospital na cidade de Lausanne, na Suíça. Quem informou foi o porta-voz do local, Darcy Christen, que ainda negou comentar em que tipo de instalação hospitalar estava sendo tratado Schumacher, que mora com sua família em uma cidade entre Lausanne e Genebra, alegando questões de sigilo médico e privacidade da família.

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Schumacher agora inicia nova etapa em sua recuperação
Schumacher agora inicia nova etapa em sua recuperação

Confira o comunicado da assessora de Schumacher:

Michael deixou o (hospital) CHU Grenoble para continuar sua longa fase de reabilitação. Ele não está mais em coma.”

“Sua família gostaria de agradecer a todos os medicos, enfermeiros e terapeutas que o trataram em Grenoble, bem como os socorristas que o atenderam no local do acidente, que fizeram um excelente trabalho nestes primeiros meses.”

“A família também gostaria de agradecer a todas as pessoas que enviaram pensamentos positivos a Michael. Estamos certos de que isso o ajudou.”

“Para o futuro, gostaríamos de pedir compreensão, uma vez que sua posterior reabilitação acontecerá distante dos olhos do público.

 

CONFÚCIO

Confúcio

Confúcio ensinando, retratado por Wu Daozi, Dinastia Tang

Nascimento 27 de Agosto de 551 a.C.
Morte 479 a.C. (72 anos)
Influências
Influenciados
Escola/tradição Fundador doConfucionismo
Principais interesses ÉticaFilosofia Social
Ideias notáveis Confucionismo
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Portal de Filosofia

Confúcio (chinêspinyinKǒng ZǐWade-GilesK’ung-tzu, ou chinês: 孔夫子, pinyinKǒng FūzǐWade-GilesK’ung-fu-tzu), literalmente “Mestre Kong“,1(tradicionalmente 27 de agosto de 551 a.C. – 479 a.C.)2 foi um pensador e filósofo chinês do Período das Primaveras e Outonos.

A filosofia de Confúcio sublinhava uma moralidade pessoal e governamental, também os procedimentos correctos nas relações sociais, a justiça e a sinceridade. Estes valores ganharam relevo na China sobre outras doutrinas, como o legalismo (法家) e o taoismo (道家) durante a Dinastia Han3 4 5 (206 a.C. – 220). Os pensamentos de Confúcio foram desenvolvidos num sistema filosófico conhecido por confucianismo (儒家).

Porque nenhum texto é demonstrável ser de autoria de Confúcio, e as ideias que mais chegadas lhe eram foram elaboradas em escritos acumulados durante o período entre a sua morte e a fundação do primeiro império chinês em 221 a.C., muitos académicos são muito cautelosos em atribuir asserções específicas ao próprio Confúcio. Os seus ensinamentos podem ser encontrados na obra Analectos de Confúcio (論語), uma colecção de aforismos, que foi compilada muitos anos após a sua morte. Por cerca de dois mil anos, pensou-se ter sido Confúcio o autor ou editor de todos os Cinco Clássicos (五經)6 7 como o Clássico dos Ritos (禮記) (editor), e Os Anais de Primavera e Outono (春秋) (autor).

Os princípios de Confúcio tinham uma base nas tradições e crenças chinesas comuns. Favorecia uma lealdade familiar forte, veneração dos ancestrais, respeito para com os idosos pelas suas crianças (e, de acordo com intérpretes posteriores, das esposas para como os maridos), e a família como a base para um governo ideal. Expressou o conhecido princípio, “não faças aos outros o que não queres que façam a ti“, uma das versões mais antigas da ética da reciprocidade.

 

Nascimento e juventude

Confúcio, também conhecido como K’ung Ch’iu, K’ung Chung-ni ou Confucius,8 nasceu em meados do século VI (551 a.C.), em Tsou, uma pequena cidade no estado de Lu, hoje Shantung. Segundo algumas fontes antigas, teria nascido em 27 de agosto de 552 a.C. (ou seja, no vigésimo primeiro ano do duque Hsiang).9 Esse estado é denominado de “terra santa” pelos chineses. Confúcio estava longe de se originar de uma família abastada, embora seja dito que ele tinha ascendência aristocrática. Seu pai, Shu-Liang He, antes magistrado e guerreiro de certa fama, tinha setenta anos quando se casou com a mãe de Confúcio, uma jovem de quinze anos chamada Yen Cheng Tsai, que diziam ser descendente de Po Chi’in, o filho mais velho do Duque de Chou, cujo sobrenome era Chi.

Dos onze filhos, Confúcio era o mais novo. Seu pai morreu quando ele tinha três anos de idade, o que o obrigou a trabalhar desde muito jovem para ajudar no sustento da família. Aos quinze anos, resolveu dedicar suas energias em busca do aprendizado. Em vários estágios de sua vida empregou suas habilidades como pastor, vaqueiro, funcionário e guarda-livros. Aos dezenove anos se casou com uma jovem chamada Chi-Kuan. Confúcio teve um filho, K’ung Li.

Ilustração de 1922 de Confúcio.

Viagens

Confúcio viajou por diversos destes reinos, esteve em íntimo contacto com o povo e pregou a necessidade de uma mudança total do sistema de governo por outro que se destinasse a assegurar o bem-estar dos súbditos, pondo em prática processos tão simples como a diminuição de contribuições e o abrandamento das penalidades. Embora tentasse ocupar um alto cargo administrativo que lhe permitisse desenvolver as suas ideias na prática, nunca o conseguiu, pois tais ideias eram consideradas muito perigosas pelos governantes. Aquilo que ele não pôde fazer pessoalmente acabaram fazendo-o alguns dos seus discípulos, que, graças à boa preparação por ele ministrada, se guindaram, dia após dia, aos cargos mais elevados. Já idoso, retirou-se para a sua terra natal, onde morreu com 72 anos.

Confúcio é biograficamente, segundo o historiador chinês Sima Qian (século II a.C.), uma representação típica do herói chinês. Ele era alto, forte, enxergava longe, tinha uma barriga cheia de Chi, usava longa barba, símbolo de sabedoria, mas vestia-se bem e era simples. Era também de um comportamento exemplar, demonstrando sua doutrina nos seus actos. Pescava com anzol, dando opção aos peixes, e caçava com um arco pequeno, para que os animais pudessem fugir. Comia sem falar, era directo, franco, acreditava ser um representante do céu.

Ideias

A sua ideologia de organização da sociedade procurava também recuperar os valores antigos, perdidos pelos homens de sua época. No entanto, em sua busca pelo Tao, ele usava uma abordagem diferente da noção de desprendimento proposta pelos taoístas. A sua teoria baseava-se num critério mais realístico, onde a prática do comportamento ritual daria uma possibilidade real aos praticantes de sua doutrina de viverem em harmonia.

Confúcio não pregava a aceitação plena de um papel definido para os elementos da sociedade, mas sim que cada um cumprisse com seu dever de forma correta. Já o condicionamento dos hábitos serviria para temperar os espíritos e evitar os excessos. Logo, a sua doutrina apregoava a criação de uma sociedade capaz, culturalmente instruída e disposta ao bem estar comum. A sua escola foi sistematizada nos seguintesprincípios:

Fotografia do túmulo de Confúcio em Qufu, Província de Shandong, China.

Cada um desses princípios ligar-se-ia às características que para ele se encontravam ausentes ou decadentes na sociedade.

Confúcio não procurou uma distinção aprofundada sobre a natureza humana, mas parece ter acreditado sempre no valor da educação para a condicionar. Sua bibliografia consta de três livros básicos, sendo que os dois últimos são atribuídos aos seus discípulos:

Após sua morte, Confúcio recebeu o título de “Lorde Propagador da Cultura Sábio Supremo e Grande Realizador” (大成至聖文宣王), nome que se encontra registado em seu túmulo.

Discípulos e legado

Discípulos de Confúcio e seu único neto, Zisi, continuaram a sua escola filosófica após sua morte. Estes esforços espalharam os ideais de Confúcio para os estudantes que depois se tornaram funcionários em muitas das cortes reais chinesas, dando assim ao Confucionismo o primeiro teste em grande escala de seu dogma. Apesar de confiar fortemente no sistema ético-político de Confúcio, dois de seus mais famosos seguidores enfatizaram aspectos radicalmente diferentes de seus ensinamentos. Mêncio (século IV a.C.) articulou a bondade inata no ser humano como uma fonte das intuições éticas que guiam as pessoas para rén, e , enquanto Xun Zi (século III d.C.) ressaltou os aspectos realista e materialista do pensamento de Confúcio, salientando que a moralidade foi incutida na sociedade através da tradição e nos indivíduos, através da formação.

Este realinhamento no pensamento de Confúcio foi paralelo ao desenvolvimento de Legalismo, que viu a piedade filial como auto-interesse e não como um instrumento útil para um governante criar um Estado eficiente. A divergência entre estas duas filosofias políticas veio à tona em 223 a.C., quando o estado de Qin conquistou toda a China. Li Ssu, o primeiro-ministro da Dinastia Qin convenceu Qin Shi Huang a abandonar as recomendações confucionistas de distribuir feudos a parentes, voltando ao sistema anterior da Dinastia Zhou, que ele via como contrário à ideia legalista de centralização do Estado em torno do governante. Quando os conselheiros de Confúcio defenderam sua posição, Li Ssu executou muitos estudiosos confucionistas e seus livros foram queimados, o que foi considerado um duro golpe para a filosofia e a sabedoria chinesas.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Unidade e Diversidade – Guilherme Kerr Neto/Vencedores Por Cristo

E finalizamos nossas comemorações de 18 anos de casamento, cantando Unidade e Diversidade – Vencedores por Cristo/Guilherme Kerr, com Casso da Ipicamp Campinas na ministração, em Ipi Jaguariuna, vindos de um belo final de semana em Serra Negra! Foi uma ótima surpresa de Jeová, que fez tudo se encaixar perfeitamente nesse final de semana!! Logo mais algumas fotos no perfil da Lucely Teixeira!! Segue abaixo a letra e vídeo:Unidade e Diversidade
Guilherme Kerr

Da multidão dos que creram
Era só um o coração e a alma,
Uma só mente, uma semente,
Somente uma esperança brotando dentro da gente.
Nosso era o pão cada dia, nosso era o vinho, santa folia,
O que se parte e reparte, a própria vida,
Galho ligado à parreira, vida, em comum, verdadeira.

Sempre grande poder: curas, milagres de Deus.
Sempre proclamação! Cristo, o Senhor, ressurgiu!

Da multidão dos que creram
Era só um o coração e a alma,
Muita alegria, singela a vida,
Na simpatia de todos, nasce a Igreja de novo
Povo de Deus, sal e luz pra todos os povos.

18 ANOS DE CASAMENTO

Há 25 anos atrás foi o primeiro beijo e poucos meses depois começamos o namoro! Algumas idas e vindas, mas sempre estive colado nela, até que no dia 25 de Maio de 1996 oficializamos nosso relacionamento no cartório e na igreja, o dia que considero o mais feliz da minha vida! São 18 anos de muitas alegrias, muita felicidade, mas também de algumas lutas!  Lucely, te amo demais! Agradeço pelos 3 filhos, que sempre foram motivo de orgulho para mim! Agradeço porque até hoje você sempre esteve comigo e demonstra em suas atitudes que sempre estará! Peço perdão por meus erros, mas você sabe que Deus sempre esteve comigo e também demonstra que sempre estará!

São muitas músicas, deixo abaixo essa da Nikka Costa, Midnight é uma das que mais representa nosso amor, só não sou Marinheiro, mas fui da Aeronáutica! Se alguém quiser ouvir nosso repertório, acesse a CAMPINAS BY NIGHT, que criei especialmente para colocar nossas românticas preferidas!

MAIS DE 1.000 LIVROS GRATUITOS DE JORNALISMO PARA BAIXAR

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jornal é um portador de diferentes gêneros: textos opinativos (editorial, cartas dos leitores, críticas), notícias, reportagens, dicas culturais, classificados etc. distribuídos em diferentes cadernos.

Hoje, os alunos têm acesso a essa linguagem por diferentes formas, inclusive por meio dos telejornais. O trabalho com a leitura desses textos tem como objetivo conhecer essas linguagens para ter uma visão mais crítica do mundo.

Jornalismo é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados e divulgação de informações. Todo e qualquer estudante de jornalismo já buscou algum livro para download. No entanto, nem sempre é fácil encontrar algo que realmente sirva para alguma coisa.

Portanto, listamos aqui inúmeros livros, apostilas e manuais sobre jornalismo.

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Gostou da seleção? Caso conheça mais algum livro de jornalismo grátis, comente!

