6 FRASES QUE VOCÊ NÃO DEVE DIZER AOS SEUS FILHOS

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Ter filhos exige um comprometimento e uma paciência por parte dos pais, isso todos sabemos, mas nem sempre lembramos quando diante de momentos difíceis. Palavras, atitudes podem ficar marcados para sempre na mente dos filhos e interferir em suas vidas, como também em seus comportamentos.

Por isso, todo cuidado quando conversar com seu filho.

Certas frases negativas podem causar um grande impacto na vida do seu filho. Por menos valor que elas tenham acredite, elas podem deixar os filhos mais agressivos, com baixa autoestima e ainda revoltados. A seguir algumas frases que não deveriam ser ditas para as crianças.


“Eu preferia que você não tivesse nascido”

Sim, por mais agressiva que seja esta frase, acreditem,  muitos pais já a falaram para seus filhos. Falar para um filho que ele não deveria ter nascido é como dizer que a vida dele não tem importância para ninguém. A rejeição, o sentimento de abandono, tristeza profunda estão carregados nesta frase. Por isso, em momentos de raiva jamais diga uma frase tão ofensiva e drástica assim.


“Você só incomoda”

É uma frase bem comum de escutar os pais falarem. Esta frase tem um impacto, pois acaba mostrando para a criança que ela esta ‘atrapalhando’ a vida de seus pais, e isso pode fazer muito mal a ela.


“Você só come, é gordo e feio”

Esta frase, quase não precisa de comentários, pois é uma frase que causa muita humilhação e baixa autoestima. Mesmo que a criança esteja gorda, não é afirmando que ela é gorda que os problemas vão ser resolvidos. Esse tipo de afirmação, com certeza, deixará marcas que a conduzirão no futuro, sem que ela saiba o porque de ter atitudes negativas para ela mesma.


“Fizemos tudo por você e você nem reconhece”

As crianças em certas fases não são capazes de compreender a relação de trabalho, dinheiro, compromisso, e na verdade nem deveriam, pois tem idade para tudo e criança deve ter o direito de ser criança apenas. Desta forma, fica mais difícil elas compreenderem essa frase e assim acaba lhes soando de forma negativa, fazendo com que a criança se feche totalmente para seus pais, sentindo-se um estorvo.


“Não chore por nada”

Precisamos parar de esconder a tristeza. Sim. Assim como a alegria a tristeza também faz parte da vida. Claro, é preciso saber diferenciar, mas quando a criança estiver triste, não fuga ou finja que não é nada. Estes sentimentos precisam estar sempre bem claros, e ela precisa saber que pode falar sobre eles .


“Eu tenho vergonha de você”

Evite falar essa frase para seus filhos. Independente dos problemas e das situações que você passou com eles, essa frase demonstra desprezo e uma frieza que pode deixar marcas profundas, como rejeição. E rejeição leva muito tempo para ser esquecida, e sempre deixa marcas e traumas, que trarão sérias consequências nas escolhas futuras de seus filhos.


Como evitar estas frases?

Não existe mistério. Muitos sabem que criar um filho não é algo simples, pois exige dedicação e paciência, mas acima de tudo amor. E com amor sim, é possível mudar situações. Sim, nem tudo são estrelas como alguns dizem, por isso é sempre possível procurar ajuda e não ignorar atitudes e comportamentos. Em momentos tensos, o melhor é se afastar e explicar a seu filho que conversam depois.

Pais amorosos, dedicados e cientes sempre serão sábios em suas palavras. Viva o amor, sinta este sentimento. Espalhem este sentimento, e junto com ele compaixão e respeito ao próximo.

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Texto escrito por Angelica Weise da Equipe Eu Sem Fronteiras

Fonte: Eu Sem Fronteiras

Tom Tom Club – Genius Of Love (Live @ Summer Sonic ’09)

O que você vai fazer quando sair da prisão? Eu vou me divertir! O que você considera diversão? Diversão, naturalmente! Eu estou no paraíso com o meu namorado, o meu namorado divertido! Não há começo e nem fim! O tempo não está presente naquela dimensão! Ele me leva pelo braço quando estamos andando, rolando e sacudindo! Parece que estou sonhando, mas não estou dormindo! Aumentam as expectativas para uma nova intenção! Quem precisa pensar quando o pé vai sozinho? Quem precisa pensar quando o pé vai sozinho? James Brown, James Brown James Brown, James Brown! Ele é o gênio do amor! Ele tem um sentimento mais profundo! Bem, ele é o gênio do amor!

Tom Tom Club – Genius of Love 09

EM CAMPINAS, FAMÍLIA DE SÍRIOS LUTA PARA SOBREVIVER

Família deixou a Síria em fuga da guerra no País, porém, sem emprego, tem enfrentado sérios problemas para sobreviver no Brasil

 

Foto: Dominique Torquato/ AAN

Família síria tenta se restabelecer em Campinas após fugir da guerra em seu País

Família síria tenta se restabelecer em Campinas após fugir da guerra em seu País
A imagem do menino sírio Aylan Kurdi, de 3 anos, morto em uma praia na Turquia, chocou e mobilizou o mundo para a causa dos refugiados que buscam escapar de uma guerra sangrenta em seu país e sobreviver. Mas, a milhares de quilômetros daquelas tristes areias, em Campinas, outra criança enfrenta com sua família o mesmo desafio. O pequeno Diego Issa Alturk, de 11 meses, vive com os pais e mais cinco outros sírios em um pequeno apartamento praticamente vazio no Centro. Todos ali estão desempregados e, até a próxima semana, se não tiverem dinheiro para pagar o aluguel, terão que deixar o único teto que têm e cair na incerteza.

“O Brasil é um país bonito e as pessoas são muito boas, mas nós estamos sofrendo com a falta de trabalho. O custo de vida é muito alto também. Nossa situação está difícil”, lamenta o pai do garoto, Issa Alturk, que procura uma chance como ajudante de cozinheiro. “Espero o melhor para o meu filho, mas não sei se conseguiremos ficar por aqui”, afirma ele, insistindo na necessidade de todos ali precisarem muito de um emprego, qualquer que seja.

A mãe, Roula Barbar, chegou grávida de oito meses a Campinas. Desesperados para fugir da Síria e sem falar uma palavra em português até então, ela e o marido venderam até as alianças de casamento para conseguir comprar as passagens para o Brasil. Foram mais de 20 horas de voo e um grande risco da criança no ventre sofrer as consequências dessa longa jornada motivada pela esperança por algo melhor.
O menino Diego nasceu campineiro, graças à solidariedade sem tamanho de médicos e funcionários do Hospital Vera Cruz. Todo o procedimento do parto foi realizado de graça. Os profissionais cederam seu tempo e conhecimento para ajudar o casal estrangeiro.

Os sírios lamentam a trágica morte de Aylan, mas também pedem socorro para sobreviver. “Falamos com nossos parentes na Síria. Eles não têm eletricidade, água ou remédios. Há apenas morte, destruição e terrorismo”, conta Issa, que não deseja voltar para esse cenário. O grupo busca o mais rápido possível qualquer tipo de trabalho ou oportunidade; uma chance que pode salvar suas vidas e garantir a permanência na região.

Críticas

Ainda na região central de Campinas, o palestino Ghassan Abdallatif, que tem cerca de uma década de Brasil, mostra uma visão um pouco mais crítica em relação à foto do menino sírio. “O mundo sente quando a inocência morre. Mas, por que esperar ver uma criança morta para se mobilizar? Por que esperar esse último momento para chorar? Por que a gente não pensa em proteger aquela criança desde o primeiro momento em que ela sentiu o perigo? Ela morreu e não vai ser a primeira e nem a última. Existem milhares ainda que perderam suas famílias, que estão com graves problemas psicológicos”, diz ele, mencionando que o conflito na Síria já dura quatro anos. “Ok, algumas crianças atravessaram o mar, superaram os riscos e sobreviveram. Mas, que vida elas vão ter a partir de agora?”, questiona Abdallatif.

Em Campinas, depois de vencer os obstáculos de uma fuga e nascer brasileiro, o pequeno Diego e sua família também esperam por uma chance de viver em paz.
SERVIÇO
QUEM QUISER AJUDAR PODE ENTRAR EM CONTATO POR MEIO DO WHATSAPP. VALE LEMBRAR QUE ELES NÃO FALAM O PORTUGUÊS E, POR ISSO, A COMUNICAÇÃO ESCRITA É MAIS FÁCIL.

19 98206-4781 – ISSA
19 98163-5007 – JORGE

Fábio Gallacci, do Grupo RAC
gallacci@rac.com.br

Fonte: correio.rac.com.br/_conteudo/2015/09/capa/campinas_e_rmc/374829-em-campinas-familia-de-sirios-luta-para-sobreviver.html

SOBRE ESTAR SOZINHO

Sou_tão_você
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
 
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
 
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
 
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
 
Flávio Gikovate 
flaviogikovate.com.br/sobre-estar-sozinho/
 

Médico-psiquiatra, psicoterapeuta, conferencista e escritor. Atualmente apresentando o programa “No Divã do Gikovate”, na rádio CBN, e dedicando a maior parte do tempo à clínica.

O TERREMOTO E O MESTRE ZEN

Aconteceu que um mestre Zen foi chamado como convidado. Alguns amigos haviam se reunido e estavam comendo e conversando quando, de repente, houve um terremoto. O prédio em que eles estavam era um prédio de sete andares, e eles estavam no sétimo andar, então a vida estava em perigo.

Todo mundo tentou escapar. O anfitrião, correndo, olhou para ver o que tinha acontecido com o mestre. Ele estava ali sem sequer uma ruga de preocupação no rosto. Com os olhos fechados, ele estava sentado em sua cadeira da mesma maneira que estava sentado antes.

O anfitrião sentiu-se um pouco culpado, sentiu-se um pouco covarde; não fica bem que o hóspede fique sentado e o anfitrião fuja. Os outros, os outros vinte hóspedes, já tinham descido as escadas, mas ele parou, embora estivesse tremendo de medo, e se sentou ao lado do mestre.

O terremoto chegou e passou, o mestre abriu os olhos e retomou a palestra que, por causa do terremoto, havia interrompido. Ele continuou novamente, exatamente na mesma frase – como se o terremoto não tivesse acontecido.

O anfitrião estava agora sem vontade de ouvir, não estava com disposição de entender porque todo o seu ser estava muito perturbado e ele estava com muito medo. Mesmo que o terremoto já tivesse ido embora, o medo ainda estava lá.

Ele disse: “Agora não diga nada, porque não serei capaz de compreender, não sou mais o mesmo. O terremoto me perturbou muito. Mas há uma pergunta que eu gostaria de fazer. Todos os outros hóspedes haviam escapado, eu também estava na escada, já quase correndo, quando de repente me lembrei de você. Vendo você aqui sentado com os olhos fechados, sentado tão tranquilo, tão imperturbável, me senti um pouco covarde – sou o anfitrião, eu não deveria correr. Então voltei e estou aqui sentado ao seu lado. Gostaria de fazer uma pergunta. Nós todos tentamos fugir. O que aconteceu a você? O que você me diz sobre o terremoto?”

O mestre disse: “Eu também fugi, mas você fugiu para fora, eu fugi para dentro. Sua fuga é inútil porque para onde quer que você esteja indo lá também há um terremoto, então é sem sentido, não faz sentido. Você pode alcançar o sexto andar ou quinto ou o quarto, mas lá também há um terremoto. Eu fugi para um ponto dentro de mim onde nenhum terremoto jamais chega, não pode chegar. Entrei em meu centro.

Isso é o que Lao Tzu diz: “Agarre-se firmemente ao princípio da Quietude”. Se você é passivo, aos poucos vai se tornar consciente do centro dentro de você. Você o tem carregado o tempo todo, ele sempre esteve aí, só que você não sabe, não está alerta.

Uma vez que você fique alerta sobre ele, a vida em sua totalidade se torna diferente. Você pode permanecer no mundo e fora dele porque você está sempre em contato com o seu centro. Você pode passar por um terremoto e permanecer imperturbável porque nada toca você.

No Zen eles têm um ditado que diz que um mestre Zen que tenha alcançado o seu centro interior pode passar por um riacho, mas a água nunca toca seus pés . Isso é belo. Não quer dizer que a água nunca toca seus pés – a água vai tocá-los -, refere-se a algo sobre o mundo interior, o profundo interior. Nada o toca, tudo permanece fora, na periferia, e o centro permanece intocado, puro, inocente, virgem.

Osho.

Fonte: http://estaremsi.com.br/o-terremoto-e-o-mestre-zen/

Natiruts Reggae Power

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Transcendental
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Sintonize sua vibração, não há tempo pra viver em vão. E não pense mais em desistir, existe um mundo que só quer te ver sorrir. Quando a noite cair e o som te lembrar algum sonho bom e fazer tudo transcender. Tristeza vai sumir e ninguém vai sofrer.
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Quando a noite cair e o som
Te lembrar algum sonho bom
E fazer tudo transcender
Tristeza vai sumir e ninguém vai sofrer

Sintonize sua vibração
Não há tempo pra viver em vão
E não pense mais em desistir
Existe um mundo que só quer te ver sorrir

Não chora, a nossa vida é feita mesmo para se aprender
E agora, é hora de tentar se libertar não vai doer
Deixe a energia do som te levar
A vibe positiva solta pelo ar
Quem sente com a alma é capaz de amar
Está sempre livre pra cantar

Ô, ô, ô, Ô Natiruts Reggae Power Chegou
Ô, ô, ô, Ô Transformando Toda Noite Em Amor

Da paz e do amor eu quero muito mais
Não tenho a vida ganha vou correndo atrás
A luz do seu sorriso pela noite é demais
Brasil, Jamaica harmonia de paz

Sintonize sua vibração
Não há tempo pra viver em vão
E não pense mais em desistir
Existe um mundo que só quer te ver sorrir

Não chora, a nossa vida é feita mesmo para se aprender
E agora, é hora de tentar se libertar não vai doer
Deixe a energia do som te levar
A vibe positiva solta pelo ar
Quem sente com a alma é capaz de amar
Está sempre livre pra cantar

Ô, ô, ô, Ô Natiruts Reggae Power Chegou
Ô, ô, ô, Ô Transformando Toda Noite Em Amor

Natiruts Reggae Power

Om Mani Padme Hum Original Extended Version (x9)

Om mani padme hum

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Om mani padme hum significa “da lama nasce a flor de lótus” é um dos mantras do budismo; o mantra de seis sílabas do Bodisatva da compaixão: Avalokiteshvara. De origemindiana, de lá foi para o Tibete. O mantra é associado ao deus de 4 braços Shadakshari, uma das formas de Avalokiteshvara.

O Dalai Lama é tido como uma emanação de Chenrezig (Avalokiteshvara), por isso o mantra é especialmente entoado por seus devotos e é comumente esculpido em rochas e escrito em papéis que são inseridos em rodas de oração (“mani korlo” em tibetano) para potencializar seu efeito.

É o mantra mais entoado pelos budistas tibetanos.

Om mani padme hum[editar | editar código-fonte]

  • Om fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses. O sofrimento do reino dos deuses surge da previsão da própria queda do reino dos deuses (isto é, de morrerem e renascerem em reinos inferiores). Este sofrimento vem do orgulho.
  • Ma fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses guerreiros (sânsc. asuras). O sofrimento dos asuras é a briga constante. Este sofrimento vem da inveja.
  • Ni fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino humano. O sofrimento dos humanos é o nascimento, a doença, a velhice e a morte. Este sofrimento vem do desejo.
  • Pad fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino animal. O sofrimento dos animais é o da estupidez, da rapina de um sobre o outro, de ser morto pelos homens para obterem carne, peles, etc; e de ser morto pelas feras por dever. Este sofrimento vem da ignorância.
  • Me fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos fantasmas famintos (sânsc. pretas). O sofrimento dos fantasmas famintos é o da fome e o da sede. Este sofrimento vem da ganância.
  • Hum fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino do inferno. O sofrimento dos infernos é o calor e o frio. Este sofrimento vem da raiva ou do ódio.

O que é Rapport:

Nesse planeta, estamos com um quebra-cabeças na mente, que poderá ser melhor entendido, quando começarmos a usar o Rapport, mas isso é somente para pessoas corajosas e honestas, compreenda abaixo: 670px-Build-Rapport-Step-4-Version-2   Rapport é um conceito do ramo da psicologia que significa uma técnica usada para criar uma ligação de sintonia e empatia com outra pessoa. Esta palavra tem origem no termo em francês rapporter que significa “trazer de volta”. O rapport ocorre quando existe uma sensação de sincronização entre duas ou mais pessoas, porque elas se relacionam de forma agradável. A nível teórico, o rapport inclui três componentes comportamentais: atenção mútua, positividade mútua e coordenação. Importante no estudo e identificação de várias manifestações comportamentais, o rapport pode ser usado no contexto de relacionamentos pessoais ou profissionais. Esta técnica é muito útil, porque cria laços de compreensão entre dois ou mais indivíduos. Usar o rapport não significa aceitar todas as opiniões da outra pessoa, e sim ouvi-la e fazer com que ela veja que o seu ponto de vista ou valores são compreendidos e respeitados. É bastante comum pessoas tentarem “forçar” o rapport, com o objetivo de manipular o outro. No entanto, quando a intenção não é ter uma ligação genuína com essa pessoa, ela pode desconfiar e reagir negativamente à tentativa. O rapport tem grande relevância no mundo empresarial, sendo muitas vezes usado estrategicamente em processos de negociação e vendas. No rapport, uma pessoa mostra interesse na opinião e nos pensamentos do outro, uma atitude que funciona como facilitadora de qualquer negociação. Para muitas pessoas, o rapport é algo natural, sendo que elas conseguem criar uma ligação de respeito e confiança com outras pessoas sem terem que fazer um esforço consciente. Em muitas ocasiões, o rapport está relacionado com a sedução, sendo uma ferramenta usada no contexto de relacionamentos, para melhorar a relação entre duas pessoas ou para conquistar uma pessoa interessante. O rapport é frequentemente descrito como um dos fundamentos da PNL (Programação Neurolinguística), uma ciência que tem a mente humana como objeto de estudo e que pode ser usada para reprogramar condutas indesejadas.

Técnicas de rapport

A técnica de rapport mais famosa é conhecida como espelhamento. Nesta técnica, uma pessoa imita alguns elementos da linguagem corporal da outra (como a postura, gestos, expressões faciais, respiração, etc). No entanto, é preciso ter cuidado, porque o espelhamento deve ser gradual, ou seja, a imitação deve ser feita de um elemento de cada vez, para que a outra pessoa não pense que está sendo alvo de deboche. A reciprocidade, outra técnica de rapport, consiste em dar presentes ou fazer favores, sem pedir nada em troca. Outra forma de criar conexões com outras pessoas é encontrar interesses em comum, para estabelecer um sentido de camaradagem e confiança.

O significado de Rapport está na categoria: Geral

Fonte: http://www.significados.com.br/rapport/

My Heart Will Go On – Céline Dion

Todas as noites, nos meus sonhos eu vejo você, eu sinto você! É assim que eu sei que você continua! Longe, atravessando distâncias e espaços entre nós! Você veio para mostrar que você continua! Perto, longe, onde quer que você esteja, eu acredito que meu coração vai continuar! Mais uma vez você abre a porta e você está aqui no meu coração! E meu coração continuará e continuará! O amor pode nos tocar uma vez e durar por toda a vida! E nunca ir embora até nós partirmos! Amor foi quando eu te amei! Uma vez de verdade, eu segurei você! Nessa vida nós sempre continuaremos perto, longe, onde quer que você esteja! Eu acredito que meu coração vai continuar! Mais uma vez você abre a porta e você está aqui no meu coração! E meu coração continuará e continuará! Você está aqui, e não há nada que eu tema! E eu sei que meu coração continuará! Nós ficaremos para sempre desse jeito!

Jimmy Cliff no Domingão do Faustão – 1990

Se o rebelde em mim pode tocar o rebelde em você e o rebelde em você pode tocar o rebelde em mim! E os rebeldes que nós somos vai nos libertar! Então isso iria evocar o rebelde! Evocar o rebelde! Evocar o rebelde em mim! Se o amante em você pode tocar o amante em mim e o amante em mim pode tocar o amante em você! E os amantes que nós somos vai trazer doce harmonia! Então isso iria evocar o amor! Evocar o amor! Evocar todo o amor em mim! Meu amor é mais profundo do que o oceano! Nosso amor precisa de doce devoção! Venha, pois você tem a poção que evoca o amor em mim! E eu evocaria o amor em você! Deixe o amante em você tocar o amante em mim! E o rebelde em mim tocará o rebelde em você! E os amantes que nós somos vai trazer doce harmonia! Então isso iria evocar o amor! Evocar o amor! Evocar todo o amor em nós! Deixe o rebelde em você tocar o rebelde em mim e o rebelde em mim tocará o rebelde em você! E os amantes que nós somos vai trazer doce harmonia! Então isso iria evocar o amor! Evocar o amor! Evocar todo o amor em nós! Evocar o amor! Eu disse que queria evocar o amor! Evocar o amor! Eu disse que queria evocar o amor! Evocar o amor! Evocar o amor!

CIGARRAS – FORFUN – CLIPE OFICIAL

Eu vejo, e eu não estou só! Enxergo, contemplo! Almejo, e eu não estou só! Eu corro, e eu não estou só! Respiro, e eu não estou só! Eu canto e danço a certeza que desata o nó! Sentindo que eu não estou só! As cigarras cantam por viver, celebrando a luz do entardecer! Quanto Amor! A batida forte de um tambor! O universo todo numa flor! Quanto Amor! Eu penso, e eu não estou só! Reflito e calo Sorrio, e eu não estou só! Eu choro, e eu não estou só! Viajo, e eu não estou só! Eu erro e aprendo! A água, o fogo, o ar e o pó, sou tudo, logo não estou só! As cigarras cantam por viver, celebrando a luz do entardecer! Quanto Amor! A batida forte de um tambor! O universo todo numa flor! Quanto Amor! Nem dinheiro nem prazeres vão trazer o que você está procurando! Nem dinheiro nem prazeres vão trazer o que você está procurando! As cigarras cantam por viver, celebrando a luz do entardecer! Quanto Amor! A batida forte de um tambor! O universo todo numa flor! Quanto Amor!

PSOAS O MÚSCULO DA ALMA

PSOAS: O MÚSCULO DA ALMA.

A importância do psoas para a nossa saúde, vitalidade e bem-estar emocional.

O psoas é o músculo mais profundo e estabilizador no corpo humano , afetando o equilíbrio estrutural, a amplitude dos movimento, a mobilidade articular e o funcionamento dos órgãos do abdômen.
É o único músculo que liga a coluna vertebral às pernas, é responsável por nos manter em pé e o que permite levantar as pernas para andar. O psoas saudável estabiliza a coluna vertebral e proporciona apoio através do tronco, além de formar um bom suporte para os órgãos abdominais.

músculo psoasEstudos recentes também consideram o psoasum órgão de percepção composto de tecido bio-inteligente que incorpora literalmente, nosso desejo mais profundo de sobreviver e florescer. Ou seja, ele é  o mensageiro primário do sistema nervoso central, por isso também é considerado um porta-voz das emoções (“borboletas na barriga”). Isto acontece, porque o psoas está ligado com o diafragma através do tecido conjuntivo ou fáscia, influenciando tanto a respiração, quanto o medo reflexo.

Um estilo de vida acelerado e o estresse geram uma descarga de adrenalina que cronicamente tensiona o psoas, preparando-nos para correr, entrar em ação ou contrair-se, como forma de nos proteger.   Se mantivermos o psoas constantemente em tensão devido ao estresse, eventualmente, começarão a encurtar e endurecer. Assim dificultará a nossa postura e as funções dos órgãos que se localizam no abdômen, resultando em dor nas costas, dor ciática, problemas de disco, degeneração do quadril, períodos de menstruações dolorosas ou problemas digestivos.

Além disso, um psoas tenso envia sinais de voltagem para o sistema nervoso, interfere nos movimentos dos fluidos e afeta a respiração do diafragma. Na verdade, o psoas está tão intimamente envolvido nas reações físicas e emocionais básicas que quando está cronicamente estressado, envia constantemente sinais de alerta ao corpo, por isso pode afetar o esgotamento das glândulas supra-renais e do sistema imunológico . Esta situação é agravada pela maneira de sentar-se ou posições dos nossos hábitos diários, reduzindo nossos movimentos naturais e contraindo ainda mais os músculo.

Um psoas liberado permite alongar muito mais a parte posterior dos músculos e permite que as pernas e pélvis movam-se com  mais facilidade e independência. Melhora  a posição da coluna vertebral e de todo o tronco, com a consequente repercussão na melhoria das funções dos órgãos abdominais, da respiração e do coração.

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Quando cultivamos a saúde dos nossos psoas, reacendemos nossas energias vitais que se conectam novamente com o nosso potencial criativo.

Em algumas filosofias orientais o psoas é conhecido como o “músculo da alma”, o principal centro de energia do corpo. Quanto mais flexível e forte é o psoas, mais será o nosso fluxo de energia vital através dos ossos, músculos e articulações.

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O psoas seria como um órgão de canalização da energia, um núcleo que nos conecta com a terra , nos permite criar um suporte forte e equilibrada desde o centro da nossa pélvis. Assim, a coluna vertebral se alonga e, através dela, pode fluir toda nossa vitalidade

Fonte: estaremsi.com.br/psoas-o-musculo-da-alma/

More Than Words – Extreme

Mais do que palavras! Dizer eu te amo, não são as palavras que eu quero ouvir de você! Não é que eu não queira que você diga, mas se ao menos você soubesse como poderia ser fácil me mostrar o que você sente! Mais do que palavras é tudo que você tem que fazer para tornar real! Então, você não precisaria dizer que me ama! Pois eu já saberia! O que você faria se meu coração fosse partido em dois? Mais do que palavras para mostrar o que você sente! Que seu amor por mim é real! O que você diria se eu jogasse essas palavras fora? Depois você não poderia tornar as coisas novas, só dizendo eu te amo! Agora que tentei conversar com você e te fazer entender, tudo o que você tem que fazer é fechar os olhos e estender as mãos para me tocar, me abraçar, não me deixar partir jamais! Mais do que palavras é tudo que você tem que mostrar! Então, você não precisaria dizer que me ama, pois eu já saberia! O que você faria se meu coração fosse partido em dois? Mais do que palavras para mostrar o que você sente! Que seu amor por mim é real! O que você diria se eu jogasse essas palavras fora?

QUEM FOI NEVILLE GODDARD?

Já se passou quase 20 anos desde que me sentei no auditório do Clube das Mulheres, em Los Angeles, Califórnia e vi um homem num terno de risca de giz passar pelo palco e tomar seu assento atrás do pódio, onde muitos gravadores estavam colocados pelo palco. Um homem passou, apertou os botões das muitas máquinas, sentou-se e o orador começou.

Eu abençoo meu gravador muitas vezes, pois, embora eu tenha assistido as longas palestras por sete anos, quando ouvai as palavras “agora, vamos ficar em silêncio”, eu não conseguia me lembrar de uma palavra que havia sido dita.

Neville sempre teve o poder de me levar com ele (talvez porque eu sempre estava ansiosa e disposta a ir). Eu parecia não ter controle, simplesmente era transformada por suas palavras e permitia que ele me levasse a experienciar as imagens e sons que eu nunca soube antes que existiam. Contudo, eles eram tão familiares que meu coração cantava o refrão de aleluias.

O tempo sempre passava muito rápido e eu dirigia para casa tentando me lembrar do que eu havia ouvido e me perguntando por que eu me sentia tão pesada. Era porque eu havia estado tão livre? Era sempre desse jeito. Neville tinha aquele efeito em mim. Eu acreditava nele com todo o meu coração e alma. E ainda acredito.

Neville Goddard nos deixou em 01 de Outubro de 1972. Mas, para onde ele foi? Eu ainda posso ver seu sorriso (você sabe, o tipo de sorriso que o gato tem quando saboreia o canário) e ouvi-lo dizer “para onde eu posso ir senão para dentro de você!”. É onde eu o encontro. Ele está dentro de mim, assim como está dentro de você, não como um homem de carne e osso, nascido para a família Goddard e chamado Neville, mas em nossa própria consciência.

Mas, talvez, esse não seja o Neville sobre quem você queira saber. Talvez você precise saber sobre o garoto que nasceu em 19 de Fevereiro de 1905, o quarto filho de uma família de nove garotos e uma garota.

Eu vou lhe contar o que eu sei. Você tem que se lembrar, eu estou partilhando com você minhas lembranças sobre um homem que foi meu professor. Um homem a quem eu respeitava grandemente e aprendi a amar, com um amor mais profundo do que eu era capaz de possuir. Seu nome era Neville Goddard. goddard

Numa manhã de Março, no ano de 1905, um homem subiu as escadas de uma casa de estrutura de madeira na ilha de Barbados. Ele estava a caminho de ver sua irmã e o filho recém-nascido dela, que não havia recebido um nome ainda. De repente, ele parou. Uma voz, falando em claro e bom som disse “seu nome é Neville”. Ponderando essas palavras, o homem continuou subindo os degraus e entrou no quarto de sua irmã. E quando disse a ela o que havia ouvido, ela disse “sim, eu sei. Vamos chamá-lo de Neville”.

Vivendo numa família de nove meninos, desde cedo Neville aprendeu a compartilhar. Na casa, o ditado era “o primeiro a ser vestido é o melhor vestido”, pois se os meninos começavam a discutir sobre quem tinha usado a gravata de quem, o pai finalizava a discussão tirando a gravata e dizendo “a gravata é minha. Eu paguei por ela. Estou disposto a dividir. Aprendam a fazer o mesmo”. E eles faziam.

A família Goddard era pobre em termos materiais, mas rica em amor. A mãe era uma disciplinadora. O pai era um homem de negócios. Neville costumava nos contar histórias de sua juventude; sobre os caranguejos na área com suas garras traseiras e sobre a senhora que vivia sozinha nas dunas de areia, que conseguia ler o futuro. Foi ela que contou a um dos irmãos de Neville que ele seria um grande empresário, que outro seria um médico, mas que deixassem o quarto irmão quieto, já que ele pertencia a Deus.

O quarto irmão sempre gostou de uma boa gargalhada. Se ele tivesse um níquel, ele o gastava. Ele costumava falar que pagaria a entrada de cinema para um amigo com a promessa de que o amigo riria alto na parte mais triste. O amigo sempre mantinha sua promessa e, portanto, nunca chegou a ver o final de um filme. Ou, ele pagaria a um homem, cujo cavalo estava no cio, para aguardar numa esquina, que Neville e seus irmãos chegariam a bordo de sua grande carroça puxada por outros no cio. Eu ainda consigo ver Neville rindo enquanto escrevo isso…e me lembro.

O que estou tentando lhe dizer é que Neville era um ser humano, assim como você. Assim como eu. Contudo, independente de todas as suas fraquezas humanas, Neville era consciente de ser Deus, o Pai. Mas, estou me adiantando em minha história.

Quando Neville ainda era bem jovem (na quinta ou sexta série, eu acho), ele devia levar sua Bíblia para a escola e recitar um versículo dela. Já que a família só tinha uma Bíblia e nenhum de seus irmãos a havia levado para a escola, Neville chegou sem uma Bíblia. Quando ele recitou o versículo “Toma tua cama e anda”, o professor o corrigiu dizendo o versículo lido, “Toma o teu leito e anda”.

E quando Neville não conseguiu trazer sua Bíblia, o professor o fez tirar a camisa e abaixar as calças. Em seguida, bateu nele sem piedade. Neville foi retirado daquela escola para continuar seus estudos em outro lugar, completando seus anos do ensino médio com dezessete anos de idade.

Contudo, havia uma fome no jovem, uma fome que não podia ser satisfeita na pequena ilha de Barbados. Assim, com dezessete anos Neville saiu de casa para o continente, chegando a New York em 1921. E ali, como um jovem sem estudos, ele começou a buscar sua fortuna.

Encontrou um emprego como operador de elevador na J.C.Penney Company, trabalhando por US$15,00 por semana até que lhe informaram que seus serviços não eram mais necessários. Com uma recomendação em mãos, Neville conseguiu um emprego na doca de expedição da Macy por US$13,00 por semana.

Mas, essa posição foi de curta duração, já que logo Neville ficou tão irritado que disse a si mesmo “de agora em diante, eu não vou trabalhar para os outros. Só vou trabalhar para mim mesmo”. E foi o que ele fez.

Acreditando que, se os outros podiam dançar num palco, ele também podia, Neville se juntou a uma dançarina e começou sua carreira profissional. Foi nessa época que ele se casou. Essa união resultou num filho.

