PROTESTO REÚNE 400 PESSOAS E DIVIDE LIDERANÇAS DURANTE ATO EM CAMPINAS

Com certeza essas divisões ocorrerão algumas vezes nos eventos organizados pelas Assembleias Populares de Campinas na cidade, isso acontece no Grupo Campo Grande Consciente desde o começo, mas quero dizer que eu respeito todas as opiniões e com certeza estaremos juntos para defender muitas delas. Também precisaremos saber ouvir as opiniões que são diferentes das nossas, isso aprendi na igreja, algumas vezes discordo da opinião da pessoa que está com a palavra, mas respeito, ouço tudo e depois ainda dou um abraço nessa pessoa no final. Respeito todas as opiniões quando estou dentro de uma igreja, porque sei que ali tenho amigos que concordam e estão se sentindo bem em ouvir aquilo, isso é o que importa.

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Centrais sindicais queriam evitar passeata, mas estudantes foram às ruas.

Única ocorrência policial foi apreensão de cigarros de maconha com jovens.

Centrais sindicais, partidos políticos e o movimento estudantil levaram aproximadamente 400 pessoas, segundo a Polícia Militar, ao ato público realizado na noite desta quinta-feira (11) no Largo do Rosário, em Campinas (SP). A divergência político-ideológica entre os grupos fez com que os representantes dos trabalhadores encerrassem o protesto antes do previsto, após os estudantes deixarem a praça em passeata enquanto os sindicalistas ainda discursavam em um carro de som. O único registro de ocorrência policial durante o ato foi a apreensão de cigarros de maconha com seis jovens, que foram detidos e levados ao 1º Distrito Policial.

“Virou comício! Não dá pra ficar aqui”, reclamava uma estudante enquanto convocava o público para tomar a Avenida Francisco Glicério pelas reivindicações do transporte. Minutos antes, o coordenador da Força Sindical em Campinas, Carlos Ferreira, dizia aos jornalistas que havia uma discordância das centrais sindicais e do Diretório Central de Estudantes (DCE) da Unicamp sobre a realização da passeata. “Nós decidimos apenas abrir o microfone para as lideranças e, depois, vamos executar o hino nacional e encerrar. Eles não concordam”, falou.

Manifestantes realizam protesto no Centro de Campinas (Foto: Lana Torres / G1 Campinas)

Manifestantes realizam protesto no Centro de

Campinas (Foto: Lana Torres / G1 Campinas)

Com o início da passeata agitada pelos estudantes, o Largo do Rosário esvaziou e só restaram alguns militantes dos sindicatos, que se viram forçados a encerrar o ato naquela praça. De acordo com o coordenador do DCE da Unicamp, Bruno Modesto, mais do que a discordância sobre fazer ou não uma passeata, os grupos tinham visões políticas e ideológicas diferentes.

“Os nossos atos têm sido construídos em Campinas com pautas de esquerda e nada parecido com as falas da Força Sindical, nem da CUT. Eles não queriam a passeata e a gente falou: Então fiquem aí, que a gente vai para o ato como fizemos todas as semanas”, disse.

O coordenador da CUT em Campinas, José Tavares, criticou os casos de violência registrados nos protestos que ocorreram durante o mês de junho na cidade e dos quais participou o movimento estudantil.

“Estamos desde as 5 horas da manhã realizando assembleia e não houve nada de anormal, não houve violência. Isso para nós é motivo de orgulho, quando você faz um ato com organização, que tem alguém com endereço fixo, CNPJ, CPF. Não temos pano cobrindo nosso rosto. Estamos na rua de cara limpa para fazer nossas reivindicações”.

Reivindicações

Dividido nos grupos dos sindicalistas e dos estudantes, o protesto teve pautas distintas. As centrais sindicais reivindicavam uma pauta unificada entre os sindicatos ligados à CUT, à Força Sindical e à CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil).

“Pela primeira vez na história do nosso país, nós conseguimos fazer um ato unificado com todas as centrais. E nessa pauta, estamos lutando pela redução da jornada de trabalho sem redução do salário, o fim do fator previdenciário, enfim, conseguimos unificar uma pauta com todo o movimento sindical. Isso por si só já é vitorioso”, disse o coordenador da CTB Paulo Nobre.

Já durante a passeata dos estudantes, que também contou com a presença de algumas lideranças de partidos políticos de esquerda, a reivindicação principal era o transporte público, que já vem pautando as passeatas desde o início de junho. Além da instauração de uma CPI dos Transportes, o grupo pede redução da tarifa, estatização do transporte municipal e a saída de Sérgio Benassi da Secretaria de Transportes. O G1 tentou contato com o titular da pasta, mas ele não foi encontrado para comentar as reivindicações.

Manifestantes durante passeata pela Rua Irmã Serafina, em Campinas (Foto: Lana Torres / G1 Campinas)
Manifestantes durante passeata na região central
de Campinas  (Foto: Lana Torres / G1)

Passeata
A passeata teve início na Avenida Francisco Glicério, seguiu até a Avenida Moraes Sales e, em seguida, o grupo entrou na Avenida Irmã Serafina. A proposta inicial era seguir direto para a sede da Prefeitura, mas os manifestantes desviaram pela Rua Conceição até o Centro de Convivência e, depois, seguiram até a Avenida Anchieta pela Rua General Osório.

Na chegada ao Palácio dos Jequitibás, os jovens tomaram parte das escadarias e fecharam o trânsito nas duas faixas da avenida. Com faixas, cartazes e as palavras de ordem ritmadas por instrumentos de percussão, eles ficaram em frente ao prédio por cerca de 40 minutos e encerraram o ato com o grito de “Amanhã vai ser maior”.

Com G1 Campinas e Região

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