Fonte: Ferramentas Foca

TITÃS – LUGAR NENHUM (30 ANOS)

Titãs – Lugar Nenhum (30 anos)

Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro
Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro

Não sou de nenhum lugar
Sou de lugar nenhum
Não sou de nenhum lugar
Sou de lugar nenhum

Não sou de São Paulo
Não sou japonês
Não sou carioca
Não sou português
Não sou de Brasília
Não sou do Brasil
Nenhuma pátria me pariu

Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui

Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro
Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro

Não sou de nenhum lugar
Sou de lugar nenhum
Não sou de nenhum lugar
Sou de lugar nenhum

Não sou de São Paulo
Não sou japonês
Não sou carioca
Não sou português
Não sou de Brasília
Não sou do Brasil
Nenhuma pátria me pariu

Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui

Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro
Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro

PRIMEIRAS TRANSFUSÕES DE SANGUE “FABRICADO” SÃO PREVISTAS PARA 2016

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Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 107 milhões de doações de sangue são coletados globalmente a cada ano. No entanto, o sangue é muitas vezes escassos – particularmente em países em desenvolvimento. Apesar das novas salvaguardas, também há ainda o risco de incompatibilidade, ou de infecções sendo transmitidos de doadores para os destinatários. A Organização de caridade Wellcome Trust espera resolver estes problemas, desenvolvendo a capacidade de fabricar sangue fora do corpo. Ela anunciou em meados de Abril de 2014 que os assuntos de teste devem começar a receber transfusões de sangue feitas com glóbulos vermelhos cultivadas em laboratório até o final de 2016.

 

As instituições que colaboram no projeto incluem a Universidade de Glasgow, da Universidade de Edimburgo, Universidade de Loughborough, NHS Blood and Transplant, o Serviço de Transfusão de Sangue irlandês, Roslin Cells Ltd e Terapia Celular Catapulta, em colaboração com a Universidade de Bristol e da Universidade de Cambridge.

O projeto já tem criado glóbulos vermelhos tipo – O, que são “adequados para transfusão clínica”, de acordo com uma reportagem do The Telegraph. Estes foram fabricados a partir de células-tronco pluripotentes induzidas.

“Nós devemos primeiro fazer as células-tronco se tornar um mesoderme – uma das camadas do corpo que faz com que coisas como músculo, osso e sangue e, em seguida, fazê-lo se transformar em células do sangue”, explicou o Dr. Joanne Mountford da Universidade de Glasgow. “Então nós temos que fazê-lo se transformar em uma célula vermelha do sangue especificamente e, finalmente, fazê-lo ejetar seus núcleos e amadurecer corretamente.”

A escolha do tipo O é significativo, pois pacientes com todos os outros tipos de sangue podem recebê-lo.

Enquanto espera-se que os ensaios em pacientes humanos poderiam começar dentro de três anos, ainda há muito trabalho a ser feito antes que as chamadas “fábricas de sangue” sejam uma realidade.

“Cada bolsa de sangue transfundido tem cerca de dois trilhões de células vermelhas do sangue nela”, disse Mountford. “É um número absurdamente alto para fazer no laboratório. Usamos dois milhões desses sacos a cada ano só no Reino Unido. Garantir que todo o sangue produzido industrialmente pode ser feito economicamente viável é uma grande tarefa.”

Fontes: Wellcome Trust , da Universidade de Glasgow via The Telegraph

The Human League – (Keep Feeling) Fascination

É verdade?

The Human League – (Keep Feeling) Fascination

(Mantenha a Sensação) Fascínio
Parece necessário um pouco de tempo
Há decisões a serem tomadas
Os bons conselhos dos amigos ignorado
O melhor dos planos perdido

Basta olhar para uma nova direção
Da velha forma familiar
Formando uma nova conexão
Para estudar ou tocar

E assim a conversa se voltou
Até que o sol se pôr
E muitas fantasias foram desvendada
Naquele dia

Mantenha a sensação de fascínio
Ardendo a paixão
Amor tão forte
Mantenha a sensação de fascínio
Olhando aprendendo
Seguindo em frente

Bem, a verdade pode precisar de algum
Rearranjo
Histórias a serem contadas
E fácil ver os fatos estão mudando
Nenhum significado foi deixado para contar

E assim a conversa rolou
Até que o sol se pôr
E muitas fantasias foram desvendadas
Naquele dia

E então a conversa rolou
Até que o Sol se pôr
E tantas fantasias foram desvendadas
Naquele dia

FARSA ELEITORAL OU LUTA ELEITORAL: A PRIORIDADE DAS RUAS E A DISPUTAS NAS URNAS

Só tire conclusões se ler o artigo de MAURO IASI por completo!

 

Teoria da Revolução no Jovem Marx Final 02.indd

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), através de seu ministro, Marco Aurélio, anunciou a campanha da instituição para tentar atrair os jovens para as eleições. Ao falar das motivações da campanha o Ministro afirmou: “Vamos fazer uma propaganda institucional cujo mote será: NÃO VEM PARA A RUA, VEM PARA A URNA.” A coordenadora de Comunicação do TSE, a “jovem” Verônica Tavares, foi ainda mais explícita ao reafirmar que o mote principal será convencer os jovens que “ao invés de ir às ruas, têm que ir às urnas” e conclui dizendo que:

“O momento do jovem se expressar é indo às urnas, porque assim ele vai poder se manifestar realmente e fazer parte da decisão”.

A boa notícia é que, ao que parece, as manifestações de massa assustaram o governo a ponto de ele ter que fazer uma campanha institucional com medo de uma juventude que redescobriu as ruas como espaço da política e a luta como meio de exigir aquilo que necessita, demonstrando, praticamente, os limites da chamada democracia representativa. A má notícia é que a campanha institucional do TSE semeia confusão e reforça o que há de pior no conservadorismo político que reina entre nós. É, neste sentido, profundamente antidemocrática.

Os governos petistas produziram uma profunda despolitização com a intenção de manter sua governabilidade fundada em um pacto social com as classes dominantes, isto é, optaram por uma aliança por cima que esvazia as formas autônomas e independentes próprias da classe trabalhadora que, em grande medida, estão na base da mudança da correlação de forças que os levaram ao governo: as greves, as manifestações de massa, as lutas populares, etc.

Durante 12 anos de governo petista, não vimos, uma vez se quer, as massas trabalhadoras serem chamadas como ator político importante para intervir num impasse no qual alguma demanda popular estivesse ameaçada por uma resistência conservadora. Pelo contrário, era necessário desarmá-la e apassivá-la, para passar sem problemas a reforma da previdência, o código florestal, a continuidade da política de privatizações, diretas ou indiretas, a prioridade para o agronegócio, a farra dos grandes eventos e o abandono da Reforma Agrária.

Na atual estratégia política em curso não há lugar para as lutas de massa e movimentos independentes da classe trabalhadora. Pelo contrário, quando eles emergem atrapalham a governabilidade costurada por cima, via alianças com bancadas de sustentação parlamentar, poderosos lobbies que representam os interesses do grande capital monopolista (como empreiteiras, bancos, grandes empresas, etc.). É natural que diante da explosão social que estamos vendo no Brasil, as instituições se preocupem em dizer aos jovens que o espaço para “se manifestar realmente e fazer parte da decisão” esta nas urnas e não nas ruas.

Ora, este argumento é falho por inúmeros motivos, mas vamos ao essencial. Nenhum centímetro de direito, nenhum milímetro de conquista, veio pelas urnas. A própria crise da ditadura e o processo de democratização não veio simplesmente porque o MDB cresceu nas eleições de 1974, mas, fundamentalmente, pelas lutas de massas e pelas greves operárias no final dos anos 1970. Nenhum centímetro de terra foi desapropriada para a reforma agrária sem que tivesse mobilização, luta e, não raro, mortes para que cercas dessem lugar a assentamentos, nenhum direito surgiu do “auto-aperfeiçoamento das instituições”, como esperava Marshall e sua famosa “evolução do quadro institucional”, mas da luta, como é o caso exemplar da luta das mulheres, para não falar de direitos dos trabalhadores que agora são flexibilizados.

Todo Direito nasce fora do direito estabelecido e, muitas vezes, contra ele. Menosprezar o papel das lutas sociais e das mobilizações como fonte de resistência e defesa de direitos e luta por demandas populares não é apenas uma bobagem, é perigoso. Mesmo o direito ao voto só existe por conta de muita luta, no mundo e aqui no Brasil. O que o TSE, como instrumento do Estado burguês sob direção do governo petista, está dizendo, em poucas palavras é: a ÚNICA forma de participar e expressar a indignação, o protesto e buscar outros caminhos são as eleições, é a URNA e não a rua.

Regressamos a Hobbes. O voto não é poder soberano, é transferência de poder soberano. Dizia o pensador inglês do século XVII que o Estado é instituído quando as pessoas concordam e pactual em transferir seu direito de governar-se a si mesmo à um homem ou uma assembléia de homens, de forma que “deverão autorizar todos seus atos e decisões desse homem ou assembléia de homens, tais como se fossem seus próprios atos e decisões” (Thomas Hobbes, Leviatã, capítulo XXI).

Segundo o TSE, os jovens devem preferir as urnas às ruas porque nelas eles podem de fato “fazer parte da decisão”. Será? Não ficou demonstrado pela história recente o enorme poder que os grupos econômicos burgueses têm de intervir na decisão política dos ditos representantes, sejam eles parlamentares ou do poder executivo? Ao transferirmos o poder para esta “assembléia de homens”, ou para determinado homem ou mulher, aceitamos que depois de trabalhar toda uma vida devemos nos aposentar ganhando menos e termos nossa pensão reajustada de forma diferente daqueles que estão na ativa? Aceitamos que quase 50% do fundo público seja sangrado para banqueiros enquanto áreas essenciais como saúde ou educação fiquem com o que sobra, concordamos como uma política tributária na qual são os pobres que mais pagam imposto e os ricos gozem de uma infinidade de isenções e “incentivos”?

Por tudo isso é natural que haja descontentamento com a democracia representativa e com as formas institucionais de uma política “bem comportada” que quer democratizar o Estado burguês e humanizar o capitalismo. O que explodiu na cara destes senhores (e senhoras) amantes da lei e da ordem é o limite de sua própria estratégia gradualista e antipopular, que de fato expressa o limite da ordem capitalista burguesa – que não pode ser reformada. Temos mais que ir para as ruas, ir em maior número e mais incisivamente, porque é lá que se joga a parte essencial do jogo político e onde os interesses da maioria podem emergir.

O crescimento deste descontentamento aparece de duas maneiras: pelo crescimento do voto nulo e a rejeição aos processos eleitorais, ou pela busca de alternativas políticas na disputa eleitoral.

A defesa do voto nulo cresceu e deve crescer ainda mais e devemos respeitar esta posição. Ela expressa não apenas descontentamento, mas a compreensão dos limites da farsa eleitoral e da possibilidade de alcançar mudanças profundas pela reforma do Estado, como se fosse possível usar o Estado burguês para iniciar uma transição que nos levasse para além da ordem da mercadoria e do capital. Mas não apenas. O problema do voto nulo é que ele abriga conteúdos muito distintos que são difíceis de separar. Parte do conteúdo do voto nulo é um descontentamento conservador, que culpa a democracia pelo risco da ordem que lhes interessa manter, que generaliza a culpa da política como atividade corrupta e degenerada e clama pela volta da autocracia burguesa sem disfarces.

No campo da busca de alternativas políticas o cenário não é menos complicado. O maior risco é o velho discurso do voto útil. O debate sobre as alternativas reais e necessárias se esconde por de trás do mando enganoso do “menos pior” ou das falsas dicotomias (neoliberalismo ou neo-desenvolvimentismo?). Há, ainda, as alternativas artificiais, aquelas que aproveitam do desgaste do governo para se beneficiar da lógica da alternância, tentando esconder o fato que até ontem estavam todos lá e que no fundo defendem o mesmo conteúdo sob outras formas.

Há as alternativas à esquerda e entre elas, sem dúvida, os que ainda padecem da crença na possibilidade de um gradualismo reformista que possa democratizar a sociedade capitalista e o Estado burguês (ainda que reafirmando a necessidade de uma meta socialista), ou que, mesmo taticamente, crêem na possibilidade de ocupar pequenos espaços no jogo parlamentar como acúmulo político para projetos futuros de transformação social.

Diante desse cenário, muitos acreditam que a possibilidade do voto nulo se apresenta como uma alternativa necessária, como é o caso de meu querido camarada Gás PA, combativo militante do hip hop revolucionário, e meu amigo Ivo Tonet, intelectual e militante de primeira ordem. Ivo Tonet, que fez uma instigante contribuição ao debate, depois de algumas considerações sobre o caráter da sociedade capitalista e a necessidade de superação estado burguês (que concordamos), afirma que:

“Em consequência disto, só faz sentido a classe trabalhadora participar do processo político-eleitoral se ela puder controlar os seus representantes. Mas, ela só poderá controlá-los se estiver consciente dos seus interesses e organizada para defendê-los. Este controle não é, de modo nenhum, uma questão jurídica, mas política. Ele mesmo só teria sentido em um momento em que a luta extraparlamentar, contra o capital e contra o próprio Estado, fosse o eixo da luta, o que caracterizaria, já, um processo revolucionário.” (Ivo Tonet, “Eleições: repensando caminhos”)

Concordamos que não se trata de uma questão jurídica, mas política, isto é, não se trata de uma engenharia institucional ou uma reforma política qualquer que poderia reverter o caráter de classe do Estado burguês, pois este é determinado pelas relações sociais, formas de propriedade, a forma mercadoria subssumida ao capital. No entanto, quando Tonet afirma que só faria sentido a participação nos processos eleitorais quando os trabalhadores puderem “controlar seus representantes”, quando a luta extraparlamentar já atingiu a temperatura de um “processo revolucionário”, cai num paradoxo, pois desta forma a luta eleitoral só seria um meio válido se já estivéssemos chegado ao fim.