Em 1925, Neville e sua parceira de dança partiram para a Inglaterra e viajaram amplamente por esse país. Enquanto estava lá, ele foi apresentado ao mundo da pesquisa psíquica, o que o interessou grandemente. Pouco depois de seu retorno à América do Norte, em 1926, seu interesse no misticismo foi crescendo enquanto seu interesse pelo teatro diminuía. E quando a depressão atingiu seu ápice em 1929 e os teatros fecharam, a mesma coisa ocorreu com a vida profissional de Neville como dançarino.

Durante essa época, Neville se interessou pela Sociedade Rosacruz e conheceu um homem que influenciaria sua vida. O homem achava que queria se tornar um sacerdote católico. Enquanto estava estudando para o sacerdócio, seu pai, um rico empresário, morreu e deixou uma herança de milhares de dólares para o filho. Rapidamente, mudando de ideia sobre o sacerdócio, o jovem começou a gastar o dinheiro mais rápido do que podia.

Sem respeito por um homem que gastava tão excessivamente quando o país passava por tal necessidade, Neville encontrava desculpas quando era convidado a assistir às aulas às quais o jovem comparecia. Mas, um dia, tendo esgotado suas desculpas, Neville assistiu à aula de um rabino etíope excêntrico chamado Abdullah. Quando a aula terminou, Abdullah se aproximou e, tomando a mão de Neville, disse “onde você esteve? Você está há três meses atrasado!”. Surpreso, Neville perguntou “Como você sabia que eu viria?”, ao que Abdullah respondeu “os irmãos me disseram”.

Com Abdullah, Neville estudou a Cabala, uma forma judaica de misticismo, e obteve ideias luminosas para os livros da Bíblia. Ele desenvolveu uma nova abordagem para o problema do homem e seu relacionamento com o mundo pulsante de espíritos à sua volta.

Foi Abdullah que ensinou Neville a como usar a lei da consciência e a como ver a Bíblia psicologicamente. E, conforme Neville começou a ver o mundo como um mundo de imagem, projetado a partir de dentro, sua fé em si mesmo cresceu.

Em Fevereiro de 1930, Neville começou a dar palestras em New York. A primeira reunião, numa pequena sala de um prédio público onde apenas um punhado de pessoas compareceu, conforme crescia sua habilidade de oratória e ele ganhava confiança em sua mensagem, a mesma coisa ocorria com seu público.

O primeiro casamento de Neville foi de curta duração e ele permaneceu solteiro por vários anos até que um dia uma jovem designer sentou-se em sua audiência. Enquanto ela o escutava palestrar, ela disse a si mesma “esse é o homem com quem vou me casar”.

E quando eles se deram as mãos no final da palestra, Neville segurou a mão dela e disse a si mesmo “essa é a mulher com quem vou me casar”, e eles se casaram.

Foi um bom casamento. Eles se amavam profundamente, isso era óbvio, e dessa união nasceu uma filha.

Após o término da guerra, Neville começou a viajar, dando palestras em várias cidades grandes, do oeste a San Francisco. E, então, um dia ele soube que era o momento de deixar New York. Ele esperava se mudar para San Francisco, já que amava essa cidade cosmopolita, mas não seria assim.

Ele sabia até então que seu trabalho principal estava para ser feito em Los Angeles, então, pegando esposa e filha, a família Goddard se mudou para Los Angeles em 1955. Retornaram a New York no outono de 1956, voltando a Los Angeles em 1957.

Não tenho as datas, mas sei que durante os primeiros anos de 1950, Neville tinha seu próprio programa de televisão. Ele fez duas gravações fonográficas durante esses anos, que agora estão disponíveis em CD. Ele também debateu com equipes de ministros, padres e rabis em programas especiais de televisão.

Neville ensinava A Lei da Consciência em Los Angeles, no Theater Fox Wilshire, nas manhãs de domingo, para multidões tão grandes que as pessoas aglomeradas em pé do lado de fora para ouvir suas palavras. Ele também passava várias semanas a cada ano em San Francisco.

Foi em San Francisco, em 20 de Julho de 1959 que Neville despertou vendo a si mesmo selado numa tumba. Removendo uma pedra colocada ali, ele saiu de seu crânio assim como a criança vem do útero de sua mãe.

Desse momento em diante, as palestras de Neville mudaram. Tendo despertado do sonho da vida, a visão de mundo para Neville mudou. Ele sabia, conforme as visões vinham para ele daquele momento em diante, que a vestimenta que ele usava e respondia com seu nome, era simplesmente uma cobertura, escondendo seu ser imortal, verdadeiro, que era Deus, o Pai.

E ele tentou dizer a todos que o escutavam que eles não eram a ínfima máscara que usavam, mas um ser muito maior do que eles podiam sequer conceber que eram.

E desse dia em diante, até sua partida em 01 de Outubro de 1972, Neville, assim como o apóstolo Paulo, expôs-se da manhã à noite, testemunhando o Reino de Deus e tentando convencer a todos sobre Jesus, tanto pela lei de Moises quanto pelos profetas.

E alguns acreditavam, enquanto desacreditavam.

 

Margaret Ruth Broome
Do livro ‘O Milagre da Imaginação’

 Fonte: espacocriando.blogspot.com/2014/09/quem-foi-neville-goddard.html

Monte Castelo – Legião Urbana

Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria! É só o amor! É só o amor que conhece o que é verdade! O amor é bom, não quer o mal, não sente inveja ou se envaidece! O amor é o fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente! É um contentamento descontente! É dor que desatina sem doer! Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria! É um não querer mais que bem querer! É solitário andar por entre a gente! É um não contentar-se de contente! É cuidar que se ganha em se perder! É um estar-se preso por vontade! É servir a quem vence, o vencedor! É um ter com quem nos mata a lealdade! Tão contrário a si é o mesmo amor! Estou acordado e todos dormem! Todos dormem, todos dormem! Agora vejo em parte, mas então veremos face a face! É só o amor! É só o amor! Que conhece o que é verdade! Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria!

Perfection – OhLand

Quem teria percebido que eu poderia conquistar seu coração, refletindo em outra pessoa? E quem teria imaginado que eu poderia confortar seu coração, quando eu não posso reconhecer a mim mesmo? Eu sei como ela fala e como ela se move quando ela não sabe o que dizer, porque suas emoções a levam embora. Eu observo do meu telhado, todas as noites. E quando eu vou dormir ela mantém minha cabeça em seus braços. E ela garante que nada vai nos separar. E então eu roubo uma mecha de seu cabelo, e abro os meus olhos! Eu seguirei você, você será minha direção principal! Eu estudo até ter a sua… Tudo que você faz é uma jóia na minha coleção! Segui-lo-ei até eu a sua perfeição. E quem teria imaginado que ela poderia deixar alguém como você? Deixou uma parte de si mesma. Eu sei como eu falo, como eu tento imitar a maneira como ela deita a cabeça no seu ombro. E você tem nada mais a dizer! Atento a todos os detalhes eu não vou falhar um dia! Porque eu conheço todas as suas regras, suas coisas favoritas! E como sua mente agitada mantem-la durante a noite até que a luz virá e fique aqui a tentar pegar seus olhos! Cada passo que eu seguir você na direção errada e estudo você até ter sua perfeição… Tudo o que você faz é colocado na minha coleção! Eu sigo você até que terei a sua perfeição. Quem teria conhecido que eu poderia conquistar seu coração e quem teria imaginado que eu pudesse consolar seu coração? Eu seguirei você, você será minha direção principal! Eu estudo você até ter a sua… Tudo o que você faz é uma jóia na minha coleção! Eu sigo você até que terei a sua perfeição. Você é a perfeição Você é a perfeição!

O Segundo Sol – Cássia Eller

Quando o segundo sol chegar, para realinhar as órbitas dos planetas, derrubando com assombro exemplar o que os astrônomos diriam se tratar de um outro cometa! Não digo que não me surpreendi, antes que eu visse você disse e eu não pude acreditar, mas você pode ter certeza de que seu telefone irá tocar em sua nova casa, que abriga agora a trilha incluída nessa minha conversão! Eu só queria te contar que eu fui lá fora e vi dois sóis num dia e a vida que ardia sem explicação.  Explicação, não tem explicação, explicação não tem, não tem.

Space Oddity – Chris Hadfield

Controle de Solo para Major Tom! Controle de Solo para Major Tom! Pegue suas pílulas de proteínas e coloque seu capacete! Controle de Solo para Major Tom (10, 9, 8, 7). Começando contagem regressiva e motores ligados (6, 5, 4, 3). Checar ignição e que o amor de Deus esteja com você (2, 1). Esse é o Controle de Solo para Major Tom! Você realmente teve sucesso e os jornais querem saber de quem são as camisetas que você usa agora, é a hora de sair da cápsula, se você tiver coragem! Aqui é Major Tom para Controle de Solo! Estou dando um passo pra fora da porta! E estou flutuando no jeito mais peculiar! E as estrelas parecem muito diferentes hoje! Estou sentado numa lata bem acima do mundo! A Terra é azul e não há nada que eu possa fazer! Porém eu ultrapassei cem mil milhas! Estou me sentindo bem calmo e eu acho que minha nave espacial sabe onde ir! Diga pra minha mulher que eu a amo muito, ela sabe! Controle de Solo para Major Tom! Seu circuito pifou pode me ouvir Major Tom? Pode me ouvir Major Tom? Pode me ouvir Major Tom? Você pode! Aqui estou flutuando em volta da minha lata, bem acima da lua! A Terra é azul e não há nada que eu possa fazer!

 

APÓS POLÊMICAS, PSOL EXPULSA deputado Cabo Daciolo do partido

Parlamentar contrariou estatuto da legenda ao fazer declarações e protocolar projetos de cunho religioso
Gustavo Lima – Câmara dos Deputados
Cabo Daciolo

A gota d’água teria sido a defesa que o parlamentar fez de militares envolvidos na morte do pedreiro Amarildo, desaparecido desde 2013

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O Diretório Nacional do PSOL decidiu, neste sábado 16, expulsar o deputado federal Cabo Daciolo (RJ) do partido, por 54 votos a um. A decisão saiu dois meses depois do parlamentar ser suspenso por decisão da Executiva Nacional, quando teve oportunidade de fazer sua defesa. O motivo foi infidelidade partidária, já que odeputado contrariou o programa e o estatuto do partido tanto em declarações polêmicas como na atividade parlamentar. A legenda não divulgou, no entanto, se irá reivindicar o mandato na Justiça.

O processo de expulsão começou depois que o militar apresentou uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), apelidada por ele de “PEC dos Apóstolos”, que sugere alterar um parágrafo na Carta Magna: em vez de determinar que “todo o poder emana do povo”, como é atualmente, estabeleceria que “todo o poder emana de Deus”. O que fere a concepção do PSOL na defesa do Estado laico. Mas o ápice foi o discurso do deputado, no Plenário, em defesa dos PMs  que estariam envolvidos com o sumiço, tortura e morte do pedreiro Amarildo de Souza, em 2013.

De acordo com o parecer da comissão de ética, a posição do deputado Cabo Daciolo de defender os policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) “vai na contramão do engajamento de militância do partido na campanha Cadê Amarildo? e na luta contra a criminalização dos moradores das periferias”. Com a expulsão do Cabo Daciolo, a bancada do PSOL na Câmara passa dos atuais cinco para quatro deputados federais.

Cabo Daciolo foi eleito, pela primeira vez, em 2014, quando iniciou sua carreira política. Ele foi convidado para se filiar ao partido porque havia liderado a greve dos bombeiros no Rio de Janeiro, em 2011. Na ocasião, ele comandou a invasão do Quartel General da corporação e o acampamento nas escadarias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O partido, no entanto, parece não ter percebido que o militar não era tão progressista como dizia.

Antes mesmo de assumir o mandato, Cabo Daciolo já havia criado constrangimento ao partido. Na época da diplomação dos deputados eleitos, ainda no ano passado, ele ‘tietou’ o deputado Jair Bolsonaro e seu filho depois da cerimônia e posou para uma foto com os dois. Depois, divulgou um vídeo na sua página em que dava a entender que Brasil vive “falsa democracia” e pedia a nomeação de um general para o Ministério da Defesa.

Após a expulsão, Daciolo divulgou um texto em sua rede social, no qual acusa o PSOL de desrespeitar sua liberdade e religiosa e persegui-lo.  “Fui discriminado. Mesmo assim, eu os perdoo. Não levo mágoas comigo”. Leia o texto na íntegra:

“TODO O PODER EMANA DE DEUS!

Não recebi com alegria a notícia de minha expulsão pelo Diretório Nacional do PSOL. Fui eleito com 49.831 votos, numa campanha desacreditada pela maioria dos militantes psolistas. Não tive tempo de TV e os recursos financeiros foram escassos. Mesmo assim, diante da especulação negativa de que seria derrotado nas ruas, Deus, o Todo-poderoso, honrou a nossa fé e o empenho voluntário, aguerrido, das pessoas que acreditaram genuinamente em nossa proposta.

O meu desejo é permanecer no PSOL. Sempre foi. Quando fui suspenso, apresentei minha defesa, sem abrir mão dos pontos que defendo, mas expressando a minha sincera vontade de continuar filiado. Hoje não é um dia para se comemorar. Todavia, a minha confiança está no Senhor e nos seus desígnios. A vontade de Deus é boa, agradável e perfeita (Rm 12.2). A Bíblia, o meu único manual de fé e prática, diz que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus. Nunca me envergonharei em declarar que Deus vem em primeiro lugar na minha vida. Todo o poder emana de Deus.

O PSOL me perseguiu, desrespeitou a minha liberdade religiosa e não permitiu que eu pudesse discutir as minhas propostas junto ao partido. Fui discriminado. Mesmo assim, eu os perdoo. Não levo mágoas comigo. Jesus me ensinou a perdoar. Para encerrar, quero reiterar que em qualquer partido político irei honrar a minha fé e defender os militares. Militar também é cidadão.

Sigo em frente, de cabeça erguida, sabendo que Deus está no controle. O trabalho não vai parar. Vamos honrar cada voto. Juntos somos mais fortes.

Abraços fraternos,

Cabo Daciolo

Deputado Federal”

*Com informações da Agência Brasil

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/blogs/parlatorio/apos-polemicas-psol-expulsa-deputado-cabo-daciolo-do-partido-5792.html

David Bowie – Starman (1972) HD 0815007

(1972) Há um homem estelar esperando no céu, Ele gostaria de vir e nos encontrar, mas ele acha que iria confundir nossas idéias! Não sei que horas eram, as luzes estavam baixas, me voltei para o rádio, um gato estava deitado! Um rock n’roll com muito soul, dizia a música! Então o som alto parecia ir reduzindo, voltou como uma voz baixa numa maré alta! Não era nenhum Dj, eram notícias cósmicas nebulosas! Há um homem estelar esperando no céu, Ele nos disse para não confundir, porque ele sabe que isso é valioso! Ele me disse Deixe as crianças sossegadas, deixe as crianças usarem a cabeça, deixe as crianças deprimidas de novo! Eu tinha que ligar para alguém então eu te liguei Ei, isso foi para longe então você também o ouviu! Ligue a Tv nós podemos sintonizá-lo no canal dois! Olhe pela janela eu posso ver a luz dele! Se pudermos sinalizar talvez ele possa pousar hoje à noite! Não diga ao seu pai ou ele irá nos deixar de castigo, espantados! Há um homem estelar esperando no céu, Ele gostaria de vir e nos encontrar, mas ele acha que iria confundir nossas idéias! Há um homem estelar esperando no céu! Ele nos disse para não confundir, porque ele sabe que isso é valioso! Ele me disse, deixe as crianças sossegadas! Deixe as crianças usarem a cabeça! Deixe as crianças deprimidas de novo!

Bob Dylan – “Like a Rolling Stone”

Houve uma época que você se vestia tão bem! Você atirava centavos pros mendigos no seu auge, não é? Pessoas anunciavam, diziam “Tome cuidado, boneca, você está destinada a cair”! Você pensava que estavam todos brincando com você! Você costumava rir disso! Todo mundo que estava desperdiçando tempo! Agora você não fala tão alto! Agora você não parece tão arrogante! A respeito de ter de pedir sua próxima refeição, qual a sensação? Qual a sensação de ficar sem um lar? Como uma completa desconhecida? Como uma perdida na vida? Você freqüentou os melhores colégios, não, Srta. Solitária! Mas você sabe que só costumava ser espremida neles! E ninguém jamais te ensinou como viver na rua! E agora você descobre que vai ter de se acostumar a isso! Você disse que nunca se comprometeria com a jornada de trabalho, mas agora você percebe que ele não está negociando nenhum pretexto, enquanto você olha dentro do vazio dos olhos dele! E pergunta-LHE: “você quer fazer um acordo? ” Qual a sensação? Qual a sensação de estar por sua própria conta? Sem nenhum rumo para casa? Como uma completa desconhecida? Como uma perdida na vida? Você nunca se voltou para ver o olhar carrancudo dos malabaristas e palhaços! Quando eles faziam truques para você! Você nunca compreendeu que isso é inútil! Você não devia permitir que outras pessoas levassem seus chutes no seu lugar! Você costumava andar no cavalo cromado com seu diplomata! Que carregava em seus ombros um gato siamês! Não é duro quando você descobre que ELE realmente não estava onde está? Após ELE tirar de você tudo que podia roubar? Qual a sensação? Qual a sensação? De estar por sua própria conta? Sem nenhum rumo para casa? Como uma completa desconhecida? Como uma perdida na vida? Princesa na torre e todas as lindas pessoas estão bebendo, pensando que já têm a vida ganha! Trocando todos os tipos de presentes e coisas valiosas, mas seria melhor que você levantasse seu anel de diamante! Seria melhor você penhorá-lo, babe! Você costumava ficar tão entretida [por] Aquele Napoleão vestido em trapos e a linguagem que ele usava! Vá para ele agora, ele te chama, você não pode recusar! Quando você não tem nada, você não tem nada a perder! Você está invisível agora você não tem segredos para esconder! Qual a sensação? Qual a sensação De estar por sua própria conta? Sem nenhum rumo para casa? Como uma completa desconhecida Como uma perdida na vida?

LIVING INSIDE MYSELF – GINO VANNELLI – (1981)

Na minha vida eu sempre me senti tão assegurado, mas de repente, está tudo mudando! Ela é uma nuvem que paira sob meu mundo! E eu me encontro pensando na chuva! Agora eu não consigo ir em frente, porque estou perdido, vivendo dentro de mim mesmo! Vivendo dentro desta concha! Vivendo fora de seu AMOR! Eu estou perdido em algum lugar dentro de meus próprios sonhos, com medo do que a vida realmente significa! Vivendo sem o seu AMOR! Eu preciso de uma luz-guia, para iluminar meus dias mais escuros! Eu era jovem, e o tempo estava do meu lado, mas como um tolo, eu deixei isto escapar! E agora aqueles dias se foram, porque eu estou perdido! Na minha vida eu me senti tão assegurado! Mas oh, como todas as estações mudam e agora eu não estou tão forte! Porque estou perdido, vivendo dentro de mim mesmo! Vivendo dentro deste inferno! Vivendo fora de seu AMOR! Eu estou perdido! Em algum lugar dentro de meus próprios sonhos, fora de seu AMOR!

Maluco Beleza – Raul Seixas

Enquanto você
Se esforça pra ser
Um sujeito normal
E fazer tudo igual
Eu do meu lado
Aprendendo a ser louco
Um maluco total
Na loucura real

Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez
Vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
Eu vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza

E esse caminho
Que eu mesmo escolhi
É tão fácil seguir
Por não ter onde ir
Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez
Eeeeeeeeuu!
Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez

Vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
Eu vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
Eu vou ficar
Ficar com toda certeza
Maluco, maluco beleza

7 FATOS QUE PROVAM QUE VOCÊ E O COSMOS ESTÃO INTIMAMENTE CONECTADOS

POR ANDRÉ JORGE DE OLIVEIRA

Foto em longa exposição mostra a trajetória de estrelas durante a noite (Foto: flickr/creative commons/ ben a. king)FOTO EM LONGA EXPOSIÇÃO MOSTRA A TRAJETÓRIA DE ESTRELAS DURANTE A NOITE (FOTO: FLICKR/CREATIVE COMMONS/ BEN A. KING)

 

Oque antes pertencia ao domínio da religião e do mito está, cada vez mais, tornando-se consenso na ciência: todas as coisas do Universo estão profundamente relacionadas umas com as outras.

Acredite: conforme os cientistas vão escavando os mistérios da realidade, fica cada vez mais evidente que parece haver uma profunda interdependência entre as coisas. Esta convicção, que já foi muitas vezes trazida à tona pela intuição humana, tem ganhado cada vez mais espaço na comunidade científica.

Existem certos fatos, já familiares à ciência, que podem dar origem a uma espécie de espiritualidade, similar àquela proporcionada pela religião. São descobertas grandiosas que nos recordam que fazemos parte de um grande todo, do qual somos inseparáveis.Elas reforçam a ideia de que a velha distinção homem versus natureza não faz sentido algum.

Separamos sete destes fatos, que têm grande impacto filosófico e podem te fazer olhar de outra forma para a realidade ao seu redor. Confira:

1 – Somos todos poeira das estrelas

A frase, tornada famosa pelo astrônomo Carl Sagan, significa basicamente que todos os elementos que formam os seres humanos, os vegetais, as rochas e tudo o mais que existe no planeta foram formados há bilhões de anos, durante a explosão de estrelas a anos luz de distância daqui. É isso mesmo: elementos pesados como o ferro que corre no nosso sangue, ou o ouro que compõe as nossas jóias, só podem ser sintetizados na natureza em condições extremas de temperatura e pressão – ou seja, quando uma estrela morre e explode violentamente, virando uma supernova. O material formado, então, se espalha pelo espaço interestelar, podendo dar origem a novas estrelas e planetas.

2 – Os átomos do seu corpo já pertenceram a outros seres vivos

A Terra é praticamente um sistema fechado – a matéria que existe aqui não escapa naturalmente para o espaço sideral. Logo, podemos concluir que todos os átomos existentes no planeta estiveram aqui desde o início, e circularam ao longo das eras por incontáveis ciclos químicos e biológicos. Isto quer dizer que os elementos que hoje compõem nossos corpos podem, perfeitamente, ter feito parte de um tiranossauro rex no passado, ou de uma árvore, uma pedra, ou até mesmo de outros seres humanos.

3 – Toda a vida na Terra tem um grau de parentesco

Quando olhamos para a exuberante biosfera que  existe em nosso planeta, é difícil acreditar que, nos primórdios da vida, o único ser se resumia a um organismo unicelular. Ao longo de bilhões de anos de evolução, as espécies foram se diferenciando e se adaptando a diferentes ambientes. Mas, por mais distintas que pareçam, todas têm um grau de parentesco umas com as outras, sem exceção. Todas tiveram um ancestral comum em algum momento.

4 – Quimicamente, animais e plantas se complementam

As árvores são nossas “primas”, e podem ser compreendidas como complexas fábricas naturais que sintetizam o gás carbônico, eliminando o oxigênio. No nosso caso, o processo é reverso – nós respiramos o oxigênio e expelimos gás carbônico. Podemos dizer então que os vegetais e os animais são, evolutivamente falando, perfeitos uns para os outros, e mantém uma relação de interdependência.

5 – Seu corpo é perfeitamente adaptado para viver na Terra

Não apenas o corpo humano, mas todos os seres vivos do planeta, são minuciosamente moldados para sobreviver no ambiente terráqueo. Se vivêssemos em um lugar com maior gravidade, por exemplo, nossos músculos e estrutura óssea teriam de ser bem mais resistentes para aguentar a pressão. O implacável processo de seleção natural se encarrega de escolher as espécies mais aptas à sobrevivência. De certa forma, toda a vida que conhecemos tem a cara da Terra, porque é perfeita para ela.

6 – No nível quântico, não existem objetos sólidos

Quando tocamos em qualquer objeto, sentimos claramente que se trata de algo sólido, palpável. No entanto, a sensação não passa de um engano de nossos sentidos: são apenas as nuvens de elétrons dos átomos de nossa pele interagindo com as nuvens eletrônicas do objeto. O que se pode chamar de sólido é o núcleo dos átomos, mas eles jamais se tocam. Os átomos são compostos quase que inteiramente de vazio.

7 – Partículas subatômicas podem estar conectadas mesmo a milhões de anos luz uma da outra

Não importa que uma das partículas esteja na Via Láctea e a outra na vizinha Andrômeda – se houver entre elas o chamado entrelaçamento quântico, uma é parte indissociável da outra. Elas se influenciam instantaneamente, superando até mesmo a velocidade da luz. Isto é possível pois o princípio sugere que a matéria universal esteja interligada por uma rede de “forças”, sobre a qual pouco conhecemos, que transcende até mesmo nossa concepção de tempo e espaço.

>>>> Quer ver grandes mestres da ciência falando de forma inspirada sobre os mistérios do Universo e compartilhando sua paixão pelo que estudam? Então confira nossa lista de 9 vídeos inspiradores sobre o cosmos.

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2014/07/7-fatos-que-provam-que-voce-e-o-cosmos-estao-intimamente-conectados.html

Desireless – Voyage Voyage

Acima dos velhos vulcões, deslizando tuas asas sobre o tapete do vento! Viaje, viaje eternamente das nuvens aos pântanos! Do vento da Espanha à chuva do Equador! Viaje, viaje! Voe até as alturas, acima das capitais, das idéias fatais! Olha o oceano! Viaje, viaje mais longe que a noite e o dia! Viaje no espaço inaudito do AMOR! Viaje, viaje sobre a ÁGUA SAGRADA de um rio indiano! Viaje, viaje e jamais retorne! Sobre o Ganges ou o Amazonas! Entre os negros, entre os chiques, entre os amarelos! Viaje, viaje em todo o reino! Sobre as dunas do Saara, das Ilhas Fidji ao Fujiama! Viaje, viaje! Não pare ACIMA DAS CERCAS dos corações bombardeados! Olha o oceano!

Sailing – Christopher Cross – Live

Velejar! Bem, o paraíso não está longe, ao menos não para mim! E se o vento está certo, você pode velejar e encontrar tranqüilidade! Não estamos longe da terra do nunca! Não há motivos para fingir! E se o vento está certo você pode achar a felicidade da inocência de novo! Oh, a vela pode fazer milagres! Espere e verá! Acredite em mim! Somente um sonho e o vento para me levar! E logo estarei livre! Fantasia, ela toma o melhor de mim! Quando estou velejando fico preso em devaneios! Toda palavra é uma sinfonia! Você não vai acreditar em mim? Bem, a sanidade não está longe, ao menos não para mim! E se o vento está certo você pode velejar e encontrar serenidade! E logo estarei livre!

I Want to Know What Love Is – Foreigner – HD TRADUÇÃO

Eu Quero Saber o que é o AMOR! Eu preciso achar um tempo! Um tempo para pensar sobre as coisas! É melhor eu ler nas entrelinhas, caso eu precise quando estiver mais velho! Eu preciso escalar esta montanha! Parece que o mundo está sobre os meus ombros! Através das nuvens eu vejo o AMOR brilhar! ELE me mantém aquecido enquanto a vida vai ficando mais fria! Na minha vida tem havido sofrimento e dor e eu não sei, se eu posso encarar isso de novo! Não posso parar agora, eu já fuilonge demais para mudar esta vida solitária! Eu quero saber o que é o AMOR! Eu quero que VOCÊ me mostre! Eu quero sentir o que é o AMOR! E eu sei que VOCÊ pode me mostrar! Eu vou achar um tempo! Um tempo para olhar à minha volta! Não tenho nenhum lugar para me esconder! Parece que o AMOR finalmente me encontrou. Vamos falar de amor! Eu sei que você pode me mostrar! Mostre-me o que é real, sim eu sei!

Nothing’s Gonna Change My Love For You – George Benson – TRADUÇÃO

Nada vai mudar meu AMOR por você! Se EU tivesse de viver minha vida sem você perto de mim, os dias seriam todos vazios, as noites pareceriam tão longas. Com VOCÊ eu vejo a eternidade tão nitidamente. Eu posso ter estado apaixonado antes, mas nunca pareceu tão forte. Nossos sonhos são jovens e ambos sabemos [que] eles nos levarão onde NÓS desejamos ir. Segure-me agora, toque-me agora, Eu não quero viver sem VOCÊ! Nada vai mudar meu AMOR por você! VOCÊ deve saber a estas horas o quanto eu te amo. De uma coisa você pode ter certeza: Eu nunca pedirei mais do que o seu AMOR. O mundo pode mudar minha vida toda completamente, mas nada vai mudar meu amor por VOCÊ… Se a estrada adiante não for tão fácil, nosso AMOR mostrará um caminho para nós, como uma estrela guia. EU estarei lá por você se precisar de mim. Você não precisa mudar nada, Eu te AMO exatamente do jeito que você É. Então venha COMIGO e compartilhe da paisagem, EU te ajudarei a ver a ETERNIDADE também. Segure-me agora, toque-me agora, EU não quero viver sem você!

What’s Up? 4 Non Blondes

E aí? Minha vida está parada! Estou tentando subir essa grande montanha da esperança por um destino! Eu compreendi rapidamente quando soube que o mundo nunca foi essa fraternidade de homens! O que quer que isso signifique e então eu choro às vezes! Só para me livrar disso tudo que está na minha cabeça! E então eu acordo de manhã e saio e respiro profundamente! E eu fico realmente bem! E eu grito do máximo dos meus pulmões “O que está acontecendo? ” E eu digo: HEY! E digo: “hei, o que está havendo? ” E eu tento, oh meu Deus, eu tento Eu tento todo o tempo nestas instituições! E eu oro oh meu Deus, eu oro! Eu oro todo dia por uma revolução! E então eu choro às vezes!

Thank U – Alanis Morissette

Que tal eu não lhe culpar por tudo? Que tal eu aproveitar o momento ao menos uma vez? Que tal a sensação de finalmente lhe perdoar? Que tal sentir pesar por tudo de uma só vez? O momento que eu deixei para trás, foi o momento em que eu obtive mais do que poderia segurar! O momento em que eu pulei fora, foi o momento em que pus os pés no chão! Que tal não ser mais masoquista? Que tal recordar sua divindade? Que tal seus olhos chorarem descaradamente? Que tal não equacionar morte com o fim? Obrigado Índia! Obrigado providência! Obrigado silêncio!

MITEN & DEVA PREMAL – LOKAH SAMASTA, SOUL IN WONDER

Lokah Samastah Sukhino Bhavantu!
Tradução: Que todos os seres em todos os lugares sejam felizes e livres, e que os pensamentos, palavras e ações da minha própria vida contribuam de alguma forma para que haja felicidade e liberdade para todos.

Lokah: localização, reino, todos os universos existentes agora.
samastah: todos os seres compartilhando esse mesmo local.
sukhino: centrada na felicidade e alegria, prazer, prosperidade, livre de sofrimento.
bhav: o humor divino ou estado de existência unificada.
antu: assim seja, deve ser assim (antu usado como um fim aqui transforma este mantra em uma promessa poderosa.
Om / Aum = AUMA tem três sons A … U …. M. A – significa o início do universo. U – significa o período de vida universo e M – a destruição do universo.
Shanti = Paz

CAPITALISMO OU SOCIALISMO? SOLUÇÃO APONTADA POR UM PAPA

Nenhuma das duas ideologias, sozinha, resolve o problema central da exclusão humana

No início do filme “Coração Valente”, Mel Gibson diz que “a históriaé escrita por aqueles que enforcaram os heróis”. Will Durant, no primeiro dos 11 volumes da sua “Story of Civilization” [História da Civilização], observa que “a maior parte da história é adivinhação e o resto é preconceito”. O escritor Mark Twain endossa esta visão, dizendo que “a própria tinta com que toda a história é escrita é puro preconceito líquido”. E Voltaire declarava que os historiadores eram apenas “fofoqueiros que provocam os mortos”.

Todos nós já ouvimos dizer que “a história é escrita pelos vencedores” e desconfiamos (ou deveríamos desconfiar) que os vencedores contam a sua própria versão dos fatos.

O que nem sempre admitimos é que isto não é diferente quando se narra a história do capitalismo e do socialismo.

Comecemos pelo relato que o capitalismo contaria sobre si próprio:

“O capitalismo é o herói da civilização. É a melhor teoria econômica já inventada, responsável pela era da tecnologia e por um grau sem precedentes de bem-estar, liberdade e conforto. O capitalismo tornou a vida melhor em todos os lugares. No entanto, apareceu um propagandista radical chamado Karl Marx. Ele era um idealista utópico, semeador da discórdia, que procurava acabar com apropriedade privada por meio do controle estatal dos meios de produção. Felizmente, Marx foi derrotado pelo próprio sucesso: as nações que acolheram a sua ideologia se tornaram exemplos assustadores de fracasso para o resto do mundo, provando, de uma vez por todas, que o capitalismo é O Caminho”.

 

Na vida real, se o capitalismo não estivesse deixando muita gente gravemente insatisfeita com as próprias condições desumanas de sobrevivência, as ideias socialistas não teriam germinado. Ninguém lutaria honestamente contra a propriedade privada se já não possuísse propriedade alguma. O capitalismo trouxe muitos progressos, mas, ao mesmo tempo, condenou a maior parte da humanidade ao papel de empregados em troca de tostões.

A denúncia de Karl Marx, portanto, fazia sentido e tinha ressonância na experiência real de boa parte da população que não colhia os frutos do próprio esforço. Este cenário continua existindo. O mal óbvio do capitalismo, que é a alienação da propriedade, precisa de cura. Entretanto, a cura proposta por Marx é ainda pior do que a doença.

Foi isto o que o papa Leão XIII observou.

Em maio de 1891, ele publicou a histórica encíclica “Rerum Novarum”, condenando firmemente tanto o capitalismo quanto o socialismo e procurando lançar luz sobre os erros que ambos cometiam no tocante à ideia de propriedade privada.

Primeiro, o papa notou as tristes condições causadas pelocapitalismo desenfreado:

“A contratação de mão de obra e a condução do comércio estão concentradas na mão de relativamente poucos; deste modo, um número pequeno de homens muito ricos pode impor à massas dos trabalhadores pobres um jugo que é pouca coisa melhor que o da própria escravidão”.

A seguir, ele rejeitou também a solução marxista:

“Para remediar esses erros, os socialistas exploram a inveja que o pobre tem do rico e se esforçam para acabar com a propriedade privada, afirmando que as posses individuais devem tornar-se propriedade comum de todos. Mas as suas afirmações são tão claramente impotentes para acabar com a controvérsia que, com elas, o trabalhador seria o primeiro a sofrer”.

Por quê? Porque o capitalismo tinha concentrado a riqueza em grau extremo. O socialismo completaria o desastre, transferindo a propriedade, já concentrada, para um único “dono”: o Estado.

Leão XIII argumentou numa direção oposta a ambos: na direção da propriedade real para o trabalhador e para a sua família:

“A propriedade privada deve ser considerada sagrada e inviolável. A lei, portanto, deve favorecer a propriedade e adotar como política a de levar o maior número possível de pessoas a se tornaremproprietárias“.

Nos dias de hoje, a concentração da propriedade fora das mãos das famílias é um perigo mais claramente percebido, assim como a constatação de que o capitalismo provoca exatamente o mesmo problema. Ainda assim, continua havendo grande polarização entre as duas ideologias, com uma fechando os olhos para o que pode haver de bom na outra e para o que há de ruim nela mesma.

O papa Francisco, seguindo a perspectiva de Leão XIII e dos demais pontífices que o sucederam, volta a propor que o centro do diálogo social seja ocupado pela dignidade da pessoa humana. Em meio à briga tantas vezes rancorosa entre as teorias, é sempre a dignidade da pessoa humana que acaba sendo atropelada na prática.

(A partir de textos de Daniel Schwindt)

Fonte: http://www.aleteia.org/pt/sociedade/artigo/capitalismo-ou-socialismo-leao-xiii-aponta-a-solucao-para-esta-briga-interminavel-5823217058971648

http://www.aleteia.org/pt/sociedade/artigo/capitalismo-ou-socialismo-leao-xiii-aponta-a-solucao-para-esta-briga-interminavel-5823217058971648?page=2

JUST ONCE – James Ingram

Fiz o meu melhor, mas acho que o meu melhor não foi bom o suficiente! Porque aqui estamos de volta onde estávamos antes! Parece que nada muda! Voltamos a ser estranhos! Nos perguntando se devemos ficar ou ir embora! Só uma vez! Não pode descobrir o que nós vamos continuar fazendo errado? Porque nós nunca duramos muito tempo? O que estamos fazendo errado. Apenas uma vez! Não pode encontrar uma maneira de torná-la finalmente direito? Para fazer a mágica durar por mais do que apenas uma noite? Se pudéssemos nos chegar a ELE! Eu sei que poderia rompe-lo. Ohh Ohhh!! Eu dei meu coração! Mas acho que meu coração pode ter sido muito! Porque Deus sabe não estamos indo a nenhum lugar! Parece que estamos sempre soprando! Nós não temos uma oração …. Só uma vez! Não pode descobrir o que nós vamos continuar fazendo errado? Por isso que os bons tempos nunca duram por muito tempo! Onde estamos indo errado? Apenas uma vez … Não pode encontrar uma maneira de torná-la finalmente direito? Para fazer a mágica durar por mais do que apenas uma noite! Eu sei que ele poderia romper! Se pudéssemos nos chegar a ELE!

Lugar ao Sol – Charlie Brown Jr

Que bom viver, como é bom sonhar
E o que ficou pra trás passou e eu não me importei
Foi até melhor, tive que pensar em algo novo que fizesse sentido

Ainda vejo o mundo com os olhos de criança
Que só quer brincar e não tanta responsa
Mas a vida cobra sério e realmente não dá pra fugir

Livre pra poder sorrir, sim
Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol

Livre pra poder sorrir, sim
Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol

Um dia eu espero te reencontrar numa bem melhor
Cada um tem seu caminho, eu sei foi até melhor
Irmãos do mesmo Cristo, eu quero e não desisto

Caro pai, como é bom ter por que se orgulhar
A vida pode passar, não estou sozinho
Eu sei se eu tiver fé eu volto até a sonhar

Livre pra poder sorrir, sim
Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol

Livre pra poder sorrir, sim
Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol

O amor é assim, é a paz de Deus em sua casa
O amor é assim, é a paz de Deus que nunca acaba

O amor é assim, é a paz de Deus em sua casa
O amor é assim, é a paz de Deus… que nunca acaba

Nossas vidas, nossos sonhos têm o mesmo valor
Nossas vidas, nossos sonhos têm o mesmo valor
Eu vou com você pra onde você for

Eu descobri que é azul a cor da parede da casa de Deus
E não há mais ninguém como você e eu

 

PERDÃO

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

“O Retorno do Filho Pródigo”, obra de Rembrandt

O perdão é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra si mesmo, decorrente de uma ofensa percebida, diferenças, erros ou fracassos, ou cessar a exigência de castigo ou restituição.

O perdão pode ser considerado simplesmente em termos dos sentimentos da pessoa que perdoa, ou em termos do relacionamento entre o que perdoa e a pessoa perdoada. É normalmente concedido sem qualquer expectativa de compensação, e pode ocorrer sem que o perdoado tome conhecimento (por exemplo, uma pessoa pode perdoar outra pessoa que está morta ou que não se vê há muito tempo). Em outros casos, o perdão pode vir através da oferta de alguma forma de desculpa ou restituição, ou mesmo um justo pedido de perdão, dirigido ao ofendido, por acreditar que ele é capaz de perdoar.

O perdão é o esquecimento completo e absoluto das ofensas, vem do coração, é sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor. Não impõe condições humilhantes, tampouco é motivado por orgulho ou ostentação. O verdadeiro perdão se reconhece pelos atos e não pelas palavras.

Existem religiões que incluem disciplinas sobre a natureza do perdão, e muitas destas disciplinas fornecem uma base subjacente para as várias teorias modernas e práticas de perdão.

Exemplo de ensino do perdão está na “parábola do Filho Pródigo” (Lucas 15:11–32).

Normalmente as doutrinas de cunho religioso trabalham o perdão sob duas óticas diferentes, que são:

  • Uma ênfase maior na necessidade das faltas dos seres humanos serem perdoadas por Deus;
  • Uma ênfase maior na necessidade dos seres humanos praticarem o perdão entre si, como pré-requisito para o aprimoramento espiritual.

NOVEMBER RAIN – GUNS N’ ROSES

Quando olho nos seus olhos posso ver um amor reprimido e ambos sabemos que corações podem mudar! Se pudéssemos ganhar o tempo para deixar tudo na linha eu poderia descansar minha cabeça! Você precisa de um tempo… pra você? Você precisa de um tempo? Todos precisam de um tempo… para si! Eu sei que é difícil manter aberto o coração! Quando, até mesmo os amigos parecem te prejudicar! Mas se você pudesse curar um coração partido! Às vezes eu preciso de um tempo… pra mim! Às vezes eu preciso de um tempo… sozinho! Todos precisam de um tempo… para si! Você não sabe que precisa de um tempo? Quando seus medos baixarem e as sombras ainda permanecerem! Eu sei que você pode me amar! Quando não houver ninguém para culpar! Então, deixa pra lá a escuridão! Você não acha que precisa de alguém? Você não acha que precisa de alguém? Todos precisam de alguém! Você não é a única!

ERA DE AQUÁRIO: DESMISTIFICANDO FANTASIAS

Aquário de cristal líquido

2009 foi um ano muito importante para mim, então resolvi publicar esse estudo aqui no blog para você fazer sua meditação e tirar suas conclusões. Sobre ERA DE AQUÁRIO ou NOVA ERA, digo apenas que o que marca o início de uma era é aquilo que acontece dentro de você TODOS OS DIAS!! Tenha paz, harmonia, compreensão, simpatia e confiança!! Tudo isso já está dentro de você!! Elimine as falsidades e zombarias, deixando que o AMOR guie sua mente!! Liberte-se de tudo que causa ódio!! Veja o estudo abaixo:

Era de Aquário: desmistificando fantasias

Desmistificando ‘certezas’ que não passavam de intuições

Além do movimento de rotação da Terra em torno de seu eixo, há também outro, que envolve uma lenta mudança deste próprio eixo, e a este chamamos precessão dos equinócios. Por conta desse deslocamento, a posição do Sol na eclíptica se modifica vagarosamente, mudando o fundo aparente das estrelas ditas “fixas”. Um observador atento notará que, ano após ano, o Sol cruza o equador no início de cada equinócio sempre um pouco antes do ponto cruzado anteriormente. Aproximadamente a cada 72 anos, os equinócios caminham um grau para trás, o que incorre na duração de cerca de 2.156 anos para cada era astrológica, e um ano sideral de 25.868 anos terrestres (quando todo o zodíaco é percorrido). Cálculos variados localizam a Era de Aquário como tendo início por volta do ano de 2600. Há algumas divergências quanto a isso. Max Heindel, por exemplo, aponta o ano de 2654 como início da nova era, enquanto que Shepherd Simpson, o ano de 2680. Divergências acerca da exatidão à parte, o importante aqui é compreender o que caracteriza a mudança de uma era para a outra: a precessão dos equinócios.

Nos anos 60, pouco antes da estréia do famoso musical Hair, no qual foi lançada a conhecida canção Let the sunshine in – mais conhecida como Aquarius, por conta de seu refrão -, ocorreu um acúmulo planetário – stellium – no 11º signo zodiacal. Nos dias quatro e 5 de fevereiro de 1962, praticamente todos os planetas tradicionais da astrologia no céu visível se encontravam alinhados no signo de aquário. Na ocasião, diversas reportagens e astrólogos anunciavam que este seria o sinal para o início da Era de Aquário. Investigações em bibliotecas públicas poderão comprovar o que digo: muitos astrólogos de todas as partes do mundo anunciavam o dia quatro de fevereiro de 1962 como sendo o início da tão esperada nova era, considerada a promessa de um período de paz, harmonia e fraternidade entre os povos.

Há dois pontos importantes a serem considerados: primeiramente, não obstante o fato de que o aglomerado planetário de 1962 tenha sido realmente impressionante, o que marca o início de uma era não é um aglomerado num signo, e sim a precessão equinocial. É tecnicamente incorreto atribuir o início da nova era ao dia quatro de fevereiro de 1962. Em segundo lugar, o acúmulo astrológico em aquário foi seguido pelos mesmos tradicionais conflitos, guerras, manifestações de intolerância e todas as coisas que ainda fazem parte da natureza humana. Em 17 de outubro de 1967, anos após o impressionante aglomerado aquariano, foi lançado o musical Hair, cuja música-tema canta (traduzindo para o português):

“Quando a Lua estiver na sétima casa
E Júpiter se alinhar com Marte
Então a paz guiará os planetas
E o amor dirigirá as estrelas
Este é o começo da Era de Aquário (…)”

A música em questão não está tecnicamente correta, já que, conforme explicado, o início da Era de Aquário não tem absolutamente nada a ver com Marte alinhado com Júpiter ou com a Lua na casa sete. Entretanto, a música não tem nenhuma obrigação de estar tecnicamente correta. Vale aqui recordar a controvérsia envolvendo o filme O Signo da Cidade, no ano passado: a arte não tem que corresponder a uma verdade técnica. Se a música expressasse que a Era de Aquário começaria com Plutão na casa 13 ou com a Lua retrógrada, isso seria licença poética, a prioridade é a rima, a estética, e não a verdade técnica. O problema começa quando queremos de qualquer jeito encaixar a arte na verdade técnica ou a verdade técnica na arte. Vale também salientar que a música em momento algum diz que o alinhamento de Marte com Júpiter deve ser no signo de Aquário. Ela fala de alinhamento de Marte com Júpiter puro e simples, coisa que acontece com grande regularidade. A Lua na casa sete, por sua vez, é um evento diário. A propósito, a Lua sempre estará na casa sete em algum ponto do planeta Terra.

Nos dias 14, 15 e 16 de fevereiro, vivemos um alinhamento envolvendo os planetas Marte e Júpiter no signo de aquário, numa conjunção muito próxima. O nodo lunar norte e quíron também estiveram envolvidos nessa configuração. Mercúrio se aproximou de Marte e Júpiter por conjunção aplicativa. Netuno, apesar de estar em aquário, está muito distante do que seria aceitável para uma conjunção. Alguns astrólogos salientaram a importância deste dia como sendo favorável para meditações concernentes à paz mundial, à fraternidade entre os povos e outras coisas que fazem parte do ideal aquariano. Outros (poucos) apontam para esta data como sendo o início da Era de Aquário, usando como argumento o fato de a configuração astrológica desse dia ser a cantada pela música Let the sunshine in. No tocante à possibilidade de meditarmos e fazermos mentalizações pela paz mundial, não há nenhuma incorreção técnica neste clamor. Particularmente, creio que todos os dias são dias em que este tipo de bom desejo pode ser emitido, mas esbarramos aí com a crença de cada um, que não tem nada a ver com tecnicidades astrológicas.

Entretanto, se o astrólogo acredita que o dia 14 de fevereiro de 2009 assinalou o início da nova era, ele está tão errado quanto estiveram aqueles que, em 1962, diante de um aglomerado astral muito mais impressionante do que o que vimos no dia 14, afirmaram a mesma coisa. O que poderia ser comemorado no dia 14 de fevereiro seria tão somente a conjunção de Marte com Júpiter, e não o início da era aquariana. Vale destacar que nos encontramos num período de transição, em que a Era de Peixes manifesta seus derradeiros estertores e a Era de Aquário já mostra seus primeiros sinais. Apesar de a nova era só se iniciar por volta do ano 2600, é perfeitamente possível vislumbrarmos suas características desde já. Por fim, como ponto de reflexão possível, vale questionar se a Era de Aquário é o que imaginamos que seja. Muitos a idealizam, apostando nela como sendo um período de paz, amor e harmonia universais. Na prática, entretanto, uma era astrológica não é melhor do que a outra, é apenas diferente, com novas virtudes e novos problemas. As dificuldades possíveis que podemos ter de enfrentar é assunto para muitas discussões.

Fonte: http://www.ufo.com.br/noticias/era-de-aquario-desmistificando-fantasias

I SAY A LITTLE PRAYER – ARETHA FRANKLIN – 1970

Eu faço uma pequena oração! Pra sempre e sempre, você ficará no meu coração! E eu eu te amarei! Para sempre e sempre, nós nunca nos separaremos! Oh, como eu te amarei! Juntos, pra sempre, é como tem que ser! Viver sem você só partiria meu coração! Acredite em mim! Por favor me ame também! Atenda às minhas preces, diga que você me ama também! Por que você não respondeu à minha oração?

ETERNAL FLAME – The Bangles

Você sente meu coração batendo? Você entende? Você sente o mesmo? Estou apenas sonhando? Isto que esta queimando é uma chama eterna? Acredito que está destinado a acontecer! Você pertence a mim! Você sente o mesmo? Estou apenas sonhando? Ou isto que está queimando é uma chama eterna? Diga meu nome! Uma vida toda tão sozinha e então você chega e alivia a dor! Eu não quero perder este sentimento!

LINGER – The Cranberries

Tenho certeza de que não estou sendo rude, mas é apenas sua atitude! Está acabando comigo! Está arruinando tudo! Você estava mentindo o tempo todo? Foi só um jogo para você? Você tem que deixar isso se prolongar? Se você pudesse sobreviver tentando não mentir! As coisas não seriam tão confusas! Você tem que deixar isso se prolongar?

Every Breath You Take – The Police

Cada vez que você respira! A cada suspiro que você der! Cada movimento que você faz! A cada elo que você quebrar! A cada passo que você der! Eu estarei observando você! A cada dia! A cada palavra que você falar! A cada jogo que você jogar! A cada noite que você ficar! Eu estarei observando você! Oh, você não vê! Que você pertence a mim? Como meu pobre coração dói! A cada passo seu! Cada movimento que você faz! A cada promessa que você quebrar! A cada sorriso que você fingir! A cada pedido que você fizer! Eu estarei observando você!

CLIMAX – USHER

O amor é a luva que continua reformulando! Onde você está agora, quando preciso de você por perto? Estou ajoelhado, mas parece que nós estamos indo pra lugar nenhum rapidamente, criamos essa bagunça com o que costumava ser amor! Então, por que me importo, se é que me importa afinal?

PAPA DIZ QUE HÁ POUCO TEMPO PARA ENFRENTAR ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

(Lusa)
“As consequências das alterações climáticas, que já se sentem de forma dramática em muitos países, sobretudo nos Estados insulares do Pacífico, lembram-nos da gravidade da incúria e da inação: o tempo para encontrar soluções globais está a esgotar-se”, alerta Francisco, num texto endereçado ao ministro do Ambiente do Peru, Manuel Pulga Vidal. Saiba mais no link abaixo:
http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/vaticano/vaticano-papa-diz-que-ha-pouco-tempo-para-enfrentar-alteracoes-climaticas/

 

BICHOS ESCROTOS – TITÃS – AO VIVO

Bichos!
Saiam dos lixos
Baratas!
Me deixem ver suas patas
Ratos!
Entrem nos sapatos
Do cidadão civilizado

Pulgas!
Que habitam minhas rugas
Oncinha pintada
Zebrinha listrada
Coelhinho peludo
Vão se fuder!
Porque aqui
Na face da terra
Só bicho escroto
É que vai ter

Bichos escrotos
Saiam dos esgotos
Bichos escrotos
Venham enfeitar
Meu lar
Meu jantar
Meu nobre paladar!

Bichos!
Saiam dos lixos
Baratas!
Me deixem ver suas patas
Ratos!
Entrem nos sapatos
Do cidadão civilizado

Pulgas!
Que habitam minhas rugas
Oncinha pintada
Zebrinha listrada
Coelhinho peludo
Vão se fuder!
Porque aqui
Na face da terra
Só bicho escroto
É que vai ter

Bichos!
Baratas!
Ratos!
Cidadão civilizado!
Pulgas!
Oncinha pintada
Zebrinha listrada
Coelhinho peludo
Vão se fuder!
Porque aqui
Na face da terra
Só bicho escroto
É que vai ter

Bichos escrotos
Saiam dos esgotos
Bichos escrotos
Venham enfeitar
Meu lar
Meu jantar
Meu nobre paladar!

MEUS PENSAMENTOS’

FORTALECENDO-OS-SEUS-PENSAMENTOS
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Não perca nenhuma inspiração! Aproveite todos os estímulos, bons sonhos, tenha as melhores atitudes e tome as melhores decisões.

Orlando Oráculo

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Não molde-se ao mundo, molde-se ao ESPÍRITO de DEUS, que habita em você e ELE te elevará ao mais alto céu! Creia nisso!

Orlando Oráculo

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O criador do universo tem morada eterna em nossos corações, todos precisam saber disso e em qualquer local que estiverem!!

Orlando Oráculo

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O CRIADOR DO UNIVERSO ESTÁ CONTIGO!! AÍ DENTRO DO SEU CORAÇÃO E CHEIO DE AMOR PARA SEGURAR SEU MUNDO!!

Orlando Oráculo

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Cada um é aquilo que pensa ser!

Orlando Oráculo

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Acabei de beber uma latinha de veneno! Agora preciso beber muita água!

Orlando Oráculo

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Ciúmes é uma doença que precisa ser eliminada! Acredito que DEUS não seja ciumento, pois não podemos ter DEUS somente para satisfazer nossos desejos, mas sim o desejo de todos que tenham o amor de DEUS em seus corações. Ciúmes provoca medo e precisamos eliminar todo o medo.

Orlando Oráculo

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Sabe aquela pessoa que você pensa que é uma cobra? Aquela mesmo, que talvez você não conversa com ela, muito menos ela com você! Ela pode te amar profundamente e estar apenas querendo o seu bem!

Orlando Oráculo

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A pessoa que pensa que DEUS não está falando mais com ela, fale comigo e eu explico o que está acontecendo!

Orlando Oráculo

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Cuide desde já dos seus pensamentos, pois um dia você pode perder o controle de sua mente e todos saberão tudo que passa e passava por ela.

Orlando Oráculo

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Inferno, céu e paraíso! Onde ficam? Guerras interiores!

Orlando Oráculo

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Estou do lado daqueles que não amam ao dinheiro, há alguns grupos por aqui que não consigo descobrir o que amam e o que ocupa o primeiro lugar em seus corações, aí complica demais o nosso relacionamento!

Orlando Oráculo

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Antes que alguém pergunte qual o nome do meu mestre preferido, no momento só posso falar que ele é criador do universo! Não posso falar mais nada para não causar, ciúmes, discussões desnecessárias, partidárias e nenhum tipo de guerra! Trabalhamos pelo fim das guerras!!!

Orlando Oráculo

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Há pessoas que conseguem dominar a língua ou o que falam para evitar atritos, agora imagine-se dominando seus pensamentos de maneira parecida, não haverá atritos nem em seu interior.

Orlando Oráculo

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Ninguém tem o direito de me julgar a não ser eu mesmo ou aquele que eu decidir que pode. Eu sou o que sou e serei o que serei conforme minhas decisões.

Orlando Oráculo

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Sinto que não fomos criados para o cemitério e sonho em não precisar passar por essa fase dessa vida. Sonho em não morrer, mesmo sabendo que isso pode acontecer a qualquer instante, mas se acontecer, sinto que não fui criado para morar no cemitério e penso que alguém vai me tirar de lá!

Orlando Oráculo

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A falsidade é tudo! Tudo de ruim que existe nesse sistema em que vivemos!

Orlando Oráculo

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Raso de mente e simplista de pensamento, ser ou não ser?

Orlando Oráculo

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Se for para fazer aqueles que não aceitam as diferenças de crenças, nacionalidades ou tradições tropeçarem, é melhor permanecer anônimo em relação a isso, dar apenas bons exemplos, para que tenham algum resultado na vida dessas pessoas e esperar que lá na frente elas aprendam a respeitar as diferenças!

Orlando Oráculo

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Muitas e muitas pessoas comuns se comportam pior do que os praticantes aplicados da politicagem!

Orlando Oráculo

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Unidade e igualdade, será que são as mesmas coisas? Se você tivesse que escolher apenas uma, qual seria mais importante?

Orlando Oráculo

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É o corrupto brigando com o corrompido! E a gente só assistindo!

Orlando Oráculo

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Alienação, nome que as pessoas inventaram para chamar todo aquele que tem uma opinião diferente, para não precisar conhecê-la e não conversar mais sobre o assunto! Mas quem será o verdadeiro alienado?

Orlando Oráculo

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Quem tem fé não fica pedindo coragem a todo momento, quem tem fé simplesmente vive, vive tomando atitudes conscientes e com certeza de que lá na frente vai dar tudo certo!

Orlando Oráculo

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Quem pensa muda a todo instante, pode ser para fazer coisas novas ou aquilo que você disse que nunca mais faria. O importante é pensar com amor e caridade.

Orlando Oráculo

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É possível que ainda hoje, Jeová use pessoas movidas pelo espírito santo. As coisas são conhecidas parcialmente e o propósito ainda não está completo para nossas vidas. Uma das maneiras de sabermos se estamos sendo movidos pelo espírito santo, é fazendo todas as coisas com amor e caridade, acreditando que aquilo que você pensa em praticar é possível de realizar-se.

Orlando Oráculo

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Se você pensa que com seu cargo e com sua profissão as coisas estão indo muito bem, então continue aí levando a vida sossegado!

Orlando Oráculo

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Pensar ou ser doutrinado? Eis uma questão que serve para tudo aquilo que lemos, assistimos e ouvimos! O que você pensa sobre o assunto?

Orlando Oráculo

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Em atitudes de amor agimos mais rápido do que qualquer coisa que já vimos, as mães entendem.

Orlando Oráculo

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Eu acredito no que tenho que fazer.

Orlando Oráculo

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O propósito da vida é viver.

Orlando Oráculo

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A mudança é um jogo que sempre será perigoso e é você que precisa decidir.

Orlando Oráculo

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 Se antes de fazer algo você pára e pensa se é certo ou errado, você ainda pode saber o que são valores morais.

Orlando Oráculo

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Você que ainda é novo, não seja infectado pelo sistema. Você que não é mais novo, veja até que ponto você está infectado e procure desinfectar-se!

Orlando Oráculo

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Deixe as promessas para aqueles que seguem tradições religiosas, para os escoteiros ou para qualquer outro que você sabe que também gosta de fazer promessas!

Orlando Oráculo

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É melhor tomar uma decisão equivocada do que nenhuma decisão, na dúvida decida-se e diga não! Se a oportunidade era boa, talvez ela bata em sua porta novamente de outra maneira e você terá uma segunda chance para decidir-se, dizendo sim!

Orlando Oráculo

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Não queremos cargos, queremos saúde e educação!

Orlando Oráculo

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A glória é de Deus, mas o dinheiro pode deixar com eles mesmos!

Orlando Oráculo

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Oração é um negócio muito bonito, tenho certeza que faz muito bem para aquela pessoa que faz com fé e dá resultados surpreendentes, é por isso que oro quando acho que é preciso, mas penso que há casos em que é necessário atitudes concretas para solucionar problemas! Precisamos de atitudes sólidas e perceptíveis aos sentidos!

Orlando Oráculo

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Quer serotonina e endorfina na veia? Ajude, faça o bem e ame as pessoas!

Orlando Oráculo

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O sistema de dominação existente nesse planeta é perfeito, mas em breve ele vai começar a falhar!

Orlando Oráculo

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Uma pessoa sábia é pacífica, cheia de misericórdia, de bons frutos e pronta para obedecer àquilo que for sem parcialidade e sem hipocrisia.

Orlando Oráculo

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O que falta é união por parte dos moradores e dos políticos! Se as pessoas fossem conscientizadas a participarem das discussões e decidirem o que fazer em alguns problemas, talvez nem precisaríamos ir atrás do governo para resolvê-los, mas sim para pedir redução nos impostos ou para dizer onde queremos que sejam usados!

Orlando Oráculo

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O amor vence tudo e é ele que vai surpreender muita gente!! Lá na frente eu vou ver gente falando assim: “Você não era gay? O que está fazendo aí e eu aqui?” Daí ele vai responder assim: “Sim, mas o amigo que me trouxe aqui ensinava sobre amor e eu entendi, mas você pensava que ele ensinava sobre ódio e não entendeu!

Orlando Oráculo

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Quem confiar no dinheiro ficará profundamente desapontado!

Orlando Oráculo

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Quando eu era mais novo, tratava mulher como se fosse sagrada e continuo pensando que isso não é errado!

Orlando Oráculo

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Com a tecnologia que temos hoje em dia, podemos ficar anônimos aos olhos da maioria e, com ALGUMAS pessoas melhorar o mundo de dentro do nosso quarto, sentado na nossa cama, debaixo da nossa coberta ou encostadinho tranquilo no nosso travesseiro

Orlando Oráculo

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Melhor não assemelhar-se aos que praticam males, pois um dia todos serão destruídos ou se destruirão!

Orlando Oráculo

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A vontade de Jeová para nossas vidas é perfeita e agradável, como a que ele tem para o reino dele. Muitas coisas que acontecem nesse mundo não estão de acordo com a vontade de Jeová, não diga em tudo que acontece em sua vida ou na vida de seus queridos que foi vontade dele.

Orlando Oráculo

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Não dá mais para fazer reuniões para resolver problemas, existem coisas que precisam ser resolvidas em tempo real! Os governantes precisam saber disso!

Orlando Oráculo

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Quando os meios de comunicação pararem de ser gananciosos, não se venderem por dinheiro e informarem honestamente. Quando os governantes também não se venderem por dinheiro e trabalharem honestamente, nosso país será melhor. São coisas que penso ser muito difíceis de acontecer, mas não são impossíveis!

Orlando Oráculo

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Pelo jeito que as coisas estão neste mundo, se eu morrer vou levar todos os meus segredos comigo!

Orlando Oráculo

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O problema de conversar com pessoas ignorantes é que geralmente elas não dão espaço para você dizer uma palavra.

Orlando Oráculo

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Uns querem respeito, outros não querem o preconceito!! Que tal todos praticarmos as duas coisas? Aí não haverá mais problemas!

Orlando Oráculo

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MUDE SEU PENSAMENTO

SABEDORIA DE DEUS VÍDEO DO OSHO

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SABEDORIA DE DEUS VÍDEO DO OSHO

PCJ PREVÊ FIM DO CANTAREIRA

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PEDIDOS 156 NÃO SÃO RESPONDIDOS

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CRISTIANISMO SEM RELIGIÃO

https://www.facebook.com/orlandotandrade/posts/776103975770909 VALORIZE SUA

MULHER

LIBERTE-SE DO MEDO E SAIA DA MATRIX!

PREPARE-SE PARA APRENDER A VIVER EM COLETIVOS

SOBRE ANIMAIS

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NUNCA, NUNCA, NUNCA VEJA PORNOGRAFIA

PROTETORES DE ANIMAIS DO CAMPO GRANDE – CAMPINAS

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CUIDE DESDE JÁ DE SUA MENTE

“QUAL A TUA OBRA”

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CADA UM É AQUILO QUE PENSA SER – https://www.facebook.com/orlandotandrade/posts/779406792107294?pnref=story

OLAVO DE CARVALHO, OFERTAS E COMUNISMO

‘RELÓGIO DO APOCALIPSE’ É ADIANTADO PARA 23h57m E HUMANIDADE FICA MAIS PERTO DA EXTINÇÃO

Você acredita nisso? Somos uns privilegiados! A nossa espécie já existe há tantos milhares de anos e nós é que fomos os sortudos selecionados para assistir à festa de fim de ano(s)!

CLIQUE AQUI para ler a matéria completa.

HORTA COMUNITÁRIA: CONHEÇA O BAIRRO SUÍÇO NO QUAL CADA MORADOR PLANTA UM ALIMENTO E COMPARTILHA COM OS DEMAIS

por Redação Hypeness

Já pensou em poder colher diariamente alimentos orgânicos sem ter que comprá-los no mercado? Pois é, os moradores da Avenida Crozet, em Genebra, na Suíça, têm esse privilégio. Transformaram seus jardins em verdadeiras hortas comunitárias. A lei é a seguinte: cada um planta um tipo de alimento em seu quintal e depois pode colher outra variedade de alimento dos vizinhos. Assim, os habitantes consomem produtos orgânicos frescos à base de trocas e aumentam o senso de comunidade.

A ideia surgiu de um antigo conceito criado por Moritz Schreber no século XIX. No ano de 1864,  as pessoas começaram a utilizar espaços externos de suas casas para cultivar seus próprios alimentos. Logo, países como Áustria e Suíça aderiram à ideia. Hoje, o bairro da Avenida Crozet é conhecido pela sua enorme horta comunitária e virou modelo de consumo sustentável para todos nós.

Através do Google Maps, é possível ver a estrutura bem organizada criada pelos moradores:

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mapa-suica-okFotos © GoogleMaps

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Foto via natvegi

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Foto via MontedoLaranjal

 Fonte: http://www.hypeness.com.br/2015/01/moradores/

 

John Legend – Ordinary People

Sei que me portei mal! E nós ainda temos oportunidade de crescer! E apesar de que o amor às vezes machuque, eu ainda coloco você em primeiro lugar! E nós faremos com que dê certo! Somos apenas pessoas comuns, não sabemos que caminho tomar, pois somos apenas pessoas comuns! Talvez devêssemos ir com calma! Dessa vez iremos com calma! Ir com calma! Às vezes é o paraíso na terra! Talvez a gente viva e aprenda! Talvez você fique, talvez vá embora! Talvez você retorne! Talvez devêssemos ir com calma! Ir com calma! Dessa vez iremos com calma!