Afinal, para aqueles que tem uma posição revolucionária, não acreditam na reforma da sociedade burguesa/capitalista e defendem uma alternativa socialista e comunista, ou seja, uma sociedade fundada na livre associação dos produtores, com o fim das classes e, portanto, do Estado, que tem convicção que será necessário, portanto, uma ruptura; tem algum sentido participar das eleições? A resposta de Tonet é, neste caso, simplista, contrapondo de um lado a posição revolucionária e de outra a opção por participar das eleições.

O que nos chama a atenção no texto de nosso companheiro Ivo Tonet é que ele, frequentemente indica textos de marxistas ou do próprio Marx para respaldar sua posição, mas não trás nenhuma citação. Creio que por um motivo evidente, se é verdade que encontraria várias passagens destes clássicos revolucionários alertando para os limites da luta eleitoral ou, mais explicitamente, sobre o equívoco de pensar na possibilidade de um gradualismo sem rupturas, o autor não encontraria uma passagem sequer destes revolucionários negando a possibilidade de participar das eleições, e não somente em momentos revolucionários.

Isso por um simples motivo: todos eles, TODOS, (Marx, Engels, Lênin, Troski, Lukács, Gramsci, Rosa, Che, etc.) defendiam a tática de participar de eleições, sem perder de vista os objetivos estratégicos. Vamos a alguns exemplos:

Marx e Engels na Mensagem do Comitê Central à liga dos comunistas, ao tratar da possibilidade, na Alemanha, de no curso da luta ser chamada a eleiçãopara uma assembléia nacional representativa, defendem que:

“I. Nenhum núcleo operário seja privado de voto, a pretexto algum, […] II. Ao lado dos candidatos burgueses democráticos figurem em toda parte candidatos operários escolhidos na medida do possível entre os membros da Liga [Liga dos Comunistas], e que para seu triunfo se ponham em jogo todos os meios disponíveis. Mesmo que não exista esperança alguma de triunfo, os operários devem apresentar candidatos próprios para conservar sua independência […].”

Lênin e Trostki na direção da Revolução Russa passaram, no momento mais agudo da crise, por duas situações nas quais tiveram que decidir participar ou não das eleições, uma antes da tomada do poder quando o Governo Provisório chamou eleições para uma Conferencia Nacional e outro depois de outubro/novembro quando se deu as eleições para a Constituinte. Nas duas situações os bolcheviques participaram das eleições.

Rosa de Luxemburgo, que por desconhecimento ou interesse é evocada na defesa de um espontaneísmo absoluto, afirmava, exatamente no texto em que defende a importância da greve de massas e a necessidade de pensar a ação espontânea no conjunto da estratégia revolucionária, que:

“O perigo mais iminente que espia há anos o movimento operário alemão é o golpe de Estado da reação que pretendesse privar as mais largas camadas populares do seu mais importante direito político: o sufrágio universal.”

Gramsci que foi deformado até parecer um reformista socialdemocrata ou liberal, mas que, ao nosso juízo, manteve-se coerentemente marxista, se perguntava em um texto do jornalL’OrdineNuovo de 1919, intitulado “Os revolucionários e as eleições, o que deveriam esperar das eleições os revolucionários conscientes” que escolheria por sufrágio universal o Parlamento e seus deputados, como “máscara da ditadura burguesa”. E respondia:

“Não esperam decerto a conquista de metade mais um dos lugares e uma legislatura, […] [para] tornar mais fácil e cômoda a convivência das duas classes, a dos explorados e dos exploradores. Esperam, pelo contrário, que o esforço eleitoral do proletariado consiga fazer entrar no Parlamento um bom nervo de militantes […] para tornar impossível […] um governo estável e forte, para obrigar a burguesia a sair do equívoco democrático, a sair da legalidade, e determinar uma sublevação dos estratos mais profundos e vastos da classe trabalhadora […].

Por fim, o insuspeitável Comandante Che Guevara em sua critica à via pacífica, depois de considerar que em certos países da America Latina, por conta de um certo desenvolvimento do capitalismo industrial, prevalecia uma visão institucionalista que chegava a acreditar no aumento quantitativo de representantes revolucionários no parlamento, perguntasse se esta via poderia ser uma caminho para o socialismo em nossas terras. Logo depois de afirmar que não crê que isso seja possível, o Comandante alerta que não devemos “descartar a possibilidade que em algum país a mudança se inicie pela via eleitoral”. E conclui que “seria um erro imperdoável descartar por princípio a participação em algum processo eleitoral”, pois poderia, em um determinado momento, “significar um avanço do programa revolucionário”. Evidente que, segundo Che, seria igualmente errado limitar-se a esta forma de luta.

Como vemos, ainda que a experiência histórica nos alerte sobre os riscos deste terreno perigoso (e nisso estamos de acordo com Tonet, Gás PA e outros), não há uma conexão direta entre o uso da luta eleitoral e o caráter irremediavelmente reformista ou conciliador de uma estratégia.

A questão, então, é: se não devemos descartar por princípio (coisa que Tonet concorda), seria no quadro atual da situação brasileira uma alternativa válida?

Acreditamos que sim e mais que isso, necessária. Ao contrapor as ruas e as manifestações, assim como as lutas dos trabalhadores, às urnas, o TSE quer expulsar do debate eleitoral a posição da esquerda socialista e comunista que vê nas demandas que emergiram das manifestações o germe de um programa político anticapitalista e revolucionário para o Brasil, que não é só uma alternativa possível, mas urgente e necessária. Desta forma espera restringir o debate eleitoral às alternativas no campo da ordem (Continua o PT, volta para o PSDB ou tenta o PSB que caiu na Rede).

Neste cenário, a negação em participar das eleições pode referendar exatamente o que se deseja negar, isto é, que as alternativas estão restritas ao bloco dominante e não é possível uma alternativa anticapitalista. Colocar este tema no debate é estragar a festa do aparente consenso, não como alternativa às ruas, mas para trazer o que explodiu nas ruas para dentro do debate eleitoral.

Evidente que o centro são as ruas, as lutas dos trabalhadores, as greves e necessidade de construção de uma alternativa real de poder, um poder popular, anticapitalista e socialista. Alguns estarão lá, nas ruas, e vão defender o voto nulo, outros estarão lá também, nas ruas, e vão tentar meter o pé na porta no espaço privativo das eleições no qual não nos querem (como mostra as cláusulas de barreira e a restrição ao amplo debate de projetos) para defender uma alternativa socialista e revolucionária.

Em síntese: anule seu voto, vote na esquerda revolucionária… mas, não saia das ruas! É por lá que passa a mudança.

Teoria da Revolução no Jovem Marx Final 02.indd

 

iasiMAURO IASI é Professor adjunto da Escola de Serviço Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM, do NEP 13 de Maio e membro do Comitê Central do PCB. É autor do livro“O dilema de Hamlet: o ser e o não ser da consciência”(Boitempo, 2002) e colabora com os livros “Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil” e “György Lukács e a emancipação humana” (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Publicado originalmente no BLOG da BOITEMPO, em 14.05.2014, disponível emhttp://blogdaboitempo.com.br/2014/05/14/farsa-eleitoral-ou-luta-eleitoral-a-prioridade-das-ruas-e-a-disputa-nas-urnas/

PROJETO PREVÊ PENA PARA QUEM VEICULAR INFORMAÇÃO FALSA NA INTERNET

INTERNET

Lei se chamará Fabiane de Jesus, que foi morta no Guarujá ao ser confundida com sequestradora

Foto: Arquivo Pessoal

Fabiane Maria de Jesus, espancada e morta após boatos numa rede social de que seria uma suposta sequestradora de crianças

Fabiane Maria de Jesus, espancada e morta após boatos numa rede social de que seria uma suposta sequestradora de crianças

 

Lei Fabiane de Jesus. Caso seja aprovada, assim deverá ser denominada a legislação que incluirá no Código Penal a punição de veiculadores de falsas informações em perfis da internet.O projeto de lei sobre o assunto, de número 7544/2014, foi apresentado nesta terça-feira (13), na Câmara dos Deputados, em Brasília, pelo deputado federal Ricardo Izar Junior (PSD-SP).
Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, foi brutalmente agredida até a morte por dezenas de moradores da comunidade Morrinhos, em Guarujá (SP), após ser confundida com uma suposta sequestradora de crianças utilizadas em rituais de magia negra. Ela foi associada a um retrato falado publicado junto com um boato sobre a sequestradora no perfil Guarujá Alerta, mantido no Facebook.ObjetivoO advogado da família da vítima, Airton Sinto, foi quem redigiu a minuta do projeto de lei e encaminhou ao deputado. Após algumas adequações no texto, a proposta foi apresentada aos parlamentares. O objetivo de Izar Júnior, que se reúne na semana que vem com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), é conseguir apoio para que o projeto tramite em caráter de urgência.“São necessárias 270 assinaturas para que possamos obter o regime de urgência e fazer com que o texto seja submetido direto ao plenário, sem análise das comissões especiais”, explicou o parlamentar.

Notícia falsa

O advogado afirma que o objetivo é que seja criada a figura penal daquele que, por conta de uma notícia falsa, cause prejuízos decorrentes da incitação virtual

ao crime, que possam acarretar riscos de lesão corporal ou morte.Airton Sinto faz uma relação com a Lei Maria da Penha, que recebeu este nome em homenagem à Maria da Penha Maia Fernandes, que por 20 anos lutou para ver seu agressor preso. Essa lei entrou em vigor em 2006 para combater a violência contra a mulher.Outro exemplo é a Lei Carolina Dieckmann, sancionada em 2012, tipificando os chamados delitos ou crimes informáticos. Em maio de 2011, a atriz teve copiadas de seu computador pessoal 36 fotos em situação íntima, que acabaram
divulgadas na internet.
Para o advogado, medidas urgentes precisam ser tomadas, já que por conta de um boato espalhado na internet, a dona de casa foi espancada e morta. “O caso da Fabiane é ainda mais grave, pois além de ser inocente, ela foi espancada até a morte. É preciso que os responsáveis por difundir informações inverídicas, em perfis apócrifos, respondam criminalmente pelas suas ações”, comenta.O projeto de leiA proposta inclui no Código Penal um artigo tipificando o delito de “Incitação Virtual ao Crime”, atribuído ao indivíduo que “publicar, por meio de rede social ou de qualquer veículo de comunicação virtual, conteúdo que incite a prática de crime ou de violência à pessoa”.A pena prevista é detenção de três a seis meses e multa. Caso a veiculação de conteúdo resulte em lesão corporal ou morte da pessoa exposta ou de terceiros, o autor da divulgação responderá, concorrentemente com o agente, pelos crimes previstos nos artigos 121 (homicídio e homicídio qualificado) e 129 (lesão corporal), do Código Penal, conforme o caso.

Próximo passo

O projeto ainda prevê pena agravada em um terço se a publicação tiver sido veiculada por perfil apócrifo. O advogado ressalta que a polícia continua investigando o crime, mas que o seu próximo passo será pedir a prisão temporária do administrador da página Guarujá Alerta. “Independentemente do que foi dito por ele para a polícia, eu vou pedir a sua prisão temporária”, afirma.

O delegado Luiz Ricardo Lara, que está à frente do caso, pondera que ainda é prematuro apontar a responsabilidade do administrador da página. “Caso, durante a instrução do inquérito policial, seja vislumbrado que, de alguma forma, ele colaborou com o crime, na medida em que propalou esses boatos, enfim, que praticou uma infração penal, ele será responsabilizado por aquele ato”, afirma.

Por Alcione Herzog/Especial para o Correio
correiopontocom@rac.com.br

PARADA DO ORGULHO LGBT CAI DE 2,5 MILHÕES EM 2005 PARA 100 MIL PESSOAS EM 2014

Lideranças apontam enfraquecimento da militância LGBT no Brasil, simbolizado pela queda de público da Parada Gay de São Paulo, que perdeu 500 mil participantes em sua última edição

Realizada há uma semana, a 18ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo surpreendeu ao registrar uma quantidade de participantes bem menor do que nos últimos anos. Segundo dados da Policia Militar, o evento levou 100 mil pessoas à Avenida Paulista. Em 2013, a PM contabilizou um número seis vezes maior, 600 mil. A cifra de 2014 fica ainda mais reduzida se comparada ao recorde da Parada Gay paulistana, em 2005, quando o público registrado foi de 2,5 milhões.