Black Eyed Peas ft. Sting – Union

Comecemos a união! Um por todos, Um por todos! E todos e todos por um! Imagine se qualquer profeta estivesse vivo em nossos dias, entre você e eu. Você acha que eles teriam a mesma opinião que você e eu temos. Perceba que você não pode mudar o mundo sozinho e entenda que nós somos iguais. Assim quando eu contar até três vamos mudar. Não é tempo de buscar grandes filosofias! Eu raramente deixo minha mente ser levada pela maré. Eu mudaria o mundo se eu pudesse mudar minha mente, se eu pudesse viver além de meus medos. Todos nós na verdade nos afastamos, no meio de toda esta situação negativa, dividido por convicções, religião e lugares diferentes. Porque nós não entendemos o ponto de nossa missão? Escute, eu sei que é realmente difícil fazer mudanças, porém dois de nós poderiam reorganizar esta praga, salvar a próxima geração. Reúna-se como um! Isto exige um, só um e então um segue o outro. E então outro segue outro! Na próxima vez você saberá que conseguiu um bilhão! Pessoas que fazem coisas maravilhosas! Pessoas que fazem coisas poderosas! Mudemos e façamos algo poderoso! 1,2,3!

 

“ÊXODO, DEUSES E REIS” É PROIBIDO NO EGITO

O novo filme do diretor Ridley Scott foi também retirado de várias salas de cinema no Marrocos.

Na esteira da polêmica em torno do cancelamento e posterior exibição de A Entrevista nos cinemas norte-americanos, devido aos ataques hacker sofridos pela Sony nas últimas semanas, outro filme tem enfrentado dificuldades de exibição. Êxodo: Deuses e Reis foi proibido no Egito e teve várias de suas sessões canceladas no Marrocos.

O motivo da proibição no Egito é que, de acordo com a censura local, o novo filme dirigido por Ridley Scott traria uma “visão distorcida” em torno da vida de Moisés. Abdel Sattar Fathi, chefe da censura egípcia, lamentou que o filme mostre que “os judeus estiveram envolvidos na construção da pirâmide de Ghiza como povo eleito por Deus” e que passe a impressão de que os egípcios teriam torturado os judeus. Além disto, Êxodo teria manipulado os ensinamentos do Alcorão, o livro sagrado do islã.

Outro país onde Êxodo: Deuses e Reis tem enfrentado problemas é no Marrocos. Apesar de não ter ocorrido uma proibição oficial do governo, o longa-metragem teve várias de suas sessões repentinamente canceladas. Ainda não houve um posicionamento oficial nem dos exibidores locais nem do Centro Cinematográfico Marroquino sobre o assunto.

No Brasil, Êxodo: Deuses e Reis está em cartaz desde ontem, após atrair pouco mais de 150 mil espectadores nas pré-estreias realizadas na semana passada. Confira a crítica do AdoroCinema sobre o filme.

Fonte: www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-110991/

UM DE NÓS – JOAN OSBORNE

Oh, uma noites destas, por volta de meia noite
Esta terra inteira vai se recolher e chacoalhar
Os santos vão tremer e chorar de dor
Pois o senhor vai chegar em seu avião celestial

Se Deus tivesse um nome, qual seria?
E você o diria diante dele
Se estivesse cara a cara com ele em toda a sua glória?
O que você perguntaria, se pudesse fazer só uma pergunta?

Sim, sim, Deus é maravilhoso
Sim, sim, Deus é bom
Sim, sim, sim, sim

E se Deus fosse um de nós?
Apenas um desajeitado como um de nós
Apenas um estranho no ônibus
Tentando ir pra casa

Se Deus tivesse um rosto, com o que seria parecido?
E você ia querer ver
Se ver significasse que você teria que crer
Em coisas como o céu, Jesus e os santos
E todos os profetas?

Sim, sim, Deus é maravilhoso
Sim, sim, Deus é bom
Sim, sim, sim, sim

E se Deus fosse um de nós?
Apenas um desajeitado como um de nós
Apenas um estranho no ônibus
Tentando ir pra casa casa
Apenas tentando ir pra casa
De volta para o céu sozinho
Ninguém telefona pra ele
Exceto, talvez, o papa, em Roma

Sim, sim, Deus é maravilhoso
Sim, sim, Deus é bom
Sim, sim, sim, sim, sim

E se Deus fosse um de nós?
Apenas um desajeitado como um de nós
Apenas um estranho no ônibus
Tentando ir pra casa
Como um andarilho sagrado
De volta para o céu sozinho
Apenas tentando ir pra casa
Ninguém telefona pra ele
Exceto, talvez, o papa, em Roma

GIANNA JESSEN – SOBREVIVENTE DE ABORTO POR ENVENENAMENTO SALINO

Nesse dia 25 de novembro de 2014, Dia Internacional de Combate a Violência Contra a Mulher, deixo essa reflexão sobre o aborto de Gianna Jessen, sobrevivente de um aborto por envenenamento salino, veja seu recado para os homens, para as mulheres e decida qual deve ser a melhor atitude em respeito a vida, sua e daqueles que podem te amar um dia!

1ª parte

2ª parte

RELIGIÃO PRECISA DE POLÍTICA?

Todos os líderes religiosos deveriam pensar como esse aí em relação ao envolvimento deles com a política, Ariovaldo Ramos é o nome dele. Penso que ele está certo e vocês? Penso que as pessoas precisam de políticas públicas para viver sim, precisam se organizar sim, já as religiões não dependem disso mesmo, elas se organizam conforme sua fé e é somente por isso que respeito a opinião daqueles líderes religiosos que tem fé na política para se manterem vivos!

MEMÓRIAS DO CAMPO GRANDE – DOCUMENTÁRIO

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Por Orlando TeixeiraPresidente da Associação de Moradores do Jardim Florence

Em CAMPO GRANDE CONSCIENTE

“Memórias do Campo Grande” é um documentário muito importante para os jovens que não conhecem a história da nossa região formarem suas opiniões, fazerem uma interpretação da situação política atual e usarem como modelo para novas conquistas. Veja como a união das igrejas foi essencial na organização de manifestações em busca da conquista de grandes melhorias para a região Campo Grande, como a duplicação da Avenida John Boyd Dunlop, melhorias no transporte público, iluminação, asfalto, escolas, postos de saúde e muitas outras. O documentário conta a história de moradores e lideranças de igrejas da região, como a Soeli Alves, a irmã Dilce, que foi minha professora antes da Crisma, em meados de 80 e o Padre Benedito Ferraro, que era o responsável pela igreja do Jardim Florence e por outras comunidades da região por muitos anos depois que eu deixei a religião.

O projeto registra 30 anos de história baseada nas memórias dos personagens e em arquivos de reportagens jornalísticas no período de 1979 a 2009. Participaram do projeto desde professores a metalúrgicos. Foram mais de 25 entrevistados, que são Maria José Cunha, Dilce Martins, Paulo Brito, Osmair (Jardim Florence), Orlando Aparecido, Elpídio de Souza, Maria de Lourdes (Jardim Maracanã), Cecílio (Satélite 4),  Lourdes Wolf, Maria das Graças, Ana Jardim, José Marques (Jardim Novo Maracanã), João Antunes (Parque Itajaí),  Manoel Dionísio (Jardim Liliza), Aparecida Dias,  Cícero José (Jardim Rossim), Idair, Sebastião (Jardim Campina Grande), Maria de Lourdes, Arnaldo Valentim, Antonia (Jardim Santa Clara), Irani, Odila, Soeli, Neide Vital (Satélite 1), Vicente Paulo (Nova Esperança), Pes Benedito Ferraro, João Batista Cesário e Antonio Carlos Barreiro. Assista vídeos abaixo:

Memórias do Campo Grande – parte 1

Memórias do Campo Grande – parte 2

Memórias do Campo Grande – parte 3

A CURA PELA PALAVRA: PSICOTERAPIA

Nunca tanta gente consultou um psicólogo para falar de sua vida no divã. Mas será que vale a pena gastar tempo e dinheiro contando nossa intimidade a alguém que mal conhecemos?

por Texto Denize Guedes, em SUPERINTERESSANTE

Jean de Oliveira Leite batia na namorada. De repente, por causa de uma discussão ou por terem esquecido uma das sacolas de compras no supermercado, ele dava tapas e pancadas na mulher que amava. Dois anos de namoro e algumas situações de violência depois, ela deu queixa na delegacia e terminou com ele. Os dois estariam separados até hoje se Jean não tivesse procurado um analista e ingressado num grupo de reflexão de homens com o mesmo problema. Na terapia, entendeu por que, em um de seus sonhos que tinha a namorada como personagem, ela assumiu a forma de um arame que ele dobrava sem parar. “Eu não podia dobrá-la metendo a mão”, diz. Depois das sessões de psicoterapia, os dois voltaram. Estão juntos – e em paz – há 3 anos.

No ano passado, a bancária Tatiana Dória não queria mais viver. No fundo de uma depressão, não se interessava por nada nem ninguém. Raramente saía: passava os dias na cama, dormindo ou assistindo filmes. Foi quando decidiu bater à porta de um psiquiatra. Saiu de lá com uma receita de antidepressivos e um encaminhamento à psicoterapia. Durante 6 meses, passou por dois terapeutas de abordagens diferentes, até o convênio médico cortar o benefício. Insistiu por dois meses, pagando as sessões do próprio bolso, mas resolveu abandonar o tratamento por achá-lo inútil. “Procuro o autoconhecimento há muito tempo, mas realmente não sei se um terapeuta tem algo a me acrescentar”, diz Tatiana, que preferiu seguir com os remédios e se dedicar a práticas como meditação.

Assim como Jean e Tatiana, milhares de pessoas estão insatisfeitas com o que são ou como estão. Querem se livrar de fobias, manias obsessivas, conseguir dormir direito, ter forças para sair da cama pela manhã, deixar para trás dificuldades sexuais ou simplesmente achar a vida mais interessante. Cada vez mais gente resolve desbravar a torre de Babel que é o mundo das terapias, habitado por mais de 400 modelos. O número de psicólogos deu um salto de 48% desde 2000, de 123 mil para 182 mil. Sem contar o crescimento do número de psicanalistas, psiquiatras e outros profissionais, como os filósofos clínicos. A quantidade de pessoas que procuram terapia também deve aumentar, já que, em abril, o governo tornou obrigatório aos planos de saúde oferecer 12 sessões anuais de psicoterapia a todos os conveniados. Se antes ir a psicólogos era coisa de “problemáticos”, hoje falar da expe­riência parece ser um bom jeito de engatar conversas com amigos no bar.

A palavra vem do grego therapeúein, que carrega significados como assistir e cuidar. Desabafar no ombro do amigo e conversar com um médico atencioso pode até ser terapêutico – mas não é um método que afasta o sofrimento por meio de técnicas apoiadas em fundamentação teórica, as psicoterapias, todas, de um modo ou de outro, baseadas no tratamento pela fala. Entre quem freqüenta um psicoterapeuta e quem está pensando em procurar um, é comum haver dúvidas do tipo: vale a pena gastar tempo e dinheiro com isso? Não é besteira contar detalhes da intimidade a alguém que mal conhecemos e que não oferece nenhuma garantia de eficácia? Afinal, terapia funciona?

Sim e não. Dezenas de pesquisas neurológicas provam que sessões de psicoterapia modificam conexões neurais e padrões de comportamento, como aconteceu com Jean­. Apesar disso, é grande a possibilidade de você conhecer terapia e, como Tatiana, achar o método inútil – e até bizarro.

Por dentro da terapia

A primeira pessoa tratada pela terapia da palavra se chamava Bertha Pappenheim, mas ela ficou conhecida como Anna O. Foi assim que os médicos Josef Breuer e Sigmund Freud a chamaram na hora de narrar o caso clínico que germinou a psicanálise. Anna O. sofria de alucinações histéricas, sonambulismo e se recusava a beber água. Já levava 6 semanas ingerindo somente a água de frutas quando os sintomas começaram a desaparecer – sempre após falar em voz alta sobre o que a atormentava. “Depois de ter desabafado energicamente a raiva que ficara dentro dela, pediu para beber e bebeu sem inibição uma grande quantidade de água, acordando da hipnose com o copo nos lábios. Com isso, o distúrbio desapareceu para sempre”, escreveram os dois no livro Estudos sobre a Histeria, de 1895.

Anna O. fez Freud ter uma sacada genial: expressar em voz alta pensamentos opressores e resgatar lembranças traumáticas causam efeitos benéficos ao corpo. Isso parece óbvio hoje em dia, mas não naquela época. As pessoas então enxergavam o corpo e a alma (o pensamento e o sentimento) como elementos que se opunham ou pelo menos não se comunicavam. Tratavam-se doenças mentais com procedimentos físicos, como eletrochoques ou incisões no cérebro. Com a criação do tratamento pela fala, Freud revolucionou a psiquiatria, criando uma nova área de estudo – a psicanálise.

Primeiro, ele afirmou que todos temos problemas mentais de menor ou maior grau. Cada pessoa, para Freud, monta sua identidade em cima de conflitos do inconsciente – local dos traumas e desejos reprimidos na infância. Depois, para chegar a esses desejos e impulsos que operam abaixo do nível da consciência, ele criou todo um conjunto de técnicas. Colocou um divã para dentro do consultório (e do nosso imaginário), onde o paciente deveria sentar e falar fazendo associações livres, de modo que o psicanalista pudesse desvendar as reais motivações por trás daquela fala e dos sonhos que a pessoa narrava ter vivido. “Não apenas Freud inventou sozinho o campo da psicoterapia mas o fez de uma só vez”, afirma, no livro Os Desafios da Terapia, o psiquiatra Irvin D. Yalom, professor emérito de psiquiatria da Universidade Stanford (EUA) e autor de Quando Nietzsche Chorou.

Nesses mais de 100 anos, a psicanálise se multiplicou em diferentes teorias e abordagens, dando origem a uma área mais abrangente, a psicologia. Mas a criação de Freud permanece a fonte onde, de alguma forma, todas as correntes da psicoterapia ainda bebem. “Dá para considerar a psicanálise como o berço de todo o campo, pelo menos em relação à maioria das linhas de psicologia profunda”, diz Franklin Goldgrub, professor de psicologia da PUC-SP. De modo geral, o terapeuta com alguma influência de Freud tenta provocar no paciente um processo de autoconhecimento, ou seja, de descoberta da raiz das suas motivações e traços de personalidade. Um processo que envolve passos como estes:

Rever o passado. Entre psicólogos, é comum ouvir a frase “o passado muda todo dia”. A idéia é que podemos voltar aos fatos do passado que mais nos atormentam e reavaliá-los, dando a eles outro significado. Fazer uma “arqueologia da alma”, como dizia Freud, passa por descobrir como nossos pais e os desejos deles influenciaram a nossa vida. Uma passagem de Cartas a um Jovem Terapeuta, do psicanalista Contardo Calligaris, explica por que a infância assume papel tão importante na terapia: “Não é porque os eventos da infância sejam mais marcantes do que os de hoje, mas porque os eventos de hoje tomam relevância e sentido a partir de nosso passado e, portanto, de nossa infância”.

Tomar consciência. É quando o paciente descobre o que faz com a própria vida e tenta vislumbrar o motivo por trás de suas ações. Geralmente a tomada de consciência provoca descobertas revolucionárias sobre si próprio, do tipo: “Minha mulher morreu há 3 anos e desde então vivo fingindo que ela está viva” ou “Sou ranzinza e intolerante com as pessoas da mesma forma como ajo comigo mesmo”.

Responsabilizar-se. Depois que a pessoa se dá conta de seus traços de comportamento, vem a hora de tomar para si a responsabilidade pelos problemas e deixar de culpar os outros – os pais, o chefe, a sociedade ou o marido que decidiu ir embora. Como diz o psiquiatra Yalom no livro O Carrasco do Amor: “Se a pessoa não se sente responsável pelas próprias dificuldades, como, então, ela será capaz de modificar sua situação?” Não significa se culpar pelos infortúnios da vida. “Culpar-se é querer se castigar. Responsabilizar-se é querer mudar. O objetivo é fazer a pessoa perceber o que quer e como ela própria se sabota”, diz Goldgrub.

O problema é que esse roteiro inspirado nas idéias de Freud pode demorar anos para se desenvolver – e ninguém garante que produza os resultados que o paciente espera. Tem mais: muitas das teorias de Freud e outros grandes psicanalistas não nasceram do método científico tradicional – aquele em que um cientista delimita um universo de pesquisa, faz análises e a partir dela tira conclusões. Suspeita-se até que Freud tenha exagerado histórias de seus pacientes para comprovar sua teo­ria. “Do nascimento da psicanálise até hoje, várias idéias de Freud foram descartadas”, diz o neurocientista Renato Sabbatini, da Unicamp. “A neurociência, por exemplo, descobriu que os sonhos têm mais a ver com a memória do dia anterior do que com desejos reprimidos.”

À medida que as idéias de Freud foram sendo questionadas, novos tratamentos surgiram. Das mais de 400 técnicas diferentes que existem hoje, a maioria apareceu a partir da década de 1960, quando a revolução sexual fez as pessoas dar mais importância ao bem-estar do corpo e da mente. Enquanto a terapia baseada na psicanálise tradicional permaneceu um processo demorado, onde falar de cura e eficácia soa estranho, sua hegemonia foi dando lugar a modelos mais curtos e focados, as psicoterapias breves dinâmicas. Uma das correntes mais fortes é a terapia cognitivo-comportamental (TCC), recomendada sobretudo a quem sofre de fobias, como medo de dirigir, ou transtornos obsessivos, como o hábito de lavar as mãos várias vezes por hora. Bem diferente das terapias baseadas em Freud, a TCC quer saber pouco do passado ou dos desejos reprimidos do paciente. O tratamento costuma ser mais curto e se concentra no que a pessoa pensa sobre si mesma e como esse pensamento se reflete nas ações. “Para a terapia cognitiva, os sintomas depressivos vêm de pensamentos e crenças negativas sobre si e sobre o mundo”, diz o psiquiatra Aristides Volpato Cordioli, organizador de um catatau de quase 900 páginas chamado Psicoterapias – Abordagens A­tuais.­ Assim como a TCC, existem técnicas mentais que fazem você se acostumar a ter pensamentos tranqüilizantes, levando esse sentimento a situações de ansiedade.

Freud também vem perdendo terreno porque se restringiu aos conflitos interiores de um indivíduo, dando pouca importância a influências sociais nos sentimentos dele. “O sofrimento psíquico varia de acordo com o contexto sociocultural”, diz o psiquiatra e psicanalista Mário Eduardo Pereira, professor de psiquiatria da Unicamp. Se na época de Freud os casos de histeria proliferavam, provavelmente em resposta à repressão sexual do século 19, a sociedade atual pode nos deixar mais narcisistas, competidores e ansiosos por ter prazer. “Vive-se hoje em uma sociedade nada solidária e muito competitiva, onde as posições conquistadas são sempre incertas. Isso está fortemente relacionado aos casos, cada vez mais comuns, de pânico, insônia, ansiedade, estresse e depressão”, diz Mário Eduardo Pereira. Se a raiz desses problemas está no tipo de vida que levamos hoje em dia, eles não podem ser tratados apenas pelas técnicas de Freud.

Por dentro do cérebro

Tantas correntes diferentes de psicoterapia impõem uma questão: como saber qual é a mais eficaz ou pelo menos se alguma delas é eficaz? É aqui que entra uma outra área da ciência que está se interessando pelo que acontece no divã. Pesquisas com neuroimagem funcional, método que fotografa o fluxo sanguíneo no cérebro, estão provando que a terapia baseada na fala causa, sim, efeitos permanentes no nosso sistema de aprendizagem, na memória e no processamento de emoções.

O último estudo da área, feito na Universidade de Amsterdã no ano passado, analisou 20 pessoas com transtorno do estresse pós-traumático, distúrbio que geralmente atinge quem passa por traumas como seqüestro, acidentes graves e abuso sexual. Elas foram submetidas a uma sessão semanal de psicoterapia breve – inspirada em Freud, porém focada e mais curta – durante 4 meses. Enquanto isso, outras 15 pessoas com o mesmo diagnóstico ficaram num grupo sem tratamento. No final, o cérebro de quem fez terapia mudou. Houve mais atividade em regiões do córtex pré-frontal, área relacionada a cálculos, pensamentos práticos e ações que tomamos conscientemente. Na prática, o tratamento deu alívio a sintomas que têm tudo a ver com traumas, como hipervigilância (estado de alerta permanente) e recordações aflitivas, que se manifestam em pesadelos e pensamentos recorrentes.

Alguém pode logo dizer que não é privilégio da psicoterapia alterar redes neurais. E não é mesmo. Com maior ou menor intensidade, as experiências da nossa vida provocam mudanças na atividade cerebral – como na hora em que ouvimos a seleção de músicas da nossa banda favorita, recebemos a notícia triste da morte de alguém ou damos uma boa caminhada no parque. “O que é bastante recente é o reconhecimento da comunidade científica sobre a intensidade e a permanência das mudanças alcançadas pela psicoterapia. Não se imaginava que o funcionamento do cérebro pudesse ser alterado tão dramaticamente pelo tratamento, e com benefícios tão duradouros”, diz o psicólogo e neurocientista Marco Montarroyos Callegaro.

É como se o pensamento alterado pela terapia fosse a tabuada que a gente não esquece mais. “Os sistemas de memória e aprendizagem constituem a base de todas as psicoterapias. Como o cérebro é uma estrutura plástica, que se modifica de acordo com nossas experiências, o tratamento consegue atuar em determinados circuitos”, diz Jesus Landeira-Fernandez, diretor do Laboratório de Neuropsicologia Clínica e Experimental da PUC-RJ.

Meses antes da pesquisa holandesa, uma outra, realizada pela USP, mostrou resultados parecidos. O estudo envolveu 16 pacientes também com transtorno do estresse pós-traumático. Eram pessoas que tinham vivido eventos como a morte de parentes, seqüestro e assalto. Em dois meses, elas passaram por sessões semanais de uma psicoterapia chamada exposição e reestruturação cognitiva, que consiste em revisitar o evento para então dar a ele um significado menos traumático. Outros 11 pacientes com o mesmo distúrbio ficaram numa lista de espera. Resultado: aqueles que foram às sessões tiveram mais atividade no córtex pré-frontal e menos na amígdala. Como esta parte do cérebro regula nossa sensação de medo, a relação é direta: a terapia reduziu o medo e a ansiedade dos pacientes. Já quem ficou no grupo de controle não teve mudanças relevantes. “Novos arranjos das sinapses ocorrem durante o aprendizado promovido pela psicoterapia”, diz o psicólogo Julio Perez, o autor do estudo. “O tratamento modifica as redes associativas que antes estavam relacionadas à situação que causava dor e dificuldade.”

Quer mais? Há ainda estudos provando a eficácia da terapia para problemas específicos, como as fobias. Na Alemanha, em 2006, 28 voluntárias perderam o medo de aranha em sessões semanais, de 5 horas, de TCC. Elas tiveram menor atividade da ínsula e do giro do cíngulo anterior direito, áreas ligadas àquelas reações que nós não controlamos, como ficar assustado e com o coração batendo rápido logo depois de ver uma aranha. No Japão, também em 2006, 12 pacientes com síndrome do pânico se livraram do mal em 10 sessões de terapia comportamental ao longo de 6 meses. O cérebro deles também deu uma recauchutada nas áreas ligadas ao medo, à memória e ao pensamento consciente. “Há indícios de que as psicoterapias promovem o fortalecimento das funções executivas, ligadas ao córtex pré-frontal”, diz Landeira-Fernandez. Em outras palavras, a terapia fez as pessoas pensar melhor.

As pesquisas de neuroimagem indicam que quem completa o tratamento sai, em geral, 80% melhor do que os pacientes fora do consultório. É um resultado tão positivo que já está provocando mudanças na saúde pública de alguns países. Na Inglaterra, o governo anunciou um investimento de 170 milhões de libras para treinar 3 600 profissionais em terapia cognitivo-comportamental. “O valor inicial do tratamento com antidepressivos é inferior ao da psicoterapia. No entanto, no médio e no longo prazo, a melhor relação é a do tratamento psicoterápico, que tende a apresentar menor reincidência da depressão e efeitos mais duradouros”, diz Callegaro. O resultado também fez até os mais céticos admitir as vantagens da terapia. “Uma coisa é a teoria ultrapassada de Freud, outra são os efeitos comprovados da prática”, diz o neurocientista Sabbatini.

Por fora da terapia

Mas tem um probleminha. A neuroimagem também levanta questões que incomodam a psicologia. Em grande parte das pesquisas, há um paradoxo aterrador: não importa se o paciente passou por uma tratamento inspirado em Freud ou uma prática mais nova. No fim, o efeito de todas é muito parecido. Ou seja: em eficácia, abordagens distintas não fazem diferença nenhuma entre si. Inconformados com isso, pesquisadores da Universidade de Leeds, na Inglaterra, tentaram recentemente pôr fim ao mistério. Durante 3 anos, eles estudaram 5 500 pacientes que passaram por 3 tipos de terapia: cognitivo-comportamental, psicodinâmica e centrada na pessoa. Conclusão publicada em 2007: equivalência de novo.

O fato de terapias diferentes funcionarem igualmente cria uma hipótese: talvez a psicoterapia não funcione pelo motivo que os terapeutas apontam, mas por razões não tão confortáveis à psicologia. Dylan Evans, pesquisador da Universidade de Cork, na Irlanda, especializado em psicologia evolutiva, defende uma dessas razões incômodas: “Se as diferentes técnicas não têm qualquer impacto na recuperação, então é plausível que os benefícios se devam à única coisa que todas as abordagens têm em comum. A crença do paciente de que está recebendo ajuda médica de boa-fé”. Ou seja: efeito placebo – o mesmo que faz as pessoas se sentir melhor depois de tomarem um remédio de farinha ou passarem por um benzimento.

Evans conta em seu livro Placebo (sem tradução para o português) que essa possibilidade teria assombrado Freud até a morte. O Pai da Psicanálise acreditava na supremacia do seu método e, tão logo diferentes linhas se formaram dentro da escola psicanalítica, passou a atribuir os efeitos provocados por essas dissidências à pura sugestão. “Logo se tornou claro que seus próprios pacientes não diferiam em recaídas daqueles tratados por heréticos como Jung e Adler”, afirma Evans.

Assim se desenrola um novelo de pontos fracos dos tratamentos psicológicos. Apesar de as pesquisas neurológicas provarem os efeitos da terapia, não há provas de que isso acontece pelos motivos que os terapeutas apontam. “Na área da saúde mental, é difícil até saber qual é o distúrbio que a pessoa apresenta”, diz Sabbatini. Distúrbios mentais não são como dores de cabeça – não há certeza do que o paciente tem e nem se o tratamento vai ser eficaz como um analgésico. A falta de fundamentação faz das terapias um serviço estranho: elas oferecem um tratamento sem saber se ele vai dar certo. Por causa disso, “a psiquiatria é uma das últimas áreas da medicina que ainda não conseguiu o status de ciência”, diz Sabbatini.

É o que os especialistas chamam de fase empírica não científica: quando se descobriu, pela prática, que uma erva ou uma atitude ajudam a prevenir ou curar uma doença, mas sem ninguém saber exatamente por quê. Por exemplo: no século 18, o médico italiano Giovanni Lancisi acreditava que a malária era contraída ao se respirar o ar fétido de pântanos – daí o nome da doença, que vem de “maus ares”. De fato, deixar de circular em pântanos evita malária, mas não por causa dos maus ares, e sim porque o lugar é cheio de mosquitos – estes, sim, a verdadeira origem da doença. As psicoterapias podem estar nesse nível. Baseiam-se numa crença forte e têm alguma eficiência, mas ninguém sabe exatamente como a melhora acontece. E mais: pode haver uma causa e um tratamento mais acertados, porém não descobertos.

Um exemplo é a genética. Por muito tempo, acreditou-se que a esquizofrenia era um mal psicológico que deveria ser tratado no divã. Quando vieram à tona suas raízes genéticas e químicas, a psicoterapia para tratar esquizofrenia virou coisa do passado. Do mesmo modo, cada vez mais pesquisas ligam os genes à predisposição ao comportamento depressivo. E uma pesquisa de biólogos evolutivos dos EUA acaba de mostrar que a hiperatividade tem laços genéticos. Psicólogos costumam explicar esse distúrbio como uma estratégia de filhos para chamar a atenção dos pais. Já os biólogos americanos descobriram que há uma razão evolutiva para a hiperatividade existir. Quando o ser humano vivia em grupos nômades, não conseguir parar quieto era uma vantagem competitiva para caçadores e pastores. Hoje, porém, a vida sedentária fez desse traço um problema. Pesquisas como essa mostram que, no futuro, os cientistas podem descobrir que tratar depressão ou hiperatividade no divã é tão equivocado quanto achar que os ares do lodaçal causam malária.

Trapalhadas no divã

Para os psicoterapeutas, porém, a história é outra. Se linhas diferentes de tratamento funcionam da mesma forma, não significa que o efeito da terapia seja placebo ou coisa parecida. E sim que a eficácia não depende do tipo de tratamento, mas da vontade do paciente em amadurecer, da habilidade do terapeuta e sobretudo da relação que os dois desenvolvem.

Pouca gente gostaria, por exemplo, de se tratar com quem se compromete mais com a doutrina em que se formou do que com o paciente. E passa as sessões tentando encaixar o pobre coitado na teoria. Críticos da psicanálise chamam essa prática de “cara eu ganho, coroa você perde”. É o caso do analista convicto de que o rapaz sofre do clássico complexo de Édipo, quer matar o pai para ficar com a mãe. Se ele concorda com a interpretação, perfeito. Se não, é porque está reprimindo impulsos sexuais. “Um dos desafios é não tornar o nosso fazer um leito de Procusto”, diz Julieta Quayle, um dos presidentes da Associação Brasileira de Psicoterapia. No mito grego, os hóspedes de Procusto não saíam vivos de sua casa, pois ele cortava ou esticava seus pés para que coubessem no tamanho exato da cama que oferecia.

Também há o problema da má formação. A cada ano, o Brasil ganha 17 mil novos psicólogos. Muitos saem de faculdades pouco prestigiadas, não fazem um curso de especialização num método ou num distúrbio e mesmo assim abrem seus ouvidos para tratar das razões individuais do ser humano – talvez o objeto de estudo mais complexo que existe. Além disso, terapeutas também têm seus problemas emocionais, que podem resvalar para o paciente. Nem todos mantêm uma necessidade básica: sua própria terapia. “Como é possível uma pessoa guiar os outros num exame das estruturas profundas da existência sem examinar a si mesmo?”, questiona Yalom. Entre os resultados da falta de análise do terapeuta, está o de seduzir ou deixar-se seduzir pelo paciente. Não raro terapeutas mal analisados têm relacionamentos amorosos com clientes.

“Se fôssemos submeter terapeutas a um controle estatístico, poucos sobreviveriam”, diz o neurocientista Sabbatini. Mas, como grande parte do sucesso do tratamento depende de quem está se tratando, é muito difícil avaliar um terapeuta. Para o profissional, fica fácil culpar o paciente pela ineficácia das sessões. Diante disso, faz sentido a metáfora que o psicólogo clínico americano Scott Miller usa para falar do paciente: cliente herói. “Quer o terapeuta funcione ou não, depende do cliente, e de suas habilidades heróicas, levantar-se contra as coisas horríveis que lhe aconteceram”, afirma ele.

A terapia no futuro

A falta de certeza do tratamento pelo menos tem uma vantagem: exigir terapeutas cada vez mais focados em resultados, que usem técnicas mais científicas para descobrir o problema do paciente. “No futuro, talvez possamos diagnosticar os transtornos através de exames de neuroimagem”, diz Landeira-Fernandez.

Na hora do tratamento, uma das tendências é que cada vez mais os profissionais se especializem no distúrbio e não numa doutrina intelectual. Um exemplo é o trabalho do psicólogo clínico Albert Rizzo, da Universidade do Sul da Califórnia. Bancado pelo Exército americano, ele adequou a terapia cognitivo-comportamental a um game de guerra e vem tratando soldados que sofreram traumas no Iraque. “Jovens acostumados à realidade virtual, eles se sentem incentivados a voltar aos eventos da guerra pelo computador”, diz Rizzo.

Mas também existe a tendência oposta: que algumas correntes fiquem ainda mais distantes da ciência e próximas da filosofia, criando sessões onde a cura seja um fator secundário. “Vivemos questões existenciais que acompanham o ser humano há séculos”, diz o filósofo Lúcio Packter, pioneiro da filosofia clínica no Brasil. Não à toa, o psiquiatra Irvin Yalom dedicou o livro A Cura de Schopenhauer aos filósofos clínicos – que ele chamou de terapeutas do futuro: “Nós [os psicólogos] fazemos parte de uma tradição que remonta não só aos nossos ancestrais imediatos da psicoterapia, começando com Freud e Jung, e todos os ancestrais deles – Nietzsche, Schopenhauer, Kierkegaard – mas também Jesus, Buda, Platão, Sócrates, Galeno, Hipócrates e todos os outros grandes líderes religiosos, filósofos e médicos que se ocuparam de cuidar do desespero humano”. Uma venerável agremiação.

 

Terapia no cockpit da F-1

O mundo das terapias anda tão especializado que a SUPER ouviu até Jarno Trulli, piloto de Fórmula 1 da Toyota, e seu médico,Riccardo Ceccarelli. Calma, Trulli não sofre de nenhum distúrbio mental nem está passando por uma crise existencial. Ele só quer correr melhor – e usa psicoterapia para isso. No divã, pratica exercícios para ter um cérebro mais ágil na corrida.

Como assim terapia na F-1?

Trulli: Pratico algumas técnicas para trabalhar o cérebro. É que uma coisa é se concentrar o máximo possível em uma tarefa e outra é se concentrar em realizar diversas atividades ao mesmo tempo, o que um piloto de Fórmula 1 deve fazer. Trabalhamos para cultivar uma mente o mais elástica possível, preparada para lidar com todas as ações e informações da corrida, mesmo quando fisicamente você já está cansado. Como não há um treinamento específico que sirva para o nosso trabalho, nos valemos de diversas disciplinas.

Como funciona?

Ceccarelli: São duas sessões diárias, pela manhã e à tarde. Peço a Trulli que imagine que está correndo uma volta de um circuito, movendo seus braços, brecando e acelerando no ponto correto. Isso mostra a precisão do que ele está visualisando. Normalmente, completa a volta entre dois ou três segundos a mais ou a menos do tempo de uma volta real. Em uma outra técnica, peço que ele olhe para diversos objetos e tente se concentrar em todos ao mesmo tempo, vendo detalhes e movimentos. Isso treina o cérebro a lidar com várias tarefas. 

Terapia para a guerra

Ela foi chamada de “coração de soldado” na Guerra de Secessão, de “choque da bomba” na 2ª Guerra e de “fadiga do combate” na Guerra do Vietnã – quando foi batizada de transtorno do estresse pós-traumático. Com a Guerra do Iraque, o distúrbio reapareceu. Para tratar os soldados que voltam traumatizados do Iraque, os americanos usam até videogames. Bancado pelo Exército, o psicólogo clínico Albert Rizzo, da Universidade do Sul da Califórnia, adequou a terapia cognitivo-comportamental a um game de guerra, tratando os soldados com realidade virtual.

Como o tipo de tratamento começou?

No início, todos imaginavam que a Guerra do Iraque seria rápida – e que por isso não haveria soldados com transtorno do estresse pós-traumático. Em 2004, porém, uma revista médica publicou um artigo com números assustadores de gente traumatizada voltando do Iraque e do Afeganistão. Os militares reconheceram o problema e vieram até nós. Tínhamos adaptado o game Full Spectrum Warrior, que se parece muito com o ambiente de guerra do Iraque, para incluir nele elementos úteis à terapia.

Como a realidade virtual contribui para o tratamento?

Trata-se de uma simulação em 3D em que o paciente, com um headset, pode dirigir um tanque humvee ou andar por uma vila. É quando o terapeuta faz coisas acontecer. No começo, muda o número de pessoas na rua. Depois, conforme o paciente fica mais confortável e sua resposta ao medo diminui, adiciona coisas como o barulho de uma arma a distância ou de uma bomba. Um helicóptero que sobrevoa um veículo que explodiu. Tudo bem gradual. Montamos um simulador do ambiente de guerra que inclui até o cheiro de combustível, pólvora, lixo, borracha queimada, todo tipo de cheiro da guerra. Quando uma bomba explode, eles sentem o chão tremer.

Qual o papel da fala no tratamento?

É o elemento principal. A tecnologia não cura ninguém. O paciente não fica simplesmente sentado olhando o que acontece no mundo virtual. Eles são encorajados a falar da experiência, a chorar e a contar os detalhes. O mundo da realidade virtual os ajuda a ter condições de voltar para aquele evento e a processar a memória emocional. Nós ouvimos a sua história repetidas vezes, a gravamos e a entregamos em uma fita no final da sessão. Todo o processo é desenhado para ampliar a habilidade do terapeuta em aplicar a terapia de exposição, não para substituí-lo.

Que tipos de sintomas os soldados estão eliminando?

Os principais são o que chamamos de re-experiências. Elas aparecem em pesadelos e flashbacks, que talvez sejam os piores sintomas. Basicamente, o transtorno consiste em ter atitudes extremas quando não é necessário. Por exemplo: o sujeito está sentado do lado de fora de um café e o escapamento do carro dá um estrondo. De repente, ele volta ao Iraque. Eles também evitam acontecimentos associados ao trauma. Voltam para casa e não querem ir a canto nenhum, porque acham que uma bomba vai explodir. Ou, se estão dirigindo e vêem uma pilha de lixo ao lado da estrada, relembram a guerra e, eventualmente, não dirigem mais. De 15 veteranos que completaram o programa desde 2005, 12 mostraram melhoras impressionantes. Não pretendemos eliminar a memória de ninguém, mas ajudá-los a não ser assombrados pelos sintomas do TEPT, que fazem a guerra continuar dentro de cada um. 

10 grandes linhas do autoconhecimento

Desde que Freud inventou a terapia pela palavra, seu método foi questionado, derrubado, reerguido e reformado. Hoje, sua influência está dispersa em centenas de correntes – algumas mais, outras menos freudianas. Veja abaixo como 10 grandes linhas da psicoterapia funcionam.

Alta influência de Freud

Psicanálise

O analista acredita que os problemas vêm de impulsos reprimidos na infância do paciente, que passa a maior parte da sessão falando por meio de associações livres. O terapeuta geralmente fala pouco, sem emitir juízo, tentando analisar a fala e os sonhos. Modelo mais antigo, foi ampliado e modernizado com os estudos de Jacques Lacan (1901-1981).

Psicanálise junguiana

Também chamada de psicoterapia analítica, foi criada por Carl Jung, discípulo de Freud, que introduziu na psicanálise o conceito de inconsciente coletivo – as imagens e as experiências comuns a todos os seres humanos. Por isso, o método junguiano leva em conta, além das questões individuais do paciente, as influências externas e coletivas que podem atormentá-lo.

Psicodinâmica

Chamada de psicanálise light, baseia-se em noções tradicionais da psicanálise, só que é mais breve, com o terapeuta tentando ativamente engajar o paciente em um diálogo que o faça reconhecer e resolver conflitos antigos. É também mais focada para atingir objetivos concretos preestabelecidos entre paciente e terapeuta.

Média influência de Freud

Gestalt

Usando o teatro e outras expressões artísticas, explora técnicas dramáticas para construir pensamentos e atitudes criativas. Com blocos de espuma, bonecos ou almofadas, o paciente é encorajado a adotar novos papéis e expressar sentimentos, com o objetivo de compreendê-los melhor.

Terapia de grupo

Abriga teorias e práticas de outras correntes, com a diferença de ser praticada em grupo. O convívio com os outros pacientes funciona como um microcosmo social – um ambiente seguro para um novo comportamento. É indicada para quem sofre de problemas comuns do seu ambiente e tem dificuldade de se relacionar com os outros.

Interpessoal

Recomendada a quem passa por depressão leve ligada a conflitos pessoais, luto ou mudança repentina de papéis (um casamento ou um novo cargo profissional). O tempo da terapia é predeterminado, e as sessões se concentram no tempo presente, sem ligar experiências atuais ao passado.

Centrada na pessoa

Foca na relação entre paciente e o profissional. Sem interpretar pensamentos e comportamentos, o terapeuta cria um clima de empatia que permite ao paciente explorar questões que o perturbam e desenvolver a auto-estima. Por isso, é indicada a quem se sente oprimido pelo mundo e tem baixa aceitação de si próprio.

Baixa influência de Freud

Terapia comportamental

Linha bem distante de Freud, é indicada para quem sofre reações indesejáveis do corpo diante de manias e fobias (como medo de aranha ou de avião). Utiliza técnicas básicas de aprendizagem, como exposição e condicionamento, na tentativa de trocar o comportamento usual por reações mais agradáveis. Para os críticos, esse tipo de terapia tenta fazer um adestramento do paciente.

Terapia cognitiva

Baseada na idéia de que “os homens se perturbam não pelas coisas, mas pela visão que têm delas”, como disse o pensador romano Epíteto (60-117). A terapia cognitiva tenta reconhece e alterar padrões de pensamento que incomodam o paciente, para ensiná-lo a vigiar idéias automáticas e corrigi-las. Indicada a quem sofre de depressão e precisa mudar o que pensa sobre si próprio.

Terapia cognitivo-comportamental

Utiliza técnicas das duas correntes ao lado para tentar fazer o paciente identificar pensamentos e crenças distorcidas que tem de si próprio. A idéia é fazer a pessoa perceber seus pensamentos e procurar corrigi-los, gerando novos padrões de raciocínio. Indicada para quem sofre de depressão, ansiedade e perturbações relacionadas a traumas. 

Para saber mais

Os Desafios da Terapia

Irvin Yalom, Ediouro, 2007.

Placebo

Dylan Evans, Oxford, EUA, 2004 .

Psicoterapias – Abordagens Atuais

Aristides Volpato Cordioli, Artmed, 2008.

Estudos sobre a Histeria

Sigmund Freud, Imago, 2006.

APENAS 37 DOS 270 CANDIDATOS FAVORÁVEIS AOS DIREITOS LGBT CONSEGUIRAM SE ELEGER NESTAS ELEIÇÕES

Por Ricardo Senra, Em NOTÍCIAS UOL

Candidatos LGBT têm baixa votação; ‘vivemos estigma’, diz Jean Wyllys

O deputado federal reeleito Jean Wyllys (PSOL-RJ) é o único dos eleitos em 2014 cuja principal bandeira e eixo de campanha são as pautas LGBT

  • O deputado federal reeleito Jean Wyllys (PSOL-RJ) é o único dos eleitos em 2014 cuja principal bandeira e eixo de campanha são as pautas LGBT

Apenas 37 dos 270 candidatos que se declararam favoráveis aos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros conseguiram se eleger nestas eleições. O levantamento foi feito pela “BBC Brasil” a partir do cruzamento das candidaturas indicadas pelo movimento #voteLGBT –que mapeou políticos cuja campanha ou atuação parlamentar destacaram questões importantes para esta população– com informações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre os eleitos no último domingo (5).

Na lista #voteLGBT estão candidatos a senador, deputado federal e deputado estadual filiados a 17 partidos –num espectro que vai do PSDB ao PSTU– em todos os Estados brasileiros.

Proporcionalmente, o Piauí foi o Estado que mais elegeu estes candidatos: metade dos seis mapeados. O Rio de Janeiro vem em seguida, com 30,4% dos 23 candidatos que apoiam a causa LGBT eleitos. O Rio Grande do Norte ficou em terceiro lugar, com 28% (veja quadro).

Entre suas pautas estão a criminalização da homofobia, o direito ao casamento igualitário entre casais do mesmo sexo e o uso em documentos do nome social – e não do nome registrado em certidão de nascimento – por travestis e transexuais.

Mais da metade dos 26 Estados brasileiros, mais o Distrito Federal, não elegeu nenhum dos políticos ligados ao eleitorado homo ou transexual.

“Estigma”

“Se houver um candidato hetero com as mesmas qualidades de um LGBT, as pessoas ainda optam pelo heterossexual. É um movimento até inconsciente”, disse à reportagem o deputado federal reeleito Jean Wyllys, do PSOL-RJ.
“Nós, homossexuais, crescemos muito em aceitação e visibilidade, mas ainda vivemos um estigma”, afirma. “Existe uma forte homofobia internalizada, que nos afeta diretamente, mesmo que o resto das pessoas nem perceba.”

Dos 37 eleitos, Wyllys é o único cuja principal bandeira e eixo de campanha são as pautas LGBT . Eleito com 144.770 votos, o ex-BBB se tornou o sétimo deputado federal mais votado do Rio de Janeiro em 2014.

“Se você considerar que pastor Everaldo (PSC) e Levy Fidelix (PRTB) tiveram menos da metade dos votos da Luciana (Genro – PSOL), podemos concluir que o campo progressista ainda é maior, mesmo que o conservadorismo venha ganhando expressão”, disse Wyllys.

Apesar de dizer que “é cedo para chegar a qualquer conclusão sobre estas eleições”, Wyllys sugere que os baixos índices de votação em candidatos LGBT podem ser relacionados a outras demandas desta população.

“Talvez a própria comunidade LGBT quisesse representantes que sejam mais plurais”, completou o deputado. “Na minha atuação como parlamentar, que foi 100% pró-LGBT e direitos humanos, sempre vimos o indivíduo como alguém plural: o gay negro, o gay pobre… Essas questões – gênero, identidade religiosa, raça – são indissociáveis.”

Pautas

Em todo o país, 14 Estados – Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins – não elegeram candidatos que apoiam as causas LGBT.

São Paulo, principal colégio eleitoral do país, registrou recorde de candidatos declaradamente favoráveis aos direitos dos homo e transexuais – 59 no total. Destes, quatro foram eleitos deputados federais – Paulo Teixeira (PT), Floriano Pesaro (PSDB), Ivan Valente (PSOL) e Orlando Silva (PCdoB) – e dois assumirão o cargo de deputados estaduais – Leci Brandão (PCdoB) e Carlos Giannazi (PSOL).

Entre os 53 não eleitos está o ativista LGBT Todd Tomorrow (PSOL), que obteve 19.313 votos. Ele ficou em terceiro lugar entre os deputados estaduais mais votados de sua legenda – que só conseguiu eleger os dois primeiros.

Para Tomorrow, o desempenho dos candidatos LGBT ao legislativo teria sido melhor se os partidos tivessem aproveitado as discussões sobre o tema entre os presidenciáveis. “Acho que foi um erro de avaliação dos partidos. A pauta LGBT não costuma ser central, mas durante o debate eleitoral ganhou o centro. Naquele momento os partidos deveriam ter destacado suas candidaturas LGBT, mas preferiram não se expor para não perderem o voto conservador”, afirma.

Leia mais em: http://zip.net/bdpNmp

O QUE É FUNDAMENTALISMO?

FUNDAMENTALISMO

Ao Pé da Letra

É o termo usado para se referir à crença na interpretação literal dos livros sagrados. Fundamentalistas são encontrados entre religiosos diversos e pregam que os dogmas de seus livros sagrados sejam seguidos à risca.

O termo surgiu no começo do século 20 nos EUA, quando protestantes determinaram que a fé cristã exigia acreditar em tudo que está escrito na Bíblia. Mas o fundamentalismo só começou a preocupar o mundo em 1979, quando a Revolução Islâmica transformou o Irã num Estado teocrático e obrigou o país a um retrocesso aos olhos do Ocidente: mulheres foram obrigadas a cobrir o rosto e festas, proibidas. “Para quem aprecia as conquistas da modernidade, não é fácil entender a angústia que elas causam nos fundamentalistas religiosos”, escreveu Karen Armstrong no livro Em Nome de Deus: o Fundamentalismo no Judaísmo, no Cristianismo e no Islamismo.

Os ataques de 11 de setembro, organizados pelo grupo Al Qaeda, reacenderam a preocupação contra fundamentalistas e criaram 2 mitos freqüentes: o de que todo fundamentalista é muçulmano e terrorista. “Poucos grupos apelam para a violência”, diz o antropólogo Richard Antoun, autor de Understanding Fundamentalism: Christian, Islamic and Jewish Movements (“Entendendo o Fundamentalismo: Movimentos Cristãos, Islâmicos e Judaicos”, inédito no Brasil). Conheça, ao lado, alguns grupos fundamentalistas espalhados pelo mundo.

 

Grupos judaicos

Kach Kahane Chai

Objetivo: Restabelecer os territórios judaicos como determina a Torá e expulsar os palestinos da região.

Modo de agir: Atentados terroristas em Israel. Em 1994, Baruch Goldstein, seguidor do Kach, matou 29 palestinos que rezavam na Caverna dos Patriarcas, em Hebron.

Neturei Karta

Objetivo: Oposição ao sionismo. O grupo acredita que Israel é obra de Satã e que judeus não devem se envolver em política ou luta armada, só em assuntos espirituais.

Modo de agir: Boicote. Em 1948, quando o Estado de Israel foi criado, o grupo proibiu todos os seus membros de participarem de eleições, recusou subsídios governamentais para suas escolas e jurou que não entraria em nenhuma instituição governamental. No ano passado, quando o líder da Autoridade Palestina Iasser Arafat morreu, membros do Naturei Karta visitaram o túmulo dele. Muitos membros do grupo apóiam a criação de um Estado palestino.

Satmar

Objetivo: Oposição ao sionismo. É um dos maiores grupos ultra-ortodoxos existentes hoje. Surgido na Romênia, vê o Estado de Israel como profanação. Acredita que o povo eleito deve sofrer a punição do exílio e não tomar iniciativas para se salvar, confiando na vontade de Deus.

Modo de agir: Encoraja os seguidores a criarem comunidades fora de Israel. O líder do grupo, rabino Joel Teitelbaum, culpa os sionistas pelo Holocausto, pois “atraíram a maioria dos judeus para uma hedionda heresia, como nunca se viu desde a criação do mundo”. 

Grupos islâmicos

Partido Frente Islâmica de Salvação

Objetivo: Fundar uma república islâmica regida pelas leis do Alcorão na Argélia.

Modo de agir: Política. Em 1991, o partido iria ganhar as eleições, mas o governo interrompeu o processo eleitoral. A medida gerou revolta entre os muçulmanos e uma guerra civil durante toda a década de 1990. Deste conflito, surgiram os grupos fundamentalistas Exército Islâmico da Salvação e Grupo Armado Islâmico.

Al-Gama·a al-Islamiyya

Objetivo: Pela guerra santa, fazer do Egito um Estado islâmico.

Modo de agir: Ataques terroristas, em especial contra turistas. “O turismo é uma praga. As mulheres vêm vestidas em roupas provocativas para despertar o desejo dos fiéis”, disse o líder Omar Abdel Rahman a um jornal israelense em 1993. Em 1997, o grupo matou 58 pessoas que visitavam o templo de Hatshepsut, um dos principais pontos turísticos do país. Também já cometeu um ataque contra o presidente egípcio Hosni Mubarak, em 1995.

Abu Sayyaf

Objetivo: O grupo, ligado à Al Qaeda, quer criar um Estado islâmico nas Filipinas.

Modo de agir: Ataques terroristas. É acusado de ter matado 100 pessoas no ataque a um barco, em fevereiro de 2004. No dia 14 de fevereiro deste ano, dia dos namorados nas Filipinas, 3 atentados à bomba mataram 11 pessoas. Os ataques seriam um presentinho para a presidente Gloria Arroyo. 

Grupos cristãos

Pró-vida de Anápolis

Objetivo: Combater o aborto em qualquer caso, o homossexualismo e o uso de preservativos.

Modo de agir: Campanhas e lobbies junto a vereadores e deputados. O grupo luta contra ações judiciais que permitem certos tipos de aborto e é reconhecido como entidade de utilidade pública por uma lei municipal de Anápolis.

Christian Voice (Voz Cristã)

Objetivo: Analisar os acontecimentos atuais sobre a ótica da Bíblia, unir Igreja e Estado na Inglaterra. “Abençoada é a nação em que Deus é o senhor”, informa o site do grupo.

Modo de agir: Manifestações de oposição à União Européia e ao divórcio, ataques a clínicas de aborto e promoção da cura de homossexuais. No começo do ano, o grupo fez uma manifestação contra a tevê britânica BBC por ter apresentado o musical Jerry Springer – The Opera em que Jesus, Maria e Deus são convidados de um programa de entrevistas no inferno e Jesus diz que é gay. Telefones de funcionários da BBC foram divulgados no site do grupo para quem quisesse reclamar pessoalmente.

Universidade Bob Jones

Objetivo: Formar profissionais preparados para seguir Cristo, independentemente da carreira.

Modo de agir: Os estudantes são obrigados a participar de um curso bíblico por semestre. Proíbe namoros entre estudantes de raças diferentes e expulsa alunos homossexuais.

Por Adriana Küchler,  em Superinteressante

MENTE E CORAÇÃO – GUILHERME KERR NETO

Mente e Coração – Guilherme Kerr Neto

Ah! Como é bom poder
aos pés da cruz depositar
este meu fardo, pesado e árduo de carregar.

E não ter que andar ansioso de nada, senão,
a Deus tudo levar, em grata e súplice oração.
E a paz de Deus, então, mente e coração guardará
em Cristo Jesus.

Ah! Como é bom poder
aos pés da cruz depositar
este meu fardo, pesado e árduo de carregar.

E não ter que andar ansioso de nada, senão,
sobre Ele lançar, cada problema, cada aflição.
E a paz de Deus, então, mente e coração guardará
em Cristo Jesus.

Ah! Como é bom poder, como é bom saber!

VOCÊ É QUAL TIPO DE PESSOA?

Existem dois tipos de pessoas que não vão para a frente:
Aquelas que não fazem o que lhes é pedido. Aquelas que só fazem o que lhes é pedido.
Napoleon Hill

10 LIÇÕES DE ALBERT EINSTEIN

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Albert Einstein é uma das maiores personalidades do século 20. Em 2009 foi eleito o físico mais memorável de todos os tempos. Confira lições que você pode aprender com ele

Mesmo com toda a genialidade e sucesso, Einstein sempre se manteve humilde e aberto para novas descobertas e revisões

Albert Einstein é uma das maiores personalidades do século XX. Em 2009 foi eleito o físico mais memorável de todos os tempos. Ele é responsável, entre outros estudos, pela famosa teoria da relatividade. Além de cientista brilhante, Einstein também teve outras áreas de interesse como a filosofia e ética, por exemplo. Com ele é possível aprender muito mais do que física. Confira a seguir as lições que os estudantes por aprender com Albert Einstein:

10 lições de Albert Einstein: 1 – A imaginação é mais importante que o conhecimento.

Sem a capacidade de sonhar e imaginar Einstein jamais teria conseguido formular suas brilhantes teorias.

10 lições de Albert Einstein: 2 – Não se preocupe com as dificuldades em matemática. Eu posso garantir que as minhas são muito maiores.

Diferente do que muitos pensam, Einstein nunca reprovou em matemática. Mesmo assim, ele alegou diversas vezes possuir certa dificuldade com a matéria.

10 lições de Albert Einstein: 3 – A única coisa realmente valiosa é a intuição.

Einstein entendia o valor do instinto e intuição na resolução de problemas. Enquanto o conhecimento e informação são essenciais, confiar em suas intuições e reações também é um importante diferencial.

10 lições de Albert Einstein: 4 – Qualquer pessoa que nunca tenha cometido um erro nunca tentou algo novo.

Errar é uma parte essencial das experiências vivenciadas pelos seres humanos. As falhas permitem que nós revisemos outras perspectivas e abordagens, além de aprender a respeitar a importância do tempo e reflexão.

10 lições de Albert Einstein: 5 – A única coisa que interfere em meu aprendizado é minha educação.

O aprendizado não se limita as paredes de uma instituição de ensino, pelo contrário, é um processo vivenciado ao longo da vida. Padrões e imposições de ideologias muitas vezes são as maiores barreiras que as pessoas podem encontrar para aprender.

10 lições de Albert Einstein: 6 – Eu não sei com que armas a III Guerra Mundial será travada, mas a IV Guerra Mundial será lutada com paus e pedras.

As teorias de física de Einstein contribuíram para o desenvolvimento das armas atômicas, mesmo assim, ele deplorava seu uso e pressionou diversos presidentes norte-americanos para limitar sua proliferação.

10 lições de Albert Einstein: 7 – Não podemos resolver problemas usando o mesmo padrão de pensamento que tivemos para criá-los.

Encontrar soluções significa repensar a conduta adotada até o momento do erro. Se você insistir nos mesmos padrões provavelmente irá encontrar as mesmas barreiras.

10 lições de Albert Einstein: 8 – O mais importante é não parar de questionar. A curiosidade tem sua própria razão de existir.

Questionar é o que leva a humanidade ao avanço. Se você aceitar todas as coisas a sua volta sem repensá-las jamais, nunca irá conseguir encontrar soluções e novas oportunidades.

10 lições de Albert Einstein: 9 – Quem se compromete a definir-se como juiz da Verdade e do Conhecimento é afundado pela gargalhada dos deuses.

Mesmo com toda a genialidade e sucesso, Einstein sempre se manteve humilde e aberto para novas descobertas e revisões. Essa característica fez dele (e faz até hoje) um dos maiores ícones de várias gerações de seres humanos.

10 lições de Albert Einstein: 10 – Nem tudo que conta pode ser contado, e nem tudo que pode ser contado conta.

Essa frase estava pendurada no escritório de Einstein na Universidade de Princeton e servia como um lembrete das coisas realmente importantes da vida: amor e felicidade.

Documentário: Paradise or Oblivion (Paraíso ou Esquecimento)

Paradise or Oblivion (Paraíso ou Esquecimento) é um documentário desenvolvido pelo Projeto Vênus, de Jacque Fresco – um visionário engenheiro social, futurista, inventor e engenheiro industrial. O Documentário trata sobre como a sociedade caminha para o colapso social e econômico, conforme foi estabelecida ao passar dos anos.

O diretor inicia mostrando tudo o que há de controverso na sociedade e como o governo lida com o dinheiro, impostos e no investimento em guerras. É como se as guerras fossem necessárias para que a economia do país progrida. Algo que todos deveríamos nos questionar!

Simplesmente nada pode ser feito sem dinheiro. Não se bebe uma água e não se alimenta sem dinheiro e os sistemas de trocas e produção comunitária ficaram praticamente obsoletos. Temos recursos em abundância, mas de que adiantam quando a bolsa quebra, por exemplo? As fábricas ficam repletas de produtos sem que as pessoas tenham condições de comprar. Nosso sistema é totalmente falho e faz com que fiquemos dependentes do mesmo.

É por esse motivo que Jacque Fresco traz uma nova proposta, onde haveria uma sociedade de oportunidades e com fartura de alimentos, recreação, roupas, meios de transportes, novas tecnologias e acesso ao conhecimento. Não haveria dinheiro e tudo seria provido para todos.

01

Esse novo estilo de vida, oferecendo lazer e recreação, também ampliaria o conhecimento e a criatividade de todos. A medida do sucesso seria a satisfação dos interesses pessoais no lugar da aquisição de riqueza e objetivos egocêntricos. Uma economia baseada em recursos não só mudaria o ambiente para torná-lo limpo, eficiente e agradável, mas introduziria um novo sistema de valores apropriado à direção e metas da inovadora abordagem social.

02

Liberado o acesso à educação e aos recursos, não haveria limite para o potencial humano. Todos teriam liberdade para procurar qualquer área de desafio construtivo que escolhessem sem terem as limitações econômicas que hoje são enfrentadas. O objetivo seria criar uma sociedade sustentável de preocupação ambiental e abundância.

03

Para finalizar o documentário, Jacque Fresco faz as seguintes observações – “Tudo isso pode ser construído com o que sabemos hoje. Levaria 10 anos para transformar a superfície da Terra. Para reconstruir o mundo como um segundo Jardim do Éden. A escolha é sua. A estupidez de uma corrida armamentista nuclear, o desenvolvimento de armas tentando resolver seus problemas politicamente. Elegendo este ou aquele partido político. Todos os políticos estão imersos em corrupção. Vou repetir: comunismo, socialismo, fascismo, democratas, liberais. Não há problemas de negros, poloneses ou judeus, problemas de gregos ou mulheres. Há problemas humanos.”

Aproveite e confira este documentário logo abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=PoJyb1R9U4s

Conheça também o Projeto Vênus – www.thevenusproject.com

Fonte: Editorial Ciências Paralelas

Ao Cubo – Um Por Todos – Part. GOG, MPXIII, Elly, Dexter, Don Pixote e Helião (Versão Oficial)

A cidade é selvagem
Um passo em falso te arrebenta
É rápido e parece que anda em câmera lenta
O coração não aguenta Jesus
Salva das cinzas
Tem mais pedra que caminho
E só ele tranquiliza
Machucado cicatriza lutador
Ossos do ofício, lembra dessa gente pastor?
São meu patrícios, lembra do agressor
Mas muito mais do agredido
Acredito antes vem o fraco e oprimido
Acho que é por isso que eles choraram pra nascer
Quando vêm o que vêm pela frente aí assusta
Os meus irmãos, sem ocupação indo pra busca
Queriam profissão
Tem não pra quem não estuda
Firmeza total nenhum mal vai nos deter
Se você é por mim, Deus é por nós,
E eu por você
Uma mão vai estender
E um coração pra entender
Nos que tá vai que da alegria no amanhecer

Ei doutores da lei amantes do amor você que de uma forma ou de outra
Criou lucrou
Colheu enriqueceu com sangue plebeu
Miséria não tem cor essa parte você escondeu
E escreveu num livro que não dava pra ler
Quem não aprenderia mesmo fazendo tv
Sempre se considerou melhor do que eu pior
Sãos os meus e tudo que é bom é seu
Só sua arte é digna de aplausos
Abraço só que eu não calço seu numero falso
Não vou enforcar usando meu próprio cardaço
Pra desatar o laço passo a passo faço o que faço,
Evoluir, dividir, somar multiplicar, aula que você fez questão de não dar
O sinal vai cobrar seu muro não vai segurar
E assim que a cerca elétrica desativar

Olha pra nós os manos e as minas da quebrada precisa de ajuda mais que nada (2x)

Quando criança a esperança era amostra de viver
Sonho dar pra minha coroa o que ela não pode ter
Suponho que a vida nunca foi generosa comigo
Criado no fundão da leste.
No meu abrigo
Vários amigos da infância viraram bandido
Vai vendo cansado de tanto veneno
Entraram pro crime bem cedo fui crescendo
Vendo vários manos morrendo por causa de orgulho próprio
Tipo assim vendo
Ajuda do governo nunca recebemos
Aqui era pra eu ter morrido
Faz tempo mais sobrevivi nessa selva de leões
Onde as emoções são fortes com Deus no coração
Do povão e muita sorte

É assim que a gente vive é assim que acontece
Só tenho a agradecer a Deus que Fortalece
Faço a minha prece ergo a minha voz pro Senhor proteger quem vive com nois

Quebrada é quebrada é feita de gente pobre, sofrida, defasada
Nos estilo de vida, famílias humildes e massacradas
Jaraguá pa, mp, zo., sp ae favela
Eu tenho uma linhagem dela por que
Deus protege a todos mesmo
Que nem todos creiam nisso
Eu tenho visto por isso não desisto de cantar a paz de Cristo
É preciso conhecê-Lo melhor
Porque se a vida ta difícil é só o inicio
Vai ficar pior eu vou alem da minha quebrada
Na palavra por toda a quebrada
Eu espalho o amor
Por mais que a dor siga
Nos não só mais uma voz na virtude
Eu sou um a mais mensageiro de uma fita se não acredita eu sou da paz
Quebrada também erra
Rapaziada também quer conforto pra família
E pede a Deus pra continuar de pé
O pai ajuda quem madruga
E quem se ajuda viver porque se Deus é por nós então
Quebrada Deus é por você

Olha pra nos os manos e as mina da quebrada precisa de ajuda mais que nada (2x)

Preciso de amor preciso de carinho
Vou pedir pra Deus por alguém no meu caminho
Que me de sem querer nada mais que o mesmo em troca
Coisa preciosa e comunhão com os irmãos
Mas não cultivo a ilusão que alguns preferem
Sei que não to vivendo no Jardim do Éden
Convivo por aqui com homens que fedem
Fantásticos e ordinários vermes mercenários
Abútres do planalto nada mais que mafiosos
Comem nossa carne e ainda bicam nossos ossos
Pegou tudo que o quis roubou tudo o que pode é o bicho da maçã
Devora ate o que já ta podre.
Cigarras preguiçosas não ajudam no plantio
Gafanhoto egoísta
Devorou tudo o que viu
Pegou tudo só pra ele,
Muquiou não repartiu
Território de ninguém Pátria Amada Brasil.