 

Lideranças LGBT ouvidas pelo iGay apontam a drástica redução de público da Parada Gay como uma representação clara de um momento de desmobilização da militância, com o movimento gay do Brasil perdendo força, sem conseguir atrair novos participantes ou mesmo manter os antigos. Com isso, projetos importantes de lei como a criminalização da homofobia e a regulamentação das identidades de gênero não conseguem avançar na pauta do Congresso Nacional.

Presidente do Movimento Gay de Minas (MGM), Oswaldo Braga mostra que o arrefecimento da militância LGBT não se exemplifica apenas como a Parada Gay de São Paulo. O evento similar que ele organiza na cidade mineira de Juiz de Fora também enfrenta uma queda de público.

 “Temos percebido uma diminuição. Em 2006, tivemos o recorde de 120 mil pessoas. Número importante se considerarmos o fato de que Juiz de Fora tem 500 mil habitantes. Mas no último ano, o público foi de 35 mil participantes”, relata Braga, que aponta para a necessidade de uma reinvenção do movimento LGBT.

“Hoje, grande parte das nossas lutas não faz mais tanto sentido. Antes, nós pedíamos uma lei para poder demonstrar afeto em público , agora já podemos casar” , explica Braga, que no entanto, lembra que ainda faltam muitas conquistas para a comunidade LGBT ter sua cidadania plenamente respeitada. “A homofobia acabou? Foi criminalizada? A reposta é não para as duas perguntas, isso evidencia que é preciso repensar muitas coisas, inclusive o formato da Parada”, acrescenta o presidente do MGM.

Conselheiro do Fórum LGBT de Pernambuco, que organiza a Parada Gay de Recife, Thiago Rocha faz uma ressalva em relação à diminuição de público em São Paulo, lembrando que o evento paulistano foi antecipado por conta da Copa do Mundo de 2014, impedindo que muitas pessoas pudessem se programar a tempo. “Eu mesmo tentei ir, mas não consegui me planejar. Porém , é nítido que estamos com dificuldade de chegar à sociedade” , reconhece Rocha.

Coordenador especial da Diversidade Sexual da cidade do Rio de Janeiro, o estilista Carlos Tufvesson vê a cooptação política das lideranças LGBT como fator preponderante para a erosão enfrentada pelo movimento gay. Falando como militante e não como representante do Estado, Tufvesson diz que a presença de partidos políticos foi danosa e fez muitas pessoas saírem da militância.

“Tivemos uma captação partidária ideológica muito forte. O movimento passou por um processo de exclusão de quem não se identificava com os partidos”, lamenta Tufvesson. “O movimento que ia às ruas hoje não vai mais, perdemos grupos históricos, pessoas que nos representavam foram se tornando instrumentos de politicas partidárias”, prossegue o estilista.

Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Carlos Magno pensa diferente dos outros militantes LGBT, acreditando que a perda de força do movimento deve ser encarada de maneira relativa.

“Faltam elementos para saber se estamos realmente perdendo. Na verdade, as pautas têm ultrapassado a barreira da comunidade LGBT, o debate é público. Em qualquer área, o número de pessoas que milita é efetivamente pouco, se considerada a população como um todo”, pondera Magno.

Como argumento de que o movimento LGBT não está tão arrefecido, Magno conta que a ABGLT conta com 285 organizações filiadas e tem 30 pedidos de filiação. “Temos ainda núcleos de pesquisa em universidades, a Associação de Estudos Homoeróticos em Porto Alegre, grupos de mães, Igrejas inclusivas, além de paradas de Norte a Sul do País. Tudo isso é avanço.”

MUDANÇA PASSA PELO CONGRESSO NACIONAL

Para as lideranças, a reinvenção do movimento LGBT tem que incluir um número maior de representantes da comunidade gay em Brasília. “Precisamos de ideias novas, de maneiras novas de fazer, não só a Parada Gay, mas a militância como um todo. É a oxigenação que faz o movimento estar sempre vivo. As ONGs devem começar a se estruturar melhor, ter força. Além disso, precisamos urgentemente de representatividade no Congresso, temos apenas um congressista gay”, afirma Tufvesson, se referindo ao deputado federal Jean wyllys(PSOL-RJ), colunista do iGay.

Mais descrente com o futuro do movimento LGBT, Rocha lembra que os opositores da comunidade gay têm uma acachapante superioridade numérica no Congresso Nacional, com a Frente Evangélica ocupando 110 das 513 cadeiras do parlamento brasileiro. “Os políticos religiosos têm se fortalecido cada vez mais. Eles têm muita força e não é só isso, a cultura do Congresso é muito machista e não vai mudar”, argumenta o conselheiro do Fórum LGBT de Pernambuco.

Magno também percebe o conservadorismo e fundamentalismo religioso como obstáculos. “A força social é importante, ela que incentiva as mudanças. Mas a lógica que rege o Congresso é complexa. As leis Maria da Penha, de Discriminação Racial e Estatuto da Juventude tiveram dificuldade em passar, todas legislações relativas aos direitos humanos tiveram. Temos poucas mulheres no congresso, poucos negros, um gay e nenhum índio.”

Admitindo-se cansado, Braga faz um apelo para que novas gerações assumam seu papel na militância. “Quando falam que os dinossauros da militância não largam o osso, não levam em conta que ninguém quer entrar no nosso lugar. Mesmo que seja para mudar tudo, eles devem entrar no movimento”, conclui o presidente do Movimento Gay de Minas (MGM).

Fonte:IG

BOECHAT ALFINETA SHEHERAZADE: APRESENTADORA TAMBÉM É RESPONSÁVEL PELA MORTE DE MULHER ESPANCADA POR “JUSTICEIROS”

A morte de uma dona de casa inocente, espancada por ‘justiceiros’ no Guarujá, na Baixada Santista (SP), gerou revolta de internautas e jornalistas brasileiros.

Na edição do Jornal da Band de ontem (5), o âncora Ricardo Boechat criticou as“pessoas que mesmo em emissoras de TV estimulam a cultura da ‘justiça com as próprias mãos'”. Na avaliação do jornalista, esses formadores de opinião também são responsáveis pelo linchamento e morte de Fabiana Maria de Jesus.

É uma referência à jornalista Rachel Sheherazade, que em fevereiro deste ano defendeu o “justiçamento” na região do Flamengo, no Rio de Janeiro, onde um menor foi torturado e preso a um poste pelo pescoço.

Na época, Sheherazade incentivou o “contra-ataque aos bandidos” e julgou compreensível “a atitude dos vingadores”.

Boechat concluiu o comentário, dizendo que “é hora de essas pessoas virem a público e dizer como se sentem diante da consumação de sua própria teoria na prática”.

Boechat já havia criticado as declarações de Sheherazade em entrevista ao Pânico na Band em fevereiro. “A opinião dela é uma bo***, mas ela tem o direito de expressar”, disse.

Linchamento motivado por boato

Fabiana Maria de Jesus foi linchada e espancada por moradores do bairro Morrinhos, no Guarujá. Ela teria sido confundida com uma suposta sequestradora de crianças na cidade.

Entretanto, não havia sequestro algum, segundo a polícia do município.

O advogado da família de Fabiana diz que o problema começou na comunidade do Facebook Guarujá Alerta, que informou sobre boatos de crianças sequestradas para ritual de magia negra. Segundo o G1, a página publicou um retrato falado com imagem semelhante à da vítima.

Foi o suficiente para a vizinhança de Morrinhos atacar a dona de casa que nada tinha a ver com os boatos, segundo familiares e conhecidos.

Fonte: Brasil Post

DICAS PARA QUEM NÃO ESTÁ MUITO BEM NESSA SEGUNDA

SEGUNDA-BRAVA

Para quem está começando a Segunda não muito bem, segue algumas dicas para aliviar o estresse:

1º – Mudar o estilo de vida.

2º – Dieta balanceada e saudável.

3º – Dormir o suficiente e fazer exercícios.

4º – Limitar a ingestão de cafeína, álcool e não usar nicotina, cocaína ou outras drogas ilícitas.

Outras sugestões do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos:
Tirar férias do trabalho, passar tempo com a família e os amigos, fazer algum trabalho manual e aprender a tocar um instrumento musical também é excelente.

PEDOFILIA: NEUROCIÊNCIA VERSUS PSICANÁLISE

Continuação de ASPECTOS DA PEDOFILIA NAS SOCIEDADES HUMANAS

Segundo pesquisa realizada por Martin. H. Teicher (2000), professor de psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, não ocorrem apenas traumas psicológicos reversíveis, mas danos permanentes no desenvolvimento e funções cerebrais, ou seja, algumas funções ficarão paralisadas. Assim, durante a infância, período formativo em que o cérebro está sendo fisicamente esculpido, o impacto do estresse dos sistemas de norepinefrina e dopamina pode produzir sintomas de depressão, psicose e hiperatividade, assim como prejudicar a atenção:

A ativação do sistema de dopamina desloca a atenção para o hemisfério esquerdo (verbal), enquanto a ativação do sistema de norepinefrina desloca a atenção para o hemisfério direito (emocional). O mais curioso, é que o vermis também ajuda a regular a atividade elétrica no sistema límbico, e sua estimulação pode suprimir ataques no hipocampo e na amígdala.  (Teicher. M. 2002; p. 50-67).

Tais efeitos neurobiológicos e moleculares são irreversíveis e comprometem o desenvolvimento neuronal da criança afetando a vida desse sujeito na idade adulta (Teicher, 2000). Estas descobertas sugerem um intrigante modelo que pode explicar a forma na qual o distúrbio de personalidade limítrofe (borderline) pode aparecer. Contudo, na psiquiatria e psicopatologia, incluir a análise do contexto sociocultural na formação da personalidade do pedófilo exige um estudo da relação entre o fenômeno supostamente patológico e o contexto social. Observa-se que o fenômeno patológico emerge e recebe significado cultural, mas a despeito da normalidade funcional do cérebro, tais conceitos não são necessariamente quantitativos. O fenômeno é considerado patológico a partir do momento em que é disfuncional e produz sofrimento para o próprio indivíduo ou para seu grupo social (Dalgallarondo, p.246, 2008).

Diante do exposto acima, não se pode considerar que a pedofilia seja produzida apenas pela sociedade ou então, determinar que a mesma tenha sua etiologia direcionada somente como um distúrbio neurológico no processo de formação do cérebro.  O significa dizer que a sua compreensão deve ser pautada por uma multifatorialidade.

Na perspectiva psicanalítica, a pedofilia exemplifica uma grande variação de objetos sexuais, e afirma que a importância do desejo está na pulsão sexual e não no valor do objeto de desejo. Dentre Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade, Freud afirmava que “Os diferentes trajetos por onde passa a libido relacionam-se mutuamente desde o início, como vasos comunicantes…” (Freud, 1905. P.143). Para ele, a pedofilia como disfunção subjetiva, pode estar associada a uma dimensão sintomática das perversões e que pode desencadear uma patologia dessa ordem. Basicamente os fatores estão ligados a sexualidade reprimida do sujeito e o desvio de sua personalidade. Quanto mais perto se chega das perturbações mais profundas do desenvolvimento psicossexual, mais se destaca de maneira inequívoca a importância da escolha objetal incestuosa” (Freud, 1905; p. 215).

Segundo Freud, a pedofilia corresponde uma perversão de transgressão anatômica, ou seja, algumas regiões do corpo são eleitas para o ato sexual, como os lábios, o ânus, etc, e não se limita a união sexual da forma como a concebemos normalmente. Nessa concepção, o fetichismo somente é considerado patológico quando se torna o único objeto do desejo sexual. Com isso, o fetichismo teria sua origem na infância, sendo que este poderia funcionar como uma lembrança encobridora de algo esquecido e que estaria também relacionado às teorias sexuais infantis (Freud, 1905).

Assim, Freud oferece uma explicação para a pedofilia que consiste na persistência de elementos da sexualidade infantil no indivíduo adulto. Neste caso, o pedófilo, no processo de seu desenvolvimento teria sentido e recalcado sua excitação sexual e prazer no contato de um adulto com uma criança. A intensidade desse prazer teria causado um impacto de tal ordem e se instalado como uma única forma de obter o prazer sexual após a maturidade. A pulsão sexual do pedófilo seria então algo infantil e primitivo, estaria fixado no inconsciente e persistiria na vida adulta.

Segundo a visão psicanalítica, a mente normal tem a tendência a repetir modos de reação e funcionamento para tentar se ajustar sem maiores danos, por outro lado, quando o sentido adaptativo da mente sofre um trauma, tais estímulos vão se adequando e criando estratégias para enfrentar as situações de riscos para encontrar padrões de sobrevivência mental que pode ser expressado no aprimoramento ou aniquilamento da vida do sujeito.

De maneira geral, a tendência à repetição das situações traumáticas se deve a três tipos de fatores que não se excluem e frequentemente se combinam por causa de defeitos neuromentais, o que impede a superação do padrão traumático. Repetir para elaborá-lo e repetir por motivo das funções secundárias, estruturantes, defensivas, narcísicas e prazerosas que o inconsciente adquiriu.