Eu to aqui na missão com a cabeça a milhão
Sigo com convicção, predador no mundão
Sobrevivendo ao jogo perigoso do gueto
Cê tem que ter poder, conhecimento e respeito
A vida é um desafio é disso eu não duvido
De cara a cara sempre sempre com o perigo avante prossigo,
Invejosos não ligo eu sei o que é o joio e separo do trigo
Têm vários por ai que querem caçar o seu pé
Só quem é das ruas sabe bem qual que é
Recíproco sentimento é claro lógico guerreiro não se abala com olhar de filho prodigo
Firme na palavra ela sim que tem poder
A rima me consagra arma do meu viver
Periférico não genérico fenomenal,
Sou letal preto original

Olha pra nos os manos e as mina da quebrada precisa de ajuda mais que nada

Nova jerusalém queremos ir também
Então nos vemos enquadrados o inimigo vem
Bebendo wiskes vem brisando
No vai vem daquela mina que enfeitiça sem olhar a quem
Um baseado tem um trago ainda não brisou
A nossa vida bandida a musica educou
Representantes das ruas tamo pelo amor
Tamo com fardo do povo Deus que escalou na era do sexo e do faz-me rir
Nois com os parceiros fechado debate aqui e ali
Sempre em meios as treta a nossa vida é assim
Limpando o ouvido da onça com Palim
Porem sabemos que a mudança e certa
Dia apos dia a verdade liberta
E o desejo vai alem os erros ficam no mundo
Agradeço as orações dos meus amigos
Ao Cubo
Oh Gloria!

Unidade e Diversidade – Guilherme Kerr Neto/Vencedores Por Cristo

E finalizamos nossas comemorações de 18 anos de casamento, cantando Unidade e Diversidade – Vencedores por Cristo/Guilherme Kerr, com Casso da Ipicamp Campinas na ministração, em Ipi Jaguariuna, vindos de um belo final de semana em Serra Negra! Foi uma ótima surpresa de Jeová, que fez tudo se encaixar perfeitamente nesse final de semana!! Logo mais algumas fotos no perfil da Lucely Teixeira!! Segue abaixo a letra e vídeo:Unidade e Diversidade
Guilherme Kerr

Da multidão dos que creram
Era só um o coração e a alma,
Uma só mente, uma semente,
Somente uma esperança brotando dentro da gente.
Nosso era o pão cada dia, nosso era o vinho, santa folia,
O que se parte e reparte, a própria vida,
Galho ligado à parreira, vida, em comum, verdadeira.

Sempre grande poder: curas, milagres de Deus.
Sempre proclamação! Cristo, o Senhor, ressurgiu!

Da multidão dos que creram
Era só um o coração e a alma,
Muita alegria, singela a vida,
Na simpatia de todos, nasce a Igreja de novo
Povo de Deus, sal e luz pra todos os povos.

18 ANOS DE CASAMENTO

Há 25 anos atrás foi o primeiro beijo e poucos meses depois começamos o namoro! Algumas idas e vindas, mas sempre estive colado nela, até que no dia 25 de Maio de 1996 oficializamos nosso relacionamento no cartório e na igreja, o dia que considero o mais feliz da minha vida! São 18 anos de muitas alegrias, muita felicidade, mas também de algumas lutas!  Lucely, te amo demais! Agradeço pelos 3 filhos, que sempre foram motivo de orgulho para mim! Agradeço porque até hoje você sempre esteve comigo e demonstra em suas atitudes que sempre estará! Peço perdão por meus erros, mas você sabe que Deus sempre esteve comigo e também demonstra que sempre estará!

São muitas músicas, deixo abaixo essa da Nikka Costa, Midnight é uma das que mais representa nosso amor, só não sou Marinheiro, mas fui da Aeronáutica! Se alguém quiser ouvir nosso repertório, acesse a CAMPINAS BY NIGHT, que criei especialmente para colocar nossas românticas preferidas!

TITÃS – LUGAR NENHUM (30 ANOS)

Titãs – Lugar Nenhum (30 anos)

Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro
Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro

Não sou de nenhum lugar
Sou de lugar nenhum
Não sou de nenhum lugar
Sou de lugar nenhum

Não sou de São Paulo
Não sou japonês
Não sou carioca
Não sou português
Não sou de Brasília
Não sou do Brasil
Nenhuma pátria me pariu

Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui

Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro
Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro

Não sou de nenhum lugar
Sou de lugar nenhum
Não sou de nenhum lugar
Sou de lugar nenhum

Não sou de São Paulo
Não sou japonês
Não sou carioca
Não sou português
Não sou de Brasília
Não sou do Brasil
Nenhuma pátria me pariu

Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui
Eu não tô nem aí, eu não tô nem aqui

Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro
Não sou brasileiro
Não sou estrangeiro

PRIMEIRAS TRANSFUSÕES DE SANGUE “FABRICADO” SÃO PREVISTAS PARA 2016

lgrbc

Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 107 milhões de doações de sangue são coletados globalmente a cada ano. No entanto, o sangue é muitas vezes escassos – particularmente em países em desenvolvimento. Apesar das novas salvaguardas, também há ainda o risco de incompatibilidade, ou de infecções sendo transmitidos de doadores para os destinatários. A Organização de caridade Wellcome Trust espera resolver estes problemas, desenvolvendo a capacidade de fabricar sangue fora do corpo. Ela anunciou em meados de Abril de 2014 que os assuntos de teste devem começar a receber transfusões de sangue feitas com glóbulos vermelhos cultivadas em laboratório até o final de 2016.

 

As instituições que colaboram no projeto incluem a Universidade de Glasgow, da Universidade de Edimburgo, Universidade de Loughborough, NHS Blood and Transplant, o Serviço de Transfusão de Sangue irlandês, Roslin Cells Ltd e Terapia Celular Catapulta, em colaboração com a Universidade de Bristol e da Universidade de Cambridge.

O projeto já tem criado glóbulos vermelhos tipo – O, que são “adequados para transfusão clínica”, de acordo com uma reportagem do The Telegraph. Estes foram fabricados a partir de células-tronco pluripotentes induzidas.

“Nós devemos primeiro fazer as células-tronco se tornar um mesoderme – uma das camadas do corpo que faz com que coisas como músculo, osso e sangue e, em seguida, fazê-lo se transformar em células do sangue”, explicou o Dr. Joanne Mountford da Universidade de Glasgow. “Então nós temos que fazê-lo se transformar em uma célula vermelha do sangue especificamente e, finalmente, fazê-lo ejetar seus núcleos e amadurecer corretamente.”

A escolha do tipo O é significativo, pois pacientes com todos os outros tipos de sangue podem recebê-lo.

Enquanto espera-se que os ensaios em pacientes humanos poderiam começar dentro de três anos, ainda há muito trabalho a ser feito antes que as chamadas “fábricas de sangue” sejam uma realidade.

“Cada bolsa de sangue transfundido tem cerca de dois trilhões de células vermelhas do sangue nela”, disse Mountford. “É um número absurdamente alto para fazer no laboratório. Usamos dois milhões desses sacos a cada ano só no Reino Unido. Garantir que todo o sangue produzido industrialmente pode ser feito economicamente viável é uma grande tarefa.”

Fontes: Wellcome Trust , da Universidade de Glasgow via The Telegraph

The Human League – (Keep Feeling) Fascination

É verdade?

The Human League – (Keep Feeling) Fascination

(Mantenha a Sensação) Fascínio
Parece necessário um pouco de tempo
Há decisões a serem tomadas
Os bons conselhos dos amigos ignorado
O melhor dos planos perdido

Basta olhar para uma nova direção
Da velha forma familiar
Formando uma nova conexão
Para estudar ou tocar

E assim a conversa se voltou
Até que o sol se pôr
E muitas fantasias foram desvendada
Naquele dia

Mantenha a sensação de fascínio
Ardendo a paixão
Amor tão forte
Mantenha a sensação de fascínio
Olhando aprendendo
Seguindo em frente

Bem, a verdade pode precisar de algum
Rearranjo
Histórias a serem contadas
E fácil ver os fatos estão mudando
Nenhum significado foi deixado para contar

E assim a conversa rolou
Até que o sol se pôr
E muitas fantasias foram desvendadas
Naquele dia

E então a conversa rolou
Até que o Sol se pôr
E tantas fantasias foram desvendadas
Naquele dia

FARSA ELEITORAL OU LUTA ELEITORAL: A PRIORIDADE DAS RUAS E A DISPUTAS NAS URNAS

Só tire conclusões se ler o artigo de MAURO IASI por completo!

 

Teoria da Revolução no Jovem Marx Final 02.indd

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), através de seu ministro, Marco Aurélio, anunciou a campanha da instituição para tentar atrair os jovens para as eleições. Ao falar das motivações da campanha o Ministro afirmou: “Vamos fazer uma propaganda institucional cujo mote será: NÃO VEM PARA A RUA, VEM PARA A URNA.” A coordenadora de Comunicação do TSE, a “jovem” Verônica Tavares, foi ainda mais explícita ao reafirmar que o mote principal será convencer os jovens que “ao invés de ir às ruas, têm que ir às urnas” e conclui dizendo que:

“O momento do jovem se expressar é indo às urnas, porque assim ele vai poder se manifestar realmente e fazer parte da decisão”.

A boa notícia é que, ao que parece, as manifestações de massa assustaram o governo a ponto de ele ter que fazer uma campanha institucional com medo de uma juventude que redescobriu as ruas como espaço da política e a luta como meio de exigir aquilo que necessita, demonstrando, praticamente, os limites da chamada democracia representativa. A má notícia é que a campanha institucional do TSE semeia confusão e reforça o que há de pior no conservadorismo político que reina entre nós. É, neste sentido, profundamente antidemocrática.

Os governos petistas produziram uma profunda despolitização com a intenção de manter sua governabilidade fundada em um pacto social com as classes dominantes, isto é, optaram por uma aliança por cima que esvazia as formas autônomas e independentes próprias da classe trabalhadora que, em grande medida, estão na base da mudança da correlação de forças que os levaram ao governo: as greves, as manifestações de massa, as lutas populares, etc.

Durante 12 anos de governo petista, não vimos, uma vez se quer, as massas trabalhadoras serem chamadas como ator político importante para intervir num impasse no qual alguma demanda popular estivesse ameaçada por uma resistência conservadora. Pelo contrário, era necessário desarmá-la e apassivá-la, para passar sem problemas a reforma da previdência, o código florestal, a continuidade da política de privatizações, diretas ou indiretas, a prioridade para o agronegócio, a farra dos grandes eventos e o abandono da Reforma Agrária.

Na atual estratégia política em curso não há lugar para as lutas de massa e movimentos independentes da classe trabalhadora. Pelo contrário, quando eles emergem atrapalham a governabilidade costurada por cima, via alianças com bancadas de sustentação parlamentar, poderosos lobbies que representam os interesses do grande capital monopolista (como empreiteiras, bancos, grandes empresas, etc.). É natural que diante da explosão social que estamos vendo no Brasil, as instituições se preocupem em dizer aos jovens que o espaço para “se manifestar realmente e fazer parte da decisão” esta nas urnas e não nas ruas.

Ora, este argumento é falho por inúmeros motivos, mas vamos ao essencial. Nenhum centímetro de direito, nenhum milímetro de conquista, veio pelas urnas. A própria crise da ditadura e o processo de democratização não veio simplesmente porque o MDB cresceu nas eleições de 1974, mas, fundamentalmente, pelas lutas de massas e pelas greves operárias no final dos anos 1970. Nenhum centímetro de terra foi desapropriada para a reforma agrária sem que tivesse mobilização, luta e, não raro, mortes para que cercas dessem lugar a assentamentos, nenhum direito surgiu do “auto-aperfeiçoamento das instituições”, como esperava Marshall e sua famosa “evolução do quadro institucional”, mas da luta, como é o caso exemplar da luta das mulheres, para não falar de direitos dos trabalhadores que agora são flexibilizados.

Todo Direito nasce fora do direito estabelecido e, muitas vezes, contra ele. Menosprezar o papel das lutas sociais e das mobilizações como fonte de resistência e defesa de direitos e luta por demandas populares não é apenas uma bobagem, é perigoso. Mesmo o direito ao voto só existe por conta de muita luta, no mundo e aqui no Brasil. O que o TSE, como instrumento do Estado burguês sob direção do governo petista, está dizendo, em poucas palavras é: a ÚNICA forma de participar e expressar a indignação, o protesto e buscar outros caminhos são as eleições, é a URNA e não a rua.

Regressamos a Hobbes. O voto não é poder soberano, é transferência de poder soberano. Dizia o pensador inglês do século XVII que o Estado é instituído quando as pessoas concordam e pactual em transferir seu direito de governar-se a si mesmo à um homem ou uma assembléia de homens, de forma que “deverão autorizar todos seus atos e decisões desse homem ou assembléia de homens, tais como se fossem seus próprios atos e decisões” (Thomas Hobbes, Leviatã, capítulo XXI).

Segundo o TSE, os jovens devem preferir as urnas às ruas porque nelas eles podem de fato “fazer parte da decisão”. Será? Não ficou demonstrado pela história recente o enorme poder que os grupos econômicos burgueses têm de intervir na decisão política dos ditos representantes, sejam eles parlamentares ou do poder executivo? Ao transferirmos o poder para esta “assembléia de homens”, ou para determinado homem ou mulher, aceitamos que depois de trabalhar toda uma vida devemos nos aposentar ganhando menos e termos nossa pensão reajustada de forma diferente daqueles que estão na ativa? Aceitamos que quase 50% do fundo público seja sangrado para banqueiros enquanto áreas essenciais como saúde ou educação fiquem com o que sobra, concordamos como uma política tributária na qual são os pobres que mais pagam imposto e os ricos gozem de uma infinidade de isenções e “incentivos”?

Por tudo isso é natural que haja descontentamento com a democracia representativa e com as formas institucionais de uma política “bem comportada” que quer democratizar o Estado burguês e humanizar o capitalismo. O que explodiu na cara destes senhores (e senhoras) amantes da lei e da ordem é o limite de sua própria estratégia gradualista e antipopular, que de fato expressa o limite da ordem capitalista burguesa – que não pode ser reformada. Temos mais que ir para as ruas, ir em maior número e mais incisivamente, porque é lá que se joga a parte essencial do jogo político e onde os interesses da maioria podem emergir.

O crescimento deste descontentamento aparece de duas maneiras: pelo crescimento do voto nulo e a rejeição aos processos eleitorais, ou pela busca de alternativas políticas na disputa eleitoral.

A defesa do voto nulo cresceu e deve crescer ainda mais e devemos respeitar esta posição. Ela expressa não apenas descontentamento, mas a compreensão dos limites da farsa eleitoral e da possibilidade de alcançar mudanças profundas pela reforma do Estado, como se fosse possível usar o Estado burguês para iniciar uma transição que nos levasse para além da ordem da mercadoria e do capital. Mas não apenas. O problema do voto nulo é que ele abriga conteúdos muito distintos que são difíceis de separar. Parte do conteúdo do voto nulo é um descontentamento conservador, que culpa a democracia pelo risco da ordem que lhes interessa manter, que generaliza a culpa da política como atividade corrupta e degenerada e clama pela volta da autocracia burguesa sem disfarces.

No campo da busca de alternativas políticas o cenário não é menos complicado. O maior risco é o velho discurso do voto útil. O debate sobre as alternativas reais e necessárias se esconde por de trás do mando enganoso do “menos pior” ou das falsas dicotomias (neoliberalismo ou neo-desenvolvimentismo?). Há, ainda, as alternativas artificiais, aquelas que aproveitam do desgaste do governo para se beneficiar da lógica da alternância, tentando esconder o fato que até ontem estavam todos lá e que no fundo defendem o mesmo conteúdo sob outras formas.

Há as alternativas à esquerda e entre elas, sem dúvida, os que ainda padecem da crença na possibilidade de um gradualismo reformista que possa democratizar a sociedade capitalista e o Estado burguês (ainda que reafirmando a necessidade de uma meta socialista), ou que, mesmo taticamente, crêem na possibilidade de ocupar pequenos espaços no jogo parlamentar como acúmulo político para projetos futuros de transformação social.

Diante desse cenário, muitos acreditam que a possibilidade do voto nulo se apresenta como uma alternativa necessária, como é o caso de meu querido camarada Gás PA, combativo militante do hip hop revolucionário, e meu amigo Ivo Tonet, intelectual e militante de primeira ordem. Ivo Tonet, que fez uma instigante contribuição ao debate, depois de algumas considerações sobre o caráter da sociedade capitalista e a necessidade de superação estado burguês (que concordamos), afirma que:

“Em consequência disto, só faz sentido a classe trabalhadora participar do processo político-eleitoral se ela puder controlar os seus representantes. Mas, ela só poderá controlá-los se estiver consciente dos seus interesses e organizada para defendê-los. Este controle não é, de modo nenhum, uma questão jurídica, mas política. Ele mesmo só teria sentido em um momento em que a luta extraparlamentar, contra o capital e contra o próprio Estado, fosse o eixo da luta, o que caracterizaria, já, um processo revolucionário.” (Ivo Tonet, “Eleições: repensando caminhos”)

Concordamos que não se trata de uma questão jurídica, mas política, isto é, não se trata de uma engenharia institucional ou uma reforma política qualquer que poderia reverter o caráter de classe do Estado burguês, pois este é determinado pelas relações sociais, formas de propriedade, a forma mercadoria subssumida ao capital. No entanto, quando Tonet afirma que só faria sentido a participação nos processos eleitorais quando os trabalhadores puderem “controlar seus representantes”, quando a luta extraparlamentar já atingiu a temperatura de um “processo revolucionário”, cai num paradoxo, pois desta forma a luta eleitoral só seria um meio válido se já estivéssemos chegado ao fim.

Afinal, para aqueles que tem uma posição revolucionária, não acreditam na reforma da sociedade burguesa/capitalista e defendem uma alternativa socialista e comunista, ou seja, uma sociedade fundada na livre associação dos produtores, com o fim das classes e, portanto, do Estado, que tem convicção que será necessário, portanto, uma ruptura; tem algum sentido participar das eleições? A resposta de Tonet é, neste caso, simplista, contrapondo de um lado a posição revolucionária e de outra a opção por participar das eleições.

O que nos chama a atenção no texto de nosso companheiro Ivo Tonet é que ele, frequentemente indica textos de marxistas ou do próprio Marx para respaldar sua posição, mas não trás nenhuma citação. Creio que por um motivo evidente, se é verdade que encontraria várias passagens destes clássicos revolucionários alertando para os limites da luta eleitoral ou, mais explicitamente, sobre o equívoco de pensar na possibilidade de um gradualismo sem rupturas, o autor não encontraria uma passagem sequer destes revolucionários negando a possibilidade de participar das eleições, e não somente em momentos revolucionários.

Isso por um simples motivo: todos eles, TODOS, (Marx, Engels, Lênin, Troski, Lukács, Gramsci, Rosa, Che, etc.) defendiam a tática de participar de eleições, sem perder de vista os objetivos estratégicos. Vamos a alguns exemplos:

Marx e Engels na Mensagem do Comitê Central à liga dos comunistas, ao tratar da possibilidade, na Alemanha, de no curso da luta ser chamada a eleiçãopara uma assembléia nacional representativa, defendem que:

“I. Nenhum núcleo operário seja privado de voto, a pretexto algum, […] II. Ao lado dos candidatos burgueses democráticos figurem em toda parte candidatos operários escolhidos na medida do possível entre os membros da Liga [Liga dos Comunistas], e que para seu triunfo se ponham em jogo todos os meios disponíveis. Mesmo que não exista esperança alguma de triunfo, os operários devem apresentar candidatos próprios para conservar sua independência […].”

Lênin e Trostki na direção da Revolução Russa passaram, no momento mais agudo da crise, por duas situações nas quais tiveram que decidir participar ou não das eleições, uma antes da tomada do poder quando o Governo Provisório chamou eleições para uma Conferencia Nacional e outro depois de outubro/novembro quando se deu as eleições para a Constituinte. Nas duas situações os bolcheviques participaram das eleições.

Rosa de Luxemburgo, que por desconhecimento ou interesse é evocada na defesa de um espontaneísmo absoluto, afirmava, exatamente no texto em que defende a importância da greve de massas e a necessidade de pensar a ação espontânea no conjunto da estratégia revolucionária, que:

“O perigo mais iminente que espia há anos o movimento operário alemão é o golpe de Estado da reação que pretendesse privar as mais largas camadas populares do seu mais importante direito político: o sufrágio universal.”

Gramsci que foi deformado até parecer um reformista socialdemocrata ou liberal, mas que, ao nosso juízo, manteve-se coerentemente marxista, se perguntava em um texto do jornalL’OrdineNuovo de 1919, intitulado “Os revolucionários e as eleições, o que deveriam esperar das eleições os revolucionários conscientes” que escolheria por sufrágio universal o Parlamento e seus deputados, como “máscara da ditadura burguesa”. E respondia:

“Não esperam decerto a conquista de metade mais um dos lugares e uma legislatura, […] [para] tornar mais fácil e cômoda a convivência das duas classes, a dos explorados e dos exploradores. Esperam, pelo contrário, que o esforço eleitoral do proletariado consiga fazer entrar no Parlamento um bom nervo de militantes […] para tornar impossível […] um governo estável e forte, para obrigar a burguesia a sair do equívoco democrático, a sair da legalidade, e determinar uma sublevação dos estratos mais profundos e vastos da classe trabalhadora […].

Por fim, o insuspeitável Comandante Che Guevara em sua critica à via pacífica, depois de considerar que em certos países da America Latina, por conta de um certo desenvolvimento do capitalismo industrial, prevalecia uma visão institucionalista que chegava a acreditar no aumento quantitativo de representantes revolucionários no parlamento, perguntasse se esta via poderia ser uma caminho para o socialismo em nossas terras. Logo depois de afirmar que não crê que isso seja possível, o Comandante alerta que não devemos “descartar a possibilidade que em algum país a mudança se inicie pela via eleitoral”. E conclui que “seria um erro imperdoável descartar por princípio a participação em algum processo eleitoral”, pois poderia, em um determinado momento, “significar um avanço do programa revolucionário”. Evidente que, segundo Che, seria igualmente errado limitar-se a esta forma de luta.

Como vemos, ainda que a experiência histórica nos alerte sobre os riscos deste terreno perigoso (e nisso estamos de acordo com Tonet, Gás PA e outros), não há uma conexão direta entre o uso da luta eleitoral e o caráter irremediavelmente reformista ou conciliador de uma estratégia.

A questão, então, é: se não devemos descartar por princípio (coisa que Tonet concorda), seria no quadro atual da situação brasileira uma alternativa válida?

Acreditamos que sim e mais que isso, necessária. Ao contrapor as ruas e as manifestações, assim como as lutas dos trabalhadores, às urnas, o TSE quer expulsar do debate eleitoral a posição da esquerda socialista e comunista que vê nas demandas que emergiram das manifestações o germe de um programa político anticapitalista e revolucionário para o Brasil, que não é só uma alternativa possível, mas urgente e necessária. Desta forma espera restringir o debate eleitoral às alternativas no campo da ordem (Continua o PT, volta para o PSDB ou tenta o PSB que caiu na Rede).

Neste cenário, a negação em participar das eleições pode referendar exatamente o que se deseja negar, isto é, que as alternativas estão restritas ao bloco dominante e não é possível uma alternativa anticapitalista. Colocar este tema no debate é estragar a festa do aparente consenso, não como alternativa às ruas, mas para trazer o que explodiu nas ruas para dentro do debate eleitoral.

Evidente que o centro são as ruas, as lutas dos trabalhadores, as greves e necessidade de construção de uma alternativa real de poder, um poder popular, anticapitalista e socialista. Alguns estarão lá, nas ruas, e vão defender o voto nulo, outros estarão lá também, nas ruas, e vão tentar meter o pé na porta no espaço privativo das eleições no qual não nos querem (como mostra as cláusulas de barreira e a restrição ao amplo debate de projetos) para defender uma alternativa socialista e revolucionária.

Em síntese: anule seu voto, vote na esquerda revolucionária… mas, não saia das ruas! É por lá que passa a mudança.

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iasiMAURO IASI é Professor adjunto da Escola de Serviço Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM, do NEP 13 de Maio e membro do Comitê Central do PCB. É autor do livro“O dilema de Hamlet: o ser e o não ser da consciência”(Boitempo, 2002) e colabora com os livros “Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil” e “György Lukács e a emancipação humana” (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Publicado originalmente no BLOG da BOITEMPO, em 14.05.2014, disponível emhttp://blogdaboitempo.com.br/2014/05/14/farsa-eleitoral-ou-luta-eleitoral-a-prioridade-das-ruas-e-a-disputa-nas-urnas/

PROJETO PREVÊ PENA PARA QUEM VEICULAR INFORMAÇÃO FALSA NA INTERNET

INTERNET

Lei se chamará Fabiane de Jesus, que foi morta no Guarujá ao ser confundida com sequestradora

Foto: Arquivo Pessoal

Fabiane Maria de Jesus, espancada e morta após boatos numa rede social de que seria uma suposta sequestradora de crianças

Fabiane Maria de Jesus, espancada e morta após boatos numa rede social de que seria uma suposta sequestradora de crianças

 

Lei Fabiane de Jesus. Caso seja aprovada, assim deverá ser denominada a legislação que incluirá no Código Penal a punição de veiculadores de falsas informações em perfis da internet.O projeto de lei sobre o assunto, de número 7544/2014, foi apresentado nesta terça-feira (13), na Câmara dos Deputados, em Brasília, pelo deputado federal Ricardo Izar Junior (PSD-SP).
Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, foi brutalmente agredida até a morte por dezenas de moradores da comunidade Morrinhos, em Guarujá (SP), após ser confundida com uma suposta sequestradora de crianças utilizadas em rituais de magia negra. Ela foi associada a um retrato falado publicado junto com um boato sobre a sequestradora no perfil Guarujá Alerta, mantido no Facebook.ObjetivoO advogado da família da vítima, Airton Sinto, foi quem redigiu a minuta do projeto de lei e encaminhou ao deputado. Após algumas adequações no texto, a proposta foi apresentada aos parlamentares. O objetivo de Izar Júnior, que se reúne na semana que vem com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), é conseguir apoio para que o projeto tramite em caráter de urgência.“São necessárias 270 assinaturas para que possamos obter o regime de urgência e fazer com que o texto seja submetido direto ao plenário, sem análise das comissões especiais”, explicou o parlamentar.

Notícia falsa

O advogado afirma que o objetivo é que seja criada a figura penal daquele que, por conta de uma notícia falsa, cause prejuízos decorrentes da incitação virtual

ao crime, que possam acarretar riscos de lesão corporal ou morte.Airton Sinto faz uma relação com a Lei Maria da Penha, que recebeu este nome em homenagem à Maria da Penha Maia Fernandes, que por 20 anos lutou para ver seu agressor preso. Essa lei entrou em vigor em 2006 para combater a violência contra a mulher.Outro exemplo é a Lei Carolina Dieckmann, sancionada em 2012, tipificando os chamados delitos ou crimes informáticos. Em maio de 2011, a atriz teve copiadas de seu computador pessoal 36 fotos em situação íntima, que acabaram
divulgadas na internet.
Para o advogado, medidas urgentes precisam ser tomadas, já que por conta de um boato espalhado na internet, a dona de casa foi espancada e morta. “O caso da Fabiane é ainda mais grave, pois além de ser inocente, ela foi espancada até a morte. É preciso que os responsáveis por difundir informações inverídicas, em perfis apócrifos, respondam criminalmente pelas suas ações”, comenta.O projeto de leiA proposta inclui no Código Penal um artigo tipificando o delito de “Incitação Virtual ao Crime”, atribuído ao indivíduo que “publicar, por meio de rede social ou de qualquer veículo de comunicação virtual, conteúdo que incite a prática de crime ou de violência à pessoa”.A pena prevista é detenção de três a seis meses e multa. Caso a veiculação de conteúdo resulte em lesão corporal ou morte da pessoa exposta ou de terceiros, o autor da divulgação responderá, concorrentemente com o agente, pelos crimes previstos nos artigos 121 (homicídio e homicídio qualificado) e 129 (lesão corporal), do Código Penal, conforme o caso.

Próximo passo

O projeto ainda prevê pena agravada em um terço se a publicação tiver sido veiculada por perfil apócrifo. O advogado ressalta que a polícia continua investigando o crime, mas que o seu próximo passo será pedir a prisão temporária do administrador da página Guarujá Alerta. “Independentemente do que foi dito por ele para a polícia, eu vou pedir a sua prisão temporária”, afirma.

O delegado Luiz Ricardo Lara, que está à frente do caso, pondera que ainda é prematuro apontar a responsabilidade do administrador da página. “Caso, durante a instrução do inquérito policial, seja vislumbrado que, de alguma forma, ele colaborou com o crime, na medida em que propalou esses boatos, enfim, que praticou uma infração penal, ele será responsabilizado por aquele ato”, afirma.

Por Alcione Herzog/Especial para o Correio
correiopontocom@rac.com.br

PARADA DO ORGULHO LGBT CAI DE 2,5 MILHÕES EM 2005 PARA 100 MIL PESSOAS EM 2014

Lideranças apontam enfraquecimento da militância LGBT no Brasil, simbolizado pela queda de público da Parada Gay de São Paulo, que perdeu 500 mil participantes em sua última edição

Realizada há uma semana, a 18ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo surpreendeu ao registrar uma quantidade de participantes bem menor do que nos últimos anos. Segundo dados da Policia Militar, o evento levou 100 mil pessoas à Avenida Paulista. Em 2013, a PM contabilizou um número seis vezes maior, 600 mil. A cifra de 2014 fica ainda mais reduzida se comparada ao recorde da Parada Gay paulistana, em 2005, quando o público registrado foi de 2,5 milhões.

 

Lideranças LGBT ouvidas pelo iGay apontam a drástica redução de público da Parada Gay como uma representação clara de um momento de desmobilização da militância, com o movimento gay do Brasil perdendo força, sem conseguir atrair novos participantes ou mesmo manter os antigos. Com isso, projetos importantes de lei como a criminalização da homofobia e a regulamentação das identidades de gênero não conseguem avançar na pauta do Congresso Nacional.

Presidente do Movimento Gay de Minas (MGM), Oswaldo Braga mostra que o arrefecimento da militância LGBT não se exemplifica apenas como a Parada Gay de São Paulo. O evento similar que ele organiza na cidade mineira de Juiz de Fora também enfrenta uma queda de público.

 “Temos percebido uma diminuição. Em 2006, tivemos o recorde de 120 mil pessoas. Número importante se considerarmos o fato de que Juiz de Fora tem 500 mil habitantes. Mas no último ano, o público foi de 35 mil participantes”, relata Braga, que aponta para a necessidade de uma reinvenção do movimento LGBT.

“Hoje, grande parte das nossas lutas não faz mais tanto sentido. Antes, nós pedíamos uma lei para poder demonstrar afeto em público , agora já podemos casar” , explica Braga, que no entanto, lembra que ainda faltam muitas conquistas para a comunidade LGBT ter sua cidadania plenamente respeitada. “A homofobia acabou? Foi criminalizada? A reposta é não para as duas perguntas, isso evidencia que é preciso repensar muitas coisas, inclusive o formato da Parada”, acrescenta o presidente do MGM.

Conselheiro do Fórum LGBT de Pernambuco, que organiza a Parada Gay de Recife, Thiago Rocha faz uma ressalva em relação à diminuição de público em São Paulo, lembrando que o evento paulistano foi antecipado por conta da Copa do Mundo de 2014, impedindo que muitas pessoas pudessem se programar a tempo. “Eu mesmo tentei ir, mas não consegui me planejar. Porém , é nítido que estamos com dificuldade de chegar à sociedade” , reconhece Rocha.

Coordenador especial da Diversidade Sexual da cidade do Rio de Janeiro, o estilista Carlos Tufvesson vê a cooptação política das lideranças LGBT como fator preponderante para a erosão enfrentada pelo movimento gay. Falando como militante e não como representante do Estado, Tufvesson diz que a presença de partidos políticos foi danosa e fez muitas pessoas saírem da militância.

“Tivemos uma captação partidária ideológica muito forte. O movimento passou por um processo de exclusão de quem não se identificava com os partidos”, lamenta Tufvesson. “O movimento que ia às ruas hoje não vai mais, perdemos grupos históricos, pessoas que nos representavam foram se tornando instrumentos de politicas partidárias”, prossegue o estilista.

Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Carlos Magno pensa diferente dos outros militantes LGBT, acreditando que a perda de força do movimento deve ser encarada de maneira relativa.

“Faltam elementos para saber se estamos realmente perdendo. Na verdade, as pautas têm ultrapassado a barreira da comunidade LGBT, o debate é público. Em qualquer área, o número de pessoas que milita é efetivamente pouco, se considerada a população como um todo”, pondera Magno.