A libido narcísica ou do ego, parece-nos ser o grande reservatório de onde partem as catexias de objeto e no qual elas voltam a serem recolhidas, e a catexia libidinosa narcísica do ego nos afigura como o estado originário realizado na primeira infância, que é apenas encoberto pelas emissões posteriores da libido, mas no fundo se conserva por trás dela (Freud, 1905, p. 206).

O pressuposto da teoria psicanalítica vem apontar sobre o papel estruturante do pai, parte da instauração do complexo de Édipo.  Na trama familiar, o sujeito se constrói e sai do estado de natureza para ingressar na cultura. O pai representa a possibilidade do equilíbrio pensado como regulador da capacidade da criança investir no mundo real. A necessidade da figura paterna ganha contornos no processo de desenvolvimento, de acordo, com cada etapa da infância e, na fase inicial da vida, é decisiva na resolução dos conflitos. Na adolescência, quando a maturação genital obriga a criança a definir seu papel na sociedade, a construção de uma imagem positiva ou negativa das trocas afetivas e da convivência com seus familiares serão construídos. Contudo, o tipo de desenvolvimento psicoafetivo da família acaba por influenciar a criança na reprodução de comportamentos negativos na fase adulta.

Foucault explica que a teoria psicanalítica da sexualidade teve uma função consoladora, quando ela coloca o recalque na idéia do desejo dos pais para com seus filhos (Foucault, 1971). Ou seja, os pais estariam sendo incestuosos e criando uma relação subjetiva sobre a sexualidade deles para com seus filhos. Para Foucault, a perversão está diretamente relacionada ao recalque dos pais que, por um motivo ainda desconhecido se refletiria em atos de abuso infantil, transformado devido à desestruturação da personalidade da criança.

Por Flavia Maria Pereira Marques

INDOLENTES E DILIGENTES! QUEM VOCÊ DESEJA SER?

las-personas-de-hormigas-trabajan- Indolentes são aqueles que não se mexem, nem se remexem! São pessoas que não saem do lugar, mesmo quando a água está chegando naquele “lugar”. Será que eu sou um indolente? Para algumas pessoas tenho certeza que sim, já ouvi gente dizendo “Orlando você precisa se mexer”, para outras pessoas tenho certeza que não sou indolente, já ouvi gente dizendo que preciso me desligar um pouco, mas nesse mundo é normal não agradar a gregos e troianos, há muitas opiniões divergentes, ainda mais se for de casa, se for próximo, vizinho ou mesmo um amigo, geralmente esses são os que menos confiam na gente ou acreditam que podemos fazer alguma coisa excepcional.

O que podemos esperar de uma pessoa indolente? Nada, a não ser o exemplo de como não se comportar, se ela acordar para a vida, talvez ainda seja possível colher alguns frutos! O indolente, que também significa aquele que não causa dor, só vai ficar esperto no dia em que ele sentir dor, pois há um ditado que diz que não há formação de consciência sem dor, mas infelizmente penso que alguns sentirão essa dor que forma consciência tarde demais!

E os diligentes quem são? São aqueles que se remexem muito! Aqueles que trabalham com prazer, que fazem as coisas com gosto, que não são preguiçosos e são rápidos nas responsabilidades que lhe são atribuídas, terminando antes de todos! Os diligentes são os primeiros a atingirem o alvo, mas por que? Porque são desembaraçados, porque prestam atenção em tudo que ouvem e assistem, os diligentes enxergam coisas que os outros nem imaginam. Os diligentes conseguem imaginar o resultado final sem saber como será o caminho até lá, pois eles sabem que encontrarão as soluções, mais cedo ou mais tarde, podemos chamar isso de fé, algo que eles tem de sobra e transbordando.

E aí? Você deseja ser indolente ou diligente? Medite no versículo abaixo:

Mas, desejamos que cada um de vós mostre a mesma diligência, para ter a plena certeza da esperança até o fim, para que não fiqueis indolentes, mas sejais imitadores daqueles que pela fé e pela paciência herdam as promessas. – Hebreus 6:11, 12

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*RESPEITO À VIDA*

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Não nos foi ensinado,desde que nascemos, que a VIDA É SAGRADA, e divinos todos os seres.
Por isso, por nossa falta de reverência ao divino que habita todas as formas, podemos passar indiferentes por um ser divino jogado na calçada, podemos conviver com a existência de crianças com fome e velhos desamparados – todos divinos; admitimos a guerra, a pobreza e a desigualdade, a destruição da Terra e de seus filhos menores.
Em suma: assistimos inertes ao desrespeito à Vida.

Ninguém ensinou aos maridos homicidas que não são donos da vida; nem aos adolescentes violentados pela miséria que uma vida vale mais que um par de tênis alheio.
Por quê? Porque nós, coletivamente, não respeitamos essa Vida, de modo incondicional.
E enquanto permanecermos na ilusão de que se pode pedir paz e exigir segurança num mundo sem esse respeito essencial, enquanto admitirmos a crueldade e a destruição de QUALQUER FORMA DE VIDA INOCENTE, tudo que fizermos será incapaz de mudar verdadeiramente o mundo.
A única argamassa definitiva capaz de cimentar a construção desse Mundo Melhor será a consolidação, na consciência coletiva, desse princípio simples e difícil: A VIDA É SAGRADA.
Um único artigo. Sem parágrafos. Sem exceções.

Há uma atitude individual concreta, possível e infinitamente poderosa, por seu alcance, que qualquer um de nós, que se diga consciente da Lei Evolutiva, pode tomar para iniciar hoje a transformação deste mundo violento e biocida num outro, pacífico e fraterno: RESPEITAR A VIDA. Começando por defender o direito à VIDA de todos os SERES INDEFESOS do Planeta, suspendendo a matança daqueles que a humanidade intitula indevidamente de ‘COMIDA’.

Podemos ensinar a nossos filhos o respeito incondicional a todas as vidas; podemos ensiná- los a respeitar e amar pássaros, insetos, gatos e cachorros, baleias, tartarugas-marinhas, golfinhos e micos-leões dourados; mas não podemos desmentir isso quando nos sentamos à mesa.
Não podemos amar e matar, respeitar e destruir ao mesmo tempo.
E se a nossa reverência à Vida for genuína, será contagiosa.

E uma criança nossa defenderá um caracol de ser pisado, levará gentilmente um inseto perdido até a janela – e nunca, nunca, nunca, poderá ferir nenhum ser humano.
Como nunca admitiu ou viu admitir que nenhum ser vivo fosse ferido.

Utopia?
Não. Existem crianças que foram criadas assim.
Se houvesse mais, nós poderíamos sair tranquilos pelas ruas à noite.
Se houvesse muitas mais, seria impossível a qualquer demente com poder levar pessoas à guerra (aliás, não haveria dementes no poder).
E se elas fossem a totalidade das crianças da Terra, esta já seria aquele Mundo Melhor.

(PAZ E AMOR, BICHO! – Mariléa de Castro)

ORIENTAÇÃO PSICOLÓGICA VIRTUAL TRAZ COMODIDADE E ORIENTAÇÕES PONTUAIS

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Desde o seu surgimento, a internet tem facilitado muito a vida das pessoas, aumentando a conectividade entre elas, diminuindo distâncias e ajudando a otimizar o tempo gasto nas tarefas profissionais e pessoais. Talvez muitas pessoas não saibam, mas hoje em dia a internet facilita também o acesso ao psicólogo.

A orientação psicológica virtual, que também é conhecida como terapia virtual ou terapia online, é caracterizada pela orientação de questões psicológicas feitas pelo profissional via e-mail, skype ou telefone.

Durante cada atendimento a pessoa terá condições de encontrar auxilio para dúvidas, medos, dificuldades pontuais e orientações sobre diversas questões emocionais. O número de atendimentos, duração e valor variam de acordo com cada profissional.

A orientação psicológica virtual é caracterizada pela orientação de questões psicológicas feitas pelo profissional via e-mail, skype ou telefone.

Pesquisadores Europeus e Americanos têm se empenhado em testar e comprovar os benefícios da terapia virtual. Segundo matéria publicada no site da rádio Netherland Wereldomroep, “a terapia online é um sucesso na Holanda. A psicoterapia na qual o contato entre psicólogo e paciente só acontece via internet é tão eficiente quanto o tratamento ‘cara a cara’.”

Segundo publicado no Portal dos Psicologos em Portugal, “tem sido também constatado que online as pessoas vão mais diretamente ao foco de suas preocupações, o que agiliza a intervenção.” No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) regulamenta através da resolução CFP N°012/2005 a prática da orientação psicológica virtual.

Há uma série de estudos e pesquisas em desenvolvimento com relação aos benefícios da terapia virtual no país. No entanto, enquanto esses testes não forem totalmente concluídos e as pesquisas internacionais não tiverem sido validadas no Brasil, não é permitido praticar psicoterapia virtual, e sim orientação psicológica.

Por esse motivo é importante tomar cuidado com os serviços oferecidos online e com falsos profissionais que se utilizam da facilidade da internet para agir de má fé e enganar as pessoas.

Futuramente o acompanhamento psicológico virtual não deverá substituir totalmente a psicoterapia tradicional, mas sim se tornar uma alternativa a ela, para que mais pessoas possam se beneficiar de seus efeitos.

A orientação virtual se destina aos seguintes grupos de pessoas:

– Portadoras de dificuldade física de locomoção: Pessoas com problemas de paralisia, doenças graves e contagiosas, gestantes e acamadas;

-Pessoas com falta de tempo para ir até o consultório: Para aqueles que trabalham muitas horas, moram longe do local de trabalho e gastam muito tempo se deslocando de um local para outro;

– Que moram em cidades em que há excasses de profissionais de psicologia: Há cidades onde, infelizmente, não há profissionais da área da psicologia, os existentes geram desconfiança ou não têm mais horários disponíveis;

– Timidos e reservados: Se sentem desconfortáveis ao pensar que podem ser observados e julgados por entrar em um consultório;

– Casais com dificuldades no relacionamento e sexuais: Sentem-se desconfortáveis em se expor diante de uma terceira pessoa ou tem dificuldades de ajustar os seus horários para irem juntos a consulta.

– Pais com problemas e dificuldades na orientação dos filhos: Dificuldades de diálogo, desempenho escolar e de relacionamento na familia, entre outras questões que possam aparecer em relação aos filhos;

– Que estão morando fora do seu país de origem: Geralmente podem ter dificuldade em se adaptar ao local e encontrar profissionais que falem o seu idioma e entendam a sua cultura;

– Estágios avançados de depressão: A pessoa sente muita dificuldade e desânimo para sair de casa;

– Que buscam orientação psicológica para questões cotidianas relacionadas ao profissional e pessoal.

Se você pertence a algum desses grupos acima, saiba que agora você pode se beneficiar de mais um serviço importante, cômodo e seguro oferecido via telefone ou internet.

POR:Milena Lhano

Psicóloga

foto especialistaESPECIALISTA MINHA VIDA

HÁ CONSOLO NO LUTO?

pastoral-02042012No abraço senti seu corpo magro. Notei seus olhos baços. Eles me contemplavam sem entusiasmo. Logo na primeira palavra, percebi na voz quebrada, ela era uma mulher sofrida. Eu imaginava, sem  alcançar, a angústia que minha amiga atravessava. Ela experimentava a hora mais dolorida. Seu momento era o mais terrível da existência: o luto.

A morte é sorrateira, insidiosa e traiçoeira. Os desenganados recebem o bilhete fatal com algum tempo para arrumar a casa. Para minha amiga a guilhotina desceu sem aviso. A morte não respeitou sequer possíveis imaturidades. A morte serpenteou, deu o bote, feriu e ceifou a seu bel prazer. O que dizer, diante de uma mãe que chora, de uma esposa que perde o chão e que não sabe se terá forças para achar o norte?

As respostas aparentemente confortadoras se esvaziam. Deus tem um plano.  Ele leva para si os bons. Chegou a hora.  Frases bobas. Elas funcionam como aspirina, aliviam sem curar. Em um esforço medonho de não parecer professoral, procurei oferecer outro modelo de como perceber os mistérios da vida. Logo notei meu esforço inútil. Minha amiga esperneava dentro da cerca teológica que fora educada. Deus governa e como um dramaturgo celestial, conduz o desenrolar de nossas vidas. Deus não permite que nada aconteça sem que esteja previsto em seu roteiro.

Silenciei, abraçado. Voltei ao hotel.  Chorei. Por horas não consegui apagar o sofrimento daquela mãe. Além de ter que aprender a repetir a litania fúnebre do nunca mais, ela terá de brigar com a sua ideia de Deus. Que tristeza. Deitado, insone, escutei sua indignação lacerante: Por que Deus se mantém obscuro em seus planos? Por que, tão indiferente? Vou esperar quanto tempo até entender seus motivos para levar (levar não passa de eufemismo para “matar”) um pai precioso, um amigo querido, um filho especial?”.

Debulhei-me em lágrimas.