Como argumento de que o movimento LGBT não está tão arrefecido, Magno conta que a ABGLT conta com 285 organizações filiadas e tem 30 pedidos de filiação. “Temos ainda núcleos de pesquisa em universidades, a Associação de Estudos Homoeróticos em Porto Alegre, grupos de mães, Igrejas inclusivas, além de paradas de Norte a Sul do País. Tudo isso é avanço.”

MUDANÇA PASSA PELO CONGRESSO NACIONAL

Para as lideranças, a reinvenção do movimento LGBT tem que incluir um número maior de representantes da comunidade gay em Brasília. “Precisamos de ideias novas, de maneiras novas de fazer, não só a Parada Gay, mas a militância como um todo. É a oxigenação que faz o movimento estar sempre vivo. As ONGs devem começar a se estruturar melhor, ter força. Além disso, precisamos urgentemente de representatividade no Congresso, temos apenas um congressista gay”, afirma Tufvesson, se referindo ao deputado federal Jean wyllys(PSOL-RJ), colunista do iGay.

Mais descrente com o futuro do movimento LGBT, Rocha lembra que os opositores da comunidade gay têm uma acachapante superioridade numérica no Congresso Nacional, com a Frente Evangélica ocupando 110 das 513 cadeiras do parlamento brasileiro. “Os políticos religiosos têm se fortalecido cada vez mais. Eles têm muita força e não é só isso, a cultura do Congresso é muito machista e não vai mudar”, argumenta o conselheiro do Fórum LGBT de Pernambuco.

Magno também percebe o conservadorismo e fundamentalismo religioso como obstáculos. “A força social é importante, ela que incentiva as mudanças. Mas a lógica que rege o Congresso é complexa. As leis Maria da Penha, de Discriminação Racial e Estatuto da Juventude tiveram dificuldade em passar, todas legislações relativas aos direitos humanos tiveram. Temos poucas mulheres no congresso, poucos negros, um gay e nenhum índio.”

Admitindo-se cansado, Braga faz um apelo para que novas gerações assumam seu papel na militância. “Quando falam que os dinossauros da militância não largam o osso, não levam em conta que ninguém quer entrar no nosso lugar. Mesmo que seja para mudar tudo, eles devem entrar no movimento”, conclui o presidente do Movimento Gay de Minas (MGM).

Fonte:IG

BOECHAT ALFINETA SHEHERAZADE: APRESENTADORA TAMBÉM É RESPONSÁVEL PELA MORTE DE MULHER ESPANCADA POR “JUSTICEIROS”

A morte de uma dona de casa inocente, espancada por ‘justiceiros’ no Guarujá, na Baixada Santista (SP), gerou revolta de internautas e jornalistas brasileiros.

Na edição do Jornal da Band de ontem (5), o âncora Ricardo Boechat criticou as“pessoas que mesmo em emissoras de TV estimulam a cultura da ‘justiça com as próprias mãos'”. Na avaliação do jornalista, esses formadores de opinião também são responsáveis pelo linchamento e morte de Fabiana Maria de Jesus.

É uma referência à jornalista Rachel Sheherazade, que em fevereiro deste ano defendeu o “justiçamento” na região do Flamengo, no Rio de Janeiro, onde um menor foi torturado e preso a um poste pelo pescoço.

Na época, Sheherazade incentivou o “contra-ataque aos bandidos” e julgou compreensível “a atitude dos vingadores”.

Boechat concluiu o comentário, dizendo que “é hora de essas pessoas virem a público e dizer como se sentem diante da consumação de sua própria teoria na prática”.

Boechat já havia criticado as declarações de Sheherazade em entrevista ao Pânico na Band em fevereiro. “A opinião dela é uma bo***, mas ela tem o direito de expressar”, disse.

Linchamento motivado por boato

Fabiana Maria de Jesus foi linchada e espancada por moradores do bairro Morrinhos, no Guarujá. Ela teria sido confundida com uma suposta sequestradora de crianças na cidade.

Entretanto, não havia sequestro algum, segundo a polícia do município.

O advogado da família de Fabiana diz que o problema começou na comunidade do Facebook Guarujá Alerta, que informou sobre boatos de crianças sequestradas para ritual de magia negra. Segundo o G1, a página publicou um retrato falado com imagem semelhante à da vítima.

Foi o suficiente para a vizinhança de Morrinhos atacar a dona de casa que nada tinha a ver com os boatos, segundo familiares e conhecidos.

Fonte: Brasil Post

DICAS PARA QUEM NÃO ESTÁ MUITO BEM NESSA SEGUNDA

SEGUNDA-BRAVA

Para quem está começando a Segunda não muito bem, segue algumas dicas para aliviar o estresse:

1º – Mudar o estilo de vida.

2º – Dieta balanceada e saudável.

3º – Dormir o suficiente e fazer exercícios.

4º – Limitar a ingestão de cafeína, álcool e não usar nicotina, cocaína ou outras drogas ilícitas.

Outras sugestões do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos:
Tirar férias do trabalho, passar tempo com a família e os amigos, fazer algum trabalho manual e aprender a tocar um instrumento musical também é excelente.

INDOLENTES E DILIGENTES! QUEM VOCÊ DESEJA SER?

las-personas-de-hormigas-trabajan- Indolentes são aqueles que não se mexem, nem se remexem! São pessoas que não saem do lugar, mesmo quando a água está chegando naquele “lugar”. Será que eu sou um indolente? Para algumas pessoas tenho certeza que sim, já ouvi gente dizendo “Orlando você precisa se mexer”, para outras pessoas tenho certeza que não sou indolente, já ouvi gente dizendo que preciso me desligar um pouco, mas nesse mundo é normal não agradar a gregos e troianos, há muitas opiniões divergentes, ainda mais se for de casa, se for próximo, vizinho ou mesmo um amigo, geralmente esses são os que menos confiam na gente ou acreditam que podemos fazer alguma coisa excepcional.

O que podemos esperar de uma pessoa indolente? Nada, a não ser o exemplo de como não se comportar, se ela acordar para a vida, talvez ainda seja possível colher alguns frutos! O indolente, que também significa aquele que não causa dor, só vai ficar esperto no dia em que ele sentir dor, pois há um ditado que diz que não há formação de consciência sem dor, mas infelizmente penso que alguns sentirão essa dor que forma consciência tarde demais!

E os diligentes quem são? São aqueles que se remexem muito! Aqueles que trabalham com prazer, que fazem as coisas com gosto, que não são preguiçosos e são rápidos nas responsabilidades que lhe são atribuídas, terminando antes de todos! Os diligentes são os primeiros a atingirem o alvo, mas por que? Porque são desembaraçados, porque prestam atenção em tudo que ouvem e assistem, os diligentes enxergam coisas que os outros nem imaginam. Os diligentes conseguem imaginar o resultado final sem saber como será o caminho até lá, pois eles sabem que encontrarão as soluções, mais cedo ou mais tarde, podemos chamar isso de fé, algo que eles tem de sobra e transbordando.

E aí? Você deseja ser indolente ou diligente? Medite no versículo abaixo:

Mas, desejamos que cada um de vós mostre a mesma diligência, para ter a plena certeza da esperança até o fim, para que não fiqueis indolentes, mas sejais imitadores daqueles que pela fé e pela paciência herdam as promessas. – Hebreus 6:11, 12

Compartilhe o que você aprende de bom!

*RESPEITO À VIDA*

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Não nos foi ensinado,desde que nascemos, que a VIDA É SAGRADA, e divinos todos os seres.
Por isso, por nossa falta de reverência ao divino que habita todas as formas, podemos passar indiferentes por um ser divino jogado na calçada, podemos conviver com a existência de crianças com fome e velhos desamparados – todos divinos; admitimos a guerra, a pobreza e a desigualdade, a destruição da Terra e de seus filhos menores.
Em suma: assistimos inertes ao desrespeito à Vida.

Ninguém ensinou aos maridos homicidas que não são donos da vida; nem aos adolescentes violentados pela miséria que uma vida vale mais que um par de tênis alheio.
Por quê? Porque nós, coletivamente, não respeitamos essa Vida, de modo incondicional.
E enquanto permanecermos na ilusão de que se pode pedir paz e exigir segurança num mundo sem esse respeito essencial, enquanto admitirmos a crueldade e a destruição de QUALQUER FORMA DE VIDA INOCENTE, tudo que fizermos será incapaz de mudar verdadeiramente o mundo.
A única argamassa definitiva capaz de cimentar a construção desse Mundo Melhor será a consolidação, na consciência coletiva, desse princípio simples e difícil: A VIDA É SAGRADA.
Um único artigo. Sem parágrafos. Sem exceções.

Há uma atitude individual concreta, possível e infinitamente poderosa, por seu alcance, que qualquer um de nós, que se diga consciente da Lei Evolutiva, pode tomar para iniciar hoje a transformação deste mundo violento e biocida num outro, pacífico e fraterno: RESPEITAR A VIDA. Começando por defender o direito à VIDA de todos os SERES INDEFESOS do Planeta, suspendendo a matança daqueles que a humanidade intitula indevidamente de ‘COMIDA’.

Podemos ensinar a nossos filhos o respeito incondicional a todas as vidas; podemos ensiná- los a respeitar e amar pássaros, insetos, gatos e cachorros, baleias, tartarugas-marinhas, golfinhos e micos-leões dourados; mas não podemos desmentir isso quando nos sentamos à mesa.
Não podemos amar e matar, respeitar e destruir ao mesmo tempo.
E se a nossa reverência à Vida for genuína, será contagiosa.

E uma criança nossa defenderá um caracol de ser pisado, levará gentilmente um inseto perdido até a janela – e nunca, nunca, nunca, poderá ferir nenhum ser humano.
Como nunca admitiu ou viu admitir que nenhum ser vivo fosse ferido.

Utopia?
Não. Existem crianças que foram criadas assim.
Se houvesse mais, nós poderíamos sair tranquilos pelas ruas à noite.
Se houvesse muitas mais, seria impossível a qualquer demente com poder levar pessoas à guerra (aliás, não haveria dementes no poder).
E se elas fossem a totalidade das crianças da Terra, esta já seria aquele Mundo Melhor.

(PAZ E AMOR, BICHO! – Mariléa de Castro)

HÁ CONSOLO NO LUTO?

pastoral-02042012No abraço senti seu corpo magro. Notei seus olhos baços. Eles me contemplavam sem entusiasmo. Logo na primeira palavra, percebi na voz quebrada, ela era uma mulher sofrida. Eu imaginava, sem  alcançar, a angústia que minha amiga atravessava. Ela experimentava a hora mais dolorida. Seu momento era o mais terrível da existência: o luto.

A morte é sorrateira, insidiosa e traiçoeira. Os desenganados recebem o bilhete fatal com algum tempo para arrumar a casa. Para minha amiga a guilhotina desceu sem aviso. A morte não respeitou sequer possíveis imaturidades. A morte serpenteou, deu o bote, feriu e ceifou a seu bel prazer. O que dizer, diante de uma mãe que chora, de uma esposa que perde o chão e que não sabe se terá forças para achar o norte?

As respostas aparentemente confortadoras se esvaziam. Deus tem um plano.  Ele leva para si os bons. Chegou a hora.  Frases bobas. Elas funcionam como aspirina, aliviam sem curar. Em um esforço medonho de não parecer professoral, procurei oferecer outro modelo de como perceber os mistérios da vida. Logo notei meu esforço inútil. Minha amiga esperneava dentro da cerca teológica que fora educada. Deus governa e como um dramaturgo celestial, conduz o desenrolar de nossas vidas. Deus não permite que nada aconteça sem que esteja previsto em seu roteiro.

Silenciei, abraçado. Voltei ao hotel.  Chorei. Por horas não consegui apagar o sofrimento daquela mãe. Além de ter que aprender a repetir a litania fúnebre do nunca mais, ela terá de brigar com a sua ideia de Deus. Que tristeza. Deitado, insone, escutei sua indignação lacerante: Por que Deus se mantém obscuro em seus planos? Por que, tão indiferente? Vou esperar quanto tempo até entender seus motivos para levar (levar não passa de eufemismo para “matar”) um pai precioso, um amigo querido, um filho especial?”.

Debulhei-me em lágrimas.

A morte baterá em outras portas. A ceifa da morte não cessa. Nunca distingue justos de injustos. Traficantes vivem mais do que mulheres bondosas. Pais enterram os filhos – o certo deveria ser o contrário. Acidentes eliminam em uma só tacada, jovens e idosos. Os amigos de Jó erram nas conjecturas sobre o sofrimento universal. O justo Jó é arrasado por todo tipo de infortúnio, sem que se conheçam os porquês de sua aflição.

Prefiro a insinuação bíblica de que Deus que não age como títere, a puxar os cordões das marionetes. Considero-o Emanuel: O Deus presente. Jesus encarnou e viveu a sua humanidade até as últimas consequências. Semelhantes a ele, no espaço da liberdade, também estamos cercados de perigos, e sempre à beira do derradeiro suspiro.

Deus não arbitra quem morre. Ele não rege a história segundo critérios inacessíveis. Deus se compromete a revelar seu amor no soluço da perda. Deus se revela em cada abraço, em cada palavra de solidariedade e em cada gesto de lealdade. A nossa dor dói em Deus, afirmou o profeta Isaías. Deus fonte de compaixão – nas duas raízes para “com-paixão”: Deus sofre junto.

Nada posso especular sobre a morte, mas minha intuição avisa: reconhecer a companhia fiel de Deus traz mais conforto do que questionar os porquês do que nos é inacessível.

Soli Deo Gloria

Por Ricardo Gondim

O QUE É HIPOCRISIA?

hipocrisia é o ato de fingir ter crençasvirtudesideias e sentimentos que a pessoa na verdade não as possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou mais tarde a designar moralmente pessoas que representam que fingem comportamentos.

Um exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma ação enquanto realiza a mesma ação.

Para o lingüista e analista social Noam Chomsky, a hipocrisia, é definida como a recusa de “… aplicar a nós mesmos os mesmos valores que se aplicam a outros”, é um dos males da nossa sociedade, que promove a injustiça como guerra e as desigualdades sociais, num quadro de auto-engano, que inclui a noção de que a hipocrisia em si é um comportamento necessário ou benéfico humano e da sociedade.

François duc de la Rochefoucauld revelou de maneira mordaz a essência do comportamento hipócrita: “A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude”. Ou seja, todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos, socialmente aceitos.

O termo “hipocrisia” é também comumente usado (alguns diriam abusado) num sentido que poderia ser designado de maneira mais específica como um “padrão duplo”. Um exemplo disso, é quando alguém acredita honestamente que deveria ser imposto um conjunto de morais para um grupo de indivíduos diferente do de outro grupo.

Hipocrisia é pretensão ou fingimento de ser o que não é. Hipócrita é uma transcrição do vocábulo grego “hypochrités”. Os atores gregos usavam máscaras de acordo com o papel que representavam numa peça teatral. É daí que o termo hipócrita designa alguém que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência.

Hipocrisia na religião

Novo Testamento da Bíblia refere-se especificamente aos hipócritas em vários lugares, em especial quando representando de maneira caricatural a seita dos fariseus, como por exemplo, o Evangelho de Mateus capítulo 23, versículos 13 a 15:

” Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.”

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

AQUECIMENTO GLOBAL É INEVITÁVEL E 6 BI MORRERÃO, DIZ CIENTISTA

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James Lovelock, renomado cientista, diz que o aquecimento global é irreversível – e que mais de 6 bilhões de pessoas vão morrer neste século
James Lovelock, sempre provocador, acredita que a raça humana está em perigo real e imediato. "Será uma época sombria, mas emocionante"
Cortesia de James Lovelock Veja a galeria completa
por POR JEFF GOODELL

Aos 88 anos, depois de quatro filhos e uma carreira longa e respeitada como um dos cientistas mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana está condenada. “Gostaria de ser mais esperançoso”, ele me diz em uma manhã ensolarada enquanto caminhamos em um parque em Oslo (Noruega), onde o estudioso fará uma palestra em uma universidade. Lovelock é baixinho, invariavelmente educado, com cabelo branco e óculos redondos que lhe dão ares de coruja. Seus passos são gingados; sua mente, vívida; seus modos, tudo menos pessimistas. Aliás, a chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse – guerra, fome, pestilência e morte – parece deixá-lo animado. “Será uma época sombria”, reconhece. “Mas, para quem sobreviver, desconfio que vá ser bem emocionante.”

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040, o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing (deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. “Os chineses não terão para onde ir além da Sibéria”, sentencia Lovelock. “O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra entre a Rússia e a China seja inevitável.” Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa, virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes – Canadá, Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.

Até o final do século, segundo o cientista, o aquecimento global fará com que zonas de temperatura como a América do Norte e a Europa se aqueçam quase 8 graus Celsius – quase o dobro das previsões mais prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, a organização sancionada pela ONU que inclui os principais cientistas do mundo. “Nosso futuro”, Lovelock escreveu, “é como o dos passageiros em um barquinho de passeio navegando tranqüilamente sobre as cataratas do Niagara, sem saber que os motores em breve sofrerão pane”. E trocar as lâmpadas de casa por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre. “Verde”, ele me diz, só meio de piada, “é a cor do mofo e da corrupção.”

Se tais previsões saíssem da boca de qualquer outra pessoa, daria para rir delas como se fossem devaneios. Mas não é tão fácil assim descartar as idéias de Lovelock. Na posição de inventor, ele criou um aparelho que ajudou a detectar o buraco crescente na camada de ozônio e que deu início ao movimento ambientalista da década de 1970. E, na posição de cientista, apresentou a teoria revolucionária conhecida como Gaia – a idéia de que nosso planeta é um superorganismo que, de certa maneira, está “vivo”. Essa visão hoje serve como base a praticamente toda a ciência climática. Lynn Margulis, bióloga pioneira na Universidade de Massachusetts (Estados Unidos), diz que ele é “uma das mentes científicas mais inovadoras e rebeldes da atualidade”. Richard Branson, empresário britânico, afirma que Lovelock o inspirou a gastar bilhões de dólares para lutar contra o aquecimento global. “Jim é um cientista brilhante que já esteve certo a respeito de muitas coisas no passado”, diz Branson. E completa: “Se ele se sente pessimista a respeito do futuro, é importante para a humanidade prestar atenção.”

Lovelock sabe que prever o fim da civilização não é uma ciência exata. “Posso estar errado a respeito de tudo isso”, ele admite. “O problema é que todos os cientistas bem intencionados que argumentam que não estamos sujeitos a nenhum perigo iminente baseiam suas previsões em modelos de computador. Eu me baseio no que realmente está acontecendo.”

Quando você se aproxima da casa de Lovelock em Devon, uma área rural no sudoeste da Inglaterra, a placa no portão de metal diz, claramente: “Estação Experimental de Coombe Mill. Local de um novo hábitat. Por favor, não entre nem incomode”.
Depois de percorrer algumas centenas de metros em uma alameda estreita, ao lado de um moinho antigo, fica uma casinha branca com telhado de ardósia onde Lovelock mora com a segunda mulher, Sandy, uma norte-americana, e seu filho mais novo, John, de 51 anos e que tem incapacidade leve. É um cenário digno de conto de fadas, cercado de 14 hectares de bosques, sem hortas nem jardins com planejamento paisagístico. Parcialmente escondida no bosque fica uma estátua em tamanho natural de Gaia, a deusa grega da Terra, em homenagem à qual James Lovelock batizou sua teoria inovadora.

A maior parte dos cientistas trabalha às margens do conhecimento humano, adicionando, aos poucos, nova informações para a nossa compreensão do mundo. Lovelock é um dos poucos cujas idéias fomentaram, além da revolução científica, também a espiritual. “Os futuros historiadores da ciência considerarão Lovelock como o homem que inspirou uma mudança digna de Copérnico na maneira como nos enxergamos no mundo”, prevê Tim Lenton, pesquisador de clima na Universidade de East Anglia, na Inglaterra. Antes de Lovelock aparecer, a Terra era considerada pouco mais do que um pedaço de pedra aconchegante que dava voltas em torno do Sol. De acordo com a sabedoria em voga, a vida evoluiu aqui porque as condições eram adequadas: não muito quente nem muito frio, muita água. De algum modo, as bactérias se transformaram em organismos multicelulares, os peixes saíram do mar e, pouco tempo depois, surgiu Britney Spears.

Na década de 1970, Lovelock virou essa idéia de cabeça para baixo com uma simples pergunta: Por que a Terra é diferente de Marte e de Vênus, onde a atmosfera é tóxica para a vida? Em um arroubo de inspiração, ele compreendeu que nossa atmosfera não foi criada por eventos geológicos aleatórios, mas sim devido à efusão de tudo que já respirou, cresceu e apodreceu. Nosso ar “não é meramente um produto biológico”, James Lovelock escreveu. “É mais provável que seja uma construção biológica: uma extensão de um sistema vivo feito para manter um ambiente específico.” De acordo com a teoria de Gaia, a vida é participante ativa que ajuda a criar exatamente as condições que a sustentam. É uma bela idéia: a vida que sustenta a vida. Também estava bem em sintonia com o tom pós-hippie dos anos 70. Lovelock foi rapidamente adotado como guru espiritual, o homem que matou Deus e colocou o planeta no centro da experiência religiosa da Nova Era. O maior erro de sua carreira, aliás, não foi afirmar que o céu estava caindo, mas deixar de perceber que estava. Em 1973, depois de ser o primeiro a descobrir que os clorofluocarbonetos (CFCs), um produto químico industrial, tinham poluído a atmosfera, Lovelock declarou que a acumulação de CFCs “não apresentava perigo concebível”. De fato, os CFCs não eram tóxicos para a respiração, mas estavam abrindo um buraco na camada de ozônio. Lovelock rapidamente revisou sua opinião, chamando aquilo de “uma das minhas maiores bolas fora”, mas o erro pode ter lhe custado um prêmio Nobel.

No início, ele também não considerou o aquecimento global como uma ameaça urgente ao planeta. “Gaia é uma vagabunda durona”, ele explica com freqüência, tomando emprestada uma frase cunhada por um colega. Mas, há alguns anos, preocupado com o derretimento acelerado do gelo no Ártico e com outras mudanças relacionadas ao clima, ele se convenceu de que o sistema de piloto automático de Gaia está seriamente desregulado, tirado dos trilhos pela poluição e pelo desmatamento. Lovelock acredita que o planeta vai recuperar seu equilíbrio sozinho, mesmo que demore milhões de anos. Mas o que realmente está em risco é a civilização. “É bem possível considerar seriamente as mudanças climáticas como uma resposta do sistema que tem como objetivo se livrar de uma espécie irritante: nós, os seres humanos”, Lovelock me diz no pequeno escritório que montou em sua casa. “Ou pelo menos fazer com que diminua de tamanho.”

Se você digitar “gaia” e “religion” no Google, vai obter 2,36 milhões de páginas – praticantes de wicca, viajantes espirituais, massagistas e curandeiros sexuais, todos inspirados pela visão de Lovelock a respeito do planeta. Mas se você perguntar a ele sobre cultos pagãos, ele responde com uma careta: não tem interesse na espiritualidade desmiolada nem na religião organizada, principalmente quando coloca a existência humana acima de tudo o mais. Em Oxford, certa vez ele se levantou e repreendeu Madre Teresa por pedir à platéia que cuidasse dos pobres e “deixasse que Deus tomasse conta da Terra”. Como Lovelock explicou a ela, “se nós, as pessoas, não respeitarmos a Terra e não tomarmos conta dela, podemos ter certeza de que ela, no papel de Gaia, vai tomar conta de nós e, se necessário for, vai nos eliminar”.
Gaia oferece uma visão cheia de esperança a respeito de como o mundo funciona. Afinal de contas, se a Terra é mais do que uma simples pedra que gira ao redor do sol, se é um superorganismo que pode evoluir, isso significa que existe certa quantidade de perdão embutida em nosso mundo – e essa é uma conclusão que vai irritar profundamente estudiosos de biologia e neodarwinistas de absolutamente todas as origens.

Para Lovelock, essa é uma idéia reconfortante. Considere a pequena propriedade que ele tem em Devon. Quando ele comprou o terreno, há 30 anos, era rodeada por campos aparados por mil anos de ovelhas pastando. E ele se empenhou em devolver a seus 14 hectares um caráter mais próximo do natural. Depois de consultar um engenheiro florestal, plantou 20 mil árvores – amieiros, carvalhos, pinheiros. Infelizmente, plantou muitas delas próximas demais, e em fileiras. Agora, as árvores estão com cerca de 12 metros de altura, mas em vez de ter ar “natural”, partes do terreno dele parecem simplesmente um projeto de reflorestamento mal executado. “Meti os pés pelas mãos”, Lovelock diz com um sorriso enquanto caminhamos no bosque. “Mas, com o passar dos anos, Gaia vai dar um jeito.”

Até pouco tempo atrás, Lovelock achava que o aquecimento global seria como sua floresta meia-boca – algo que o planeta seria capaz de corrigir. Então, em 2004, Richard Betts, amigo de Lovelock e pesquisador no Centro Hadley para as Mudanças Climáticas – o principal instituto climático da Inglaterra -, convidou-o para dar uma passada lá e bater um papo com os cientistas. Lovelock fez reunião atrás de reunião, ouvindo os dados mais recentes a respeito do gelo derretido nos pólos, das florestas tropicais cada vez menores, do ciclo de carbono nos oceanos. “Foi apavorante”, conta.

“Mostraram para nós cinco cenas separadas de respostas positivas em climas regionais – polar, glacial, floresta boreal, floresta tropical e oceanos -, mas parecia que ninguém estava trabalhando nas conseqüências relativas ao planeta como um todo.” Segundo ele, o tom usado pelos cientistas para falar das mudanças que testemunharam foi igualmente de arrepiar: “Parecia que estavam discutindo algum planeta distante ou um universo-modelo, em vez do lugar em que todos nós, a humanidade, vivemos”.

Quando Lovelock estava voltando para casa em seu carro naquela noite, a compreensão lhe veio. A capacidade de adaptação do sistema se perdera. O perdão fora exaurido. “O sistema todo”, concluiu, “está em modo de falha.” Algumas semanas depois, ele começou a trabalhar em seu livro mais pessimista, A Vingança de Gaia, publicado no Brasil em 2006. Na sua visão, as falhas nos modelos climáticos computadorizados são dolorosamente aparentes. Tome como exemplo a incerteza relativa à projeção do nível do mar: o IPCC, o painel da ONU sobre mudanças climáticas, estima que o aquecimento global vá fazer com que a temperatura média da Terra aumente até 6,4 graus Celsius até 2100. Isso fará com que geleiras em terra firme derretam e que o mar se expanda, dando lugar à elevação máxima do nível de mar de apenas pouco menos de 60 centímetros. A Groenlândia, de acordo com os modelos do IPCC, demorará mil anos para derreter.

Mas evidências do mundo real sugerem que as estimativas do IPCC são conservadoras demais. Para começo de conversa, os cientistas sabem, devido aos registros geológicos, que há 3 milhões de anos, quando as temperaturas subiram cinco graus acima dos níveis atuais, os mares subiram não 60 centímetros, mas 24 metros. Além do mais, medidas feitas por satélite recentemente indicam que o Ártico está derretendo com tanta rapidez que a região pode ficar totalmente sem gelo até 2030. “Quem elabora os modelos não tem a menor noção sobre derretimento de placas de gelo”, desdenha o estudioso, sem sorrir.

Mas não é apenas o gelo que invalida os modelos climáticos. Sabe-se que é difícil prever corretamente a física das nuvens, e fatores da biosfera, como o desmatamento e o derretimento da Tundra, raramente são levados em conta. “Os modelos de computador não são bolas de cristal”, argumenta Ken Caldeira, que elabora modelos climáticos na Universidade de Stanford, cuja carreira foi profundamente influenciada pelas idéias de Lovelock. “Ao observar o passado, fazemos estimativas bem informadas em relação ao futuro. Os modelos de computador são apenas uma maneira de codificar esse conhecimento acumulado em apostas automatizadas e bem informadas.”

Aqui, em sua essência supersimplificada, está o cenário pessimista de Lovelock: o aumento da temperatura significa que mais gelo derreterá nos pólos, e isso significa mais água e terra. Isso, por sua vez, faz aumentar o calor (o gelo reflete o sol, a terra e a água o absorvem), fazendo com que mais gelo derreta. O nível do mar sobe. Mais calor faz com que a intensidade das chuvas aumente em alguns lugares e com que as secas se intensifiquem em outros. As florestas tropicais amazônicas e as grandes florestas boreais do norte – o cinturão de pinheiros e píceas que cobre o Alasca, o Canadá e a Sibéria – passarão por um estirão de crescimento, depois murcharão até desaparecer. O solo permanentemente congelado das latitudes do norte derrete, liberando metano, um gás que contribui para o efeito estufa e que é 20 vezes mais potente do que o CO2… e assim por diante. Em um mundo de Gaia funcional, essas respostas positivas seriam moduladas por respostas negativas, sendo que a maior de todas é a capacidade da Terra de irradiar calor para o espaço. Mas, a certa altura, o sistema de regulagem pára de funcionar e o clima dá um salto – como já aconteceu muitas vezes no passado – para uma nova situação, mais quente. Não é o fim do mundo, mas certamente é o fim do mundo como o conhecemos.

O cenário pessimista de Lovelock é desprezado por pesquisadores de clima de renome, sendo que a maior parte deles rejeita a idéia de que haja um único ponto de desequilíbrio para o planeta inteiro. “Ecossistemas individuais podem falhar ou as placas de gelo podem entrar em colapso”, esclarece Caldeira, “mas o sistema mais amplo parece ser surpreendentemente adaptável.” No entanto, vamos partir do princípio, por enquanto, de que Lovelock esteja certo e que de fato estejamos navegando por cima das cataratas do Niagara. Simplesmente vamos acenar antes de cair? Na visão de Lovelock, reduções modestas de emissões de gases que contribuem para o efeito estufa não vão nos ajudar – já é tarde demais para deter o aquecimento global trocando jipões a diesel por carrinhos híbridos. E a idéia de capturar a poluição de dióxido de carbono criada pelas usinas a carvão e bombear para o subsolo? “Não há como enterrar quantidade suficiente para fazer diferença.” Biocombustíveis? “Uma idéia monumentalmente idiota.” Renováveis? “Bacana, mas não vão nem fazer cócegas.” Para Lovelock, a idéia toda do desenvolvimento sustentável é equivocada: “Deveríamos estar pensando em retirada sustentável”.

A retirada, na visão dele, significa que está na hora de começar a discutir a mudança do lugar onde vivemos e de onde tiramos nossos alimentos; a fazer planos para a migração de milhões de pessoas de regiões de baixa altitude, como Bangladesh, para a Europa; a admitir que Nova Orleans já era e mudar as pessoas para cidades mais bem posicionadas para o futuro. E o mais importante de tudo é que absolutamente todo mundo “deve fazer o máximo que pode para sustentar a civilização, de modo que ela não degenere para a Idade das Trevas, com senhores guerreiros mandando em tudo, o que é um perigo real. Assim, podemos vir a perder tudo”.

Até os amigos de Lovelock se retraem quando ele fala assim. “Acho que ele está deixando nossa cota de desespero no negativo”, diz Chris Rapley, chefe do Museu de Ciência de Londres, que se empenhou com afinco para despertar a consciência mundial sobre o aquecimento global. Outros têm a preocupação justificada de que as opiniões de Lovelock sirvam para dispersar o momento de concentração de vontade política para impor restrições pesadas às emissões de gases poluentes que contribuem para o efeito estufa. Broecker, o paleoclimatologista de Columbia, classifica a crença de Lovelock de que reduzir a poluição é inútil como “uma bobagem perigosa”.

“Eu gostaria de poder dizer que turbinas de vento e painéis solares vão nos salvar”, Lovelock responde. “Mas não posso. Não existe nenhum tipo de solução possível. Hoje, há quase 7 bilhões de pessoas no planeta, isso sem falar nos animais. Se pegarmos apenas o CO2 de tudo que respira, já é 25% do total – quatro vezes mais CO2 do que todas as companhias aéreas do mundo. Então, se você quer diminuir suas emissões, é só parar de respirar. É apavorante. Simplesmente ultrapassamos todos os limites razoáveis em números. E, do ponto de vista puramente biológico, qualquer espécie que faz isso tem que entrar em colapso.”

Mas isso não é sugerir, no entanto, que Lovelock acredita que deveríamos ficar tocando harpa enquanto assistimos o mundo queimar. É bem o contrário. “Precisamos tomar ações ousadas”, ele insiste. “Temos uma quantidade enorme de coisas a fazer.” De acordo com a visão dele, temos duas escolhas: podemos retornar a um estilo de vida mais primitivo e viver em equilíbrio com o planeta como caçadores-coletores ou podemos nos isolar em uma civilização muito sofisticada, de altíssima tecnologia. “Não há dúvida sobre que caminho eu preferiria”, diz certa manhã, em sua casa, com um sorriso aberto no rosto enquanto digita em seu computador. “Realmente, é uma questão de como organizamos a sociedade – onde vamos conseguir nossa comida, nossa água. Como vamos gerar energia.”