A morte baterá em outras portas. A ceifa da morte não cessa. Nunca distingue justos de injustos. Traficantes vivem mais do que mulheres bondosas. Pais enterram os filhos – o certo deveria ser o contrário. Acidentes eliminam em uma só tacada, jovens e idosos. Os amigos de Jó erram nas conjecturas sobre o sofrimento universal. O justo Jó é arrasado por todo tipo de infortúnio, sem que se conheçam os porquês de sua aflição.

Prefiro a insinuação bíblica de que Deus que não age como títere, a puxar os cordões das marionetes. Considero-o Emanuel: O Deus presente. Jesus encarnou e viveu a sua humanidade até as últimas consequências. Semelhantes a ele, no espaço da liberdade, também estamos cercados de perigos, e sempre à beira do derradeiro suspiro.

Deus não arbitra quem morre. Ele não rege a história segundo critérios inacessíveis. Deus se compromete a revelar seu amor no soluço da perda. Deus se revela em cada abraço, em cada palavra de solidariedade e em cada gesto de lealdade. A nossa dor dói em Deus, afirmou o profeta Isaías. Deus fonte de compaixão – nas duas raízes para “com-paixão”: Deus sofre junto.

Nada posso especular sobre a morte, mas minha intuição avisa: reconhecer a companhia fiel de Deus traz mais conforto do que questionar os porquês do que nos é inacessível.

Soli Deo Gloria

Por Ricardo Gondim

O QUE É HIPOCRISIA?

hipocrisia é o ato de fingir ter crençasvirtudesideias e sentimentos que a pessoa na verdade não as possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou mais tarde a designar moralmente pessoas que representam que fingem comportamentos.

Um exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma ação enquanto realiza a mesma ação.

Para o lingüista e analista social Noam Chomsky, a hipocrisia, é definida como a recusa de “… aplicar a nós mesmos os mesmos valores que se aplicam a outros”, é um dos males da nossa sociedade, que promove a injustiça como guerra e as desigualdades sociais, num quadro de auto-engano, que inclui a noção de que a hipocrisia em si é um comportamento necessário ou benéfico humano e da sociedade.

François duc de la Rochefoucauld revelou de maneira mordaz a essência do comportamento hipócrita: “A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude”. Ou seja, todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos, socialmente aceitos.

O termo “hipocrisia” é também comumente usado (alguns diriam abusado) num sentido que poderia ser designado de maneira mais específica como um “padrão duplo”. Um exemplo disso, é quando alguém acredita honestamente que deveria ser imposto um conjunto de morais para um grupo de indivíduos diferente do de outro grupo.

Hipocrisia é pretensão ou fingimento de ser o que não é. Hipócrita é uma transcrição do vocábulo grego “hypochrités”. Os atores gregos usavam máscaras de acordo com o papel que representavam numa peça teatral. É daí que o termo hipócrita designa alguém que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência.

Hipocrisia na religião

Novo Testamento da Bíblia refere-se especificamente aos hipócritas em vários lugares, em especial quando representando de maneira caricatural a seita dos fariseus, como por exemplo, o Evangelho de Mateus capítulo 23, versículos 13 a 15:

” Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.”

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

STRESS – COMO GERIR O PIOR INIMIGO DO CÉREBRO

Um pouco de informação sobre o stress

O stress é um estado de alerta cujo objectivo primeiro é preparar-nos para a ação e ficar em estado de alerta em situações problemáticas e ameaçadoras. A generalidade dos médicos considera que o stress pode ser considerado um estado intermediário entre a saúde e a doença, evoluindo ao longo de três estágios: fase de alarme, fase de resistência e fase de exaustão. Um estado equilibrado de stress é, por conseguinte, benigno e desejável. Traduz-se por uma pequena excitação que aumenta a nossa capacidade de enfrentar diversas situações da vida com uma atitude positiva e uma saudável sensação de entusiasmo e motivação.

o estresse

Já o mesmo não acontece quando ele atinge níveis considerados perigosos para a saúde e se torna permanente. Se a falta de algum stress (agitação) nas nossas vidas nos mantém subexcitados, apáticos e entediados já o stress elevado e, pior ainda, o stress cronico empurra-nos para um estado de sobrexcitação de consequências nefastas para o organismo e a qualidade dos nossos desempenhos (intelectuais, sociais, etc).

Os especialistas identificaram as causas do stress. Conforme o seu grau de perigosidade podem ser divididas em três níveis. Eis alguns exemplos mais vulgares:

Nível 1

Os pequenos aborrecimentos

Ruídos de fundo (trânsito, máquinas, ar condicionado)

Pequenas discussões familiares e no trabalho

Trânsito automóvel

Pequenas surpresas desagradáveis

Acontecimentos indesejados (atrasos, desencontros)

Pequenas infracções da lei 

Nível 3

Morte de familiar muito próximo

Divórcio

Condenação em tribunal

Perda de emprego

Problemas sérios de saúde

Doença de familiares

Problemas sexuais

Gravidez

Morte de amigo íntimo

Grande hipoteca ou empréstimo

Problemas de dinheiro

Nível 2

Acontecimentos importantes

Mudança de emprego

Mudança de residência

Conflitos no trabalho

Alterações no emprego

Discussões familiares

Entrada na escola

Mudança de ciclo na escola

Entrada na universidade

Primeiro emprego

Mudança de escola 

 
stress exercício fisico
sintomas stress

Durante o dia a dia estamos sujeitos a um grande stress, especialmente se a viva for feita em grandes cidades, é inevitável escapar mas podemos tentar reduzir seguindo estes 10 mandamentos.

stress

1 – Acorde mais cedo
Em vez de começar o dia no meio do maior stress porque não tem tempo para fazer nada, experimente levantar-se um bocadinho mais cedo e organizar melhor as suas manhãs. Não se deixe tentar pelo calorzinho dos cobertores e salte da cama assim que o despertador tocar. Tome um bom pequeno-almoço, um banho relaxado e comece o dia descansado e com o pé direito.

2 – Planeie o seu dia
Tente perceber em que altura do dia a sua produtividade está em alta. Há pessoas que rendem mais de manhã enquanto outras funcionam a 100% mais pela tarde. Escolha o período em que tem mais energia e deixe para essa altura as tarefas de maior responsabilidade ou que exijam maior criatividade. Lembre-se, no entanto, que por muito organizado que seja, há imprevistos que nunca consegue controlar.

3 – Defina prioridades
Não queira fazer tudo ao mesmo tempo nem queira fazer tudo sozinho. Faça uma listagem das suas reais prioridades e tente cumpri-la. Ponha os assuntos que exigem mais de si em primeiro lugar mas tente não descurar os pequenos assuntos que tendem a ficar esquecidos.

4 – Saiba dizer não
Quando se sentir demasiado pressionado tenha a coragem de dizer basta!. Se o seu chefe lhe parecer demasiado empenhado em não o deixar respirar, exigindo-lhe mais e mais trabalho, explique-lhe que, apesar de tentar, não consegue fazer tanta coisa ao mesmo tempo. Tente também não cair na asneira de estar sempre a fazer o trabalho dos seus colegas. Sempre que poder ajudar, ajude, mas não deixe que eles fiquem mal habituados.

5 – Crie bom ambiente
Pensamentos positivos activam as energias positivas que temos em nós. E depois, simpatia gera simpatia. Elogie, seja prestável e simpático para os seus colegas. Ao trabalhar num local com bom ambiente tudo fica mais fácil. Aquilo que dantes lhe parecia uma tarefa dificílima vai passar a parecer o mais simples dos problemas.

6 – Aprenda a relaxar
Nada melhor do que depois de um dia estafante o poder chegar a casa e tomar um longo banho ou deixarmo-nos ficar estendidos no sofá horas a fio a ver tudo e mais alguma coisa na televisão. Conceda a si mesmo esses momentos que são preciosos para descomprimir o stress do dia-a-dia.

7 – Mude de rotina
É importante que você consiga viver para além do trabalho. Dê a si próprio presentes depois de conseguir fazer um trabalho complicado. Que tal aquele livro que sempre quis ou aquela camisola caríssima? Depois, também é importante saber deixar o trabalho à porta antes de entrar em casa. Só em casos extremos é que deve levar trabalho para concluir em casa.

8 – Tenha vida social
“Trabalho é trabalho, conhaque é conhaque”. Nunca ouviu dizer? Faça por ter uma vida social activa porque desta maneira vai ser mais fácil de não pensar nos problemas que deixou para trás no escritório. Vá a festas, ao cinema ou ao café. Aproveite o que de melhor a vida tem para lhe oferecer.

9 – Dedique-se a uma actividade criativa
Utilize os seus tempos livres para se dedicar a uma actividade que puxe pela sua concentração e criatividade. Tendo a sua mente ocupada não vai ter tempo para pensar nem se chatear com os problemas do dia-a-dia ou do trabalho. A pintura é um bom exemplo.

10 – Melhore a sua vida sexual
Esta é também uma óptima solução para combater o stress acumulado durante um dia de trabalho. Ter uma vida sexual activa e saudável é meio caminho andado para se sentir uma pessoa plenamente realizada e, desta forma, sentir-se mais confiante.

 

FONTE: VLADMAN.NET

AQUECIMENTO GLOBAL É INEVITÁVEL E 6 BI MORRERÃO, DIZ CIENTISTA

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James Lovelock, renomado cientista, diz que o aquecimento global é irreversível – e que mais de 6 bilhões de pessoas vão morrer neste século
James Lovelock, sempre provocador, acredita que a raça humana está em perigo real e imediato. "Será uma época sombria, mas emocionante"
Cortesia de James Lovelock Veja a galeria completa
por POR JEFF GOODELL

Aos 88 anos, depois de quatro filhos e uma carreira longa e respeitada como um dos cientistas mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana está condenada. “Gostaria de ser mais esperançoso”, ele me diz em uma manhã ensolarada enquanto caminhamos em um parque em Oslo (Noruega), onde o estudioso fará uma palestra em uma universidade. Lovelock é baixinho, invariavelmente educado, com cabelo branco e óculos redondos que lhe dão ares de coruja. Seus passos são gingados; sua mente, vívida; seus modos, tudo menos pessimistas. Aliás, a chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse – guerra, fome, pestilência e morte – parece deixá-lo animado. “Será uma época sombria”, reconhece. “Mas, para quem sobreviver, desconfio que vá ser bem emocionante.”

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040, o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing (deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. “Os chineses não terão para onde ir além da Sibéria”, sentencia Lovelock. “O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra entre a Rússia e a China seja inevitável.” Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa, virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes – Canadá, Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.

Até o final do século, segundo o cientista, o aquecimento global fará com que zonas de temperatura como a América do Norte e a Europa se aqueçam quase 8 graus Celsius – quase o dobro das previsões mais prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, a organização sancionada pela ONU que inclui os principais cientistas do mundo. “Nosso futuro”, Lovelock escreveu, “é como o dos passageiros em um barquinho de passeio navegando tranqüilamente sobre as cataratas do Niagara, sem saber que os motores em breve sofrerão pane”. E trocar as lâmpadas de casa por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre. “Verde”, ele me diz, só meio de piada, “é a cor do mofo e da corrupção.”

Se tais previsões saíssem da boca de qualquer outra pessoa, daria para rir delas como se fossem devaneios. Mas não é tão fácil assim descartar as idéias de Lovelock. Na posição de inventor, ele criou um aparelho que ajudou a detectar o buraco crescente na camada de ozônio e que deu início ao movimento ambientalista da década de 1970. E, na posição de cientista, apresentou a teoria revolucionária conhecida como Gaia – a idéia de que nosso planeta é um superorganismo que, de certa maneira, está “vivo”. Essa visão hoje serve como base a praticamente toda a ciência climática. Lynn Margulis, bióloga pioneira na Universidade de Massachusetts (Estados Unidos), diz que ele é “uma das mentes científicas mais inovadoras e rebeldes da atualidade”. Richard Branson, empresário britânico, afirma que Lovelock o inspirou a gastar bilhões de dólares para lutar contra o aquecimento global. “Jim é um cientista brilhante que já esteve certo a respeito de muitas coisas no passado”, diz Branson. E completa: “Se ele se sente pessimista a respeito do futuro, é importante para a humanidade prestar atenção.”

Lovelock sabe que prever o fim da civilização não é uma ciência exata. “Posso estar errado a respeito de tudo isso”, ele admite. “O problema é que todos os cientistas bem intencionados que argumentam que não estamos sujeitos a nenhum perigo iminente baseiam suas previsões em modelos de computador. Eu me baseio no que realmente está acontecendo.”

Quando você se aproxima da casa de Lovelock em Devon, uma área rural no sudoeste da Inglaterra, a placa no portão de metal diz, claramente: “Estação Experimental de Coombe Mill. Local de um novo hábitat. Por favor, não entre nem incomode”.
Depois de percorrer algumas centenas de metros em uma alameda estreita, ao lado de um moinho antigo, fica uma casinha branca com telhado de ardósia onde Lovelock mora com a segunda mulher, Sandy, uma norte-americana, e seu filho mais novo, John, de 51 anos e que tem incapacidade leve. É um cenário digno de conto de fadas, cercado de 14 hectares de bosques, sem hortas nem jardins com planejamento paisagístico. Parcialmente escondida no bosque fica uma estátua em tamanho natural de Gaia, a deusa grega da Terra, em homenagem à qual James Lovelock batizou sua teoria inovadora.

A maior parte dos cientistas trabalha às margens do conhecimento humano, adicionando, aos poucos, nova informações para a nossa compreensão do mundo. Lovelock é um dos poucos cujas idéias fomentaram, além da revolução científica, também a espiritual. “Os futuros historiadores da ciência considerarão Lovelock como o homem que inspirou uma mudança digna de Copérnico na maneira como nos enxergamos no mundo”, prevê Tim Lenton, pesquisador de clima na Universidade de East Anglia, na Inglaterra. Antes de Lovelock aparecer, a Terra era considerada pouco mais do que um pedaço de pedra aconchegante que dava voltas em torno do Sol. De acordo com a sabedoria em voga, a vida evoluiu aqui porque as condições eram adequadas: não muito quente nem muito frio, muita água. De algum modo, as bactérias se transformaram em organismos multicelulares, os peixes saíram do mar e, pouco tempo depois, surgiu Britney Spears.

Na década de 1970, Lovelock virou essa idéia de cabeça para baixo com uma simples pergunta: Por que a Terra é diferente de Marte e de Vênus, onde a atmosfera é tóxica para a vida? Em um arroubo de inspiração, ele compreendeu que nossa atmosfera não foi criada por eventos geológicos aleatórios, mas sim devido à efusão de tudo que já respirou, cresceu e apodreceu. Nosso ar “não é meramente um produto biológico”, James Lovelock escreveu. “É mais provável que seja uma construção biológica: uma extensão de um sistema vivo feito para manter um ambiente específico.” De acordo com a teoria de Gaia, a vida é participante ativa que ajuda a criar exatamente as condições que a sustentam. É uma bela idéia: a vida que sustenta a vida. Também estava bem em sintonia com o tom pós-hippie dos anos 70. Lovelock foi rapidamente adotado como guru espiritual, o homem que matou Deus e colocou o planeta no centro da experiência religiosa da Nova Era. O maior erro de sua carreira, aliás, não foi afirmar que o céu estava caindo, mas deixar de perceber que estava. Em 1973, depois de ser o primeiro a descobrir que os clorofluocarbonetos (CFCs), um produto químico industrial, tinham poluído a atmosfera, Lovelock declarou que a acumulação de CFCs “não apresentava perigo concebível”. De fato, os CFCs não eram tóxicos para a respiração, mas estavam abrindo um buraco na camada de ozônio. Lovelock rapidamente revisou sua opinião, chamando aquilo de “uma das minhas maiores bolas fora”, mas o erro pode ter lhe custado um prêmio Nobel.

No início, ele também não considerou o aquecimento global como uma ameaça urgente ao planeta. “Gaia é uma vagabunda durona”, ele explica com freqüência, tomando emprestada uma frase cunhada por um colega. Mas, há alguns anos, preocupado com o derretimento acelerado do gelo no Ártico e com outras mudanças relacionadas ao clima, ele se convenceu de que o sistema de piloto automático de Gaia está seriamente desregulado, tirado dos trilhos pela poluição e pelo desmatamento. Lovelock acredita que o planeta vai recuperar seu equilíbrio sozinho, mesmo que demore milhões de anos. Mas o que realmente está em risco é a civilização. “É bem possível considerar seriamente as mudanças climáticas como uma resposta do sistema que tem como objetivo se livrar de uma espécie irritante: nós, os seres humanos”, Lovelock me diz no pequeno escritório que montou em sua casa. “Ou pelo menos fazer com que diminua de tamanho.”

Se você digitar “gaia” e “religion” no Google, vai obter 2,36 milhões de páginas – praticantes de wicca, viajantes espirituais, massagistas e curandeiros sexuais, todos inspirados pela visão de Lovelock a respeito do planeta. Mas se você perguntar a ele sobre cultos pagãos, ele responde com uma careta: não tem interesse na espiritualidade desmiolada nem na religião organizada, principalmente quando coloca a existência humana acima de tudo o mais. Em Oxford, certa vez ele se levantou e repreendeu Madre Teresa por pedir à platéia que cuidasse dos pobres e “deixasse que Deus tomasse conta da Terra”. Como Lovelock explicou a ela, “se nós, as pessoas, não respeitarmos a Terra e não tomarmos conta dela, podemos ter certeza de que ela, no papel de Gaia, vai tomar conta de nós e, se necessário for, vai nos eliminar”.
Gaia oferece uma visão cheia de esperança a respeito de como o mundo funciona. Afinal de contas, se a Terra é mais do que uma simples pedra que gira ao redor do sol, se é um superorganismo que pode evoluir, isso significa que existe certa quantidade de perdão embutida em nosso mundo – e essa é uma conclusão que vai irritar profundamente estudiosos de biologia e neodarwinistas de absolutamente todas as origens.

Para Lovelock, essa é uma idéia reconfortante. Considere a pequena propriedade que ele tem em Devon. Quando ele comprou o terreno, há 30 anos, era rodeada por campos aparados por mil anos de ovelhas pastando. E ele se empenhou em devolver a seus 14 hectares um caráter mais próximo do natural. Depois de consultar um engenheiro florestal, plantou 20 mil árvores – amieiros, carvalhos, pinheiros. Infelizmente, plantou muitas delas próximas demais, e em fileiras. Agora, as árvores estão com cerca de 12 metros de altura, mas em vez de ter ar “natural”, partes do terreno dele parecem simplesmente um projeto de reflorestamento mal executado. “Meti os pés pelas mãos”, Lovelock diz com um sorriso enquanto caminhamos no bosque. “Mas, com o passar dos anos, Gaia vai dar um jeito.”

Até pouco tempo atrás, Lovelock achava que o aquecimento global seria como sua floresta meia-boca – algo que o planeta seria capaz de corrigir. Então, em 2004, Richard Betts, amigo de Lovelock e pesquisador no Centro Hadley para as Mudanças Climáticas – o principal instituto climático da Inglaterra -, convidou-o para dar uma passada lá e bater um papo com os cientistas. Lovelock fez reunião atrás de reunião, ouvindo os dados mais recentes a respeito do gelo derretido nos pólos, das florestas tropicais cada vez menores, do ciclo de carbono nos oceanos. “Foi apavorante”, conta.

“Mostraram para nós cinco cenas separadas de respostas positivas em climas regionais – polar, glacial, floresta boreal, floresta tropical e oceanos -, mas parecia que ninguém estava trabalhando nas conseqüências relativas ao planeta como um todo.” Segundo ele, o tom usado pelos cientistas para falar das mudanças que testemunharam foi igualmente de arrepiar: “Parecia que estavam discutindo algum planeta distante ou um universo-modelo, em vez do lugar em que todos nós, a humanidade, vivemos”.

Quando Lovelock estava voltando para casa em seu carro naquela noite, a compreensão lhe veio. A capacidade de adaptação do sistema se perdera. O perdão fora exaurido. “O sistema todo”, concluiu, “está em modo de falha.” Algumas semanas depois, ele começou a trabalhar em seu livro mais pessimista, A Vingança de Gaia, publicado no Brasil em 2006. Na sua visão, as falhas nos modelos climáticos computadorizados são dolorosamente aparentes. Tome como exemplo a incerteza relativa à projeção do nível do mar: o IPCC, o painel da ONU sobre mudanças climáticas, estima que o aquecimento global vá fazer com que a temperatura média da Terra aumente até 6,4 graus Celsius até 2100. Isso fará com que geleiras em terra firme derretam e que o mar se expanda, dando lugar à elevação máxima do nível de mar de apenas pouco menos de 60 centímetros. A Groenlândia, de acordo com os modelos do IPCC, demorará mil anos para derreter.

Mas evidências do mundo real sugerem que as estimativas do IPCC são conservadoras demais. Para começo de conversa, os cientistas sabem, devido aos registros geológicos, que há 3 milhões de anos, quando as temperaturas subiram cinco graus acima dos níveis atuais, os mares subiram não 60 centímetros, mas 24 metros. Além do mais, medidas feitas por satélite recentemente indicam que o Ártico está derretendo com tanta rapidez que a região pode ficar totalmente sem gelo até 2030. “Quem elabora os modelos não tem a menor noção sobre derretimento de placas de gelo”, desdenha o estudioso, sem sorrir.

Mas não é apenas o gelo que invalida os modelos climáticos. Sabe-se que é difícil prever corretamente a física das nuvens, e fatores da biosfera, como o desmatamento e o derretimento da Tundra, raramente são levados em conta. “Os modelos de computador não são bolas de cristal”, argumenta Ken Caldeira, que elabora modelos climáticos na Universidade de Stanford, cuja carreira foi profundamente influenciada pelas idéias de Lovelock. “Ao observar o passado, fazemos estimativas bem informadas em relação ao futuro. Os modelos de computador são apenas uma maneira de codificar esse conhecimento acumulado em apostas automatizadas e bem informadas.”

Aqui, em sua essência supersimplificada, está o cenário pessimista de Lovelock: o aumento da temperatura significa que mais gelo derreterá nos pólos, e isso significa mais água e terra. Isso, por sua vez, faz aumentar o calor (o gelo reflete o sol, a terra e a água o absorvem), fazendo com que mais gelo derreta. O nível do mar sobe. Mais calor faz com que a intensidade das chuvas aumente em alguns lugares e com que as secas se intensifiquem em outros. As florestas tropicais amazônicas e as grandes florestas boreais do norte – o cinturão de pinheiros e píceas que cobre o Alasca, o Canadá e a Sibéria – passarão por um estirão de crescimento, depois murcharão até desaparecer. O solo permanentemente congelado das latitudes do norte derrete, liberando metano, um gás que contribui para o efeito estufa e que é 20 vezes mais potente do que o CO2… e assim por diante. Em um mundo de Gaia funcional, essas respostas positivas seriam moduladas por respostas negativas, sendo que a maior de todas é a capacidade da Terra de irradiar calor para o espaço. Mas, a certa altura, o sistema de regulagem pára de funcionar e o clima dá um salto – como já aconteceu muitas vezes no passado – para uma nova situação, mais quente. Não é o fim do mundo, mas certamente é o fim do mundo como o conhecemos.

O cenário pessimista de Lovelock é desprezado por pesquisadores de clima de renome, sendo que a maior parte deles rejeita a idéia de que haja um único ponto de desequilíbrio para o planeta inteiro. “Ecossistemas individuais podem falhar ou as placas de gelo podem entrar em colapso”, esclarece Caldeira, “mas o sistema mais amplo parece ser surpreendentemente adaptável.” No entanto, vamos partir do princípio, por enquanto, de que Lovelock esteja certo e que de fato estejamos navegando por cima das cataratas do Niagara. Simplesmente vamos acenar antes de cair? Na visão de Lovelock, reduções modestas de emissões de gases que contribuem para o efeito estufa não vão nos ajudar – já é tarde demais para deter o aquecimento global trocando jipões a diesel por carrinhos híbridos. E a idéia de capturar a poluição de dióxido de carbono criada pelas usinas a carvão e bombear para o subsolo? “Não há como enterrar quantidade suficiente para fazer diferença.” Biocombustíveis? “Uma idéia monumentalmente idiota.” Renováveis? “Bacana, mas não vão nem fazer cócegas.” Para Lovelock, a idéia toda do desenvolvimento sustentável é equivocada: “Deveríamos estar pensando em retirada sustentável”.

A retirada, na visão dele, significa que está na hora de começar a discutir a mudança do lugar onde vivemos e de onde tiramos nossos alimentos; a fazer planos para a migração de milhões de pessoas de regiões de baixa altitude, como Bangladesh, para a Europa; a admitir que Nova Orleans já era e mudar as pessoas para cidades mais bem posicionadas para o futuro. E o mais importante de tudo é que absolutamente todo mundo “deve fazer o máximo que pode para sustentar a civilização, de modo que ela não degenere para a Idade das Trevas, com senhores guerreiros mandando em tudo, o que é um perigo real. Assim, podemos vir a perder tudo”.

Até os amigos de Lovelock se retraem quando ele fala assim. “Acho que ele está deixando nossa cota de desespero no negativo”, diz Chris Rapley, chefe do Museu de Ciência de Londres, que se empenhou com afinco para despertar a consciência mundial sobre o aquecimento global. Outros têm a preocupação justificada de que as opiniões de Lovelock sirvam para dispersar o momento de concentração de vontade política para impor restrições pesadas às emissões de gases poluentes que contribuem para o efeito estufa. Broecker, o paleoclimatologista de Columbia, classifica a crença de Lovelock de que reduzir a poluição é inútil como “uma bobagem perigosa”.