Em relação à água, a resposta é bem direta: usinas de dessalinização, que são capazes de transformar água do mar em água potável. O suprimento de alimentos é mais difícil: o calor e a seca vão acabar com a maior parte das regiões de plantações de alimentos hoje existentes. Também vão empurrar as pessoas para o norte, onde vão se aglomerar em cidades. Nessas áreas, não haverá lugar para quintais ajardinados. Como resultado, Lovelock acredita, precisaremos sintetizar comida – teremos que criar alimentos em barris com culturas de tecidos de carnes e vegetais. Isso parece muito exagerado e profundamente desagradável, mas, do ponto de vista tecnológico, não será difícil de realizar.
O fornecimento contínuo de eletricidade também será vital, segundo ele. Cinco dias depois de visitar o centro Hadley, Lovelock escreveu um artigo opinativo polêmico, intitulado: “Energia nuclear é a única solução verde”. Lovelock argumentava que “devemos usar o pequeno resultado dos renováveis com sensatez”, mas que “não temos tempo para fazer experimentos com essas fontes de energia visionárias; a civilização está em perigo iminente e precisa usar a energia nuclear – a fonte de energia mais segura disponível – agora ou sofrer a dor que em breve será infligida a nosso planeta tão ressentido”.

Ambientalistas urraram em protesto, mas qualquer pessoa que conhecia o passado de Lovelock não se surpreendeu com sua defesa à energia nuclear. Aos 14 anos, ao ler que a energia do sol vem de uma reação nuclear, ele passou a acreditar que a energia nuclear é uma das forças fundamentais no universo. Por que não aproveitá-la? No que diz respeito aos perigos – lixo radioativo, vulnerabilidade ao terrorismo, desastres como o de Chernobyl – Lovelock diz que este é dos males o menos pior: “Mesmo que eles tenham razão a respeito dos perigos, e não têm, continua não sendo nada na comparação com as mudanças climáticas”.

Como último recurso, para manter o planeta pelo menos marginalmente habitável, Lovelock acredita que os seres humanos podem ser forçados a manipular o clima terrestre com a construção de protetores solares no espaço ou instalando equipamentos para enviar enormes quantidades de CO2 para fora da atmosfera. Mas ele considera a geoengenharia em larga escala como um ato de arrogância – “Imagino que seria mais fácil um bode se transformar em um bom jardineiro do que os seres humanos passarem a ser guardiões da Terra”. Na verdade, foi Lovelock que inspirou seu amigo Richard Branson a oferecer um prêmio de US$ 25 milhões para o “Virgin Earth Challenge” (Desafio Virgin da Terra), que será concedido à primeira pessoa que conseguir criar um método comercialmente viável de remover os gases responsáveis pelo efeito estufa da atmosfera. Lovelock é juiz do concurso, por isso não pode participar dele, mas ficou intrigado com o desafio. Sua mais recente idéia: suspender centenas de milhares de canos verticais de 18 metros de comprimento nos oceanos tropicais, colocar uma válvula na base de cada cano e permitir que a água das profundezas, rica em nutrientes, seja bombeada para a superfície pela ação das ondas. Os nutrientes das águas das profundezas aumentariam a proliferação das algas, que consumiriam o dióxido de carbono e ajudariam a resfriar o planeta. “É uma maneira de contrabalançar o sistema de energia natural da Terra usando ele próprio”, Lovelock especula. “Acho que Gaia aprovaria.”

Oslo é o tipo perfeito de cidade para Lovelock. Fica em latitudes do norte, que ficarão mais temperadas na medida em que o clima for esquentando; tem água aos montes; graças a suas reservas de petróleo e gás, é rica; e lá já há muito pensamento criativo relativo à energia, incluindo, para a satisfação de Lovelock, discussões renovadas a respeito da energia nuclear. “A questão principal a ser discutida aqui é como manejar as hordas de pessoas que chegarão à cidade”, Lovelock avisa. “Nas próximas décadas, metade da população do sul da Europa vai tentar se mudar para cá.”

Nós nos dirigimos para perto da água, passando pelo castelo de Akershus, uma fortaleza imponente do século 13 que funcionou como quartel-general nazista durante a ocupação da cidade na Segunda Guerra Mundial. Para Lovelock, os paralelos entre o que o mundo enfrentou naquela época e o que enfrenta hoje são bem claros. “Em certos aspectos, é como se estivéssemos de novo em 1939”, ele afirma. “A ameaça é óbvia, mas não conseguimos nos dar conta do que está em jogo. Ainda estamos falando de conciliação.”

Naquele tempo, como hoje, o que mais choca Lovelock é a ausência de liderança política. Apesar de respeitar as iniciativas de Al Gore para conscientizar as pessoas, não acredita que nenhum político tenha chegado perto de nos preparar para o que vem por aí. “Em muito pouco tempo, estaremos vivendo em um mundo desesperador, comenta Lovelock. Ele acredita que está mais do que na hora para uma versão “aquecimento global” do famoso discurso que Winston Churchill fez para preparar a Grã-Bretanha para a Segunda Guerra Mundial: “Não tenho nada a oferecer além de sangue, trabalho, lágrimas e suor”. “As pessoas estão prontas para isso”, Lovelock dispara quando passamos sob a sombra do castelo. “A população entende o que está acontecendo muito melhor do que a maior parte dos políticos.”

Independentemente do que o futuro trouxer, é provável que Lovelock não esteja por aí para ver. “O meu objetivo é viver uma vida retangular: longa, forte e firme, com uma queda rápida no final”, sentencia. Lovelock não apresenta sinais de estar se aproximando de seu ponto de queda. Apesar de já ter passado por 40 operações, incluindo ponte de safena, continua viajando de um lado para o outro no interior inglês em seu Honda branco, como um piloto de Fórmula 1. Ele e Sandy recentemente passaram um mês de férias na Austrália, onde visitaram a Grande Barreira de Corais. O cientista está prestes a começar a escrever mais um livro sobre Gaia. Richard Branson o convidou para o primeiro vôo do ônibus espacial Virgin Galactic, que acontecerá no fim do ano que vem – “Quero oferecer a ele a visão de Gaia do espaço”, diz Branson. Lovelock está ansioso para fazer o passeio, e planeja fazer um teste em uma centrífuga até o fim deste ano para ver se seu corpo suporta as forças gravitacionais de um vôo espacial. Ele evita falar de seu legado, mas brinca com os filhos dizendo que quer ver gravado na lápide de seu túmulo: “Ele nunca teve a intenção de ser conciliador”.

Em relação aos horrores que nos aguardam, Lovelock pode muito bem estar errado. Não por ter interpretado a ciência erroneamente (apesar de isso certamente ser possível), mas por ter interpretado os seres humanos erroneamente. Poucos cientistas sérios duvidam que estejamos prestes a viver uma catástrofe climática. Mas, apesar de toda a sensibilidade de Lovelock para a dinâmica sutil e para os ciclos de resposta no sistema climático, ele se mostra curiosamente alheio à dinâmica sutil e aos ciclos de resposta no sistema humano. Ele acredita que, apesar dos nossos iPhones e dos nossos ônibus espaciais, continuamos sendo animais tribais, amplamente incapazes de agir pelo bem maior ou de tomar decisões de longo prazo que garantam nosso bem-estar. “Nosso progresso moral”, diz Lovelock, “não acompanhou nosso progresso tecnológico.”

Mas talvez seja exatamente esse o motivo do apocalipse que está por vir. Uma das questões que fascina Lovelock é a seguinte: A vida vem evoluindo na Terra há mais de 3 bilhões de anos – e por que motivo? “Gostemos ou não, somos o cérebro e o sistema nervoso de Gaia”, ele explica. “Agora, assumimos responsabilidade pelo bem-estar do planeta. Como vamos lidar com isso?”
Enquanto abrimos caminho no meio dos turistas que se dirigem para o castelo, é fácil olhar para eles e ficar triste. Mais difícil é olhar para eles e ter esperança. Mas quando digo isso a Lovelock, ele argumenta que a raça humana passou por muitos gargalos antes – e que talvez sejamos melhores por causa disso. Então ele me conta a história de um acidente de avião, anos atrás, no aeroporto de Manchester. “Um tanque de combustível pegou fogo durante a decolagem”, recorda. “Havia tempo de sobra para todo mundo sair, mas alguns passageiros simplesmente ficaram paralisados, sentados nas poltronas, como tinham lhes dito para fazer, e as pessoas que escaparam tiveram que passar por cima deles para sair. Era perfeitamente óbvio o que era necessário fazer para sair, mas eles não se mexiam. Morreram carbonizados ou asfixiados pela fumaça. E muita gente, fico triste em dizer, é assim. E é isso que vai acontecer desta vez, só que em escala muito maior.”

Lovelock olha para mim com olhos azuis muito firmes. “Algumas pessoas vão ficar sentadas na poltrona sem fazer nada, paralisadas de pânico. Outras vão se mexer. Vão ver o que está prestes a acontecer, e vão tomar uma atitude, e vão sobreviver. São elas que vão levar a civilização em frente.”

(Tradução de Ana Ban)

Fonte: ROLLING STONE

MAIOR USINA SOLAR DO MUNDO COMEÇA A GERAR ELETRICIDADE

Débora Spitzcovsky, do 

 

Divulgação/Business Wire

A Ivanpah Solar Electric Generating System, maior usina de energia solar do mundo

Com o tanto de eletricidade que produz, a nova usina solar será capaz de abastecer cerca de 140 mil casas da Califórnia

A Ivanpah Solar Electric Generating System: usina abriga 300 mil espelhos para coletar a luz do sol e tem capacidade bruta de produção de 392 megawatts de energia

Começou a funcionar nesta quinta-feira (13) a Ivanpah Solar Electric Generating System, maior usina de energia solar do mundo, que está localizada na Califórnia, nos EUA.

O título de maior complexo produtor de eletricidade proveniente do sol era da Shams 1, usina localizada em Abu Dhabi, capaz de gerar 100 megawatts de energia.

Mas hoje, após resolver questões regulatórias e problemas jurídicos e entrar em funcionamento, a Ivanpah desbancou bonito a concorrente árabe.

Em um terreno de 13 km², a usina abriga 300 mil espelhos para coletar a luz do sol e tem capacidade bruta de produção de 392 megawatts de energia – quase quatro vezes mais que a Shams 1, em Abu Dhabi.

Com o tanto de eletricidade que produz, a nova usina solar – que pertence às empresas NRG Energy, BrightSource Energy e Google – será capaz de abastecer cerca de 140 mil casas da Califórnia. Segundo comunicado oficial, ao passar a utilizar energia limpa, esses domicílios deixaram de gerar 400 mil toneladas métricas de CO2 por ano – o que equivale a remover 72 mil veículos das ruas.

 

NÃO INTERESSA A RELIGIÃO PARA QUEM FOR TRABALHAR EM CAMPINAS

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A Câmara Municipal aprovou, na sessão desta quarta (12), a Legalidade (1ª discussão) do Projeto de Lei nº 157/ 2013, de autoria do Vereador Carlão, que proíbe perguntar sobre a religião aos candidatos em questionários de emprego, admissão ou adesão a empresas públicas ou privadas, sociedades, clubes e afins.

O PL ainda precisa ser submetido à 2ª discussão (do Mérito) para que seja aprovado pela Câmara. O objetivo é evitar a discriminação religiosa, que atinge principalmente as religiões de origem africana.
De acordo com a proposta, o valor da multa poderá variar de R$ 150,00 a R$ 2,5 mil por infração. Carlão defende que o Município deve atuar no combate à discriminação e à intolerância religiosa, por meio de sanções administrativas, conforme previsto na Constituição Federal (Parágrafo 3º do Artigo 5º). Já a proibição do uso de critérios de admissão discriminatórios consta do Parágrafo 4º.

Fonte: SITE DO VEREADOR

MATÉRIA DO FANTÁSTICO SOBRE ADOLESCENTE PRESO EM POSTE

yvonne-bezerra-melo-4bd.jpg.png‘Não podemos viver num mundo em que as pessoas acreditam na vingança’, diz socióloga. Nesta semana, o caso do adolescente de 15 anos preso a um poste no Rio, levantou o debate: É certo procurar justiça pelas próprias mãos?

CLIQUE AQUI se quiser assistir o vídeo da matéria do Fantástico

No Rio de Janeiro, o caso de um adolescente de 15 anos preso a um poste por uma trava de bicicleta, divulgado durante a semana, levantou o debate: é certo procurar justiça pelas próprias mãos? A reportagem que começa agora pretende dar essa resposta.

Falta presença do estado? “Onde as pessoas tomam justiça com as próprias mãos é onde tem pouco policiamento, Onde tem poucas regras, onde tem a falta de um governo, de um estado sobre a população”, declara um homem.

Balsas, cidade a 600 quilômetros de São Luís, Maranhão. No vídeo postado nas redes sociais um homem aparece apanhando de várias pessoas. O motivo da surra? Ele assaltou um açougue, e, na fuga, tentou roubar uma moto. Até crianças testemunham a cena. Durante os 11 minutos da gravação, nem sinal da polícia.

Falta policiamento? “Não pode agredir. Tem que saber o que tá acontecendo primeiro para depois resolver o problema”, opina um homem.

Taboquinhas, distrito de Itacaré, na Bahia. Depois de assaltar uma casa, um homem tentou fugir.
Foi pego pela população, agredido e amarrado com cordas.

Como o delegado estava fora da cidade, o homem foi levado para a cadeia de Ilhéus, a 70 quilômetros de lá.

Falta educação? “Violência gera violência. Isso não vai adiantar de nada. Não vai levar a nada. É educação, ao longo do tempo, que vai dar jeito nisso aí”, diz uma mulher.

“Hoje em dia muitos botam culpas nas crianças, nos adolescentes. Mas e antes? Como é que eles tão sendo tratados, cuidados?”, declara um homem.

Rio de Janeiro, terça-feira passada. Um menor é pego tentando furtar um supermercado em Copacabana. Uma multidão pede o linchamento dele.

“As pessoas pediam ‘dá porrada! Mata! Prende! Você não presta!’”, conta Eduardo Homem de Carvalho, jornalista.

Eduardo passava pelo local e registrou a cena. “Me parecia uma cena da Idade Média, onde as pessoas são apedrejadas em praça pública em uma condição dessas. Lamentável”, conta o jornalista.

Na confusão, o menor atirou uma pedra em um segurança, e foi levado para o interior da loja até a chegada da Guarda Municipal.

Falta justiça? “Quem tem agir isso é a legislação, é o poder judiciário. Eles que tem que fazer“, afirma um homem.

Um dos episódios mais recentes em que a população decidiu fazer Justiça com as próprias mãos aconteceu em um poste, que fica no Aterro do Flamengo, zona sul do Rio, umas das áreas que mais tem sofrido com o aumento de assaltos na cidade.

Um grupo cercou e imobilizou um menor de idade, e usando uma trava de bicicleta, prendeu o menino ao poste pelo pescoço. Depois, tiraram a roupa e o deixaram nu.

O caso gerou muito debate sobre a questão da violência. E entre tantas perguntas sobre motivos e soluções, duas parecem sobressair na discussão: A que ponto chegamos? E que consequências este tipo de reação da população pode trazer?

São muitas perguntas e poucas respostas para o assunto mais discutido da semana.

Nós localizamos um dos jovens que participa do grupo de justiceiros que prendeu o menor no poste. Ele pediu para não ser identificado.

Justiceiro: A gente sai em uma ronda para procurar esses criminosos. A gente bate, dá uma lição de moral, impõe a moral, impõe respeito em cima deles e depois libera. Como se nós fossemos os policiais do bairro.
Fantástico: Já aconteceu de algum ficar machucado?
Justiceiro: Sim, bastante.
Fantástico: Como?
Justiceiro: Sangrando. Um com braço quebrado, outro desmaiado.
Fantástico: Você se arrepende?
Justiceiro:  Sinceramente, não.
Fantástico: Como vocês se sentem depois que vocês fazem isso?
Justiceiro: Com uma paz. Sinceramente com uma paz pra gente mesmo, como se a gente tivesse com dever cumprido.

Para um jurista, não há dúvidas: quem responde à violência com mais violência também está cometendo crime. “Passam a cometer crime de formação de quadrilha e nesses casos específicos até mesmo de lesão corporal”, explica Abel Gomes, jurista.

O jovem agressor, que tem 20 anos, diz que não estava no dia da ação.

Justiceiro: Até soube pelo Facebook também.
Fantástico: Você achou exagero?
Justiceiro: Eu e meu grupo a gente cometeria a mesma ação,
Fantástico: Os seus pais sabem que você faz parte desse grupo?
Justiceiro: Não.
Fantástico: E o que eles diriam se soubessem?
Justiceiro: Pelos comentários que eles falaram, eles acham certo.
Fantástico: E vocês são quantos agora?
Justiceiro: Somos por volta de 50.
Fantástico: Até quando vocês vão com essa ronda, com esse grupo justiceiro?
Justiceiro: A ronda, por enquanto, está parada. Se for preciso a gente volta. Eu acho que é correto a gente correr atrás, se não tem a justiça para correr atrás, o jeito é a gente tomar alguma precaução quanto a isso.
Fantástico: E você faria de novo?
Justiceiro: Sinceramente? A vontade é de fazer de novo, porque mesmo com policiamento não está dando certo.

Quem socorreu o menor preso ao poste foi a artista plástica Ivone Bezerra de Mello. Ela vem recebendo muitas ameaças como essa: “quem sabe os justiceiros não escolham ela como próximo alvo? Bandido bom é bandido morto”.

Com medo de represálias, Ivone conversou com o Fantástico pela internet.

“Eu não sabia quem era, se era bandido, se não era bandido. Eu não conhecia aquele menino. Nunca tinha visto na minha vida. Aquilo foi um ato humanitário de tirar aquele menino que estava como se fosse num pau de arara, na minha rua. Esse ato que qualquer ser humano faria com ser humano, com cachorro preso lá numa casa, ou um gato em cima da árvore, provocou uma histeria coletiva na cidade, de ódio”, afirma Ivone Bezerra de Melo, Artista plástica.

Os bombeiros precisaram usar um maçarico para soltar o garoto da tranca.

“Isso precisa ser combatido com rigor, com determinação. Nós não podemos permitir que esses casos se multipliquem, isso é caminhar para um estado de barbárie. Nós não podemos viver em um mundo em que as pessoas acreditam na vingança, no olho por olho, dente por dente”, declara Julita Lemgruber, socióloga.

Mas, apesar da ampla repercussão nas redes sociais, ninguém registrou o caso na delegacia.

“A indignação na rede social ela passa para a imprensa e depois ela chega na polícia. Eu não sou obrigada a estar na rede social pra saber o que tá acontecendo. Esse registro que esse garoto é vítima, a comunicante sou eu, porque eu vi na imprensa e eu determinei que fosse feito um registro de ocorrência. Então, ocorreu um crime, o certo é comunicar direto na Polícia Civil”, diz Monique Vidal, delegada do caso.

Ricardo levou duas facadas no rosto durante um assalto na área onde os justiceiros estão atuando.

Fantástico: Esse grupo que está partindo para vingança pra justiça com as próprias mãos, te representa?
Ricardo Monte, analista de sistemas: De maneira nenhuma. Inclusive eu fui chamado para participar dessa caçada de justiceiro, e eu disse que isso não podia acontecer, que um crime não justifica um outro crime.
Fantástico: Muita gente fala ‘ah, é porque não é com você, é porque não é com ninguém da sua família’. Foi com você, e você ainda assim não abre mão dos seus princípios.
Ricardo: Aí sim eles estariam levando algo de importante, que seriam os princípios éticos e morais que a minha família me deu. A violência só gera violência.

LIMÃO – UM FRUTO SAGRADO

Conceição Trucom*

Em uma passagem do livro Os mistérios de Shambala**, quando o autor se refere a essa remota era planetária, lê-se:

A única fruta que, por suas propriedades curativas especiais, conservou sua acidez natural foi o limão.

Em botânica oculta, o limão é chamado “o fruto sagrado“, pois contém elementos dinâmicos procedentes da aura etérica da Terra que podem ajudar a humanidade a preservar sua saúde física, se utilizados judiciosamente.

E mais que isso, o limão chegou à Terra para ajudar o ser humano, agora um bípede, com o cérebro frontal (cérebro novo) ativado, a enxergar melhor, ter horizontes, planejar como chegar nessas novas metas que são mais distantes, desenvolver a capacidade de raciocínios que precisam ser lúcidos e claros, e fazer uso do discernimento – corpos mentais. Saiba mais em Limão é lucidez

Veio também para ajudar o ser humano a ser mais desintoxicado, portanto menos denso, mais sutil, com maior potencial de enxergar “o todo” e assim ser mais positivo, construtivo e bem-humorado – espiritual. Saiba mais em Limão – Agente desintoxicante e adstringente

Veio também para ajudar o ser humano a fazer bom uso do seu corpo físico, cuidando para que seu organismo viva a harmonia metabólica, favorecendo a meditação, a concentração e a visão/intuição – corpo energético/emocional. Saiba mais em Não podemos ser ácidos

E o limão é tão sagrado que se torna 100% terapêutico, 100% poderoso, se integrado com frutas, folhas, raízes, sementes germinadas e legumes. Quanto mais integrado, maior seu poder de alcalinizar, de mineralizar e de provocar a manutenção e/ou resgate da saúde plena. Saiba mais em Limão – Agente alcalinizante e mineralizante

Sendo uma fruta absolutamente solar, entra em nossas células trazendo luz, digestão, excreção, respiração, vitalidade, juventude, saúde: VIDA! Saiba mais em Os componentes ácidos do limão

Com toda essa aproximação e perspectiva, torna-se inevitável sentir ao que um dia ensolarado nos instiga: leveza, alegria, bom-humor, bom astral, fluidez, relaxamento e paz.
** Do livro Os mistérios de Shambala – Vicente Beltran Anglada – Editora Aquariana.

Confira na AGENDA sobre as Oficinas do Limão e da Linhaça, além dos cursos e palestras da Alimentação Crua e Viva.
Lançamento do ano: De Bem com a Natureza – Cuidando do seu filho com a Alimentação Crua e Viva – Conceição Trucom – editora Alaúde.
* Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida.

Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações, e citadas a autora e a fonte http://www.docelimao.com.br.

Recomenda-se a leitura na íntegra do livro O poder de cura do Limão.

A PRIMEIRA MORTE

 

A pequena tragédia de um homem comum diante do exame de colesterol
arteriosclerose

A notícia veio em um exame de rotina, aberto na página do laboratório na internet enquanto tomava um chocolate quente. Na verdade, leite com um chocolate em pó cheio de porcarias que ele toma desde a infância e, por isso, aos 43 anos, é uma fonte de alegria permanente na prateleira da cozinha. Quando bateu na minha porta, os olhos escancarados, avisando que tinha uma má notícia, eu pensei logo em câncer. No nosso tempo, é o que a gente sempre pensa, mesmo que não diga. “Meu colesterol está alto”, ele disse. “Muito acima do péssimo.” Amoleci inteira e até esbocei um sorriso. “Ah, mas isso não é tão grave.” Mas era. Eu não fui capaz de perceber logo, mas era a primeira morte de meu melhor amigo.

Não era uma doença incurável, não era um drama humanitário, não era nada que alterasse a ordem do mundo. Era só a pequena tragédia dele. Comezinha e cotidiana. A tragédia de um homem comum, com uma vida comum, que sentia a primeira fisgada do fim.

No percurso de uma vida, quando temos a sorte de ter uma existência longa, passamos por várias pequenas mortes e renascimentos. É importante que partes de nós morram para que outras possam nascer – ou apenas para que esses pedaços mofados de nossas crenças sobre nós ou da crença de outros sobre nós saiam do caminho. É triste quando alguém é uma coisa só a vida toda – perdendo a chance de acolher todos os outros de si. Quando alguém anda pela vida apertado em uma roupa que nunca lhe serviu direito, mas que foi vestida nele ou nela por seus pais ainda na infância, como se fosse o único modelo que lhe coubesse.

É importante que, em algum momento, de preferência mais cedo do que tarde, a gente descubra que essa roupa não serve – ou que apenas algumas partes servem e outras precisam ser jogadas fora, para que novas possam ser inventadas. É essencial que nos libertemos dos dogmas impingidos sobre nós para podermos criar uma vida que faça mais sentido – e para nos sentirmos livres para recriá-la o tempo todo. O olhar do outro sobre nós, a começar pelo dos nossos pais, às vezes é redenção, em outras é prisão, em geral é ambos.

Por isso me parece que uma vida é mais rica quando morremos e renascemos muitas vezes. Mas esta é a existência psíquica, é o que se passa em nossas porções invisíveis, naquela parte da nossa geografia que não se pode tocar com as mãos. Poucas coisas ou nenhuma são mais assustadoras do que ousar se libertar de um jeito de ser cujo funcionamento conhecemos. Porque ainda que esse jeito nos sequestre o desejo, nos parece mais seguro do que enfrentar o vazio de descobrir formas de viver mais próximas de nossos anseios. Mas, se tivermos essa coragem que anda de mãos agarradas com o medo, nós nos responsabilizamos pelas nossas escolhas, seguimos e criamos e morremos e renascemos. Muitas vezes.

Em algum momento, porém, o corpo anuncia uma morte da qual não é possível renascer. A rigor, começamos a morrer desde o nascimento. De fato, nosso declínio físico começa aos 20 e poucos anos, mas esses sinais podem ser ignorados. E são. Por volta dos 40 – um pouco depois, para quem tem mais sorte, um pouco antes, para quem tem mais azar –, recebemos a notícia da primeira morte que não podemos ignorar. A primeira morte do corpo.

Foi o que aconteceu com meu melhor amigo. Para não morrer nos próximos anos de enfarte ou AVC por causa das artérias entupidas de gordura, ele matou com um só golpe um mundo inteiro dentro de si. Não é uma mera mudança de hábitos, como médicos e nutricionistas tentam nos convencer em consultas, reportagens e sites da internet. É um mundo inteiro que se extingue como se o Sol explodisse de repente, muito antes dos bilhões de anos calculados pelos astrônomos. Para quem vive nesse planeta, é uma hecatombe. Para a imensidão do universo, é um nada, estrelas morrem o tempo todo sem que a ordem da vida dos outros se altere.

Para o planeta humano que é meu melhor amigo, foi uma hecatombe. Acabaram-se as feijoadas, o churrasco, a pizza, o hambúrguer, a batata frita, os pastéis, os bolos, os bolinhos, as tortas, os chocolates. Mas não só. Encerrou-se a possibilidade de renovar a qualquer momento a memória de uma vida de afetos: a receita de bacalhau da mãe que morreu, a torta de morangos que só a sogra sabe fazer, o feijão gordo que a mulher prepara toda quinta-feira e havia se tornado um acontecimento, a noite com o amigo de infância recheada de cumplicidade, chope e frituras.

Acabou-se a possibilidade de degustar territórios ainda não desbravados. As experiências gastronômicas com um amigo chefe de cozinha. O acesso às dores de alma e as alegrias de outros povos e terras através da comida, dos ingredientes e dos temperos, que o instigavam a jamais perder nenhuma chance de viajar. Suas próprias invenções com as panelas que reuniam os mais próximos em alegres descobertas na mesa da cozinha. Agora, ele terá de recusar pratos em almoços e jantares – e será um problema na cozinha alheia.

Um mundo dentro do mundo morreu em um segundo. E a notícia dessa morte o lembra o tempo todo de que é só a primeira das muitas que virão. “Tenho medo de morrer de repente”, ele diz. Porque sente que uma parte dele teve morte súbita tendo ele mesmo por testemunha. “Eu não fumo, não uso drogas, só bebo em ocasiões especiais”, ele diz, traído. Eu quase digo: “A vida não dá garantias”, mas me contenho a tempo.

Sei que dentro dele toca o réquiem de Verdi, dramático e grandiloquente, mas só ele escuta. Porque sua tragédia é prosaica, acontece com muitos, não é notícia nem na família. Ele é só mais um homem diante do parapeito da ponte – sem vontade de atirar-se dali, mas apavorado porque um dia vai estar lá embaixo.

Pesquisamos juntos na internet, tentamos inventar receitas, descobrir novos ingredientes, criar um mundo novo dentro do universo restrito ao qual ele foi confinado. Cheiramos desconfiados uma linguiça de soja, passamos retos pela manteiga, enchemos o carrinho de coisas verdes. Depois vamos ao cinema para esquecer seu pequeno drama diante da grandeza do drama maior de um outro, mas quando estaqueamos diante da pipoca, o luto desce sobre ele, inexorável. Sabemos que é preciso aceitar essa morte, assim como todas que virão, com o excesso de perdas que ela contém. Em geral não se morre de uma vez só, mas aos poucos. E é o corpo que nos ensina a brutalidade dessa verdade.

O colesterol não encolheu apenas a largura das artérias de meu melhor amigo, mas também a largura da sua vida. Ele sabe que não pode escapar dos limites impostos pelo corpo. Pode, como todos nós, no máximo adiá-los. No exame do laboratório o tal do LDL avisa que a juventude, aquele tempo no qual era possível fingir que não havia limites, acabou. Mas a gordura que entulha as artérias de meu melhor amigo não lhe obstrui o espírito. Porque morreu e nasceu muitas vezes ao longo de seus 43 anos, há nele uma vida dentro da vida que se amplia também nesse choque com os limites. Enquanto o corpo falha, sua mente recolhe suas lágrimas, sua surpresa e sua dor e os transforma em uma experiência a mais.

Sempre foi assim, afinal. É no confronto com a miséria da condição humana que produzimos o melhor do humano. Condenados eternamente ao fracasso de nosso embate com a morte, inventamos essa vida dentro da vida. Que, se tivermos a ousadia de morrer e nascer várias vezes no espaço de uma existência, será uma vida maior que a vida.

Não tenho dúvidas de que meu melhor amigo seguirá suspirando de saudades de uma picanha gorda ou de um feijão com costelinha de porco. Mas, nesse último final de semana, ele já havia colado um cartaz patético na cozinha, com imagens suas de a.C. e d.C. – “C” não de Cristo, mas de colesterol. Estava entrouxado de roupas porque acreditava que os 100 gramas que tinha perdido desde que abriu o exame tornaram-no “mais friorento”. E tentava inventar uma maionese caseira sem ovos nem óleo.

Soube então que estava salvo. Não do colesterol, mas de algo muito pior: uma vida pequena.

Eliane Brum, jornalista, escritora e documentarista (Foto: ÉPOCA)Eliane Brum, jornalista, escritora e documentarista.  Escreve às segundas-feiras para ÉPOCA.

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MÚSICA CRISTÃ

CULTURA COM SAÚDE E EDUCAÇÃO Não há revolução sem música! As músicas do meu blog são para pensar! Ouvir música não é proibido, mas há algumas que você ouve uma vez e pensa que não deve ouvir nunca mais, isso é normal e também acontece comigo. Então peço apenas que não me julgue porque talvez alguma que você não quis ouvir nunca mais esteja por aqui, é que ainda penso e aprendo alguma coisa com elas… Colocando aqui MÚSICAS CRISTÃS. Eu havia parado de ouvi-las, devido ao uso no mercado financeiro existente no Brasil, mas mudei de ideia e voltei a ouvi-las para meditação. São músicas feitas para Deus, por isso me interessa, pois me faz pensar, ouvirei mesmo sem saber a real intenção de quem fez e sabendo que algumas opiniões colocadas nas letras são diferentes das minhas. Clique nos nomes abaixo para ouvir o cantor: ADHEMAR DE CAMPOSALINE BARROS, ÁLVARO TITOANA PAULA VALADÃOANDRÉ VALADÃO, AO CUBO, ASAPH BORBABOLA DE NEVE CHURCH, BRILHO SUPREMO, BRUNA KARLACASSIANE, DANIELA ARAÚJODAVID QUINLANDIANTE DO TRONO, DJ ALPISTEEYSHILA, FERNANDA BRUMFERNANDINHOFILHOS DO HOMEMGABRIELA ROCHA, HELOISA ROSAJAMILY, KATSBARNEAKLEBER LUCAS, LUDMILA FERBERMARIANA VALADÃO, MARQUINHOS GOMES, NÍVEA SOARES, OFICINA G3PAULO CESAR BARUK, PAULINHO MAKUKOPREGADOR LUO, Projet’art,  RACHEL NOVAESRESGATE, SARAH RENATASORAYA MORAES,  THALLES ROBERTO, TOQUE NO ALTARTRAZENDO A ARCA, VENCEDORES POR CRISTOVINEYARD BRASIL

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