“Eu gostaria de poder dizer que turbinas de vento e painéis solares vão nos salvar”, Lovelock responde. “Mas não posso. Não existe nenhum tipo de solução possível. Hoje, há quase 7 bilhões de pessoas no planeta, isso sem falar nos animais. Se pegarmos apenas o CO2 de tudo que respira, já é 25% do total – quatro vezes mais CO2 do que todas as companhias aéreas do mundo. Então, se você quer diminuir suas emissões, é só parar de respirar. É apavorante. Simplesmente ultrapassamos todos os limites razoáveis em números. E, do ponto de vista puramente biológico, qualquer espécie que faz isso tem que entrar em colapso.”

Mas isso não é sugerir, no entanto, que Lovelock acredita que deveríamos ficar tocando harpa enquanto assistimos o mundo queimar. É bem o contrário. “Precisamos tomar ações ousadas”, ele insiste. “Temos uma quantidade enorme de coisas a fazer.” De acordo com a visão dele, temos duas escolhas: podemos retornar a um estilo de vida mais primitivo e viver em equilíbrio com o planeta como caçadores-coletores ou podemos nos isolar em uma civilização muito sofisticada, de altíssima tecnologia. “Não há dúvida sobre que caminho eu preferiria”, diz certa manhã, em sua casa, com um sorriso aberto no rosto enquanto digita em seu computador. “Realmente, é uma questão de como organizamos a sociedade – onde vamos conseguir nossa comida, nossa água. Como vamos gerar energia.”

Em relação à água, a resposta é bem direta: usinas de dessalinização, que são capazes de transformar água do mar em água potável. O suprimento de alimentos é mais difícil: o calor e a seca vão acabar com a maior parte das regiões de plantações de alimentos hoje existentes. Também vão empurrar as pessoas para o norte, onde vão se aglomerar em cidades. Nessas áreas, não haverá lugar para quintais ajardinados. Como resultado, Lovelock acredita, precisaremos sintetizar comida – teremos que criar alimentos em barris com culturas de tecidos de carnes e vegetais. Isso parece muito exagerado e profundamente desagradável, mas, do ponto de vista tecnológico, não será difícil de realizar.
O fornecimento contínuo de eletricidade também será vital, segundo ele. Cinco dias depois de visitar o centro Hadley, Lovelock escreveu um artigo opinativo polêmico, intitulado: “Energia nuclear é a única solução verde”. Lovelock argumentava que “devemos usar o pequeno resultado dos renováveis com sensatez”, mas que “não temos tempo para fazer experimentos com essas fontes de energia visionárias; a civilização está em perigo iminente e precisa usar a energia nuclear – a fonte de energia mais segura disponível – agora ou sofrer a dor que em breve será infligida a nosso planeta tão ressentido”.

Ambientalistas urraram em protesto, mas qualquer pessoa que conhecia o passado de Lovelock não se surpreendeu com sua defesa à energia nuclear. Aos 14 anos, ao ler que a energia do sol vem de uma reação nuclear, ele passou a acreditar que a energia nuclear é uma das forças fundamentais no universo. Por que não aproveitá-la? No que diz respeito aos perigos – lixo radioativo, vulnerabilidade ao terrorismo, desastres como o de Chernobyl – Lovelock diz que este é dos males o menos pior: “Mesmo que eles tenham razão a respeito dos perigos, e não têm, continua não sendo nada na comparação com as mudanças climáticas”.

Como último recurso, para manter o planeta pelo menos marginalmente habitável, Lovelock acredita que os seres humanos podem ser forçados a manipular o clima terrestre com a construção de protetores solares no espaço ou instalando equipamentos para enviar enormes quantidades de CO2 para fora da atmosfera. Mas ele considera a geoengenharia em larga escala como um ato de arrogância – “Imagino que seria mais fácil um bode se transformar em um bom jardineiro do que os seres humanos passarem a ser guardiões da Terra”. Na verdade, foi Lovelock que inspirou seu amigo Richard Branson a oferecer um prêmio de US$ 25 milhões para o “Virgin Earth Challenge” (Desafio Virgin da Terra), que será concedido à primeira pessoa que conseguir criar um método comercialmente viável de remover os gases responsáveis pelo efeito estufa da atmosfera. Lovelock é juiz do concurso, por isso não pode participar dele, mas ficou intrigado com o desafio. Sua mais recente idéia: suspender centenas de milhares de canos verticais de 18 metros de comprimento nos oceanos tropicais, colocar uma válvula na base de cada cano e permitir que a água das profundezas, rica em nutrientes, seja bombeada para a superfície pela ação das ondas. Os nutrientes das águas das profundezas aumentariam a proliferação das algas, que consumiriam o dióxido de carbono e ajudariam a resfriar o planeta. “É uma maneira de contrabalançar o sistema de energia natural da Terra usando ele próprio”, Lovelock especula. “Acho que Gaia aprovaria.”

Oslo é o tipo perfeito de cidade para Lovelock. Fica em latitudes do norte, que ficarão mais temperadas na medida em que o clima for esquentando; tem água aos montes; graças a suas reservas de petróleo e gás, é rica; e lá já há muito pensamento criativo relativo à energia, incluindo, para a satisfação de Lovelock, discussões renovadas a respeito da energia nuclear. “A questão principal a ser discutida aqui é como manejar as hordas de pessoas que chegarão à cidade”, Lovelock avisa. “Nas próximas décadas, metade da população do sul da Europa vai tentar se mudar para cá.”

Nós nos dirigimos para perto da água, passando pelo castelo de Akershus, uma fortaleza imponente do século 13 que funcionou como quartel-general nazista durante a ocupação da cidade na Segunda Guerra Mundial. Para Lovelock, os paralelos entre o que o mundo enfrentou naquela época e o que enfrenta hoje são bem claros. “Em certos aspectos, é como se estivéssemos de novo em 1939”, ele afirma. “A ameaça é óbvia, mas não conseguimos nos dar conta do que está em jogo. Ainda estamos falando de conciliação.”

Naquele tempo, como hoje, o que mais choca Lovelock é a ausência de liderança política. Apesar de respeitar as iniciativas de Al Gore para conscientizar as pessoas, não acredita que nenhum político tenha chegado perto de nos preparar para o que vem por aí. “Em muito pouco tempo, estaremos vivendo em um mundo desesperador, comenta Lovelock. Ele acredita que está mais do que na hora para uma versão “aquecimento global” do famoso discurso que Winston Churchill fez para preparar a Grã-Bretanha para a Segunda Guerra Mundial: “Não tenho nada a oferecer além de sangue, trabalho, lágrimas e suor”. “As pessoas estão prontas para isso”, Lovelock dispara quando passamos sob a sombra do castelo. “A população entende o que está acontecendo muito melhor do que a maior parte dos políticos.”

Independentemente do que o futuro trouxer, é provável que Lovelock não esteja por aí para ver. “O meu objetivo é viver uma vida retangular: longa, forte e firme, com uma queda rápida no final”, sentencia. Lovelock não apresenta sinais de estar se aproximando de seu ponto de queda. Apesar de já ter passado por 40 operações, incluindo ponte de safena, continua viajando de um lado para o outro no interior inglês em seu Honda branco, como um piloto de Fórmula 1. Ele e Sandy recentemente passaram um mês de férias na Austrália, onde visitaram a Grande Barreira de Corais. O cientista está prestes a começar a escrever mais um livro sobre Gaia. Richard Branson o convidou para o primeiro vôo do ônibus espacial Virgin Galactic, que acontecerá no fim do ano que vem – “Quero oferecer a ele a visão de Gaia do espaço”, diz Branson. Lovelock está ansioso para fazer o passeio, e planeja fazer um teste em uma centrífuga até o fim deste ano para ver se seu corpo suporta as forças gravitacionais de um vôo espacial. Ele evita falar de seu legado, mas brinca com os filhos dizendo que quer ver gravado na lápide de seu túmulo: “Ele nunca teve a intenção de ser conciliador”.

Em relação aos horrores que nos aguardam, Lovelock pode muito bem estar errado. Não por ter interpretado a ciência erroneamente (apesar de isso certamente ser possível), mas por ter interpretado os seres humanos erroneamente. Poucos cientistas sérios duvidam que estejamos prestes a viver uma catástrofe climática. Mas, apesar de toda a sensibilidade de Lovelock para a dinâmica sutil e para os ciclos de resposta no sistema climático, ele se mostra curiosamente alheio à dinâmica sutil e aos ciclos de resposta no sistema humano. Ele acredita que, apesar dos nossos iPhones e dos nossos ônibus espaciais, continuamos sendo animais tribais, amplamente incapazes de agir pelo bem maior ou de tomar decisões de longo prazo que garantam nosso bem-estar. “Nosso progresso moral”, diz Lovelock, “não acompanhou nosso progresso tecnológico.”

Mas talvez seja exatamente esse o motivo do apocalipse que está por vir. Uma das questões que fascina Lovelock é a seguinte: A vida vem evoluindo na Terra há mais de 3 bilhões de anos – e por que motivo? “Gostemos ou não, somos o cérebro e o sistema nervoso de Gaia”, ele explica. “Agora, assumimos responsabilidade pelo bem-estar do planeta. Como vamos lidar com isso?”
Enquanto abrimos caminho no meio dos turistas que se dirigem para o castelo, é fácil olhar para eles e ficar triste. Mais difícil é olhar para eles e ter esperança. Mas quando digo isso a Lovelock, ele argumenta que a raça humana passou por muitos gargalos antes – e que talvez sejamos melhores por causa disso. Então ele me conta a história de um acidente de avião, anos atrás, no aeroporto de Manchester. “Um tanque de combustível pegou fogo durante a decolagem”, recorda. “Havia tempo de sobra para todo mundo sair, mas alguns passageiros simplesmente ficaram paralisados, sentados nas poltronas, como tinham lhes dito para fazer, e as pessoas que escaparam tiveram que passar por cima deles para sair. Era perfeitamente óbvio o que era necessário fazer para sair, mas eles não se mexiam. Morreram carbonizados ou asfixiados pela fumaça. E muita gente, fico triste em dizer, é assim. E é isso que vai acontecer desta vez, só que em escala muito maior.”

Lovelock olha para mim com olhos azuis muito firmes. “Algumas pessoas vão ficar sentadas na poltrona sem fazer nada, paralisadas de pânico. Outras vão se mexer. Vão ver o que está prestes a acontecer, e vão tomar uma atitude, e vão sobreviver. São elas que vão levar a civilização em frente.”

(Tradução de Ana Ban)

Fonte: ROLLING STONE

MAIOR USINA SOLAR DO MUNDO COMEÇA A GERAR ELETRICIDADE

Débora Spitzcovsky, do 

 

Divulgação/Business Wire

A Ivanpah Solar Electric Generating System, maior usina de energia solar do mundo

Com o tanto de eletricidade que produz, a nova usina solar será capaz de abastecer cerca de 140 mil casas da Califórnia

A Ivanpah Solar Electric Generating System: usina abriga 300 mil espelhos para coletar a luz do sol e tem capacidade bruta de produção de 392 megawatts de energia

Começou a funcionar nesta quinta-feira (13) a Ivanpah Solar Electric Generating System, maior usina de energia solar do mundo, que está localizada na Califórnia, nos EUA.

O título de maior complexo produtor de eletricidade proveniente do sol era da Shams 1, usina localizada em Abu Dhabi, capaz de gerar 100 megawatts de energia.

Mas hoje, após resolver questões regulatórias e problemas jurídicos e entrar em funcionamento, a Ivanpah desbancou bonito a concorrente árabe.

Em um terreno de 13 km², a usina abriga 300 mil espelhos para coletar a luz do sol e tem capacidade bruta de produção de 392 megawatts de energia – quase quatro vezes mais que a Shams 1, em Abu Dhabi.

Com o tanto de eletricidade que produz, a nova usina solar – que pertence às empresas NRG Energy, BrightSource Energy e Google – será capaz de abastecer cerca de 140 mil casas da Califórnia. Segundo comunicado oficial, ao passar a utilizar energia limpa, esses domicílios deixaram de gerar 400 mil toneladas métricas de CO2 por ano – o que equivale a remover 72 mil veículos das ruas.

 

NÃO INTERESSA A RELIGIÃO PARA QUEM FOR TRABALHAR EM CAMPINAS

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A Câmara Municipal aprovou, na sessão desta quarta (12), a Legalidade (1ª discussão) do Projeto de Lei nº 157/ 2013, de autoria do Vereador Carlão, que proíbe perguntar sobre a religião aos candidatos em questionários de emprego, admissão ou adesão a empresas públicas ou privadas, sociedades, clubes e afins.

O PL ainda precisa ser submetido à 2ª discussão (do Mérito) para que seja aprovado pela Câmara. O objetivo é evitar a discriminação religiosa, que atinge principalmente as religiões de origem africana.
De acordo com a proposta, o valor da multa poderá variar de R$ 150,00 a R$ 2,5 mil por infração. Carlão defende que o Município deve atuar no combate à discriminação e à intolerância religiosa, por meio de sanções administrativas, conforme previsto na Constituição Federal (Parágrafo 3º do Artigo 5º). Já a proibição do uso de critérios de admissão discriminatórios consta do Parágrafo 4º.

Fonte: SITE DO VEREADOR